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23 de agosto de 2017

Daniel Matador - Faltou competência

Cruzeiro 1 x 0 Grêmio


Caros

O Mineirão era o palco para a decisão de um dos finalistas da Copa do Brasil. E quis o destino que ele saísse entre os dois maiores campeões deste torneio. Grêmio e Cruzeiro fizeram um embate de gigantes em Minas Gerais. Revivendo as semifinais da competição do ano passado, os times de azul protagonizaram um jogo muito disputado e nervoso.

1º tempo: Cruzeiro 0 x 0 Grêmio

Aos 5 minutos, após alguns minutos iniciais nervosos, Barrios recebeu lançamento e chutou cara a cara com Fábio, que fez um milagre. Aos 7 minutos, após um bate-rebate na entrada da área, Hudson bateu forte e Grohe encaixou bem. Aos 12, um chutaço de fora da área de Thiago Neves gelou a espinha da torcida tricolor. Aos 16, Pedro Rocha cortou a marcação e chutou, mas a bola saiu pela linha de fundo. O Grêmio tinha mais qualidade até então e o Cruzeiro, via de regra, apelava para as faltas, muitas delas desleais.

Não havia chances claras de gol de ambas as partes até os 30 minutos, apesar do maior domínio de bola tricolor em pleno Mineirão. Aos 32, lançamento interceptado de cabeça na área do Grêmio e Grohe fez uma defesaça! Aos 41, falta perigosíssima na entrada da área cobrada por Thiago Neves e Grohe defende novamente. Depois de muita tensão, o árbitro encerrou a primeira etapa com o placar em branco.




2º tempo: Cruzeiro 1 x 0 Grêmio

O Cruzeiro voltou para o segundo tempo com Raniel no lugar de Elber, em uma clara tentativa de jogar com centroavante. Aos 5 minutos, após cobrança de escanteio, bola rebatida na área e Grohe encaixou. Aos 7, após outro escanteio cobrado por Thiago Neves, Hudson desviou de cabeça e abriu o placar. Aos 11, Barrios saiu para a entrada de Everton. Aos 17, mais uma cobrança de escanteio e um chute de voleio com a bola passando rente ao travessão. O Cruzeiro fazia uma pressão violenta após o gol, com o tricolor tendo menor predominância do que no primeiro tempo.

O jogo, na segunda etapa, era do Cruzeiro. Aos 32, bola desviada e novo susto na zaga gremista. Aos 38, Ramiro saiu para a entrada de Fernandinho e Edilson ganhou a braçadeira de capitão. Bressan já havia sentido antes e, aos 41, não aguentou e teve de sair para a entrada de Bruno Rodrigo. Aos 46, falta batida por Luan e Fábio encaixou para salvar. E a partida encerrou com vitória simples dos mineiros, levando a decisão para os tiros livres diretos da marca penal.




Cobranças dos tiros livres diretos da marca penal:

Fernandinho: bateu muito bem e abriu a contagem.
Sobis: bateu no canto e quase errou.
Edilson: havia perdido a última cobrança em jogo normal. Perdeu de novo, desta vez dando um bago na trave.
Robinho: bateu e Grohe fez uma baita defesa.
Everton: emulou Edilson e também deu um bago no travessão.
Murilo: bateu e Grohe salvou novamente ao defender.
Arthur: bateu como gente grande e marcou.
Raniel: belíssima cobrança no ângulo.
Luan: bateu telegrafado e Fábio pegou.
Thiago Neves: bateu bem, marcou e classificou o Cruzeiro.
 
Como jogaram:

Grohe: duas grandes defesas no primeiro tempo. Grandes defesas nas cobranças. Nota 9
Edilson: razoável no primeiro tempo, muito afobado no segundo. Perdeu a cobrança do tiro livre. Nota 0
Bressan: era o jogador visto com mais desconfiança pela torcida. Acabou fazendo uma boa partida. Nota 7
Kannemann: um monstro na primeira etapa. Um monstro na segunda etapa. Nota 8
Cortez: um dos que mais tentou os avanços, porém com poucos cruzamentos, em face da pouca presença de jogadores na área. Nota 6
Michel: mais apagado do que o normal. Nota 5
Arthur: foi um motorzinho no meio de campo. Decaiu um pouco no segundo tempo. Grande cobrança do tiro livre. Nota 8
Ramiro: ganhou a braçadeira de capitão nesse jogo, mas não fez juz a ela. Pouco produziu e saiu para a entrada de Fernandinho. Nota 3
Pedro Rocha: extremamente bem marcado. Não conseguiu reproduzir suas boas atuações no Mineirão. Nota 5
Luan: foi caçado em campo. Não conseguiu sair dela. Fez uma cobrança ruim no tiro livre. Nota 1
Barrios: perdeu uma chance clara logo aos 5 minutos. Não conseguiu sobrepujar a defesa mineira desta vez. Nota 3

Everton: entrou no lugar de Barrios, mas sumiu em campo. Ainda perdeu a cobrança do tiro livre. Nota 0
Fernandinho: entrou no lugar de Ramiro, na finaleira. Boa cobrança do tiro livre. Sem nota
Bruno Rodrigo: entrou no lugar de Bressan, na finaleira. Sem nota

Renato Portaluppi: armou o time com o que tinha, mas não conseguiu impor seu jogo, como de costume. Nota 4

Arbitragem: Wagner do Nascimento Magalhães foi o apitador, auxiliado por Rodrigo Correa e Thiago Farinha (o trio é do RJ).

Sempre complicado analisar uma desclassificação, principalmente em uma decisão por tiros livres. Mas, no jogo, o time foi irreconhecível. E, nas cobranças, foi incompetente. Agora, todas as esperanças voltam-se para a Libertadores da América.

Saudações Imortais

27 de julho de 2017

Daniel Matador - Grêmio humilha o CAP e tá na semifinal!

CAP 2 x 3 Grêmio

Pedro Rocha foi o nome do jogo que garantiu o tricolor nas semifinais da Copa do Brasil.

Caros

A conta havia sido fechada no jogo de ida, na Arena. Uma partida protocolar, contudo, se fazia necessária para que a coisa não ficasse tão chata. Após um massacre por 4 x 0 no primeiro jogo, o tricolor bandeou-se com um mistão para cumprir tabela no mata-mata da Copa do Brasil e assegurar sua participação em mais uma semifinal da mais emocionante competição organizada pela CBF em território brasileiro. Portaluppi preservou alguns nomes e mandou a campo uma equipe que tinha Léo Gomes, Jaílson e Fernandinho. Este último tem aparecido frequentemente nas escalações alternativas e mostrado-se um jogador útil.

1º tempo: CAP 1 x 1 Grêmio

O time paranaense já tinha entrado em campo com ar derrotado. Aos 6 minutos Grohe fez uma pequena intervenção. No minuto seguinte, após boa troca de passes, Michel deu um BAGO que subiu demais. Aos 10 minutos, mais uma bola trabalhada no ataque que Luan cruzou e Pedro Rocha cabeceou, porém sem direção. Aos 14, grande jogada de linha de fundo entre Luan e Fernandinho, que acabou cruzando para intervenção de Weverton. Aos 16, Douglas Coutinho passou feito um raio por Marcelo Oliveira, cruzou para a área, Bressan não conseguiu cortar e Pablo escorou para abrir o placar. Só que, aos 27, Luan passou para Michel, que assistiu Pedro Rocha, que cortou o zagueiro e emendou um PATAÇO de direita! A bola ainda roçou no lado interno da trave e morreu no fundo da rede!

Aos 31, Marcelo Oliveira saiu para a entrada de Cortez. Ele havia sentido no lance do gol do CAP, onde foi driblado e travou o joelho ao tentar dar um carrinho. Aos 39, Luan recebeu e só não fez porque o zagueiro salvou para escanteio com um BIQUINHO na bola. Depois do gol de empate, o tricolor passou a dominar a partida e botar o CAP na roda. Era constrangedor para a torcida local ver o time da casa sendo acossado em seu próprio campo pelo time misto do Grêmio. E esse rodião permaneceu até o final da primeira etapa.




2º tempo: CAP 1 x 2 Grêmio

O segundo tempo começou do mesmo modo que havia terminado o primeiro: com o Grêmio fazendo seu toque de bola envolvente e o CAP tentando, sem sucesso, desvencilhar-se dele. Só aos 10 minutos que os paranaenses conseguiram uma chegada e, ainda assim, sem muito perigo. Aos 13, jogadaça de Cortez, que cruzou e Pedro Rocha quase testou para o gol. Aos 20, Renato surpreendeu e sacou Jaílson para a entrada de Everton. Pois justamente o Cebolinha, aos 25, recebeu uma bola alçada em cobrança de falta (desviada por Bressan) e virou o jogo para o tricolor!

A partida transformou-se em um espetáculo de humilhação. O tricolor AMASSAVA e aplicava uma SURRA DE RELHO no Atlético-PR.Via de regra, o CAP sequer conseguia chegar, tal era a postura. Aos 34, a humilhação aumentou. Grohe deu um balão, Everton recebeu e lançou Pedro Rocha, que passou por trás da zaga, driblou Werverton, que ficou AJOELHADO e aumentou o placar!

Aos 35, Kaio entrou no lugar de Ramiro, naquela famosa substituição para matar um pouco de tempo e poupar o titular. Aos 40, Pablo deu um bom chute de longe e a bola bateu na rede pelo lado de fora. O time de Renato ficou tocando bola, até que, aos 46, Gedoz descontou em uma cobrança de falta. O famoso gol inútil, mas que serviu para diminuir um pouco a humilhação. E estamos em mais uma semifinal!



Como jogaram:

Grohe: não fosse o gol, daria para dizer que nem sujou o fardamento. Nota 6
Léo Gomes: talvez sua melhor partida desde que foi contratado. Nota 5
Bressan: recebe chances, mas consegue sempre a proeza de se auto-sabotar. Nota 3
Kannemann: teve que se virar em dois para compensar a presença (ou ausência?) de Bressan. Com as substituições de Marcelo Oliveira e Ramiro, terminou a partida como capitão do time. Nota 8
Marcelo Oliveira: começou como capitão, mas teve 30 minutos lamentáveis em campo. Foi um dos responsáveis pelo gol do CAP. Nota 2
Jailson: fez um feijão com arroz sem comprometer. Nota 6
Michel: foi bem, tanto na parte defensiva quanto nas incursões ao ataque. Tanto que foi dele a assistência para o gol de Pedro Rocha. Nota 8
Ramiro: uma partida um pouco abaixo do que já produziu, mas não comprometeu. Nota 6
Luan: grande movimentação, como sempre. Foi o articulardor do time na noite. Nota 7
Pedro Rocha: levou pânico à defesa paranaense e fez dois golaços. Hoje ele foi 10. Nota 10
Fernandinho: fez boa jornada e, aparentemente, tem conseguido parar de ser fominha. Nota 7

Cortez: estava sendo preservado, mas acabou entrando no lugar de Marcelo Oliveira. A lateral esquerda é outra com ele ali. Nota 7
Everton: entrou no lugar de Jaílson e mostrou que é mesmo um iluminado. Nota 9
Kaio: entrou no lugar de Ramiro, mas na finaleira. Sem nota

Renato Portaluppi: é um mito. Implantou e SUBLIMOU um sistema de jogo que tem deixado todos boquiabertos. Seja com o time titular ou misto, ele amassa. Nota 10

Arbitragem: o trio paulista foi formado pelo apitador Raphael Claus e os auxiliares Danilo Simon e Alex Ang Ribeiro. O árbitro errou ao não assinalar um pênalti sobre Pedro Rocha aos 20 do primeiro tempo e falhou demais no quesito disciplinar. Economizou cartões para o time paranaense, que batia à vontade impunemente. Mas não adiantou, pois a supremacia gaúcha foi gigantesca.

Deveria ser uma partida apenas para confirmar a classificação gremista à semifinal da Copa do Brasil. Mas foi muito mais do que isso. O Grêmio AMASSOU os paranaenses e HUMILHOU o CAP dentro de sua própria casa. A passagem para as semifinais já estava quase garantida, mas a festa foi ainda maior. A maior justiça que pode ocorrer é coroar este time, que está jogando o melhor futebol do país, como HEXACAMPEÃO!

Saudações Imortais

24 de maio de 2017

Um time maduro

Foto: Grêmio - Lucas Uebel

Após a virada em cima do Fluminense na última quarta, a primeira partida de maior importância que tivemos no ano, comecei a fazer uma análise do atual time do Grêmio.
Aquelas análises que a gente faz depois de ganhar título (Copa do Brasil 2016), que só não poderia ter sido feita antes de forma mais concreta por estarmos disputando apenas o Gauchão (que pra mim não é parâmetro). Aquelas análises de torcedor, que observa e sente o time, mas que também não quer dizer nada em definitivo.

Faz muito anos que acompanho futebol (não vou dizer aqui quanto tempo pra não entregar a idade). Nesses anos todos vi tudo que é tipo de time ser campeão, e vi tudo que é tipo de grupo o Grêmio ter.
Mas o que vejo nesse grupo atual, é que é um time maduro. 
Dia 14/05 estreamos contra o Botafogo em casa pelo Campeonato Brasileiro, o adversário não é dos mais fortes do Brasil, mas tem um time competitivo e muito bem treinado. Foi difícil abrir o placar? Foi. Dificuldade imposta por eles, mas conseguimos manter a tranquilidade e padrão de jogo, e assim conseguimos sair com a vitória. Na quarta-feira seguinte jogamos contra o Fluminense, o jogo que impôs maior dificuldade até o momento. O Fluminense possui um bom time e um bom treinador - como eu disse no post pós jogo: gostem ou não do Abel, sempre teve bons trabalhos. Nós entrávamos em campo pelo primeiro jogo da Copa do Brasil 2017, em casa, pra defender o título. O time saiu perdendo logo aos 4 minutos de jogo. Poderia ter desestabilizado o grupo, ter mudado o rumo do jogo... Mas não. O time seguiu tranquilo e com padrão de jogo. No último domingo, o jogo foi na Arena da Baixada contra um adversário que sempre complica em sua casa: Atlético-PR. Não lembro de um jogo tranquilo naquele estádio, sempre tem dificuldade ou confusão. E nosso vitória por 2x0 foi com futebol maiúsculo!
Alguém pode então lembrar da eliminação para o Novo Hamburgo. Mas até nesse confronto o time manteve tranquilidade e padrão de jogo. O mérito nesse caso foi do adversário. Perdemos por outros motivos, não por falta de maturidade.

O título da Copa do Brasil deu ao grupo tranquilidade e experiência. Eliminações e derrotas em outras competições e campeonatos anteriores também deram ao grupo amadurecimento. Sim, as derrotas fazem crescer, são delas que surgem as vitórias.
Abaixo a história dos principais jogadores do elenco, onde podemos ver suas conquistas e tempo de Grêmio.


Marcelo Grohe: no Grêmio desde os 13 anos, subiu para o Profissional em 2005 e assumiu a titularidade em 2012. Campeão da Série B em 2005 e da Copa do Brasil em 2016.

Pedro Geromel: maior parte da sua carreira profissional foi na Europa. Passou por times em Portugal, Alemanha e Espanha. No Grêmio desde 2014. Campeão da Copa do Brasil em 2016.

Walter Kannemann: no Grêmio desde julho de 2016. Campeão do Apertura em 2013 e da Libertadores da América em 2014 pelo San Lorenzo e da Copa do Brasil em 2016.

Edílson: está na segunda passagem pelo Grêmio, contratado novamente em 2016. Campeão Brasileiro em 2015 pelo Corinthians e Campeão da Copa do Brasil 2016.

Léo Moura: contratado esse ano pelo Grêmio. Campeão Brasileiro 2009 e Bi-Campeão da Copa do Brasil (2006 e 2013) pelo Flamengo.

Marcelo Oliveira: no Grêmio desde 2015. Campeão Brasileiro Série B 2008 e da Copa do Brasil 2009 pelo Corinthians, Campeão Brasileiro Série B pelo Palmeiras e Campeão da Copa do Brasil 2016.

Douglas: está na segunda passagem pelo Grêmio, a primeira foi de 2010 a 2012. Campeão Brasileiro Série B pelo Criciúma em 2002, Campeão Brasileiro Série B 2008, Copa do Brasil 2009, Libertadores da América 2012, Mundial de Clubes 2012 e Recopa Sul-Americana 2013 todos pelo Corinthians, Campeão da Copa do Brasil 2016.

Gastón Fernandes: contratado esse ano pelo Grêmio, Campeão da Copa do Rei em 2005 pelo River Plate, Campeão da Libertadores pelo Estudiantes em 2009 e vários títulos Argentinos pelos times que passou (River Plate, Racing, San Lorenzo e Estudiantes).

Maicon: no Grêmio desde 2015. Campeão da Copa Sul-Americana 2012 pelo São Paulo e Campeão da Copa do Brasil em 2016.

Ramiro: no Grêmio desde 2013. Campeão da Copa do Brasil em 2016.

Miller Bolanos: no Grêmio desde 2016. Jogador da Seleção do Equador. Campeão da Copa Sul-Americana em 2009, Equatoriano em 2010 e da Recopa Sul-Americana em 2009 e 2010 pela LDU, Campeão Equatoriano em 2013, 2014 e 2015 pelo Emelec, e Campeão da Copa do Brasil em 2016.

Éverton: no Grêmio desde 2012, fez sua estreia no Profissional em 2014. Campeão da Copa do Brasil 2016.

Pedro Rocha: no Grêmio desde 2013, fez sua estreia no Profissional em 2015. Campeão da Copa do Brasil 2016.

Luan: fez sua estreia no profissional do Grêmio em 2014. Campeão Olímpico e da Copa do Brasil em 2016.

Lucas Barrios: contratado esse ano pelo Grêmio, jogador da Seleção Paraguaia. Campeão Chileno (Clausura) em 2008 pelo Colo-Colo (artilheiro da competição e maior artilheiro do mundo pela IFFHS), Campeão Alemão 2010/11 e 2011/12 e da Copa da Alemanha 2011/12 (artilheiro da competição) pelo Borussia Dortmund, Campeão da Super Liga Chinesa e da Copa da China em 2012 pelo Guangzhou Evergrande, Campeão da Copa do Brasil em 2015 e Brasileiro em 2016 pelo Palmeiras.


Uma mescla de jogadores com bastante cancha e vencedores, com jogadores de meia idade e experientes, e jogadores novos.
A maioria desses jogadores jogam juntos no Grêmio ha pelo menos 2 anos (ou quase). A diferença que isso faz pra entrosamento é grande. Significa também que passaram por experiências dolorosas juntos no Grêmio. Significa que cresceram juntos como atleta. Significa que amadureceram juntos.

Mesmo com desfalques de jogadores, os que estão jogando dão tranquilidade aos meninos que vem entrando (Jaílson, Michel, Arthur, Éverton, etc). Nós temos problemas? Sim, temos. Não conheço nenhum time no mundo que não tenha. 
Eu já vi muitos times campeões, mas grupo campeão é bem difícil. Longe de mim cravar aqui que esse grupo ganhará tudo, sairá campeão de novo da Copa do Brasil ou ganhará Libertadores ou Brasileiro - apesar de ser minha maior vontade. 
Podemos discutir qualidade de jogador X ou Y, mas se me perguntarem se nós temos um time maduro que pode conquistar títulos esse ano, eu respondo que sim, temos! Pode nos faltar outras coisas ali na frente, mas maturidade e vontade de vencer, não.


17 de maio de 2017

Em busca do HEXA: Grêmio 3 x 1 Fluminense

Entramos em campo pelo primeiro jogo das oitavas de final, em busca do Hexa. O Rei de Copas estava desfalcado: Miller, Maicon, Edílson e Marcelo Oliveira os principais jogadores que estavam fora. Não conto o Douglas, pois todos sabemos que ele só volta após o segundo semestre, provavelmente em setembro.
O jogo começou mal, o Fluminense achou um gol, mas logo tomamos o controle do jogo e viramos merecidamente.


1º Tempo: Grêmio 1 x 1 Fluminense

Tínhamos recém 4 minutos de jogo e o Fluminense abriu o placar com Renato Chaves, de cabeça, logo após Pedro Geromel ceder escanteio em uma falha para aliviar a bola (o que é mais que raro). 1 a 0 para eles.
Depois do gol do Fluminense o Grêmio foi pra cima. Ficou martelando até os 17 minutos até que em bela troca de passes entre Lucas Barrios e Arthur, o menino fez o gol de empate pra coroar suas atuações: 1x1. Arthur!
O jogo seguiu lá e cá. O Fluminense atacando sempre em contra-ataques, em alta intensidade. O Grêmio trocava passes na intermediária buscando espaço, e chegou perto de fazer o gols algumas vezes. No final do primeiro tempo o jogo ficou disputado, com lances feios de falta.
Aos 45 minutos, em belo passe de Luan, Pedro Rocha errou de frente para o goleiro. Infelizmente nenhuma novidade.


2º Tempo: Grêmio 2 x 0 Fluminense

Ambos os times voltaram com a mesma formação para o segundo tempo. As faltas fortes por parte do Fluminense continuaram no início do jogo e o juiz nada de dar cartão amarelo.
Já tínhamos 14 minutos e duas boas chances de gols, enquanto o Fluminense havia chutado duas bolas de fora da área.
Aos 16 minutos a primeira substituição do Grêmio: saiu Pedro Rocha e entrou Éverton.
Aos 17 minutos, pênalti não marcado em cima de Léo Moura. Nessa altura do jogo o Fluminense apenas se defendia, mal via a cor da bola.
E aos 19 minutos, em cobrança de escanteio, Kannemann desviou na primeira trave e Lucas Barrios fez o gol da virada: 2x1!
O Fluminense tentou reagir logo em seguida, e Dourado acabou fazendo falta maldosa em cima de Geromel. Apareceu o primeiro cartão amarelo do jogo. Henrique Dourado reclamava o jogo inteiro, merecia cartão muito antes.
Aos 25 minutos tínhamos 11 finalizações do Grêmio e 6 do Fluminense. Esse número mostrava bem o que era o jogo. E nesse mesmo minuto, Lucas Barrios recebeu dentro da área e acertou a 12ª finalização e fez 3x1. Golaço! O segundo dele no jogo.
Os 2 gols do Grêmio fizeram o Fluminense acordar de novo pro jogo. O time carioca emendou 3 escanteios direto, mas não resultaram em nada.
Logo o Fluminense fez duas substituições: saíram Pierre e Richarlison e entraram Gustavo Scarpa e Maranhão. Renato resolveu colocar mais um jogador de meio campo, visto que o Fluminense voltava a crescer no jogo. Saiu Lucas Barrios aos 37 minutos e entrou Jaílson. Abel Braga então tirou o Marcos Jr. e colocou Calazans.
Arthur saiu aos 42 minutos e entrou Fernandinho, que logo em seguida levou cartão amarelo por falta na intermediária.
O jogo seguiu disputado e nervoso até o final, com direito a uma pequena confusão já nos acréscimos. O juiz, muito fraco, terminou o jogo aos 50 minutos.

Grêmio 3x1 Fluminense.

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Que bela partida do Grêmio (de novo)! Jogamos melhor. Não merecíamos levar o gol, que foi em um momento de desatenção, novamente em bola aérea.
O time do Fluminense é muito bem treinado (gostem do Abel ou não). A volta será dia 31, no Rio de Janeiro. Vamos com boa vantagem, mas não tem nada ganho. Foco!

#QueremosACopa #EmBuscaDoHexa #ReiDeCopas


Como jogaram:

Marcelo Grohe: boas defesas quando exigido. Nota 7.
Leo Moura: participativo, da tranquilidade aos mais novos. Nota 7.
Pedro Geromel: o Geromel de sempre, seguro, desarmes certeiros. Nota 8.
Kannemann: seguro, cão de guarda, como sempre. Nota 8.
Cortez: não vinha treinando com o time titular e entrou bem. Subiu quando necessário e ajudou na marcação. Nota 7.
Michel: se esforçou e tentou bons lançamentos. Nota 6.
Arthur: seguro, bons passes, mandou e desmandou no meio campo, e ainda fez gol. Nota 10.
Ramiro: pequeno-grande Ramiro de sempre. Nota 8.
Pedro Rocha: participou pouco e errou um gol feito. Nota 5.
Luan: participativo, brigou, tentou e fez boas jogadas. Nota 8.
Lucas Barrios: 2 gols. Nota 10.

Éverton: foi pra cima da zaga adversária, aproveitando suas características, mas pouco criou. Nota 6.
Fernandinho: correu como sempre, jogou como sempre. Nota 4.


Escalações:

Grêmio: Marcelo Grohe, Leo Moura, Pedro Geromel e Kannemann, Cortez, Michel, Arthur (Fernandinho) e Ramiro, Pedro Rocha (Éverton), Luan e Lucas Barrios (Jaílson).

Fluminense: Diego Cavalieri, Renato, Henrique e Chaves, Léo, Pierre (Gustavo Scarpa), Wendel e Sornoza, Marcos Jr. (Calazans), Richarlison (Maranhão) e H. Dourado.

Arbitragem: Dewson Freitas (PA), Alessandro A. Rocha de Matos (BA) e Bruno Bochilia (PR).

14 de dezembro de 2016

Qual o teu protagonista?

Sempre que um time é campeão de uma competição temos um protagonista da conquista. Se não sempre, pelo menos na maioria das vezes. Grêmio já teve Renato, Baltazar, Aílton, Jardel, Marcelinho Paraíba, entre outros. O protagonista pode ser o jogador que decidiu o campeonato inteiro, o que fez o gol do título ou o que a torcida abraçou simplesmente por "gostar".

Pensando sobre isso em relação a conquista da Copa do Brasil, conversei com alguns amigos gremistas e fizemos uma retrospectiva do Penta.

No primeiro jogo das oitavas de final Miller foi o jogador que nos deu a vantagem para o jogo de volta. Ganhamos do Atlético-PR por 1 a 0 na Arena da Baixada com gol dele. No jogo da volta, Marcelo Grohe foi de vilão a herói ao falhar bizonhamente no gol de André Lima e depois defender 3 cobranças de pênaltis, inclusive a cobrança de Weverton que daria a classificação ao clube paranaense.
Nas quartas de final, Ramiro fez aquele golaço contra o Palmeiras que certamente está entre os gols mais bonitos (e talvez improváveis) do ano no mundo inteiro. O segundo gol na Arena for marcado por Pedro Rocha. E no jogo da volta, em São Paulo, Éverton fez - por mérito apenas dele - a jogada em que marcou o gol de empate (foi pra cima do marcador, driblou e chutou).
Já nas semifinais Luan marcou um golaço, em uma linda jogada na ponta direita da área do Cruzeiro, e Douglas fechou o placar de 2x0 com um belo chute rasteiro no gol do Victor. 
E finalmente nas finais, Pedro Rocha, que já tinha marcado 1 gol contra o Palmeiras, fez 2 belos gols no Mineirão lotado - mas acabou sendo expulso. Éverton, que também tinha marcado um belo gol contra o Palmeiras, aumentou nossa vantagem marcando o terceiro gol contra o Atlético-MG. E por fim, Miller Bolanos, que já havia marcado contra o Atlético-PR fez o gol que fez a Arena explodir, no segundo jogo da final, pouco antes de gritarmos CAMPEÃO.

Eu ainda posso falar de outro jogadores, como Geromel que além de toda classe e qualidade na zaga (melhor do Brasil), ainda teve uma arrancada para cruzamento que resultou no terceiro gol contra o Galo no Mineirão. Douglas que além de gol também deu lindos passes fazendo jus ao apelido de Maestro. Kannemann que como um cachorro louco não só resgatou a "maldade" Tricolor como colocou nomes como Ábila, Lucas Pratto e Robinho no bolso. Maicon que como um capitão de verdade rangeu os dentes como um louco atrás da taça, participando inclusive de gols decisivos. 

No final, nem eu e nem as pessoas com que conversei chegamos a uma unanimidade em relação ao protagonista do Penta
Mas e pra ti, quem foi o protagonista?
Ah, eu falo de atleta, não de treinador. Pra dificultar, não vale o Renato. ;)

#ReiDeCopas



8 de dezembro de 2016

Daniel Matador - Foi no coração



“A certa altura ele sugeriu que todas as emoções e os pensamentos humanos não provinham do coração, mas sim daquelas curvas moles e amorfas que constituem o cérebro. Menciono essa afirmação ingênua apenas para demonstrar como até mesmo um homem inteligente e culto pode cometer graves erros.
Ninguém que já tenha examinado o coração, esse poderoso órgão que pulsa com vida própria no centro do corpo, alimentado por grandes rios de sangue e protegido pelas paliçadas de ossos, pode duvidar de que seja ele a fonte da qual vertem todos os pensamentos e emoções.
O coração utiliza o sangue para disseminar essas emoções pelo corpo. Você já sentiu seu coração agitar-se e acelerar diante de uma música maravilhosa, um rosto encantador ou as belas palavras de um discurso eloquente? E já sentiu alguma coisa saltar dentro de sua cabeça? Mesmo o sábio oriental teve de capitular diante de minha estrita lógica. Nenhum homem racional pode acreditar que uma massa exangue e leitosa, inerte e enovelada em seu recipiente ósseo, possa gerar os versos de um poema ou o desenho de uma pirâmide, possa fazer um homem amar ou empreender a guerra.”

Taita, o médico do faraó, na espetacular obra O Último Deus do Nilo, de Wilbur Smith, explicando aos incautos que é o coração que comanda tudo, e não o cérebro.



O capitão Maicon ergueu a taça do pentacampeonato da Copa do Brasil na Arena. (Foto: Lucas Uebel)
Caros
O Grêmio é pentacampeão. O maior campeão da história da Copa do Brasil. O Rei de Copas. Ninguém venceu tanto. Mas, para chegar a esta conquista, o tricolor teve de fazer uma escolha e uma renúncia. No ano passado, o presidente Romildo Bolzan trouxe o técnico Roger, um iniciante na função com passado vencedor como jogador do clube. E ele deu ao Grêmio algo que o clube precisava: cérebro. O Grêmio de Roger sempre foi cerebral. Dava toques. Compunha funções. Montava táticas.
Deu muito certo durante um tempo. O futebol cerebral, de toque de bola, fez jogos memoráveis e deixou boquiaberta a crítica e até mesmo a torcida dos times rivais. Era quase consenso que o modelo, uma versão tupiniquim do Barcelona, deveria ser perseguido por todos como sinônimo de bom futebol. As conquistas seriam líquidas e certas, apenas o fatal resultado de um futebol pragmático e bem jogado.
Ah, mas o futebol, ele é uma caixinha de surpresas! Os deuses do futebol são marotos. Eles são levados pela paixão e é ela que move o esporte mais visceral do mundo. O Grêmio tinha cérebro. Mas faltava coração. E o cérebro, sem coração, uma hora acaba definhando. Ninguém aguenta passar a vida toda envolto apenas com as coisas do cérebro. O coração precisa ter seu lugar também. E, quando o cérebro estava dando sinais de estafa, o tricolor buscou o coração. E buscou no lugar onde ele sempre esteve.
O Grêmio trouxe Portaluppi. Renato não participa de seminários sobre futebol em universidades. Renato não dá palestras sobre análise tática. Renato não vai fazer estágio na Europa. Roger era cérebro. Portaluppi é coração. E, por ser coração, teve a perspicápia de não desfazer-se daquilo que o cérebro já havia produzido de bom. Mas deu seu toque pessoal na mistura. E o resultado de tudo isso só podia ser um: a volta do campeão.
Renato é o coração do Grêmio. (Foto: Lucas Uebel)

Foi o coração que fez Grohe passar de vilão a herói em uma improvável classificação nos pênaltis. Foi o coração que Ramiro usou para pegar uma bola na veia e abrir o placar com um golaço contra o campeão brasileiro Palmeiras. Foi o coração que fez Everton Cebolinha dar a classificação contra o mesmo Palmeiras em sua própria casa. Lembram que o time cerebral não costumava reverter placares adversos? Novamente, foi o coração que fez Luan encerrar um jejum de gols e marcar um tento antológico no Mineirão. Foi o  coração que permitiu ao pândego Douglas sacramentar a vitória que garantiu a passagem para as finais. Ninguém duvida que foi o coração que permitiu ao execrado Pedro Rocha fazer a maior partida de sua vida e anotar dois golaços na casa do Galo. Este mesmo coração fez Geromel virar ponteiro direito e cruzar uma bola para Everton calar novamente o Mineirão. E ninguém nega que foi este mesmo coração o responsável por Bolaños, que tanto sofreu nesta temporada, ter sido posto em campo para marcar o gol que garantiu o título e fez explodir a torcida presente na Arena.
Aprendam, crianças: isso que estamos vivenciando é a ordem natural das coisas. O tricolor vence. O tricolor ergue taça. O tricolor dá volta olímpica. Sabem por que a Goethe é o lugar das comemorações? Porque ali ficava a Baixada, nosso primeiro estádio. E aí, erradamente, uma galerinha também resolveu comemorar nas imediações quando finalmente ganharam alguma coisa. Saiam da Goethe! Ali não é o lugar de vocês! Aquele território é tricolor! E nós o retomamos no dia de hoje. O que ocorreu nos últimos anos foi um período onde os deuses do futebol hibernaram e permitiram que apenas o cérebro atuasse. Mas agora o coração está de volta. O pentacampeonato gremista foi no coração. Comemore, torcedor do Grêmio! O Rei de Copas está de volta!
Saudações Imortais

23 de novembro de 2016

Daniel Matador - Com a mão no penta!

Copa do Brasil - Final (jogo de ida)
Atlético-MG 1 x 3 Grêmio

Pedro Rocha fez dois gols que calaram o Mineirão.

Caros

Desde 2007 não tínhamos o prazer e o nervosismo de estarmos na final de um torneio de grande porte. Quis o destino que o comandante desta nova epopeia fosse justamente o maior ídolo da história do clube. O maior campeão da Copa do Brasil retornava de forma pujante e meritória. Após uma classificação épica contra o Atlético-PR, outra surpreendente contra o virtual campeão brasileiro Palmeiras e a última frente ao sempre forte Cruzeiro, botávamos o pé na final do torneio que reúne a maior quantidade de equipes do país.

O Atlético-MG jogava em casa. Chovia em Minas Gerais. O Mineirão era o palco. Começavam os primeiros 90 minutos da decisão consagraria o campeão da Copa do Brasil de 2016. E as coisas assim se passaram.

1º tempo - Atlético-MG 0 x 1 Grêmio

Logo aos 2 minutos, Kannemann roubou bola próximo na intermediária e lançou Pedro Rocha, mas a bola foi muito forte. Aos 4 minutos, Luan chutou de fora da área e a bola passou muito perto da trave esquerda de Victor. Aos 6 minutos, Gabriel levou cartão amarelo por entrada violenta em Douglas, que chegou a assustar, mas retornou ao jogo. Aos 10, blitz tricolor que resultou numa bomba de Maicon de fora da área, mas que saiu pela linha de fundo. Aos 17, Maicosuel bateu de longe, mas sem grande perigo. No minuto seguinte, Pedro Rocha recebeu de Douglas e deixou para Walace, que bateu e a bola desviou em Júnior Urso, indo para escanteio. Aos 21, em falha da defesa gremista, a bola sobrou na área para Robinho, que chutou por cima. Aos 22, Douglas chutou e Victor defendeu para escanteio, salvando o Galo.

Até que, aos 30, Maicon deu primorosa assistência em profundidade para Pedro Rocha, que deu um corte seco no zagueiro e chutou na saída de Victor, abrindo o placar! Aos 32, Maicosuel pegou um rebote dentro da área, mas chutou por cima. O Grêmio, após o gol, dominava as ações. Era o senhor do Mineirão. Enervava o adversário. Aos 41, Pedro Rocha encobriu Victor e o zagueiro salvou quando a bola ia entrando! Aos 42, Júnior Urso chutou e Grohe fez um verdadeiro milagre! Aos 44, jogadaça de Edilson, que entortou Fábio Santos e cruzou, mas Luan demorou para concluir e chutou em cima do zagueiro. Aos 45, Geromel salvou de cabeça perigoso cruzamento para a área. Aos 46, em contra-ataque, Pedro Rocha ficou cara a cara com Victor e perdeu, chutando em cima do goleiro.





2º tempo - Atlético-MG 1 x 2 Grêmio


Eram menos de 3 minutos quando Pratto chutou, a bola desviou e quase encobriu Grohe. Só que, aos 9 minutos, Pedro Rocha FEZ FILA e marcou um golaço! Aos 13, após cobrança de falta, Leandro Donizete cabeceou e a bola passou perigosamente perto do travessão. Aos 15, Douglas chutou de longe e Victor defendeu. Aos 19, Walace deu um bago de longe, mas Victor pegou. Aos 22, Renato chamou Everton e iria tirar Pedro Rocha, mas o árbitro resolveu aprontar. No último lance, o garoto fez uma falta fortuita e levou um injusto cartão amarelo. Como tinha tirado a camisa para comemorar o segundo gol, foi expulso. Renato então segurou a entrada de Everton.

Jogando com um a mais, o Galo era só pressão. Aos 28, Grohe interceptou cruzamento de Robinho e evitou perigoso lance. Aos 31, Pratto chutou na pequena área e a zaga rebateu. Aos 34, Pratto subiu e cabeceou perigosamente. No minuto seguinte, Everton finalmente entrou, mas no lugar de Douglas, que saiu exausto. Aos 36, após uma cobrança de escanteio, Gabriel pegou de primeira, sem chance para Grohe. Era só pressão e pressão neste momento. O tricolor era só defesa. Aos 43, Ramiro saiu para a entrada de Jaílson. O Galo atacava e o Grêmio defendia. Só que, aos 45, a imortalidade voltou. Geromel fez jogada de PONTEIRO DIREITO e cruzou para Everton, que meteu de primeira para matar o Galo! O árbitro deu mais 6 minutos, mas o Atlético não acreditava no que via. Era um time de zumbis em campo. Fred entrou aos 45 no lugar de Luan. Aos 49, Walace avançava e só não ficou cara a cara com Victor porque parou no último zagueiro.





Como jogaram:

Grohe: operou um milagre num chute de Júnior Urso. Fez diversas outras boas defesas durante o jogo. Nota 9
Edílson: botou Fábio Santos no bolso. Jogou malandramente, principalmente quando o time estava com um a menos. Nota 7
Geromel: a segurança de sempre. Foi o esteio da zaga. Fez a jogada que culminou no terceiro gol. É um alienígena. Nota 10
Kannemann: é um cão de guarda que sabe morder. Era o único pendurado e conseguiu defender tudo sem levar cartão amarelo. Monstro. Nota 9
Marcelo Oliveira: destoou do restante do time, chegando a comprometer algumas vezes. Nota 6
Walace: foi bem, apesar de perder alguns lances e passes. Nota 7
Maicon: foi bem demais, jogou como um verdadeiro capitão. Deu inclusive a assistência para o gol de Pedro Rocha. Nota 8
Douglas: mais uma vez foi o maestro do meio de campo. A categoria rotineira. Nota 7
Ramiro: cumpriu função tática de modo perfeito, recompondo sempre. Nota 7
Pedro Rocha: abriu o placar com um belo gol. Perdeu outro mais fácil do que o convertido. Fez mais um no segundo tempo. Hoje ele foi 10. Nota 10
Luan: capitaneava quase todas as jogadas de meio e ataque. Perdeu um gol em frente à goleiro por ter demorado para concluir. Nota 7

Everton: entrou no lugar de Douglas, mas o jogo já estava na finaleira. Ainda assim, fez o gol que matou o jogo. Nota 8
Jaílson: entrou no lugar de Ramiro, na famosa substituição para matar tempo. Sem nota
Fred: entrou no lugar de Luan, também para matar tempo. Sem nota

Renato Portaluppi: montou um esquema que depenou o Galo no primeiro tempo. E conseguiu espetar e assar no segundo tempo. Que não se discuta mais. Ninguém tem mais estrela que Renato Portaluppi.

Arbitragem: Pericles Bassols Cortez (PE/FIFA), auxiliado por Rodrigo Henrique Correa (RJ/FIFA) e Nadine Camara Bastos (SC/FIFA). Fez o que pôde para ferrar com o jogo, inclusive expulsando Pedro Rocha. Mas não adiantou.

Era apenas o primeiro jogo. Mas não há necessidade de outro. O Grêmio foi soberbo! Amassou o Atlético em sua própria casa. Preparem os corações. Porto Alegre será pequena. O Rei de Copas está voltando!

Saudações Imortais

Um texto para o Felipe

O jogo era Grêmio x Cruzeiro pelas semi-finais da Copa do Brasil na Arena. Combinei de encontrar minha família já dentro do estádio, pois iria ficar com um casal de amigos em um dos bares do lado de fora até a hora do jogo.
Conversamos bastante acompanhados de algumas cervejas e então fomos cada um para o seu lado. Subi a esplanada pela rampa oeste, e já bem em frente ao meu portão parei por alguns minutos. Não sei por que parei, apenas parei. Vi um torcedor com seus dois filhos escorados na parede. Começamos a conversar. Um dos meninos tinha 16, e o outro 12 anos. O de 16 pouco se envolvia na conversa. O de 12, Felipe, se balançava de um lado para o outro em pé. Eu perguntei a ele se estava nervoso. A afirmação veio apenas com a cabeça, acompanhada de uns olhos esbugalhados e tensos. Ficamos nos olhando por alguns segundos. Não conseguia dizer nada. Eu sabia qual era o seu problema. Consegui reagir e então perguntei já sabendo a resposta: "Tu nunca viu o Grêmio ganhar nada, né?". A segunda afirmação veio com um olhar ainda mais tenso, com os olhos quase marejados.

Eu entendia sua angústia, apesar de ter visto o Grêmio ganhar tudo na década de 90. O jogo em que estávamos entrando era um jogo que tínhamos uma ampla vantagem, e são os jogos que menos gosto. Não gosto de jogo jogado, ainda mais contra time grande. Eu também estava nervosa, mas não podia dizer isso para o Felipe. Ele só tem 12 anos, e eu 30.
Eu tentei olhar pra ele com tranquilidade, tentando esconder que meus olhos também estavam marejados. Então eu disse à ele que uma hora o título vem. Uma hora todo mundo ganha. As vezes demora, as vezes é rápido. Contei pra ele os títulos que vi, e disse que o Grêmio depende dele como torcedor. Ele me olhou ainda tenso, mas com esperança. Me despedi dos 3 e entrei no estádio pra encontrar minha família. Lá dentro estava meu sobrinho mais velho, o Enzo, também de 12 anos, que também nunca viu o Grêmio ganhar nada. Ao final do jogo, Enzo olhou pra mim quase como quem suplica e pediu para eu o levar na final. Naquele momento eu não sabia se conseguiria 1 ingresso, imagine 2. Eu apenas disse que faria tudo que estivesse ao meu alcance.

Hoje acontece o primeiro jogo da final. Eu não sei exatamente quem tu é, Felipe. Sei apenas teu primeiro nome e lembro nitidamente do teu rosto. Eu não sei, Felipe, se hoje inicia a conquista que a gente tanto espera. Não sei mesmo, apenas tenho fé e esperança.
Mas eu quero que lembre, Felipe, que futebol é feito de derrotas e conquistas. Que as derrotas devem nos fortalecer para que as conquistas sejam mais saborosas.
Tu verá o Grêmio ser campeão muitas vezes. Te falei isso pessoalmente, e te disse que tu lembraria de mim no teu primeiro título. Espero que seja esse, Felipe.

#VamosGrêmio


2 de novembro de 2016

Daniel Matador - Estamos na final! Eles estão fora!

Grêmio 0 x 0 Cruzeiro

Renato comandou o Grêmio até a final da Copa do Brasil.

Caros

A Arena lotou no Dia de Finados para ver o Grêmio. O time de Renato entrou em campo para fazer valer a vantagem que construiu no primeiro jogo da semifinal dentro do Mineirão. A escalação foi semelhante à que havia começado a partida da semana passada contra os mineiros. Kannemann estava pendurado com um cartão amarelo, correndo o risco de não jogar a primeira partida da final caso levasse outro. Mas esses detalhes pouco importavam para a torcida que foi até o estádio empurrar o clube até sua oitava final de Copa do Brasil.

1º Tempo: Grêmio 0 x 0 Cruzeiro

Os primeiros 10 minutos foram uma correria louca. Tanto Cruzeiro quanto Grêmio estavam pilhadaços! Aos 13 minutos, a primeira chance clara de gol, com Robinho metendo um sapataço de fora da área para grande defesa de Grohe. Aos 16, jogadaça gremista com toques de pé em pé, com Douglas abrindo na esquerda par a Luan, que lançou Marcelo Oliveira por cobertura e este quase marcou. O jogo continuou em altíssima velocidade, com o tricolor dominando as ações, mas sem criar chances cabais de gol. Até que, aos 22 minutos, Ariel Cabral pegou na veia e acertou o travessão!

Aos 27, em uma cobrança na entrada da área, De Arrascaeta levou muito perigo. Nesse momento, a pressão cruzeirense era maior. Aos 35, Douglas lançou Pedro Rocha, que não marcou porque perdeu o domínio. Aos 41, após rebatida da defesa gremista, Douglas fez outro grande lançamento para Pedro Rocha, mas ele novamente não teve vitória pessoal sobre o marcador. O jogo seguiu tenso até o final do primeiro tempo, mas o placar permaneceu fechado, o que favorecia o tricolor.




2º Tempo: Grêmio 0 x 0 Cruzeiro

O segundo tempo voltou com a mesma tensão do primeiro. Aos 6 minutos, Alisson chutou cruzado pela esquerda e Grohe desviou para escanteio. No lance seguinte, contra-ataque fulminante tricolor, com Douglas e Luan, que rolou para Pedro Rocha, que se livrou da marcação e chutou à queima-roupa, com o arqueiro fazendo um milagre! Na cobrança de escanteio de Douglas, a bola desviou no poste, o que salvou o Cruzeiro de não tomar um gol olímpico. Aos 12, Renato atendeu o pedido da torcida ao sacar Pedro Rocha para a entrada de Everton. Aos 16, mais um chutaço de fora da área para grande defesa de Grohe, desta vez desferido por Sobis. Aos 18, após jogadaça de Everto e Luan, a bola sobrou para Ramiro, que mandou um petardo para defesaça de Rafael!

Aos 19, após cruzamento milimétrico de Douglas, Geromel cabeceou certinho e só não marcou porque Rafael, novamente, fez uma grande defesa. Aos 23, pênalti claríssimo sobre Ramiro, que o árbitro preferiu não marcar. Aos 27, Edílson tomou a frente e também sofre carga próximo à risca da área. Novamente o apitador nada marcou. Aos 28, Ramiro saiu para a entrada de Jaílson. Aos 36, Grohe acusou lesão e indicou que estava jogando no sacrifício. Aos 40, chute direto que Grohe defendeu. Aos 44, a Arena veio abaixo com o gol por cobertura de Luan, mas a arbitragem invalidou assinalando impedimento inexistente. Só que mais nada tiraria a passagem tricolor para a final da Copa do Brasil. O placar ficou fechadinho e estamos nas finais!




Como jogaram:

Grohe: fez importantes intervenções e defesas. Nota 8
Edilson: algumas boas chegadas ao ataque, mas alguns sustos na defesa. Nota 6
Geromel: o gigante de sempre. Um monstro. Nota 9
Kannemann: é um cão de guarda. Nada passa por ele impunemente. Nota 9
Marcelo Oliveira: boa performance defensiva no primeiro tempo. Nota 6
Walace: muitos passes comprometedores. Deu uma melhorada no segundo tempo. Nota 6
Maicon: foi muito bem, conseguindo manter a tranquilidade no meio de campo. Nota 7
Ramiro: cumpriu sua função corretamente e inclusive sofreu um pênalti afanado. Nota 8
Douglas: jogou de forma parecida com a partida de ida, mas com menor incidência. No segundo tempo foi gigante e pifou várias vezes. Nota 8
Pedro Rocha: perdeu vários lances de confronto direto, inclusive a melhor chance do jogo. Para um atacante, é pouco. Nota 4
Luan: recuou para auxiliar Douglas no meio de campo, o que fez com que não fosse tão agudo no ataque. Nota 7

Everton: sua entrada incendiou o ataque. A defesa cruzeirense tinha pesadelos quando ele pegava a bola e avançava. Nota 8
Jaílson: entrou no lugar de Ramiro para recompor o meio campo defensivo. Nota 6
Thyere: entrou no final, naquela substituição para ganhar tempo. Sem nota

Renato Portaluppi: armou o time para jogar com o regulamento debaixo do braço. É o cara. O Grêmio só está na final por causa dele. Nota 9

Arbitragem: o trio paulista formado pelo árbitro Thiago Duarte Peixoto e os auxiliares Tatiane dos Santos Camargo e Danilo Simon Manis apitaram a partida. O árbitro deixou o jogo correr, o que contribuiu para a alta velocidade dos lances. Se perdeu no segundo tempo, quando começou a inverter faltas e não marcou um pênalti clamoroso sobre Ramiro. Errou ao invalidar gol legal de Luan. Péssimos.

Era o jogo para levar o time, depois de muitos anos, a uma final de campeonato de grande porte. E o time conseguiu! Já o pessoal da beira do lago fez fiasco e caiu fora. Nosso adversário será outro mineiro. A Arena será pequena. O Grêmio está de volta!

Saudações Imortais

19 de outubro de 2016

Daniel Matador - Everton mantém o sonho do penta tricolor

Palmeiras 1 x 1 Grêmio

Everton marcou o gol salvador que classificou o Grêmio

Caros

O tricolor havia feito uma apresentação de gala e vencido o primeiro confronto pelas quartas-de-final da Copa do Brasil contra o Palmeiras na Arena. O jogo desta quarta-feira era a chance de manter vivo o sonho do penta da competição. Renato surpreendeu no final de semana e escalou um time reserva contra o Santos na Vila Belmiro (que quase venceu a partida) com o claro intuito de focar os titulares neste dificílimo jogo contra o Porco.

1º tempo: Palmeiras 0 x 0 Grêmio

O Grêmio entrou de branco e Palmeiras entrou de azul. O gramado do Allianz Parque estava muito maltratado. Aos 6 minutos, Gabriel Jesus recebeu na área, dominou e chutou para grande defesa de Grassi, mas o bandeirinha assinalou impedimento. Aos 12, após cobrança de falta, Lucas Barrios cabeceou e a bola explodiu no travessão. Aos 24, Egídio cruzou e Marcelo Oliveira salvou um chute à queima-roupa. Na sequência, Douglas lançou Pedro Rocha, que perdeu grande chance.

Aos 26, outra blitz palmeirense que foi rebatiza por mais de uma vez na zaga tricolor. Aos 33, numa cobrança de escanteio de Cleiton Xavier, Grassi salvou novamente com grande intervenção. O jogo foi tenso durante todo este primeiro tempo e assim permaneceu até o final. E o placar não foi aberto.




2º tempo: Palmeiras 1 x 1 Grêmio

Aos 30 segundos Douglas e Luan tabelaram e quase que o Pança de Cadela marca. Aos 4 minutos, após cobrança de falta, Marcelo Oliveira cabeceou e quase abriu o placar, com o goleiro Jaílson salvando à queima-roupa. Aos 5, Marcelo Oliveira cedeu um escanteio desnecessariamente. Na cobrança, Thiago Martins cabeceou e marcou. Aos 12, após jogadaça de Edílson, Walace chutou de fora da área para grande defesa de Jaílson. Aos 15, o inoperante Pedro Rocha saiu para a entrada de Everton.

Aos 21, Allione deu um carrinho criminoso em Everton e foi expulso. Em seguida, Grassi saiu por conta de uma lesão e o garoto Léo teve que entrar na fogueira. No minuto seguinte, Jaílson salvou novamente o Palmeiras ao defender um petardo de Ramiro. Aos 25, o árbitro expulsou Renato da casamata. Miller entrou no lugar de Ramiro e o jogo continuou tenso. Até que, aos 31, Douglas lançou Everton, que invadiu a área, cortou o zagueiro e fuzilou o goleiro para empatar o jogo! A partir daí, o tricolor passou a dominar a partida. Aos 41, um contra-ataque foi desperdiçado por Douglas. Outro foi matado aos 44 por Everton, que passou fraco para Luan. Mas aí não adiantava mais. O tricolor estava classificado.




Como jogaram:

Bruno Grassi: continuou jogando no lugar de Grohe por conta da lesão do titular. Fez algumas defesas difíceis e importantíssimas. Acabou saindo por conta de lesão. Nota 7
Edílson: foi muito envolvido no primeiro tempo, sendo que grande parte das jogadas do Palmeiras se criavam pelo seu lado. Nota 4
Geromel: passou trabalho o jogo todo, mas salvou tudo que conseguiu. Nota 7
Kannemann: fez boa dupla com Geromel e espanou tudo. Nota 7
Marcelo Oliveira: por incrível que pareça, correspondeu bem na parte defensiva. Mas cedeu desnecessariamente o escanteio que originou o gol do Palmeiras. Nota 4
Walace: um primeiro tempo muito fraco. Um segundo tempo parecido. Nota 3
Maicon: cadenciou bem o jogo, mas sofreu muita pressão e errou alguns lances.
Douglas: tentou alguns lançamentos e até acertou. Fez o passe para o gol de Everton, apesar de ter matado um ótimo contra-ataque no final. Nota 6
Ramiro: cumpriu função tática, mas desta vez não apareceu como nos outros jogos. Saiu para a entrada de Miller. Nota 5
Pedro Rocha: errou um gol quase feito e não acertou muita coisa. Nota 3
Luan: muitas tentativas sem sucesso no primeiro tempo. Continuou meia-boca até o fim. Nota 5

Everton: entrou no lugar de Pedro Rocha. Fez o gol que classificou o Grêmio. Não precisa mais nada. Nota 10
Léo: entrou na fogueira por conta da lesão de Grassi e não se queimou. Salvou três lances no final. Nota 7
Miller: entrou no lugar de Ramiro. Boa movimentação, apesar de carecer de ritmo. Nota 6

Renato Portaluppi: armou o time corretamente e conseguiu conter o Palmeiras, apesar das dificuldades. O gol atrapalhou e sua expulsão da casamata ainda mais. Mas foi salvo por Everton, uma de suas apostas. Nota 7

Arbitragem: acabaram selecionando o fraquíssimo Elmo Alves Resende Cunha (GO) para ser o apitador da partida, junto com Bruno Boschilia (PR) e Christian Passos Sorence (GO). Picotou o jogo todo, amarrando o jogo. Mas acertou na expulsão de Allione.

Era o jogo mais importante do ano até então. E ele relembrou os grandes embates entre Grêmio e Palmeiras nos anos 90. Renato tem uma estrela desgraçada. Botou Everton, foi expulso da casamata e o guri marcou o gol da classificação. O Grêmio está novamente nas semifinais da Copa do Brasil e o sonho do penta está cada vez mais perto!

Saudações Imortais

28 de setembro de 2016

Daniel Matador - Vitória como nos anos 90

Grêmio 2 x 1 Palmeiras

Geromel participou do lance do segundo gol (foto: Lucas Uebel)

Caros

As quartas-de-final da Copa do Brasil começaram hoje para o tricolor. Sem Wallace Reis (que já havia jogado a competição pelo Flamengo) e Maicon (lesionado), Kannemann e Jaílson entraram no time titular. Mas esta não foi a única mudança. Henrique Almeida foi sacado e Ramiro povoou o meio de campo, em uma clara mudança de esquema, com Pedro Rocha e Luan no ataque. Num jogo em casa, fazer gol e não levar seria o ideal para seguir adiante, na reedição do maior clássico brasileiro dos anos 90.

1º tempo: Grêmio 2 x 0 Palmeiras

Nem tinham rolado 30 segundo e Jaílson reviveu os confrontos dos anos 90 ao cometer uma falta. O Grêmio estava literalmente MORDENDO! Mas a primeira chance foi com Zé Roberto, que acabou chutando muito alto da entrada da área. Aos 14, uma grande chance num belíssimo passe de Douglas para Pedro Rocha, que quase marcou, mas acabou perdendo o domínio. Aos 19, Pedro Rocha recebeu, deu um drible desconcertante que deixou o zagueiro no chão e emendou um PETARDO que o goleiro milagrosamente defendeu. Mas o bandeirinha já marcava um duvidoso impedimento. No lance seguinte, Moisés cabeceou para defesa de Grohe. Aos 28, Luan cobrou um escanteio tentando um gol olímpico.

Até que, aos 34, Ramiro recebeu uma bola na direita de Douglas e emendou um SAPATO NA VEIA, abrindo o placar com um GOLAÇO! E aos 36 o árbitro marcou um raríssimo lance de recuo de bola ilegal para o goleiro do Palmeiras. Nua cobrança em dois toques, Geromel meteu um BALAÇO e quase marcou. Aos 42, Luan sofreu falta e cobrou de longe. Geromel cabeceou e a bola foi na travessão. No rebote, Pedro Rocha meteu o melão na bola e ampliou. Só o Grêmio jogava, AMASSANDO o Palmeiras,  que não viu a cor da bola no primeiro tempo. Kannemann ganhou TODOS os lances individuais com Gabriel Jesus. No último minuto, Luan ainda chutou de fora da área e quase marcou o terceiro. Mas, para sorte da porcada, o árbitro encerrou o primeiro tempo.





2º tempo: Grêmio 0 x 1 Palmeiras

Aos 2 minutos, Walace recebeu na ponta esquerda, chutou duas vezes (o primeiro chute esbarrou no zagueiro e voltou) e quase marcou o terceiro gol. No lance seguinte, em uma grande jogada palmeirense, Grohe foi obrigado a cometer pênalti. Na cobrança, Zé Roberto converteu e descontou. Aos 6, Luan emendou uma bola de longe, mas o arqueiro defendeu. Aos 12, Luan cobrou falta da direita e quase que Kannemann marca. Aos 20, um lance polêmico de pênalti não marcado sobre Edílson. Aos 26, jogadaça do Grêmio, com Luan batendo de chapa e a bola raspando a trave. Aos 34, Guilherme entrou no lugar de Pedro Rocha. Aos 40, um lance perigosíssimo na área de Grohe após uma bola alçada em cobrança de falta. Aos 44, Ramiro saiu aplaudidíssimo para a entrada de Thyere. E o jogo acabou com a vitória tricolor.




Como jogaram:

Grohe: foi praticamente obrigado a cometer o pênalti. Foi bem no restante do jogo. Nota 7
Edílson: voltou a jogar como em suas primeiras apresentações deste ano. Nota 7
Geromel: participou do lance do segundo gol, mas falhou na cobertura na jogada que originou o pênalti do Palmeiras. Ainda assim, foi muito bem. Nota 8
Kannemann: simplesmente perfeito no primeiro tempo, onde ganhou todas as jogadas e não deixou Gabriel Jesus se criar. Nota 9
Marcelo Oliveira: recebeu orientação de não fazer aquilo que não sabe. No caso, lançar-se ao ataque. Nota 6
Walace: outro que retomou um padrão de atuação superior. Ainda longe do que pode render, mas foi melhor. Nota 6
Jaílson: voltou a atuar bem, apesar de ser muito afoito em alguns lances e errar passes. Nota 6
Ramiro: um operário, muitas vezes em má jornada, mas que hoje redimiu-se com um golaço. Nota 9
Douglas: várias bolas pifadas, inclusive a que originou o golaço de Ramiro. Nota 7
Pedro Rocha: teve bons lances, mas pecava na finalização. Foi oportunista ao aproveitar o rebote que gerou o segundo gol. Saiu para a entrada de Guilherme. Nota 8
Luan: muito mais aplicado do que nos últimos jogos. Recebeu de Renato a missão de alçar a bola na área nas faltas de longa distância e cumpriu muito bem sua tarefa. Pecou demais em alguns lances de finalização. Nota 8

Guilherme: entrou no lugar de Pedro Rocha quando faltavam pouco mais de dez minutos para acabar o jogo. Sem nota
Thyere: entrou no lugar de Ramiro, naquela famosa substituição para matar tempo. Sem nota

Renato Portaluppi: quem diz que Renato não manja da casamata é mau-caráter. Ele armou o time de uma forma que simplesmente não deixou o Palmeiras ver a cor da bola. O resultado e o desempenho do time neste jogo têm a mão dele. Nota 9


Arbitragem: Claudio Francisco Lima E Silva (SE), auxiliado por Bruno Boschilia (PR) e Ivan Carlos Bohn (PR). O trio foi bem atrapalhado e pecou em alguns lances de disciplina, deixando de aplicar cartão em várias oportunidades. Inverteu faltas e complicou o jogo. Muito fraco e influenciável.

Assim como nos clássicos dos anos 90, o Palmeiras tinha um time superior. Assim como nos clássicos dos anos 90, o Grêmio só tinha vontade. E assim como nos clássicos dos anos 90, o Palmeiras tomou um VAREIO de bola e perdeu o jogo. Mesmo com o juiz avacalhando o jogo, venceu o time que mostrou mais gana. Renato fez um trabalho soberbo nesta partida. O tricolor costumava retomar a bola rapidamente quando a perdia. Amassou o porco, que saiu morto da Arena. Era assim, crianças, que o Grêmio assombrava o Brasil na década de 90. O sonho do penta está mais vivo do que nunca!

Saudações Imortais

21 de setembro de 2016

Com sangue e lágrimas

Grêmio 0 x 1 Atlético PR

A expectativa para o jogo de hoje contra o Atlético PR é enorme . A Copa do Brasil foi o que sobrou para tentarmos um título em 2016. É o último suspiro da temporada. O tiro tem que ser na testa.
Na casamata, Renato substitui Roger . Mesmo com pouco tempo para implantar seu estilo, algo deverá mudar. Precisa mudar, se quisermos seguir adiante. A continuar com o mesmo futebol pobre dos últimos confrontos, será difícil passar.
Vencemos em Curitiba por 1 x 0, então um empate basta nessa partida da volta.
Muita curiosidade para ver como se comportará a dupla Renato/Espinosa, uma inovação inteligente no vestiário do Grêmio

Primeiro Tempo: 0  x  1

O jogo começou com o Grêmio mostrando melhora no estado anímico. Aos quatro minutos Henrique Almeida recebe um grande passe de Maicon e cara a cara com o goleiro consegue inacreditavelmente chutar para fora. Até minha bisavó faria esse. Nos primeiros minutos, as iniciativas são todas do Imortal Tricolor. O time mostra uma postura diferente dos últimos jogos, mais combativo e insistindo em atacar. A equipe continua pecando nas finalizações. Aos 28 minutos o jogo é igualado, com os paranaenses reagindo ao início dominado pelo Grêmio. Aos 29 minutos e meio, Marcelo Grohe frangueia na primeira bola chutada pelo adversário e a larga nos pés de André Lima que só tem o trabalho de dar o toque para o fundo do gol. A história do "quem não faz leva" se repete. O time sente o gol e começa a errar passes em profusão. Ao final do primeiro tempo uma pequena pressão mas sem resultado positivo. Os jogadores caminham para o vestiário abaixo de vaias.

Segundo Tempo: 0 x 0

Equipe retorna do intervalo com a mesma formação e rapidamente se lança ao ataque. Goleiro do Atlético faz cera antes dos 50 segundos de jogo e, acreditem,  Grêmio faz fair play para a cera. Após escanteio mal aproveitado, Edilson recupera a bola e passa para Luan que chuta muito alto. Atlético se fecha e recua todo o time dificultando, assim, os movimentos do ataque gremista. Várias tentativas são feitas, porém todas insuficientes para assustar o goleiro Weverton.  Aos 17 minutos, Guilherme substitui Henrique Almeida que arruma briga com a torcida ao fazer gesto obceno ao ser vaiado. O Grêmio tem o controle absoluto do jogo mas não consegue traduzir  em gol. O jogo segue tenso e Renato substitui Pedro Rocha por Batista. Aos 30, o ataque faz boa jogada e Maicon tenta colocar mas o goleiro consegue defender. Logo após, Batista quase marca em grande defesa des Weverton. Os paranaenses apenas se defendem. Aos 36 minutos, Luan perde o gol redentor. O Grêmio pressiona muito nos últimos dez minutos, mas as finalizações são ruins e insuficientes.
Acaba o jogo e o time mostra a mesma deficiência de sempre: não sabe fazer gols.
....................

Decisão nos pênaltis: depois de muito sofrimento, Grêmio classificado para a próxima fase da Copa do Brasil.

Como jogaram:

Marcelo Grohe: um frango ridículo. Defendeu 3 pênaltis. Classificou o Grêmio. Foi do inferno ao céu em 110 minutos. Nota: 10
Edilson: bem no apoio. Nota: 6
Geromel:
 voltou a jogar como Geromel. Nota: 7
Kannemann:
 seguro. Nota: 6
Marcelo Oliveira: ferida  ontem, hoje e para todo o sempre. Nota: 2
Maicon: foi bem. Nota: 6
Walace: não está sendo o craque que pensa ser. Nota: 3
Douglas: não foi brilhante, mas não foi ruim. Displicente no pênalti. Nota: 5 
Pedro Rocha: muito fraquinho, fora do jogo. Nota: 4
Luan: bastante participativo. Perdeu o pênalti. Nota: 5
Henrique Almeida: perdeu um gol imperdível. Desrespeitou a torcida. Nota: 0

Renato: senti dó. Fez o que estava ao seu alcance. Tem estrela. Nota: 8

Arbitragem: Vinicius Furlan, auxiliado por Danilo Manis e Gustavo Rodrigues de Oliveira. Um jogo sem contratempos. Nota: 7