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21 de fevereiro de 2014

Um desabafo do cidadão Roberto Minuzzi

Ah!...como sonhei com este momento! Quantas vezes na minha vida perguntei ansioso para o meu pai quando teria uma Copa do Mundo ou Olimpíada no Brasil!? E de repente, o meu sonho de guri se realiza e, em um intervalo de dois anos, tem Copa e Olimpíada no Brasil! Sorte do meu filho, que acompanhará esses eventos com pura inocência.Como eu gostaria de ser criança ainda...

Simplesmente ficar encantado com a Copa, imaginando os craques que eu colecionava nas figurinhas pisando e jogando aqui...e mais: meu país com o técnico que eu tanto admiro e com um possível novo craque da Copa. Se eu já me emocionei realizando meu sonho de ver a seleção ao vivo, depois de 31 anos, quando jogou na Arena contra a França... Sonho que meu filho realizou com sete .   Mas, infelizmente, com trinta e dois anos sou obrigado a acompanhar todas as movimentações da Copa. E me entristece, me enche de raiva, de frustração, de vergonha, me deixa indignado e sei lá mais o quê, ver o que acontece. Pior! Ver acontecer o que já se sabia que iria acontecer... Quando o Brasil foi sorteado, tenho certeza que todos vibramos, gritamos como um gol! E quando o grito acabou, soltamos o ar e pensamos: o quanto vão roubar de dinheiro não vai ser brincadeira...

Dói ver tudo isso acontecer. Como desportista e apaixonado por futebol, dói muito. Já vi esse filme acontecer no pan-americano do Rio. Eu fui o último corte da seleção brasileira de vôlei e acompanhei tudo. Obras atrasando para conseguir um dinheirinho extra. Delegações chegando com  prédios sendo pintados, outros inacabados. Amigos da seleção com vergonha da recepção que era dada aos forasteiros.  Confundem-me os sentimentos que tenho por essa Copa. Passa-me, como apaixonado, a vontade que tudo se resolva... Mas me passa como cidadão brasileiro, a oportunidade de uma mudança no comportamento de todos. E eu vou tentar explicar esse sentimento.   

Joguei uma temporada na Grécia, no Panathinaikos. Em uma semana lá, percebi num dia que muitas casas colocaram a bandeira da Grécia na janela. A cidade ficou forte com aquela demonstração de patriotismo. E eu me senti um péssimo patriota. Na verdade me senti um verdadeiro  brasileiro com a pergunta que fiz a um jogador grego. O diálogo foi mais ou menos assim: 
-Vai ter jogo da seleção grega de futebol aqui?
-Não, por quê?
-Porque todo mundo colocou bandeiras nas janelas...
-Ah! Porque hoje é o dia do não. Dia que dissemos não para a Itália e os expulsamos da Grécia em (bom, me deu uma aula com datas e fatos)
- É que no Brasil, só vejo bandeira quando tem futebol (completamente envergonhado)
A Grécia comemorou mais alguns dias do não. Foi um país que foi invadido por todo mundo. E a cada guerra, se renovava o espírito patriota. 
Um ano depois da minha saída, estourou a crise financeira na Grécia e um e-mail que recebi deste amigo dizia: “Acho que chegou a hora de lutarmos novamente e nos regenerar!”  
Isso ficou na minha cabeça. Aqueles gregos iam pra rua por qualquer desvio de conduta de algum político, padre ou policial. Ou cidadão. Aqui temos provas claras de roubos, de mensalões, de superfaturamentos... Nós sabemos disso e nunca fizemos nada. Agora, se o técnico do time perde alguns jogos, todos vão ao portão do clube xingar e pedir mudanças!
Aqui no Brasil não se tem essa paixão pelo país como os gregos tem. Aqui tem pelo futebol. E assim eu explico meu sentimento de cidadão. A única maneira do povo se indignar, abrir os olhos, se sentir envergonhado pela roubalheira é vendo a podridão dos nossos líderes contagiando o meio do futebol. Aí vai mexer na paixão do brasileiro. 
E não devo estar muito equivocado nessa ideia, pois foi bem na época da Copa das Confederações que todos foram as ruas. Cada um com a sua causa, seu propósito. Mas o que atiçou todos foi ver materializado ali, um evento, estádios novos, jogadores milionários, obras superfaturadas, dinheiro público jorrando ali, na cara de todos. E quando cada um olhava para si, via na sua família ou ali no vizinho, alguém que se F*** bonito porque não tinha vaga no posto de saúde, ou não tinha segurança na rua, ou não tinha professor na escola, ou o salário era uma vergonha, ou os impostos eram muitos, ou, ou ,ou.....  
Dói ver que 30 milhões são aprovados assim, em 12 horas como pediu o bonitão da FIFA. 
Se cria uma lei, baseada em outra que foi feita para o esporte amador copiando uma lei de incentivo  a cultura. Lutamos anos para essa lei sair. Saiu. 
Nós do vôlei de Canoas, temos metade do salário para receber quando nosso projeto que está esperando liberação  há algum tempo for ativo. Estamos desde Julho jogando e a temporada acaba agora em Março. E ainda nada. Tenho medo que agora com esse repasse, justamente na isenção do ICMS,  não veja nem a cor. Mas o que mais dói como cidadão é ver o post dos colorados que trabalham no TCE, MP e sei la mais que siglas e que, na cara de pau, vestem a camiseta do time para trabalhar. 
É tanta coisa que me deixa transtornado, que o seu Algoz me pediu um post para falar do Grêmio
Eu comecei a escrever com a ideia de somente  comentar o post destes babacas no poder, mas estou até agora vomitando meu nojo no meu computador. 
Gente, não tem como não passar por um hospital lotado, um posto de saúde que atende só a emergência da emergência e não ficar com esses R$ 30 milhões na cabeça. 
Não tem como ver ruas desertas de polícia e não pensar nestes R$ 30 milhões. 
Não tem como ver os próprios policiais, médicos, professores sem estrutura pra trabalhar e não pensar nesses R$ 30 milhões. 
Não tem como aceitar estes R$ 30 milhões, ainda mais sabendo que são 30 agora e já foram quantos mais... 
Quero, pelo meu filho, que de tudo certo na Copa porque ele ama futebol. Mas se o pau quebrar, se passarmos vergonha, se o povo se rebelar em prol de mudanças de verdade, também quero que isso aconteça pelo mesmo filho (e pelas 3 filhas), pois é a chance que teremos, de nos regenerar, como disse meu amigo grego. 
Um abraço a todos, e em breve escrevo sobre o nosso time que tem me deixado feliz pela postura e pela velocidade (até que enfim!).

Minuzzi


18 de dezembro de 2013

Minuzzi: O meu Grêmio para 2014

Quando Renato foi contratado pelo Grêmio, escrevi que era a melhor escolha e que eu confiava no trabalho dele até o final do ano. Disse ainda, que mais tarde caberia uma avaliação ( podem ler lá). Pois o Renato tem algo único. Ele mexe com a paixão do torcedor. E mexeu, fazendo por vezes acreditarmos que com três zagueiro e três volantes chegaríamos... E chegamos! Na pura raça e paixão!
Mas uma temporada inteira não se faz somente com raça e paixão. Eu continuaria com o Renato, mas este técnico que veio me agrada. E me agradou o pensamento da direção.
Fazendo uma avaliação rápida da classificação do brasileiro por técnicos, notamos que os primeiros colocados não são medalhões e não estavam com times cheios de craques.

O campeão Cruzeiro foi montado com um técnico médio, alguns refugos e algumas apostas: Borges banco do Santos,William, Ricardo Goulart, Luan, Everton Ribeiro,Tinga, Dagoberto... Se tivéssemos esse time para a Libertadores 2013, protestaríamos! Seria uma palhaçada!
O vice foi o Grêmio de Renato, com Bressan, Alex Telles, Pará, Ramiro, Riveros, Souza e Rodolpho...
Terceiro foi o Furacão do Vagner Mancini, do Marcelo, Weverton, Moisés, Paulo Baier, Ederson, Delatorre, Zezinho, etc.
Em quarto,  o Botafogo do Osvaldo, do Seedorf, Bolívar, Edilson, Julio César, Hyuri, Lodero e Rafael Marques.
Quinto, o Vitória do Ney Franco, Escudero, Maxi Biancucchi.
Sexto, o Goiás do nosso novo técnico, do gordinho Walter, Rodrigo, Hugo, Viçosa.

Bom, o que quero dizer é que os técnicos médios foram responsáveis por fazerem times médios acabarem lá em cima. E técnicos bons, afundaram times bons e foram demitidos. Essa foi a leitura que a direção teve para tomar tal decisão. Koff e Rui não são malucos.
O Grêmio de Luxemburgo, Cris, Vargas, Barcos, André Santos, Fábio Aurélio, Kleber, Moreno, Zé Roberto, Elano foi eliminado e o técnico demitido.
O timeco de Dunga, Alex, D'alessandro, Damião, Forlan, Scocco, Gabriel, Kleber, Juan, Índio, He Man, etc...quase rebaixado.
O Flamengo de Mano Menezes, fiasco completo. O do Jaime, campeão com Paulinho, Bruninho e Hernane.
São Paulo com Fabuloso, Ganso, Ceni, Paulo Autuori, Muricy, Jadson foi mal.
Fluminense do Abel e do Pofexô, caiu...e voltou.
Corinthians do Tite e de vários milhões a mais.....mal...

Então pessoal, pra mim o Grêmio do próximo ano tem que ter gente que queira ficar rico e não gente que já está. Gente que queira ser campeão, e não quem já não se importa se vai ser ou não. Gente que a cada jogo, encare como a oportunidade de crescer profissionalmente. E quando falo gente, englobo jogadores, diretores, técnico, preparador físico, médico, etc.
Essa foi a marca dos times, dos jogadores e dos técnicos com sucesso no Brasil ano passado.
Quem não viu esse campeonato que eu resumi nas linhas de cima, que continue pedindo grandes contratações.
Quem viu, que torça para termos mais Bressans, Ramiros, Alex Telles, Rhodolpos.
E com a contratação do técnico Enderson Moreira, parece que a direção do Grêmio viu o mesmo campeonato brasileiro que eu!
Abraços



6 de novembro de 2013

Minuzzi: Lucidez e otimismo

Hoje é dia da torcida abraçar o time.

Moçada, 
Vou contar uma experiência minha antes de uma final. Uma de várias que disputei no vôlei. Era final de um campeonato paulista, melhor de três. Tínhamos tomado 3x0 na casa deles e teríamos mais dois jogos em casa. O primeiro seria dois dias após a derrota. No vestiário, como capitão do time, fiz um discurso pegando a parte emocional, o tal do doping psicológico. Vencemos por 3x0. Dois dias depois, tivemos a terceira partida, que vejo muito como a de hoje do Grêmio. No vestiário, todos me olharam esperando que os dopasse  novamente, mas meu discurso foi sereno e realista pois era um mata ou morre. Não tinha outra chance...

Falei, com voz tranquila e firme, que de dois dias até ali, ninguém tinha crescido mais, nem ficado mais forte, nem saltando mais, muito menos estava com novos golpes. Todos éramos os mesmos,que tínhamos perdido de 3x0 e que tínhamos ganho depois. Falei que a palavra para  a partida era LUCIDEZ. Ser lúcido, saber que ninguém virou super herói nem melhor jogador do mundo, saber das limitações e das qualidades, nossas e do inimigo, e estar atento, isso sim, a qualquer movimento. Sempre esperar o melhor do adversário. O saque mais forte, o bloqueio mais alto, o ataque mais habilidoso... E, se não viesse o melhor, aí entraríamos com tudo: ligados, fortes, rápidos e LÚCIDOS...para nocautear!

Fomos campeões. O resultado foi 3x2,  15x13 no tie breake. Se tivesse preparado o time para destruir o adversário, no primeiro set perdido o sentimento de frustração seria enorme. Vejo o jogo de hoje assim.
Todos sabem as limitações do Pará, mas é ele quem vai jogar. Sabemos que o Alex anda inseguro nos cruzamentos, mas é ele quem vai jogar. Sabemos que Barcos não faz gols há tempos, mas é ele quem vai jogar.
E assim, conhecemos nossos jogadores e sabemos que são eles quem vão jogar. 

LUCIDEZ para nós torcedores amanhã! Quando o Pará for cruzar (e errar), de que adianta vaiar pois sabemos que ele é assim? Mas quando acertar, vamos explodir em vibração e gritos de apoio.Ou hoje vamos cobrar que Pará seja o Arce?
Lúcidos! Depois de ler todos os comentários do blog, com todas as críticas, sabemos que nosso time é limitado.SABEMOS! Não vamos esperar o Barcelona entrar em campo. Vamos esperar o GRÊMIO LIMITADO. E a cada jogada acima da média, vibremos,contagiemos os jogadores, pois também sabemos que a qualquer momento o Grêmio pode ser acima da média.

A qualquer momento ou a qualquer dez centímetros. Contra o timão, a bola na trave do Vargas por centímetros não o transforma em melhor em campo. O mesmo falo das conclusões contra o Bahia: centímetros para algum lado o goleiro não pegaria, ou a bola não bateria na trave, a goleada estava feita e não haveria crise... 
LÚCIDOS, podemos vencer o furacão!
Se entrarmos para ser o Barcelona, sairemos não só eliminados, mas derrotados. 
Que a sorte esteja conosco e que a estrela do Barcos brilhe, pois como diz meu pai, quanto maior o tempo sem fazer gol, mais próximo está de o gol sair. 
OTIMISMO.....esse é o NOSSO TIME!
Abraços
__________

Adendo da Pitica 

 

29 de outubro de 2013

Roberto Minuzzi: Prontos para a quarta-feira

Alguém aí se preocupa em pensar o que passa na cabeça dos jogadores do Grêmio nesse momento? Oitenta por cento dos torcedores responderão: " devem estar pensando onde gastar tanto dinheiro, pois ganhando o que ganham, não podem reclamar de nada!!!!!!". Outros dez por cento não devem ter parado pra pensar, pois só ligam a TV na hora do jogo, como se fosse um capítulo de novela. O restante tenta entender o que se passa em um time que na quarta-feira faz a melhor e mais aguerrida partida na Arena e, no domingo, faz a pior da temporada. E agora tem uma decisão...
Quando escrevi pela primeira vez aqui no blog , foi justamente falando do dia a dia dos jogadores, que o Grêmio tinha um time de jogadores responsáveis e que o mesmo não ganharia enquanto não criasse sua IDENTIDADE e melhorasse seu DIA A DIA.
Bom, hoje sabemos quem é e como joga nosso time. É o segundo / terceiro lugar do Brasileirão e semi finalista da Copa do Brasil. Há poucos meses éramos os eliminados do Gauchao e da Libertadores...

Hoje estamos classificados com três pênaltis defendidos pelo contestado Dida, aceitamos Pará, confirmamos Werley, achamos Rhodolfo, confiamos no Bressan... Depois de algumas tentativas achamos nossos laterais Alex e Wendell. Descobrimos o motorzinho do time Ramiro, o corajoso Riveros, o incontestável Souza, temos o veloz Vargas e o surpreendente Máxi. O gladiador Kleber está de volta, o que mais apanha e um dos que mais bate. Duela em todos os lances. E o capitão Barcos, que veio pra fazer 28 gols e está com dificuldade, mas aceitou e achou seu espaço e sua função para fazer o time vencer. Se entrega e é um profissional que tem o meu respeito...e tem estrela....há algo importante reservado a ele. Torço por isso... Elano aceitando sua função de segundo tempo.
Temos ainda a gurizada do zoológico: Mamute, Coelho, Paulinho, que parece um tatu correndo.Quando entram, o fazem com a disposição esperada.
Voltando ao que se  passa na cabeça do jogador, antes da chegada de Renato a situação era a seguinte:

Dida era contestado, Pará inaceitável, Werley estava bem, Rodolfo não existia, Bressan, Alex e Ramiro eram pacote da série D (só podia ser esquema da diretoria, não pode um time de Libertadores se reforçar com jogadores do Juventude muitos pensavam), Riveros estava longe, Souza não não se firmava,Vargas jogava mais na frente que o Barcos e fazia gol só no Chile, Kleber queria ir embora (só se machucava e estava atrás do Moreno, William José, Welliton, etc), Barcos afundava na crise e, depois de ver a torcida inteira com seu tapa olho, trocava a camisa de 28 para 9, pois viu que não daria. Elano e, não aceitavam a idéia  de revezamento do Pofexô, e a gurizada nem fardava! Esse era o quadro.
Tantos meses de sofrimento,  derrotas, angústia, eliminações, erros, dúvidas. Agora, os mesmos jogadores acabam de eliminar o campeão do mundo....
Lembro que certa vez escrevi  sobre a IDENTIDADE que o Grêmio ainda não tinha e que deveria constar  o sobrenome COPEIRO,  sempre presente na história do clube.
Pois parece que ele está de volta.
Passa pela cabeça de algum torcedor gremista, que depois de tamanha transformação, de ter tirado um peso enorme das costas, esses jogadores não estão comendo e dormindo a chance de serem campeões da Copa do Brasil?
De fracassados e vaiados, passaram a ter a chance de serem heróis já aplaudidos a vários jogos.
Grêmio hoje, eu vejo como um time, onde cada jogador sabe o que tem que fazer.  Vejo como um time confiante, pois o que faz da certo, seja com três zagueiros, três volantes e três atacantes.

Noutra vez que escrevi, depois de uma derrota besta (acho que para o Criciúma), falei que o Grêmio jogava na entrega mas quando ficava na MARRA e os atletas achavam que eram craques, caíam  na real e tomavam um tapa na cara.
Esse era o meu medo. De o Grêmio entrar para essa nova fase da copa do Brasil na MARRA, achando que era um timão, de toques bonitos e coisa e tal... Mas graças à sorte em que estamos, tomamos um sacode do Coxa que mostrou a todos lá de dentro que, ou se preparam, se concentram e se entregam dentro de campo, ou não conseguem um chute a gol.
A preleção pra quarta-feira foi feita no domingo. A motivação vai ser a vergonha que sentiram no pós jogo e o medo de ter essa sensação novamente.
Nosso time é movido à base de ALMA e  não à base de bola. E nossa ALMA está ferida. Então, estamos prontos para quarta-feira!
Depois disso, focaremos novamente no Brasileirão, pois temos time pra ir bem nos dois.

Abraços

19 de setembro de 2013

Minuzzi: Precisamos de mais público nos estádios

O futebol brasileiro se perdeu... Clubes e jogadores necessitam tanto esbanjar riquezas, status e luxúrias que passaram dos limites do futebol e estão entrando mais para a área dos grandes artistas, músicos ou atores internacionais.
São salários altíssimos, carrões, mimos e, às vezes, tratamento de dondocas. E não falo isso como um enciumado porque jogo vôlei, esporte onde o melhor jogador do mundo ganha bem menos que o Pará (e se bobear , menos que aquele Gabigol que nem saiu das fraldas). Essa primeira parte falo como torcedor. Os investimentos são altos e a qualidade dos jogos são péssimas!
O futebol se perdeu, tá numa MARRA danada! E nós torcedores, às vezes assistimos jogos melhores na Série B.

Quantos jogos do Grêmio esse ano foram de alto nível? Não só o rendimento do nosso time, mas dos dois times, a partida em geral ou o espetáculo como estão vendendo. O preço do ingresso é de espetáculo! No jogo ontem contra o Santos, qual lance foi "O LANCE"? Dois lances por jogo. E a rodada toda é assim, todos times estão assim....menos Cruzeiro e Botafogo, que há de se bater palmas pelo que vêm jogando....
Grêmio, Corinthians, São Paulo, Flu, Fla, Vasco, Galo, Santos.... Qual time desses está mostrando um pouquinho da sua história, ou fazendo valer pagar a enormidade de dinheiro pra levar a família no estádio?

Minuzzi: "Tristeza é ver um estádio vazio e com muitos espaços".

Resolvi escrever porque ontem, mais uma vez, tentei defender o Grêmio em conversas com amigos dizendo que o time é limitado e quando se fechou e jogou com vontade não tomou gols e criava três chances por jogo e uma fazia....a vitória vinha, mesmo em um jogo horrível de se ver.
Mas o Grêmio cansou de jogar assim. Porque isso exige muita atenção, muita vontade e muita concentração. E quando elas faltam, erramos as nossas  três chances e ainda entregamos uma lá atrás. Foi assim com Goiás, Galo e Peixe....

O Grêmio está em terceiro porque o campeonato é muito ruim e estava sabendo jogar contra os ruins. Mas cansou de jogar desse jeito. Cansa jogar só com o emocional por trinta e oito rodadas. Ninguém consegue tal feito.
Os clubes estão perdidos com suas novas arenas. Mas mais triste que assistir a uma pelada, é assistir a uma pelada em um estádio moderníssimo, cheio de povoados. E não falo só da nossa Arena....Mineirão, Maraca...todas....
Que feio é assistir um jogo onde o meio campo está vazio e, quando a bola vai para escanteio, a imagem que aparece atrás do gol está lotado! No outro córner vazio.  Atrás do outro gol lotado! Em cima e embaixo, em alguns lugares outros aglomerados. Em outros, nenhuma alma viva!
Que feio é para quem é apaixonado pelo time e tem dois filhos querendo ir ao jogo,  ter que dizer: "neste nós não vamos, tá?" E escutar dos filhos "por que?" E responder  irritado: " porque já gastei  R$270,00 contra o Galo no domingo e não dá para gastar mais  R$270,00 hoje!"

E então, num jogo importantíssimo do Gremio, vemos uma Arena com gritos atrás do gol, algumas palmas no outro gol e aquela tristeza de ver um estádio vazio... Não digo que tem pouco público, pois o gremista vai ao estádio. Mas com as cadeiras demarcando, cada grito de torcedor que ficou em casa aparece explicitamente.
No Olímpico, toda a arquibancada se aglomerava no meio do campo ligando com a Geral. Os torcedores mais próximos se ajudavam, gritavam. O coro ecoava no estádio.
Esta segunda parte falei como jogador. Pediria à direção gremista que antecipe o que sem dúvidas terá que fazer daqui a uns dois ou três anos quando perceber que o time estará sem apoio no estádio e fará aqueles descontos malucos do tipo: acompanhante de graça, mulher não paga, ingresso popular. Tudo para não ser rebaixado...
Que a direção faça isso agora e leve de volta para o campo famílias como a minha, que grita de dentro do apartamento e nenhum jogador escuta, mas que sempre foi presença nos jogos apoiando nosso tricolor. Ou chorando, pouco importa....

Muitas famílias como a minha  não vão ao estádio para ver o Grêmio vencer. Mas sim para ver o Grêmio e ponto. Mas muito poucos tem fôlego financeiro para ir a todos os jogos.
A direção da Arena poderia lançar um plano familiar ou simplesmente baixar o valor da droga do ingresso, porque  aquelas cadeiras gramado  não estão lotando nem em decisão. Coloquem  agora um preço que caiba no bolso do torcedor  e seja o primeiro clube a perceber que essas Arenas são mais uma MARRA do futebol (que joga contra o time).
USEM A ARENA A NOSSO FAVOR!

20 de agosto de 2013

Minuzzi: Confiança é fundamental

O Pirata voltou!


Amigos do blog,

Tenho muito medo de ser chato, então não me atrevi a escrever mais. Contribuía nos comentários, pois imaginava o que estava acontecendo com o time. E, vendo agora que estava certo, vou refrescar meus últimos comentários atendendo o pedido do seu Algoz e escrevendo um pouco sobre o momento atual do Grêmio.

A confiança é fundamental para qualquer esportista. Porque ela traz a coragem de buscar o acerto? Não! Porque ela elimina o MEDO de errar. Tenho exemplos fresquinhos em minha mente de jogos meus em que dava tudo certo e outros que dava tudo errado..... Quando estava na fase de acertar, já tinha acertado tanto que me credenciava a arriscar uma diagonal mais curta, ou ir mais forte no saque, pois se errasse naquele momento não teria problema, estava com crédito. Resultado? Fazia um ataque espetacular ou um ace.
Na fase ruim, me preservava e tentava fazer só o simples, pois o jogo não estava entrando. Ataques seguros e ia para o saque só para passar a bola. Então acontecia de errar e a exposição era enorme e vergonhosa....
Sou capitão dos times que jogo desde escolinha de futebol.....sempre tive esse lado líder de reconhecer quando um companheiro passava por alguma dificuldade. Os sintomas são visíveis: erros bobos, cabeça baixa, falta de paciência, corpo pesado parecendo falta de preparo físico, irregularidade, AZAR....
Lembro que nos comentários aqui no blog, eu falava muito: "Gente, sem desespero! Não adianta trocar o time todo! Quem entrar agora vai jogar mal também! Temos que resgatar a confiança e isso acontece só jogando!"
Era meio metralhado.... O Mamute tinha que jogar no lugar do Kleber. Lucas Coelho no lugar do Barcos, que já era visto como o maior enganador que o Grêmio contratou... Souza nem importava quanto tempo estava parado....esses dias até o Zé Roberto virou dispensável.....
Pois o coitado do Lucas Coelho entrou na fogueira e....... errou um gol debaixo das traves. Porque ele é ruim? Claro que não! Mostrou no gauchão que sabe jogar....Mas a falta de confiança era GERAL e não INDIVIDUAL.....

Em um jogo que tinha tudo para dar errado, um lance de coragem do Riveros mudou o rumo da prosa....aquele gol, daquele jeito, se jogando de corpo e alma, caindo meio desacordado.....aquele gol não sacudiu só a cabeça do Riveros.....sacudiu a de todos nós gremistas e dos jogadores.... Estávamos ganhando fora de casa, achamos um herói......tudo estava mudando!
Maxi entra, chuta, desvia, trave, chora e .....ENTRA! Sim, passa nesse momento na cabeça daqueles que não estavam conseguindo um passe, ou um chute certo, que ATÉ QUE ENFIM AS COISAS ESTÃO DANDO CERTO!
Quando um jogador que está vivendo pressionado por não conseguir fazer as coisas, sente que o negócio começa a dar certo, parece que emagrece 10Kg, ganha os mesmos 10kg de massa muscular e faz em um segundo os melhores trabalhos físicos do mundo. Simplificando: é o popular tirou um peso das costas!
Então, os Bitecos fazem mais um! VENCEMOS! CONSEGUIMOS! AGORA VAI!
A noite deve ter sido boa. Os jogadores devem ter ligado para seus próximos e desabafado! Devem ter comemorado! Rido, brincado! Deram adeus a desconfiança....menos o Barcos, que precisava de um golzinho....e o Dida....que precisava pegar um pênalti.

Jogo contra o líder.. Um dia um técnico meu, que hoje é técnico da seleção italiana, Mauro Beruto, falou apontando para a porta que levava ao ginásio depois de termos perdido alguns jogos e iríamos entrar em quadra para jogar contra um time forte: " Nesses momentos, podemos ver a porta de duas maneiras: a da dificuldade e a da oportunidade. Decidam em qual delas vocês vão entrar e vamos pro jogo!"
O Grêmio escolheu a da oportunidade. E essa confiança do grupo trouxe jogo a jogo um jogador de volta.....e Dida pegou seu pênalti.....e Barcos fez seu gol.....e o Grêmio se SOLTOU DE VEZ!
E no Vasco? Outros dois do Pirata.....que na opinião de alguns, de ídolo transformou-se na maior "enganação" do Grêmio. Mas  depois desses gols voltou a ser craque.
Torcedor gremista, crescemos na hora certa.. Na hora da Copa do Brasil.Vamos potencializar essa confiança do time! Porque tudo passa! O momento ruim e o momento bom! Mas quando temos bons profissionais e de caráter,o momento bom está sempre por perto.
E para encerrar, uma típica frase do meio esportivo:
NENHUM TIME É BOM OU É RUIM....O TIME ESTÁ BOM OU ESTÁ RUIM.....é questão de momento....
NENHUM TIME É CAMPEÃO..... O TIME ESTÁ CAMPEÃO...
Aproveitemos nossa fase boa, que isso contagie a todos e possa nos trazer uma grande Copa do Brasil.......e que na derrota, não entremos em desespero!

Abração do Minuzzi

3 de julho de 2013

Minuzzi: Para cada dor um remédio

Pedi a cada colaborador do blog um post sobre o momento do Grêmio.
Chegou a vez do Minuzzi.
_____


Eu já tive vários técnicos. Muitos bons, muitos ruins, mas cada um da sua maneira. Uns estrategistas, uns psicólogos, uns motivadores, uns paizões, uns chefões, uns babacas...

O importante é saber que eu fui vice-campeão e oitavo lugar com o mesmo técnico, no mesmo clube mas em presidências e momentos diferentes. Em um ano ele foi o salvador. Anos depois foi mandado embora. O perfil implantado pela direção nova não era compatível com esse meu técnico, que era carioca, amigão, era de passar confiança e liberdade e não era de esbravejar (para fúria do meu pai que mandava ele gritar conosco!), mas um cara alto astral.
O mesmo alto astral que foi super elogiado quando foi vice campeão com um time jovem, foi condenado quando estava com um time excelente e de selecionáveis. Contestado inclusive por jogadores, que gostavam do estilo acelerado do Bernardinho.
O mais importante, é entender o que os jogadores precisam. Qual o perfil desse time? E depois disso encontrar um técnico. Ou o mais certo, o técnico escolher jogadores que são do seu perfil. Mas isto no futebol é impossível.
Para um time bagunçado, destreinado: Celso Roth. Até organizar. Depois exige algo que ele não pode dar. Para um clube desorganizado, sem direção convicta no caminho a seguir, sem dinheiro para contratar: Pofexô ( tecnico, gestor e empresário).
.....

Mas e a situação do Grêmio? Time bom, tinha um técnico estrategista, direção sabendo o que faz. O que trazer pro dia a dia desses jogadores, que possa interferir no rendimento deles?
A leitura da direção é a mesma minha. Falta alegria, ousadia e um toque de displicência.
O time era cabisbaixo, acovardado. Renato vai mexer nesse ponto do time. Vai trazer a paixão do torcedor de volta. Perfeito estes 6 meses de contrato. Depois, realmente eu não sei o que esperar, mas pra essa fase, ele é perfeito.
.....

Lembrem das minhas contribuições. A primeira falava do dia a dia conturbado que precisava ser mais leve. A segunda, sobre arrumar a casa. A terceira sobre um time sem identidade.
Contrato da Arena adaptado, Grêmio e OAS parceiros = casa arrumada. 
Presidente junto ao time no dia a dia (e se tratando do Koff) = dia a dia bom para trabalhar.
Um clube integrado (torcida, direção  treinador e jogadores) = que venha a identidade deste time, que quando escrevi falei que não tinha o sobrenome copeiro, que o novo técnico há de registrar.
Estou esperançoso. Tinha deixado de lado minha carteirinha de sócio, um pouco perdido. Agora volta a esperança, até Dezembro. Depois, ele terá que mostrar que além de um cara que mexe positivamente com o emocional do Grêmio, ele também é um bom técnico.
_____

P.S.: Quando o Pofexô acertou com o Grêmio, eu encontrei em um restaurante em Atibaia, um grande desafeto dele: Marcelinho Carioca. Fui tirar uma onda com ele e ele soltou a seguinte frase: "Como pessoa é um m...., mas como técnico foi o melhor que eu trabalhei. Dentro das 4 linhas ele é f....". 
 Bom, um cara que é reconhecido até pelo seu desafeto começa a fazer uma sequencia enorme de invencionices é porque estava pedindo para ir embora.

25 de maio de 2013

Minuzzi: Inverteu a rota

Amigos do blog

Ai vai um post 98% negativo, com uma mensagem positiva...

Diria o livro O Segredo: "O que der ao universo, ele conspirará para te dar de volta". Podia parar por aqui, e estaria pronta a minha contribuição. Essa troca de energia é tão forte, que eu passei uma semana pensando sobre o Grêmio.... Relembrando fatos e pensando que eu tinha que falar alguma coisa no blog. O universo conspirou e tomei uma "chamada" do seu Algoz, fazendo com que tomasse jeito e colocasse nesse teclado horrivel do iPad minhas ideias.
Desanimei! Fiquei na fossa depois daquele jogo. Nem brabo eu consegui ficar. Fiquei tão descornado que nem nos comentários do blog eu tive vontade de escrever. Li tudo, cada post, cada notícia dos isentos, cada chute sobre a queda do Pofexô. Segunda vez que ele iria ser demitido. E publicam como uma certeza.... Eu como torcedor posso meter a boca e dizer pro cara ir embora! Agora quem tem que dar informação tem que dar informação!
Desabafo feito, fiquei mal essa semana. Por mim, pelo meu filho principalmente, pois eu não estava com ele e quando acabou o jogo me ligou chorando de novo! Defendendo um dos ídolos dele com unhas e dentes entre soluços: " Papai! O Vargas não teve culpa! " E depois falando com a vergonha que todos nós sentíamos: "perdemos pra esse time HORROROSO!".
Lembrei ele do dia que fomos conhecer o Kleber e assistir um treino do Grêmio. Era um treino que simulava uma situação de ataque. Os laterais recebiam a bola SOZINHOS na linha de fundo, SEM MARCAÇÃO. Eles deveriam cruzar para 2 ATACANTES na área, que brigavam contra 1 ZAGUEIRO. Depois foram 3 atacantes contra 2 zagueiros. Eu fiquei tão impressionado, que comecei a contar na metade do treino os cruzamentos.
Contei 50. E foram miseros 3 na cabeça de um atacante. E foi 1 misero gol.
Que, pasmem, foi aplaudido por todos jogadores e comissão técnica, como se fosse algo incrível. 1 em 50. Sem marcação.
Nesse mesmo treino, nos rebotes, Vargas chutou 3 bolas por cima do alambrado do campo suplementar. De dentro da área. O atacante do meu time. E NINGUÉM da comissão técnica falou nada. O Pofexô não corrigiu NADA! Só falava com o Pará. Barcos não tocou na bola num treino de situação ofensiva. Uma hora treinando ataque e o matador do time não tocou na bola. Era melhor ter ficado chutando a gol sozinho.
Falei pro meu filho nesse dia do treino que aquilo era muuuuito ruim pro time. Treinar daquele jeito me mostrou um time pequeno, sem ambição de acertar. Questionei alguns profissionais do Grêmio sobre o treino e ouvi que na hora do jogo eles não erram daquele jeito.
Lembrei meu filho no telefone enquanto defendia o Vargas : "ele não tem culpa pelo erro, filho. Quantas bolas importantes o papai já não errou no vôlei  Mas ele tem culpa pelo jeito que ele treinou, tu lembra? Ele meteu 3 na lua. E hoje, a bola sobrou no pé dele..." Meu filho lembrou e aceitou.
Eu escrevi as outras vezes no blog sobre o time não ter uma IDENTIDADE vencedora. Não ter o sobrenome COPEIRO.... que perdia oportunidades de se FORTALECER. Que deveria primeiro ARRUMAR a casa. Que eu via a unica chance do Grêmio jogar contra time forte, porque contra os FRACOS o time não conseguia se impor. Que o time era o que vivia dia a dia. Se aquela maneira que treinaram foi o normal do time está explicado porque falta tudo isso....
Voltando ao meu primeiro paragrafo : "O que der ao universo, ele conspirará para te dar de volta". Será que o universo ferrou com todos gremistas porque eu escrevi aquilo? Claro que não. Mas porque o Grêmio viveu assim. O Grêmio não viveu a Libertadores. Viveu a Libertadores, a Arena que não era nossa, o gramado, o contrato, a geral, a brigada, a avalanche, os bombeiros, o Marcelo Moreno, os carteiraços na escalação, a OAS, os isentos, o Acheopato, o Caracas, a altitude, o Cruzeiro, o São Luiz, o Juventude, a arbitragem, o Cris, o pojeto, o Cris de novo, a brigada de novo, a conmebol, os caras da policia de Santa Catarina que o Pofexo viu rindo no jogo. Meu Deus!
Foi tanta coisa negativa , que o universo foi bonzinho no que ele nos mandou de volta.
Agora, amigos, releiam a lista acima novamente. Quais desses problemas teremos para o Brasileiro? É por isto que o Koff arrumou tempo para se dedicar ao time... para ir aos treinos....
Começamos a ARRUMAR a casa. Que agora, ali no alambrado, nosso presidente faça o time ter uma IDENTIDADE. Para termos um dia a dia vencedor e nos FORTALECER cada vez mais.
Otimismo! A rota está no caminho inverso.... e acredito, no caminho das vitórias....

Abraço do Minuzzi

12 de abril de 2013

Minuzzi: É preciso arrumar a casa

Caríssimos reverendíssimos.

Recebi mais um mail do Minuzzi. Ele me fala da paixão do filho pelo Grêmio e da dificuldade em responder ao menino sobre os problemas do time. Confessa que só começou a perceber a forma como a RBS trata o Grêmio depois que passou a ler o blog. Diz que conhece o médico que falou sobre o Barcos e que este é a paz em pessoa.
Apresenta por fim uma teoria que me parece interessante. Afirma o Minuzzi:
Torço para o Grêmio classificar em segundo e pegar um time forte. O Grêmio não consegue jogar contra os fracos. Não consegue se impor. O Grêmio não sabe ditar o ritmo. Uma retranca acaba com o time. Temos que pegar times fortes. Jogar primeiro aqui em casa. O time forte se fecha. A gente empata em 0x0. La fora o time forte vem pra cima e ai a gente consegue jogar e fazer um golzinho fora. Esta é minha esperança.

O que vocês acham? Mas vai abaixo o texto que ele mandou que está muito bom.
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Amigos do blog, 


A primeira vez que eu escrevi, foi para acalmar os ânimos... para tentar tirar todos torcedores das 2 horas da partida, e mostrar o dia a dia conturbado do Grêmio. Escrevi que o time é e se comporta tal qual o seu ambiente, seu dia a dia. Sugeri a volta ao Olímpico até que tudo se arrumasse. Para se ACALMAR. Esta palavra lembro que utilizei muitas vezes.
A segunda vez que escrevi, foi para dizer que o time do Grêmio estava perdendo diversas oportunidades de criar uma IDENTIDADE de vencedor. Jogos fáceis, bobos e o time jogava fora a chance de se impor. A IDENTIDADE da equipe está se formando. Não por falta de esforço, de competência, de vontade, de dedicação, mas infelizmente por falta de organização, o Grêmio constrói sua IDENTIDADE sem o sobrenome COPEIRO. A cada jogo fico na esperança de nosso time adotar este sobrenome, que já era para ser hereditário, era para vir do berço, mas que este ano não me parece estar no sangue.
Falei que estamos assim por falta de organização. E vou tentar explicar, como sempre faço, na visão de quem vive o esporte, num comparativo fácil de se entender.
Vamos pegar o Grêmio como um todo, dividi-lo em duas situações que eram para ocorrer de forma independente (o TIME e a ARENA), compará-las e então vamos entender aquilo que venho procurando: a influencia da real IDENTIDADE do Grêmio de 2013.
    
1. A culpa sempre é dos outros

  Não existe coisa pior para a formação de um filho, do que um pai que nunca assume seu erro. Tira nota ruim na escola, a culpa é do professor, não é do filho que não estudou, nem do pai quem não o fez estudar.
A Arena ainda é uma confusão. Uma obra, cujo pai (Odone), nunca citou um defeitinho. Ela não está interditada (uma parte) porque a frágil grade que colocaram para segurar uma avalanche era uma porcaria. Ela está interditada porque a torcida não se comportou como deveria. O gramado estava horrível, mas porque na inauguração pisotearam demais. Se não esta dando lucro é porque ainda não fizeram a churrascaria e o shopping. O contrato é ótimo para o Grêmio...
O que se escuta na coletiva do Pofexo pós jogo.... Tudo "faz parte"... Tudo "pertence ao futebol"... "O Pará também chegou aqui vaiado..."
Esse comportamento passa de pai para filho, e então vemos algumas declarações semelhantes: Cris, depois da botinada no meio campo, dizendo que o Sóbis supervalorizou... Barcos depois do jogo contra o Cerâmica dizendo que o jogo não foi muito bom pela parte de motivação, que seria diferente contra o Flu. Barcos depois do jogo contra o Flu dizendo que a costela doia. Dida solta uma bola e cai no chão sentindo o ombro. O gramado era ruim, não é mais. O juiz foi ruim (e foi ) e até os policiais federais de Santa Catarina estavam no campo para rir e atrapalhar o Luxa.
Comportamento vem de pai para filho. O vovô Koff, tem que tirar uns mimos ai desse time.

2. O comercial

A Arena foi planejada, construída e inaugurada na certeza de se jogar a Libertadores, fazer um caldeirão, com 60 mil pessoas, onde NINGUÉM ousaria de vencer o Grêmio... Onde o adversário tremeria ao pisar aqui e escutar a torcida... 
Acertada essa parte de marketing para o comercial da Arena (que vai ser tudo isso se Deus quiser!). Mas quarta-feira um jogo de ingressos esgotados e público total de 38 mil... Com uma parte interditada, com a BANDA interditada, com os problemas normais de um complexo novato, a Arena é menos do que pode ser.
Comercialmente temos um baita técnico. Um dos melhores quartetos de meio campo do Brasil. Atacante temos de sobra. O artilheiro do ano passado nem banco pega. A imagem do time foi criada para atropelar todos. E quando não acontece, sobram "PORQUES"...
E assim como a Arena, o time é menos do que pode ser.

3. O tempo e a manha

É notável para quem frequenta a Arena, que é preciso tempo para engrenar, para que cada vez menos torcedores fiquem pedindo orientações. Para que se conheçam os atalhos e as manhas (aquela escada que me permite não esperar o elevador, aquela vaga que é mais perto, o trem ou o táxi ou de carro...)
Com tempo todos terão o domínio, terão a MANHA do negocio...e ai vai fluir legal...
Mas me assustou a coletiva do Pofexô, dizendo que precisa mais tempo. Que o Vargas ficou na seleção, que o Barcos machucou a costela e eles não jogaram muito juntos. Só vale lembrar que se este tempo for mais que 7 dias, estamos fora. A troca de chaves era para ter acontecido dia 30 de Março. O tempo esta passando para o Grêmio e para a Arena...
Quanto a MANHA...essa sim...Esta quem tem ganha... Dá até rima: quem tem a MANHA, GANHA. E essa manha são alguns detalhes... Um bico pra fora... Cair para ganhar tempo... Fazer 1x0 no Caracas e não tomar a virada... Não tomar um vermelho no primeiro tempo... Não tirar o Vargas se o Barcos está machucado....

4. O inimigo impresso

O próprio time se boicotando. A própria Arena se boicotando. 
Um contrato que a atual presidência não concorda. Um revés nas finanças do clube: o pagamento de tantos milhões para a Arena. Isso freia o desenvolvimento do Grêmio.
Uma lista de jogadores inscritos na Libertadores.  Me ajudem...7 atacantes? Mas nenhum meia para a reserva. Pois o Marco Antônio o Pofexô falou que jogou improvisado, porque rende mesmo como segundo volante. Isso freia o desenvolvimento do time...
São notáveis as diversas relações entre a Arena e o comportamento do time. Até a questão ORDEM pode ser questionada. Enquanto a PM descia o sarrafo nos torcedores, Cris fazia o mesmo no Sobis. É assim que se coloca ORDEM na casa? Fica feio, pega mal e gera prejuízos. 
Foi exatamente 24 horas pós jogo pensando nas partidas do Grêmio. Sempre escrevi aqui e nos comentários de cada postagem, coisas referentes a comportamento pois sou jogador e acho que é onde posso contribuir. E percebendo todas essas relações/confusões entre time e Arena, acho que cheguei ao mesmo ponto do criador da expressão "ARRUMAR A CASA". É isso que precisamos. O Grêmio só vai deslanchar depois que acabar de gastar energia com Bombeiro, PM, OAS, Prefeitura, MP, etc...
E focar simplesmente e somente na bola. Sim, O Grêmio precisa urgente ARRUMAR A CASA.

Abraços.

1 de abril de 2013

Minuzzi: Atrás de uma identidade

Com prazer recebo post do Minuzzi e sua visão de quem vive no pedaço. E me alegro ao ver que o blog não está equivocado na sua análise.
Boa leitura
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Apos a eliminação da minha equipe na superliga, fiquei com muito tempo de sobra. Bom, tenho 3 filhos, não sobra tanto tempo assim, mas de férias, minha vida fica mais leve, sem a pressão de estar em um campeonato. Mas ainda tenho motivos pra ficar pensativo antes de dormir. Fico tentando achar uma solução para que eu possa entender este time do Grêmio.
Aliás, o time  entendi. Conheço as pecas, os jogadores, as invenções .... mas continuo a tentar entender a postura que esta equipe esta demonstrando.
Eu tenho a leitura um pouco diferenciada da dos torcedores. Sou atleta profissional, então consigo ir um pouco mais além. Gosto de buscar no dia a dia deles, pois é ali que se constrói tudo o que sera apresentado nos 90 minutos oficiais. É no treino, na concentração  na palestra. E é inevitável eu tentar achar em meu currículo algum ano, algum time, alguma situação que se pareca com essa.
A outra vez que escrevi, pedi calma, pois os jogadores gremistas eram sérios. Estavam focados. Escrevi que meu único medo era o Pofexo. E suas invenções  E lembrei de algumas situações da minha vida profissional, que se comparam com a atual do Grêmio. E todas tem a ver com IDENTIDADE.
Todos nós temos a nossa, com foto, polegar e assinatura. Todo time constrói a sua. São aquelas características que os outros comentam. Que os adversários comentam. E a nossa não esta sendo boa. E não é por culpa dos jogadores.
Entre 2002 e 2007 , eu fiz 5 finais seguidas de superliga. Sabia exatamente o que precisava , ou melhor, o que não podia faltar para se chegar: SER RESPEITADO. Em 2009, joguei em um time montado para ser campeão  Time de respeito, com selecionáveis, jovens promessas, jogadores campeões,  bons de bola e de trabalho. No começo da temporada tivemos vários problemas de logística  Jogadores lesionados, outros convocados e não tínhamos material humano para treinar... 
Tínhamos 3 torneios para jogar e eu sugeri a direção que não fôssemos. Fui taxado de louco, que eu tinha medo de perder. Falei que eu não tinha medo de perder o jogo. Mas tinha medo de perder o respeito que tinham por mim e pelo meu time quando entrávamos em quadra. Não fui atendido. Viajamos com o time quebrado....um misto destes ai que o Grêmio está colocando. Nem é reserva, nem é titular. Não é nada na verdade. Perdemos muitos jogos. Foram 3 torneios em que saímos derrotados. Num começo de temporada. Criamos a nossa IDENTIDADE. Éramos um time que não impunha tanto respeito assim. Perderam o medo de jogar contra nós. E nem chegamos na semi final aquele ano.
Tenho medo, pois isso está acontecendo no Grêmio. Tivemos 1 jogo difícil este ano. Fluminense fora. Ganhamos e goleamos. TODOS temeram o Grêmio depois daquela noite. Metemos 4 no Caracas e mostrávamos que sim, todos tem que nos temer. E depois em partidas medíocres  contra adversários fracos, mostramos nossa fraqueza. Deixamos de vencer e vencer e vencer. Vencer quem quer que seja, mas acumular vitórias. Isso engrandece um time. Mas aproveitamos a nossa boa fase para desorganizar tudo. Para mudar esquema tático  Para um dia colocar os titulares sem motivação nenhuma, sem um objetivo a cumprir. Para depois voltar com o misto para fazer experiências. A melhor experiência é entrar com tudo e vencer. Aí quando está 3 x 0, porque estes times que o Grêmio perdeu ou empatou, se fizer uma forcinha, mete 3 pelo menos, ai faz experiência. LDU, Caracas, o time lá do Chile, o Cruzeiro de Porto Alegre. As chances que o Grêmio perdeu de golear e fortalecer sua identidade. De garantir o primeiro lugar geral da Libertadores com respeito. Assim como o time do traíra dentuço está fazendo la em MG.
Como diz meu pai, o time é a cara do técnico  O nosso sabe tudo. É bom, mas muitas vezes falta atitude. De tanto que sabe fica inventando. O Grêmio demonstra ser um time que  joga com a corda esticada. Quando está sob pressão faz cara feia, entra gritando, com raiva e vai pra briga. Quando não está, parece que a ordem no vestiário é se divertir.
Que pena! Se for assim, nós torcedores, vamos sofrer muito.

15 de fevereiro de 2013

Roberto Minuzzi: Descorneteando



Tem posts do Hernández e do Ah Muleque engatilhados, mas recebemos um e-mail muito interessante e furamos a fila.
Recomendamos uma leitura atenta. Esperamos que contribua para acalmar os ânimos.
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Amigos do blog,

Lei diariamente o blog e por isso me senti a vontade de dar uma opinião  que vem do outro lado. Do lado do jogador.
Meu nome é Roberto Minuzzi e sou jogador de vôlei. Joguei 6 anos pela seleção brasileira, tenho 5 finais de brasileiro (2 títulos) e 31 anos. Um currículo de muita experiência.
Escrevo para dizer que para o jogador que se dedica, sonha em ser campeão e de jogar bem todo o jogo (sim, isso deveria ser uma obrigação para o jogador, mas sabemos que são poucos que tem essa seriedade) perder um jogo como o de ontem é arrasador.
Vou relatar alguns fatos, para que entendamos o lado do jogador, e a quantidade de fatos que contribuíram para que eles não jogassem bem ontem.

O jogador se comporta conforme o seu ambiente. Clima calmo, jogador calmo... clima de pressão, jogador na pressão... clima ansioso, jogador ansioso....
Vamos sair das 2 horas que acompanhamos o jogo na Arena, ou, para quem não quer pagar 160 reais para assistir com o filho de 6 anos como eu, da tv. Vamos pensar no dia a dia deles. Está uma confusão. Vamos enumerar:

  1. Hoje treino no Olímpico ( muitas vezes eleito o melhor gramado do brasileiro pelos jogadores), amanhã na Arena para se adaptar aos buracos, areia e campo duro. Não há uma rotina confortável e com condições plenas de trabalho... Tentar fazer algo no treino e não conseguir fazer direito, faz com que o jogador entre com a confiança um pouco abalada... Sim o jogador tem que estar preparado para isso.
  2. Chegadas e saídas de jogadores. Muda o grupo, muda o ambiente. Estamos falando de muitas mudanças no vestiário. Saíram vários jogadores (André Lima, Vilson, Leo Gago, Leandro). Chegaram outros (Vargas, Barcos, Adriano e André Santos, estes na última hora). É preciso entrosamento dentro e fora de campo. Sim o jogador tem que estar preparado para isso...
  3. Os problemas da Arena. Fecha avalanche, problemas com ingressos, estacionamento, campo, multa... Isto toma tempo da direção e conturba o ambiente. Sim o jogador tem que estar preparado para isso...
  4. A expectativa de todos: da torcida, imprensa, direção, dos jogadores para este jogo. Não se pensou que o time não jogou bem contra a LDU, que o campo era ruim, que teriam tantos jogadores novos no grupo. Todos esperavam a empolgação, golear. E no esporte tem que jogar para golear... A empolgação não domina bola e não posiciona os caras no campo. Certeza que os jogadores sentiam antes da partida a falta de ritmo, de jogar e de jogar bem. Mas para o resto não... era goleada certa.... Sim, o jogador tem que estar preparado para isso....
  5. Este negócio de voltar a jogar no Olímpico, ja devia estar sendo conversado entre os jogadores. Koff falou que eles reclamaram depois do jogo da LDU. Não se treinava lá diariamente. Isto era uma pressão interna... Sim, o jogador tem que estar preparado para isso...
  6. O mais importante. A ESTREIA. Coloquei no começo do texto meu currículo, para dizer que mesmo com toda minha experiência, a estreia é complicada. A ansiedade faz o jogo ficar mais travado em qualquer campeonato. Sempre que termina um jogo desses comentamos aliviados no vestiário que passou a estreia.

Agora, se já é complicado estrear normalmente, imaginem com tantas coisas complicando o dia a dia. Estrear numa Libertadores deve ser emocionante. Deve fazer o jogador passar o dia planejando o que tem que fazer... A ansiedade já é natural.... Agora, a experiência do dia a dia, o time leva para a hora do jogo. E isso potencializou a ansiedade, a insegurança a falta de entrosamento....
Confio no time do Grêmio. Os jogadores são sérios e dedicados, mas caíram numa armadilha neste jogo. O time chileno é ruim. E fez dois. Não haviam feito nenhum essa temporada contra outros chilenos. Nos dois gols, uma falha de posicionamento clara da nossa zaga... Nesse ponto vejo uns erros de planejamento do Grêmio. Deveria ter jogado com força máxima contra o Juventude. O jogo foi sábado. O time precisa jogar. Chegou na Libertadores com 3 jogos. É pouco. Tinha que ter colocado Saimon e Cris contra o Juventude. Os dois não se entenderam, e dali saíram os dois gols deles e outras que o Marcelo salvou.
Voltando para o Olímpico, tudo se acalma... tira-se o foco do problema que está sendo a Arena agora. Ganha-se a avalanche até que resolvam este outro impasse da Arena. O torcedor vai mais tranquilo pro jogo....Os jogadores terão uma rotina e se sentirão melhores. Ambiente calmo, jogador calmo.... ambiente seguro, jogador seguro....
Quanto ao Adriano, comentaram que o treino de terça-feira foi ótimo e que o Adriano é um baita marcador. Vamos dar um tempo a nossa ansiedade. Quem não estava ansioso e não gritou desesperado no jogo de ontem, e quando olhou o relógio estava no primeiro tempo ainda....
Vamos todos nos acalmar. Vamos acalmar o dia a dia dos jogadores. Temos um time bom e serio. E vamos torcer para o Pofexô parar de inventar.
Vale lembrar que não conheço nenhum jogador do Grêmio nem estou defendendo ninguém.Estou dando a opinião de quem vive isso. Estou em Floripa e sábado as 21:30 tenho jogo e ira passar na Sportv. Vocês poderão acompanhar a hora do jogo, mas a gente vive isso a semana toda. Um erro, e estaremos comprometidos sábado....e com varios erros?
Sim o jogador tem que estar preparado para isso.... mas não é tão simples assim....
Abraco galera...me ponho a disposição...

Roberto Minuzzi