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28 de outubro de 2013

Duda Tajes: Bota o Elano!

A goleada que levamos do Coritiba ontem minou a minha confiança para a semifinal da Copa do Brasil contra o Atlético-PR.
Até ontem, às 18h30min, eu achava que o Grêmio passaria para a final com grandes chances de conquistar o penta. Às 20h35min, fumando um careta e ouvindo as entrevistas do final de jogo, estava muito preocupado.

O sistema defensivo com Dida, Werley, Rhodolfo, Bressan, Pará, Souza, Ramiro, Riveros e Alex Telles deve voltar a funcionar bem. Meu medo é que o Renato tá pensando para as duas vagas a serem preenchidas.

Paulinho, Mamute e Lucas Coelho não me transmitem nenhuma confiança. Por mim dá para jogar uma camisa pra cima e, qualquer um deles que pegar, entra em campo. Mas só um deles, pelo amor de Deus.

Minha esperança é que, em vez de um Biteco, ou do Adriano, ou de mais um atacante, o Renato comece o jogo com o Elano.

Porque acho que a única chance da gente fazer um golzinho no jogo de ida é mesmo numa bola parada.

Caso contrário, é rezar para os 90 minutos em Curitiba passarem rápido. E a gente não depender de fazer muitos gols no jogo de volta.

12 de agosto de 2013

Duda Tajes: Obrigado, Riveros!

Xiru meio tonto ainda (foto Arigatô)

No intervalo do jogo de ontem, comentei com a minha irmã que ia escrever um post com o título: “Grêmio em Salvador. Chuta que é macumba”. Um post onde eu reclamaria do 3-6-1, do Moisés, das mudanças de esquema a cada jogo, da quase certeza de que este ano estava quase perdido etc etc etc. Porque, tomando por base a atuação do primeiro tempo, a derrota ou o empate melancólico eram as únicas alternativas.
Tomamos um calor do Bahia, não conseguimos atacar, ninguém se encontrava dentro de campo. Culpa de mais um esquema diferente, da falta do espírito de Grêmio no Grêmio, tudo que você também pensou e reclamou.
Desde 2007, quando comecei a escrever sobre o Grêmio, seria meu primeiro texto sem nenhuma esperança, beirando a amargura – coisa que, sabemos todos, é comportamento dos torcedores de outro time da cidade.
Mas o segundo tempo mudou o meu espírito de porco porque o Grêmio mudou de espírito.
O time melhorou um pouquinho, voltou mais ligado e mais organizado do que no primeiro tempo. Mas isto não seria o sificiente para deixar ninguém menos desconfiado. O que fez a vitória de ontem me dar uma esperança foi o gol-suicida do Riveros.
Primeiro, veio o flash-back daquela noite fria de julho de 1983, quando conquistamos a primeira Libertadores. Lembrei na hora do mergulho do César para o gol da vitória, quando tudo parecia empatado.
Depois, lembrei do time multicampeão dos anos 90 e o gol de testículos do Jardel na partida de volta contra o Palmeiras, na Libertadores de 95, e daquele Grêmio que lutava pelo resultado enquanto o juiz não apitasse o final do jogo.
E, finalmente, porque foi a primeira vez neste ano (e talvez nos últimos anos) em que alguém deu uma demonstração de vontade e de sacrifício pelo tricolor.
Quando o Riveros se atirou sem medo e fez um gol importantíssimo para o Grêmio, ele trouxe de volta o que todo o gremista espera ver em campo: raça, valentia, gana.
Louvemos este gol. E que, se ele não nos permitir sonhar com alguma coisa melhor nas competições que ainda temos este ano, pelo menos que sirva de exemplo para quem veste a camisa do Imortal.

3 de julho de 2013

Duda Tajes: Temos alma outra vez


Não desgosto do Pofexô, e acho que ele contribuiu com a montagem desse grupo atual do Grêmio – pra mim, o melhor desde o começo do século XXI.

O problema é que, mesmo com o maior presidente da história do clube no comando e bons jogadores a dar com pau, tava faltando alma para o nosso time. E não tem ninguém melhor para colocar uma alma nesse corpo do que um dos maiores heróis dos nossos 110 anos, o cara que foi protagonista de vitórias e títulos épicos.

Por mais que os corneteiros da imprensa imparcial questionem o conhecimento e a capacidade do Renato, acho que ele tem como treinador, a mesma ousadia e criatividade dos tempos de jogador. Aquela coisa de, num lampejo, resolver uma partida.

Se eu acreditava no Grêmio antes, com o Santo no comando, agora acredito ainda mais. E que venham os primeiros canecos da Arena.

Dá-lhe!
......

Para emocionar


22 de maio de 2013

Duda Tajes: Retomando a relação

Sabe aquele craque que está enfarado do time e resolve trocar de ares? O Neymar está fazendo isto agora. Acho que o Messi poderia também pensar em trocar o Barcelona pelo Grêmio, por exemplo.
Novo time, novos desafios.
Pois "contratamos" o craque do Grêmio Libertador. Ele mesmo: o Duda Tajes. Chega num momento de turbulências, de águas revoltas e de fogo no térreo enquanto estamos na torre do Empire State.
Mas chega trazendo a esperança de dias melhores.
O blog já tem dois pentelhos, uma Pitica, um fanático por filmes e um chileno paraguaio. Faltava um filósofo. Faltava. Agora não mais.
Com vocês então Duda Tajes.
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Minhas limitações intelectuais sempre me fizeram levar as situações do futebol para a vida e vice-versa. Acho que isto é culpa de ter lido mais cadernos de esporte e revistas Placar do que livros de filosofia. Fazer o quê?
Nessas de levar as situações do futebol para a vida, vejo a relação entre torcedores (nós) e o Grêmio passando por um momento que os casamentos passam de vez em quando. Aquela hora em que o acúmulo de pequenos defeitos do amor da sua vida fica difícil de aguentar.
No momento de crise da relação, sempre vai aparecer gente dizendo que estava vendo tudo descambar faz tempo, que o outro não merece o seu amor, que você vai ser mais feliz largando tudo, que é hora de partir para outra.
E depois de se desiludir com a relação e levar em conta a opinião dos outros, muita gente desiste mesmo do casamento e vai procurar uma outra relação. Tudo muito normal, moderno, adulto.
Mas no caso do amor pelo nosso time, isto é praticamente impossível.
Ou será que alguém se imagina trocando o manto sagrado tricolor por outra camiseta, frequentando outro estádio, gritando o nome de outro time, cantando outras músicas, comemorando outras vitórias? Simplesmente, não dá.
Não sou diferente de ninguém, por mais que seja um sujeito meio delirante. Passei pelas mesmas desilusões que todo o gremista com o nosso time em 2013. Sofri com o papelão no Gauchão, com as atuações irregulares na Libertadores, com as fofocas sobre a Arena, com os comentários isentos no rádio, nos jornais e na TV, com meus amigos falando tão mal do meu amor que chegava a ser constrangedor.
Mas quer saber? Eu vou retomar a minha relação com o Grêmio.
Digam o que disserem, aconteça o que acontecer, eu vou continuar ao lado do Grêmio. Eu vou relevar o que aconteceu no passado (ou na semana passada) e fazer o que for possível para que o nosso amor volte a ser como era antes. Vou estar com o Grêmio no frio, na chuva e nos horários horrorosos impostos pela CBF e pelo Pay-per-Vil (sic).
Na boa, acho que todos os gremistas que sentiram o desgaste nos últimos meses deveriam fazer o mesmo.
Que venha o Brasileirão. Que venha a Copa do Brasil. E que venham os títulos, as voltas olímpicas e tudo que o Grêmio e nós merecemos.
Vamos acreditar no nosso amor.
Vamos acreditar no nosso Grêmio.
Dá-lhe!