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24 de janeiro de 2018

Time C perde fora de casa

Avenida 3  x  2 Grêmio


Primeiro Tempo:

Nos primeiros 45 minutos, o time do Grêmio teve o controle do jogo. A equipe do Avenida atacou esporadicamente. A defesa, com a volta de Paulo Miranda, mostrou mais segurança do que no jogo anterior. Do meio para a frente  vimos bom toque de bola, porém não houve um bom aproveitamento nas finalizações. Aos 35 minutos, enfim, o atacante Isaque sofre pênalti quando dominava a bola para ficar mano a mano com o goleiro. Jean Pyerre cobra com muita tranquilidade e categoria abrindo o placar para o Tricolor. O time de Santa Cruz tenta alguns chutes de fora da área mas não chega a assustar. Os meninos cumprem bem a tarefa e conseguem manter o resultado favorável para a segunda etapa.

Segundo Tempo:

Já no início do segundo tempo, o Grêmio (para variar) é prejudicado pela arbitragem com a marcação de um impedimento que não existiu .  Lima poderia ter marcado um lindo gol. O Avenida volta mais agressivo no ataque e consegue empatar aos 15 minutos. Logo depois, numa falha mortal da zaga, o Avenida rouba a bola no contra ataque , fuzila o gol de Grassi e amplia o placar. Madson quase empata em um tiro forte dentro da área. A bola bate na trave e sai, assustando o goleiro.
O jogo parecia se encaminhar para a vitória do time do Avenida, mas em cobrança de escanteio o goleiro sai mal e Paulo Miranda de cabeça fulmina para dentro do gol  aos 45 minutos. Um minuto depois, o adversário passa à frente de novo. A bola desvia na defesa e engana Bruno Grassi.
Fim de jogo.

Como jogaram:

Bruno Grassi: talvez tivesse que sair da meta no primeiro gol do Avenida. Nota: 5
Madson: um bom primeiro tempo. Nota: 6
Mendonça: razoável. Nota: 5
Paulo Miranda: bom primeiro tempo. Falha mortal no segundo. Nota: 5
Guilherme Guedes: algumas boas jogadas. Nota: 6
Balbino: discreto. Nota: 6
Matheus: talento emergente. Bem. Nota: 7
Jean Pyerre: outra jóia a ser lapidada. Nota: 7
Isaque: fez a jogada do pênalti. Nota: 6
Lima: da turma dos talentosos. Nota: 7
Pepê: futuro promissor. Nota: 7

Thaciano: sem tempo. Sem nota.
Alisson: sem nota.
Thony Anderson: sem nota.

Arbitragem: Daniel Bins, auxiliado por André da Silva Bitencourt e Mateus Olivério Rocha.

20 de janeiro de 2018

Derrota, mas revelando talentos

Grêmio 3  x  5 Caxias


Primeiro Tempo:

Os meninos do Grêmio começaram o jogo bastante focados e imprimindo uma forte marcação no adversário. Já aos cinco minutos, em jogada espetacular de ataque, Isaque pega o rebote de um chute de Jean Pyerre e marca um belo gol. Dois minutos após, Nicolas empata o jogo ao cabecear uma bola alçada na área em cobrança de falta. Bruno Grassi nada pode fazer . Aos 14 minutos ,  Nicolas chuta com muito perigo contra o gol de Grassi. O jogo segue equilibrado, ambas equipes chegando com frequência ao ataque. Quando aos 25 minutos Matheus Henrique desempata em jogada fulminante do ataque do Grêmio. Aos 28 minutos, mais uma jogada espetacular dos guris e  Isaque conclui para dentro do gol do Caxias ampliando o placar. Caxias totalmente amordaçado em campo. Aos 36 minutos, Lima faz um jogadaço colocando Pepê de frente para o gol mas é marcado impedimento. Caxienses assustam mais uma vez com Nicolas. Ao final dos 45 minutos iniciais, o time dos gringos quase desconta. A bola passa lambendo a trave de Bruno. Foi por muito pouco... Nos descontos, o Caxias consegue diminuir a vantagem.
A equipe do Grêmio fez um primeiro tempo muito bom no meio e no ataque. Os meninos mostraram qualidade e  velocidade nos contra ataques. Já na defesa não conseguiram impedir a imposição dos atacantes adversários com falhas na marcação. Mesmo assim, podemos dizer que o futuro dos meninos é muito entusiasmante.










 


Segundo Tempo:

O time do Grêmio recomeça entusiasmado e já nos primeiros minutos consegue ameaçar a meta adversária. O Caxias dá o troco e exige uma boa defesa de Grassi. Na cobrança de escanteio, por pouco a bola não vai parar no ângulo. Aos nove minutos, os serranos empatam em gol de pênalti duvidoso. Entra Alisson no lugar do Isaque para sua estréia no tricolor. Aos 21 minutos, Alisson e Guilherme Guedes tramam jogada que quase resulta em gol. O Caxias vira o jogo em cobrança de escanteio em que Grassi não consegue evitar que a bola entre um pouco além da linha branca. Mais uma vez a defesa falha. Entra Patrick no lugar de Balbino.  Também entra Tilica no lugar de Pepê. A equipe caiu muito de produção na segunda etapa e não mostra mais a mesma qualidade do início da partida. Time não consegue mais reação à vantagem do Caxias. Carlos André recebe o segundo amarelo e é expulso por entrada violenta. Ao encerrar das luzes, quase aos 50 minutos, com o time dos guris extenuados, os gringos ampliam o placar. E assim termina o bom treino para vermos os meninos promissores. Não vamos cobrar dos guris aquilo que não conseguem nos dar. Inexperiência e responsabilidade pesaram contra um time escolado. O Noveletão para os gremistas é para isso mesmo: testar e revelar novos talentos.




Como jogaram:

Bruno Grassi: levou cinco do Caxias. Nota 2
Madson: discreto. Nota 5
Ruan: mal. Nota 4
Mendonça: mal. Nota 4
Guilherme Guedes: médio. Nota 6
Balbino: médio. Nota 6
Pepê: promissor. Nota 7
Jean Pyerre: muito promissor. Nota 7
Matheus Henrique: quase pronto. Nota 8
Lima: boas jogadas. Nota 7
Isaque: foi bem. Nota 7

Alisson: estréia. Nota 6
Tilica: pouco fez. Nota 5
Patrick: pouco fez. Nota 5


Arbitragem: Vinicius Amaral, auxiliado por Alduíno Mocelin e Teilor Thomas da Silva. Nota: 4

12 de janeiro de 2018

A mentira tem pernas curtas

A mentira tem pernas curtas.
Nada como o tempo para desvendar o caráter das pessoas.








30 de novembro de 2017

O caminho do TRI



A campanha



A comemoração



                                                    A festa da torcida

                                                                   
                                                       
                                              A chegada em Porto Alegre


16 de novembro de 2017

Grêmio 1 x 0 São Paulo

Por motivo de força maior não foi possível postar o pós jogo de ontem.
Pedimos a compreensão dos leitores e agradecemos desde já.

O Grêmio fez uma boa apresentação diante do São Paulo. Marcelo Grohe, mais uma vez, mostrou que talvez seja o melhor goleiro brasileiro em atividade no Brasil.
Kannemann não deixou barato e jogou muito.
A equipe principal mostrou que está pronta para a grande decisão da Libertadores diante do argentino Lanús.

A partir de agora , contagem regressiva para o primeiro jogo na Arena que vai ferver com a sua lotação completa.

Dá-lhe, Tricolor!!!!!!!!!!!!!!!!!



2 de novembro de 2017

O que houve com a alegria em ser gremista?

*O texto abaixo foi enviado como comentário por Josué Antônio, antigo leitor deste blog que vive há alguns anos no Japão. Achei um momento importante de reflexão, então resolvi postá-lo com destaque.
Boa leitura a todos


Foto: Esporte Interativo

O que houve com a alegria em ser gremista
O melhor momento do nosso clube desde 2001, e chove reclamações sobre a escalação, sobre a "derrota" por 3x1, sobre o adversário na final (algo que não temos nenhum poder sobre) e até mesmo sobre o fato de não termos feito campanha para decidir na Arena, como se fosse parte dos encargos do Grêmio serviços de vidência.

Por que não acreditar que equipe (jogadores, comissão técnica, comissão diretiva e presidente) fez o que acredita ser melhor para o Grêmio? Salvo alguns jogadores, que são profissionais, acredito que de funcionários até às meias do presidente Romildo, todos trabalhando na Arena sejam gremistões.
Porra, eu aqui n'outro lado do mundo, daria qualquer coisa para ter tempo, dinheiro e irresponsabilidade suficientes para estar em Porto Alegre só para poder acompanhar a ATMOSFERA que a cidade deve estar se preparando para celebrar o ápice da reviravolta na gangorra do Gre-nal e, acima de tudo, o Grêmio prestes a conseguir pela terceira vez seu mais importante título (sou daqueles que acredita que uma conquista de Libertadores vale mais que um Mundial, sim) e vejo gente que poderia estar fazendo parte desta atmosfera reclamando após uma classificação para uma final de Copa?! Reclamando que não estamos em primeiro no Brasileirão por ter escalado reservas? Que fomos eliminados contra o Cruzeiro?

Querer ganhar não significa que vamos ganhar sempre, mas acredito neste Grêmio como nunca.
A zica acabou.
Ainda estou celebrando e pretendo me desligar de resultados do Grêmio até dia 22.
Invadiremos a Fortaleza e libertaremos a América.
E depois que fincarmos nossa flâmula Tricolor em Ciudad de Lanús, nós vamos acabar com o Planeta!

Outra coisa: aproveitar e salientar aqui uma outra marca importante desse Grêmio.
Jogadores de [bom] caráter, direção com um discurso certíssimo. O que disse o Presidente sobre manutenção de equipe foi, em muitos níveis, uma aula de competência e administração para qualquer clube brasileiro e até alguns da Europa. Ele não falou somente sobre o clichê de que "uma equipe vitoriosa se faz mantendo o mesmo plantel", ele foi além e falou sobre as responsabilidades e dificuldades de um dirigente em fazer isso. Não é somente resistir à saída mais fácil, que é vender os jogadores assim que uma proposta em Euros aparece. É dar condições para que o jogador não sinta a necessidade em sair apressadamente. É ajudar na aclimatização. Fazer com que o jogador queira ficar no Grêmio. Sinta-se grato em estar no Grêmio. É uma tarefa mais difícil do que parece e, como se viu com o Bolaños, Walace e Gastón, nem sempre dá certo.

Mas vemos em Luan, Ramiro, Artur, Grohe, Barrios que, num geral, Grêmio está inserindo uma grande vontade nos jogadores em querer jogar por nós. E se sair, como vimos no Pedro Rocha, querer sair com dignidade, sem grandes alardes, sem conflitos entre empresários e dirigentes se tornando parte de conhecimento público.
Parabéns, Grêmio, direção e JOGADORES. Estão honrando o Manto e escrevendo o primeiro capítulo da História do Grêmio digno de ser lembrado por décadas e décadas desde a Batalha dos Aflitos.



3 de outubro de 2017

Los 50 equipos de futbol más valiosos de América





Fonte : Revista Forbes México


Por Ivan Pérez 
Brasil, Estados Unidos y México tienen sus respectivas zonas de influencia: los sudamericanos cuentan con seis de las 10 plantillas más valiosas de todo el continente, Estados Unidos con cuatro de las marcas más cotizadas y en México está el 50% de los estadios más costosos de América. Así podemos resumir el ranking de “Los 50 equipos más valiosos de América 2017” que realiza anualmente Forbes México.

El listado suma en total 5,662 mdd, donde 43% del valor está en el top 10. La liga MLS (con clubes de Estados Unidos y Canadá) realiza el torneo que más instituciones aporta, con 13, seguido de la Liga MX, con 12, y Brasil, con 11.
El ranking considera tres factores: valor de la plantilla (únicamente los jugadores que pertenecen a la institución y no los préstamos), valor de su marca y costo de su estadio (si es que le pertenece). La revisión se realizó entre las 15 principales ligas de América (únicamente se toma en cuenta la primera división), es decir, más de 150 clubes.

La actual clasificación incluye equipos (además de los mexicanos, brasileños y estadounidenses) de Argentina, Colombia, Chile, Ecuador, Canadá y Perú. Este año ingresaron al top 10: New York Red Bulls (MLS), Atlanta (MLS), Santos (México) y River Plate (Argentina).
Como se previó desde el año anterior, Corinthians es un club inalcanzable en términos de valor. Encabeza el listado una vez más, y sus 576.9 mdd lo ubican ya entre los 20 equipos más valiosos de todo el planeta.

El dominio absoluto del top 10 ya no es para la MLS, debido a que algunos clubes no han terminado de construir sus estadios, siguen en proyectos o no han realizado la adquisición de los inmuebles donde juegan sus partidos.
Estos son los 50 equipos más valiosos de América.

 1. Corinthians, Brasil
Valor: 576.9 mdd
El Corinthians es el más poderoso de América. Según su último reporte financiero, ingresó más de 80.5 mdd el año pasado. Los más de 30 millones de aficionados que tiene en el país son motivo para que Nike le haya dado el contrato más cotizado de cualquier equipo de América Latina, el cual durará hasta 2022 y le garantiza 145 mdd. Actualmente, es el único equipo que puede competir en valor con los clubes europeos. Si lo enlistamos en el ranking que realiza Forbes a nivel internacional, ocupa el puesto 16, por encima de AS Roma o Inter de Milán. Además, es la institución de todo el continente que más fans tiene en redes sociales: más de 19.8 millones de seguidores.

2. Gremio/Brasil
Valor: 295.5 mdd
Gremio logró el pasado título del Brasileirao (campeonato nacional). Banrisul y Umbro son sus socios comerciales más importantes. Según datos de Futbol Finanzas, es de los que más camisetas venden en su país: más de 200,000 al año. Gracias al título de 2016 y a la proyección para este 2017, las ganancias en los dos últimos años ascenderán a 25.5 mdd.

3. Guadalajara/México
Valor: 279.8 mdd
Chivas logró el doblete Copa-Liga. Pero, para conseguir ese par de éxitos, gastó más de 20 mdd en refuerzos, además de que amplió el contrato de su técnico, Matías Almeyda, a 1 mdd anuales. También aseguró ingresos al menos hasta 2019, luego de su contrato con Televisa (otra vez) para que transmitiera sus partidos por su canal deportivo de TV restringida, TDN, además de la relación con Univisión en EU. En un futuro, es posible que el equipo cotice en la Bolsa Mexicana de Valores.

4. Monterrey/México
Valor: 269.1 mdd
Cuenta con un presupuesto anual de entre 35 y 40 mdd, cuando el promedio en Centroamérica y Sudamérica no supera los 5 mdd. Su estabilidad económica se debe a las políticas de negocio que tienen sus dueños, FEMSA, que hizo que la institución de los Rayados fuera autosustentable; así fue como financió su estadio, uno de los más modernos de América Latina, que le costó 200 mdd.

5. Red Bulls/Nueva York
Valor: 238.5 mdd
El equipo cuenta con estadio propio y, aunque el valor de la plantilla no es su fuerte, la marca sí lo es, pues está cotizada en 40 mdd, según Sport Business. Tiene al menos siete socios comerciales, como Audi, y anualmente sus contratos comerciales son de 30 mdd, estima Forbes.

6. Orlando City/Estados Unidos
Valor: 187.5 mdd
El 80% del valor del club se debe a su estadio, que, con inversión privada, abrió sus puertas el 24 de febrero de este año. Orlando es una de las franquicias de la MLS más taquilleras en los últimos dos años y su símbolo es Kaká (con un salario anual de 7.1 mdd), quien está acompañado por jugadores de 14 nacionalidades. Uno de sus últimos contratos comerciales es el fichaje con Fairwinds Credit Union y, como resultado, salió una tarjeta de crédito del club.

7. Los Ángeles Galaxy/Estados Unidos
Valor: 172.9 mdd
Hubo un momento en que el Galaxy apostó por figuras internacionales como David Beckham, Robbie Keane o Steven Gerrard, pero ahora optó por el mercado méxico-americano, que tiene más de 20 millones de fans en EU. Por ello, fichó a los hermanos Giovani y Jonathan dos Santos, quienes están entre los 10 con mejores ingresos en la MLS (de manera conjunta reciben 9.4 mdd anuales, de acuerdo con datos de MLS Players).

8. River Plate/Argentina
Valor: 172.9 mdd
Es la segunda ocasión, en los cinco años del ranking, que una escuadra argentina ingresa al top- 10. La incursión de River se debe a que ningún equipo en todo el continente tiene una plantilla tan cotizada como la de ellos. En términos financieros, casi el 60% del valor del equipo corresponde a los jugadores que posee. Su futbolista mejor valuado es Lucas Alario, de 24 años: lo compraron al Colón de Santa Fe en 2.3 mdd y ahora vale 14.1 mdd. Si deciden ponerlo en el mercado, harán su mejor negocio en los últimos 20 años.

9. Santos/México
Valor: 150.3 mdd
Alejandro Irarragorri, ceo del Santos, es un ejemplo de cómo construir una marca, pues tiene clara la política: Fair Play Financiero, que quiere decir que no gasta más de lo que ingresa. De esta manera construyeron el Territorio Santos Modelo, su estadio, y ahora están en un proceso de ampliación, que incluirá un centro comercial. Venta de jugadores y, en algunos meses, las renovaciones de sus derechos de televisión pueden ser definitivos para crecer más en términos económicos.

10. Atlanta United/Estados Unidos
Valor: 150 mdd
Atlanta United tiene el respaldo financiero de su dueño, Arthur M. Blank, uno de los fundadores de The Home Depot, y propietario de los Halcones de Atlanta de la NFL. El equipo trajo a Gerardo Martino, ex técnico de la selección argentina y del FC Barcelona. La plantilla tiene argentinos, venezolanos, paraguayos, alemanes, chilenos y estadounidenses, pues busca llegar a las comunidades de Atlanta y, con ello, incrementar la asistencia a los estadios. Actualmente es el club de la MLS que más aficionados lleva por partido (46,318 espectadores).

11. América/México
Valor: 149.8 mdd

12. Boca Juniors/Argentina
Valor: 147.1 mdd

13. Sao Paulo/Brasil
Valor: 146.6 mdd

14. Xolos de Tijuana/México
Valor: 135.5 mdd



21 de julho de 2017

Avalanche Tricolor: dá muito prazer assistir ao Grêmio em campo

Por Milton Jung


Vitória 1×3 Grêmio
Brasileiro – Barradão-Vitória/BA

 
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Fernandinho, o 21 ou o 12º, fez o primeiro gol

Frio, muito frio aqui em São Paulo. Mesmo para quem tem o Rio Grande como referência. Às quatro da manhã, acordei com oito graus e lá fora o vento fazia com que a sensação térmica tornasse a coisa ainda pior. Vontade de ficar na cama.

Sei que você, caro e raro leitor desta Avalanche, não tem nada a ver com isso, mas o dia de trabalho também não foi fácil. A linha telefônica caiu durante a entrevista mais importante, o crédito do entrevistado estava errado e o repórter que entraria ao vivo teve problemas técnicos.  

A colega mais próxima nos projetos que realizo na área de comunicação baixou hospital, o que por si só seria motivos de muita preocupação. O projeto agendado para amanhã, inadiável, no qual dividiríamos o palco, se transformou em duplo desafio com a ausência dela. Responsabilidade redobrada.

As tarefas do dia não se encaixam na agenda. É mais trabalho do que horas, mais demanda do que paciência. Parece que a gente não vai dar conta do recado. E sei que você também deve encarar coisas deste tipo.

Aí vem o Grêmio jogar. Descobre-se que Geromel está fora do time porque não passou bem, antes da partida. E ao ouvir o nome de Geromel me dou conta que não atualizei a escalação do meu time no CartolaFC. E, claro, ele estava escalado (Geromel sempre está escalado no Reina del Sur) assim como outros tantos que devem se ausentar na rodada deste meio de semana.  

A impressão é que o melhor a fazer nesta quarta-feira é dormir cedo para ver se passa logo. Só que a bola começa a rolar no Barradão e o Grêmio está em campo. Toca bola pra cá, passa um jogador pra lá, surge uma chance de gol e o dia que parecia perdido começa a ganhar cor. Tricolor.

Em apenas oito minutos, Fernandinho, que não é titular mas joga como tal, sai em velocidade, recebe falta, cobra falta e ….. que golaço deste jogador que carrega a camisa 21 nas costas. Se tem alguém que merece o título de décimo-segundo titular este alguém é Fernandinho. 

Aliás, foi o próprio Fernandinho quem participou de mais uma daquelas jogadas encantadoras proporcionadas pelo time de Renato. Se no jogo passado, o terceiro gol marcado por Everton chamou atenção dos cronistas esportivos pelo Brasil, pode colocar o segundo da partida de hoje na mesma lista.

Eram 43 minutos do segundo tempo quando Maicon fez passe genial e preciso para Pedro Rocha, que  recebeu a bola dentro da área, no que no passado chamávamos de ponto futuro. Rocha virou e encontrou Fernandinho que se aproximava. E ele teve tranqüilidade para dar um presente a Arthur, que marcou seu segundo gol com a camisa do Grêmio.

No segundo tempo até houve pressão. E era natural que isso acontecesse. Tomamos um gol, sem perder a tranquilidade. Sinal de maturidade. E foi com essa personalidade que chegamos ao ataque adversário  e sacramentamos o placar com um chute forte e colocado de Ramiro.

Só mesmo o Grêmio pra me deixar tranquilo nesta quarta-feira de tantos percalços.
Obrigado, Renato!.

14 de julho de 2017

Avalanche Tricolor: saúde, Grêmio!

Por Milton Jung

Flamengo 0x1 Grêmio
Brasileiro – Ilha do Urubu-RJ/RJ



capa
Foi no Grêmio.net que li sobre o jogo

 Estratégias precisam ser bem desenhadas e o esboço se inicia com análise dos recursos que se tem em mãos, as condições que serão encontradas no seu caminho e, claro, levando em consideração o adversário. Renato fez isso com maestria, nesta noite de quinta-feira, pelo que pude entender não apenas no resultado final da partida, mas nos lances disponíveis na internet e nos textos escritos pós-jogo – especialmente o publicado no Grêmio.net.

Sim, pelo que você, caro e raro leitor desta Avalanche, deve ter percebido, não assisti ao jogo disputado no Rio de Janeiro, infelizmente. Durante todas estas férias que passo fora do Brasil, encontrei formas de aproveitar ao máximo os dias de descanso com a família, sem me desconectar do Grêmio. Assisti a jogos pelo celular, pelo computador, em aplicativos oficiais e canais nem tão oficiais assim. Agenda estrategicamente desenhada para estar com o Grêmio onde o Grêmio estivesse.

Desta vez, porém, meu plano de jogo falhou. Na véspera da primeira etapa da minha viagem de volta ao Brasil, marquei um jantar com pessoas muito queridas e acolhedoras. O único problema é que o horário do encontro coincidia com a partida do Grêmio, no Rio – fui traído pelo fuso horário. Seria deselegante desmarcar, sem contar o constrangimento que causaria. Já que minha agenda estratégica havia falhado, restava-me depositar toda a confiança na de Renato e na força do nosso time – e convenhamos, estávamos em ótimas mãos e pés.

Como bem mostrou o Grêmio, a gente precisa se adaptar as condições da partida. Não dá pra atacar? Vamos defender bem. Não dá pra dar show? Chutemos a bola pra longe. Foi o que fiz.  E da mesma maneira que  Luan foi  capaz de escapar com a bola entre as pernas de um de seus marcadores, sair da pressão de dois adversários e, mesmo espremido na área, encontrar o raro caminho do gol, também dei meus dribles nos convivas e encontrei espaço durante o jantar para conferir a tela do celular a espera dos alertas do jogo. 

começa o jogo

O primeiro deles apenas anunciou o início da partida, sem mais nada a acrescentar; o segundo, demorou para aparecer e meu consolo era que se nada surgia ao menos estávamos empatando. Foi, então, que, aos 25 minutos do primeiro tempo, quase gritei gol diante do garçom que me servia mais uma taça de vinho:

Goool

 Dali pra frente, tudo que queria, além de seguir o bom papo que levava com os companheiros de mesa é que nada mais surgisse na minha tela, pois sinalizaria que teríamos garantido os três pontos. Da taça de vinho ao prato principal, passando pela entrada e salada, nada acontecia no meu celular.

Quando a sobremesa estava sendo servida, chegou o aviso final e a certeza que o Grêmio seguia firme e forte no Campeonato Brasileiro, apesar dos tropeços nas três últimas rodadas.

Final

 Aliás, eis aqui algo a se pensar: mesmo sem pontuar três partidas seguidas, privilegiando a Libertadores e a Copa do Brasil, jogando fora de casa e contra um dos mais fortes times do campeonato ainda assim estamos vivos na competição, e somos o vice-líder do Brasileiro.

Haja estratégia, Renato!

Pedi para servirem mais uma rodada de vinho e convidei a todos para o brinde final: agradeci a recepção que tive, a forma carinhosa como minha família foi tratada e, no silêncio do meu pensamento, a vitória do Grêmio, também.

 Cheers!

11 de julho de 2017

Avalanche Tricolor: assim é pra acabar de vez com minhas chances no Cartola

Por Milton Jung


Grêmio 0x2 Avaí
Brasileiro – Arena Grêmio


reina12

Vai dizer que você não apostaria neles, também?
 
Havia seis jogadores e o técnico do Grêmio no meu Cartola para a rodada deste fim de semana. A dominância tricolor é um padrão no Reina del Sur*, time que criei para disputar a Liga Hora de Expediente CBN – brincadeira que engajou mais de 4 mil ouvintes de um dos quadros do programa que apresento na rádio CBN.
 
No momento de escalar um lateral, analiso as possibilidade da longa lista disponível e teimo em pensar, ou melhor, em torcer para que as opções gremistas tenham melhor desempenho na rodada seguinte. O mesmo critério (o do torcedor) uso na avaliação de quem será o volante, o meio de campo, o atacante, o goleiro e …. bem, o zagueiro é sempre o Geromel e não tem discussão.
 
A dificuldade de me desapegar do tricolor, porém, tem me cobrado um preço caro no fantasy game.
 
Bons jogos e vitórias não são suficientes para que o craque escalado pontue bem. Às vezes, seu desempenho chama atenção em campo, mas dois ou três passes errados – que podem representar um percentual mínimo diante da quantidade de passes certos -, faltas cometidas e o cartão amarelo, injustamente aplicado pelo árbitro, são suficientes para reduzir a pontuação dele. Ou o seu atacante escalado em lugar de fazer o gol prefere deixar seus companheiros mais bem colocados. E logo aqueles companheiros que você deixou de escalar.

 Sim, porque tem uma curiosidade nas minhas escolhas: quando percebo que tem muito jogador do Grêmio na formação do Reina del Sur, disfarço, faço de conta que vou equilibrar as forças e usar a lógica acima da emoção; substituo um da defesa, escalo outro no meio de campo, e mudo o companheiro do nosso atacante. Geralmente essas substituições são um desastre, pois retiro aquele gremista que acaba tendo melhor pontuação na rodada. Menos o Geromel, é lógico. Esse não sai nunca do time.
 
Impus a mim mesmo algumas regras no momento de escalar minha equipe no Cartola.
 
Regra número 1: nunca, jamais e em momento algum ponho no meu time alguém que vá jogar contra o Grêmio. Aí, não! Pelo amor de Deus! É desapego demais pra minha cabeça.

Regra número 2: sempre escalo o Geromel.
 
Regra número 3: na dúvida, escalo o jogador do Grêmio na posição.
 
Regra número 4: se sobrou dinheiro, convoco o Renato para técnico.

Não recomendo a você que siga minhas regras, especialmente se tem a pretensão de aparecer com destaque no Cartola. Minha pontuação até aqui, mesmo levando em consideração o bom desempenho que o Grêmio vinha obtendo no Campeonato Brasileiro, é lastimável. Se os líderes da nossa Liga Hora de Expediente CBN já estão na casa dos 800 pontos, eu “malemal” passei dos 550 e ocupava até a última rodada o 1.925º lugar entre 4.188 participantes – com tendência de baixa, haja vista os resultados parciais desta décima-segunda rodada do Brasileiro.
 
Por falar nesta rodada do Brasileiro: mesmo que escalar vários gremistas no Reina del Sur seja um padrão deste técnico fajuto de fantasy game, você há de convir que dado o desempenho, até então, dos dois times que se encaravam nessa tarde, na Arena, havia uma certa lógica na presença de seis jogadores e do treinador do Grêmio na minha formação. Imagino até que muita gente deve ter me acompanhado nesta aposta. E, assim como eu, se frustrado com o resultado alcançado em campo (menos com o Geromel, claro!).
 
*Antes que algum gaiato queira saber: Reina del Sur é homenagem a Kate del Castillo, musa de novela produzida em parceria de americanos e espanhóis, sobre uma mulher que comanda o narcotráfico, na Colômbia. Dá pra assistir no Netflix, mas cuidado: vicia!

4 de julho de 2017

Vitória grandiosa de Libertadores

Godoy Cruz 0 x  1 Grêmio

Primeiro tempo: 0 x 1

Com um início avassalador (aos 44 segundos) , em jogada espetacular de Pedro Rocha, Ramiro sem marcação dentro da área só tem o trabalho de mandar a bola para o fundo das redes. Começo de jogo melhor impossível.
Aos seis minutos, Edilson chuta de fora da área mas a bola passa longe da goleira. Por falta forte em Cortez, o jogador argentino recebe cartão amarelo. Aos 16 minutos, novo cartão amarelo para um  jogador do Godoy por simulação de pênalti. O jogo segue tranquilo e sem perigos para a meta de Grohe. Por sua vez, o Grêmio prossegue sempre buscando o ataque. E sai o terceiro cartão amarelo para Fabian Henriques por falta forte. Os argentinos não economizam em distribuir sarrafadas maldosas. A chuva aperta e Edílson manda uma bomba no travessão em cobrança de falta. O Godoy se defende como pode. O tricolor pressiona com insistência no ataque encurralando o adversário no seu próprio campo. Aos 30 minutos, aproveitando-se de uma bobeada de Ramiro em erro de passe, os argentinos se assanham e quase marcam não fosse a defesa espetacular de Marcelo Grohe. O jogo segue truncado e muito disputado no meio campo. Aos 39 minutos, Pedro Rocha quase amplia o placar. Logo depois o time argentino devolve e assusta a torcida gremista com uma cabeçada que passa rente ao travessão.  
Aos 40 minutos, Lucas Barrios perde o segundo gol em cima do goleiro que espalma a bola no susto. Quase ao final,  jogador argentino disputa uma bola com Grohe e deixa como herança um corte profundo no joelho do arqueiro . Uma partida que parecia ser fácil no início, não teve tantas facilidades como se pensava.. Na primeira meia hora o Grêmio foi o senhor das ações, mas depois disso o Godoy Cruz engrossou a fervura distribuindo bordoadas e endurecendo na marcação.
...............

Segundo tempo: 0 x 0

No segundo tempo, o Godoy voltou querendo ser gente grande. Nos primeiros cinco minutos deteve a posse de bola e conseguiu chegar ao ataque  envolvendo o time do Grêmio. O Tricolor reage e consegue uma falta próximo da área. Edílson bate na barreira e os argentinos saem no contra ataque. Então, o grande Geromel acaba com a festa em cortada certeira. O jogo é lá e cá. Insistência dos dois lados.
IMPRESSIONANTE!!!!!!!!!!!!
O Grêmio escapa de levar o gol num fuzuê dentro da área. A bola rebate em Marcelo que consegue afastar o perigo. O Grêmio consegue recuperar o domínio e volta a mandar no jogo. Aos 20 minutos, Éverton substitui Pedro Rocha. Os argentinos apertam a marcação e dificultam a vida dos gremistas. Renato mexe novamente e troca Barrios por Fernandinho. Em cobrança de falta, Luan alça a bola na área e consegue escanteio. Aos 33 minutos, Marcelo faz defesa espantosa em cabeçada fulminante do atacante argentino. O juiz amarela Correia por falta forte em Ramiro. O time não mostra a qualidade costumeira mas se desdobra em campo para manter a vitória fora de casa. No final, os cruzenses assustam com um chute rente a trave. O Grêmio se segura em mais um jogo de guerra da Libertadores. Ao apito final, os jogadores ensaiam uma encrenca com o adversário, mas Geromito coloca ordem na casa.
Vitória fora de casa com placar econômico, mas gigantesca. 
...............

Como jogaram:

Grohe: quase perfeito. Nota 9
Edilson: raçudo como sempre. Nota 7
Geromel: firme e eficiente como sempre. Nota 8
Kannemann: argentino genuíno, não perde a viagem. Nota 8
Bruno Cortez: ficou mais na defesa. Nota 6
Michel: combativo. Nota 7
Arthur: firmeza e personalidade. Nota 7
Ramiro: autor do gol, mas discreto. Nota 7
Luan: boa movimentação, apesar da marcação cerrada. Nota 7
Pedro Rocha: criou a jogada do gol e muito participativo. Nota 7 
Lucas Barrios: discreto. Nota 6

Éverton: pouco fez. Sem nota
Fernandinho: pouco fez. Sem nota
Jaílson: ajudou a segurar a vitória. Sem nota

Renato Portaluppi: fez o simples, o óbvio e  o planejado. E venceu... Nota 8


Arbitragem: Victor Carrillo (PER) auxiliado por Jonny Bossio e Coty Carrera (peruanos). Permitiu as bordoadas à vontade dos argentinos. No geral foi bem. 


16 de junho de 2017

MW Tático - Análise de Fluminense x Grêmio

Confirmando a tendência, Renato repetiu o time do jogo contra o Bahia. Jogou com os 4 volantes (Michel, Arthur, Maicon, Ramiro) e aqui importante falar: sim, são 4 volantes, mas que tem o posicio0namento de meias! A diferença é que no primeiro tempo Maicon era o jogador mais avançado, invertendo com Arthur que contra o Bahia jogou mais avançado. Na minha visão, foi aí onde jogou Maicon jogou melhor, pois cadenciava o jogo e joga próximo de Luan.

Maicon mais avançado, centralizado na linha de três do meio com Luan e PRocha

Neste novo posicionamento podemos notar, além da alteração tática com um jogador mais próximo do Luan, que foi a falta que vimos contra o Bahia, observamos mais dois pontos. Na saída de bola do Fluminense, Maicon ajudava Luan na pressão, enquanto Pedro Rocha e Ramiro recuavam para acompanhar os laterais. Quando o Fluminense pressionava, o time alterava para um 4-1-4-1, onde Michel ficava como um defensivo, Arthur e Maicon centrais e Pedro Rocha e Ramiro nas pontas, com Luan na frente.

Michel e Arthur centralizados, com Maicon mais à frente para realizar a pressão na saída de jogo.
Foto de Daniel Rohr (@danielrohr)

4141 - Michel recua, Maicon e Arthur centralizam.
Foto de Daniel Rohr (@danielrohr


Finalizamos o primeiro tempo com menos posse de bola que o Fluminense (55% x 45%), mas número e assertividade de passes maior (238, 88% Fluminense / 257, 89%). E o que significa? Que após o golaço de falta de Edilson (não marcávamos de falta desde abril do ano passado, com gol de Luan contra o Juventude), o Fluminense tomou a iniciativa, e nós marcamos muito bem, com a saída de de bola com muito toca de bola. Maicon gradativamente foi recuando devido a pressão do Fluminense, e como não tínhamos profundidade, as vezes o meio campo ficava embolado, principalmente com Michel, Arthur e Maicon.

Posicionamento médio do Grêmio no primeiro tempo.

Com esta estrutura no final do primeiro tempo, no vestiário Renato tentou mudar. Recuou Maicon na primeira função do meio campo, alterando com Michel, sendo que Arthur avançou, sendo o parceiro de Luan na pressão da saída de bola e no ataque. Como vimos, não deu muito certo, pois houve certa confusão e sobreposição de posições de Michel e Maicon, que não sabiam quem ficava mais posicionado na frente da zaga, e Arthur não conseguia segurar a bola na frente. Já vimos que Arthur não pode ter esse posicionamento. Neste início de segundo tempo o Fluminense avançou e teve as melhores oportunidades.

Alterações de Renato na volta do intervalo, mas que não deram muito certo.

Renato mais uma vez viu o jogo, e fez as alterações necessárias no Grêmio. Everton e Fernandinho entraram no lugar de Maicon e Pedro Rocha, alterações parecidas contra o Bahia, que havia tirado Arthur. Com essas alterações tivemos verticalidade. Os laterais do Fluminense que antes avançavam, agora tinham que ficar mais posicionados. Michel e Arthur ficaram nas posições que mais jogam, e o time controlou o jogo.

Posicionamento médio após as alterações, criando verticalidade e controle do jogo.

Comparando com o jogo do Bahia, fomos melhores. Óbvio que a proposta de jogo dos adversários era diferente. Enquanto Bahia estava empatando fora de casa e assim realizando uma retranca, o Fluminense jogava dentro de casa e começou logo tomando gol de falta, o que fez o time se soltar mais. Mas podemos ver Pedro Rocha mais avançado, Luan recuando um pouco para ter parceria para jogar, e o meio campo menos embolado, onde Arthur se desgarrava do meio central para começar as jogadas, o que faz de melhor.

Comparação dos jogos contra Fluminense e Bahia, onde melhoramos o posicionamento mesmo pelas circunstâncias do jogo.

Ao final, nossos 4 voltantes deram outro espetáculo de controle de bola, com assertividade de passes acima 90%, onde Arthur teve uma presença descomunal no campo. Esse tweet foi usado até na materia do globo.com

Tweet que mitou!

Que Renato venha com mais soluções contra o Cruzeiro!

Tem mais no meu Twiitter @mwgremio . Mas pode comentar aqui que responderei para todos!

15 de junho de 2017

MW Tático - Análise de Grêmio x Bahia

E na última segunda fomos surpreendidos com a escalação de Renato. A entrada de Maicon, não tendo centroavante, confirmou o que esperávamos. Time de MUITA posse de bola (61%) e troca de passes (573, com aproveitamento de 90%). Trocamos muitas bolas com alta qualidade, maior do que nos últimos jogos. Até aí tudo bem. A grande questão foi a VERTICALIDADE. Tivemos três mudanças significativas  que fizeram com que perdêssemos essa agressividade:


1 – saída de Leo Moura;
2 – deslocamento de Arthur como meia central, mas revezando com Maicon;
3 – volta de Luan como falso 9. Isso fez com que o time ficasse embolado no meio campo e Luan na frente sem parceria.

Por vezes víamos uma linha com três no meio defensivo (Michel, Maicon e Arthur) e uma linha de 5 mais avançada, onde os laterais Edilson e Cortez aprofundavam, Ramiro e Pedro Rocha se juntavam a eles e Luan no meio. Porém, Luan tinha que recuar para buscar a bola e ficávamos sem atacante. Na minha visão, ali deveria estar Éverton, mantendo o esquema, trazendo Maicon aos poucos para o time para ganhar ritmo.


Como sempre gosto de ressaltar, o adversário também fez o seu papel. O Bahia veio muito retrancado, com uma linha de 4, e na frente com uma linha de 5, onde os dois meias mais avançados recuavam para recompor. Como tínhamos muito toque de bola no meio campo não conseguíamos realizar passes que quebravam a defesa, complicando o jogo.


Podemos ver que Edilson foi muito procurado no jogo, porém as trocas de passes não foram tão efetivas. Outro ponto pouco observado foi o recuo de Pedro Rocha, e assim saindo da ponta, onde tem papel fundamental de puxar a marcação e abrir espaços. Mas nada NADA justifica as vaias para ele. Renato já falou, jogadores falam e quem observa o jogo sabe de como ele joga e tem inteligência tática. Ou o destaque de Cortez nesse jogo, e o equilíbrio de jogadas por ambos os lados se deve ao quê?



Posicionamento médio do Grêmio. Pedro Rocha mais recuado, sendo pouco acionado.

Destaque do jogo para Cortez. Grêmio atuando mais pela esquerda comparando aos últimos jogos.

Renato observando esses problemas, fez as alterações necessárias colocando Everton, Fernandinho e Lincoln. A partir desse momento fomos mais agressivos, trocamos menos passes mas tivemos mais chances. Ficamos mais equilibrados, abrimos o jogo, Luan recua para flutuar entre linhas e tendo parceiro no ataque:

Troca de passes menor, mas sendo mais vertical


Posicionamento médios após as alterações de Renato

Outro acerto de Renato foi a JOGADA ENSAIADA do gol. Depois de fazermos contra o Iquique e
Fluminense o gol salvador veio da mesma maneira, com os jogadores forçando até mesmo fisicamente na primeira trave, atraindo a marcação, e um jogador vindo na segunda para finalizar.
Veremos o que Renato fará contra o Fluminense nessa quinta, mas se mantivermos o mesmo time de segunda contra o Bahia, como tu achas que poderíamos jogar?

Abaixo três opções, para tu analisares e comentar aqui ou no meu twiter @mwgremio

Opção 1: mesmo sistema do jogo contra o Bahia


Opção 2: meio campo em V. Um volante fixo, dois centrais que se movimentam e dois meias pelo lado do campo.


Opção 3: 4 1 4 1

1 de junho de 2017

Avalanche Tricolor: Luan estava jogando em casa

Por Milton Jung

Fluminense 0 (1) x (3) 2 Grêmio
Copa do Brasil – Maracanã/Rio de Janeiro



Luan
Luan faz o seu gol, em reprodução da FoxSports

Há palcos do futebol mundial que são clássicos. O Maracanã é um deles. É lá que grandes craques pensam um dia desfilar. É lá que os maiores craques que já tivemos desfilaram. O Maracanã mudou, foi modernizado, sua reforma foi marcada por polêmica e encrencas financeiras, mas nada disso foi capaz de destruir a memória que temos desse monumento.

Ao assistir à entrada de Luan no gramado, no início da noite desta quarta-feira, chamou-me atenção a expressão tranquila de seu olhar. A mesma frieza que vemos quando ele está prestes a começar uma partida na Arena, em Porto Alegre. Que às vezes incomoda alguns torcedores, que confundem esse seu jeito de ser com indiferença e falta de espírito guerreiro.

Luan é um guerreiro. Um guerreiro frio e calculista. Desloca-se com leveza no campo e ao receber a bola segue nesta mesma toada. Sem ser espalhafatoso, cola a bola no pé e rabisca a grama com ela. É marcado por um, dois e até três adversários, que tentam ocupar todos os espaços em torno dele. E saem da jogada desnorteados, tentando entender qual a magia usada por Luan para escapar livre da marcação, seguir em direção ao gol ou deixar um companheiro mais bem colocado.

Foi com esta frieza que entrou no Maracanã, sabendo da pressão que sofreria, de uma torcida aguerrida e de um adversário ferido pelo 3×1 da primeira partida. Nem o grito da arquibancada nem a força excessiva dos marcadores foram suficientes para tirá-lo do equilíbrio. Aproveitou-se disso.

Aos quatro minutos, nosso camisa 7 já estava lá carregando a bola para o contra-ataque e impondo uma velocidade surpreendente para os zagueiros. Desesperado, restou a seu mais próximo marcador tentar abortar a jogada em direção ao gol com um carrinho e por trás. Foi expulso. Dizem que o árbitro exagerou na punição. Naquele lance, em que tentaram parar seu talento à força, Luan mudou a partida.

O Grêmio passou a dominar o jogo e chegou a ter um pênalti não marcado pelo árbitro, resultado da troca de passe constante e certeira (no segundo haveria outro não sinalizado).

Foi a categoria de Luan, porém, que fez a diferença em mais um momento decisivo da noite. Aos 18 minutos, ele recebeu a bola de Barrios, estava fora da área e de costas para o gol. Antevendo o movimento do goleiro, girou com uma agilidade capaz de derrubar da cadeira os que o chamam de lerdo, e colocou a bola distante de qualquer possibilidade de defesa. Um gol do tamanho do Maracanã.

Mais dez minutos se passaram e Luan voltou a ser decisivo. Aproveitando-se do desespero do adversário, escapou mais uma vez em contra-ataque, com um tapa na bola deixou Pedro Rocha à frente dos zagueiros e ofereceu ao nosso atacante a oportunidade dele sacramentar a classificação à próxima fase da Copa da qual somos o Rei.

Dali em diante, Luan fez mais do mesmo. Muito mais do mesmo. Com a mesma elegância, com a mesma classe, com o mesmo toque na bola, com a mesma tranquilidade de sempre. Do jeito que o Maracanã gosta, um estádio construído para receber os craques. E Luan é o melhor exemplo de craque que temos hoje no Brasil. Jogava em casa.

27 de maio de 2017

Avalanche Tricolor: é matar ou morrer!

Por Milton Jung


Grêmio 4×0 Zamora
Libertadores – Arena Grêmio


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Foi fácil como se imaginava. Estamos classificados como se esperava. Cumprimos nosso papel nesta primeira parte da Libertadores. Tivemos o grupo sob controle da primeira a última rodada. Chegamos abrir mão de um resultado quando poupamos equipe em jogo jogado fora de casa. E terminamos a fase de grupos com a terceira melhor campanha até aqui.

Tivemos oportunidade de construir e reconstruir o time ao longo desta primeira fase. Boa parte das mudanças foi forçada por lesões. Algumas pela necessidade de adaptar a equipe à competição. No entra e sai de jogadores, Renato ganhou um elenco e confiança: conhece bem a formação ideal e sabe com quem poderá contar quando olhar para o banco.

Barrios é o matador que precisávamos. Luan é de um talento singular. Arthur é joia rara. Pedro Rocha merece nosso aplauso pelo tanto que luta em campo. Essa lista poderia ir além do setor de ataque assim como se estender a alguns que não estiveram em campo na noite desta quinta-feira. E parece-me suficiente para mostrar a qualidade que foi sendo forjada até aqui.

A goleada de hoje foi divertida mas marcou o fim de uma etapa. Daqui pra frente, não haverá mais espaço para erros. Vacilos serão fatais. Tropeços não serão aceitáveis. É matar ou morrer!

O legal é saber que estamos prontos para encarar mais este desafio.