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29 de novembro de 2017

Daniel Matador - Pela glória eterna

“Em consequência, um exército vitorioso ganha primeiro e inicia a batalha depois; um exército derrotado luta primeiro e tenta obter a vitória depois. Esta é a diferença entre os que têm estratégia e os que não têm planos premeditados.”
Sun Tzu, no secular manual de estratégia militar "A Arte da Guerra"



Caros

Poucas horas nos separam da glória eterna. A própria Conmebol tem utilizado esta alcunha para definir a edição deste ano da Taça Libertadores da América. Não há mais o que dizer. Não há mais o que treinar. Não há mais o que fazer. Somente entrar em campo no estádio La Fortaleza (que nome icônico para uma final de Libertadores!) e mostrar ao continente americano que o Grêmio está de volta para libertá-lo.

Sim, pois durante estes anos a América esteve sob o terrível jugo de várias agremiações que ousaram macular a sagrada taça. “La Copa se mira y no se toca”, esta é a lei. Pois profanos a tocaram, fazendo com que ela clamasse por ser libertada. Até mexicanos estiveram perto de repetir o gesto que De León fez no Olímpico Monumental ao erguê-la. Algo inimaginável e que teria de ser corrigido. Pois coube ao tricolor a missão de honrá-la novamente. Como já havia feito da última vez com o capitão Adílson na distante Colômbia, em frente a um Atanasio Girardot lotado.

Agora uma terceira geração terá a chance de vivenciar na pele como é ser dono da América. Renato Portaluppi galgou um posto reservado a raros escolhidos, o de poder ser campeão continental como jogador e treinador. Ainda mais raro pelo fato desse evento ocorrer pelo mesmo clube. E chegou lá por méritos maiúsculos. Sempre teve talento, como já havia demonstrado na campanha de 2008 pelo Fluminense, quando perdeu o título por detalhe. Renato, porém, amadureceu. Soube conjugar seu talento e malandragem com a sapiência dos grandes mestres. E reservou-lhe o destino a oportunidade ímpar de, além de tudo isso, elevar seu time do coração ao panteão dos deuses novamente.

Ah, esses deuses sacanas que tanto avacalharam a vida gremista nos últimos anos! Pois resolveram retribuir tudo com juros e correção monetária. Viram que somente um forte como o Grêmio seria capaz de suportar no osso um período de trevas tão cruel. Não bastou somente ungir-lhe com o pentacampeonato da Copa do Brasil no ano passado, também fez seu arquirrival ser rebaixado na mesma semana. E novamente pregaram suas peças, fazendo o mesmo arquirrival perder o título da divisão do inferno e o tricolor disputar a taça maior do continente dias depois. E com certeza debandaram-se do Olimpo para os céus argentinos, só para ver seu filho predileto retomar o que é seu por direito.

Nesta noite portenha, que nenhuma boca se abra, a não ser para louvar os feitos deste clube. Somente um gigante teria condições de reerguer-se de forma tão colossal. Seu adversário não tem nem uma ínfima parte de sua história. E não será agora que começará a construí-la. Portaluppi fez como Sun Tzu ensinou há séculos: venceu primeiro para depois enfrentar a verdadeira batalha. O incauto adversário provavelmente ache que perder primeiro para buscar a vitória depois possa ser possível. Talvez até fosse. Mas não hoje. Não contra Portaluppi. Não contra o Grêmio.

Que a noite termine na Argentina e uma nova era comece. Uma era que se inicie com os acordes de uma canção de guerra tocada por um exército tricolor e que incute o pavor no coração de todos que a ouvem: “GRÊMIO, GRÊMIO, NÓS SOMOS CAMPEÕES DA AMÉRICA”!

Saudações Imortais

28 de novembro de 2017

O futebol não é justo

Quando o River Plate abriu 2x0 contra o Lanus na Argentina, pelo segundo jogo da semi-final da Libertadores, a primeira coisa que pensei foi: um time com vários jogadores que caíram no doping não pode ser campeão. Naquele momento o River Plate na final era algo praticamente concreto pra mim.
O meu pensamento imediato era em relação a justiça. Naquele dia o Grêmio já havia jogado a primeira partida contra o Barcelona de Guayaquil e estava praticamente garantido na final. Pensar em uma final entre Grêmio e River naquele momento me deu, sim, certos calafrios. Mas a ânsia por justiça em relação ao campeão tomava conta dos meus pensamentos.
Logo após o jogo, que culminou com a eliminação do River Plate eu fiquei preocupada. Enxergava o Lanus como um time guerreiro, um clube pequeno, mas com muita qualidade e competência para disputar a final da maior competição da América.

Havia visto alguns jogos do Lanus. Não jogos inteiros, mas algumas partes. Time excelente. Bom entrosamento, toque de bola, agressividade e com muita calma pra ditar o jogo. Como ouvi essa semana logo após o primeiro jogo: ninguém chega na final da maior competição da América por convite. Se chega por capacidade.

Tendo em vista tudo isso, já imaginava um confronto difícil, mas a primeira partida escancarou algo que não estava previsto nos meus pensamentos.
Ninguém é bobo aqui, todos nós sabemos que os times argentinos possuem um "lugar especial no coração da Conmebol", mas chegar ao ponto de tanto benefício, nunca vi.
Após o jogo fiquei uns 3 ou 4 dias inconsolável. Ver o que vi naquele dia na Arena me "desgraçou a cabeça", como digo. Aquele cartão amarelo do Kannemann, aquele pênalti não marcado e aquela arbitragem de segurar o jogo.... Foi demais pra mim.
Nos dias seguintes ao jogo comecei a receber e ler notícias de favorecimentos anteriores nessa competição ao Lanus. Pênaltis não marcados contra eles nas quartas, semi e final, além de uma relação "estranha" entre a diretoria do time argentino e a Conmebol. E mais: promessas de agressão aos gremistas na Argentina.

Todo esse turbilhão me fez pensar novamente na justiça. Não seria justo um time que age de forma desonesta nos bastidores ganhar essa Libertadores. 
Eu aceito perder no campo, por mais doloroso que seja, mas eu aceito. Não aceito perder nos bastidores.
Mas o futebol não é justo.

A última final de Libertadores nós perdemos no campo. O futebol foi justo aquela vez, temos que reconhecer. O Boca tinha um time mais qualificado que o nosso. Tínhamos um time com vontade, mas sem qualidade. O futebol foi justo dessa vez, nós querendo ou não.
O futebol foi justo em 2005, naquele título inacreditável da Série B, onde estávamos sendo prejudicados de uma forma inacreditável. O futebol foi justo ano passado, quando tínhamos o melhor time da competição e conquistamos o Penta da Copa do Brasil.

Mas o futebol não é justo. 
Não foi justo naquela Libertadores de 2002 onde fomos roubados dentro de casa, na semifinal, contra o Olímpia, que acabou conquistando o título.
Não foi justo na final do Campeonato Brasileiro em 1982 contra o Flamengo, onde tivemos um pênalti escandaloso em casa, que nos levaria a disputa de pênaltis na final, mas não foi marcado.
Não foi justo em 2006, quando o Nacional do Uruguai teve 2 gols mal anulados no Beira-Rio nas quartas-de-final da Libertadores, que acabou com o título colorado naquele ano.

Se o futebol fosse justo, esse título da Libertadores da América 2017 seria nosso. Nós trabalhamos o ano inteiro de forma correta para conquistar esse título. Nós estamos trabalhando de forma correta de uns anos pra cá.
Eu não sei se o TRI virá, mas tenho orgulho de dizer que nunca vi meu time ganhar título por ser "ajudado pela arbitragem".


23 de novembro de 2017

Daniel Matador - Não é fácil libertar a América

Grêmio 1 x 0 Lanús

Cícero saiu do banco para marcar o gol que pode iniciar a libertação da América
Caros

Este não é um post pós-jogo tradicional, daqueles que costumamos fazer após os jogos. Isso porque, dada a relevância do evento, todos os blogueiros estiveram na Arena para ver com seus próprios olhos a história acontecer. Em campo, o que se presenciou foi um jogo nervoso, como só os jogos de Libertadores sabem ser. Principalmente em tratando-se de uma final entre brasileiros e argentinos. O time do Lanús, ressalte-se é MUITO bem armado. Soube se comportar de maneira manhosa e jogou fechadinho, lançando-se por vezes em contra-ataques para tentar surpreender. Em dois lances no primeiro tempo, inclusive, Grohe teve de fazer milagres para garantir que os cordéis tricolores não fossem balançados.

O ponto negativo, por óbvio, foi a atuação da arbitragem. O árbitro Julio Bascuñan foi tendencioso e mal intencionado desde o início. Kannemann sofreu falta e, inexplicavelmente, levou cartão amarelo, ficando de fora da grande final na Argentina. Há relatos de que o zagueiro, após o término da partida, quis invadir o vestiário da arbitragem para tirar "bater um papinho" com os apitadores. Ramiro sofreu pênalti (cuja materialidade até pode ser contestada), mas o apitador sequer tencionou assinalar algo. No último lance do jogo, Jael sofre um pênalti escandaloso. Mesmo tendo a possibilidade de valer-se do VAR (o tão propalado recurso de vídeo, utilizado inclusive para assinalar o pênalti que deu a classificação ao Lanús para as finais da Libertadores diante do River Plate), o elemento optou por não fazê-lo e encerrou a partida. Nunca, jamais, em toda a história recente da Arena, um roubo foi tão escancarado.

Mesmo com tudo conspirando contra, o Grêmio mostrou porque já ergueu duas vezes a taça maior do continente. E porque é temido em toda a América. O contestado Jael havia entrado no lugar de Barrios. Cícero, que veio com contrato de risco para o tricolor, também havia ingressado no segundo tempo. Pois quis o maroto destino que Jael escorasse de cabeça e desse a assistência para Cícero vencer o catimbeiro goleiro do Lanús, rompendo o ferrolho armado pelos argentinos.

A vantagem é pequena? Em números, talvez. Mas torna-se gigante ao analisarmos todo o contexto em que esta Libertadores está inserida. O presidente Romildo, na coletiva pós-jogo, deixou muito clara sua indignação com tudo que ocorreu, dizendo que o Grêmio tomará suas providências para que este episódio não passe em branco, bem como não ocorram mais "falhas" semelhantes no jogo de volta.

Polêmicas à parte, resta a nós, torcedores, vibrarmos pela vitória e continuarmos acreditando neste grupo. Renato já mostrou que amadureceu e montou uma equipe que não treme em decisões. Que possamos todos ver, na próxima semana, Geromel encarnar o espírito de seus parceiros de zaga De León e Adilson, imortalizando-se também no panteão dos ídolos tricolores que ergueram a glória maior da América.

Saudações Imortais

1 de novembro de 2017

Daniel Matador - Grêmio na final da Libertadores!

Grêmio 0 x 1 Barcelona de Guayaquil

O capitão Geromel alça voo para libertar a América.

Caros

Assim como o peixe precisa da água para viver, o ser humano precisa de ar para respirar. Só que, para alguns seres humanos, somente o ar não é suficiente para mantê-los vivos sobre a face da Terra. Aqueles que fardam azul, preto e branco só tornam-se plenos ao respirarem o ar especial dela, a Taça Libertadores. O torneio mais fantástico do planeta é o oxigênio que gremistas necessitam para viver. Eles a respiram. Vivem dela. Matam por ela. Morrem por ela. Se, assim como na cantiga popular, um peixe vivo não pode viver fora da água fria, também os tricolores não podem viver fora da Libertadores da América.

No primeiro dia de novembro, o Grêmio concedeu mais algumas lufadas deste oxigênio para sua torcida. Garantiu alguns quinhões de vida para os adeptos do manto tricolor. Antes mesmo de Renato fazer seus comandados ingressarem em campo, a notícia da renovação de Luan até 2020 era mais um componente a fortalecer o clima da noite. Jaílson era mantido como titular e Cícero era a grande novidade, jogando inicialmente na posição de Barrios, que para por alguns dias para tratar um desconforto muscular. Mas tudo isso era secundário. Porque mais um capítulo da epopeia gremista na Libertadores 2017 começava a ser escrito na Arena do Grêmio.

1º Tempo: Grêmio 0 x 1 Barcelona de Quayaquil

O Barcelona entrou em campo com um fardamento feio pra cacete. Os primeiros 10 minutos serviram para os times estudarem-se mutuamente, porém com intensidade. Aos 12, uma primeira BLITZ tricolor, porém sem chance clara de gol. Aos 15, o primeiro chute perigoso, com Arthur. A bola passou próxima à trave direita do gol equatoriano. Aos 20, excelente chegada e, após bate e rebate, Luan emenda um CHUTAÇO de voleio na altura da meia-lua e o goleiro salva para escanteio! Aos 25, o jogo estava tão AMORCEGADO que Kannemann até cavou uma falta sem bola e um cartão para Esterilla.

O time de Guayaquil não havia levado perigo ao gol de Grohe até então, mas sentavam o sarrafo sob a complacência do árbitro. Aos 31, o primeiro chute a gol deles, que Grohe encaixou firme. Até que, quase aos 33, Caicedo cruzou da esquerda e Alvez emendou de primeira, de canhota, para abrir o placar. Aos 35, grande cruzamento de Fernandinho pela esquerda, com Cícero cabeceando LIVRE e perdendo um gol incrível! Aos 45, grande arrancada de Luan, que avançava livre, porém se perdeu com a bola no último lance. E o time foi para o intervalo com o placar adverso.





2º Tempo: Grêmio 0 x 0 Barcelona de Quayaquil

Nem um minuto passado e Cícero já recebia boa bola, porém bateu cruzado e mascado. E aí iniciou-se uma blitz e uma série de escanteios contra o gol de Banguera. Aos 10, Esterilla girou em cima de Cortez e chutou, com a bola batendo no poste! Logo após esse lance, Fernandinho saiu para a entrada de Everton. Aos 18, Luan bateu cruzado e a bola passou na frente da área sem ninguém para concluir. Aos 22, Cícero recebeu a bola logo após a intermediária, avançou e chutou EM CIMA do goleiro! Aos 25, o próprio Cícero saiu para a entrada de Jael, o Cruel. Aos 27, Luan bateu colocado, mas a bola saiu.

Aos 28, grande jogada e cruzamento de Edilson, porém a bola passou por baixo do pé de Ramiro, em um lance incrível! Aparentemente, o Grêmio havia tomado conta do jogo após a entrada de Jael. Aos 32, após cruzamento de Cortez, Jael cabeceou e a bola beijou o poste! Aos 38, Edilson emendou uma quinta marcha e CARIMBOU um zagueiro, com a bola indo a escanteio. Aos 39, Ramiro saiu para a entrada de Michel. Aos 41, Luan aparava bola quase dentro da área, de frente para o gol, porém a mesma bateu no braço. A partir daí, só o que importava era deixar o relógio correr. O árbitro deu 4 minutos de acréscimo e encerrou a partida. O Grêmio está na final da Libertadores da América!





Como jogaram:

Grohe: sem culpa no gol que sofreu. Algumas boas intervenções. Nota 6
Edílson: bem abaixo da performance apresentada no Equador, quando foi um dos melhores em campo. Nota 4
Geromel: foi bem, apesar de ter sido envolvido em um ou outro lance. Nota 7
Kannemann: muito bem, jogou como se joga na Libertadores. Nota 8
Cortez: foi envolvido em alguns lances e não conseguiu contribuir muito no apoio. Nota 4
Jaílson: começou muito bem, mas aos poucos deixou muito espaço na frente da área. Nota 6
Arthur: um dos mais ativos no jogo. Nota 7
Ramiro: completava hoje 200 jogos pelo clube, mas não fez boa apresentação. Saiu para a entrada de Michel. Nota 3
Luan: outra boa jornada, foi um dos esteios do meio de campo. Nota 7
Fernandinho: pouco operante. Teve apenas uma boa jogada, o lançamento para o gol perdido por Cícero. Nota 3
Cícero: foi escalado como centroavante (?) e perdeu um gol incrível no primeiro tempo. Teve outra grande chance no segundo e também perdeu. Nota 3

Everton: entrou no lugar de Fernandinho. Bons lances, mais participativo. Nota 6
Jael: entrou no lugar de Cícero. Por incrível que pareça, entrou bem e quase fez um gol. Nota 6
Michel: entrou no lugar de Ramiro, na finaleira. Sem nota

Renato Portaluppi: errou na escalação de Cícero, que mostrou-se improdutivo. Mas soube como ninguém comandar um time que, após uma década, chega novamente a uma final de Libertadores. Tem méritos. Nota 6

Arbitragem: o trio foi chileno, composto pelo apitador Roberto Tobar e pelos assistentes Carlos Astroza e Cristhian Schiemann. A ressaltar mais um pioneirismo gremista: a primeira partida de futebol realizada em solo brasileiro utilizando o VAR (o árbitro de vídeo, utilizado para sanar lances duvidosos e polêmicos). Só que não adiantou muito, pois escolheram um apitador por demais incompetente para apitar uma partida tão importante. O ananá deixou o pau comer solto. Fraquíssimo.

Diferentemente do que alguns ananás falaram e escreveram durante a semana, Libertadores nunca é fácil. E o Barcelona fez valer sua trajetória na competição esse ano, quando sempre acabava jogando melhor fora de casa. Foi um adversário duríssimo e valorizou demais a passagem gremista para a finalíssima da competição continental. Agora nada mais importa. Tem Grêmio x Lanús lutando pela glória suprema de libertar a América. E NÓS VAMOS ACABAR COM O PLANETA!!!

Saudações Imortais

25 de outubro de 2017

Daniel Matador - 3 a 0, fora os ameaços!

Barcelona de Guayaquil 0 x 3 Grêmio

Barrios e Luan comemoram um dos gols tricolores na noite equatoriana.

Caros

Era noite de Libertadores. Mas não uma noite qualquer. Era uma noite que anunciava o primeiro embate entre o equatoriano Barcelona e o Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense pela honra e direito de disputar a final da Taça Libertadores da América. Renato acabou não promovendo a entrada de Michel como titular, dando espaço para Jaílson. Por outro lado, Luan começou o jogo. O tricolor pisava no gramado do estádio Isidro Romero trajando sua tradicional camisa, porém acompanhada de um mítico calção BRANCO.

Primeiro tempo: Barcelona de Guayaqui 0 x 2 Grêmio

Com menos de 30 segundos de jogo, Ariel (aquela naba que jogou nos segundinos) finalizou um cruzamento rasteiro que veio da esquerda. Sorte que a bola subiu demais. Pouco mais de um minuto havia se passado e o Grêmio deu um arremate com Luan que desviou na zaga, respondendo ao time da casa. Aos 6, em lance raríssimo, Geromel perde uma disputa e o atacante equatoriano avança até a área pela esquerda e chuta, porém para fora. Até que, aos 8 minutos, Cortez fez grande jogada pela ponta esquerda e cruzou para trás. Luan chegou e chutou DE CHAPA, com a bola dando um leve desvio na zaga e morrendo na rede!


Aos 15, em cobrança ensaiada de escanteio pelo lado direito, Luan largou para Fernandinho, que emendou um PETARDO, mas o goleiro defendeu. Aos 20, em cobrança de falta, Edílson emendou um PATAÇO que deixou o goleiro sem reação e aumentou o placar! O estádio Isidro Romero, neste momento, era um CEMITÉRIO, o Barcelona era o cadáver e o Grêmio era o coveiro!


Aos 30, Grohe fez grande defesa após perigoso cruzamento da direita. Aos 35, arremate de Esterilla após passe de Oyola, mas a bola subiu demais. Aos 41, Ariel aparou cruzamento, porém o máximo que conseguiu foi descolar um escanteio. E terminou assim a primeira etapa.





Segundo tempo: Barcelona de Guayaqui 0 x 1 Grêmio

Menos de um minuto de bola rolando e Grohe já defendia um arremate de CALCANHAR de Díaz. Aos 3 minutos, MILAGRE do arqueiro tricolor em chute de Ariel! Uma defesa simplesmente ESPETACULAR! E aos 8, em grande jogada de Edilson pela direita, que cruzou para trás, Luan emendou de primeira e meteu mais um prego no caixão do Barcelona!


 Aos 14, Edílson saiu para a entrada de Léo Moura. Aos 15, Días arrematou de frente para o gol, porém a bola subiu. Aos 19, cruzamento de Léo Moura para arremate de Barrios, mas a bola foi para fora. Aos 28, chute do Barcelona que foi rebatido pela zaga. Aos 32, Jaílson saiu para a entrada de Michel. Aos 33, Luan tentou um chute de fora da área e quase marcou um golaço.

Aos 34, Ramiro deu um tapa na bola, mas ela acabou saindo. Aos 36, Cícero fez sua estreia e entrou no lugar de Barrios. Aos 43, o mesmo Cícero perdeu uma chance incrível de marcar o quarto gol. Na sequência, contra-ataque perigoso do Barcelona, que Grohe defendeu. A arbitragem deu mais 4 minutos de acréscimo, que serviram somente para aumentar o sofrimento equatoriano. Porque, ao final, o time gremista saiu de campo vitorioso.





Como jogaram:

Grohe: grandes defesas e, pelo menos, um milagre. Nota 10
Edílson: em jogos como esse, acaba fazendo prevalecer sua catimba. Fez um gol importantíssimo e deu a assistência para outro. Saiu para preservar-se, com Léo Moura entrando em seu lugar. Nota 9
Geromel: o capitão foi seguro como sempre. Nota 8
Kannemann: ganhou praticamente todas as jogadas, tanto por baixo quanto pelo alto. Nota 9
Cortez: grande jornada, foi o dono da lateral esquerda. Excelente jogada para o gol de Luan. Nota 8
Jaílson: não comprometeu, principalmente considerando a dimensão da partida. Saiu para a entrada de Michel. Nota 6
Arthur: os equatorianos ficaram a noite inteira tentando pegá-lo e não conseguiram. É craque, joga demais. Nota 8
Ramiro: discreto, porém eficiente na função tática. Nota 5
Luan: voltou muito bem contra o Corinthians e mostrou o motivo de ser diferenciado, abrindo o placar e fechando também. Nota 10
Fernandinho: sem grandes contribuições ofensivas. Nota 4
Barrios: apesar de auxiliar na marcação adiantada, não fez grande partida. Nota 4

Léo Moura: entrou no lugar de Edílson. Manteve um bom ritmo na lateral. Nota 6
Michel: entrou no final, para ganhar ritmo. Sem nota
Cícero: entrou na finaleira e chegou a perder um gol na cara do goleiro. Sem nota


Renato Portaluppi: a maiúscula vitória em Guayaquil passa por ele. Não é só um motivador, é uma entidade que entende como poucos a grandiosidade da América. Nota 9

Arbitragem: o trio era argentino, formado pelo apitador Nestor Pitana, auxiliado pelos compatriotas Hernan Maidana e Juan Pablo Belatti. Não tiveram trabalho, pois o Grêmio dominou o jogo.

Se há algum clube talhado para joga a Taça Libertadores da América, este clube é o Grêmio. Nenhum outro tem correndo em suas veias um sangue tão pulsante pela libertação do continente quanto aquele que enverga as cores azul, preta e branca. E esta noite em Guayaquil serviu para reconhecer isso. Um time soberbo, que sobrou em campo. No campo do adversário, ressalte-se. América, prepare-se para ser novamente libertada. O tricolor está chegando.

Saudações Imortais

20 de setembro de 2017

Daniel Matador - Façanhas

Grêmio 1 x 0 Botafogo

Barrios fez o gol salvador da classificação tricolor.

Caros

Era noite de Libertadores na Arena. Nenhum jogo de Libertadores é comum, apesar de que sempre haverá aqueles embates mais importantes e decisivos que outros, principalmente nas fases de mata-mata. Em jogo estava a passagem para a fase semifinal da mais mítica e lendária competição da América. O Botafogo, muito bem conduzido desde o ano passado por Jair Ventura, recebeu a alcunha de "exterminador de campeões", por haver batido em fases anteriores clubes que já ergueram a taça, como Coco-Colo, Olimpia, Atletico Nacional, Estudiantes e Nacional do Uruguai.

O tricolor teve uma decisão logo no início, antes do jogo começar. Luan, que desfalcou o time nas últimas semanas, não teve condições de iniciar a partida, mas ficou no banco. Geromel, outro que desfalcou a equipe por conta de lesão, voltou envergando a braçadeira de capitão. Michel, que havia cumprido suspensão no jogo anterior, retornou para este embate decisivo. Porque era noite de Libertadores.


1º Tempo: Grêmio 0 x 0 Botafogo

O jogo começou tenso e, logo aos 4 minutos, Cortez emendou um SAPATAÇO de longe e a bola passou muito perto da forquilha direita de Gatito Fernandez. Aos 8, após escanteio, Grohe fez um milagre e salvou. Aos 13, Fernandinho driblou dois marcadores e chutou de longe, mas sem grande perigo. Aos 20, Fernandinho recebeu bola na área, girou e chutou NO TRAVESSÃO!!! Aos 24, Roger recuperou uma bola no ataque, driblou Kannemann e chutou forte, para grande defesa de Grohe!!! Na sequência, outra pancada do Botafogo que bateu no poste, em chute de Bruno Silva. O time carioca batia à vontade e o árbitro era um cagalhão que não marcava nada.

Aos 33, em cobrança de falta, Grohe fez outra defesa espetacular. Aos 37, algo nada convencional: Renato tirou Léo Moura e colocou Everton. Aos 42, outro PETARDO de Fernandinho, que passou perto da trave direita de Gatito. Aos 45, Everton abriu espaço no lado esquerdo e chutou, com a bola passando próxima à trave direita. E o árbitro apitou para encerrar um primeiro tempo muito nervoso.




2º Tempo: Grêmio 1 x 0 Botafogo

O time retornou após o intervalo sem modificações em relação ao que havia encerrado a primeira etapa. No primeiro minuto, Michel aparou de cabeça cobrança de falta e quase mandou na gaveta, não fosse Gatito ter defendido com a ponta dos dedos e mandado para escanteio. Aos 10, primeira chegada do Grêmio na pressão, como tem sido sua característica desde o início do ano e não aparecia nesse jogo. Aos 16, após escorada de cabeça de Barrios, a bola sobrou para Cortez na esquerda, que cortou o marcador e chutou para defesa de Gatito. Até que, aos 18, em cobrança de falta sofrida por Fernandinho, o matador Lucas Barrios marcou de cabeça e abriu o placar!!!

Aí o jogo parou e o Grêmio fez o que tem de ser feito nessas horas: começou a amorcegar o jogo. Aos 35, Barrios teve de sair com dores e Jaílson entrou. Aos 40, em cobrança de escanteio, perigosa cabeçada do Botafogo que saiu pelo lado direito de Grohe. Renato recuou o time e jogava para garantir o resultado. O Botafogo tentava meter pressão e deixava alguns espaços na defesa. Aos 45, Ramiro saiu para a entrada de Luan, na famosa substituição para ganhar tempo. O árbitro deu 4 longos minutos de acréscimo, mas já não tinha mais jogo. O Grêmio amorcegou até o final e despachava o "exterminador de campeões". Porque esta terra tem dono. E ele veste azul, preto e branco.




Como jogaram:

Grohe: fez ao menos duas grandes defesas na primeira etapa. Seguro no segundo tempo. Nota 8
Edilson: abaixo da média, mas tentou compensar ao final com raça. Nota 6
Geromel: mesmo descontado após período de lesão, é um zagueiro acima da média. Nota 8
Kannemann: surpreendentemente, falhou em alguns lances. Partida muito nervosa. Ao final, compensou salvando os perigosos avanços do adversário. Nota 7
Cortez: tentou alguns avanços, mas sem muito sucesso. Mas não faltou empenho. Nota 6

Michel: muito abaixo do normal. Nota 5
Arthur: meio sumido na primeira etapa, melhorou muito no segundo tempo. Nota 7
Ramiro: ficou aquém do que pode render. Saiu para a entrada de Luan. Nota 5
Léo Moura: não rendeu. Tanto que saiu antes do intervalo para a entrada de Everton. Nota 4
Fernandinho: um dos melhores em campo. E ainda sofreu a falta que originou o gol de Barrios. Nota 9
Barrios: um predestinado. Quem tem centroavante em campo não morre. Seu gol salvou a noite, o mês e pode salvar o ano. Nota 10

Everton: entrou no lugar de Léo Moura, ainda no primeiro tempo. Ao cair pela esquerda e liberar Fernandinho na direita, deu novo ritmo ao time. Nota 6
Jaílson: entrou no lugar de Barrios, na finaleira. Sem nota
Luan: entrou no lugar de Ramiro, só para ganhar tempo. Sem nota

Renato Portaluppi: teve que abrir mão de escalar Luan para iniciar o jogo e optou por Léo Moura. Só que teve de mudar sua convicção no primeiro tempo, pois o veterano não rendia o esperado em campo. A mudança surtiu efeito e a vitória veio. Nota 9

Arbitragem: o trio de atrapalhadores de jogo era argentino, sendo o apitador-mor Patrício Loustau e seus auxiliares Juan P. Belatti e Ezequiel Brailovsky. Não comprometeram de forma cabal, mas deixaram o Botafogo bater à vontade. Fraquinhos.

O Botafogo pisou na Arena com a alcunha de "exterminador de campeões". Só que ele não havia enfrentado o mais mítico dos campeões da América. O Grêmio voltou a vencer uma partida da forma que a Libertadores é vencida: na raça e no suor. Que grande noite em Porto Alegre, em pleno feriado da Revolução Farroupilha. O tricolor está novamente nas semifinais da maior competição do continente. Sirvam nossa façanhas!

Saudações Imortais

9 de agosto de 2017

Grêmio 2x1 Godoy Cruz: queremos a Copa

Entrávamos em campo na data de aniversário de 2 anos do Grenal dos 5x0, e em noite de provável despedida de Luan, brilhou a estrela de Pedro Rocha.
Vamos ao jogo.


1º Tempo: Grêmio 1 x 1 Godoy Cruz

O jogo começou com uma boa chance do adversário logo aos 4 minutos e Grohe já teve que fazer uma grande defesa. Aos 7 minutos em cobrança de escanteio do Godoy Cruz, Michel cabeceou pra trás dentro da pequena área e Grohe teve que fazer novamente uma defesa difícil.
Aos 13 minutos o adversário abriu o placar: Correa chutou de fora da área e encobriu Grohe, que estava um pouco adiantado. 1x0 pra eles.
Aos 16 minutos o Grêmio tentou responder com Luan de fora da área. O goleiro fez boa defesa e a bola bateu na trave. Logo em seguida, Pedro Geromel colocou a bola na rede, mas estava impedido. Gol anulado.
O Grêmio tentava se impor e achar espaços, o que não tinha feito até levar o gol.
O gol de empate finalmente saiu aos 30 minutos em insistência e troca de passes. O goleiro Burrián soltou a bola, Barrios recuperou e passou pra Pedro Rocha dentro da área, que chutou pra dentro de gol. Grêmio 1x1 Godoy Cruz.
Aos 43 minutos Barrios chutou na trave após bela troca de passes, mas de qualquer maneira estava impedido. Nessa altura do jogo os jogadores do Godoy Cruz começaram a bater, e o árbitro assistia sem fazer nada. Aos 46 minutos terminou o primeiro tempo.


2º Tempo: Grêmio 1 x 0 Godoy Cruz

O Grêmio voltou com vontade, e logo aos 4 minutos teve boa chance com Pedro Rocha, mas o zagueiro adversário aliviou pra fora. Logo no minuto seguinte, pênalti não marcado em cima do mesmo Pedro Rocha. Desde o primeiro tempo já sabíamos que o árbitro estava fechando os olhos contra nós.
Aos 11 minutos Maicon levou um carrinho criminoso no meio campo. O juiz mandou seguir e ainda deu amarelo para nosso meio-campo. Nessa altura o árbitro já queria ser a estrela do jogo.
Logo em seguida, aos 14 minutos, Pedro Rocha fez o segundo gol do Grêmio em ótimo contra-ataque, com uma subida espetacular de Pedro Geromel. Barrios chutou em gol, a bola bateu na trave e nosso camisa 9 aproveitou a sobra! Grêmio 2x1 Godoy Cruz.
Aos 29 minutos Renato fez a primeira substituição: tirou Maicon e colocou Arthur. Logo depois, aos 31 minutos, a segunda substituição: saiu Ramiro e entrou Fernandinho.
O jogo chegava aos 40 minutos com superioridade Tricolor. O Godoy Cruz pouco chegava, e quando nós chegávamos, era com perigo. Nesse momento saiu Pedro Rocha (muito aplaudido, obviamente) e entrou Marcelo Oliveira, para povoar mais o meio campo e segurar o adversário.
Como de costume, o time argentino não aceitava a derrota e começou a armar confusão.
E aos 46 minutos o árbitro deu o segundo amarelo para Michel, que foi expulso. Aos 48 minutos, fim de jogo.

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Jogo difícil como legítimo jogo de Libertadores. Vaga garantida para as quartas de finais. Depois da vitória de 1 a 0 na Argetina, Grêmio 2x1 Godoy Cruz na Arena.
#RumoAoTri #QueremosACopa


Como jogaram:

Marcelo Grohe: duas grandes defesas no início do jogo, levou um gol em uma falha. Nota 6.
Léo Moura: qualidade de sempre no apoio e na defesa. Nota 8.
Pedro Geromel: seguro e preciso como sempre. Nota 8.
Kannemann: o Kãonnemann de sempre. Nota 8.
Bruno Cortez: Como sempre não foi muito cortês com os adversários. Nota 7
Michel: meio perdido. Levou cartão bobo. Nota 6.
Maicon: boa participação, com bons passes. Nota 7.
Ramiro: muito participativo, fez boas jogadas pelo lado direito no primeiro tempo. Nota 7.
Luan: com fome de jogo, foi pra cima, driblou, procurou o jogo. Nota 9.
Pedro Rocha: bagunçou a zaga adversária, driblou, foi pra cima e ainda fez 2 gols. Nota 10.
Lucas Barrios: participou diretamente dos 2 gols. Nota 8.

Arthur: mesmo entrando aos 29 minutos da etapa final, produziu como sempre. Nota 7.
Fernandinho: bom ímpeto. Nota 6.
Marcelo Oliveira: pouca participação. Nota 4.


Escalações:

Grêmio: Marcelo Grohe, Léo Moura, Pedro Geromel, Kannemann e Cortez, Michel, Maicon (Arthur), Ramiro (Fernandinho) e Luan, Pedro Rocha (Marcelo Oliveira) e Lucas Barrios. Técnico: Renato Portaluppi

Godoy Cruz: Burrián, Abecacis, Galeano, Olivarez, Angileri, Rodríguez (Verdugo), Henríquez (Facundo Silva), Giménez, Garro (González), Correa e Garcia. Técnico: Maurício Larriera.


Arbitragem: Enrique Cáceres (PAR), Eduardo Cardozo (PAR) e Juan Zorilla (PAR)


Público total: 38.797

4 de julho de 2017

Vitória grandiosa de Libertadores

Godoy Cruz 0 x  1 Grêmio

Primeiro tempo: 0 x 1

Com um início avassalador (aos 44 segundos) , em jogada espetacular de Pedro Rocha, Ramiro sem marcação dentro da área só tem o trabalho de mandar a bola para o fundo das redes. Começo de jogo melhor impossível.
Aos seis minutos, Edilson chuta de fora da área mas a bola passa longe da goleira. Por falta forte em Cortez, o jogador argentino recebe cartão amarelo. Aos 16 minutos, novo cartão amarelo para um  jogador do Godoy por simulação de pênalti. O jogo segue tranquilo e sem perigos para a meta de Grohe. Por sua vez, o Grêmio prossegue sempre buscando o ataque. E sai o terceiro cartão amarelo para Fabian Henriques por falta forte. Os argentinos não economizam em distribuir sarrafadas maldosas. A chuva aperta e Edílson manda uma bomba no travessão em cobrança de falta. O Godoy se defende como pode. O tricolor pressiona com insistência no ataque encurralando o adversário no seu próprio campo. Aos 30 minutos, aproveitando-se de uma bobeada de Ramiro em erro de passe, os argentinos se assanham e quase marcam não fosse a defesa espetacular de Marcelo Grohe. O jogo segue truncado e muito disputado no meio campo. Aos 39 minutos, Pedro Rocha quase amplia o placar. Logo depois o time argentino devolve e assusta a torcida gremista com uma cabeçada que passa rente ao travessão.  
Aos 40 minutos, Lucas Barrios perde o segundo gol em cima do goleiro que espalma a bola no susto. Quase ao final,  jogador argentino disputa uma bola com Grohe e deixa como herança um corte profundo no joelho do arqueiro . Uma partida que parecia ser fácil no início, não teve tantas facilidades como se pensava.. Na primeira meia hora o Grêmio foi o senhor das ações, mas depois disso o Godoy Cruz engrossou a fervura distribuindo bordoadas e endurecendo na marcação.
...............

Segundo tempo: 0 x 0

No segundo tempo, o Godoy voltou querendo ser gente grande. Nos primeiros cinco minutos deteve a posse de bola e conseguiu chegar ao ataque  envolvendo o time do Grêmio. O Tricolor reage e consegue uma falta próximo da área. Edílson bate na barreira e os argentinos saem no contra ataque. Então, o grande Geromel acaba com a festa em cortada certeira. O jogo é lá e cá. Insistência dos dois lados.
IMPRESSIONANTE!!!!!!!!!!!!
O Grêmio escapa de levar o gol num fuzuê dentro da área. A bola rebate em Marcelo que consegue afastar o perigo. O Grêmio consegue recuperar o domínio e volta a mandar no jogo. Aos 20 minutos, Éverton substitui Pedro Rocha. Os argentinos apertam a marcação e dificultam a vida dos gremistas. Renato mexe novamente e troca Barrios por Fernandinho. Em cobrança de falta, Luan alça a bola na área e consegue escanteio. Aos 33 minutos, Marcelo faz defesa espantosa em cabeçada fulminante do atacante argentino. O juiz amarela Correia por falta forte em Ramiro. O time não mostra a qualidade costumeira mas se desdobra em campo para manter a vitória fora de casa. No final, os cruzenses assustam com um chute rente a trave. O Grêmio se segura em mais um jogo de guerra da Libertadores. Ao apito final, os jogadores ensaiam uma encrenca com o adversário, mas Geromito coloca ordem na casa.
Vitória fora de casa com placar econômico, mas gigantesca. 
...............

Como jogaram:

Grohe: quase perfeito. Nota 9
Edilson: raçudo como sempre. Nota 7
Geromel: firme e eficiente como sempre. Nota 8
Kannemann: argentino genuíno, não perde a viagem. Nota 8
Bruno Cortez: ficou mais na defesa. Nota 6
Michel: combativo. Nota 7
Arthur: firmeza e personalidade. Nota 7
Ramiro: autor do gol, mas discreto. Nota 7
Luan: boa movimentação, apesar da marcação cerrada. Nota 7
Pedro Rocha: criou a jogada do gol e muito participativo. Nota 7 
Lucas Barrios: discreto. Nota 6

Éverton: pouco fez. Sem nota
Fernandinho: pouco fez. Sem nota
Jaílson: ajudou a segurar a vitória. Sem nota

Renato Portaluppi: fez o simples, o óbvio e  o planejado. E venceu... Nota 8


Arbitragem: Victor Carrillo (PER) auxiliado por Jonny Bossio e Coty Carrera (peruanos). Permitiu as bordoadas à vontade dos argentinos. No geral foi bem. 


14 de junho de 2017

Sorteio das oitavas de final: Libertadores da América 2017

Hoje, a partir das 21h, será realizado o sorteio das oitavas de final da Libertadores da América 2017 na sede da Conmebol em Luque. A partir do resultado do sorteio, também ficará definido o caminho para o Tri da América.

O sorteio será usado pela primeira vez pela Conmebol. Antes, a entidade definia os confrontos com base na campanha da fase de grupos. O melhor primeiro colocado enfrentava o pior segundo, e assim por diante. Nesta edição, o desempenho decidirá apenas a ordem das partidas. 
Como temos a terceira melhor campanha geral entre os primeiros colocados, podemos decidir os jogos sempre em casa, exceto em uma eventual final contra o Lanús ou Atlético-MG, onde decidiríamos fora.

As partidas de ida estão marcadas para os dias 4, 5 e 6 de julho. E as partidas de volta estão marcadas para os dias 8, 9 e 10 de agosto. 

O sorteio hoje será da seguinte maneira: 
São dois potes. No pote número 1 ficam os oito primeiro colocados, no pote número 2 ficam os oito clubes que avançaram em segundo lugar. Os clubes que classificaram em segundo lugar serão sorteados e ocuparão as chaves de A a H. Em seguida, serão sorteados seus adversários, retirados do pote 1. 


POTE 1 (primeiros colocados)
Atlético-MG
Lanús
Grêmio
River Plate
Palmeiras
Santos
Botafogo
San Lorenzo


POTE 2 (segundos colocados)
Godoy Cruz
Guaraní-PAR
Emelec
Barcelona de Guayaquil
Atlético-PR
The Strongest
Jorge Wilstermann
Nacional-URU




27 de maio de 2017

MW Tático - Análise de Grêmio 4 x 0 Zamora



O jogo, que era para ser tranquilo, se confirmou. Isso se deveu ao Grêmio massacrante, com domínio do jogo, com Luan (como sempre participativo), com Pedro Rocha em noite de Mineirão e uma boa estreia de La Gata Fernández. Nem analisarei Arthur, pois é chover no molhado (novamente uma acuracidade de mais de 90% dos passes).

Luan é o dono do time, o que mais se movimenta, o que mais participa, o jogador que faz o time rodar. Apesar de ter começado o jogo pela extrema direita, na linha de três meias, com Gata pelo meio e Pedro Rocha na esquerda, ele se movimentou por todo o jogo. Para se ter uma ideia, das três maiores trocas de passes, Luan está envolvido nas três:
Cortez para Luan = 12 passes
Michel para Luan = 11 passes
Gata para Luan = nove passes




E isso significa que ele é intenso, que é o jogador que mais procura jogo, que é o mais procurado. O time confia nele, sabe que quando ele pega ele atrairá a marcação, e vai liberar espaços. Vemos isso muito claro nos dois primeiros gols. No primeiro ele lança Pedro Rocha no meio e parte para receber na área. No segundo ele recebe no meio, abre na extrema direita para receber novamente, abrindo o corredor para Gata ir na para área, onde Pedro Rocha o acha em um lindo passe. Não sou eu que estou dizendo, e sim o Footstats, ao elegê-lo o melhor jogador da primeira fase da Libertadores.









Pedro Rocha aproveitou a fragilidade do adversário e teve seu melhor jogo do ano. Ele e Cortez movimentaram-se e trocaram muitos passes, inclinando o jogo mais pela esquerda, conforme gráfico de passes abaixo. Assistência para o primeiro gol, em uma jogadaça com direito a elástico, movimentação pelo meio no segundo gol, dando o passe anterior à assistência de Gata. Deu o passe para Cortez sofrer o pênalti e fez o quarto gol. Parece pouco, mas Pedro Rocha teve outras oportunidade cara a cara. Se fosse menos “preciosista” poderia ter feito a melhor atuação individual no futebol brasileiro do ano.

O Grêmio jogou mais pela esquerda contra o Zamora.



Mas se analisarmos suas atuações e seus números ao longo da Libertadores, Pedro Rocha não é “apenas” o suporte do lateral. Ele é o desafogo do time na troca de passes, quem puxa a marcação do lateral, e que pelos números abaixo, dando assistências e chutando a gol, não pode ser tão questionado.

Exibindo pedro rocha.png


Gata Fernández conseguiu aproveitar a chance. Boas viradas de jogo, lançamentos, passes de primeira. Tem experiência para controlar o jogo e, se o time está certo, pode render bem. Fez parte do que o Grêmio tem de mostrado de melhor: triagulações. Seja pela direita (normalmente o lado mais forte), com a presença de Arthur, Leo Moura, Ramiro/Gata ou na esquerda, com Cortez/Oliveira, Michel e também Arthur e Pedro Rocha. Normalmente Michel fica mais como primeiro volante e, devido à alta capacidade de Arthur, as triagulações pela esquerda também têm a participação deste último. Se Arthur está em ambos os lados nas triangulações defensivas, podemos falar o mesmo de Luan ofensivamente.



Gostou, concorda (ou não), quer mais números, posta nos comentários aqui no blog ou vem no meu twitter @mwgremio que vamos debater sobre FUTEBOL DENTRO DAS QUATRO LINHAS.