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16 de dezembro de 2017

Grêmio 0x1 Real Madrid - Mundial de Clubes 2017

1º Tempo: Real Madrid x Grêmio

O primeiro chute em direção ao gol foi aos 11 minutos, do Real Madrid, mas pra fora. O Grêmio tentava jogar, mas o time espanhol colocava o Tricolor no campo de defesa.
Aos 19 minutos Carvajal chutou sem deixar a bola cair, e Geromel tirou antes de chegar ao gol.
O Real Madrid apertava, chegava perto do gol. Aos 23 minutos, chute rasteiro no canto esquerdo do Grohe, mas pra fora.
Nossa primeira chance foi aos 28 minutos, em falta cobrada por Edílson, que raspou o travessão.
Aos 38 minutos, CR7 tirou tinta do travessão na cobrança de falta.
O primeiro tempo terminou com o placar zerado, e com o Real Madrid dominando o jogo.


2º Tempo: Real Madrid x Grêmio

O segundo tempo começou novamente com domínio do time espanhol, e logo aos 9 minutos Cristiano Ronaldo fez 1x0 em cobrança de falta, no canto direito de Grohe.
Aos 17 minutos entrou Jael no lugar de Lucas Barrios, que pouco fez no jogo.
Aos 20 minutos bola na trave do Real Madrid, após espalmada de Grohe
Everton entrou no lugar de Ramiro aos 20 minutos, quando Renato foi pro tudo ou nada.
Aos 30 minutos mais um chute do Real Madrid, e Grohe defendeu. Nesse momento o Grêmio começou a jogar melhor, mas a diferença técnica era grande. 
Aos 31 minutos Grohe defendeu bom chute de Cristiano Ronaldo. E aos 32 minutos outra defesa linda, em chute de Bale.
Maicon entrou no jogo aos 33, no lugar de Michel

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Grêmio honrou sua camisa. Eu vivi pra ver Real Madrid jogar no contra-ataque contra o Grêmio após o gol em final de Mundial. Valeu, Grêmio!

E quem quiser falar alguma coisa, só digo:
"Quis falar de título comigo, logo eu, Pentacampeão da Copa do Brasil e Tri da Libertadores."


Como jogaram:

Marcelo Grohe: baitas defesas. Nota 8.
Edílson: correu o que pode. Nota 7.
Geromel: gigante. Nota 9.
Kannemann: muito bem. Nota 8.
Bruno Cortez: correu o que pode. Nota 7.
Michel: apagado. Nota 6.
Jaílson: apagado. Nota 6.
Ramiro: apagado. Nota 6.
Luan: deixou muito a desejar. Nota 5.
Fernandinho: pouco fez. Nota 6.
Lucas Barrios: não fez nada. Nota 3.

Jael: correu o que pode. Nota 7.
Everton: impetuoso. Nota 7.
Maicon: teve pouco tempo pra jogar. Nota 6.


Escalações:

Grêmio: Marcelo Grohe, Edílson, Geromel, Kannemann e Bruno Cortez, Michel, Jaílson, Ramiro e Luan, Fernandinho e Lucas Barrios

Real Madrid: K. Navas, Carvajal, Sérgio Ramos, Varane e Marcelo, Casemiro, Kroos, Isco e Modric, Cristiano Ronaldo e Benzema.

Arbitragem: César Ramos, Marvin Torrentera e Miguel Hernandez (México).

28 de novembro de 2017

O futebol não é justo

Quando o River Plate abriu 2x0 contra o Lanus na Argentina, pelo segundo jogo da semi-final da Libertadores, a primeira coisa que pensei foi: um time com vários jogadores que caíram no doping não pode ser campeão. Naquele momento o River Plate na final era algo praticamente concreto pra mim.
O meu pensamento imediato era em relação a justiça. Naquele dia o Grêmio já havia jogado a primeira partida contra o Barcelona de Guayaquil e estava praticamente garantido na final. Pensar em uma final entre Grêmio e River naquele momento me deu, sim, certos calafrios. Mas a ânsia por justiça em relação ao campeão tomava conta dos meus pensamentos.
Logo após o jogo, que culminou com a eliminação do River Plate eu fiquei preocupada. Enxergava o Lanus como um time guerreiro, um clube pequeno, mas com muita qualidade e competência para disputar a final da maior competição da América.

Havia visto alguns jogos do Lanus. Não jogos inteiros, mas algumas partes. Time excelente. Bom entrosamento, toque de bola, agressividade e com muita calma pra ditar o jogo. Como ouvi essa semana logo após o primeiro jogo: ninguém chega na final da maior competição da América por convite. Se chega por capacidade.

Tendo em vista tudo isso, já imaginava um confronto difícil, mas a primeira partida escancarou algo que não estava previsto nos meus pensamentos.
Ninguém é bobo aqui, todos nós sabemos que os times argentinos possuem um "lugar especial no coração da Conmebol", mas chegar ao ponto de tanto benefício, nunca vi.
Após o jogo fiquei uns 3 ou 4 dias inconsolável. Ver o que vi naquele dia na Arena me "desgraçou a cabeça", como digo. Aquele cartão amarelo do Kannemann, aquele pênalti não marcado e aquela arbitragem de segurar o jogo.... Foi demais pra mim.
Nos dias seguintes ao jogo comecei a receber e ler notícias de favorecimentos anteriores nessa competição ao Lanus. Pênaltis não marcados contra eles nas quartas, semi e final, além de uma relação "estranha" entre a diretoria do time argentino e a Conmebol. E mais: promessas de agressão aos gremistas na Argentina.

Todo esse turbilhão me fez pensar novamente na justiça. Não seria justo um time que age de forma desonesta nos bastidores ganhar essa Libertadores. 
Eu aceito perder no campo, por mais doloroso que seja, mas eu aceito. Não aceito perder nos bastidores.
Mas o futebol não é justo.

A última final de Libertadores nós perdemos no campo. O futebol foi justo aquela vez, temos que reconhecer. O Boca tinha um time mais qualificado que o nosso. Tínhamos um time com vontade, mas sem qualidade. O futebol foi justo dessa vez, nós querendo ou não.
O futebol foi justo em 2005, naquele título inacreditável da Série B, onde estávamos sendo prejudicados de uma forma inacreditável. O futebol foi justo ano passado, quando tínhamos o melhor time da competição e conquistamos o Penta da Copa do Brasil.

Mas o futebol não é justo. 
Não foi justo naquela Libertadores de 2002 onde fomos roubados dentro de casa, na semifinal, contra o Olímpia, que acabou conquistando o título.
Não foi justo na final do Campeonato Brasileiro em 1982 contra o Flamengo, onde tivemos um pênalti escandaloso em casa, que nos levaria a disputa de pênaltis na final, mas não foi marcado.
Não foi justo em 2006, quando o Nacional do Uruguai teve 2 gols mal anulados no Beira-Rio nas quartas-de-final da Libertadores, que acabou com o título colorado naquele ano.

Se o futebol fosse justo, esse título da Libertadores da América 2017 seria nosso. Nós trabalhamos o ano inteiro de forma correta para conquistar esse título. Nós estamos trabalhando de forma correta de uns anos pra cá.
Eu não sei se o TRI virá, mas tenho orgulho de dizer que nunca vi meu time ganhar título por ser "ajudado pela arbitragem".


24 de setembro de 2017

Bahia 1x0 Grêmio - Brasileirão 2017

Renato Portaluppi escalou o Grêmio para a 25ª rodada do Brasileirão com Paulo Victor, Bressan, Arroyo e Jael. Quatro posições com jogadores diferentes do que estamos acostumados a ver. As trocas logo foram esclarecidas pela falta de condições totais dos jogadores titulares (ou que vinham sendo titulares).
Ainda faltando 13 rodadas para o final do Campeonato Brasileiro, entrávamos em campo na terceira colocação após a vitória do Santos em cima do Atlético-PR, que pulou para o segundo lugar.


1º Tempo: Bahia 0 x 0 Grêmio

O primeiro lance de susto foi logo antes dos 2 minutos, quando em uma bola despretensiosa chutada em direção ao gol, Paulo Victor defendeu a bola e quase entrou dentro do gol com ela em mãos. O Bahia chegou com força aos 5 minutos e novamente aos 8. O Grêmio até trocava passes em direção ao gol, mas era o time adversário que chegava com mais ímpeto. 
O primeiro chute do Grêmio foi somente aos 14 minutos, de fora da área, em uma tentativa do Michel. A partir dos 20 minutos o Grêmio começou a se impor. Chegava com boa troca de passes e de forma mais aguda e objetiva. A partir desse momento o Bahia começou a chegar mais forte, e tivemos momentos nervosos e cartões amarelos para ambos os lados.
Não tínhamos grandes chances de gols, mas nosso desempenho estava melhor do que no início do jogo.
Nos minutos finais o jogo voltou a ficar morno e o árbitro acabou o primeiro tempo aos 47 minutos.


2º Tempo: Bahia x Grêmio

O segundo tempo começou tão morno quanto terminou o primeiro. O Bahia teve boa chance de falta aos 17 minutos. 
Aos 18 minutos Renato tirou Ramiro e colocou Patrick. Aos 23 entrou Éverton e saiu Arroyo. A entrada desses dois jogadores deram outra movimentação ao jogo.
Aos 32 minutos o melhor lance do Grêmio no jogo. Éverton fez fila pela esquerda, cruzou e Patrick chutou no travessão. No rebote Fernandinho chutou em cima do goleiro.
A partir desse momento só deu Grêmio. Chagávamos com perigo e o Bahia ficava atrás da linha da bola, esperando contra-ataque. 
Aos 43 minutos a última substituição: saiu Fernandinho e entrou Leo Moura.
Aos 47 minutos o inesperado. Edílson tropeçou dentro da área adversária, encostou no adversário e o juiz acabou dando pênalti para o Bahia. 1x0 pra eles.
E o jogo terminou aos 51 minutos.

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Não foi o resultado esperado. A atuação foi média.
Seguimos em busca do Tri da América. O Campeonato Brasileiro infelizmente é muito difícil buscar.
Sem crise. Temos que usar o Brasileirão de forma inteligente.


Como jogaram:

Paulo Victor: pouco exigido, levou gol de pênalti. Atuação segura. Nota 7.
Bressan: não consegue desarmar um lance direito. Nota 6.
Kannemann: atuação segura. Nota 7.
Edílson: atuação fraca. Tropeçou de forma bizarra dentro da área adversária que acabou em pênalti para o Bahia aos 47 minutos do segundo tempo. Nota 5.
Bruno Cortez: atuação média. Nota 6.
Michel: atuação segura. Nota 7.
Arthur: eu não me canso de ver esse guri jogar e de dizer que é craque. Manda no meio campo. Nota 9.
Ramiro: atuação média. Não vem bem. Saiu para entrada de Patrick aos 19 minutos do segundo tempo. Nota 6.
Fernandinho: boa movimentação. Saiu para entrada de Leo Moura aos 43 minutos do segundo tempo. Nota 7.
Arroyo: mais uma vez mostrou o motivo de não ser muito utilizado. Saiu para entrada de Éverton aos 23 minutos do segundo tempo. Nota 5.
Jael: cruel, mas cruel com a bola. Nota 3.

Patrick: entrou aos 19 minutos do segundo tempo. Com personalidade foi pra cima e chutou uma bola na trave. Nota 7.
Éverton: entrou aos 23 minutos do segundo tempo. Deu outra movimentação ao jogo. Fez boas jogadas pelo lado esquerdo. Nota 7.
Léo Moura: entrou aos 43 minutos do segundo tempo. Sem nota.


Escalações:

Grêmio: Paulo Victor, Bressan, Kannemann, Edílson e Bruno Cortez, Michel, Arthur e Ramiro (Patrick), Fernandinho (Leo Moura), Arroyo (Éverton) e Jael. Técnico: Renato Portaluppi.

Bahia: Jean, Eduardo, Tiago, L. Fonseca e Capixaba, Edson, Juninho, Vinícius (Allione) e Zé Rafael (Edgar Junio), Mendoza e Rodrigão. Técnico: Preto Casagrande (Maurício Copertino)

Arbitragem: Luiz Flávio de Oliveira (SP), Danilo Ricardo Manis (SP) e Miguel Cataneo da Costa (SP).



9 de agosto de 2017

Grêmio 2x1 Godoy Cruz: queremos a Copa

Entrávamos em campo na data de aniversário de 2 anos do Grenal dos 5x0, e em noite de provável despedida de Luan, brilhou a estrela de Pedro Rocha.
Vamos ao jogo.


1º Tempo: Grêmio 1 x 1 Godoy Cruz

O jogo começou com uma boa chance do adversário logo aos 4 minutos e Grohe já teve que fazer uma grande defesa. Aos 7 minutos em cobrança de escanteio do Godoy Cruz, Michel cabeceou pra trás dentro da pequena área e Grohe teve que fazer novamente uma defesa difícil.
Aos 13 minutos o adversário abriu o placar: Correa chutou de fora da área e encobriu Grohe, que estava um pouco adiantado. 1x0 pra eles.
Aos 16 minutos o Grêmio tentou responder com Luan de fora da área. O goleiro fez boa defesa e a bola bateu na trave. Logo em seguida, Pedro Geromel colocou a bola na rede, mas estava impedido. Gol anulado.
O Grêmio tentava se impor e achar espaços, o que não tinha feito até levar o gol.
O gol de empate finalmente saiu aos 30 minutos em insistência e troca de passes. O goleiro Burrián soltou a bola, Barrios recuperou e passou pra Pedro Rocha dentro da área, que chutou pra dentro de gol. Grêmio 1x1 Godoy Cruz.
Aos 43 minutos Barrios chutou na trave após bela troca de passes, mas de qualquer maneira estava impedido. Nessa altura do jogo os jogadores do Godoy Cruz começaram a bater, e o árbitro assistia sem fazer nada. Aos 46 minutos terminou o primeiro tempo.


2º TempoGrêmio 1 x 0 Godoy Cruz

O Grêmio voltou com vontade, e logo aos 4 minutos teve boa chance com Pedro Rocha, mas o zagueiro adversário aliviou pra fora. Logo no minuto seguinte, pênalti não marcado em cima do mesmo Pedro Rocha. Desde o primeiro tempo já sabíamos que o árbitro estava fechando os olhos contra nós.
Aos 11 minutos Maicon levou um carrinho criminoso no meio campo. O juiz mandou seguir e ainda deu amarelo para nosso meio-campo. Nessa altura o árbitro já queria ser a estrela do jogo.
Logo em seguida, aos 14 minutos, Pedro Rocha fez o segundo gol do Grêmio em ótimo contra-ataque, com uma subida espetacular de Pedro Geromel. Barrios chutou em gol, a bola bateu na trave e nosso camisa 9 aproveitou a sobra! Grêmio 2x1 Godoy Cruz.
Aos 29 minutos Renato fez a primeira substituição: tirou Maicon e colocou Arthur. Logo depois, aos 31 minutos, a segunda substituição: saiu Ramiro e entrou Fernandinho.
O jogo chegava aos 40 minutos com superioridade Tricolor. O Godoy Cruz pouco chegava, e quando nós chegávamos, era com perigo. Nesse momento saiu Pedro Rocha (muito aplaudido, obviamente) e entrou Marcelo Oliveira, para povoar mais o meio campo e segurar o adversário.
Como de costume, o time argentino não aceitava a derrota e começou a armar confusão.
E aos 46 minutos o árbitro deu o segundo amarelo para Michel, que foi expulso. Aos 48 minutos, fim de jogo.

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Jogo difícil como legítimo jogo de Libertadores. Vaga garantida para as quartas de finais. Depois da vitória de 1 a 0 na Argetina, Grêmio 2x1 Godoy Cruz na Arena.
#RumoAoTri #QueremosACopa


Como jogaram:

Marcelo Grohe: duas grandes defesas no início do jogo, levou um gol em uma falha. Nota 6.
Léo Moura: qualidade de sempre no apoio e na defesa. Nota 8.
Pedro Geromel: seguro e preciso como sempre. Nota 8.
Kannemann: o Kãonnemann de sempre. Nota 8.
Bruno Cortez: Como sempre não foi muito cortês com os adversários. Nota 7
Michel: meio perdido. Levou cartão bobo. Nota 6.
Maicon: boa participação, com bons passes. Nota 7.
Ramiro: muito participativo, fez boas jogadas pelo lado direito no primeiro tempo. Nota 7.
Luan: com fome de jogo, foi pra cima, driblou, procurou o jogo. Nota 9.
Pedro Rocha: bagunçou a zaga adversária, driblou, foi pra cima e ainda fez 2 gols. Nota 10.
Lucas Barrios: participou diretamente dos 2 gols. Nota 8.

Arthur: mesmo entrando aos 29 minutos da etapa final, produziu como sempre. Nota 7.
Fernandinho: bom ímpeto. Nota 6.
Marcelo Oliveira: pouca participação. Nota 4.


Escalações:

Grêmio: Marcelo Grohe, Léo Moura, Pedro Geromel, Kannemann e Cortez, Michel, Maicon (Arthur), Ramiro (Fernandinho) e Luan, Pedro Rocha (Marcelo Oliveira) e Lucas Barrios. Técnico: Renato Portaluppi

Godoy Cruz: Burrián, Abecacis, Galeano, Olivarez, Angileri, Rodríguez (Verdugo), Henríquez (Facundo Silva), Giménez, Garro (González), Correa e Garcia. Técnico: Maurício Larriera.


Arbitragem: Enrique Cáceres (PAR), Eduardo Cardozo (PAR) e Juan Zorilla (PAR)


Público total: 38.797

19 de julho de 2017

Na cola do Corinthians: Vitória 1 x 3 Grêmio

O jogo valia pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro e era no Barradão, na casa do adversário. Estávamos sem Michel, Luan e Pedro Geromel. Esse último sentiu desconforto na coxa no aquecimento e Rafael Thyere foi para o jogo. Com isso, tivemos a entrada de Fernandinho e a volta do Maicon. 
Vamos ao jogo.


1º Tempo: Vitória 0 x 2 Grêmio

O Vitória começou o jogo tentando pressionar o Grêmio, e logo aos 5 minutos já tinha tentado duas finalizações, ambas para fora. Mas aos 6 minutos Fernandinho roubou uma bola na saída do Vitória. Ele ia fazendo fila até que foi derrubado na entrada da área. Ele mesmo cobrou e fez o gol, no canto esquerdo do goleiro Fernando: Vitória 0x1 Grêmio.
O jogo seguiu morno e aos 24 minutos o Grêmio deu o segundo chute a gol, com Fernandinho.
Aos 43 minutos Maicon passou para Pedro Rocha dentro da área. O atacante serviu de pivô, escorou para Fernandinho, que rolou para Arthur, e o volante chutou para dentro do gol. Vitória 0x2 Grêmio. Outro golaço em linda troca de passes! 
O árbitro deu 2 minutos de acréscimo e o primeiro tempo terminou aos 47 minutos.


2º Tempo: Vitória x Grêmio

Logo no início do segundo tempo um lance curioso. O Vitória fez alteração de Renê Santos pelo David, mas o protocolo de troca na beira do campo não foi realizado. O árbitro mandou voltar e realizar o protocolo aos 4 minutos. Aos 10 minutos o Vitória fez a segunda substituição: saiu Cleiton Xavier e entrou Yago. 
Aos 12 minutos o Vitória faz o gol com David de cabeça em cobrança de escanteio. Vitória 1x2 Grêmio
Aos 13 minutos Everton entrou no lugar de Lucas Barrios, que pouco antes havia forçado o cartão amarelo e está suspenso para o próximo jogo. 
Aos 17 minutos Everton acreditou na jogada no lado esquerdo e virou para Ramiro, que fez um gol no ângulo. Vitória 1x3 Grêmio. Esse foi o 30º gol do time. Melhor ataque da competição.
O Vitória fez a última alteração aos 22 minutos: saiu Caíque Sá e entrou Patric. Aos 24 minutos Renato fez a segunda substituição no Grêmio: saiu Maicon voltando de lesão e entrou Jaílson.
O jogo se abriu um pouco depois do terceiro gol do Grêmio. Renato fez a última substituição aos 37 minutos: entrou Marcelo Oliveira e saiu Pedro Rocha
Kannemann salvou de cabeça um gol aos 43 minutos.
O árbitro deu 4 minutos de acréscimo. E o jogo terminou Vitória 1x3 Grêmio.

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Seguimos vice-líder, na cola do Corinthians, com 31 pontos.
Jogamos como sempre: com qualidade. Que grupo! Que time!
Nosso próximo jogo é dia 24/07, segunda-feira, contra o São Paulo no Morumbi pelo Campeonato Brasileiro.
#VamosGrêmio


Como jogaram:

Marcelo Grohe: não foi exigido. Nota 5.
Edílson: um pouco displicente. Nota 5.
Rafael Thyere: não se deixou abater pelo gol contra no último jogo. Não foi exigido. Nota 6.
Kannemann: seguro e eficiente, salvou um gol aos 43 minutos. Nota 7.
Cortez: participou pouco do jogo, não foi exigido. Nota 6.
Maicon: voltando de lesão. Boa movimentação e participativo, dentro das suas características. Nota 7.
Arthur: monstro, e ainda fez o segundo gol. Nota 9.
Ramiro: sempre participativo, fez o terceiro gol. Nota 8.
Pedro Rocha: foi pra cima, fez boas jogadas, preocupou a zaga adversária. Nota 7.
Fernandinho: fez um belo gol de falta, participou do segundo gol. Nota 9.
Lucas Barrios: participou pouco do jogo. Nota 6.

Éverton: entrou aos 13 minutos do segundo tempo. Deu passe para o terceiro gol. Nota 6.
Jaílson: entrou aos 24 minutos do segundo tempo. Fez alguns desarmes. Nota 6.
Marcelo Oliveira: entrou aos 37 minutos do segundo tempo. Pouco participou. Nota 5.

Escalações:

Grêmio: Marcelo Grohe, Edílson, Rafael Thyere, Kannemann e Cortez, Maicon, Arthur, Ramiro, Pedro Rocha, Fernandinho e Lucas Barrios (Éverton). Técnico: Renato Portaluppi.

Vitória: Fernando, Caíque Sá (Patric), Alan Costa, Kanú e Geferson, U. Correia, Renê Santos (David), Carlos Eduardo e Cleiton Xavier (Yago), Trellez e André Lima. Técnico: Alexandre Gallo.


Arbitragem: Pericles Bassols Cortez (PE), Clovis Amaral da Silva (PE) e Cleberson do Nascimento Leite (PE).

Futebol, um esporte hipócrita

Um dia antes de ir ao ar o Profissão Repórter que fala sobre o problema de racismo no país com o goleiro Aranha como figura principal, o técnico do co-irmão respondeu a pergunta de uma jornalista mulher da seguinte maneira após jogo do seu time: "Desculpe, eu não vou te responder com uma pergunta porque você é mulher e talvez não tenha jogado (futebol)."

Na saída de campo domingo, o goleiro Aranha deu a seguinte declaração ao ser questionado sobre a relação com a torcida: "Eles são assim aqui, é brabo o conceito de vida que eles tem aqui. Na região Sul do país é assim."
O mesmo Aranha que ao ser questionado sobre sua forma física após um jogo contra o Palmeiras pelo campeonato Paulista esse ano, respondeu: "Tem jornalista que gosta de homem, gosta de homem sarado, gosta que o cara tire a camisa, mostre o abdômen."

O goleiro Aranha sofreu injúria racial num jogo contra o Grêmio em 2014 ainda quando jogava pelo Santos. Eu poderia discutir aqui o termo 'macaco', sua história na rivalidade GreNal e muitas outras coisas. Não vou. Reviver aquele caso me dói. Por várias vezes eu fui apontada como racista pelo simples fato de ser gremista. Eu, descendente de bugre, com pai negro.
O fato é que todos os meios de comunicação deram espaço ao goleiro Aranha para classificarem o Grêmio como clube racista, sem saberem nada da história do Tricolor, generalizando da forma mais superficial. 
Nenhum veículo de comunicação ou jornalista disse que Aranha foi xenófobo ao fazer o comentário de "na região Sul do país é assim". Nenhum veículo de comunicação ou jornalista fez escândalo pelo comentário homofóbico do Aranha ao falar que alguns jornalistas gostam de ver homem sarado. 

O Grêmio pagou pelo ato de 2 ou 3 torcedores. O Grêmio se desculpou publicamente pelo ocorrido naquele jogo da Copa do Brasil em 2014. Pediu desculpas ao goleiro Aranha, que nunca foram aceitas.
Ontem, o técnico Guto Ferreira fez um comentário extremamente machista, e hoje teve espaço no principal programa da RBS para se desculpar, e a partir disso, todos bateram palmas e aceitaram suas desculpas.
Enquanto no caso Aranha deram espaço ao "agredido", no caso Guto / Kelly Costa deram espaço a "quem agrediu".

Preconceito é preconceito: racismo, homofobia, xenofobia ou qualquer outro. 
Mas no futebol? Ah, no futebol só racismo é preconceito.

E eu como mulher, seguirei ouvindo e lendo comentários ridículos por ser mulher, gostar e entender de futebol. Vou continuar ouvindo que por ser gremista e gaúcha sou racista. E os veículos de comunicação, assim como as autoridades, continuarão fechando os olhos.  
O futebol é um esporte hipócrita.

14 de junho de 2017

Sorteio das oitavas de final: Libertadores da América 2017

Hoje, a partir das 21h, será realizado o sorteio das oitavas de final da Libertadores da América 2017 na sede da Conmebol em Luque. A partir do resultado do sorteio, também ficará definido o caminho para o Tri da América.

O sorteio será usado pela primeira vez pela Conmebol. Antes, a entidade definia os confrontos com base na campanha da fase de grupos. O melhor primeiro colocado enfrentava o pior segundo, e assim por diante. Nesta edição, o desempenho decidirá apenas a ordem das partidas. 
Como temos a terceira melhor campanha geral entre os primeiros colocados, podemos decidir os jogos sempre em casa, exceto em uma eventual final contra o Lanús ou Atlético-MG, onde decidiríamos fora.

As partidas de ida estão marcadas para os dias 4, 5 e 6 de julho. E as partidas de volta estão marcadas para os dias 8, 9 e 10 de agosto. 

O sorteio hoje será da seguinte maneira: 
São dois potes. No pote número 1 ficam os oito primeiro colocados, no pote número 2 ficam os oito clubes que avançaram em segundo lugar. Os clubes que classificaram em segundo lugar serão sorteados e ocuparão as chaves de A a H. Em seguida, serão sorteados seus adversários, retirados do pote 1. 


POTE 1 (primeiros colocados)
Atlético-MG
Lanús
Grêmio
River Plate
Palmeiras
Santos
Botafogo
San Lorenzo


POTE 2 (segundos colocados)
Godoy Cruz
Guaraní-PAR
Emelec
Barcelona de Guayaquil
Atlético-PR
The Strongest
Jorge Wilstermann
Nacional-URU




24 de maio de 2017

Um time maduro

Foto: Grêmio - Lucas Uebel

Após a virada em cima do Fluminense na última quarta, a primeira partida de maior importância que tivemos no ano, comecei a fazer uma análise do atual time do Grêmio.
Aquelas análises que a gente faz depois de ganhar título (Copa do Brasil 2016), que só não poderia ter sido feita antes de forma mais concreta por estarmos disputando apenas o Gauchão (que pra mim não é parâmetro). Aquelas análises de torcedor, que observa e sente o time, mas que também não quer dizer nada em definitivo.

Faz muito anos que acompanho futebol (não vou dizer aqui quanto tempo pra não entregar a idade). Nesses anos todos vi tudo que é tipo de time ser campeão, e vi tudo que é tipo de grupo o Grêmio ter.
Mas o que vejo nesse grupo atual, é que é um time maduro. 
Dia 14/05 estreamos contra o Botafogo em casa pelo Campeonato Brasileiro, o adversário não é dos mais fortes do Brasil, mas tem um time competitivo e muito bem treinado. Foi difícil abrir o placar? Foi. Dificuldade imposta por eles, mas conseguimos manter a tranquilidade e padrão de jogo, e assim conseguimos sair com a vitória. Na quarta-feira seguinte jogamos contra o Fluminense, o jogo que impôs maior dificuldade até o momento. O Fluminense possui um bom time e um bom treinador - como eu disse no post pós jogo: gostem ou não do Abel, sempre teve bons trabalhos. Nós entrávamos em campo pelo primeiro jogo da Copa do Brasil 2017, em casa, pra defender o título. O time saiu perdendo logo aos 4 minutos de jogo. Poderia ter desestabilizado o grupo, ter mudado o rumo do jogo... Mas não. O time seguiu tranquilo e com padrão de jogo. No último domingo, o jogo foi na Arena da Baixada contra um adversário que sempre complica em sua casa: Atlético-PR. Não lembro de um jogo tranquilo naquele estádio, sempre tem dificuldade ou confusão. E nosso vitória por 2x0 foi com futebol maiúsculo!
Alguém pode então lembrar da eliminação para o Novo Hamburgo. Mas até nesse confronto o time manteve tranquilidade e padrão de jogo. O mérito nesse caso foi do adversário. Perdemos por outros motivos, não por falta de maturidade.

O título da Copa do Brasil deu ao grupo tranquilidade e experiência. Eliminações e derrotas em outras competições e campeonatos anteriores também deram ao grupo amadurecimento. Sim, as derrotas fazem crescer, são delas que surgem as vitórias.
Abaixo a história dos principais jogadores do elenco, onde podemos ver suas conquistas e tempo de Grêmio.


Marcelo Grohe: no Grêmio desde os 13 anos, subiu para o Profissional em 2005 e assumiu a titularidade em 2012. Campeão da Série B em 2005 e da Copa do Brasil em 2016.

Pedro Geromel: maior parte da sua carreira profissional foi na Europa. Passou por times em Portugal, Alemanha e Espanha. No Grêmio desde 2014. Campeão da Copa do Brasil em 2016.

Walter Kannemann: no Grêmio desde julho de 2016. Campeão do Apertura em 2013 e da Libertadores da América em 2014 pelo San Lorenzo e da Copa do Brasil em 2016.

Edílson: está na segunda passagem pelo Grêmio, contratado novamente em 2016. Campeão Brasileiro em 2015 pelo Corinthians e Campeão da Copa do Brasil 2016.

Léo Moura: contratado esse ano pelo Grêmio. Campeão Brasileiro 2009 e Bi-Campeão da Copa do Brasil (2006 e 2013) pelo Flamengo.

Marcelo Oliveira: no Grêmio desde 2015. Campeão Brasileiro Série B 2008 e da Copa do Brasil 2009 pelo Corinthians, Campeão Brasileiro Série B pelo Palmeiras e Campeão da Copa do Brasil 2016.

Douglas: está na segunda passagem pelo Grêmio, a primeira foi de 2010 a 2012. Campeão Brasileiro Série B pelo Criciúma em 2002, Campeão Brasileiro Série B 2008, Copa do Brasil 2009, Libertadores da América 2012, Mundial de Clubes 2012 e Recopa Sul-Americana 2013 todos pelo Corinthians, Campeão da Copa do Brasil 2016.

Gastón Fernandes: contratado esse ano pelo Grêmio, Campeão da Copa do Rei em 2005 pelo River Plate, Campeão da Libertadores pelo Estudiantes em 2009 e vários títulos Argentinos pelos times que passou (River Plate, Racing, San Lorenzo e Estudiantes).

Maicon: no Grêmio desde 2015. Campeão da Copa Sul-Americana 2012 pelo São Paulo e Campeão da Copa do Brasil em 2016.

Ramiro: no Grêmio desde 2013. Campeão da Copa do Brasil em 2016.

Miller Bolanos: no Grêmio desde 2016. Jogador da Seleção do Equador. Campeão da Copa Sul-Americana em 2009, Equatoriano em 2010 e da Recopa Sul-Americana em 2009 e 2010 pela LDU, Campeão Equatoriano em 2013, 2014 e 2015 pelo Emelec, e Campeão da Copa do Brasil em 2016.

Éverton: no Grêmio desde 2012, fez sua estreia no Profissional em 2014. Campeão da Copa do Brasil 2016.

Pedro Rocha: no Grêmio desde 2013, fez sua estreia no Profissional em 2015. Campeão da Copa do Brasil 2016.

Luan: fez sua estreia no profissional do Grêmio em 2014. Campeão Olímpico e da Copa do Brasil em 2016.

Lucas Barrios: contratado esse ano pelo Grêmio, jogador da Seleção Paraguaia. Campeão Chileno (Clausura) em 2008 pelo Colo-Colo (artilheiro da competição e maior artilheiro do mundo pela IFFHS), Campeão Alemão 2010/11 e 2011/12 e da Copa da Alemanha 2011/12 (artilheiro da competição) pelo Borussia Dortmund, Campeão da Super Liga Chinesa e da Copa da China em 2012 pelo Guangzhou Evergrande, Campeão da Copa do Brasil em 2015 e Brasileiro em 2016 pelo Palmeiras.


Uma mescla de jogadores com bastante cancha e vencedores, com jogadores de meia idade e experientes, e jogadores novos.
A maioria desses jogadores jogam juntos no Grêmio ha pelo menos 2 anos (ou quase). A diferença que isso faz pra entrosamento é grande. Significa também que passaram por experiências dolorosas juntos no Grêmio. Significa que cresceram juntos como atleta. Significa que amadureceram juntos.

Mesmo com desfalques de jogadores, os que estão jogando dão tranquilidade aos meninos que vem entrando (Jaílson, Michel, Arthur, Éverton, etc). Nós temos problemas? Sim, temos. Não conheço nenhum time no mundo que não tenha. 
Eu já vi muitos times campeões, mas grupo campeão é bem difícil. Longe de mim cravar aqui que esse grupo ganhará tudo, sairá campeão de novo da Copa do Brasil ou ganhará Libertadores ou Brasileiro - apesar de ser minha maior vontade. 
Podemos discutir qualidade de jogador X ou Y, mas se me perguntarem se nós temos um time maduro que pode conquistar títulos esse ano, eu respondo que sim, temos! Pode nos faltar outras coisas ali na frente, mas maturidade e vontade de vencer, não.


17 de maio de 2017

Em busca do HEXA: Grêmio 3 x 1 Fluminense

Entramos em campo pelo primeiro jogo das oitavas de final, em busca do Hexa. O Rei de Copas estava desfalcado: Miller, Maicon, Edílson e Marcelo Oliveira os principais jogadores que estavam fora. Não conto o Douglas, pois todos sabemos que ele só volta após o segundo semestre, provavelmente em setembro.
O jogo começou mal, o Fluminense achou um gol, mas logo tomamos o controle do jogo e viramos merecidamente.


1º Tempo: Grêmio 1 x 1 Fluminense

Tínhamos recém 4 minutos de jogo e o Fluminense abriu o placar com Renato Chaves, de cabeça, logo após Pedro Geromel ceder escanteio em uma falha para aliviar a bola (o que é mais que raro). 1 a 0 para eles.
Depois do gol do Fluminense o Grêmio foi pra cima. Ficou martelando até os 17 minutos até que em bela troca de passes entre Lucas Barrios e Arthur, o menino fez o gol de empate pra coroar suas atuações: 1x1. Arthur!
O jogo seguiu lá e cá. O Fluminense atacando sempre em contra-ataques, em alta intensidade. O Grêmio trocava passes na intermediária buscando espaço, e chegou perto de fazer o gols algumas vezes. No final do primeiro tempo o jogo ficou disputado, com lances feios de falta.
Aos 45 minutos, em belo passe de Luan, Pedro Rocha errou de frente para o goleiro. Infelizmente nenhuma novidade.


2º Tempo: Grêmio 2 x 0 Fluminense

Ambos os times voltaram com a mesma formação para o segundo tempo. As faltas fortes por parte do Fluminense continuaram no início do jogo e o juiz nada de dar cartão amarelo.
Já tínhamos 14 minutos e duas boas chances de gols, enquanto o Fluminense havia chutado duas bolas de fora da área.
Aos 16 minutos a primeira substituição do Grêmio: saiu Pedro Rocha e entrou Éverton.
Aos 17 minutos, pênalti não marcado em cima de Léo Moura. Nessa altura do jogo o Fluminense apenas se defendia, mal via a cor da bola.
E aos 19 minutos, em cobrança de escanteio, Kannemann desviou na primeira trave e Lucas Barrios fez o gol da virada: 2x1!
O Fluminense tentou reagir logo em seguida, e Dourado acabou fazendo falta maldosa em cima de Geromel. Apareceu o primeiro cartão amarelo do jogo. Henrique Dourado reclamava o jogo inteiro, merecia cartão muito antes.
Aos 25 minutos tínhamos 11 finalizações do Grêmio e 6 do Fluminense. Esse número mostrava bem o que era o jogo. E nesse mesmo minuto, Lucas Barrios recebeu dentro da área e acertou a 12ª finalização e fez 3x1. Golaço! O segundo dele no jogo.
Os 2 gols do Grêmio fizeram o Fluminense acordar de novo pro jogo. O time carioca emendou 3 escanteios direto, mas não resultaram em nada.
Logo o Fluminense fez duas substituições: saíram Pierre e Richarlison e entraram Gustavo Scarpa e Maranhão. Renato resolveu colocar mais um jogador de meio campo, visto que o Fluminense voltava a crescer no jogo. Saiu Lucas Barrios aos 37 minutos e entrou Jaílson. Abel Braga então tirou o Marcos Jr. e colocou Calazans.
Arthur saiu aos 42 minutos e entrou Fernandinho, que logo em seguida levou cartão amarelo por falta na intermediária.
O jogo seguiu disputado e nervoso até o final, com direito a uma pequena confusão já nos acréscimos. O juiz, muito fraco, terminou o jogo aos 50 minutos.

Grêmio 3x1 Fluminense.

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Que bela partida do Grêmio (de novo)! Jogamos melhor. Não merecíamos levar o gol, que foi em um momento de desatenção, novamente em bola aérea.
O time do Fluminense é muito bem treinado (gostem do Abel ou não). A volta será dia 31, no Rio de Janeiro. Vamos com boa vantagem, mas não tem nada ganho. Foco!

#QueremosACopa #EmBuscaDoHexa #ReiDeCopas


Como jogaram:

Marcelo Grohe: boas defesas quando exigido. Nota 7.
Leo Moura: participativo, da tranquilidade aos mais novos. Nota 7.
Pedro Geromel: o Geromel de sempre, seguro, desarmes certeiros. Nota 8.
Kannemann: seguro, cão de guarda, como sempre. Nota 8.
Cortez: não vinha treinando com o time titular e entrou bem. Subiu quando necessário e ajudou na marcação. Nota 7.
Michel: se esforçou e tentou bons lançamentos. Nota 6.
Arthur: seguro, bons passes, mandou e desmandou no meio campo, e ainda fez gol. Nota 10.
Ramiro: pequeno-grande Ramiro de sempre. Nota 8.
Pedro Rocha: participou pouco e errou um gol feito. Nota 5.
Luan: participativo, brigou, tentou e fez boas jogadas. Nota 8.
Lucas Barrios: 2 gols. Nota 10.

Éverton: foi pra cima da zaga adversária, aproveitando suas características, mas pouco criou. Nota 6.
Fernandinho: correu como sempre, jogou como sempre. Nota 4.


Escalações:

Grêmio: Marcelo Grohe, Leo Moura, Pedro Geromel e Kannemann, Cortez, Michel, Arthur (Fernandinho) e Ramiro, Pedro Rocha (Éverton), Luan e Lucas Barrios (Jaílson).

Fluminense: Diego Cavalieri, Renato, Henrique e Chaves, Léo, Pierre (Gustavo Scarpa), Wendel e Sornoza, Marcos Jr. (Calazans), Richarlison (Maranhão) e H. Dourado.

Arbitragem: Dewson Freitas (PA), Alessandro A. Rocha de Matos (BA) e Bruno Bochilia (PR).

19 de abril de 2017

9 verdades e 1 mentira do Inter

1 - O Inter apagou os refletores em 1999 para fugir do rebaixamento

2 - O Inter nunca ganhou título relevante na casa do adversário

3 - Mundial FIFA vale, mas rebaixado FIFA não vale

4 - O Inter já pagou mico em Mundial e na Suiça

5 - Rever contra

6 - O Inter pagou o Paissandu para não ser rebaixado

7 - Inter decide quando é e quando não é pênalti no Gauchão

8 - Os melhores craques do Inter jogam na IVI

9 - Dalessandro sempre sente o joelho quando o salário atrasa

10 - O Inter está na série A


2 de abril de 2017

Ganhou o melhor - Veranópolis 0 x 2 Grêmio

O Grêmio entrou em campo com o time titular completo, com a volta de Pedro Geromel e Maicon. Era o primeiro jogo das quartas-de-final do Campeonato Gaúcho 2017, no Estádio David Farina, em Veranópolis, contra o Veranópolis Esporte Clube. Fizemos o que deveria ser feito. Vamos ao jogo.


1º Tempo: Veranópolis 0 x 1 Grêmio


Logo 16 segundos de jogo o Veranópolis quis mostrar serviço, e já tentou o primeiro chute a gol, mas longe da meta de Marcelo Grohe. O Grêmio respondeu aos 2 minutos, mas Miller estava impedido.
Aos 5 minutos o tempo fechou: Leo Moura sofreu falta de J. Lima, que foi pra cima do jogador gremista no chão, mandando ele levantar. Formada a confusão! Maicon foi cobrar o jogador do VEC e ambos levaram cartão amarelo. Pra variar, arbitragem tendenciosa. O capitão gremista apenas reclamou e acabou levando cartão.
O jogo seguiu sem nenhuma chance até os 21 minutos, quando Luan de desvencilhou dos marcadores e chutou de fora da área. O goleiro do VEC fez bela defesa.
Aos 23 minutos um grande lance: Luan deixou Pedro Rocha na cara do gol, que driblou o goleiro, mas perdeu o ângulo e não conseguiu abrir o placar.
E aos 34 minutos o GOL! Maicon lançou Miller Bolaños em um lindo passe, o goleador do Gauchão aproveitou a bobeira do goleiro do VEC e marcou!
Aos 43 minutos o Veranópolis chegou a primeira vez com perigo, em falha da zaga gremista. Grohe defendeu no canto direito inferior, mandando a bola pra escanteio.
O juiz deu 1 minuto de acréscimo e o jogo terminou aos 46 minutos.
Os primeiros 15 minutos do Grêmio não foram muito bons, mas logo o time começou a se impor e mostrar bom futebol.






2º Tempo: Veranópolis 0 x 1 Grêmio


O Grêmio voltou trabalhando bem a bola, e logo aos 4 minutos Geromel lançou Luan, que já com o goleiro no chão, chutou pra fora, desperdiçando uma chance clara de gol.
Aos 5 minutos outra boa chegada do Grêmio: Pedro Rocha driblou o marcador dentro da área e finalizou com qualidade, mas o goleiro do VEC espalmou pra fora.
Aos 10 minutos outro grande lance: Leo Moura deu um passe certeiro para Pedro Rocha, que novamente finalizou bem e novamente o goleiro do VEC fez bela defesa. Nessa altura do jogo o goleiro do Veranópolis já era o herói do time adversário.
O Veranópolis tentou chegar aos 20 minutos, mas o chute raspou a trave do Marcelo Grohe.
Aos 22 minutos a primeira substituição do Grêmio: saiu Leo Moura e entrou Michel.
Aos 27 minutos Edílson cobrou falta e Pedro Geromel concluiu. O bola bateu no zagueiro e foi para escanteio.
Um erro da arbitragem contra o Grêmio (novidade?) aos 29 minutos. Luan recebeu a bola na ponta da área em boas condições de gol e o bandeirinha deu impedimento, que não existiu.
Gastón Fernandes entrou no lugar de Pedro Rocha aos 32 minutos. Era a segunda substituição do Grêmio. E logo em seguida, aos 36 minutos entrou Lucas Barrios no lugar do melhor jogador em campo: Miller.
Aos 38 minutos Lucas Barrios finalizou, o goleiro espalmou e Luan chutou em cima do adversário. Chance clara perdida pelo número 7 gremista.
E aos 42 minutos o segundo GOL do Grêmio! Lucas Barrios marcou seu primeiro gol com a camisa Tricolor, em passe cirúrgico de Gastón Fernandes. Veranópolis 0 x 2 Grêmio.
E aos 45 minutos Lucas Barrios devolveu a gentileza para Gastón Fernandes, mas o gringo chutou pra fora.






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Fim de jogo! Veranópolis 0 x 2 Grêmio!
Os 15 primeiro minutos de jogo não foram bons, mas logo o time começou a melhorar e mostrar a qualidade que todos conhecemos. No segundo tempo o Grêmio foi muito melhor que o adversário, e a vitória veio ao natural.
O jogo de volta é no sábado, as 16h00min, na Arena. Levamos os 2 gols fora como vantagem. Mas antes enfrentaremos o América-MG pela Primeira Liga na quarta-feira, as 19h30min, na Arena.

#VamosGrêmio


Como jogaram:

Marcelo Grohe: quase não foi exigido. Nota 6.
Pedro Geromel: seguro e eficiente como sempre. Nota 7.
Kannemann: firme como sempre. Nota 6.
Edílson: cobrou boas faltas. Nota 6.
Marcelo Oliveira: não ajudou, nem atrapalhou. Nota 4.
Ramiro: boa movimentação e muita entrega. Nota 7.
Maicon: devolveu a organização ao meio campo, e deu passe para gol. Nota 8.
Leo Moura: cada jogo mostra que é a melhor contratação do Grêmio em 2017. Nota 7.
Miller Bolaños: melhor jogador em campo, autor do 1 º gol. Nota 9.
Pedro Rocha: errou um gol claro no 1º tempo, mas no 2º tempo melhorou, onde teve boas chances. Nota 5.
Luan: teve dois bons lances no 1º tempo, mas perdeu 2 gols claros. Nota 5.

Michel: entrou aos 22 minutos do segundo tempo. Pouco fez.
Gastón Fernandes: entrou aos 32 minutos do segundo tempo. Belo passe para o 2º gol do Grêmio.
Lucas Barrios: entrou aos 36 minutos do segundo tempo. Marcou o 2º gol do Grêmio.


Escalações:

Grêmio: Marcelo Grohe, Pedro Geromel, Kannemann, Edílson e Marcelo Oliveira, Ramiro, Maicon, Leo Moura (Michel) e Miller Bolaños (Lucas Barrios), Pedro Rocha (Gastón Fernandes) e Luan. Técnico: Renato Portaluppi.

Verapolis: Reynaldo, Vinicius Bovi, Zé Roberto, Douglas e J. Silva, J. Lima (Matheus Lagoa), M. Santana, Athos e Eduardinho, Keke (Gustavo) e Jean Carlos (Kayron). Técnico: Tiago Nunes.

Arbitragem: Anderson Daronco, José Eduardo Calza e Mateus Olivério Rocha.

29 de março de 2017

Falha em Rio Grande: São Paulo-RG 1 x 0 Grêmio

Na terceira colocação com 17 pontos, o Grêmio entrou em campo com o time quase todo reserva, pois não buscaria mais o líder Novo Hamburgo. O São Paulo-RG corria pouco risco de rebaixamento, mas mesmo assim entrou com foco para buscar o resultado e escapar de vez.
Teríamos um jogo sem alterações no placar, não fosse pelo goleiro do Grêmio.


1º Tempo: São Paulo-RG 0 x 0 Grêmio

O jogo tinha 10 minutos de bola rolando e estava morno para ambos os lados. O Grêmio tentava pressionar e levantava bolas na área em faltas e escanteios, mas nada de lances com grandes chances de gol. Gastón Fernandes jogava centralizado, com a camisa 10, e além de buscar o jogo mostrava uma técnica apurada. Fernandinho corria muito o campo inteiro, também buscando bastante o jogo e sofrendo muitas faltas.
O primeiro chute a gol foi do São Paulo-RG, aos 35 minutos, apesar do Grêmio estar jogando melhor. Bruno Grassi espalmou e o lance não resultou em nada. Nesse exato momento o Cruzeirinho abria o placar contra eles
Apesar do São Paulo-RG cometer muitas faltas, o primeiro cartão amarelo apareceu somente aos 37 minutos, para Fidelis. E nesse momento o Cruzeirinho fez o segundo gol contra eles (0x2). 
O jogo seguiu com muita vontade para os dois lados até o final do primeiro tempo, mas com placar 0x0 e sem chutes a gol do Grêmio.
Curiosidade: Gaston Fernandes terminou o primeiro tempo com 100% de acerto de passes.


2º Tempo: São Paulo-RG 1 x 0 Grêmio

O jogo começou com susto logo aos 6 minutos. Cortez bobeou e entregou uma bola no sistema defensivo, mas o São Paulo-RG não soube aproveitar, e logo retomamos a bola.
O segundo chute a gol do jogo foi novamente do São Paulo-RG, de fora da área, mas Bruno Grassi defendeu, aos 14 minutos.
Já tínhamos 27 minutos e o jogo continuava morno. Nesse momento Renato Portaluppi chamou Maxi Rodrigues, para entrar no lugar de Gastón Fernandes. Era a primeira substituição do Grêmio.
O primeiro cartão amarelo para o Grêmio foi aos 30 minutos, para Michel. O volante segurou a subida do São Paulo-RG com falta. Na cobrança de falta, frango grotesco do Bruno Grassi, e o São Paulo-RG abriu o placar com Cleylton. 1x0. O goleiro gremista deixou a bola passar por entre as pernas e o jogador do São Paulo-RG aproveitou a chance. Logo em seguida a segunda substituição do Grêmio: saiu Michel e entrou Arthur.
Aos 38 minutos Renato tirou Jaílson e colocou Ty, em uma tentativa de ir para cima do adversário. A partir desse momento o Grêmio martelou, mas faltou qualidade. 
O juiz terminou o jogo aos 49 minutos.

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Tivemos um jogo ruim. As maiores chances foram do adversário.
Voltamos a campo pelo Campeonato Gaúcho contra o Veranópolis pelas quartas-de-finais, no Antônio David Farina. O segundo jogo será na Arena.



Como jogaram:

Bruno Grassi: 2 boas defesas e uma falha bizonha no segundo tempo, que resultou o gol do São Paulo-RG. Nota 1.
Rafael Thyere: muito afobado, deu muitos balões. Nota 5.
Bressan: sempre passa insegurança, foi apenas ok. Nota 5.
Cortez: abaixo do restante. Nota 3.
Leonardo: boas chegadas na linha de fundo. Nota 6.
Michel: funcional. Nota 6.
Jaílson: apagado. Nota 5.
Gastón Fernandes: técnica apurada, buscou jogo enquanto teve fôlego. Nota 7.
Lincoln: apagado. Nota 5.
Fernandinho: aquela coisa, muita vontade, pouca qualidade. Nota 6.
Everton: alternou bons e maus momentos. Nota 5.

Maxi Rodrigues: entrou aos 27 minutos do segundo tempo. Apesar de uma boa cobrança de falta, tentou mas não conseguiu muita coisa.
Arthur: entrou aos 32 minutos do segundo tempo. Boa qualidade nos passes, boa visão de jogo. 
Ty: entrou aos 38 minutos do segundo tempo. Pouco ajudou.


Escalações:

Grêmio: Bruno Grassi, Rafael Thyere, Bressan, Cortez e Leonardo, Michel (Arthur), Jaílson (Ty), Gastón Fernandes (Maxi Rodrigues), Lincoln, Fernandinho e Everton. Técnico: Renato Portaluppi.

São Paulo-RG: Roballo, Lara, Cleylton, Diego Rocha e Henrique (Afonso), Dema, Fidelis, Leomir, Chico (Cleiton), Fred (Welder) e Rafael Pilões. Técnico: Márcio Nunes.

Arbitragem: Jean Pierre Lima, Lúcio Flor e Luiz Reis.

31 de janeiro de 2017

A Mais Fanática

A Mais Fanática. Assim a torcida do Grêmio começou a ser chamada de forma irônica nas redes sociais. E vejam só, pelos próprios torcedores do Grêmio.
A Mais Fanática se engaja em tudo que envolve o clube. "Notícia" da vinda de jogador X, está lá a Mais Fanática pra reclamar. "Notícia" da saída de jogador Y, está lá Mais Fanática pra reclamar de novo. Não veio nenhum reforço de peso? A Mais Fanática ataca novamente. "O Messi vai vir para o Grêmio", a Mais Fanática acha ruim. O jogador não foi vendido? A Mais Fanática reclama de novo.

Nada nunca esta bom, mas sempre em relação ao clube. Como a Mais Fanática gosta de defender jogador! Mas e o clube? Ah, o clube não importa.
"Walace honrou a camisa do Grêmio". A Mais Fanática possui muitos torcedores novos de redes sociais, provavelmente não viram Danrlei, DeLeon, Renato, Emerson, Tarciso, Mazaropi. Esses HONRARAM MESMO a camisa do Grêmio.
Walace é um baita jogador, ganhou uma Copa do Brasil, jogou, cumpriu seu papel, cumpriu seu dever. Talvez a Mais Fanática ainda diga, tentando argumentar, que ele ganhou o Ouro Olímpico. Mas não é o Grêmio. Apenas muito bom pra ele e um pouco para o clube.

A Mais Fanática entrou em campo pra criticar (mais uma vez) o clube pela venda do Walace. E olhem só: ontem Renato - ao vivo - contou que o jogador ligou pra ele PEDINDO para que intercedesse com a Direção para sair. "Ele não queria ficar no Grêmio. Sua cabeça não estava mais no clube." (PORTALUPPI, Renato, 2017).
Mas a Mais Fanática não desiste: "deveria ter vendido por um valor melhor. 10 milhões de euros é pouco". 
O clube tinha uma proposta, o jogador PEDIU DESESPERADAMENTE pra sair, NÃO ESTAVA MAIS COM A CABEÇA NO CLUBE, e a Mais Fanática queria que cobrassem mais de que maneira??? É ser muito ingênio, ou cego.

E espero que essa declaração do Renato sirva para mostrar um pouquinho de como as coisas funcionam. O que jogador fala nas câmeras ou redes sociais não quer dizer nada.
Defendam mais o clube, é esse que importa.

14 de dezembro de 2016

Qual o teu protagonista?

Sempre que um time é campeão de uma competição temos um protagonista da conquista. Se não sempre, pelo menos na maioria das vezes. Grêmio já teve Renato, Baltazar, Aílton, Jardel, Marcelinho Paraíba, entre outros. O protagonista pode ser o jogador que decidiu o campeonato inteiro, o que fez o gol do título ou o que a torcida abraçou simplesmente por "gostar".

Pensando sobre isso em relação a conquista da Copa do Brasil, conversei com alguns amigos gremistas e fizemos uma retrospectiva do Penta.

No primeiro jogo das oitavas de final Miller foi o jogador que nos deu a vantagem para o jogo de volta. Ganhamos do Atlético-PR por 1 a 0 na Arena da Baixada com gol dele. No jogo da volta, Marcelo Grohe foi de vilão a herói ao falhar bizonhamente no gol de André Lima e depois defender 3 cobranças de pênaltis, inclusive a cobrança de Weverton que daria a classificação ao clube paranaense.
Nas quartas de final, Ramiro fez aquele golaço contra o Palmeiras que certamente está entre os gols mais bonitos (e talvez improváveis) do ano no mundo inteiro. O segundo gol na Arena for marcado por Pedro Rocha. E no jogo da volta, em São Paulo, Éverton fez - por mérito apenas dele - a jogada em que marcou o gol de empate (foi pra cima do marcador, driblou e chutou).
Já nas semifinais Luan marcou um golaço, em uma linda jogada na ponta direita da área do Cruzeiro, e Douglas fechou o placar de 2x0 com um belo chute rasteiro no gol do Victor. 
E finalmente nas finais, Pedro Rocha, que já tinha marcado 1 gol contra o Palmeiras, fez 2 belos gols no Mineirão lotado - mas acabou sendo expulso. Éverton, que também tinha marcado um belo gol contra o Palmeiras, aumentou nossa vantagem marcando o terceiro gol contra o Atlético-MG. E por fim, Miller Bolanos, que já havia marcado contra o Atlético-PR fez o gol que fez a Arena explodir, no segundo jogo da final, pouco antes de gritarmos CAMPEÃO.

Eu ainda posso falar de outro jogadores, como Geromel que além de toda classe e qualidade na zaga (melhor do Brasil), ainda teve uma arrancada para cruzamento que resultou no terceiro gol contra o Galo no Mineirão. Douglas que além de gol também deu lindos passes fazendo jus ao apelido de Maestro. Kannemann que como um cachorro louco não só resgatou a "maldade" Tricolor como colocou nomes como Ábila, Lucas Pratto e Robinho no bolso. Maicon que como um capitão de verdade rangeu os dentes como um louco atrás da taça, participando inclusive de gols decisivos. 

No final, nem eu e nem as pessoas com que conversei chegamos a uma unanimidade em relação ao protagonista do Penta
Mas e pra ti, quem foi o protagonista?
Ah, eu falo de atleta, não de treinador. Pra dificultar, não vale o Renato. ;)

#ReiDeCopas



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25 de novembro de 2016

Não tem nada ganho

Cinco dias após o jogo contra o Cruzeiro no Mineirão pelas semi-finais da Copa do Brasil eu escrevi um post com o mesmo título. Naquela ocasião o Grêmio havia jogado o primeiro jogo na casa do adversário, assim como agora, e na mesma casa. Assim como naquele jogo, nós voltamos para Porto Alegre com uma vantagem de 2 gols. Assim como naquele jogo, nós fomos melhores que o adversário. Assim como naquele jogo, nós temos a vantagem, mas não a certeza. 

A diferença daquele jogo pra esse não é apenas uma, são três: Cazares, Robinho e Lucas Pratto. O Atlético-MG possui três jogadores que podem desequilibrar o jogo. Não que o Cruzeiro não tenha jogadores de qualidade, muito pelo contrário. Daquele time do Cruzeiro eu queria alguns jogadores. Mas o Galo tem 3 atletas fora da curva.
Admito, claro, que eles foram barrados por um sistema defensivo comandado por Geromel e Kannemann. Se eles possuem jogadores de qualidade na frente, nós possuímos atrás. O nosso time está jogando o fino da bola. Tivemos uma atuação exemplar em Minas Gerais mais uma vez, e temos totais condições (e chances) de levantar essa taça.
Mas então, Talita, por que fazer esse post? Simples! Pra dizer que é natural que todos estejamos felizes e confiantes, mas o jogo só termina quando o juiz apita. 

Aqui não tem salto alto! Aqui tem respeito!

Faltam 90 minutos. Força e raça meu Grêmio, temos que ganhar!

23 de novembro de 2016

Um texto para o Felipe

O jogo era Grêmio x Cruzeiro pelas semi-finais da Copa do Brasil na Arena. Combinei de encontrar minha família já dentro do estádio, pois iria ficar com um casal de amigos em um dos bares do lado de fora até a hora do jogo.
Conversamos bastante acompanhados de algumas cervejas e então fomos cada um para o seu lado. Subi a esplanada pela rampa oeste, e já bem em frente ao meu portão parei por alguns minutos. Não sei por que parei, apenas parei. Vi um torcedor com seus dois filhos escorados na parede. Começamos a conversar. Um dos meninos tinha 16, e o outro 12 anos. O de 16 pouco se envolvia na conversa. O de 12, Felipe, se balançava de um lado para o outro em pé. Eu perguntei a ele se estava nervoso. A afirmação veio apenas com a cabeça, acompanhada de uns olhos esbugalhados e tensos. Ficamos nos olhando por alguns segundos. Não conseguia dizer nada. Eu sabia qual era o seu problema. Consegui reagir e então perguntei já sabendo a resposta: "Tu nunca viu o Grêmio ganhar nada, né?". A segunda afirmação veio com um olhar ainda mais tenso, com os olhos quase marejados.

Eu entendia sua angústia, apesar de ter visto o Grêmio ganhar tudo na década de 90. O jogo em que estávamos entrando era um jogo que tínhamos uma ampla vantagem, e são os jogos que menos gosto. Não gosto de jogo jogado, ainda mais contra time grande. Eu também estava nervosa, mas não podia dizer isso para o Felipe. Ele só tem 12 anos, e eu 30.
Eu tentei olhar pra ele com tranquilidade, tentando esconder que meus olhos também estavam marejados. Então eu disse à ele que uma hora o título vem. Uma hora todo mundo ganha. As vezes demora, as vezes é rápido. Contei pra ele os títulos que vi, e disse que o Grêmio depende dele como torcedor. Ele me olhou ainda tenso, mas com esperança. Me despedi dos 3 e entrei no estádio pra encontrar minha família. Lá dentro estava meu sobrinho mais velho, o Enzo, também de 12 anos, que também nunca viu o Grêmio ganhar nada. Ao final do jogo, Enzo olhou pra mim quase como quem suplica e pediu para eu o levar na final. Naquele momento eu não sabia se conseguiria 1 ingresso, imagine 2. Eu apenas disse que faria tudo que estivesse ao meu alcance.

Hoje acontece o primeiro jogo da final. Eu não sei exatamente quem tu é, Felipe. Sei apenas teu primeiro nome e lembro nitidamente do teu rosto. Eu não sei, Felipe, se hoje inicia a conquista que a gente tanto espera. Não sei mesmo, apenas tenho fé e esperança.
Mas eu quero que lembre, Felipe, que futebol é feito de derrotas e conquistas. Que as derrotas devem nos fortalecer para que as conquistas sejam mais saborosas.
Tu verá o Grêmio ser campeão muitas vezes. Te falei isso pessoalmente, e te disse que tu lembraria de mim no teu primeiro título. Espero que seja esse, Felipe.

#VamosGrêmio


31 de outubro de 2016

Não tem nada ganho

O Grêmio fez uma partida impecável contra o Cruzeiro no Mineirão pelo primeiro jogo da semi-final da Copa do Brasil, isso é indiscutível. O toque de bola envolvente, o aproveitamento nas finalizações (coisa que não víamos fazia tempo) e a vontade de ganhar o jogo foram os 3 principais elementos para a vitória. O resultado de 2x0 contra um adversário do tamanho do Cruzeiro e ainda na casa deles é de levantar ânimo até do gremista mais pessimista.
Mas acontece que mesmo assim, não tem nada ganho. Nós ainda temos que jogar contra eles na Arena, na quarta-feira. De fato o resultado nos coloca com um pé na final, mas nós gremistas deveríamos saber que não existe jogo jogado.
Respeitar o adversário, que não é qualquer um, é o primeiro passo para um time ser vencedor. E essa semana vejo onda de torcedores falando em final e contando com isso. Uma coisa é ser otimista, achar que o Grêmio passa, outra completamente diferente é falar em final como se já estivéssemos nela, e ainda por cima, falar no título como se já estivesse ganho. Poucas coisas me irritam mais que torcedor que conta com vitória antes do tempo.

Eu não estou sendo pessimista, estou respeitando um adversário que apesar de não estar no seu melhor ano, é muito forte. Possui muitos títulos na sua história, alguns deles são recentes.
Nós iremos lotar a Arena na quarta-feira e empurrar nossos jogadores. Nós iremos jogar junto, dar bafo na nuca, mandar nossa energia. Não será fácil, tolo engano de quem acha isso. Acredito na classificação, mas não conto com ela. São coisas diferentes. Não ziquem! 

#VamosGrêmio
Queremos a Copa!

Foto: Lucas Uebel (Grêmio)

23 de outubro de 2016

GreNal é GreNal e vice-versa

O jogo começou com escalações esperadas pela torcida, mas longe do que a imprensa queria. Durante a semana vimos uma força-tarefa de alguns jornalistas para que o Grêmio entrasse com reservas. Isso beneficiaria o Inter teoricamente. O Internacional veio com uma surpresa: William no meio campo. Mas já havíamos informado aqui que nós teríamos força máxima dentro do possível.


1º tempo: Grêmio 0 x 0 Internacional

O jogo começou sem ameaças, com os times se estudando. Mas aos 6 minutos aconteceu o primeiro lance ríspido. Em disputa de bola na lateral, William marcou Miller, que deixou o braço na altura do peito do jogador colorado. O juiz já havia marcado falta para nós. E sabemos o motivo desse lance.
Aos 10 minutos Luan tentou infiltrar uma bola para Ramiro no lado direito do campo, mas muito forte, acabou saindo pela linha de fundo. Nessa altura do jogo a partida estava disputada, com 53% de posse de bola para o Grêmio, mas sem lances de perigo.
O primeiro chute do Inter foi aos 15 minutos com Ceará, mas longe do gol.
A troca de bolas do Grêmio, quase sem pretensões, mostrava que o time estava preocupado apenas com o jogo de quarta-feira pela Copa do Brasil. Se o Grêmio não mostrava perigo, o Internacional também não chegava com qualidade na nossa área, muito por causa da nossa defesa.
Aos 20 minutos o Internacional já havia cometido 5 faltas, e nós 2.
O Grêmio teve seu primeiro chute aos 22 minutos, em falta cobrada de longe por Edílson, mas longe do gol. Chute em gol não havíamos tido ainda.
Aos 36 minutos o primeiro chute em gol do Inter foi de Valdívia, em deseja fácil de Marcelo Grohe. E no lance seguinte, Miller chutou de fora da área para defesa de Danilo Fernandes.
A partida seguiu sem emoções até os 46 minutos, quando o juiz acabou o primeiro tempo.

O primeiro tempo mostrou que o Grêmio jogava com 4 jogadores fixos na defesa (Geromel, Kannemann, Edílson e Marcelo Oliveira) e sentia falta de Douglas.


2º tempo: Grêmio 0 x 0 Internacional

As equipes voltaram sem alterações. Aos 2 minutos o Inter chegou com perigo, mas Geromel aliviou pra escanteio. No lance seguinte, o primeiro cartão amarelo do jogo. Geferson levou em falta em Luan
Logo aos 6 minutos a primeira chance real do jogo. Vitinho recebeu na entrada da área e chutou pra fora, por cima, com perigo.
Aos 8 minutos Maicon lançou Ramiro dentro da área, mas o volante/meia errou no domínio e a bola foi para fora. Era um bom lance de gol. Logo em seguida, em escanteio, Kannemann subiu mais que a zaga do Inter, mas cabeceou pra fora.
Nesse início do segundo tempo já dava pra perceber que o jogo estava mais acesso que no primeiro tempo.
Renato fez a primeira substituição aos 11 minutos. Trocou Pedro Rocha por Éverton
E aos 16 minutos, uma falta dura de Kannemann em cima do Valdívia fechou o tempo. Vitinho e Edílson trocaram socos em campo. Rodrigo Dourado levou uns 3 socos de Edílson. O lateral do Grêmio foi expulso. Vitinho, causador do lance, levou apenas amarelo e Rodrigo Dourado levou vermelho. Prontamente Renato chamou Jaílson. Colocou o volante no lugar de Miller e Ramiro foi para a lateral direita. Celso Roth, com a expulsão de Dourado trocou Valdívia por Eduardo Henrique. O jogo ficou parado 7 minutos.
Depois da confusão o jogo seguiu equilibrado, com lances para os dois lados, mas nenhum lance de perigo.  Apenas aos 35 minutos Ramiro disparou um chute de fora da área, mas para fora.
Aos 39 minutos Celso Roth tirou Vitinho e colocou Aylon. Renato tirou Maicon e colocou Guilherme. Aos 41 entrou Gustavo Ferrareis no lugar do Sasha no Internacional.
Éverton seguia suas jogadas individuais, driblando e indo pra cima. 
Aos 44 minutos, William chutou e Grohe defendeu.

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Clássico nunca é fácil. Poderíamos ter vencido, mas o empate não foi nem tão bom e nem tão ruim para ambos os lados. 
Duas constatações: Douglas faz falta e Éverton não pode ser reserva.
O lance das expulsões dará o que falar.


Como jogaram:

Marcelo Grohe: não foi exigido. Nota 6.
Edílson: não apoiou e foi seguro na zaga. Achou que o jogo era MMA e acabou sendo expulso. Nota 5
Geromel: como sempre preciso em todos os lances. Nota 9.
Kannemann: cirúrgico. No final do jogo, evitou um lance claro de gol do Inter. Nota 9.
Marcelo Oliveira: não apareceu no jogo. Nota 5.
Walace: bons desarmes. Nota 7.
Maicon: muitos rodeios e apenas um bom lance. Nota 6
Miller: não foi bem. Não armou e perdeu muitas bolas na intermediária. Nota 5.
Ramiro: tentou alguns lances, mas sem sucesso. Nota 6.
Pedro Rocha: saiu aos 11 minutos do segundo tempo sem ter feito nada no jogo. Nota 5.
Luan: correu, driblou e procurou o jogo. Nota 8.
Éverton: driblou, foi pra cima, chamou o jogo. Nota 8.
Guilherme: muito ímpeto e pouca produção. Nota 5.


Escalações:

Grêmio: Marcelo Grohe, Edílson, Kannemann e Marcelo Oliveira, Walace, Maicon (Guilherme), Miller (Jaílson) e Ramiro, Pedro Rocha (Éverton) e Luan. Técnico: Renato Portaluppi

Internacional: Danielo Fernandes, Ceará, Paulão, Ernando e Geferon, Anselmo, Rodrigo Dourado, William e Sasha (Ferrareis), Valdívia (Eduardo Henrique) e Vitinho (Aylson). Técnico: Celso Roth

Arbitragem: Francisco Carlos do Nascimento (AL), Alexandre Rocha de Matos (BA) e Bruno Raphael Pires (GO).

#VamosGrêmio

21 de outubro de 2016

Não é fácil mesmo, Leo

Foto: Lucas Uebel (Grêmio)


Que estréia, hein Leo? Quem imaginaria que o goleiro titular e o reserva imediato teriam problemas de lesão e o terceiro goleiro teria que entrar? Quem imaginaria que seria assim, e nesse jogo?

No momento em que tu teve que entrar em campo uma grande parte da torcida trancou a respiração. Não trancou a respiração porque duvidava da tua capacidade técnica. Confessamos que te conhecemos pouco. Nós trancamos a respiração porque não era o melhor jogo para tua estreia. São 15 anos sem um grande título, e em um jogo decisivo, contra o melhor time do Brasil, tu com apenas 21 teve que fazer tua estréia. Nós, que somos torcedores, que passamos por muitas e muitas glórias e dificuldades estávamos nervosos, então imagino como tu estava. Não tem problema nenhum ficar nervoso com 21 anos, muito menos nessa situação. Eu imagino a tua família em casa te vendo ali na beira do gramado pra entrar. Eu imagino o que passou pela tua cabeça nesse momento.

Se tu tivesse levado gol, se o resultado final tivesse sido outro, ninguém te culparia. Mesmo que fosse uma falha (porque grandes goleiros também falham, Leo), ninguém te culparia. Jamais!
Mas tu fez diferente. Foi gigante! Nos salvou em 3 lances. Saiu do gol como um gigante, como um goleiro tem que sair. “Rasgou eles”, como pediu o Rogério Godoy. Tu foi melhor que o Marcelo, Leo. 
Domingo tem mais uma pedreira (que semana hein? UFA!), e se tu tiver que jogar, basta jogar com o sentimento dessa foto que postei aqui em cima, que tu fará uma grande partida. Basta jogar com o coração. Basta olhar pra essa camisa e lembrar que tu não veste ela a toa!

A gente sabe que não é fácil. E escrevendo esse texto eu pergunto: que futuro está reservado para um goleiro de 21 anos, que faz sua estreia em um jogo de quartas-de-final da Copa do Brasil, contra o Palmeiras, no Allianz Parque, com mais de 30 mil pessoas? Eu sei: um futuro brilhante. Mas eu só tenho uma coisa pra te dizer: não será fácil, Leo. Estamos juntos!

#VamosGrêmio