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30 de dezembro de 2017

MW tático: análise do elenco para 2018 - Parte 6 - Base e transição e retorno de empréstimo






29 de dezembro de 2017

MW tático: análise do elenco para 2018 - Parte 5 - atacantes






MW tático: análise do elenco para 2018 - Parte 4 - meias









28 de dezembro de 2017

MW tático: análise do elenco para 2018 - Parte 3 - zagueiros



MW tático: análise do elenco para 2018 - Parte 2 - laterais





27 de dezembro de 2017

MW tático: análise do elenco para 2018 - Parte 1 - goleiros






8 de julho de 2017

MW tático - A força defensiva tricolor - Análise do jogo contra Godoy Cruz


Muito falamos, e com justiça, de como o Grêmio é envolvente do meio para frente, com toques rápidos, troca e posse de bola, triangulações, jogo entre linhas, etc. Mas e a nossa defesa? Sim, temos dois monstros no miolo de zaga, que já podemos comparar com outras duplas históricas do Grêmio como De Leon e Baideck, Adilson e Rivarola, entre outros. Mas e coletivamente, como atuamos defensivamente? 
No jogo contra o Godoy Cruz tivemos um pouco dessa prova. Apesar de achar o time argentino fraco, as condições do jogo (chuva, campo embarrado, violência e catimba do adversário) equilibraram o jogo, e após definirmos o jogo com 44segundos de jogo (gol mais rápido da história dos mata-matas da e dessa edição da Libertadores), fizeram com que o Godoy Cruz tentasse nos encurralar, em espacial no segundo tempo, onde conseguiu ter mais posse de bola. E para analisar nosso sistema defensivo, temos que entender como o adversário jogou. E quem viu o jogo sabe que o jogo foi inclinado pela esquerda. Destaque para Garro, Gimenez (o melhor deles) e o centroavante Morro Garcia para fazer a parede.

                                                      
Godoy Cruz e seu mapa de calor, mostrando como o time joga somente pela esquerda.

                 
 Triangulações, construções e desenvolvimento do jogo pelo lado esquerdo, com os principais jogadores jogando pela aquele lado. Vejam como é "pobre" a atuação de Gonzalez e Abecasis pela direita.

Para combatermos essa lateralidade, obviamente tivemos que fechar mais esse lado. Como sabemos, ali atuam Geromel, Edilson, Ramiro e Arthur. Os três tiverem que atuar mais defensivamente, em especial Arthur, que no seu posicionamento médio teve que ficar mais recuado que Michel, que normalmente fica mais. E aqui eu vejo um ponto de correção do Grêmio. Quando Michel está mais recuado, Arthur é o jogador responsável pela segunda bola. Vi em alguns momentos nesse último jogo que perdíamos essa jogada, por vezes por Michel naturalmente também recuar, por outras vezes pela alta quantidade de jogadores do Godoy Cruz pela esquerda e a falta de recomposição por esse lado. Nada de se alarmar, mas é um ponto que observei.

Arthur mais recuado que Michel, Ramiro mais próximo e recuado do que Pedro Rocha.

Marcamos com duas linhas de 4, onde Luan e Barrios fazem a pressão da saída de bola. Por vezes Luan também recua fazendo uma linha de 5 pelo meio e Pedro Rocha (esquerda) e Ramiro (direita) recompõe para auxiliar laterais. Na minha opinião essa recomposição é o principal movimento tático do time. São dois jogadores que fazem o chamado "box-to-box" ou se preferirem vão de uma área a outra. A partir desse movimento, marcamos de uma forma compacta, onde preenchemos todos os espaços defensivamente, fruto de muito treino, organização e obediência tática. Através disso, quem possui a bola por parte do adversário, sempre se sentirá pressionado.


 Imagens que demonstram a obediência defensiva do Grêmio, retiradas do twitter @taticamentefalando


Consequência disso mostramos como apesar de termos um jogo totalmente pressionado pelo lado direito, nos saímos muito bem. Destaque para a atuação de Edilson e Ramiro, que podemos ver pela troca de passes que foram os que mais executaram. Ambos trocaram 22 passes entre um e outro, maior número da equipe, junto com Luan, que sempre é o jogador que troca mais passes. Aqui novamente falo que Luan é um jogador muito inteligente. É o desafogo do time independentemente do lado do campo.

Interação de passes do Grêmio contra Godoy Cruz.

 Mas gostaria de ressaltar um pouco do Geromel. Não que seja preciso, mas nas redes sociais fiz uma pesquisa do melhor em campo e fui questionado porque coloquei Geromel e não Kannemann (que também foi ótimo). Mas no momento do jogo vi Geromel mais participativo, melhor posicionado, mais seguro. O próprio lado do jogo que falamos acima favoreceu isso. Recorri aos números que mostram que Geromel teve o maior número de rebatidas do time, um absurdo. Quanto aos desarmes, me surpreendi positivamente com nossos laterais, onde Cortez foi bem defensivamente, assim como já falado do Edilson.

Geromito. Sem mais.

Nossos laterais muito bem defensivamente.

Claro que todos torcedores tem esse reconhecimento do Geromel. Mais e quando um jogador capitão da base, que já está no grupo de transição mostra esse respeito ao Geromel e o que tem como referência? Acho que estamos no caminho certo. Sorte ao Lucas Rex em sua carreira tomara que nos dê várias alegrias, e forme mais uma dupla de zaga histórica.


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6 de junho de 2017

MW Tático - Análise de Grêmio 2 x 0 Vasco


O Grêmio enfrentou seu maior desafio dos últimos jogos. Encarou um Vasco fechado, que saía muito bem no contra-ataque. Os times jogaram “espelhados”, ou seja, com a mesma formação no 4-2-3-1. Porém, enquanto tínhamos Luan como o meia central, o Vasco tinha o bom volante Douglas. O time de Milton Mendes realizou a pressão na saída de bola, com Matheus Vital e Manga Escobar mais abertos, acompanhando os laterais. O atacante Kelvin acompanhava Michel e Douglas marcava nosso principal jogador para a saída de bola, Arthur. Com isso, Renato liberou um dos zagueiros para tentarmos sair da retranca do Vasco. Quem mais executava esta ação era Kannemann.


Grêmio e Vasco espelhados; diferença do jogador central do da linha de 3 do meio.

Quando conseguíamos sair com a bola, o Vasco recuava Wellington para linha de defesa, jogando no 5-4-1. Esse movimento lembra aquele realizado pelo Novo Hamburgo nas partidas contra a dupla Grenal, onde o volante Amaral fazia essa ação.


As duas linhas defensivas do Vasco.

O gol de pênalti, do artilheiro do Grêmio na temporada, Barrios, com 12 gols, fez com que Milton Mendes colocasse o centroavante Thales no jogo. Porém o estilo não mudou muito, com uma marcação atrás da linha da bola, não deixando nossos volantes jogarem.



Barrios, artilheiro do Grêmio na temporada, umas das melhores medias de gols do Brasil no ano.

Entrou em jogo a qualidade do nosso lado direito, com Leo Moura, Arthur e Ramiro, com Michel em uma ponta e Luan na outra, sempre participando das jogadas. Dessa vez, ao contrário dos últimos jogos, o time não foi equilibrado em suas laterais, pois tivemos que jogar com qualidade. Sem contar que Manga Escobar, depois Kelvin (no segundo tempo) e Gilberto jogaram em cima de Cortez, Michel e Pedro Rocha.



Gráficos acima e abaixo mostram como Grêmio fez o jogo pelo seu lado direito


Mais uma vez, é importante salientar a presença de Arthur, sendo o jogador mais procurado para o jogo. A interação e sincronia estão ótimas com Ramiro, além da movimentação e triangulação com Leo Moura, Michel e Luan. Ao todo no jogo mantivemos a regularidade de passes com 498, sendo incríveis 92% certos, construindo assim nosso modelo de jogo de POSSE DE BOLA.


A troca de passes do Grêmio contra o Vasco, a busca pelo lado direito, a interação de Arthur e Ramiro, com Michel, Leo Moura e Luan como membros das triangulações.

Não podemos deixar de destacar Michel. Alto número de acertos de passes (62 certos e só 3 errados) e 7 desarmes. Jogou muito bem, protegeu a zaga e deu opção para jogar. Foi o dono do meio campo.



Michel evoluindo a cada jogo.



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