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19 de novembro de 2017

Daniel Matador - Quem se importa com o Brasileirão?

Santos 1 x 0 Grêmio

Copete acabou marcando o gol do Santos na Vila Belmiro.

Caros

Estive na Arena na última rodada do Brasileirão, onde assisti o jogo junto com o Seu Algoz. Apesar do time quase titular, ali já notava-se a postura do time: ritmo de treino, apesar da vitória que acabou vindo. Contra o Santos, aí a coisa foi escancarada, como não poderia deixar de ser. O time foi todo alternativo, incluindo o técnico. César Bueno, que comanda o time de transição, foi o escolhido para comandar a equipe na Vila Belmiro. O time titular, junto com Renato e muitos reservas imediatos, ficou em Porto Alegre, preparando-se para o grande confronto do ano até o momento. Porque só ela interessa: a final da Taça Libertadores da América. E o embate contra o Peixe só serviu mesmo para cumprir tabela.

1º Tempo: Santos 1 x 0 Grêmio

A partida começou com chuva e pouca inspiração por parte de ambos os times. Aos 8 minutos, após cobrança de escanteio, Victor Ferraz pegou um chute na veia de fora da área. A bola desviou, mas Paulo Victor fez uma grande defesa. Aos 15, excelente jogada de Machado, que roubou a bola, avançou e chutou de longe, com o goleiro Vanderlei defendendo e mandando para escanteio. Aos 17, o ataque do Grêmio envolveu toda a defesa santista e Patrick chutou, mas o goleiro Vanderlei fez um milagre. Aos 21, outra boa defesa de Paulo Victor, impedindo a interceptação da bola após um lançamento pela esquerda.

Aos 30, Dionathã emendou um belo chute colocado de longe e a bola bateu na trave, indo para fora, no lance que seria um golaço! Só que, aos 32, num contra-ataque, Copete avançou e chutou na saída de Paulo Victor, abrindo o placar. Aos 37, Bruno Henrique cabeceou e perdeu um gol quase feito. Aos 44, Ricardo Oliveira cabeceou e Paulo Victor defendeu novamente. Defesa que rendeu até mesmo um cumprimento por parte do centroavante ao arqueiro tricolor. E mais não teve na primeira etapa.





2º Tempo: Santos 0 x 0 Grêmio

Os times voltaram para a segunda etapa sem muita inspiração, repetindo o que foi o primeiro tempo. Aos 8 minutos, Bressan emendou um VOLEIO de fora da área, mas obviamente a bola foi na lua. Aos 10, Bruno Henrique meteu um CANUDO, que Paulo Victor defendeu bem. Só que o jogo seguia MODORRENTO, sem grandes lances de parte a parte. Aos 23, boa defesa de Paulo Victor em cobrança de falta frontal. Aos 30, Pepê entrou no lugar de Kaio. Em seguida, Jael foi agarrado na área e o apitador nada marcou. Aos 35, Dionathã saiu para a entrada de Lucas Poletto. O jogo seguiu amarrado e nada mais aconteceu, mesmo após os 4 minutos de acréscimo.





Como jogaram:

Paulo Victor: boas defesas, sem culpa no gol. Nota 6
Léo Gomes: surpreendentemente, fez dois bons lançamentos para Jael no primeiro tempo. No segundo tempo foi só regular. Nota 5
Thyere: não chegou a comprometer, apesar de também não ter feito uma partida soberba. Nota 5
Bressan: teve certa participação no gol santista. Apenas cercou o jogador, sem dar o bote. Nota 3
Conrado: ficou mais contido na defesa, liberando Léo Gomes para o ataque. Nota 4
Cristian: muito indolente e preguiçoso. Algo ruim, considerando que deveria mostrar serviço para pleitear vaga no time titular. Nota 4
Machado: parecia um veterano jogando, assumindo a responsabilidade em vários lances. Nota 6
Patrick: perdeu a melhor chance de gol no primeiro tempo. Afora isso, pouca participação. Nota 4
Kaio: impressionante ainda estar jogando. Deveria pensar em mudar de profissão. Saiu para a entrada de Pepê. Nota 2
Dionathã: boa movimentação no ataque, mas não conseguiu nada muito produtivo. Nota 4
Jael: recebeu ao menos dois bons cruzamentos para marcar, aparando ambos de cabeça. No primeiro, mandou a bola no ESCANTEIO. No segundo, mandou a bola na LATERAL! Nota 3

Pepê: entrou no lugar de Kaio, na finaleira. Sem nota
Lucas Poletto: entrou no lugar de Dionathã, no fim do jogo. Sem nota

César Bueno: foi chamado às pressas e não chegou nem a treinar o time. Mas poderia ter feito trocas mais cedo, principalmente considerando a natureza do jogo e a inoperância de alguns nomes. Nota 5

Arbitragem: o trio pernambucano era composto pelo apitador Péricles Bassols, auxiliado por Cleber Leite e Marcelino Nazaré. Jogador do Santos deu carrinho por trás e não levou cartão. Jael sofreu pênalti e ele não marcou. Bem ruinzinho.

Vamos falar sério: com o Corinthians campeão e a vaga para a Libertadores 2018 já assegurada na fase de grupos, ninguém estava mais dando bola para este jogo. Por mais que queiram insistir na questão da premiação para o segundo lugar, isso não cola. Todo mundo está com as atenções voltadas para quarta-feira e a grande final da Libertadores da América. O gremista respira Libertadores, dorme Libertadores, vive Libertadores. Nada mais importa. Agora todos os pensamentos estão voltados para quarta-feira na Arena.

Saudações Imortais

16 de novembro de 2017

Grêmio 1 x 0 São Paulo

Por motivo de força maior não foi possível postar o pós jogo de ontem.
Pedimos a compreensão dos leitores e agradecemos desde já.

O Grêmio fez uma boa apresentação diante do São Paulo. Marcelo Grohe, mais uma vez, mostrou que talvez seja o melhor goleiro brasileiro em atividade no Brasil.
Kannemann não deixou barato e jogou muito.
A equipe principal mostrou que está pronta para a grande decisão da Libertadores diante do argentino Lanús.

A partir de agora , contagem regressiva para o primeiro jogo na Arena que vai ferver com a sua lotação completa.

Dá-lhe, Tricolor!!!!!!!!!!!!!!!!!



12 de novembro de 2017

Daniel Matador - Aquele empatezinho modorrento

Grêmio 1 x 1 Vitória

Fernandinho marcou o gol tricolor em Caxias do Sul.

Caros

Depois de uma convincente e maiúscula vitória frente ao Flamengo na última rodada, Renato pôs novamente o time titular (com algumas preservações) para manter o ritmo neste domingo. Pelo fato de não haver tempo hábil para a desmontagem da estrutura do show do Coldplay, que ocorreu na Arena ontem, o jogo acabou ocorrendo em Caxias do Sul, no Alfredo Jaconi. Boa oportunidade para os torcedores da serra gaúcha, que aproveitaram a presença do tricolor na cidade para lotar o estádio. O Grêmio é o grande show do RS, seja na capital, seja no interior.

A equipe que entrou em campo foi quase a titular, com exceção do gol, onde Paulo Victor substituiu Grohe, que apresentou um desconforto na coluna. Com Edilson fora, Léo Moura assumiu naturalmente a lateral direita. E com Cortez e Marcelo Oliveira lesionados, Léo Gomes acabou sendo improvisado por ali. E a última preservação foi Michel, que também foi naturalmente substituído por Jaílson, que tem apresentado performance mais segura nos últimos jogos.

1º Tempo: Grêmio 1 x 1 Vitória

Aos 6 minutos, a primeira boa chegada do time, com um cruzamento de Ramiro pela direita que foi rebatido pela zaga. Aos 12, Jaílson recebeu e emendou um CANUDO de direita, de fora da área, com a bola passando perto da trave direita do arqueiro do time baiano. Aos 13, em rebote após escanteio, chute forte de Zé Welison, que acabou resvalando na defesa e saiu pela linha de fundo. Na sequência, outro chute para boa defesa de Paulo Victor. Aos 16, ataque do vitória pelo lado direito invadiu a área e a bola sobrou para Patric, que chutou cruzado na saída de Paulo Victor para abrir o placar.

Aos 20, Léo Gomes fez grande jogada e cruzou para Fernandinho empatar! Aos 23, foi a vez de Luan tentar de longe, mas a bola subiu muito. Aos 25, Ramiro entrou na onde e também emendou um PETARDO de longe, com o goleiro defendendo a bola que ia no ângulo! Durante uns 10 minutos a partida deu uma amornada, sem grandes lances. Aos 42, bola alçada na área tricolor levou perigo, mas a zaga afastou. Aos 43, após cobrança de escanteio, Barrios tentou escorar, mas a bola já estava saindo pela linha de fundo. Aos 45, quase gol do Vitória, com Paulo Victor fechando o ângulo e a bola passando muito perto. Aos 48, Luan CHAPELOU o marcador e chutou para defesa plástica do goleiro do Vitória. E a primeira etapa terminou assim.





2º Tempo: Grêmio 0 x 0 Vitória

O time voltou para a segunda etapa sem alterações na escalação. Aos 4 minutos, em contra-ataque, Trellez recebeu, cortou e chutou, mas a bola subiu demais. Aos 9, Luan cruzou para Fernandinho, que quase marcou novamente de cabeça. Aos 13, Fellipe Souto deu carrinho em Ramiro, levou o segundo amarelo e foi expulso. No minuto seguinte, Barrios recebeu cruzamento de Ramiro e escorou, perdendo um gol incrível! Aos 15, Léo Gomes chutou mascado e o goleiro defendeu. Aos 18, Léo Moura cruzou rasteiro para Luan, que marcou, mas a arbitragem assinalou impedimento. Aos 20, Luan chutou de fora da área e por muito pouco a bola não entrou.

Aos 21, Léo Gomes saiu para a entrada de Everton. Aos 30, Jaílson saiu para a entrada de Jael, o Cruel. Aos 37, em grande jogada de Jael, Luan quase marcou. O jogo ficou à feição do tricolor, que avançava quase sempre em blitz. Aos 44, Patrick entrou no lugar de Fernandinho. Aos 45, um susto: em contra-ataque, o Vitória marcou, porém o auxiliar anotou o impedimento. E mais não ocorreu, com o Vitória arrancando um bom empatezinho jogando fora de casa.





Como jogaram:

Paulo Victor: é um goleiro seguro. Sem grande culpa no gol. Nota 5
Léo Moura: deu conta da lateral, como de costume. Nota 6
Geromel: soberbo, como sempre. Deu até chapéu nos atacantes. Nota 7
Kannemann: firme como o cão de guarda que é. Nota 7
Léo Gomes: com certeza foi sua melhor partida com a camisa do clube. Fez o cruzamento para o gol de Fernandinho. Saiu para a entrada de Everton. Nota 6
Jaílson: foi bem, contendo o meio de campo. Saiu para a entrada de Jael. Nota 6
Arthur: bem mais contido hoje. Nota 5
Ramiro: bom ímpeto, sempre tentando apresentar-se para o jogo. Nota 7
Luan: nota-se que está recuperando seu ritmo após o tempo de parada. Nota 6
Fernandinho: boa partida, com avanços e presença no ataque. Marcou o gol que abriu o placar. Nota 7
Barrios: meio apagado hoje. Até teve chance de marcar, mas não conseguiu. Nota 4

Renato Portaluppi: fez uma certa maçaroca no time hoje. Nota 5

Everton: entrou no lugar de Léo Gomes. Praticamente nem tocou na bola. Nota 4
Jael: entrou no lugar de Jaílson, na finaleira. Sem nota
Patrick: entrou no lugar de Fernandinho, quase nos acréscimos. Sem nota.


Arbitragem: o trio paulista foi formado pelo apitador Marcelo Aparecido R. de Souza, auxiliado por Anderson José de Moraes Coelho e Bruno Salgado Rizo. O gol do Vitória foi impedido, porém o lance era bem complicado. Se houvesse árbitro de vídeo, talvez ele fosse invalidado. Deu algumas rateadas e inverteu várias faltas.

Não adianta, o pensamento do grupo está somente nas finais da Libertadores da América. Por mais que muitos queiram dedicação intensa aos jogos do Campeonato Brasileiro, isso não ocorrerá. O Vitória é um dos visitantes mais indigestos deste campeonato, apesar de ter faltado competência para o time de Renato ter vencido. Mas não adianta, os próximos jogos servirão somente para o cumprimento da tabela e para a manutenção do ritmo. Só a América interessa.

Saudações Imortais

29 de outubro de 2017

Daniel Matador - Aquele empatezinho meia-boca

Avaí 2 x 2 Grêmio

Time comemora o gol do zagueiro Thyere, que abriu o placar na Ressacada.

Caros

Depois da atuação de gala frente ao Barcelona pela Libertadores da América, o tricolor enviou uma mistura de time B com time C para atuar contra o Avaí pelo Campeonato Brasileiro. Não obstante a classificação quase encaminhada para a final do torneio continental (ok, eu sei, não tem jogo jogado, faltam 90 minutos, etc e tal), a equipe gremista continua bem posicionada no G4 da principal competição nacional.

Os times reservas, entretanto, nunca fizeram boas jornadas, tendo arrancado no máximo um empatezinho nas vezes em que atuaram. O único titular que começou a partida foi Michel, justamente para que possa readquirir ritmo de jogo após sua parada por lesão. O garoto Patrick ganhou chance de iniciar a partida, assim como Cristian, outro que tenta buscar seu lugar no grupo. E no comando de ataque, novamente ele, Jael, o Cruel.

1º tempo: Avaí 1 x 2 Grêmio

Nem 2 minutos haviam passado e Everton já cruzava para Kaio TRISCAR de cabeça, porém sem direção. Aos 11 minutos, Everton recupera uma bola próximo à entrada da área, se desvencilha dos marcadores e abre na direita para Thyere (sim, o zagueiro estava lá na frente!), que fecha o olho e dá um BAGO cruzado pra abrir o placar!


Aos 15, Michel emendou um CANUDO de longe, mas a bola acabou não indo em gol. Aos 21, boa jogada de João Paulo, que cortou o marcador pela esquerda e chutou, para firme defesa de Paulo Victor. Na sequência, perigoso ataque tricolor, também aparado pelo arqueiro avaiano. Aos 27, chute de fora da área que o goleiro rebateu, Bressan meteu para o gol, mas o bandeirinha erroneamente marcou impedimento. aos 29, após cobrança de escanteio, Pedro Castro emenda uma bucha de fora da área e empata o jogo. Aos 35, Everton fez jogadaça pela esquerda e passou para Kaio, que só escorou para anotar o segundo!


Aos 40, um cruzamento avaiano pela esquerda, de forma despretensiosa, quase acabou indo em gol por conta da curva da bola. Sorte que Paulo Victor estava atento na jogada. Aos 45, Júnior Dutra dominou e finalizou por cima. E não teve mais nada na primeira etapa, que terminou com vitória gremista.





2º tempo: Avaí 1 x 0 Grêmio

Em pouco mais de um minuto, Paulo Victor fez uma defesa sensacional, à queima-roupa, que evitou o empate catarinense. Em cobrança de escanteio de Marquinhos (aquele mesmo que jogou por aqui), Leandro Silva cabeceou e quase marcou, não fosse o guarda-metas tricolor. Eram quase 10 quando Jael, incrivelmente, fez uma grande jogada de pivô, estilo futsal, para a passagem de Michel, que recebeu, emendou de canhota e, por muito pouco, não ampliou. Aos 16, perigoso ataque do Avaí que a defesa rebateu. Mas, no lance seguinte, após cobrança de escanteio, Leandro Silva desviou de bico e empatou o jogo.

Aos 21, outra importante defesa de Paulo Victor. E, no minuto seguinte, Jael saía para a entrada de Beto da Silva, enquanto Patrick saía para a entrada de Jean Pyerre. A essa altura o jogo começou a ficar amarrado. Aos 39, Júnior Dutra bateu de longe e Paulo Victor defendeu sem rebote. Segundos depois, Maurinho disparou um MÍSSIL que explodiu no travessão! Aos 40, Dionathã entrou no lugar de Kaio. Aos 43, outra defesa milagrosa de Paulo Victor, novamente à queima-roupa! E não teve nada de mais relevante, com a partida terminando empatada e o tricolor trazendo um pontinho de Florianópolis.





Como jogaram:


Paulo Victor: difícil dizer se poderia ou não ter defendido os chutes que originaram os gols avaianos. No geral, foi seguro, além de ter feito grandes defesas no segundo tempo. Nota 8
Léo Gomes: não conseguiu fazer até agora nenhuma partida realmente boa. Nota 4
Thyere: bem na defesa e ainda fez um gol. Nota 8
Bressan: é muito azarado, coitado. Fez um gol legal que foi anulado. Na defesa, foi razoável. Nota 6
Marcelo Oliveira: foi o capitão do time na partida. No máximo, regular. Nota 5
Michel: nota-se que está, aos poucos, retomando o ritmo de jogo. Nota 6
Cristian: ainda carece de ritmo de jogo após sua longa inatividade e a lesão. Mas foi razoavelmente bem. Nota 6
Kaio: talvez tenha sido sua melhor partida no clube. Fez um gol importante num momento crucial. Nota 7
Patrick: tentou uma ou outra jogada, mas no geral não aproveitou muito a chance que recebeu. Nota 4
Everton: jogou muito. Abriu espaços, buscou as jogadas e pifou os companheiros no ataque. Nota 8
Jael: incrivelmente, talvez tenha sido sua melhor partida pelo clube. Mas, novamente, não fez um golzinho. Nota 5

Beto da Silva: entrou no lugar de Jael. Incrivelmente, era preferível ter deixado Jael em campo. Nota 1 (só pra não zerar)
Jean Pyerre: entrou no lugar de Patrick. Não fez praticamente nada. Nota 2
Dionathã: entrou no lugar de Kaio, na finaleira. Sem nota

Renato Portaluppi: montou o time com o que havia disponível, considerando a partida decisiva da próxima quarta-feira. Nota 6

Arbitragem: o apitador foi um cidadão que sempre nos dá boas lembranças, o paraense Dewson Fernando Freitas da Silva, do quadro da FIFA. Foi ele quem apitou o histórico Grenal dos 5x0. No jogo contra em Santa Catarina ele foi auxiliado pelos também paraenses Helcio Araujo Neves e José Ricardo Guimarães Coimbra, ambos bandeirinhas CBF. E o bandeirinha cometeu um erro grave ao marcar impedimento inexistente em gol convertido por Bressan.

Foi mais uma rodada para cumprir tabela e apenas manter-se no G4. Não adianta querer achar outra coisa, só a Libertadores está no horizonte gremista. Dava para ter ganho? Óbvio, o time esteve sempre na frente no placar. Mas é impressionante a capacidade de tomar gols desse time reserva, bem como sua postura apática em quase todos os jogos. Contudo, agora é esquecer tudo isso e focar no que interessa: o Barcelona e a Libertadores da América.

Saudações Imortais

22 de outubro de 2017

Daniel Matador - Era jogo-treino, mas não precisava avacalhar

Grêmio 1 x 3 Palmeiras

Michel voltou hoje após parada por lesão e anotou até gol.

Caros

A história, e no futebol não poderia ser diferente, é cíclica. Os mais jovens podem não lembrar, mas nos épicos idos dos anos 90 (que década, meus amigos, que década!) o Grêmio mandava no futebol, fosse no RS, no Brasil ou mesmo na América. Em 1996 o esquadrão avassalador de Felipão era o atual bicampeão da Libertadores e maior candidato ao título daquele ano. O time já estava nas semifinais, onde enfrentaria o América de Cali, time bancado pelos barões da droga colombiana. Só que, além da Libertadores, o tricolor também disputava em paralelo o ruralito e a Copa do Brasil (da qual havia sido vice-campeão no ano anterior).

Em termos de nomes, a grande equipe daquela época era o Palmeiras, financiado pela multinacional Parmalat. Só que este mesmo Palmeiras acabava, quase sempre, levando uma surra de relho da equipe de Scolari. Naquele 1996, numa terça-feira, enfrentávamos o América de Cali no Olímpico pela primeira partida das semifinais da Libertadores. Míseros 16 mil torcedores compareceram para ver Goiano marcar o solitário gol da vitória. Sim, isso mesmo. Ninguém estava dando bola para a semifinal da Libertadores. O que importava era derrotar os palmeirenses. E, na sexta-feira da mesma semana, no segundo jogo da semifinal contra o Palmeiras, o Olímpico entupiu com 50 mil tricolores babando pela classificação contra o odiado alviverde paulista.

A torcida, durante toda a semana, bradava pela utilização de time titular neste jogo, mesmo considerando que, menos de uma semana depois, o time teria de viajar até a Colômbia para decidir sua passagem para a final, onde poderia enfrentar o River Plate e ser tricampeão da América. O time já estava cansado por conta do enfrentamento pela Libertadores e a opção racional seria um time reserva, mesmo que isso ocasionasse a desclassificação. Mas Felipão e a diretoria resolveram atender a torcida, escalaram time titular, chegaram a devolver o placar do primeiro jogo (vencido pelo Palmeiras por 3 x 1), mas a arbitragem anulou o terceiro gol, marcado legalmente por Jardel. O time não classificou-se e chegou esfacelado à Colômbia, onde acabou sucumbindo no segundo tempo por visível questão física e foi derrotado por 3 x 1, perdendo a chance de ser tricampeão continental.



Pois hoje a história se repete, e com o mesmo Palmeiras enfrentando o tricolor em seus domínios antes de uma partida pela semifinal da Libertadores. Só que, desta vez, Portaluppi e a direção não ouviram a torcida e agiram com a razão. Botaram um time reserva, apenas fortalecido pelas presenças de Michel e Luan, que atuaram justamente para retomar o ritmo de jogo para o confronto contra o Barcelona do Equador. Que é o que realmente interessa.

1º Tempo: Grêmio 0 x 0 Palmeiras

Logo aos 3 minutos, Jael recebeu a bola em impedimento, porém deixou a mesma para Arroyo. Ambos partiriam sozinhos, pois a zaga estava toda para trás. Óbvio que o apitador Ricardo Marques Ribeiro, fazendo jus à sua história, marcou impedimento e impediu o provável gol gremista. Aos 7, Everton lançou Arroyo, que avançou e, quase em frente a Fernando Prass, sofreu uma carga da zaga. Em lance ocorrido logo em seguida, Michel sequer encostou em Tchê Tchê, mas o apitador parou o lance porque o jogador palmeirense apatifou e ficou deitado no chão.

A movimentação do jogo era intensa, mas sem chances claras de gol. Aos 31, Luan lançou Léo Moura na esquerda, que avançou e devolveu para o mesmo Luan chutar, mas a bola subiu demais. Aos 36, jogadaça de Everton, que driblou dois marcadores e invadiu a área pela direita, mas concluiu pra fora. Aos 44, perigoso ataque palmeirense, mas Paulo Victor defendeu muito bem o chute de Keno. O apitador deu só um minuto de acréscimo, porém nada mais aconteceu e o primeiro tempo terminou com o placar em branco.



2º Tempo: Grêmio 1 x 3 Palmeiras

O time voltou do intervalo com Jaílson entrando e Bruno Rodrigo saindo. Marcelo Oliveira, com isso formou a dupla de zaga com Thyere e Kaio foi fazer a lateral esquerda. Não eram nem 3 minutos quando Dudu chutou e Paulo Victor estava pronto para aparar, mas a bola desviou no agora zagueiro Marcelo Oliveira e acabou fazendo a bola entrar. Aos 9, em erro que propiciou contra-ataque, Moisés pegou um rebote e meteu um canudo no ângulo esquerdo para aumentar a vantagem. Aos 19, outra falha da defesa e Dudu aproveitou para escorar e anotar o terceiro. Uma mudança que acabou mexendo em três setores alterou totalmente a composição do time.

No minuto seguinte, Beto da Silva entrou no lugar de Arroyo. Aos 33, para dar um alento, Michel aparou um rebote em um bate-rebate na zaga palmeirense e descontou.

Aos 36, Luan saiu para a entrada de Dionathã. Só que daí para frente não havia mais nada para ser feito. O Palmeiras fez o que qualquer equipe que esteja ganhando fora de casa deve fazer e postou-se atrás. O Grêmio até tentava alguma coisa, mas sem a mínima inspiração. E terminou assim.




Como jogaram:

Paulo Victor: transmite segurança para a zaga. Sem culpa no gol. Nota 5
Léo Moura: fez o feijão com arroz na lateral e ainda arriscou um ou outro lance. Nota 6
Thyere: não comprometeu individualmente, mas a zaga fez água com ele e Marcelo Oliveira. Nota 5
Bruno Rodrigo:  deve treinar muito mal, pois foi sacado para que Marcelo Oliveira ficasse em seu lugar. Nota 5

Marcelo Oliveira: é ruim e zicado. Foi só sair da lateral para a zaga que a bola desviou nele e o Palmeiras abriu o placar. Nota 2
Michel: voltou para readquirir ritmo de jogo. Considerando o tempo parado, voltou bem. Tanto que conseguiu até marcar um golzinho. Nota 7
Kaio: não obstante ser oriundo da base, até hoje não fez nenhuma partida que mostrasse algo diferenciado. Nota 3
Luan: sem a mesma intensidade do jogo contra o Corinthians, mas tem readquirido o ritmo para o jogo contra o Barcelona. Nota 6
Everton: um dos poucos que tentou alguma coisa no ataque. Cansou no segundo tempo. Nota 6
Arroyo: ainda não mostrou nada que o qualifique sequer a ficar no elenco. Não fez absolutamente nada. Nota 1 (só por ter fardado)
Jael: é impressionante o fato de um centroavante já ter feito cerca de uma dezena e jogos e não ter anotado um golzinho sequer. Nota 1 (só por ter fardado)

Jaílson: entrou para a saída de Bruno Rodrigo. Não fez nada demais em campo. Nota 4
Beto da Silva: entrou no lugar de Arroyo. Não fez nada além do que seu predecessor havia feito. Nota 3
Dionathã: entrou no lugar de Luan, já na finaleira. Sem nota

Renato Portaluppi: hoje a derrota passa muito por ele. Sua mexida no intervalo detonou todo o time. Nota 2

Arbitragem: o trio era mineiro, formado pelo apitador Ricardo Marques Ribeiro e auxiliado por Guilherme Dias Camilo e Sidmar dos Santos Meurer. Só fizeram merda. O resultado não passou por eles, mas atrapalharam tudo que puderam. O apitador deu até cartão amarelo para Luan no momento da substituição, em uma grande lambança.

Tomando por base o que aconteceu em 1996, hoje era jogo para os reservas e, na melhor das hipóteses, dar ritmo de jogo aos titulares que jogarão a partida pela Libertadores (casos de Luan e Michel). Mas isso não significava que deveria ter ocorrido o fiasco que houve. Sim, porque perder de 3 na Arena é fiasco, a não ser que o juiz expulse uns 4 jogadores. O gol de Michel ainda deu uma atenuada, mas foi uma jornada bem ruim, principalmente no segundo tempo. Agora, tudo que interessa é esquecer esse jogo. Porque só a Libertadores importa.

Saudações Imortais

15 de outubro de 2017

Daniel Matador - Gol e vitória pra matar secador

Coritiba 0 x 1 Grêmio

Ramiro foi o autor do gol da vitória em Curitiba

Caros

As últimas apresentações pelo Campeonato Brasileiro deram uma arrefecida no ânimo da torcida tricolor. Por natural, é complicado tentar desviar a mente do jogo pela semifinal da Libertadores da América. Não que esta seja uma justificativa muito boa, mas é talvez o principal entrave. Nenhum jogador que esteja na iminência de disputar as partidas decisivas pelo torneio continental arriscará alguma dividida mais dura ou uma corrida que venha a arriscar uma lesão que comprometa sua participação.

Mas isso não pode fazer com que o Brasileirão da primeira divisão seja totalmente relegado. Até mesmo para que o ritmo de competição possa ser mantido. Com este pensamento em mente é que Renato botou um time com algumas das melhores alternativas para a partida contra o Coritiba na capital paranaense neste domingo de estreia do horário de verão.

Primeiro tempo: Coritiba 0 x 0 Grêmio

Aos 4 minutos Grohe já teve que trabalhar e desviar para escanteio uma cobrança de falta perigosa. Na sequência, após a cobrança do corner, o nada saudoso Werley cabeceou e a bola passou perto do pé da trave esquerda. O time passou a dar alguns balões, em detrimento ao toque de bola que caracterizou-o desde o ano passado. Só que já havia passado da metade da primeira etapa e tanto o lado tricolor quanto o lado coxa branca não apresentavam nada de interessante, deixando o jogo moroso.

Aos 27, em cobrança de falta onde Ramiro só não levou o segundo amarelo e foi expulso por detalhe, Grohe fez outra boa defesa. Aos 33, em grande cobrança de escanteio de Fernandinho, Geromel cabeceou e a bola passou muito perto da trave direita do arqueiro do Coritiba. Nos minutos finais, certa pressão do time gremista, com alguns avanços interessantes que eram rechaçados pela defesa paranaense. Aos 46, jogadaça de Henrique Almeida, que cortou Cortez e meteu um BAGO da entrada da área, o qual subiu mais que balão de São João. E nada mais aconteceu nesse primeiro tempo bem fraco.




Segundo tempo: Coritiba 0 x 1 Grêmio

Assim como no primeiro tempo, logo aos 3 minutos o famigerado Werley escorou uma sobra de cobrança de falta e a bola bateu na trave! E o jogo continuava uma nhaca. Aos 17, Arroyo saiu para a entrada de Everton. Mas a pobreza continuava. Até passes curtos eram errados. Aos 27, em boa falta cavada por Fernandinho, Edilson meteu um balaço estilo futebol americano e a bola também subiu igual.

Aos 30, Barrios saiu para a entrada de Beto da Silva, que aos 35 recebeu lançamento e marcou, porém estava impedido, o que fez com que levasse um amarelo pela conclusão. Até ensaiou-se alguma pressão nos minutos finais, mas todas as investidas paravam, invariavelmente, na defesa do Coritiba ou em escanteio. Aos 43, outra boa defesa de Grohe em cabeçada de Henrique Almeida. Segundos depois, Kannemann salvou aquele que poderia ter sido o gol, atirando-se para interceptar chute de Henrique Almeida. Aos 45, Jael entrou no lugar de Fernandinho. E, aos 47, o próprio Jael fez a jogada e lançou Ramiro, que chutou para marcar o gol da vitória tricolor!





Como jogaram:

Grohe: um dos poucos que se salvou. Boas defesas e intervenções. Nota 7
Edilson: várias rateadas defensivas e raros lances de apoio. Nota 3
Geromel: entrou com a braçadeira de capitão e foi um dos poucos lúcidos em campo. Nota 7
Kannemann: simples e firme como sempre, tendo inclusive que consertar várias rateadas dos colegas mais à frente. Nota 7
Cortez: perdeu alguns lances meio bisonhos contra seus adversários diretos. Nota 3
Jaílson: as últimas partidas haviam sido razoáveis, mas hoje foi bem ruinzinho. Nota 3
Arthur: muito marcado, o que dificultou seu jogo notoriamente qualificado. Nota 5
Ramiro: bem fraco, como aliás tem sido nos últimos jogos. Mas fez um gol salvador, o que redime tudo. Nota 9
Fernandinho: até tentou algo, mas sem muita efetividade. Saiu para a entrada de Jael. Nota 4
Arroyo: nota-se claramente que ainda carece de ritmo de jogo. Não fez muita coisa. Saiu para a entrada de Everton. Nota 3
Barrios: não recebeu uma bola decente o jogo todo. Saiu para a entrada de Beto da Silva. Nota 3


Everton: entrou no lugar de Arroyo, mas nada fez de muito útil. Nota 4
Beto da Silva: entrou no lugar de Barrios, na finaleira. Sem nota
Jael: entrou no lugar de Fernandinho, naquela famosa substituição para matar tempo. Não teria feito nada, mas deu a assistência para o gol de Ramiro. Nota 7

Renato Portaluppi: a equipe foi muito mal, nada perto daquilo que já apresentou. A vitória veio num lance fortuito e, desta vez, pouco passou pela mão do técnico. Nota 5

Arbitragem: o trio goiano, formado pelo apitador Andre Luiz de Freitas Castro e os auxiliares Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha fez um trabalhinho meia boca. Ratearam em lances que variaram de impedimentos inexistentes até distribuição de cartões.

Era um jogo para ganhar ritmo, um certo fôlego e até beliscar novamente a vice-liderança do campeonato. Este deve ter sido, provavelmente, o jogo onde o Grêmio teve o maior número de escanteios a favor. E a vitória veio da maneira mais improvável, com um gol no apagar das luzes. E se vier outra vitória na próxima rodada contra esse Corinthians que perdeu novamente hoje, fazendo com que a diferença baixe para 6 pontos? Ah, Grêmio, por que insistes em nos dar esperanças?

Saudações Imortais

24 de setembro de 2017

Bahia 1x0 Grêmio - Brasileirão 2017

Renato Portaluppi escalou o Grêmio para a 25ª rodada do Brasileirão com Paulo Victor, Bressan, Arroyo e Jael. Quatro posições com jogadores diferentes do que estamos acostumados a ver. As trocas logo foram esclarecidas pela falta de condições totais dos jogadores titulares (ou que vinham sendo titulares).
Ainda faltando 13 rodadas para o final do Campeonato Brasileiro, entrávamos em campo na terceira colocação após a vitória do Santos em cima do Atlético-PR, que pulou para o segundo lugar.


1º Tempo: Bahia 0 x 0 Grêmio

O primeiro lance de susto foi logo antes dos 2 minutos, quando em uma bola despretensiosa chutada em direção ao gol, Paulo Victor defendeu a bola e quase entrou dentro do gol com ela em mãos. O Bahia chegou com força aos 5 minutos e novamente aos 8. O Grêmio até trocava passes em direção ao gol, mas era o time adversário que chegava com mais ímpeto. 
O primeiro chute do Grêmio foi somente aos 14 minutos, de fora da área, em uma tentativa do Michel. A partir dos 20 minutos o Grêmio começou a se impor. Chegava com boa troca de passes e de forma mais aguda e objetiva. A partir desse momento o Bahia começou a chegar mais forte, e tivemos momentos nervosos e cartões amarelos para ambos os lados.
Não tínhamos grandes chances de gols, mas nosso desempenho estava melhor do que no início do jogo.
Nos minutos finais o jogo voltou a ficar morno e o árbitro acabou o primeiro tempo aos 47 minutos.


2º Tempo: Bahia x Grêmio

O segundo tempo começou tão morno quanto terminou o primeiro. O Bahia teve boa chance de falta aos 17 minutos. 
Aos 18 minutos Renato tirou Ramiro e colocou Patrick. Aos 23 entrou Éverton e saiu Arroyo. A entrada desses dois jogadores deram outra movimentação ao jogo.
Aos 32 minutos o melhor lance do Grêmio no jogo. Éverton fez fila pela esquerda, cruzou e Patrick chutou no travessão. No rebote Fernandinho chutou em cima do goleiro.
A partir desse momento só deu Grêmio. Chagávamos com perigo e o Bahia ficava atrás da linha da bola, esperando contra-ataque. 
Aos 43 minutos a última substituição: saiu Fernandinho e entrou Leo Moura.
Aos 47 minutos o inesperado. Edílson tropeçou dentro da área adversária, encostou no adversário e o juiz acabou dando pênalti para o Bahia. 1x0 pra eles.
E o jogo terminou aos 51 minutos.

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Não foi o resultado esperado. A atuação foi média.
Seguimos em busca do Tri da América. O Campeonato Brasileiro infelizmente é muito difícil buscar.
Sem crise. Temos que usar o Brasileirão de forma inteligente.


Como jogaram:

Paulo Victor: pouco exigido, levou gol de pênalti. Atuação segura. Nota 7.
Bressan: não consegue desarmar um lance direito. Nota 6.
Kannemann: atuação segura. Nota 7.
Edílson: atuação fraca. Tropeçou de forma bizarra dentro da área adversária que acabou em pênalti para o Bahia aos 47 minutos do segundo tempo. Nota 5.
Bruno Cortez: atuação média. Nota 6.
Michel: atuação segura. Nota 7.
Arthur: eu não me canso de ver esse guri jogar e de dizer que é craque. Manda no meio campo. Nota 9.
Ramiro: atuação média. Não vem bem. Saiu para entrada de Patrick aos 19 minutos do segundo tempo. Nota 6.
Fernandinho: boa movimentação. Saiu para entrada de Leo Moura aos 43 minutos do segundo tempo. Nota 7.
Arroyo: mais uma vez mostrou o motivo de não ser muito utilizado. Saiu para entrada de Éverton aos 23 minutos do segundo tempo. Nota 5.
Jael: cruel, mas cruel com a bola. Nota 3.

Patrick: entrou aos 19 minutos do segundo tempo. Com personalidade foi pra cima e chutou uma bola na trave. Nota 7.
Éverton: entrou aos 23 minutos do segundo tempo. Deu outra movimentação ao jogo. Fez boas jogadas pelo lado esquerdo. Nota 7.
Léo Moura: entrou aos 43 minutos do segundo tempo. Sem nota.


Escalações:

Grêmio: Paulo Victor, Bressan, Kannemann, Edílson e Bruno Cortez, Michel, Arthur e Ramiro (Patrick), Fernandinho (Leo Moura), Arroyo (Éverton) e Jael. Técnico: Renato Portaluppi.

Bahia: Jean, Eduardo, Tiago, L. Fonseca e Capixaba, Edson, Juninho, Vinícius (Allione) e Zé Rafael (Edgar Junio), Mendoza e Rodrigão. Técnico: Preto Casagrande (Maurício Copertino)

Arbitragem: Luiz Flávio de Oliveira (SP), Danilo Ricardo Manis (SP) e Miguel Cataneo da Costa (SP).



9 de setembro de 2017

Daniel Matador - Presente indigesto para o aniversariante

Vasco 1 x 0 Grêmio

Foi um jogo bem fraquinho.

Caros

O Rei do Rio estava de aniversário. Renato Portaluppi, que fez e continua fazendo história no Grêmio, chegou ao seu Rio de Janeiro para enfrentar o Vasco da Gama pelo Campeonato Brasileiro. E, diferentemente de como muitos previam, escalou o time com o que havia de melhor disponível. Barrios foi para o ataque e Léo Moura entrou no lugar de Luan, que sentiu e foi corretamente preservado. Na zaga, Bressan continuou ocupando o lugar de Geromel, que também foi corretamente preservado para que possa ter chances de encarar o jogo contra o Botafogo pela Libertadores. Fernandinho herdou naturalmente a vaga deixada por Pedro Rocha. O jogo em São Januário não tinha torcida, pois o Vasco conseguiu a liberação do estádio nestas condições para as duas últimas partidas (da punição de 6) que tinha de cumprir.

Primeiro Tempo: Vasco 1 x 0 Grêmio

Pouco mais de um minuto se passou e o careca desgraçado do árbitro Heber Roberto Lopes começou metendo a mão. Fernandinho descolou um escanteio e ele deu tiro de meta. Aos 6 minutos, Barrios pega um rebote e marca, mas o careca anotou escanteio. Aos 18, Léo Moura cruzou da esquerda para cabeçada de Fernandinho. O tricolor detinha o controle do jogo, mas não conseguia traduzir este predomínio em chances mais robustas de gol.

O estádio vazio ajudava a dar um clima ainda mais melancólico à partida. Aos 31 que Nenê chegou próximo da área, mas também sem grande perigo. Aos 35, Nenê recebeu excelente cruzamento rasteiro pela direita e chutou de primeira, com a bola passando muito perto da trave esquerda de Grohe. Até que, aos 42, o castigo veio: cruzamento da esquerda de Ramón e Mateus Vital escorou para abrir o placar. Aos 44, Vital chuta de longe e a bola passa perto da trave direita de Grohe. E terminou assim a primeira etapa.




Segundo Tempo: Vasco 0 x 0 Grêmio

O segundo tempo começou da forma que o primeiro havia terminado. O time parecia não querer fazer muita força para vencer. Só quase aos 10 minutos que Fernandinho emendou um chute de fora da área. Aos 15 minutos, o capitão Léo Moura saiu para a entrada de Everton. Aos 17, Michel emendou um CANUDO de longe. Quase aos 20, Cortez fez grande jogada e cruzou da esquerda, mas Everton e Ramiro se atrapalharam na recepção da bola e o lance foi desperdiçado.

O jogo permanecia modorrento e sem objetividade. Aos 32, invasão da área gremista pela esquerda e Grohe salvou. No minuto seguinte, Fernandinho fez grande jogada e chutou para defesa de Martin Silva. No rebote, outro bom lance desperdiçado. Aos 35, Barrios saiu para a entrada de Arroyo e Ramiro saiu para a entrada de Patrick. Aos 36, Patrick livrou-se dos marcadores e chutou de longe, para defesa do arqueiro cruz-maltino. Aos 40, após escanteio, Michel tentou de bicicleta, mas errou em bola. Aos 47, Arroyo cobrou falta e Martin Silva defendeu. E terminou assim.




Como jogaram:

Grohe: não teve muita culpa no gol. Chegou a salvar um ou outro lance. Nota 6
Edilson: diferentemente do jogo contra o Sport, quando jogou demais, hoje foi burocrático e inclusive falhou no cruzamento para o gol do Vasco. Nota 4
Bressan: falhou no gol do Vasco. No restante, até que foi razoável. Nota 5
Kannemann: também falhou no gol do Vasco. No mais, foi bem. Nota 6
Cortez: até tentou alguma coisa e inclusive conseguiu algumas vitórias pessoais pela esquerda. Nota 6
Michel: bem na marcação pelo meio. Nota 5
Arthur: produção inferior à que normalmente apresenta, apesar de não ter comprometido. Nota 5
Ramiro: fez outra partida abaixo da média. Aliás, tem vindo em uma sequência bem fraca. Nota 2
Léo Moura: sofreu para fazer a função de Luan. Até tentou, mas não rendeu. Saiu para a entrada de Everton. Nota 4
Fernandinho: tentou alguns avanços pela esquerda. Vontade não faltou. Nota 5
Barrios: até chegou a marcar, mas o árbitro invalidou. Não pôde contribuir muito mais, pois não recebeu muitas bolas em condições. Nota 4

Everton: entrou no lugar de Léo Moura. Não conseguiu produzir muita coisa. Nota 4
Arroyo: entrou na finaleira após um bom tempo em recuperação de lesão. Sem nota
Patrick: novamente entrou bem e mostrou potencial, mas ficou pouco tempo em campo. Sem nota

Renato Portaluppi: poderia tentar fazer como no jogo anterior e mostrar aos jogadores como meter 5 gols no adversário. Principalmente considerando que o Vasco é uma das piores defesas do campeonato. Nota 4

Arbitragem: o árbitro era ele, o famigerado Heber Roberto Lopes, auxiliado por Helton Nunes e Thiaggo Americano Labes. Apitou como sempre: sendo localista e invertendo faltas. Mas não chegou a interferir em lances capitais do jogo.

Renato estava de aniversário e ganhou de presente uma atuação pífia do time. O Vasco sequer estava bem postado, tanto que o próprio gol foi meio que achado. Foi um resultado oriundo da incompetência tricolor em impor-se, algo que já mostrou que é capaz. Que sirva de alerta para o jogo pela Libertadores contra o Botafogo.

Saudações Imortais

2 de setembro de 2017

Daniel Matador - Todo Sport adora levar 5 na Arena

Grêmio 5 x 0 Sport

Fernandinho fez grande partida e anotou dois gols na goleada.

Caros

Em um nem tão distante 02 de setembro de 1989 o Grêmio recebia o Sport Recife no lendário Estádio Olímpico Monumental para a decisão da primeira Copa do Brasil. Após abrir o placar e levar o gol de empate, Cuca fez o gol que deu o título que abriu o caminho para a alcunha de Rei de Copas que o tricolor ostenta até hoje.

Pois 28 anos depois este mesmo Sport foi recebido na portentosa Arena, desta vez enfrentando um Grêmio que ostenta 5 títulos daquela competição. Só que o enfrentamento, desta vez, era pelo Campeonato Brasileiro e a equipe gremista buscava mais três pontos para continuar no encalço do Corinthians e da liderança. E o técnico do clube pernambucano era ninguém mais, ninguém menos que o conhecidíssimo amante do carteado, o pofexô Luxemburgo.

Primeiro tempo: Grêmio 2 x 0 Sport

Aos 9 minutos, Cortez fez uma jogadaça pela esquerda e cruzou com grand perigo. Aos 11, Edilson cobrou mais uma daquelas faltas estilo PATADA, num prenúncio do que estava por vir. O Sport povoava o meio de campo, dificultando as tentativas tricolores. Aos 16, Ramiro chutou rasteiro, de longe, para defesa do interminável goleiro Magrão. Aos 17, grande lance de Fernandinho, que girou na meia-lua da grande área e sofreu falta (por pouco não foi pênalti). Na cobrança, Edilson emendou um PATAÇO que quase furou a rede e abriu o placar!
Aos 25, Everton invadiu a área e chutou para Magrão fazer um milagre. Aos 27, chute cruzado e rasante de Fernandinho, que desviou na zaga e Everton quase alcançou. Aos 35, Edilson fez uma jogada simplesmente ESPETACULAR pela direita, livrando-se de três marcadores com CANETA E DRIBLE DA VACA para cruzar e Everton ampliar o placar!
Aos 43, Michel deu uma PANCADA de fora da área e nocauteou o zagueiro Ronaldo Alves. E após alguns acréscimos, a primeira etapa acabou com a vitória parcial do tricolor.




Segundo tempo: Grêmio 3 x 0 Sport

Antes do primeiro minuto de jogo Fernandinho já arriscava um chute de longe, que saiu pela linha de fundo. Aos 5, o primeiro lance de perigo do Sport até então, num chute de longe que passou perto da forquilha direita de Grohe. O time de Renato passou a administrar o resultado, tocando a bola e evitando expôr-se desnecessariamente. Até que, aos 21, Ramiro sofreu pênalti claríssimo, anotado graças à intervenção do árbitro auxiliar de linha de fundo. Fernandinho bateu de canhota, forte, próximo ao ângulo esquerdo de Magrão, que chegou a tocar na bola, mas não evitou o terceiro gol tricolor!

Aos 24, Ramiro deu uma assistência de cabeça para Fernandinho, que também cabeceou para anotar o quarto gol!

Aos 29, Léo Moura saiu extenuado para a entrada de Patrick. E, aos 32, em sua primeira jogada, o garoto driblou seus marcadores e chutou, quase marcando um golaço. Aos 33, Ramiro saiu para a entrada de Dionathã. Aos 37, Everton saiu para a entrada de Beto da Silva. Aos 38, Dionathã recebeu, limpou e bateu de fora da área para anotar o quinto gol!

A esta altura, o Sport não sabia mais o que fazer, a não ser torcer para o jogo acabar logo e não levar mais. E saiu aliviado por ter levado apenas cinco. Todo Sport adora levar cinco no lombo na Arena.



Como jogaram:

Grohe: assistiu o jogo de graça. Nota 6
Edilson: o nome do jogo. Marcou um golaço de falta e fez uma jogada de craque antes de dar a assistência para o gol de Everton. Nota 9
Bressan: demonstrou segurança e não comprometeu. Nota 7
Kannemann: o velho cão de guarda de sempre. Nota 8
Cortez: tentou alguns avanços, porém não teve tanta vitória pessoal. Nota 6
Michel: fez boa parceria com Arthur. Nota 6
Arthur: a costumeira categoria no meio de campo. Nota 7
Ramiro: um pouco abaixo dos demais, porém recuperou-se um pouco na segunda etapa. Nota 6
Léo Moura: a mudança de posição não fez com que rendesse tanto, mas ainda assim foi bem. Nota 7
Fernandinho: muita vontade e força de ataque. Marcou um gol de pênalti e outro de cabeça. Nota 9
Éverton: muito melhor do que nas últimas partidas. Várias vitórias pessoais sobre os marcadores e um gol anotado. Nota 8

Patrick: entrou no lugar de Léo Moura. Mostrou qualidade nos poucos minutos que ficou em campo. Nota 6
Dionathã: entrou no lugar de Ramiro e anotou um belo gol. Nota 7
Beto da Silva: entrou no lugar de Everton, na finaleira. Sem nota

Renato Portaluppi: sua habilidade em mobilizar a equipe, mesmo após um revés, é impressionante. A goleada passa por ele. Nota 9

Arbitragem: o trio goiano foi formado pelo apitador André Luiz de Feitas, auxiliado por Fabrício Vilarinho e Leone Rocha. O árbitro tinha grande dificuldade em sacar cartões do bolso. Deveriam estar colados, provavelmente. Não fosse o árbitro de linha de fundo, não teria anotado o pênalti em Ramiro. Bem fraquinho.

Foi um verdadeiro massacre. Mesmo não contando com Barrios, Luan e Geromel, o Grêmio mostrou que seu grupo é muito forte. O Sport reviveu sob o comando de Luxamburgo, que deu um padrão de jogo à equipe e subiu posições na tabela. Mas não adiantou e ele levou cinco na cola. A caça ao título continua!

Pedro Rocha despediu-se no gramado da Arena.

Durante o intervalo, Pedro Rocha percorreu o gramado da Arena e foi ovacionado pela torcida ao despedir-se do clube por onde foi campeão. E saiu como todo jogador deveria sair sempre que necessário: de cabeça erguida, faixa no peito e taça erguida. Que todo jogador possa mirar seu exemplo.

Saudações Imortais

13 de agosto de 2017

Daniel Matador - Time reserva, futebol meia-boca

Botafogo 1 x 0 Grêmio


Caros

O destino definiu que Grêmio e Botafogo venham a enfrentar-se nas quartas-de-final da Libertadores da América. Este mesmo destino pode fazer com que, caso avancem, ambos também se enfrentem em uma possível final na Copa do Brasil. Não obstante tudo isso, neste domingo de Dia dos Pais as duas equipes tiveram que entrar em campo para o que poderia ser uma prévia dos confrontos de mata-mata. Porém, justamente por conta disso, Renato Portaluppi e Jair Ventura mandaram a campo equipes descaracterizadas de seus melhores quadros. Ao menos foi uma chance para conferir o desempenho de jogadores que podem vir a ser utilizados para substituir titulares impedidos de jogar.

O tricolor pisou no gramado do Engenhão com Paulo Victor no gol e a dupla de zaga composta por Bressan e Bruno Rodrigo. Nas laterais, Léo Gomes e o capitão Marcelo Oliveira. Kaio, Jaílson e Lincoln formaram um tripé no meio campo, com Fernandinho, Everton e Batista completando a linha de frente. Léo Moura iniciaria o jogo, porém sentiu um desconforto antes da partida e foi poupado.

Primeiro tempo: Botafogo 1 x 0 Grêmio

O jogo começou com o Botafogo em alta velocidade. E logo aos 6 minutos, em um contra-ataque que começou no meio e terminou na direita, Leandrinho recebeu nas costas da zaga e chutou na saída de Paulo Victor para abrir o placar. Aos 9 minutos, Paulo Victor deu um tapinha providencial para escanteio em uma bola alçada de forma venenosa. Aos 21, após escanteio, Batista arrematou de voleio e a bola não entrou porque a zaga alvi-negra salvou. Aos 24, após mais um contra-ataque em velocidade, Guilherme cortou a marcação, chutou e Paulo Victor encaixou.

Aos 26, outra boa defesa de Paulo Victor após jogada pela direita de ataque botafoguense. Aos 28, Everton avançou pela esquerda, driblou o marcador e, ao cruzar, a bola desviou na zaga e quase entrou, saindo para escanteio. Só depois da metade do primeiro tempo é que o tricolor começou a ficar menos nervoso em campo. Aos 37, Lincoln lançou Everton pela esquerda, que chutou de longe para defesa de Gatito Fernandez. Aos 44, Lincoln fez grande jogada na meia-lua e sofreu falta. Na cobrança, a bola pegou no defensor botafoguense e o árbitro marcou pênalti. O capitão Marcelo Oliveira cobrou, mas Gatito Fernandez defendeu. E mais não houve na primeira etapa.




Segundo tempo: Botafogo 0 x 0 Grêmio

Não houve mudanças no time tricolor no retorno ao segundo tempo. Em menos de 2 minutos, Batista cabeceou quase livre uma bola que veio rebatida da zaga após um escanteio e perdeu uma boa chance de empatar. Aos 13, Paulo Victor novamente salvou um lance após um chute perigoso oriundo de contra-ataque. Aos 19, outra vez Paulo Victor salvando, dessa vez saindo de forma arrojada nos pés do atacante alvi-negro. Aos 21, Dionathã entrou no lugar de Batista. Aos 28, Jaílson saiu para a entrada de Patrick. Aos 37, Lincoln saiu para a entrada de Jean Pyerre. O jogo estava bem meia-boca e nada de muito produtivo saía. Aos 43, a primeira investida mais forte de Fernandinho na partida, com a bola desviando para escanteio. Aos 47, chutaço do Botafogo que chegou a raspar no travessão. E acabou assim mesmo.




Como jogaram:

Paulo Victor: talvez pudesse ter saído um pouco melhor no gol. Mas fez diversas intervenções importantes ao longo do jogo. Um dos melhores em campo. Nota 7
Léo Gomes: muito fraco. Até agora não disse a que veio. Difícil até mesmo de defender sua permanência para grupo. Nota 3
Bressan: não comprometeu de forma cabal, mas tomou uma bola pelo meio das pernas que poderia ter resultado em gol, não fosse a defesaça de Paulo Victor. Nota 5
Bruno Rodrigo: apenas razoável, nada mais que isso. Nota 5
Marcelo Oliveira: era o capitão, mas a jogada do gol do Botafogo saiu pelo seu lado. E errar pênalti decisivo é inaceitável. Nota 2
Kaio: sofreu para marcar os meias e avantes do Botafogo. Tomou sufoco até o final. Nota 3
Jaílson: falhou na marcação inicial de Leandrinho no lance que originou o gol. Saiu para a entrada de Patrick. Nota 2
Lincoln: estava meio sonolento em campo. Quando acordou, o time deu uma melhorada. Mas ainda parece indolente. Saiu para a entrada de Jean Pyerre. Nota 4
Fernandinho: outro que esteve apagado durante todo o jogo. Parecia até que não estava em campo. Nota 2
Everton: um dos raros que tentou algo. Mas cansou no segundo tempo. Nota 6
Batista: pouco acionado e também não apresentou-se muito. Saiu para a entrada de Dionathã. Nota 3 (com boa vontade)

Dionathã: entrou no lugar de Batista. Tentou bastante, mas ainda parece afoito. Nota 5
Patrick: entrou no lugar de Jaílson. Bom de bola, mas também precisa dosar as ações. Nota 5
Jean Pyerre: entrou no lugar de Lincoln, na finaleira. Sem nota

Renato Portaluppi: não conseguiu incutir no time aquele espírito aguerrido que costuma botar na equipe titular. Nota 5

Arbitragem: o trio era de Mato Grosso, formado pelo apitador meia-boca Wagner Reway e os auxiliares Eduardo Goncalves da Cruz e Fabio Rodrigo Rubinho. Incrivelmente, acertou na marcação do pênalti e não atrapalhou o jogo.

Era um jogo com desgraça anunciada, dada a escalação. Mas o próprio Botafogo não era o bicho, tanto que praticamente achou um gol no início do jogo e não fez nada de muito mais perigoso. Só que a indolência foi a marca do time. Normal que não se possa ver grandes avanços táticos em um grupo que não costuma jogar junto. Mas ao menos um pouco de vontade poderia existir e ela não apareceu, salvo raríssimas exceções. Foi uma partida modorrenta. Que venham as copas, porque ao menos no mata-mata há emoção e time titular.

Saudações Imortais

19 de julho de 2017

Na cola do Corinthians: Vitória 1 x 3 Grêmio

O jogo valia pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro e era no Barradão, na casa do adversário. Estávamos sem Michel, Luan e Pedro Geromel. Esse último sentiu desconforto na coxa no aquecimento e Rafael Thyere foi para o jogo. Com isso, tivemos a entrada de Fernandinho e a volta do Maicon. 
Vamos ao jogo.


1º Tempo: Vitória 0 x 2 Grêmio

O Vitória começou o jogo tentando pressionar o Grêmio, e logo aos 5 minutos já tinha tentado duas finalizações, ambas para fora. Mas aos 6 minutos Fernandinho roubou uma bola na saída do Vitória. Ele ia fazendo fila até que foi derrubado na entrada da área. Ele mesmo cobrou e fez o gol, no canto esquerdo do goleiro Fernando: Vitória 0x1 Grêmio.
O jogo seguiu morno e aos 24 minutos o Grêmio deu o segundo chute a gol, com Fernandinho.
Aos 43 minutos Maicon passou para Pedro Rocha dentro da área. O atacante serviu de pivô, escorou para Fernandinho, que rolou para Arthur, e o volante chutou para dentro do gol. Vitória 0x2 Grêmio. Outro golaço em linda troca de passes! 
O árbitro deu 2 minutos de acréscimo e o primeiro tempo terminou aos 47 minutos.


2º Tempo: Vitória x Grêmio

Logo no início do segundo tempo um lance curioso. O Vitória fez alteração de Renê Santos pelo David, mas o protocolo de troca na beira do campo não foi realizado. O árbitro mandou voltar e realizar o protocolo aos 4 minutos. Aos 10 minutos o Vitória fez a segunda substituição: saiu Cleiton Xavier e entrou Yago. 
Aos 12 minutos o Vitória faz o gol com David de cabeça em cobrança de escanteio. Vitória 1x2 Grêmio. 
Aos 13 minutos Everton entrou no lugar de Lucas Barrios, que pouco antes havia forçado o cartão amarelo e está suspenso para o próximo jogo. 
Aos 17 minutos Everton acreditou na jogada no lado esquerdo e virou para Ramiro, que fez um gol no ângulo. Vitória 1x3 Grêmio. Esse foi o 30º gol do time. Melhor ataque da competição.
O Vitória fez a última alteração aos 22 minutos: saiu Caíque Sá e entrou Patric. Aos 24 minutos Renato fez a segunda substituição no Grêmio: saiu Maicon voltando de lesão e entrou Jaílson.
O jogo se abriu um pouco depois do terceiro gol do Grêmio. Renato fez a última substituição aos 37 minutos: entrou Marcelo Oliveira e saiu Pedro Rocha. 
Kannemann salvou de cabeça um gol aos 43 minutos.
O árbitro deu 4 minutos de acréscimo. E o jogo terminou Vitória 1x3 Grêmio.

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Seguimos vice-líder, na cola do Corinthians, com 31 pontos.
Jogamos como sempre: com qualidade. Que grupo! Que time!
Nosso próximo jogo é dia 24/07, segunda-feira, contra o São Paulo no Morumbi pelo Campeonato Brasileiro.
#VamosGrêmio


Como jogaram:

Marcelo Grohe: não foi exigido. Nota 5.
Edílson: um pouco displicente. Nota 5.
Rafael Thyere: não se deixou abater pelo gol contra no último jogo. Não foi exigido. Nota 6.
Kannemann: seguro e eficiente, salvou um gol aos 43 minutos. Nota 7.
Cortez: participou pouco do jogo, não foi exigido. Nota 6.
Maicon: voltando de lesão. Boa movimentação e participativo, dentro das suas características. Nota 7.
Arthur: monstro, e ainda fez o segundo gol. Nota 9.
Ramiro: sempre participativo, fez o terceiro gol. Nota 8.
Pedro Rocha: foi pra cima, fez boas jogadas, preocupou a zaga adversária. Nota 7.
Fernandinho: fez um belo gol de falta, participou do segundo gol. Nota 9.
Lucas Barrios: participou pouco do jogo. Nota 6.

Éverton: entrou aos 13 minutos do segundo tempo. Deu passe para o terceiro gol. Nota 6.
Jaílson: entrou aos 24 minutos do segundo tempo. Fez alguns desarmes. Nota 6.
Marcelo Oliveira: entrou aos 37 minutos do segundo tempo. Pouco participou. Nota 5.

Escalações:

Grêmio: Marcelo Grohe, Edílson, Rafael Thyere, Kannemann e Cortez, Maicon, Arthur, Ramiro, Pedro Rocha, Fernandinho e Lucas Barrios (Éverton). Técnico: Renato Portaluppi.

Vitória: Fernando, Caíque Sá (Patric), Alan Costa, Kanú e Geferson, U. Correia, Renê Santos (David), Carlos Eduardo e Cleiton Xavier (Yago), Trellez e André Lima. Técnico: Alexandre Gallo.


Arbitragem: Pericles Bassols Cortez (PE), Clovis Amaral da Silva (PE) e Cleberson do Nascimento Leite (PE).