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28 de agosto de 2016

Alcindo, o Bugre Chucro



Ficha

Nome: Alcindo Martha de Freitas
Nascimento: 31/03/1945, Sapucaia do Sul (RS)
Período no clube: 1964 a 1971 e 1977 e 1978
Posição: Centroavante (com "C" maiúsculo, marcou 264 gols vestindo a tricolor)
Data da Homenagem: 21/09/1996
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Lev Yashin, o lendário e quase imbatível goleiro russo, conhecido como Aranha Negra pela altura e tamanho de seus braços, levantou-se atordoado e sacudiu a poeira. Que diabos estava acontecendo? A seleção da União Soviética, que naquele tempo juntava todos os países comunistas da Cortina de Ferro, vinha de várias e consistentes vitórias. Ele estava invicto há muitos jogos. Naquele dia era a segunda vez que buscava a bola nos fundos da rede, mandada que fora para lá, sem perdão, sem pena, sem a menor benevolência por Alcindo. Alcindo Martha de Freitas, o Bugre Chucro! Ele sabia que, assim como era lendário, estava diante de outra lenda.
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Carlos Gainete jamais chegou perto de ser uma lenda. Sofreu o Gainete. GRE-nal após GRE-nal trocava cusparadas e tabefes longe do juiz e das tvs, que naquela época bisbilhotavam muito menos que hoje com Alcindo. Alcindo Martha de Freitas, o Bugre Chucro! E, invariavelmente, tinha que limpar a poeira e buscar a bola no fundo das redes, mandada que era para lá, sem perdão, sem pena, sem o menor sinal de remorso, por Alcindo.
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Multicampeão pelo Grêmio, segundo maior goleador gremista na história dos GRE-nais (12 gols) atrás apenas de Luiz Carvalho, é o maior goleador da história do Imortal com 264 gols.
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Um dia perguntaram para Pelé quem ele queria como companheiro no Santos. E, a pedido do Rei lá se foi Alcindo para fazer sucesso e história no Santos, depois no México. Anos depois, precisando retomar a hegemonia do Gauchão, foi trazido de volta para Porto Alegre. E o Imortal teve ao mesmo tempo Alcindo e André Catimba como centroavantes. Nunca um time teve ao mesmo tempo dois centroavantes desta qualidade. Os dois merecidamente estão na Calçada da Fama.
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Uma das formações das quais Alcindo participou, o Grêmio de 1968.


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Para se ter idéia da dimensão do Bugre, é preciso saber que Alcindo foi um dos expoentes daquele que muitos consideram o maior time do Grêmio de todos os tempos: Alberto (Arlindo), Altemir, Airton, Áureo e Ortunho; Cléo e Sérgio Lopes; Babá, Joãozinho, Alcindo e Volmir (Vieira). Um time espetacular que era invariavelmente garfado nas copas do Brasil (principal e único campeonato de expressão nacional da época). Fosse hoje, faria história mundial.
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Muito obrigado, Alcindo Martha de Freitas.

30 de janeiro de 2008

André, o Catimba



Ficha

Nome: Carlos André Avelino de Lima
Nascimento: 30 de outubro de 1946, Salvador (BA)
Período no clube: 1977 a 1979
Posição: Centroavante (dos legítimos, fez 30 gols em 1978)
Data da homenagem: 21/09/1996

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Vinte e um de março de 1979. Uma noite morna. Mais um jogo de Gauchão. Desta vez contra o Esportivo. Tinha tudo para ser um jogo comum, apenas para a estatística. Mas não foi.

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Cruzada de Eurico. Ele parou no ar. De verdade, não como outros folclóricos pernas de pau diziam parar. Reto, na horizontal, na incrível altura do travessão, André Catimba fez o gol que Zico disse ter sido o mais belo daquele ano. Pode ser considerado um dos mais belos da história do futebol. Fui um dos felizes presentes. Graças ao You Tube contei e mostrei para o meu filho ver como realmente aconteceu. Confira aqui a obra-prima.




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André Catimba, baiano, malemolente, fazia jus ao apelido. Ele enlouquecia os zagueiros adversários, só na manha. Chegou ao Grêmio quase no final da carreira e foi um dos maior centroavantes da história de um time que teve Alcindo, o Grande Alcindo, Juarez, o Tanque e Luis Carvalho, de quem se falam maravilhas. Era comum com um giro deixar meia dúzia de marcadores para trás e ficar na cara do goleiro.

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Grêmio de Telê, campeão gaúcho de 1977

Em pé: Eurico, Vitor Hugo, Corbo, Cassiá, Oberdan e Ladinho.
Agachados: Tarciso, Tadeu, André Catimba, Iura e Éder.

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Era maravilhoso vê-lo jogar. Mas ele entrou na Calçada da Fama por causa de outro gol. Na verdade, O gol! Aquele que recolocou os moranguinhos no seu devido lugar. Um dos gols mais bem feitos da história. Um gol que mostra a perspicácia e a genialidade deste baiano arretado. O chute com o pé improvável, surpreendendo o goleiro do morango. Na comemoração, o (quase) mortal que se tornou antológico. Confira abaixo.



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Obrigado Carlos André Catimba Avelino de Lima, centroavante imortal.
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Todos os homenageados estão listados abaixo. Os que já tiveram registro no blog estão sublinhados, com link para o registro. Para ver todos os posts sobre a Calçada da Fama, clique aqui.

Adílson, Aírton, Alcindo, Altemir, Ancheta, André Catimba, Áureo, Baltazar, Calvet, China, De León, Dinho, Edino Nasareth Filho, Ênio Rodrigues, Espinosa, Fernando Kroeff, Foguinho, Iura, Jardel, João Severiano, Juarez, Leão, Luis Eduardo, Marino, Mauro Galvão, Mazaropi, Milton Kuelle, Oberdan, Ortunho, Pingo, Renato Portaluppi, Sandro Goiano, Sérgio Moacir Torres, Tarciso, Valdo, Zinho.

16 de novembro de 2007

Oberdan, o Xerife



Ficha

Nome: Oberdan Nazareno Vilain
Nascimento: 02 de junho de 1945, Florianópolis (SC)
Período no clube: 1977 a 1978
Posição: Zagueiro
Data da homenagem: 21/09/1996

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Oberdan participou da lendária equipe comandada por Telê Santana, em 1977, quando o Grêmio sagrou-se Campeão Gaúcho. Lendária, porque inesquecível. Inesquecível, porque foi uma equipe talhada pelo dedo do mestre Telê para vencer aquele campeonato. Quando o time entrou em campo no Olímpico Monumental, no dia 25 de setembro, a torcida sabia que só poderia haver um vencedor: o time de Telê e Oberdan.

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Antes disso, porém... Depois de passar por Santos e Coritiba, Oberdan resolveu largar o futebol e dedicar-se a sua empresa em Curitiba. Telê Santana queria o atleta no time. O Grêmio mandou um emissário falar com o jogador e dizer a ele que havia um lugar e uma missão para ele em Porto Alegre.

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Eurico, Vitor Hugo, Corbo, Cassiá, Oberdan, Ladinho,
Tarciso, Tadeu Ricci, André Catimba, Iura e Éder.


O lugar era na quarta-zaga gremista. A missão era ajudar o Grêmio a recuperar a hegemonia do futebol no estado. Oberdan adiou os planos e veio para a capital gaúcha.

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Havia no rival um jogador acostumado a fazer gols de cabeça: o atacante Escurinho. Oberdan, aceitando o desafio, desembarcou. Em sua primeira entrevista, mostrou a que viera. Diante dos repórteres incrédulos, sentenciou: "Acabou a moleza. O Escurinho não vai mais cabecear na área do Grêmio". Decretou e cumpriu. Enquanto o Xerife esteve na zaga, Escurinho não comemorou mais a marcação de gols. E só conseguiu cabecear em sua própria área, quando voltava para marcar Oberdan nos escanteios a favor do Grêmio.

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Oberdan era um zagueiro que se impunha pela determinação. Conta-se que, enquando defendeu o Grêmio, os atacantes adversários tinham que pedir licença para entrar na área do tricolor. Algumas vezes Oberdan deixava: quando sabia que isso ia deixá-los impedidos.

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Muito obrigado Oberdan Xerife Nazareno Vilain.
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Adílson, Aírton, Alcindo, Altemir, Ancheta, André Catimba, Áureo, Baltazar, Calvet, China, De León, Dinho, Edino Nasareth Filho, Ênio Rodrigues, Espinosa, Fernando Kroeff, Foguinho, Iura, Jardel, João Severiano, Juarez, Leão, Luis Eduardo, Marino, Mauro Galvão, Mazaropi, Milton Kuelle, Oberdan, Ortunho, Pingo, Renato Portaluppi, Sandro Goiano, Sérgio Moacir Torres, Tarciso, Valdo, Zinho.

3 de novembro de 2007

Aírton, o "Pavilhão"



Ficha

Nome: Aírton Ferreira da Silva
Nascimento: 31 de outubro de 1934, Porto Alegre (RS)
Período no clube: 1954 a 1967
Posição: Zagueiro
Data da homenagem: 21/09/1996

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Títulos

1956 a 1960 – Pentacampeão da Cidade e do Estado
1962 a 1967 – Hexacampeão do Estado
1962 – Campeão do Troféu Atenas, Campeão do Troféu Salônica
1962 – Campeão Sul-Brasileiro Invicto
1964 – Campeão da Cidade
1965 – Campeão da Cidade

Na Seleção Brasileira:
1956 – Campeão Pan-Americano
1960 – Vice-Campeão Pan-Americano
1964 – Vice Campeão da Taça das Nações

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Aos 13 anos de idade, jogando na ponta-direita do Força e Luz, um menino esguio, filho de um sapateiro, chamava atenção pela técnica apurada. Aos 20 anos, com um 1,87 metros e porte físico avantajado, se transformara em center-half, o nome como eram conhecidos os volantes antigamente. Suas atuações exuberantes chamavam a atenção de quem o via atuar.

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Segundo se conta...
Era uma vez em Porto Alegre, um center-half de 20 anos que se preparava para entrar em um cinema, acompanhado da namorada, no mês de junho. Talvez enquanto a moça escolhia balas para degustar durante o filme, seu namorado foi abordado por 2 emissários do Grêmio. A proposta era excepcional: além de um bom salário, incluía um automóvel. Nenhum jogador de futebol que atuava no RS possuía carro naquela época.

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Segundo também se conta...
Era uma vez 1954, ano de inauguração do Olímpico Monumental. O Estádio da Baixada, antiga casa tricolor, localizado onde hoje é o Parque Moinhos de Vento, havia sido desmanchado. As tábuas da arquibancada estavam disponíveis. Na negociação com o Força e Luz, além de um valor em dinheiro, foi entregue aquele lote de madeira. Este fato valeu ao jogador contratado o apelido de Aírton “Pavilhão”.

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No Grêmio, o técnico Oswaldo Rolla, passou a escalá-lo na zaga central, ao lado de Ênio Rodrigues (também oriundo do Força e Luz). Foi uma zaga que marcou época. Marcador implacável, impunha-se também no cabeceio, mas principalmente pela técnica refinadasimaa, com a qual defendia a cidadela tricolor. Sua marca registrada era o “passe de letra”ou “de charles”. Aírton carregava a bola para perto da bandeirinha de escanteio, arrastando com ele os atacantes adversários. Lá chegando, subitamente posicionava a bola do lado de fora do pé esquerdo e a impulsionava com o peito do pé direito para as mãos do goleiro ou para outro companheiro de equipe, para deleite da torcida e espanto dos atacantes que pensavam tê-lo encurralado.

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Dizem que um passe de letra, num treino da seleção brasileira, lhe custou a convocação para a Copa de 62, disputada no Chile. Aymoré Moreira, o técnico, não gostou de ver um zagueiro fazendo aquilo e o excluiu do grupo. Aírton deve ter adorado, porque...

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Avesso a aviões, ele não acompanhava a delegação gremista em viagens aéreas curtas. Quando o Grêmio atuava no interior do RS, em Santa Catarina ou no Paraná, enquanto a delegação voava, ele seguia de ônibus ou de carro. Seu pânico por aviões era imenso. Na vitoriosa excursão gremista à Europa (1961), Aírton alegou problemas médicos e pediu dispensa. A Direção não lhe deu ouvidos e ele estava no grupo que brilhou nos gramados do Velho Continente.

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Após marcar Pelé com maestria, Aírton foi jogar no Santos (1960). Sem oportunidade para mostrar seu futebol (o Santos tinha Mauro Ramos), preferiu retornar ao Grêmio, sagrando-se Hexacampeão Gaúcho (1962-1967). Há quem diga que o verdadeiro motivo foi outro: aquele Santos de Pelé viajava demais. E, quase sempre, de avião.

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Durante 13 anos, Aírton “Pavilhão” foi o principal jogador do Grêmio. Foi o melhor zagueiro gaúcho de todos os tempos e um dos melhores do mundo. O "zagueiro que driblava" marcou 120 gols na carreira.

Em 1967, com 33 anos, tendo vencido 12 campeonatos gaúchos em 13 disputados (marca nunca igualada), com uma distensão na virilha que limitava seus movimentos, Aírton despediu-se do Grêmio, indo atuar no Esporte Clube Cruzeiro de Porto Alegre. Posteriormente, foi convidado para ser técnico e zagueiro no Cruz Alta, onde se aposentou em 1971.

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Em pé: Orlando, Ênio Rodrigues, Ortunho, Arlindo, Élton e Aírton.
Agachados: Marino, Gessi, Juarez, Milton Kuelle e Vieira.

Na memória tricolor, porém, Aírton Ferreira da Silva nunca parou. No dia 04/08/2004, nos exatos 50 anos da estréia com a jaqueta imortal, Airton foi homenageado pelo Grêmio. Antes de jogo contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro, o "Pavilhão" foi recebido no gramado do Olímpico, onde Luiz Felipe Scolari lhe entregou uma placa alusiva à data e uma camisa número 3 do Grêmio, com seu nome gravado. A torcida aplaudiu de pé o gênio da bola e gritou seu nome em coro, como se tivesse acabado de assistir um gol de letra.

Muito obrigado Airton “Pavilhão” Ferreira da Silva.
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Todos os homenageados estão listados abaixo. Os que já tiveram registro no blog estão sublinhados, com link para o registro. Para ver todos os posts sobre a Calçada da Fama, clique aqui.

Adílson, Aírton, Alcindo, Altemir, Ancheta, André Catimba, Áureo, Baltazar, Calvet, China, De León, Dinho, Edino Nasareth Filho, Ênio Rodrigues, Espinosa, Fernando Kroeff, Foguinho, Iura, Jardel, João Severiano, Juarez, Leão, Luis Eduardo, Marino, Mauro Galvão, Mazaropi, Milton Kuelle, Oberdan, Ortunho, Pingo, Renato Portaluppi, Sandro Goiano, Sérgio Moacir Torres, Tarciso, Valdo, Zinho.

19 de outubro de 2007

Baltazar, o Iluminado



Ficha

Nome: Baltazar Maria de Moraes Jr.
Nascimento: 17 de julho de 1959, Goiânia (GO)
Período no clube: 1979 a 1982
Posição: Atacante
Data da homenagem: 21/09/1996

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Títulos

1979 e 1980 – Bicampeão do Estado
1981 – Campeão Brasileiro, Campeão da Copa El Salvador del Mundo em El Salvador, Campeão do Troféu Ciudad de Valladolid (Espanha), Campeão do Troféu Torre del Vigia (URU).

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Baltazar, o artilheiro de Deus ou Baltazar, o Iluminado ou, ainda, Baltazar, o Predestinado. Assim era chamado esse goleador nato. No período que envergou a jaqueta imortal (de 1979 a 1982), marcou 130 gols.

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Baltazar foi o único jogador a ser goleador isolado do Campeonato Gaúcho em duas temporadas consecutivas. Na primeira, em 1980, marcou 28 gols. No ano seguinte, balançou a rede adversária 20 vezes, para alegria da torcida tricolor.

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No ano de 1981, Grêmio e São Paulo fizeram a final do Campeonato Brasileiro. Nosso adversário tinha 7 jogadores da Seleção Brasileira. Contava, entre outros, com Valdir Peres, Getúlio, Oscar, Dario Pereyra, Marinho Chagas, Renato, Éverton, Serginho e Zé Sérgio.

A mídia dava o título como favas contadas. No primeiro jogo, realizado no Estádio Olímpico, o São Paulo sai na frente, com gol de Serginho, aos 39 minutos do primeiro tempo. Parecia ser a confirmação das apostas da imprensa. Mas era o Imortal quem estava em campo. No segundo tempo, empurrado pela torcida, o Grêmio vira com 2 gols de Paulo Isidoro (aos 10 e 24 minutos).

Antes disso, porém, quando o jogo ainda estava 0 x 0, Arnaldo César Coelho havia marcado um pênalti para o Grêmio. Era primeiro tempo, um gol poderia ser o início de uma sólida vitória. A torcida acalentou um sonho: a taça de Campeão Brasileiro poderia começar a mudar seu endereço para o Largo dos Campeões. Era o que todos pensavam. Baltazar, batedor oficial, foi para a cobrança. Um silêncio espetacular domina o estádio e o estado. Ninguém respira. Ele corre para a bola e... desperdiça a cobrança. Minutos depois, o São Paulo faz o seu gol. Na saída de campo, entrevistado pelas emissoras de rádio, Baltazar declarou: "Deus está guardando coisa melhor para mim."

O jogo acaba em 2 x 1, mas a nação tricolor vai para casa com um sabor amargo na boca. Ninguém digeria o pênalti desperdiçado. Uma vitória mais consistente em casa daria condições de ir para o segundo jogo com reais possibilidades de brigar pelo título.

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Foram dias de ansiedade aqueles que antecederam o jogo final. Cada torcedor do Grêmio montava mentalmente a sua estratégia para segurar o São Paulo num Morumbi que estaria lotado. Enquanto isso, os comentaristas seguiam apontando o São Paulo como provável campeão nacional da temporada. Este era o clima naquele dia 3 de maio de 1981.

Iniciado o jogo, o time comandado por Ênio Andrade, jogando com Leão; Paulo Roberto, Newmar, De Léon e Casemiro; China, Wilson Tadei e Paulo Isidoro; Tarcísio, Baltazar e Odair cadenciava o jogo fazendo o tempo passar. O São Paulo não conseguia furar o bloqueio do Imortal.

Então, aos 20 minutos do segundo tempo, Renato Sá, que entrara no lugar de Odair, apara de cabeça um levantamento de bola vindo de Paulo Roberto. O passe, feito para trás, encontra Baltazar no semi-circulo da grande área. A bola vem pelo alto, Baltazar domina a esfera no peito, enquadra o corpo e manda um chute indefensável no ângulo da goleira defendida por Valdir Perez. Era gol do Grêmio, era golaço de título, era golaço do predestinado Baltazar, o iluminado artilheiro de Deus.




Muito obrigado Baltazar Maria Iluminado de Moraes Jr.!

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A partir de 1982, Baltazar foi jogar em outros clubes, batendo um recorde de gols de mais de 20 anos na Espanha. Mas esses capítulos da sua história não sou quem deve contar.
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Todos os homenageados estão listados abaixo. Os que já tiveram registro no blog estão sublinhados, com link para o registro e indicação da data da publicação.

Adílson, Aírton, Alcindo, Altemir, Ancheta, André Catimba, Áureo, Baltazar, Calvet, China, De León, Dinho, Edino Nasareth Filho, Ênio Rodrigues, Espinosa, Fernando Kroeff, Foguinho, Iura, Jardel, João Severiano, Juarez, Leão, Luis Eduardo, Marino, Mauro Galvão, Mazaropi, Milton Kuelle, Oberdan, Ortunho, Pingo, Renato Portaluppi, Sandro Goiano, Sérgio Moacir Torres, Tarciso, Valdo, Zinho.

18 de outubro de 2007

Com os pés na Fama


Valdo se imortaliza - 17/10/2007

Com ajuda da dona Ema Coelho de Souza, Diretora do Memorial Hermínio Bittencourt, obtivemos alguns dados dos homenageados na Calçada da Fama do Imortal Tricolor. Agora, faremos pesquisas para enriquecer a biografia dos homenageados e passaremos a divulgar no blog informações sobre os atletas que ajudaram a fazer do Grêmio o maior clube do RS e um dos maiores da América.

18 de setembro de 2007

Os nomes na Calçada da Fama



Dois novos nomes estão registrados na Calçada da Fama do Imortal Tricolor: ontem foram homenageados Luis Eduardo e Sandro Goiano. Conta a lenda que Sandro Goiano não colocou os pés sobre o cimento, ele deu um carrinho.

Agora são 35 os homenageados com a honraria. Abaixo, a nominata completa daqueles que colocaram de forma marcante pés, mãos, cabeça e coração a serviço do Grêmio. Na medida do possível, iremos compor uma breve biografia de cada um deles.

  • Adílson
  • Aírton
  • Alcindo
  • Altemir
  • Ancheta
  • André Catimba
  • Áureo
  • Baltazar
  • Calvet
  • China
  • De León
  • Dinho
  • Edino Nasareth Filho
  • Ênio Rodrigues
  • Espinosa
  • Fernando Kroeff
  • Foguinho
  • Iura
  • Jardel
  • João Severiano
  • Juarez
  • Leão
  • Luis Eduardo
  • Marino
  • Mauro Galvão
  • Mazaropi
  • Milton Kuelle
  • Oberdan
  • Ortunho
  • Pingo
  • Renato Portaluppi
  • Sandro Goiano
  • Sérgio Moacir Torres
  • Tarciso
  • Zinho
  • 13 de setembro de 2007

    Informações sobre Calçada da Fama

    Quando foi instituída?

  • Calçada da Fama do Imortal foi criada em 1996 e teve o regulamento revisado em 10/09/2001.

  • O que é?

  • A Calçada da Fama do Imortal é um painel honorífico existente no Estádio Olímpico Monumental, cuja finalidade é render "preito de louvor e agradecimento do Grêmio" a personalidades vinculadas a seus quadros sociais e desportivos, as quais, a par de sua reconhecida consistência moral, tenham, em qualquer época da vida do clube, prestado-lhe relevantes serviços, seja via o desempenho em atividade competitiva própria, seja nalguma outra a essa vinculada, "tudo isso em proporções suficientes a sobressair-se não só entre seus contemporâneos, como, sobremaneira, no universo dos personagens que, defendendo cores do Grêmio ou servindo a seus superiores interesses, construíram-lhe a história."

  • Quando ocorre a homenagem?

  • As homenagens ocorrem, desde 1999, de dois em dois anos, sempre correspondentes aos anos ímpares do calendário, preferencialmente, na semana de aniversário do Grêmio, em setembro.

  • Quantos são os homenageados a cada evento?

  • Atualmente, no máximo 2 pessoas por vez

  • Quais as condições para ser homenageado?

  • Sendo atleta ou preparadore técnico-físico, o homenageado deverá ter encerrado a prática desportiva particular que instruiu a indicação. A exceção é feita para capitães de equipes campeãs, que ainda pode estar e atividade.

  • Como ocorre a indicação?

  • As indicações para os agraciamentos serão, em cada vez, efetuadas exclusivamente por Conselheiros, titulares ou suplentes, mediante subscrição de listas contendo, no mínimo, vinte assinaturas por grupo, e encaminhadas à Comissão Especial do Conselho Deliberativo, a quem cabe analisar o mérito da indicação e a adequação ao regulamento. A Comissão Especial, composta de cinco membros e funcionando com voto de minerva de seu presidente, é designada nos anos dos eventos, pelo presidente do Conselho Deliberativo, ad referendum da maioria dos presentes, na primeira reunião ordinária do exercício respectivo. A aprovação dos nomes apontados pela Comissão constitui-se prerrogativa indelegável do plenário do Conselho Deliberativo, que decidirá por maioria simples dos presentes os nomes escolhidos.