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17 de fevereiro de 2018

Daniel Matador - Veranópolis x Grêmio

Veranópolis 2 x 1 Grêmio


Thonny Anderson marcou o gol tricolor em Veranópolis.

Caros

Depois da atuação em Avellaneda contra o Independiente pela Recopa Sul-Americana, o tricolor mandou uma equipe alternativa para o interior do Estado para atuar pelo ruralito. O jogo era em Veranópolis, contra a equipe homônima do técnico Julinho Camargo. Paulo Victor foi o goleiro, em substituição ao azarado Bruno Grassi, que vinha atuando e ficou no banco. Nas laterais, Léo Gomes e o retorno de Marcelo Oliveira. A dupla de zaga contou com Paulo Miranda e Bressan. Michel e Ramiro faziam as funções mais defensivas do meio de campo, com Thaciano, Lima, Alisson e Thonny Anderson completando o time.

1º Tempo: Veranópolis 1 x 0 Grêmio

Eram 20 SEGUNDOS de jogo e o VEC já se assanhava no ataque, cruzando uma bola pela direita que não encontrou ninguém para escorá-la em direção ao gol. Aos 9, belíssimo lançamento de Michel de muito longe para Thonny Anderson, que dominou e chutou, mas o goleiro defendeu para escanteio. Aos 13, Lima passou para Alisson, que limpou e chutou, com a bola passando muito perto do travessão. Aos 18, Ramiro roubou uma bola da defesa que sobrou para Lima, que avançou área adentro e foi calçado. ÓBVIO que o árbitro Jean Pierre nada marcou. Aos 26, bom cruzamento rasteiro de Léo Gomes, que o arqueiro pentacolor aparou.

Aos 27, em uma saída errada de bola da defesa, Felipe Mattioni pegou o rebote e emendou um PETARDO indefensável no ângulo de Paulo Victor, abrindo o placar. Aos 30, Michel deu passe de sinuca lançando Léo Gomes, que cruzou e Thonny Anderson cabeceou para defesa do goleiro. Aos 32, chegada perigosa do VEC pela direita, com Paulo Miranda desviando para escanteio. O jogo até teve uma certa movimentação depois disso, mas sem maiores chances de lado a lado. E o apitador encerrou aos 45 em ponto, sem nem um acréscimo.





2º Tempo: Veranópolis 1 x 1 Grêmio

O time voltou com Vico no lugar de Thaciano. Aos 7, o próprio Vico passou para Thonny Anderson, que girou sobre a marcação e chutou cruzado para empatar o jogo!


Só que, aos 12, em cobrança de falta, Bertotto desviou de cabeça e Paulo Victor, num primeiro momento, bateu roupa e a bola acabou quicando próximo à linha. Na dúvida, Jean Pierre marcou gol para o VEC. Aos 17, Lima saiu para a entrada de Maicosuel. A essa altura, o VEC já utilizava sua tática de botar o time todo na defesa para tentar garantir o resultado. Aos 27, Dionathã entrou no lugar de Thonny Anderson. O tricolor tocava a bola insistentemente, mas havia um ferrolho da defesa do adversário. Não teve sequer o que ser narrado, tão modorrento foi o desenrolar da partida. Aos 48, um chute de longe do Grêmio que o goleiro encaixou.





Como jogaram:

Paulo Victor: sem culpa no primeiro gol. Total responsabilidade no segundo. Nota 4
Léo Gomes: mais uma partida sem sal. É impressionante como ainda não conseguiu deslanchar depois de todo esse tempo de clube. Nota 4

Paulo Miranda: meio apático, mas não comprometeu. Nota 6
Bressan: parece que tem uma nuvem negra sobre sua cabeça. O gol do VEC originou-se em uma saída errada de bola dele. Nota 5
Marcelo Oliveira: voltou com a braçadeira de capitão. Falhou no segundo gol ao permitir a cabeceada de Bertotto. Nota 4
Michel: um dos melhores em campo. Inadmissível não jogar no time titular no lugar de Jaílson. Nota 7
Ramiro: foi escalado fora de onde costuma render mais. E aí não foi muito bem. Nota 5

Thaciano: parecia perdido em campo. Nem voltou do intervalo, com Vico entrando em seu lugar. Nota 3
Lima: bem fraco. Ou o time do Ceará, onde jogou ano passado, era muito fraco, o que fez com que de destacasse, ou voltou mascarado, porque não vem aproveitando as chances que recebe. Saiu para a entrada de Maicosuel. Nota 3
Alisson: movimentou-se bem no primeiro tempo, mas sumiu no segundo. Nota 5
Thonny Anderson: uma grata surpresa. Movimentou-se bem, abriu espaços, tocou e fez um gol em grande jogada. Nota 8

Vico: entrou no lugar de Thaciano. Deu outra cara ao ataque. Nota 7
Maicosuel: entrou no lugar de Lima. Parece estar totalmente sem ritmo. Nota 3
Dionathã: entrou no lugar de Thonny Anderson. Não fez nada de mais. Nota 4


Renato Portaluppi: botou uma escalação meio maluca, com o que havia disponível. Mas não conseguiu achar soluções para vencer a partida. Nota 5

Arbitragem: Jean Pierre Lima foi o apitador, auxiliado por Michael Stanisalu e Gustavo Marin Schier. Foi o mesmo que OPEROU o time contra o Cruzeiro, omitindo 3 pênaltis. Desta vez, afanou um no primeiro tempo. No segundo, validou o gol do VEC, mesmo havendo a dúvida se a bola havia entrado ou não. Ramiro levou um carrinho criminoso por trás e ele não expulsou o faltoso. Já garantiu seu lugar na GGL (Galeria dos Grandes Ladrões).

O time que entrou não tinha qualquer entrosamento, mas perder para o Veranópolis não tem condições. Mesmo com o árbitro roubando, o que parece já ter virado tradição. O fato é que, da forma como as coisas estão andando no ruralito, arrisca ser melhor ficar naquela zona intermediária de quem não vai se classificar só para poder se livrar o quanto antes dessa naba.

Saudações Imortais

15 de fevereiro de 2018

Daniel Matador - A Recopa dos Reis de Copa

Independiente 1 x 1 Grêmio


O jogo na Argentina foi pegado.

Caros

Os Reis de Copas reuniram-se na noite de Avellaneda para um embate pela supremacia da América. Pouco mais de dois meses depois de tornar-se o mandatário supremo do continente, o tricolor enfrentava o campeão da Copa Sul-Americana em busca de uma conquista que já adorna sua sala de troféus há tempos. Em 1996, no mítico Japão, o lendário time de Felipão goleava este mesmo Independiente e erguia a taça da Recopa Sul-Americana na terra do sol nascente.

Portaluppi pôs em campo a melhor escalação possível, dentro das opções disponíveis. A surpresa ficou por conta da escalação de Lima para iniciar a partida. Léo Moura assumiu a lateral por conta do desconforto físico sentido por Madson nos últimos dias. Cícero foi escalado mais recuado, com o aparente intuito de municiar o ataque. E assim desenrolou-se a primeira partida desta decisão entre dois dos maiores gigantes do futebol latino-americano.

1º tempo: Independiente 1 x 1 Grêmio

Os primeiros minutos, que costumam ser de estudo e cautela, foram relativamente movimentados, apesar de não ocorrer grandes chances de gol. Aos 11 minutos, o primeiro lance de perigo: Domingo chutou de fora da área e a bola passou muito perto da forquilha direita de Grohe. Aos 16, em cobrança de escanteio, Messa cabeceou e a bola foi no travessão! Aos 19, Benitez escorou um cruzamento da esquerda, mas a bola passou rasteira a poucos metros da trave. Até que, aos 21, Luan mostrou as razões de ser o Rei da América: roubou a bola na saída, passou por dois e chutou na saída do goleiro, abrindo o placar e calando a multidão presente no estádio Libertadores de América!


Aos 25, Gigliotti deu uma entrada criminosa em Kannemann e levou amarelo. Só que havia o recurso do vídeo e, após consulta a ele, o árbitro corretamente expulsou o jogador do Independiente. Aos 32, em cobrança de falta, a bola desviou em Cortez e o Independiente empatou. O árbitro começou a cair na pressão dos argentinos e iniciou um procedimento condenável de amarelar os jogadores gremistas sem motivo algum. E os minutos finais da primeira etapa tornaram-se nervosos por conta disso, com os times indo para o chuveiro com o placar igualado.






2º tempo: Independiente 0 x 0 Grêmio

Logo na saída de bola, Cícero tentou surpreender o goleiro com um chute direto, mas não adiantou. Mesmo com um a menos, o Independiente voltou com sangue nos olhos. Aos 7 minutos, Everton roubou a bola próximo à intermediária e avançou, lançando para Cícero, que chutou. A bola desviou na defesa e Luan tentou pegar o rebote, mas novamente o goleiro e os defensores conseguiram abafar. Aos 8 minutos, Lima saiu para a entrada de Alisson, o que acabou dando mais equilíbrio ao time, que passou a fazer frente às investidas do adversário. Aos 16, Alisson cruzou da direita e Everton quase consegue escorar para o gol.

Aos 23, Geromel cruzou e Cícero escorou. A bola ia entrando, mas o goleiro pegou pelo rabo. Aos 39, Everton saiu para a entrada de Maicosuel. Aos 44, Cícero saiu para a entrada de Jael. O Grêmio meteu uma pressão violenta ao final. No último lance, Léo Moura teve sua camisa quase ARRANCADA, mas o árbitro se fez de cego e encerrou o jogo para não se complicar.





Como jogaram:

Grohe: sem culpa no gol. Fez boas intervenções durante a partida. Nota 7
Léo Moura: não conseguia conter da melhor maneira as investidas por seu lado. Nota 4
Geromel: seguro como sempre, apesar de ter ficado abaixo de Kannemann hoje. Nota 7
Kannemann: Um monstro! Jogou uma enormidade e conseguiu a expulsão de Gigliotti. Nota 9
Cortez: mosqueou e acabou marcando um gol contra. Não conseguiu grandes avanços no ataque. Nota 5
Jaílson: até tem certa vontade, mas a falta de técnica não ajuda. Nota 5 (com boa vontade)
Maicon: mal no primeiro tempo. Continuou mal no segundo. Claramente sentindo a falta de ritmo. Nota 4
Cícero: começou bem, depois caiu um pouco de rendimento ao final da primeira etapa. Apático no segundo tempo. Saiu para a entrada de Jael. Nota 4
Luan: é craque e mostrou novamente ao fazer o gol que abriu o placar. Nota 8
Lima: foi totalmente nulo no primeiro tempo. Sentiu o clima do jogo e saiu aos 8 do segundo tempo para a entrada de Alisson. Nota 2
Everton: tentou um ou outro lance, mas sem sucesso. Saiu para a entrada de Maicosuel. Nota 4

Alisson: entrou no lugar de Lima e deu novo ritmo ao time. Nota 6
Maicosuel: entrou no lugar de Everton, na finaleira. Sem nota
Jael: entrou no lugar de Cícero, na finaleira. Sem nota

Renato Portaluppi: tentou Lima no início, tendo que corrigir a escalação depois. Vai ter que rever algumas situações no jogo da volta. Nota 6

Arbitragem: o trio de arbitragem era equatoriano, formado pelo apitador Roddy Zambrano, auxiliado por Byron Romero e Christian Lescano. O árbitro acertou ao expulsar Gigliotti pelo VAR, mas a partir daí mostrou que era fraco e cagão. Amarelou meio time gremista, com o claro intuito de tentar compensar. Errou muito e provou que é muito fraco.

O time, nitidamente, carece de embocadura. Ressalte-se que este foi apenas o terceiro jogo do ano com a escalação titular. Somando tudo à pressão da disputa por um título em plena Argentina, um empate foi resultado razoável. Na Arena o tricolor terá que fazer valer sua superioridade e seu melhor futebol. Dá para erguer mais esta taça.

Saudações Imortais

28 de janeiro de 2018

Daniel Matador - Queimando o solado na grama de plástico

São José 2 x 0 Grêmio

O potreiro sintético do Passo D'Areia foi o lamentável palco do jogo deste domingo.

Caros

Mais uma vez o tricolor foi "premiado" com um jogo em um domingo escaldante no gramado sintético do Estádio Passo D'Areia. Só quem já jogou nessa naba para saber o quanto é ruim atuar nesse tipo de piso. Principalmente para um time que está acostumado com o gramado quase perfeito da Arena. E, coincidentemente, só o Grêmio é "sorteado" para jogar durante o dia nessa engronha.


O técnico César Bueno fez algumas alterações em relação ao time de transição que vinha atuando nas primeiras rodadas do ruralito. Bruno Grassi seguiu no gol. Madson se manteve na lateral direita, enquanto na esquerda Guilherme Guedes deu lugar a Léo Gomes. Na zaga, Paulo Miranda e Mendonça repetiram a dupla que vinha atuando. No meio para a frente, Balbino, Matheus Henrique, Lima, Pepê, Jean Pyerre e Alisson completaram o time.

1º Tempo: São José 0 x 0 Grêmio 

O gramado, se é que se pode chamar aquela grama plástica disso, já começou fazendo das suas e teve que ser molhado antes do jogo para dar uma atenuada na temperatura e não queimar as solas dos jogadores, como já aconteceu em um passado não tão distante assim. Aos 10 minutos, após boa trama, Léo Gomes recebeu e disparou o sapato, com a bola passando muito perto da trave direita do goleiro do Zequinha. Aos 19, perigosa cabeçada que quase abriu o placar para o tricolor. Aos 25, boa chegada com Pepê e Lima; Alisson recebeu e tentou chutar, mas acabou nem disparando a gol, tampouco cruzando.

Aos 27, Lima recebeu na área, dominou e deu um voleio, para boa defesa do arqueiro Fábio. Pouco mais de um minuto depois, após cobrança de escanteio, Grassi defendeu uma bola que ia em gol após toque de calcanhar. Na sequência, em contra-ataque, o goleiro Fábio saiu da área e Pepê chutou de longe, mas o zagueiro do Zequinha salvou com uma cabeçada. Aos 38, outra boa defesa de Grassi, que encaixou a bola após um chute de longe. Aos 40, mais uma interceptação do arqueiro gremista em um cruzamento forte pela direita. O calor foi escaldante durante o primeiro tempo, mas o apitador não fez a parada técnica para hidratação dos atletas. A várzea continua.





2º Tempo: São José 2 x 0 Grêmio 

O time de César Bueno voltou igual para a segunda etapa. E, em menos de 2 minutos, Pepê já fazia um arremate pela direita, sendo puxado pelo marcador e concluindo mesmo assim. O árbitro nada marcou e a bola foi para fora. Aos 10, chegada perigosa do Zequinha, rechaçada pela defesa tricolor. No minuto seguinte, chute de fora da área contra as metas do goleiro Fábio, com a bola passando rasteira e indo para fora. Nesse momento, iniciou-se um TORÓ na zona norte de Porto Alegre. Mas foi daquelas chuvas de verão que só serviram pra molhar bobo, pois parou em seguida.

Aos 18, Jean Pyerre saiu para a entrada de Isaque. Eram quase 19 minutos quando, num contra-ataque, Kelvin avançou área adentro e soltou um BAGO que explodiu no travessão. Aos 21, Balbino saiu para a entrada de Ancheta. Aos 30, o árbitro marcou um toque de mão MUITO mandrake na meia-lua da área do Grêmio (Paulo Miranda estava de costas). Na cobrança, a bola desviou na defesa e o Zequinha abriu o placar. Aos 32, Ancheta quase marca um golaço. Aos 33, após jogada forte de ataque pela direita, a bola foi cruzada e o Zequinha ampliou com Rafael Goiano, que recebeu em posição duvidosa (mas, como o árbitro só marca impedimento para o Grêmio, não foi nada). Aos 40, Lima saiu para a entrada de Dionathã.





Como jogaram:

Bruno Grassi: boas intervenções no primeiro tempo. Mas é muito azarado e chama gol com impressionante facilidade. Nota 4
Madson: deu uma melhorada, mas ainda carece de mais embocadura. Nota 5
Paulo Miranda: dá uma certa estabilidade na zaga, mas costuma dar umas pixotadas tristes. Nota 5
Mendonça: é guri, faz o que pode. Nota 5
Léo Gomes: apesar de ser lateral direito de origem, costuma se dar bem quando vai pela esquerda. Hoje foi razoável. Nota 6
Balbino: foi discreto, sem muito brilho. Saiu para a entrada de Ancheta. Nota 4
Jean Pyerre: atuou com mais liberdade, criando boas chances. Decaiu no segundo tempo. Saiu para a entrada de Isaque. Nota 5
Matheus Henrique: novamente, o destaque do time. E, ainda assim, não mostrou muito. Nota 7
Lima: quase fez um belo gol. Mas não conseguiu fazer muito mais do que isso. Saiu para a entrada de Dionathã. Nota 5
Pepê: até tentou alguns avanços, mas não conseguiu superar a defesa do Zequinha. Nota 4
Alisson: um bom primeiro tempo, com várias chegadas ao ataque, mas ainda sem muita efetividade. Nota 5

Isaque: entrou no lugar de Jean Pyerre. Não fez nada de muito diferente. Nota 4
Ancheta: entrou no lugar de Balbino. Manteve o feijão com arroz, pouco melhor que seu antecessor. Nota 5
Dionathã: entrou no lugar de Lima, na finaleira. Sem nota


César Bueno: é um mistério o que fala para os garotos no intervalo, pois o time sempre volta e afunda em campo, mesmo que tenha voado no primeiro tempo. Dizem que é bom técnico, mas a amostragem é catastrófica. E nem falamos aqui de resultado, e sim de desempenho. Não vou nem dar nota pra não ficar chato.

Arbitragem: o apitador foi Érico Andrade, auxiliado por Leirson Peng Martins e Andreza Vanni Mocelin. O tal de Érico é muito ruim ou mal intencionado. Não fez a parada técnica para hidratação dos atletas durante o primeiro tempo. E olha que o calor estava de desmaiar o batista. Jogador do Zequinha recuou bola para o goleiro e ele nada marcou. Jogador do Zequinha estava claramente impedido e ele nada marcou, deixando a jogada seguir e a bola ser cruzada. Teve atleta do Grêmio com camisa sendo puxada e nem cartão foi aplicado. No segundo tempo, deu cartão amarelo para Balbino em um lance que nem falta foi. Até agora, a pior arbitragem do ruralito.

O time de transição é isso aí mesmo. Serve para revelar alguns bons talentos que podem ser aproveitados no time principal. E, sob este aspecto, cumpriu seu objetivo. Mas, sob o aspecto competitivo, deu para ver que César Bueno não conseguiu treinar bem as peças de que dispõe. E Bruno Grassi é um fenômeno, pois tem uma média de gols tomados que deve estar entre as maiores do futebol mundial. Na próxima rodada o time titular deve voltar. E aí as coisas tendem a retomar seu rumo normal.

Saudações Imortais

17 de janeiro de 2018

Daniel Matador - Começou o ruralito

São Luiz 1 x 1 Grêmio

Matheus foi o destaque do time e marcou o gol que abriu o placar em Ijuí.


Caros

Tá certo que era jogo do ruralito. Tá certo que o time era o reserva do reserva. Tá certo que nem a comissão técnica principal estava lá. Mas era o Grêmio que finalmente entrava em campo neste ano de 2018. Era o tricolor aquele que dava aos outros clubes menores do Rio Grande do Sul a honra de enfrentar o Tricampeão da América em um certame de terceira linha.

César Bueno foi o comandante da gurizada que compareceu ao potreiro do 19 de Outubro, em Ijuí, para a partida contra o São Luiz. Com os ingressos mais baratos a 80 REAIS, podendo chegar a 200 REAIS nas cadeiras mais caras, viu-se ali um dos motivos pelos quais os clubes do interior continuarão sempre sendo minúsculos e elegendo os mesmos dirigentes para a FGF, pois são fiéis vassalos e amam alimentar-se de suas migalhas. A única ocasião do ano em que tentam tirar a barriga da miséria é justamente no jogo contra o Grêmio. Uma das razões pela qual acabam sendo bovinamente coniventes com as atitudes da federação, que opta por fazer o maior clube do Estado viajar para os confins somente para agradar dirigentes e fazê-los ganhar uma grana uma vez por ano. Pra ajudar, choveu antes do jogo e o potreiro virou um lamaçal.

O campo alagado do 19 de Outubro, onde se cobrou até R$ 200,00 de ingresso. Foto: Cristiano Oliveski


O time que entrou em campo era uma mistura de jovens promessas, garotos desconhecidos do grande público e um ou outro jogador mais afirmado que pôde dar um pouco de estofo à equipe. Um desses era o goleiro Bruno Grassi, que inclusive iniciou antes a pré-temporada para mostrar serviço. Na lateral direita, o defensor Anderson, que veio do Confiança-SE para ser zagueiro, mas vai quebrar o galho por ali . Na zaga, o recém contratado Paulo Miranda juntou-se a Grassi como os dois mais experientes, formando a dupla de zaga com o garoto Mendonça. Na lateral direita, outro garoto, Guilherme Guedes. No meio, Balbino e Ancheta formaram a dupla de volantes. Matheus Henrique, Pepê, Lima e Isaque completaram o time. Destes últimos, Matheus Henrique já vinha chamando atenção na base há muito tempo. Pepê é uma promessa de grande jogador e já mostrou isso até em jogo da Primeira Divisão no ano passado. Lima retornou do Ceará, onde teve boa passagem na Série B. E Isaque é outro garoto da base.

Primeiro tempo: São Luiz 0 x 1 Grêmio

Com menos de 3 minutos, Márcio Goiano invadiu a área pela esquerda e chutou, mas Bruno Grassi aparou bem. Aos 6 minutos, Lima limpou três marcadores, bateu cruzado de fora da área e a bola passou perto do poste direito do goleiro. E transcorriam apenas 9 minutos de jogo quando o POTREIRO DE IJUÍ fez sua primeira vítima: Anderson teve que sair por conta de lesão ocasionada por um carrinho no início do jogo. Em seu lugar entrou Léo Gomes. Aos 13, um BALAÇO de fora da área de Gustavo Xuxa, mas a bola passou por cima do travessão. Até que, aos 23, em baita jogada pela direita, Pepê alçou a bola por cima de dois marcadores para Léo Gomes, que fez grande cruzamento para a área. Matheus disputou com os zagueiros e emendou para abrir o placar!


Aos 28, Éder invadiu a área e chutou, com Grassi fazendo um milagre! O tricolor alternou alguns bons lances de contra-ataque, que acabavam invariavelmente sendo parados com falta pela defesa do São Luiz. Aos 45, Léo Gomes cruzou, Lima aparou e a bola foi no poste! Mas o bandeirinha já tinha assinalado impedimento (inexistente, frise-se). E o primeiro tempo acabou com a vitória parcial do time de César Bueno.






Segundo tempo: São Luiz 1 x 0 Grêmio

Os times voltaram com a mesma formação para a segunda etapa. Aos 8, chute de Pepê pela direita, de longe, com a bola passando perto da trave direita de Jonatas. Aos 15, Lima saiu para a entrada de Lucas Poletto. Com isso, Isaque recuou para sua posição de origem na meia e Poletto ficou como a referência de ataque. O São Luiz evitava dar os mesmos espaços de contra-ataque ao Grêmio, o que deixou o jogo um pouco truncado. Aos 24, em cobrança de escanteio, Mendonça cabeceou e quase marcou. Aos 30, Ancheta tomou uma pegada e saiu para a entrada de Thaciano, que fazia sua estreia com a camisa tricolor.

Aos 32, Grassi saiu nos pés de Mikael, mas defendeu primeiro a bola. O jogador do São Luiz nitidamente atirou-se para cavar um pênalti, mas o árbitro acertou ao não assinalar nada e ainda amarelar o abobado. Aos 40, Paulo Miranda deu uma chegada mais dura em Ronaldinho Gramadense, tomou o segundo cartão amarelo e foi expulso. Aos 46, o castigo. Ronaldinho Gramadense limpou pela esquerda e chutou forte para empatar o jogo. Aos 48, Guilherme Guedes soltou um BAGO pela esquerda e a bola passou perto, indo a escanteio. Aos 49, Xuxa soltou um FOGUETE que explodiu no travessão de Grassi. E acabou assim a estreia gremista no ruralito.





Como jogaram:

Bruno Grassi: envergou a braçadeira de capitão e fez um milagre no primeiro tempo. Seguro no gol. Nota 7
Anderson: deu um carrinho no início do jogo que comprometeu sua presença em campo. Saiu aos 9 minutos para a entrada de Léo Gomes. Sem nota
Paulo Miranda: muito seguro, contendo bem os avanços de Michel. Uma expulsão meio infantil. Nota 7
Mendonça: não sentiu a estreia no profissional. Ter atuado ao lado do experiente Paulo Miranda talvez tenha ajudado. Tem porte de zagueiro. Nota 7
Guilherme Guedes: foi seguro, não deixou o ataque do São Luiz se criar pela esquerda de ataque. Nota 6
Balbino: Não comprometeu, mas também não fez nada de muito brilhante. Nota 4
Ancheta: boa jornada, tem possibilidade de evoluir. Saiu para a entrada de Thaciano. Nota 6
Matheus Henrique: estreia de luxo no ruralito, marcando gol. O melhor em campo. Nota 8
Pepê: tem muita bola no pé. Passe magistral para Léo Gomes cruzar para o gol de Matheus. Nota 7
Lima: muita movimentação, só era parado com falta. Saiu para a entrada de Lucas Poletto. Nota 6
Isaque: jogou improvisado no ataque, mas também não fez muita coisa quando recuou para a meia. Nota 3


Léo Gomes: entrou no lugar de Anderson. Grande cruzamento para o gol de Matheus. Um de seus melhores jogos pelo clube. Nota 7
Lucas Poletto: entrou no lugar de Lima. Algumas boas investidas, mas nada muito especial. Nota 4
Thaciano: entrou no lugar de Ancheta, na finaleira. Sem nota

César Bueno: montou uma equipe com as peças disponíveis e fez um bom trabalho neste sentido. Nota 7

Arbitragem: Jonathan Pinheiro foi o apitador, auxiliado por José Eduardo Calza e Maurício Penna.

A gurizada foi muito bem e praticamente não sentiu o peso de ter que representar o Grêmio na estreia do ruralito. Ainda mais considerando o gramado horroroso de Ijuí. O gol de empate, quando o time estava com desvantagem numérica, não tira o mérito do time de César Bueno, que pode sim fazer frente a todos os outros neste campeonato.

Saudações Imortais

29 de novembro de 2017

Daniel Matador - Pela glória eterna

“Em consequência, um exército vitorioso ganha primeiro e inicia a batalha depois; um exército derrotado luta primeiro e tenta obter a vitória depois. Esta é a diferença entre os que têm estratégia e os que não têm planos premeditados.”
Sun Tzu, no secular manual de estratégia militar "A Arte da Guerra"



Caros

Poucas horas nos separam da glória eterna. A própria Conmebol tem utilizado esta alcunha para definir a edição deste ano da Taça Libertadores da América. Não há mais o que dizer. Não há mais o que treinar. Não há mais o que fazer. Somente entrar em campo no estádio La Fortaleza (que nome icônico para uma final de Libertadores!) e mostrar ao continente americano que o Grêmio está de volta para libertá-lo.

Sim, pois durante estes anos a América esteve sob o terrível jugo de várias agremiações que ousaram macular a sagrada taça. “La Copa se mira y no se toca”, esta é a lei. Pois profanos a tocaram, fazendo com que ela clamasse por ser libertada. Até mexicanos estiveram perto de repetir o gesto que De León fez no Olímpico Monumental ao erguê-la. Algo inimaginável e que teria de ser corrigido. Pois coube ao tricolor a missão de honrá-la novamente. Como já havia feito da última vez com o capitão Adílson na distante Colômbia, em frente a um Atanasio Girardot lotado.

Agora uma terceira geração terá a chance de vivenciar na pele como é ser dono da América. Renato Portaluppi galgou um posto reservado a raros escolhidos, o de poder ser campeão continental como jogador e treinador. Ainda mais raro pelo fato desse evento ocorrer pelo mesmo clube. E chegou lá por méritos maiúsculos. Sempre teve talento, como já havia demonstrado na campanha de 2008 pelo Fluminense, quando perdeu o título por detalhe. Renato, porém, amadureceu. Soube conjugar seu talento e malandragem com a sapiência dos grandes mestres. E reservou-lhe o destino a oportunidade ímpar de, além de tudo isso, elevar seu time do coração ao panteão dos deuses novamente.

Ah, esses deuses sacanas que tanto avacalharam a vida gremista nos últimos anos! Pois resolveram retribuir tudo com juros e correção monetária. Viram que somente um forte como o Grêmio seria capaz de suportar no osso um período de trevas tão cruel. Não bastou somente ungir-lhe com o pentacampeonato da Copa do Brasil no ano passado, também fez seu arquirrival ser rebaixado na mesma semana. E novamente pregaram suas peças, fazendo o mesmo arquirrival perder o título da divisão do inferno e o tricolor disputar a taça maior do continente dias depois. E com certeza debandaram-se do Olimpo para os céus argentinos, só para ver seu filho predileto retomar o que é seu por direito.

Nesta noite portenha, que nenhuma boca se abra, a não ser para louvar os feitos deste clube. Somente um gigante teria condições de reerguer-se de forma tão colossal. Seu adversário não tem nem uma ínfima parte de sua história. E não será agora que começará a construí-la. Portaluppi fez como Sun Tzu ensinou há séculos: venceu primeiro para depois enfrentar a verdadeira batalha. O incauto adversário provavelmente ache que perder primeiro para buscar a vitória depois possa ser possível. Talvez até fosse. Mas não hoje. Não contra Portaluppi. Não contra o Grêmio.

Que a noite termine na Argentina e uma nova era comece. Uma era que se inicie com os acordes de uma canção de guerra tocada por um exército tricolor e que incute o pavor no coração de todos que a ouvem: “GRÊMIO, GRÊMIO, NÓS SOMOS CAMPEÕES DA AMÉRICA”!

Saudações Imortais

23 de novembro de 2017

Daniel Matador - Não é fácil libertar a América

Grêmio 1 x 0 Lanús

Cícero saiu do banco para marcar o gol que pode iniciar a libertação da América
Caros

Este não é um post pós-jogo tradicional, daqueles que costumamos fazer após os jogos. Isso porque, dada a relevância do evento, todos os blogueiros estiveram na Arena para ver com seus próprios olhos a história acontecer. Em campo, o que se presenciou foi um jogo nervoso, como só os jogos de Libertadores sabem ser. Principalmente em tratando-se de uma final entre brasileiros e argentinos. O time do Lanús, ressalte-se é MUITO bem armado. Soube se comportar de maneira manhosa e jogou fechadinho, lançando-se por vezes em contra-ataques para tentar surpreender. Em dois lances no primeiro tempo, inclusive, Grohe teve de fazer milagres para garantir que os cordéis tricolores não fossem balançados.

O ponto negativo, por óbvio, foi a atuação da arbitragem. O árbitro Julio Bascuñan foi tendencioso e mal intencionado desde o início. Kannemann sofreu falta e, inexplicavelmente, levou cartão amarelo, ficando de fora da grande final na Argentina. Há relatos de que o zagueiro, após o término da partida, quis invadir o vestiário da arbitragem para tirar "bater um papinho" com os apitadores. Ramiro sofreu pênalti (cuja materialidade até pode ser contestada), mas o apitador sequer tencionou assinalar algo. No último lance do jogo, Jael sofre um pênalti escandaloso. Mesmo tendo a possibilidade de valer-se do VAR (o tão propalado recurso de vídeo, utilizado inclusive para assinalar o pênalti que deu a classificação ao Lanús para as finais da Libertadores diante do River Plate), o elemento optou por não fazê-lo e encerrou a partida. Nunca, jamais, em toda a história recente da Arena, um roubo foi tão escancarado.

Mesmo com tudo conspirando contra, o Grêmio mostrou porque já ergueu duas vezes a taça maior do continente. E porque é temido em toda a América. O contestado Jael havia entrado no lugar de Barrios. Cícero, que veio com contrato de risco para o tricolor, também havia ingressado no segundo tempo. Pois quis o maroto destino que Jael escorasse de cabeça e desse a assistência para Cícero vencer o catimbeiro goleiro do Lanús, rompendo o ferrolho armado pelos argentinos.

A vantagem é pequena? Em números, talvez. Mas torna-se gigante ao analisarmos todo o contexto em que esta Libertadores está inserida. O presidente Romildo, na coletiva pós-jogo, deixou muito clara sua indignação com tudo que ocorreu, dizendo que o Grêmio tomará suas providências para que este episódio não passe em branco, bem como não ocorram mais "falhas" semelhantes no jogo de volta.

Polêmicas à parte, resta a nós, torcedores, vibrarmos pela vitória e continuarmos acreditando neste grupo. Renato já mostrou que amadureceu e montou uma equipe que não treme em decisões. Que possamos todos ver, na próxima semana, Geromel encarnar o espírito de seus parceiros de zaga De León e Adilson, imortalizando-se também no panteão dos ídolos tricolores que ergueram a glória maior da América.

Saudações Imortais

19 de novembro de 2017

Daniel Matador - Quem se importa com o Brasileirão?

Santos 1 x 0 Grêmio

Copete acabou marcando o gol do Santos na Vila Belmiro.

Caros

Estive na Arena na última rodada do Brasileirão, onde assisti o jogo junto com o Seu Algoz. Apesar do time quase titular, ali já notava-se a postura do time: ritmo de treino, apesar da vitória que acabou vindo. Contra o Santos, aí a coisa foi escancarada, como não poderia deixar de ser. O time foi todo alternativo, incluindo o técnico. César Bueno, que comanda o time de transição, foi o escolhido para comandar a equipe na Vila Belmiro. O time titular, junto com Renato e muitos reservas imediatos, ficou em Porto Alegre, preparando-se para o grande confronto do ano até o momento. Porque só ela interessa: a final da Taça Libertadores da América. E o embate contra o Peixe só serviu mesmo para cumprir tabela.

1º Tempo: Santos 1 x 0 Grêmio

A partida começou com chuva e pouca inspiração por parte de ambos os times. Aos 8 minutos, após cobrança de escanteio, Victor Ferraz pegou um chute na veia de fora da área. A bola desviou, mas Paulo Victor fez uma grande defesa. Aos 15, excelente jogada de Machado, que roubou a bola, avançou e chutou de longe, com o goleiro Vanderlei defendendo e mandando para escanteio. Aos 17, o ataque do Grêmio envolveu toda a defesa santista e Patrick chutou, mas o goleiro Vanderlei fez um milagre. Aos 21, outra boa defesa de Paulo Victor, impedindo a interceptação da bola após um lançamento pela esquerda.

Aos 30, Dionathã emendou um belo chute colocado de longe e a bola bateu na trave, indo para fora, no lance que seria um golaço! Só que, aos 32, num contra-ataque, Copete avançou e chutou na saída de Paulo Victor, abrindo o placar. Aos 37, Bruno Henrique cabeceou e perdeu um gol quase feito. Aos 44, Ricardo Oliveira cabeceou e Paulo Victor defendeu novamente. Defesa que rendeu até mesmo um cumprimento por parte do centroavante ao arqueiro tricolor. E mais não teve na primeira etapa.





2º Tempo: Santos 0 x 0 Grêmio

Os times voltaram para a segunda etapa sem muita inspiração, repetindo o que foi o primeiro tempo. Aos 8 minutos, Bressan emendou um VOLEIO de fora da área, mas obviamente a bola foi na lua. Aos 10, Bruno Henrique meteu um CANUDO, que Paulo Victor defendeu bem. Só que o jogo seguia MODORRENTO, sem grandes lances de parte a parte. Aos 23, boa defesa de Paulo Victor em cobrança de falta frontal. Aos 30, Pepê entrou no lugar de Kaio. Em seguida, Jael foi agarrado na área e o apitador nada marcou. Aos 35, Dionathã saiu para a entrada de Lucas Poletto. O jogo seguiu amarrado e nada mais aconteceu, mesmo após os 4 minutos de acréscimo.





Como jogaram:

Paulo Victor: boas defesas, sem culpa no gol. Nota 6
Léo Gomes: surpreendentemente, fez dois bons lançamentos para Jael no primeiro tempo. No segundo tempo foi só regular. Nota 5
Thyere: não chegou a comprometer, apesar de também não ter feito uma partida soberba. Nota 5
Bressan: teve certa participação no gol santista. Apenas cercou o jogador, sem dar o bote. Nota 3
Conrado: ficou mais contido na defesa, liberando Léo Gomes para o ataque. Nota 4
Cristian: muito indolente e preguiçoso. Algo ruim, considerando que deveria mostrar serviço para pleitear vaga no time titular. Nota 4
Machado: parecia um veterano jogando, assumindo a responsabilidade em vários lances. Nota 6
Patrick: perdeu a melhor chance de gol no primeiro tempo. Afora isso, pouca participação. Nota 4
Kaio: impressionante ainda estar jogando. Deveria pensar em mudar de profissão. Saiu para a entrada de Pepê. Nota 2
Dionathã: boa movimentação no ataque, mas não conseguiu nada muito produtivo. Nota 4
Jael: recebeu ao menos dois bons cruzamentos para marcar, aparando ambos de cabeça. No primeiro, mandou a bola no ESCANTEIO. No segundo, mandou a bola na LATERAL! Nota 3

Pepê: entrou no lugar de Kaio, na finaleira. Sem nota
Lucas Poletto: entrou no lugar de Dionathã, no fim do jogo. Sem nota

César Bueno: foi chamado às pressas e não chegou nem a treinar o time. Mas poderia ter feito trocas mais cedo, principalmente considerando a natureza do jogo e a inoperância de alguns nomes. Nota 5

Arbitragem: o trio pernambucano era composto pelo apitador Péricles Bassols, auxiliado por Cleber Leite e Marcelino Nazaré. Jogador do Santos deu carrinho por trás e não levou cartão. Jael sofreu pênalti e ele não marcou. Bem ruinzinho.

Vamos falar sério: com o Corinthians campeão e a vaga para a Libertadores 2018 já assegurada na fase de grupos, ninguém estava mais dando bola para este jogo. Por mais que queiram insistir na questão da premiação para o segundo lugar, isso não cola. Todo mundo está com as atenções voltadas para quarta-feira e a grande final da Libertadores da América. O gremista respira Libertadores, dorme Libertadores, vive Libertadores. Nada mais importa. Agora todos os pensamentos estão voltados para quarta-feira na Arena.

Saudações Imortais

12 de novembro de 2017

Daniel Matador - Aquele empatezinho modorrento

Grêmio 1 x 1 Vitória

Fernandinho marcou o gol tricolor em Caxias do Sul.

Caros

Depois de uma convincente e maiúscula vitória frente ao Flamengo na última rodada, Renato pôs novamente o time titular (com algumas preservações) para manter o ritmo neste domingo. Pelo fato de não haver tempo hábil para a desmontagem da estrutura do show do Coldplay, que ocorreu na Arena ontem, o jogo acabou ocorrendo em Caxias do Sul, no Alfredo Jaconi. Boa oportunidade para os torcedores da serra gaúcha, que aproveitaram a presença do tricolor na cidade para lotar o estádio. O Grêmio é o grande show do RS, seja na capital, seja no interior.

A equipe que entrou em campo foi quase a titular, com exceção do gol, onde Paulo Victor substituiu Grohe, que apresentou um desconforto na coluna. Com Edilson fora, Léo Moura assumiu naturalmente a lateral direita. E com Cortez e Marcelo Oliveira lesionados, Léo Gomes acabou sendo improvisado por ali. E a última preservação foi Michel, que também foi naturalmente substituído por Jaílson, que tem apresentado performance mais segura nos últimos jogos.

1º Tempo: Grêmio 1 x 1 Vitória

Aos 6 minutos, a primeira boa chegada do time, com um cruzamento de Ramiro pela direita que foi rebatido pela zaga. Aos 12, Jaílson recebeu e emendou um CANUDO de direita, de fora da área, com a bola passando perto da trave direita do arqueiro do time baiano. Aos 13, em rebote após escanteio, chute forte de Zé Welison, que acabou resvalando na defesa e saiu pela linha de fundo. Na sequência, outro chute para boa defesa de Paulo Victor. Aos 16, ataque do vitória pelo lado direito invadiu a área e a bola sobrou para Patric, que chutou cruzado na saída de Paulo Victor para abrir o placar.

Aos 20, Léo Gomes fez grande jogada e cruzou para Fernandinho empatar! Aos 23, foi a vez de Luan tentar de longe, mas a bola subiu muito. Aos 25, Ramiro entrou na onde e também emendou um PETARDO de longe, com o goleiro defendendo a bola que ia no ângulo! Durante uns 10 minutos a partida deu uma amornada, sem grandes lances. Aos 42, bola alçada na área tricolor levou perigo, mas a zaga afastou. Aos 43, após cobrança de escanteio, Barrios tentou escorar, mas a bola já estava saindo pela linha de fundo. Aos 45, quase gol do Vitória, com Paulo Victor fechando o ângulo e a bola passando muito perto. Aos 48, Luan CHAPELOU o marcador e chutou para defesa plástica do goleiro do Vitória. E a primeira etapa terminou assim.





2º Tempo: Grêmio 0 x 0 Vitória

O time voltou para a segunda etapa sem alterações na escalação. Aos 4 minutos, em contra-ataque, Trellez recebeu, cortou e chutou, mas a bola subiu demais. Aos 9, Luan cruzou para Fernandinho, que quase marcou novamente de cabeça. Aos 13, Fellipe Souto deu carrinho em Ramiro, levou o segundo amarelo e foi expulso. No minuto seguinte, Barrios recebeu cruzamento de Ramiro e escorou, perdendo um gol incrível! Aos 15, Léo Gomes chutou mascado e o goleiro defendeu. Aos 18, Léo Moura cruzou rasteiro para Luan, que marcou, mas a arbitragem assinalou impedimento. Aos 20, Luan chutou de fora da área e por muito pouco a bola não entrou.

Aos 21, Léo Gomes saiu para a entrada de Everton. Aos 30, Jaílson saiu para a entrada de Jael, o Cruel. Aos 37, em grande jogada de Jael, Luan quase marcou. O jogo ficou à feição do tricolor, que avançava quase sempre em blitz. Aos 44, Patrick entrou no lugar de Fernandinho. Aos 45, um susto: em contra-ataque, o Vitória marcou, porém o auxiliar anotou o impedimento. E mais não ocorreu, com o Vitória arrancando um bom empatezinho jogando fora de casa.





Como jogaram:

Paulo Victor: é um goleiro seguro. Sem grande culpa no gol. Nota 5
Léo Moura: deu conta da lateral, como de costume. Nota 6
Geromel: soberbo, como sempre. Deu até chapéu nos atacantes. Nota 7
Kannemann: firme como o cão de guarda que é. Nota 7
Léo Gomes: com certeza foi sua melhor partida com a camisa do clube. Fez o cruzamento para o gol de Fernandinho. Saiu para a entrada de Everton. Nota 6
Jaílson: foi bem, contendo o meio de campo. Saiu para a entrada de Jael. Nota 6
Arthur: bem mais contido hoje. Nota 5
Ramiro: bom ímpeto, sempre tentando apresentar-se para o jogo. Nota 7
Luan: nota-se que está recuperando seu ritmo após o tempo de parada. Nota 6
Fernandinho: boa partida, com avanços e presença no ataque. Marcou o gol que abriu o placar. Nota 7
Barrios: meio apagado hoje. Até teve chance de marcar, mas não conseguiu. Nota 4

Renato Portaluppi: fez uma certa maçaroca no time hoje. Nota 5

Everton: entrou no lugar de Léo Gomes. Praticamente nem tocou na bola. Nota 4
Jael: entrou no lugar de Jaílson, na finaleira. Sem nota
Patrick: entrou no lugar de Fernandinho, quase nos acréscimos. Sem nota.


Arbitragem: o trio paulista foi formado pelo apitador Marcelo Aparecido R. de Souza, auxiliado por Anderson José de Moraes Coelho e Bruno Salgado Rizo. O gol do Vitória foi impedido, porém o lance era bem complicado. Se houvesse árbitro de vídeo, talvez ele fosse invalidado. Deu algumas rateadas e inverteu várias faltas.

Não adianta, o pensamento do grupo está somente nas finais da Libertadores da América. Por mais que muitos queiram dedicação intensa aos jogos do Campeonato Brasileiro, isso não ocorrerá. O Vitória é um dos visitantes mais indigestos deste campeonato, apesar de ter faltado competência para o time de Renato ter vencido. Mas não adianta, os próximos jogos servirão somente para o cumprimento da tabela e para a manutenção do ritmo. Só a América interessa.

Saudações Imortais

1 de novembro de 2017

Daniel Matador - Grêmio na final da Libertadores!

Grêmio 0 x 1 Barcelona de Guayaquil

O capitão Geromel alça voo para libertar a América.

Caros

Assim como o peixe precisa da água para viver, o ser humano precisa de ar para respirar. Só que, para alguns seres humanos, somente o ar não é suficiente para mantê-los vivos sobre a face da Terra. Aqueles que fardam azul, preto e branco só tornam-se plenos ao respirarem o ar especial dela, a Taça Libertadores. O torneio mais fantástico do planeta é o oxigênio que gremistas necessitam para viver. Eles a respiram. Vivem dela. Matam por ela. Morrem por ela. Se, assim como na cantiga popular, um peixe vivo não pode viver fora da água fria, também os tricolores não podem viver fora da Libertadores da América.

No primeiro dia de novembro, o Grêmio concedeu mais algumas lufadas deste oxigênio para sua torcida. Garantiu alguns quinhões de vida para os adeptos do manto tricolor. Antes mesmo de Renato fazer seus comandados ingressarem em campo, a notícia da renovação de Luan até 2020 era mais um componente a fortalecer o clima da noite. Jaílson era mantido como titular e Cícero era a grande novidade, jogando inicialmente na posição de Barrios, que para por alguns dias para tratar um desconforto muscular. Mas tudo isso era secundário. Porque mais um capítulo da epopeia gremista na Libertadores 2017 começava a ser escrito na Arena do Grêmio.

1º Tempo: Grêmio 0 x 1 Barcelona de Quayaquil

O Barcelona entrou em campo com um fardamento feio pra cacete. Os primeiros 10 minutos serviram para os times estudarem-se mutuamente, porém com intensidade. Aos 12, uma primeira BLITZ tricolor, porém sem chance clara de gol. Aos 15, o primeiro chute perigoso, com Arthur. A bola passou próxima à trave direita do gol equatoriano. Aos 20, excelente chegada e, após bate e rebate, Luan emenda um CHUTAÇO de voleio na altura da meia-lua e o goleiro salva para escanteio! Aos 25, o jogo estava tão AMORCEGADO que Kannemann até cavou uma falta sem bola e um cartão para Esterilla.

O time de Guayaquil não havia levado perigo ao gol de Grohe até então, mas sentavam o sarrafo sob a complacência do árbitro. Aos 31, o primeiro chute a gol deles, que Grohe encaixou firme. Até que, quase aos 33, Caicedo cruzou da esquerda e Alvez emendou de primeira, de canhota, para abrir o placar. Aos 35, grande cruzamento de Fernandinho pela esquerda, com Cícero cabeceando LIVRE e perdendo um gol incrível! Aos 45, grande arrancada de Luan, que avançava livre, porém se perdeu com a bola no último lance. E o time foi para o intervalo com o placar adverso.





2º Tempo: Grêmio 0 x 0 Barcelona de Quayaquil

Nem um minuto passado e Cícero já recebia boa bola, porém bateu cruzado e mascado. E aí iniciou-se uma blitz e uma série de escanteios contra o gol de Banguera. Aos 10, Esterilla girou em cima de Cortez e chutou, com a bola batendo no poste! Logo após esse lance, Fernandinho saiu para a entrada de Everton. Aos 18, Luan bateu cruzado e a bola passou na frente da área sem ninguém para concluir. Aos 22, Cícero recebeu a bola logo após a intermediária, avançou e chutou EM CIMA do goleiro! Aos 25, o próprio Cícero saiu para a entrada de Jael, o Cruel. Aos 27, Luan bateu colocado, mas a bola saiu.

Aos 28, grande jogada e cruzamento de Edilson, porém a bola passou por baixo do pé de Ramiro, em um lance incrível! Aparentemente, o Grêmio havia tomado conta do jogo após a entrada de Jael. Aos 32, após cruzamento de Cortez, Jael cabeceou e a bola beijou o poste! Aos 38, Edilson emendou uma quinta marcha e CARIMBOU um zagueiro, com a bola indo a escanteio. Aos 39, Ramiro saiu para a entrada de Michel. Aos 41, Luan aparava bola quase dentro da área, de frente para o gol, porém a mesma bateu no braço. A partir daí, só o que importava era deixar o relógio correr. O árbitro deu 4 minutos de acréscimo e encerrou a partida. O Grêmio está na final da Libertadores da América!





Como jogaram:

Grohe: sem culpa no gol que sofreu. Algumas boas intervenções. Nota 6
Edílson: bem abaixo da performance apresentada no Equador, quando foi um dos melhores em campo. Nota 4
Geromel: foi bem, apesar de ter sido envolvido em um ou outro lance. Nota 7
Kannemann: muito bem, jogou como se joga na Libertadores. Nota 8
Cortez: foi envolvido em alguns lances e não conseguiu contribuir muito no apoio. Nota 4
Jaílson: começou muito bem, mas aos poucos deixou muito espaço na frente da área. Nota 6
Arthur: um dos mais ativos no jogo. Nota 7
Ramiro: completava hoje 200 jogos pelo clube, mas não fez boa apresentação. Saiu para a entrada de Michel. Nota 3
Luan: outra boa jornada, foi um dos esteios do meio de campo. Nota 7
Fernandinho: pouco operante. Teve apenas uma boa jogada, o lançamento para o gol perdido por Cícero. Nota 3
Cícero: foi escalado como centroavante (?) e perdeu um gol incrível no primeiro tempo. Teve outra grande chance no segundo e também perdeu. Nota 3

Everton: entrou no lugar de Fernandinho. Bons lances, mais participativo. Nota 6
Jael: entrou no lugar de Cícero. Por incrível que pareça, entrou bem e quase fez um gol. Nota 6
Michel: entrou no lugar de Ramiro, na finaleira. Sem nota

Renato Portaluppi: errou na escalação de Cícero, que mostrou-se improdutivo. Mas soube como ninguém comandar um time que, após uma década, chega novamente a uma final de Libertadores. Tem méritos. Nota 6

Arbitragem: o trio foi chileno, composto pelo apitador Roberto Tobar e pelos assistentes Carlos Astroza e Cristhian Schiemann. A ressaltar mais um pioneirismo gremista: a primeira partida de futebol realizada em solo brasileiro utilizando o VAR (o árbitro de vídeo, utilizado para sanar lances duvidosos e polêmicos). Só que não adiantou muito, pois escolheram um apitador por demais incompetente para apitar uma partida tão importante. O ananá deixou o pau comer solto. Fraquíssimo.

Diferentemente do que alguns ananás falaram e escreveram durante a semana, Libertadores nunca é fácil. E o Barcelona fez valer sua trajetória na competição esse ano, quando sempre acabava jogando melhor fora de casa. Foi um adversário duríssimo e valorizou demais a passagem gremista para a finalíssima da competição continental. Agora nada mais importa. Tem Grêmio x Lanús lutando pela glória suprema de libertar a América. E NÓS VAMOS ACABAR COM O PLANETA!!!

Saudações Imortais

29 de outubro de 2017

Daniel Matador - Aquele empatezinho meia-boca

Avaí 2 x 2 Grêmio

Time comemora o gol do zagueiro Thyere, que abriu o placar na Ressacada.

Caros

Depois da atuação de gala frente ao Barcelona pela Libertadores da América, o tricolor enviou uma mistura de time B com time C para atuar contra o Avaí pelo Campeonato Brasileiro. Não obstante a classificação quase encaminhada para a final do torneio continental (ok, eu sei, não tem jogo jogado, faltam 90 minutos, etc e tal), a equipe gremista continua bem posicionada no G4 da principal competição nacional.

Os times reservas, entretanto, nunca fizeram boas jornadas, tendo arrancado no máximo um empatezinho nas vezes em que atuaram. O único titular que começou a partida foi Michel, justamente para que possa readquirir ritmo de jogo após sua parada por lesão. O garoto Patrick ganhou chance de iniciar a partida, assim como Cristian, outro que tenta buscar seu lugar no grupo. E no comando de ataque, novamente ele, Jael, o Cruel.

1º tempo: Avaí 1 x 2 Grêmio

Nem 2 minutos haviam passado e Everton já cruzava para Kaio TRISCAR de cabeça, porém sem direção. Aos 11 minutos, Everton recupera uma bola próximo à entrada da área, se desvencilha dos marcadores e abre na direita para Thyere (sim, o zagueiro estava lá na frente!), que fecha o olho e dá um BAGO cruzado pra abrir o placar!


Aos 15, Michel emendou um CANUDO de longe, mas a bola acabou não indo em gol. Aos 21, boa jogada de João Paulo, que cortou o marcador pela esquerda e chutou, para firme defesa de Paulo Victor. Na sequência, perigoso ataque tricolor, também aparado pelo arqueiro avaiano. Aos 27, chute de fora da área que o goleiro rebateu, Bressan meteu para o gol, mas o bandeirinha erroneamente marcou impedimento. aos 29, após cobrança de escanteio, Pedro Castro emenda uma bucha de fora da área e empata o jogo. Aos 35, Everton fez jogadaça pela esquerda e passou para Kaio, que só escorou para anotar o segundo!


Aos 40, um cruzamento avaiano pela esquerda, de forma despretensiosa, quase acabou indo em gol por conta da curva da bola. Sorte que Paulo Victor estava atento na jogada. Aos 45, Júnior Dutra dominou e finalizou por cima. E não teve mais nada na primeira etapa, que terminou com vitória gremista.





2º tempo: Avaí 1 x 0 Grêmio

Em pouco mais de um minuto, Paulo Victor fez uma defesa sensacional, à queima-roupa, que evitou o empate catarinense. Em cobrança de escanteio de Marquinhos (aquele mesmo que jogou por aqui), Leandro Silva cabeceou e quase marcou, não fosse o guarda-metas tricolor. Eram quase 10 quando Jael, incrivelmente, fez uma grande jogada de pivô, estilo futsal, para a passagem de Michel, que recebeu, emendou de canhota e, por muito pouco, não ampliou. Aos 16, perigoso ataque do Avaí que a defesa rebateu. Mas, no lance seguinte, após cobrança de escanteio, Leandro Silva desviou de bico e empatou o jogo.

Aos 21, outra importante defesa de Paulo Victor. E, no minuto seguinte, Jael saía para a entrada de Beto da Silva, enquanto Patrick saía para a entrada de Jean Pyerre. A essa altura o jogo começou a ficar amarrado. Aos 39, Júnior Dutra bateu de longe e Paulo Victor defendeu sem rebote. Segundos depois, Maurinho disparou um MÍSSIL que explodiu no travessão! Aos 40, Dionathã entrou no lugar de Kaio. Aos 43, outra defesa milagrosa de Paulo Victor, novamente à queima-roupa! E não teve nada de mais relevante, com a partida terminando empatada e o tricolor trazendo um pontinho de Florianópolis.





Como jogaram:


Paulo Victor: difícil dizer se poderia ou não ter defendido os chutes que originaram os gols avaianos. No geral, foi seguro, além de ter feito grandes defesas no segundo tempo. Nota 8
Léo Gomes: não conseguiu fazer até agora nenhuma partida realmente boa. Nota 4
Thyere: bem na defesa e ainda fez um gol. Nota 8
Bressan: é muito azarado, coitado. Fez um gol legal que foi anulado. Na defesa, foi razoável. Nota 6
Marcelo Oliveira: foi o capitão do time na partida. No máximo, regular. Nota 5
Michel: nota-se que está, aos poucos, retomando o ritmo de jogo. Nota 6
Cristian: ainda carece de ritmo de jogo após sua longa inatividade e a lesão. Mas foi razoavelmente bem. Nota 6
Kaio: talvez tenha sido sua melhor partida no clube. Fez um gol importante num momento crucial. Nota 7
Patrick: tentou uma ou outra jogada, mas no geral não aproveitou muito a chance que recebeu. Nota 4
Everton: jogou muito. Abriu espaços, buscou as jogadas e pifou os companheiros no ataque. Nota 8
Jael: incrivelmente, talvez tenha sido sua melhor partida pelo clube. Mas, novamente, não fez um golzinho. Nota 5

Beto da Silva: entrou no lugar de Jael. Incrivelmente, era preferível ter deixado Jael em campo. Nota 1 (só pra não zerar)
Jean Pyerre: entrou no lugar de Patrick. Não fez praticamente nada. Nota 2
Dionathã: entrou no lugar de Kaio, na finaleira. Sem nota

Renato Portaluppi: montou o time com o que havia disponível, considerando a partida decisiva da próxima quarta-feira. Nota 6

Arbitragem: o apitador foi um cidadão que sempre nos dá boas lembranças, o paraense Dewson Fernando Freitas da Silva, do quadro da FIFA. Foi ele quem apitou o histórico Grenal dos 5x0. No jogo contra em Santa Catarina ele foi auxiliado pelos também paraenses Helcio Araujo Neves e José Ricardo Guimarães Coimbra, ambos bandeirinhas CBF. E o bandeirinha cometeu um erro grave ao marcar impedimento inexistente em gol convertido por Bressan.

Foi mais uma rodada para cumprir tabela e apenas manter-se no G4. Não adianta querer achar outra coisa, só a Libertadores está no horizonte gremista. Dava para ter ganho? Óbvio, o time esteve sempre na frente no placar. Mas é impressionante a capacidade de tomar gols desse time reserva, bem como sua postura apática em quase todos os jogos. Contudo, agora é esquecer tudo isso e focar no que interessa: o Barcelona e a Libertadores da América.

Saudações Imortais