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24 de dezembro de 2013

Seu Algoz: O MEU GRÊMIO PARA 2014

Não partilho da desconfiança de muitos sobre o ano de 2014 do Grêmio. Ao contrário deste ano quando os problemas da Arena consumiram quase todo o esforço da direção e, especialmente do presidente Koff, a solução das divergências com a OAS pode ser considerado como o primeiro reforço. A energia agora pode ser canalizada para o futebol.
Além disto considero que o Grêmio tem um dos melhores elencos do país. O vice-campeonato obtido apesar dos problemas comprovam isto.
No gol teremos Grohe que sempre foi bem. Muito bem eu diria. Quase festejo a ida do Dida para o cocô-irmão. Se ele foi bem no Grêmio, na maioria dos jogos fez meras intervenções, protegido que estava por uma zaga forte e três grandes volantes. Ele verá o que é bom para a tosse tendo Paulão, Índio e outros velhos na frente dele agora.
Na zaga sobra gente, desde que Rhodolfo seja mantido. Geromel é uma incógnita. Mas a possível venda de Werley ou Bressan pode ser compensada com o Saimon e os guris da base sobre o que falam muito bem.
A lateral direita tem as restrições ao Pará, e por isto alguém deverá ser contratado. Não me empolguei com o que vi do Tinga, a começar pelo nome bagaceira.
Na esquerda não haverá problemas. Muitos dentro do Grêmio consideram Bruno uma enorme promessa.
No meio temos volantes de sobra e agora temos o jogador que faltava. Sim, faltava um Edinho. Em todos os jogos do Imortal este ano me incomodava a falta de um jogador que peitasse o juiz, pusesse a mão no pescoço de um dalebiba ou que acalmasse ou acelerasse o time conforme a necessidade. Os líderes do grupo, Rhodolfo e Barcos são menos sanguíneos. Edinho pode ser este cara que faz falta ao Grêmio há muitos anos. Estas virtudes compensa, de longe a técnica rarefeita.
Na meia, além do Máxi, penso que Deretti e Luan podem dar o acréscimo esperado. Deretti parece que está livre dos problemas que o deixaram lesionado a maior parte do tempo e Luan está sobrando na base. As saídas possíveis de Zé Roberto e Elano serão altamente benéficas pois ninguém mais ficará buzinando para que entrem. Elano foi o ano todo um jogador ciclotímico. Zé Roberto nunca foi meia de articulação. Seria um belo ala ou um excelente segundo volante. Jogando onde jogou trava o time com passes laterais de alta técnica. Jornalista burro e torcedor influenciável nunca viram isto. De qualquer forma se houver um 10 de qualidade disponível no mercado deve ser trazido.
Na frente o maior problema. Se Barcos for mantido fixo poderá fazer os gols que não fez este ano. Kléber é aquilo que se viu: muito esforço para resultados pífios.
Se for feito um trabalho psicológico adequado com o Lucas Coelho e o Mamute eles podem surpreender positivamente. Paulinho tem de aprender a levantar a cabeça.
Por fim, tudo passa também pelo que pode fazer o Enderson Moreira.  Ele fez um belo trabalho em um Goiás recheado de refugos. Se não se assustar com o tamanho do Grêmio pode dar certo.
Eu espero e acho que dará. Mas vamos saber lá na frente.

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Sexta foi a formatura do filho do Arigatô. De sacanagem me puseram numa mesa com um morango mazembado. Dos legítimos. Daqueles que foi lá. Sofreu de perto.
Ele quis fazer uma gracinha e eu lembrei o Mazembeday.
Aí perguntei: por falar nisto já pagaste o carnezinho da CVC este mês?
Rapá! Quase que a festa acaba antes de começar.

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Uma pausa no futebol para curtir as festas de final de ano e desejar a todos os colaboradores do blog, do gótico Daniel Matador ao lúcido e conhecedor do pedaço Minuzzi (grande vitória que assisti no sábado); do desaparecido Duda Tajes ao não menos desaparecido paraguaio Hernández (espero ter acertado na posição do acento); do nosso grande cineasta Marcos Agostini; do pentelho Ah Muleque Nicolas ao não menos pentelho Arthur Lodi; ao iCento e finalmente a Pitica, que assumiu o blog na deserção, por boa causa, do Arigatô.
Especial desejo de um grande Natal e um 2014 cheio de saúde, felicidade e glórias do Imortal aos leitores e comentaristas do blog, razão da nossa existência. Mesmo aos corneteiros que aqui vem liberar as frustrações e tristezas. Peço compreensão pelos comentários censurados, embora saiba que a maioria, depois de acalmados, terem gostado da não liberação destes.
E vamos em frente que atrás vem gente... E adversários... E mazembados...

23 de dezembro de 2013

Pitica: o meu Grêmio para 2014


Feliz Natal para todos!!!

Já é de conhecimento geral que em 2014 o Grêmio terá restrições orçamentárias para gerir o futebol. Estão proibido gastos exagerados e deverá haver muita parcimônia na contratação de jogadores. Acabou a fase de salários irreais. Já que está fora de cogitação sonhar com Messi e Neymar, vamos tentar trabalhar dentro da nossa realidade. Acredito que com os nomes disponíveis no elenco, podemos formar um bom time. Afinal é o que sempre pedi: técnico que ainda não seja rico e meninos com ganas de vencer na vida. No meio deles, alguns nomes mais maduros para dar equilíbrio.

Sendo assim, meus nomes para começar o ano são os seguinntes:

Marcelo Grohe
Tinga
Pedro Geromel
Rhodolfo
Wendell
Edinho
Riveros
Jadson
Máxi Rodrigues
Leandro 
Barcos

Considero esse um bom elenco para dar a largada, podendo haver ajustes ao longo da temporada.

Feliz Natal para todos!!!
 

21 de dezembro de 2013

Ah, Muleque: o meu Grêmio para 2014


Não tenho muitas idéias de como começar este post. Escrever em algumas horas uma previsão de como será um ano é um tanto quanto complicado e, de certa forma, impreciso. Talvez o melhor meio de se chegar mais próximo do êxito em uma previsão sobre o que vem pela frente seja analisando o que já se passou. No entanto, acredito que o que já passou não seja algo que mereça ou necessite ser revisto, tampouco que vá ser prazeroso fazer uma retrospectiva. Verdade seja dita, nenhum gremista terminou o ano cem por cento feliz com o Grêmio. Longe de ser um ano terrível, mas longe também de ser maravilhoso.

Diante disso, o mais sensato a se fazer é pensar no futuro. Foi anunciado há pouco o novo treinador da equipe. Então, não tem muito o que se especular. É esse e ponto. O que posso fazer é dizer que o nome não me agrada muito, mas, apesar dos pesares, o tal Enderson teve uma boa campanha no Goiás e prometeu recentemente que apoiará a base. Logo,  resta esperar e torcer pra que tenha sido um acerto do presidente Koff. Os jornaleiros especulam também que o preparador físico acertado para o ano que vem é o que estava com Tite no Corinthians. Não tenho conhecimento das credenciais do homem. Claro que só de não ser o Paixão traidor já simpatizei de cara com o vivente.

Quanto ao elenco, o treinador manifestou a pouco que haverá mudanças. Muitas ou poucas só o tempo dirá. Acredito que seria interessante um melhor aproveitamento dos jovens no elenco, mas a verdade é que vai ano, vem ano e isso nunca acontece. Desse mod,o penso que do elenco atual algumas mudanças resolveriam o problema.

Terminamos o ano do seguinte modo :

Dida
Rhodolpo
Bressan
Alex Telles
Pará
Ramiro
Souza
Zé Roberto
Kléber
Vargas
Barcos

Eventualmente já não contamos com Dida e Vargas deve sair. Como todos já devem saber, houve um aumento na taxa de estrangeiros para o Brasileirão de três para cinco inscritos por equipe, enquanto que na Libertadores essa taxa não existe. Assim, vamos às contratações que gostaria de ver no Grêmio:

Goleiros: Marcelo já é irrefutavelmente o titular. Temos ainda Matheus, Follman, Busatto
e Tiago Machowsky. Mais que suficiente. É dispensável dizer que não é necessário contratar.

Zagueiros: Rhodolfo fica pelo menos até o fim da Libertadores e o São Paulo já disse que aceita negociar. Na minha opinião, contratá-lo é uma obrigação. Temos ainda Werley, Bressan, Saimon, Gabriel, Canavesio e Rafael Thyere. Não acho que necessite uma contratação obrigatória, se for pra contratar, só se for um grande nome.

Laterais: aqui vejo uma certa carência. Temos uma lateral esquerda que em minha opinião é boa e uma direita ineficiente ofensivamente. Eu contrataria um ou dois jovens que possam dar resultado e os testaria no Gauchão. Se der deu, se não vai com o que tem. Outra opção seria um nome incontestável, mas não vejo nenhum próximo da nossa realidade ou da de qualquer clube do Brasil.

Meias: são necessárias contratações pontuais. Elano e Zé por mim não precisam ficar. Máxi e Deretti são bons meias e devem dar resultado. Claro que para jogar uma Libertadores será necessário um bom meia. Os jornalistas tem especulado Jadson, ma confesso que não sei quem gostaria de ver na posição.

Volantes: temos muitos bons volantes. Ramiro, Souza, Riveros, Adriano o próprio Zé Roberto caso fique (e acredito que não ficará devido ao anúncio do Edinho) e por aí vai. Como já disse, mais um foi anúnciado esta semana e acredito que venha a acrescer no setor. Já ganhou Libertadores e apesar de vir do Co-irmão me parece uma contratação boa, barata e, consequentemente, inteligente.

Atacantes: este setor foi a maior decepção do ano. Talvez com a vinda de um bom meia o
problema se resolva. Vargas deve sair e nesse caso, uma boa contratação na minha
opinião seria o Máxi Biancucchi do Vitória e quem sabe o Osvaldo do São Paulo em uma troca por Elano. Especula-se que Luan do Cruzeiro virá, mas não sei se a informação procede.

Não há muito mais o que discutir. Acredito que mais umas duas contratações e algumas promoções das categorias de base fechem um time forte para a Libertadores do ano que vem. Agora apenas nos resta esperar e ver como as coisas irão se definir daqui para frente.



18 de dezembro de 2013

Minuzzi: O meu Grêmio para 2014

Quando Renato foi contratado pelo Grêmio, escrevi que era a melhor escolha e que eu confiava no trabalho dele até o final do ano. Disse ainda, que mais tarde caberia uma avaliação ( podem ler lá). Pois o Renato tem algo único. Ele mexe com a paixão do torcedor. E mexeu, fazendo por vezes acreditarmos que com três zagueiro e três volantes chegaríamos... E chegamos! Na pura raça e paixão!
Mas uma temporada inteira não se faz somente com raça e paixão. Eu continuaria com o Renato, mas este técnico que veio me agrada. E me agradou o pensamento da direção.
Fazendo uma avaliação rápida da classificação do brasileiro por técnicos, notamos que os primeiros colocados não são medalhões e não estavam com times cheios de craques.

O campeão Cruzeiro foi montado com um técnico médio, alguns refugos e algumas apostas: Borges banco do Santos,William, Ricardo Goulart, Luan, Everton Ribeiro,Tinga, Dagoberto... Se tivéssemos esse time para a Libertadores 2013, protestaríamos! Seria uma palhaçada!
O vice foi o Grêmio de Renato, com Bressan, Alex Telles, Pará, Ramiro, Riveros, Souza e Rodolpho...
Terceiro foi o Furacão do Vagner Mancini, do Marcelo, Weverton, Moisés, Paulo Baier, Ederson, Delatorre, Zezinho, etc.
Em quarto,  o Botafogo do Osvaldo, do Seedorf, Bolívar, Edilson, Julio César, Hyuri, Lodero e Rafael Marques.
Quinto, o Vitória do Ney Franco, Escudero, Maxi Biancucchi.
Sexto, o Goiás do nosso novo técnico, do gordinho Walter, Rodrigo, Hugo, Viçosa.

Bom, o que quero dizer é que os técnicos médios foram responsáveis por fazerem times médios acabarem lá em cima. E técnicos bons, afundaram times bons e foram demitidos. Essa foi a leitura que a direção teve para tomar tal decisão. Koff e Rui não são malucos.
O Grêmio de Luxemburgo, Cris, Vargas, Barcos, André Santos, Fábio Aurélio, Kleber, Moreno, Zé Roberto, Elano foi eliminado e o técnico demitido.
O timeco de Dunga, Alex, D'alessandro, Damião, Forlan, Scocco, Gabriel, Kleber, Juan, Índio, He Man, etc...quase rebaixado.
O Flamengo de Mano Menezes, fiasco completo. O do Jaime, campeão com Paulinho, Bruninho e Hernane.
São Paulo com Fabuloso, Ganso, Ceni, Paulo Autuori, Muricy, Jadson foi mal.
Fluminense do Abel e do Pofexô, caiu...e voltou.
Corinthians do Tite e de vários milhões a mais.....mal...

Então pessoal, pra mim o Grêmio do próximo ano tem que ter gente que queira ficar rico e não gente que já está. Gente que queira ser campeão, e não quem já não se importa se vai ser ou não. Gente que a cada jogo, encare como a oportunidade de crescer profissionalmente. E quando falo gente, englobo jogadores, diretores, técnico, preparador físico, médico, etc.
Essa foi a marca dos times, dos jogadores e dos técnicos com sucesso no Brasil ano passado.
Quem não viu esse campeonato que eu resumi nas linhas de cima, que continue pedindo grandes contratações.
Quem viu, que torça para termos mais Bressans, Ramiros, Alex Telles, Rhodolpos.
E com a contratação do técnico Enderson Moreira, parece que a direção do Grêmio viu o mesmo campeonato brasileiro que eu!
Abraços



15 de dezembro de 2013

Daniel Matador: O MEU GRÊMIO PARA 2014

Caros

Final de ano é uma época que invariavelmente nos impele a dois exercícios: a retrospectiva do ano que passou e a perspectiva do ano que virá. Não sei vocês, mas nunca fui muito fã de retrospectivas. Sempre sinto um desânimo quando vejo as chamadas deste tipo de programa na televisão. Se alguém quiser me torturar com requintes de crueldade é só me obrigar a assistir, em sequência, à Retrospectiva do Ano, à Corrida de São Silvestre e à Missa do Galo. Pra arrematar, talvez um time-lapse de 5 horas com as obras do remendão.

A única retrospectiva que curto assistir é a retrospectiva do futebol, e apenas quando o Grêmio conquistou alguma coisa no ano. O que significa que já não tenho este hábito há alguns anos. Por outro lado, tenho seguidamente feito o exercício de imaginar a perspectiva do ano seguinte. Invariavelmente, costumamos ter esperança para o ano que está por chegar, e no futebol não poderia ser diferente. Sem apelar para sinais cabalísticos ou afins, direi por quais razões acredito que 2014 tem tudo para ser um ano marcante para o Grêmio. E principalmente porque minha esperança para o ano que vem é muito maior do que aquela que tive nos últimos tempos, onde ela era calcada apenas e tão somente na probabilidade.

O futebol, assim como a história e a vida, já provou que também é cíclico. Assim como nações crescem, encolhem e depois surgem novamente, também no mundo da bola vemos este fenômeno. Exércitos ganham batalhas, perdem guerras, são exterminados e algum tempo depois retornam. Também clubes e times vencem, são derrotados, amargam períodos de ocaso e depois ressurgem. É da vida, é da bola. Os muito jovens certamente não têm como lembrar. Muitos dos demais talvez não consigam associar os fatos. Mas a forma como têm ocorrido os eventos no Grêmio mostram-me que tudo caminha para que estejamos no início de mais um período de conquistas.

Impossível não associar o momento do clube àqueles que o dirigem. A história de que clubes devem funcionar independentemente dos nomes que o dirigem é uma falácia. Assim como as empresas, a vida dos clubes depende das ações daqueles que o comandam. E digo isto para mostrar que as ações de Koff neste primeiro ano de sua atual gestão são muito semelhantes aos primeiros anos de suas gestões anteriores. Assim como em 1982 e 1993, quando assumiu o Grêmio e teve que lidar com problemas maiores do que o futebol em si, não conquistando nada de relevante, mas fazendo boas campanhas para, no ano seguinte, voltar-se ao futebol e às conquistas. A Arena consumiu quase todo o ano e energia, não permitindo a Koff dedicar mais tempo ao futebol. A sobrevivência do Grêmio estava em jogo, não apenas para este ano, mas também para os anos vindouros. Não cabe aqui apontar culpados para isso, e sim louvar o fato de que ações foram tomadas para tentar sanar os problemas.

No futebol, determinadas situações são quase unanimidades, apesar de que quase nunca há unanimidade em futebol. Mas olhando o time do Grêmio, algumas situações já têm encaminhamento para o ano, ao passo que outras serão decididas nas próximas semanas, a saber:

O treinador: Renato fez um trabalho espetacular em 2010 ao pegar um time ameaçado de rebaixamento e levá-lo à Libertadores. Este ano conseguiu chegar ao vice-campeonato, mesmo tendo jornadas não tão felizes ao longo da competição. Mas os resultados frios são indiscutíveis. Por esta razão, e considerando também a vontade do grupo, penso que sua manutenção seria uma escolha sensata, desde que ele aceite adequar-se à realidade financeira do clube. A única alternativa indiscutível para substituí-lo neste momento seria Tite, que já disse querer um período de descanso até a Copa do Mundo. Qualquer outro nome seria uma aposta, algo complicado de fazer em ano de Libertadores.

Goleiro: Dida está fora e Grohe deve finalmente assumir a titularidade. Gostei da atuação do velho baiano no ano que passou, mas sua saída faz parte do ciclo e da política de realidade financeira do clube. Temos Busatto e Follmann para a reserva, apesar de que minha aposta para o futuro goleiro do Grêmio é outra. O jovem Tiago Machowski tem feito ótimas apresentações na base e tem tudo para fazer história no clube.

Zaga: Minha dupla de zagueiros para 2014 seria Rhodolfo e Gabriel. O primeiro tem de ser definitivamente adquirido pelo Grêmio, pois é um defensor que há muito tempo não tínhamos. O segundo sofreu com uma lesão grave e deve ter seu empréstimo renovado, a fim de verificar sua total recuperação. Afora estes, temos ainda Werley, Bressan e Saimon, além dos garotos Thyere e Canavesio, que têm feito boas atuações na base e podem ganhar chance. Algum outro zagueiro pode desembarcar, mas ainda assim acredito que seja possível disputar a Libertadores com o que temos.

Laterais: Pará é quase uma unanimidade. É tecnicamente insuficiente, mas doa-se muito em campo. Dada a carência de laterais no Brasil, por incrível que pareça, consegue ser um dos melhores (ou menos piores) de sua posição. Pessoalmente, gostaria de ter um lateral melhor e deixar Pará como reserva. Mas também é complicado ter um reserva ganhando o que ele ganha. Paciência, não dá pra ganhar todas. O jovem Tinga, que inclusive atuou na seleção de base, ganhará chances neste ano. Nem cito Moisés, que considero fraquíssimo. Na lateral esquerda, Alex Telles foi eleito o melhor no país, o que só confirma o que falei a respeito da carência nesta posição. Caso venha a ser negociado, Wendell é o ficha um. Já demonstrou qualidade, mas fica a incógnita de como seria seu desempenho atuando como titular e principalmente em uma Libertadores.

Volantes: Nesta posição o Grêmio está bem servido e não necessita contratar. Temos Ramiro, Souza e Riveros, que atuaram juntos em várias partidas. Ainda temos Adriano e Matheus Biteco, que não tiveram um ano muito bom. Ainda assim, creio que não haveria necessidade de contratações para este setor, a não ser que surja um negócio de ocasião com algum nome indiscutível.

Meias: Aqui também há uma unanimidade. Maxi Rodriguez é titular absoluto. Este é um atleta que tem tudo para deixar seu nome marcado no tricolor. A tendência é que Elano deixe o clube e Zé Roberto pode ficar ou fazer companhia a ele. Sinceramente, ambos não farão falta, sendo que os recursos que seriam utilizados neles podem ser melhor aproveitados. Guilherme Biteco e Jean Deretti estão aí para a reserva. Olhando-se por este aspecto, nota-se que seria interessante a contratação de um meia de referência, que possa fazer companhia a Maxi e tenha cancha.

Ataque: E chegamos à grande incógnita. Olhando-se para trás e considerando-se somente o resultado, qualquer um mandaria todos os atacantes embora. Mas obviamente que outros fatores devem ser considerados, como os jogadores que chegarão e o sistema a ser utilizado. Vargas deve sair, restando Kleber e Barcos. Teríamos também Coelho, Mamute e Paulinho na reserva. Moreno volta, mas não se sabe qual seria seu aproveitamento. Dá pra enfrentar a Libertadores assim? Talvez sim, mas uma contratação de peso aqui poderia ser uma boa aposta. Acredito que Barcos pode redimir-se de seu ano ruim. Ninguém passa por uma fase de baixa por tanto tempo.

Por fim, sempre ressalto, principalmente para os amargos: é ruim não levantar uma taça. Lógico que qualquer um quer ser campeão. Mas a disputa da Libertadores é algo mágico. Somente quem viveu todos os anos de glória do Grêmio na competição continental sabe do que estou falando. Em alguns anos atrás tivemos alguns penetras na festa. Menos mal que pararam de frequentar este certame. Pegamos um grupo encardido, que muitos consideram ser o “grupo da morte”. Mas podem ter a certeza de que os torcedores das outras equipes estão muito mais apavorados com a possibilidade de enfrentar o Grêmio. Em 2014 a Arena vai rugir. Os times que entrarão para jogar contra o Grêmio terão de encarar a torcida e falar a célebre frase proferida pelos gladiadores, “Ave Caesar morituri te salutant” (Salve, César, aqueles que morrerão te saúdam). Pois neste grupo da morte, apenas um é imortal.

Saudações Imortais

11 de dezembro de 2013

Pentelho Arthur Lodi: O MEU GRÊMIO PARA 2014


O Marcos já viu o que é deixar os aplausos unânimes dos filmes para a corneta de quem escreve texto. Agora é a vez do Pentelho Arthur.

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Apesar da agenda negativa por parte de alguns, creio que o Grêmio está no caminho certo para retomar os anos de glórias.
Renato tem muitos méritos. Pegou o mesmo time que o Luxemburgo tinha à disposição - com exceção de Rhodolfo - e colocou o Grêmio na Libertadores. Deu confiança aos jovens, como Bressan, Alex Telles e Ramiro, além de solidez defensiva. O discutido Dida, apesar dos apesares, correspondeu e fechou a meta tricolor.
No entanto, há de se relevar os pontos negativos. O sistema ofensivo foi a decepção do ano. Kleber e Barcos não corresponderam e Renato não fez (ou não conseguiu fazer) nada a respeito. Também insistiu demais em esquemas que nunca deram certo, teimou ao deixar Maxi Rodríguez de fora e sempre demorava para colocá-lo. Quando o uruguaio entrava em campo, dava outra cara ao time.
Colocando tudo isso numa balança, ainda cheguei a conclusão que Renato é uma boa para 2014. A não ser que a direção queira apostar em Roger, Renato tem que ficar. Futebol é continuidade. Demitir Renato para trazer outro técnico é colocar todo o trabalho feito por ele no lixo e começar tudo novamente. E não é esse o caminho correto.
Independente da permanência ou não de Renato, o elenco deve sofrer algumas alterações para o próximo ano. O grupo precisa ser rejuvenescido. Os mais experientes, os medalhões - como Elano e Zé Roberto - não terminaram o ano bem e devem sair. É preciso apostar mais na base do clube, nos jovens jogadores. Na lateral direita, tem o Tinga. Na esquerda, além de Wendell, tem Breno (18 anos). Na zaga, Thyere e o argentino Canavesio. Iago, também 18, é um meio-campista jovem e de qualidade. Para o ataque, Gustavo Xuxa (que já jogou pelo profissional neste ano) e André também são opções. E é no Gauchão o momento certo para lançá-los.
O jeito é fazer uma pré-temporada decente, esquecer o campeonato estadual e se preparar para o restante do ano. Fazia muito tempo que o Grêmio não disputava por dois anos consecutivos a Copa Libertadores. E no segundo semestre ainda tem o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil - já estamos nas oitavas-de-final, lembram?
Se o time estiver focado, jogando com vontade e raça, não há quem segure.

10 de dezembro de 2013

Marcos Agostini: O MEU GRÊMIO PARA 2014

Caríssimos leitores,

A partir de hoje publicaremos uma série de posts em que cada um dos blogueiros colaboradores dirá o que espera do e para o Imortal Tricolor em 2014.
O primeiro é o Marcos Agostini. Vocês poderão checar também se ele é tão bom no texto quanto no cinema.
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A Libertadores é um torneio que eu faço questão de disputar todos os anos. Se não ganhar, paciência. Mas a emoção, a alegria, o nervosismo, o entusiasmo e até mesmo, a raiva ou decepção que ela me proporciona, são inigualáveis. Portanto, acredito que minha maior expectativa para 2014, assim como a de todos os gremistas, é o torneio continental. Por enquanto, vejo o Grêmio abaixo de Cruzeiro e Atlético-MG. Acho também que não estaremos muito acima do Flamengo. Mas o Cruzeiro será o grande time a ser batido. E por isso, algumas mudanças na nossa equipe se fazem extremamente necessárias. Ademais, sou daqueles que preferem deixar o Gauchão para testes.

Há quantos anos apostamos em medalhões para nos trazer títulos? A quantos anos gastamos o que temos e o que não temos em salários astronômicos a jogadores que fazem sucesso em outros clubes, mas não vingam aqui? E no fim, não conquistamos objetivo nenhum. Espero que a receita para 2014 sejam os jovens: do clube e de fora. É claro que um ou dois jogadores de renome ou mais experientes deveriam vir, mas precisamos de um time rápido, diferente do time que tivemos nos últimos anos. Penso que Kleber gladiador deveria ser utilizado como moeda de troca. Ele está longe de ser um jogador ruim, mas está há dois anos aqui e não conseguiu fazer o que dele se esperava. O grande problema é encontrar clubes interessados que aceitem pagar o que ele ganha. A mesma destinação devem ter Elano e Marcelo Moreno. Por outro lado, apesar do fraco ano do Barcos, ainda vejo nele algumas esperanças. Acho que ele ainda merece mais uma chance, antes que vá para outro clube e deslanche como acontece na maioria das vezes.

Se os investimentos para 2014 não serão grandes, podem existir jogadores não tão caros que podem dar respostas melhores do que as que temos atualmente. Por isso, seguirei uma lógica de mudanças pontuais. Apesar do ótimo ano do Dida, é hora de dar uma chance definitiva ao Marcelo Grohe (que é bom goleiro) e valorizá-lo. 
Pará, apesar de todo seu esforço e garra, não passa de um útil reserva. Portanto, a lateral direita precisa ser priorizada. Um nome que me agrada (entre muitos) é Ayrton (atualmente no Vitória), mas ainda temos o Tinga, de ótimas atuações na base e que pode servir. 
A zaga esta bem servida. Rhodolfo precisa ficar em definitivo e Bressan ou Werley estão de bom tamanho. Na esquerda, ainda que Alex Telles tenha terminado o ano com atuações melancólicas, caso não seja negociado, também é a melhor opção para a posição. Ainda assim, Wendell parece ter futuro. 
Sobre os volantes (Souza, Ramiro e Riveros - e até Leo Gago), não há o que reclamar. Não precisamos de contratações nesse setor. 
Para o meio, Maxi, que esta sendo preparado, é minha preferência. Mas não me iludo de que ele fará tudo sozinho. Isso seria um grande erro. Por isso, acho que uma outra prioridade é um ótimo jogador para atuar ao seu lado. Um verdadeiro camisa 10. Jogador este que não temos no grupo. Nomes como Cícero, Montillo, Jadson ou Elias seriam um dos meus sonhos de consumo, principalmente o argentino. Mas Zé Roberto ainda me serve para grupo. 
No ataque, se Leandro voltar, é outro que merece uma chance definitiva, pois mostrou evolução no Palmeiras. O ideal seria a manutenção de Vargas para atuar de titular e, por isso, lamento imensamente sua saída. Osvaldo esta dando sopa no São Paulo, mas ainda tem o Guilherme e o Luan que estão na reserva do Atlético-MG. Até Rildo da Ponte Preta ajudaria para grupo. Seriam minhas preferências para atuar ao lado de Barcos. Claro, não se podem esquecer os jovens que já estão no grupo, em especial o tal de Canavesio, os Bitecos, Jean Deretti, Wangler (!), Lucas Coelho, Yuri Mamute, entre outros.

Eu poderia ter citado inúmeros jogadores que me agradariam. Mas tentei analisar pela ótica das recentes declarações dos dirigentes gremistas. Não é um time dos sonhos para ganhar Libertadores? Não, não é. Mas é, a meu ver, o que podemos fazer. Pode dar certo. Novamente, entraremos na Copa do Brasil diretamente nas oitavas de final e o Brasileiro vai ser complicado como sempre. Mencionei poucos nomes, mas tenho certeza que a direção será criativa, inteligente e atuante no mercado. Quem sabe até nos surpreenda.

Por fim, o técnico. Agradeço ao Renato pelo ano e pela melhora no time. Vejo que ao mesmo tempo em que conseguiu ajeitar o time de Luxemburgo, não conseguiu dar sequência a evolução do seu próprio trabalho. Agrada-me muito a ideia de técnicos novatos para o próximo ano, mas confesso que sinto certo temor pela inexperiência deles. DalPozzo, Enderson Moreira ou Cristovão Borges seriam esses nomes. Ficaria com o último, que está saindo do Bahia. Se Renato for ficar, que seja por um valor compatível com o planejamento da direção. Se não, obrigado e até a próxima. Até Valdir Espinosa vem surgindo como nome ultimamente. Mas na dúvida, ousaria no Cristovão. O que vocês acham?