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28 de novembro de 2017

O futebol não é justo

Quando o River Plate abriu 2x0 contra o Lanus na Argentina, pelo segundo jogo da semi-final da Libertadores, a primeira coisa que pensei foi: um time com vários jogadores que caíram no doping não pode ser campeão. Naquele momento o River Plate na final era algo praticamente concreto pra mim.
O meu pensamento imediato era em relação a justiça. Naquele dia o Grêmio já havia jogado a primeira partida contra o Barcelona de Guayaquil e estava praticamente garantido na final. Pensar em uma final entre Grêmio e River naquele momento me deu, sim, certos calafrios. Mas a ânsia por justiça em relação ao campeão tomava conta dos meus pensamentos.
Logo após o jogo, que culminou com a eliminação do River Plate eu fiquei preocupada. Enxergava o Lanus como um time guerreiro, um clube pequeno, mas com muita qualidade e competência para disputar a final da maior competição da América.

Havia visto alguns jogos do Lanus. Não jogos inteiros, mas algumas partes. Time excelente. Bom entrosamento, toque de bola, agressividade e com muita calma pra ditar o jogo. Como ouvi essa semana logo após o primeiro jogo: ninguém chega na final da maior competição da América por convite. Se chega por capacidade.

Tendo em vista tudo isso, já imaginava um confronto difícil, mas a primeira partida escancarou algo que não estava previsto nos meus pensamentos.
Ninguém é bobo aqui, todos nós sabemos que os times argentinos possuem um "lugar especial no coração da Conmebol", mas chegar ao ponto de tanto benefício, nunca vi.
Após o jogo fiquei uns 3 ou 4 dias inconsolável. Ver o que vi naquele dia na Arena me "desgraçou a cabeça", como digo. Aquele cartão amarelo do Kannemann, aquele pênalti não marcado e aquela arbitragem de segurar o jogo.... Foi demais pra mim.
Nos dias seguintes ao jogo comecei a receber e ler notícias de favorecimentos anteriores nessa competição ao Lanus. Pênaltis não marcados contra eles nas quartas, semi e final, além de uma relação "estranha" entre a diretoria do time argentino e a Conmebol. E mais: promessas de agressão aos gremistas na Argentina.

Todo esse turbilhão me fez pensar novamente na justiça. Não seria justo um time que age de forma desonesta nos bastidores ganhar essa Libertadores. 
Eu aceito perder no campo, por mais doloroso que seja, mas eu aceito. Não aceito perder nos bastidores.
Mas o futebol não é justo.

A última final de Libertadores nós perdemos no campo. O futebol foi justo aquela vez, temos que reconhecer. O Boca tinha um time mais qualificado que o nosso. Tínhamos um time com vontade, mas sem qualidade. O futebol foi justo dessa vez, nós querendo ou não.
O futebol foi justo em 2005, naquele título inacreditável da Série B, onde estávamos sendo prejudicados de uma forma inacreditável. O futebol foi justo ano passado, quando tínhamos o melhor time da competição e conquistamos o Penta da Copa do Brasil.

Mas o futebol não é justo. 
Não foi justo naquela Libertadores de 2002 onde fomos roubados dentro de casa, na semifinal, contra o Olímpia, que acabou conquistando o título.
Não foi justo na final do Campeonato Brasileiro em 1982 contra o Flamengo, onde tivemos um pênalti escandaloso em casa, que nos levaria a disputa de pênaltis na final, mas não foi marcado.
Não foi justo em 2006, quando o Nacional do Uruguai teve 2 gols mal anulados no Beira-Rio nas quartas-de-final da Libertadores, que acabou com o título colorado naquele ano.

Se o futebol fosse justo, esse título da Libertadores da América 2017 seria nosso. Nós trabalhamos o ano inteiro de forma correta para conquistar esse título. Nós estamos trabalhando de forma correta de uns anos pra cá.
Eu não sei se o TRI virá, mas tenho orgulho de dizer que nunca vi meu time ganhar título por ser "ajudado pela arbitragem".


4 de outubro de 2016

O Grêmio, o G6 e o co-irmão

A Conmebol anunciou ontem mudanças na Copa Libertadores da América, incluindo o número de times brasileiros que participarão a partir de 2017.
Antes com 5 vagas, o Brasil passou a ter 7, aumentando duas vagas no Campeonato Brasileiro. Assim, ao invés de G4 teremos um G6.

O Grêmio hoje ocupa a 9ª colocação com 40 pontos. Em 6º lugar, na última vaga da Libertadores, está o Atlético-PR com 42 pontos (apenas 2 a mais que o Grêmio).

Até o final do campeonato enfrentaremos os seguintes adversários:
Vitória (F)
Atlético-PR (C)
Santos (F)
Internacional (C)
Figueirense (F)
Sport (C)
São Paulo (F)
América (C)
Santa Cruz (F)
Botafogo (C)

Em vermelho as equipes adversárias do Internacional na fuga do rebaixamento. Não coloquei América e Santa Cruz pois já estão praticamente rebaixados.

Temos visto um debate imenso sobre o Grêmio entregar ou não os jogos contra os adversários direto do Inter. Acontece que agora, com essa mudança de 6 vagas para a Libertadores pelo Campeonato Brasileiro as coisas mudaram um pouco. Antes tínhamos uma chance muito remota, e agora temos uma chance real de conseguirmos a vaga.
De todos os times que iremos enfrentar, vejo como POSSÍVEL vencermos do Vitória, Atlético-PR, Inter, Figueirense, Sport, América, Santa Cruz e Botafogo. Apesar de eu ter deixado o POSSÍVEL em caixa alta, ainda irei ressaltar que acho POSSÍVEL, mas não quer dizer que acredite em todas essas vitórias.
Esse grupo atual do Grêmio não tem chances de ganhar uma Libertadores, mas é bem verdade que disputar essa competição nos dá dinheiro e maior poder de barganha nas contratações (ou seja, contratações melhores), até para termos chances reais de ganhar Copa do Brasil e/ou Brasileiro ano que vem.

Sendo assim, chegamos em um momento onde o grupo de jogadores terá que escolher: vaga na Libertadores ou possível queda do Inter? Pensar no seu (no bicho que deve ter sido acordado lá no início do ano + a disputa de um torneio internacional) ou agradar uma boa parte da torcida?

Vejam bem: quando digo POSSÍVEL QUEDA DO INTER logo aqui em cima, digo porque entregar todos esses jogos não garante nada. Apenas aumentam as chances (bastante, claro). Depende ainda dos jogos deles e dos adversários diretos deles.
E se o Grêmio entrega, não pegamos vaga e o Inter não cai?
Estamos falando de futebol, onde a lógica nem sempre vence.

Então eu faço duas perguntas aos gremistas leitores do Imortal:
- O que tu QUER que o Grêmio faça?
- O que tu ACHA que vai acontecer?

17 de fevereiro de 2016

Talita Jacques - Que comece a Libertadores

Meia noite de hoje para amanhã o Grêmio finalmente estreia na Libertadores, a maior competição do nosso ano, e aquela que mais gostamos de jogar.

Não viemos de um resultado positivo em relação ao último jogo, e ao contrário do que a maioria pensa, não achei tão ruim a derrota assim. 
Concordo que jogar com confiança é o ideal, mas as vezes o excesso dela pode prejudicar. A derrota serve para vermos os erros e corrigi-los, e pelo jeito Roger está cuidando disso. Um indício é a entrada no time titular do zagueiro Fred no lugar do Kadu. Não considero Kadu um zagueiro ruim, acredito que esta em fase de adaptação e sem confiança. Não que o Fred esteja adaptado, mas tirar Kadu nesse momento é o mais apropriado. Será bom para o time e para o próprio atleta. 
Não apenas isso, mas os treinos intensificados em relação a defesa e toda a concepção de jogo que tem o Roger envolvendo o ataque e meio campo, que ajudam a compor a defesa.

A vitória hoje é muito importante. E quando pensamos que estamos no grupo da morte enfrentando adversários difíceis, o correto é o adversário estar com medo da gente!


Prováveis escalações:

Grêmio
Marcelo Grohe; Wallace Oliveira, Geromel, Fred e Marcelo Oliveira; Edinho, Maicon, Giuliano, Douglas e Everton; Luan.
Técnico: Roger Machado

Toluca
Talavera; Jordan Silva, Aarón Galindo, Paulo Da Silva e Óscar Rojas; Antonio Ríos, Moisés Velasco, Gerardo Rodríguez e Carlos Esquivel; Enrique Triverio e Nicolás Saucedo.
Técnico: José Cardozo.

Trasmissão:
Na TV a Fox

No rádio a Grêmio Rádio Umbro 90.3 FM



Que comece a Libertadores! Que nossos corações sejam fortes!
#AAméricaNosEsperaOutraVez #JuntosPeloTri

Aliás, Fred fez gol de falta ontem no treino, que venha aquela vitória de 1x0 com gol dele.