9 de janeiro de 2007

O novo escudo




Acabou o mistério.
O Imortal Tricolor revela, com exclusividade, o segredo do novo escudo do timinho, representativo das Copas Toyota.

2 de janeiro de 2007

Cenas do passado


Terça-feira, 19 de dezembro de 2006...

O menino acorda e vai até a sala, onde o pai está todo sorridente, vestindo a camiseta vermelha e se aprontando pra sair. A sala cheia de bandeiras e as janelas todas abertas, para passar o cheiro de naftalina que ainda impregna o ar.

– Nós vamos pro aeroporto, pai?

– Aeroporto não, filho. Base aérea... Vamos pra base aérea.

– Ah. Vai ser uma festa bonita, né pai? – pergunta o menino, sem entender porque não no aeroporto.

– Vai, filho. Vai ser um festão.

– Demorou, né, pai?

– É, filho, mas isso não importa... – resmunga o pai.

– Há quantos anos mesmo que tu esperas por esse dia, pai? Desde que tinha a minha idade, né?

– Vinte e três anos, filho... vinte e três anos!

– É muito, né, pai? Ainda bem que acabou... Mas, também, a gente treinou 97 anos... Um dia tinha que acabar, né, pai?

– É, filho... Mas agora vamos. Vamos, que não quero perder a chegada do Pato e do Gabiru.

– Vamos, pai – diz o garoto, pegando uma bandeira e ainda catando uma traça que corria pelo pano vermelho.

Um minuto depois, no elevador:

– Hein, pai... Que título mesmo a gente ganhou?

– Campeão mundial, filho! – exclama o pai, animado. Campeão mundial reconhecido pela FIFA!

– Ah, que nem o Corinthians, né, pai?

– Corinthians? – surpreende-se o pai.

Pensa um pouco, depois, conforma-se:

– É, que nem o Corinthians...

– Pai, mas o Corinthians já ganhou a Libertadores? Já jogou no Japão?

– Tá louco, filho?! Nunca! É que o Corinthians foi convidado. Quando esse torneio que a gente ganhou começou, ninguém precisava ganhar nada pra participar. Era só ser convidado.

– Nossa, pai! Que coisa! Essa FIFA é bem bagunçada, né? Não tem critério nenhum.

– É, filho, mas isso não importa.

O filho segue pensativo até o carro. Enquanto põe o cinto de segurança, sentado no banco traseiro, volta às perguntas:

– Mas pra nós foi difícil, né, pai? Tivemos que ganhar a Copa Toyota Libertadores. Só tem uma coisa que não entendo: nosso time hoje é melhor que aquele beeeem antigo, que tinha uns jogadores que o vô dizia que eram muito bons. O Falcão, o Batista, o Carpeggiani, o Manga?

– Não filho, aquele time foi o melhor de todos que já tivemos. Isso não se discute!

– Mas pai, então me explica: se aquele time era tão bom, por que demorou tanto pra gente ganhar a Copa Toyota Libertadores?

– Ah, filho, porque naquele tempo era muuuuito mais difícil ganhar. Ainda era a Copa Libertadores da América. Primeiro, porque só dois times brasileiros jogavam... Se ainda fosse assim, a gente nem tinha jogado este ano. E os adversários eram muuuuito mais difíceis! Tinha times como o Boca, o River, o Estudiantes, o Peñarol, o Olímpia. Eles batiam muito também! Dava até medo jogar naqueles estádios da Argentina, do Uruguai, do Paraguai, da Colômbia. Então, aquele time que o vô viu jogar era muito bom. Mas, naquele tempo, Libertadores era pra macho! Hoje, com a globalização, a Copa Toyota Libertadores está ao alcance de qualquer um.

O filho pensou um pouco:

– Pai, quando o Grêmio ganhou a Libertadores da América duas vezes era mais difícil, também? Ou eles só jogaram com o Maracaibo, o Libertad, o Nacional e o DMLU, que nem nós?

Silêncio...

– Ah, mas nós ganhamos a final do São Paulo – emendou o pai, sem responder...

– É mesmo! Naquele jogo que o Rogério Ceni entregou, lembrou o filho.

– Que sorte, né, pai?

Alguns minutos de silêncio depois, o filho volta às dúvidas:

– Pai, mas então quando o Grêmio foi Campeão Mundial também era mais difícil, né? Porque não era qualquer um que ia pro Japão. Porque até o Falcão, que o vô diz que foi nosso maior craque, só foi pro Japão com a Globo.

– É, filho... Mas o Grêmio jogou contra um time alemão, que estava até desfalcado no dia... Não foi que nem nós, que jogamos contra o Barcelona do Ronaldinho, do Deco, do Eto'o, do Messi, do Saviola...

– Quem é Eto'o, pai? Eu não vi nenhum Eto'o domingo, nem Messi, nem Saviola.

– Ah, é porque eles estavam lesionados. Eles não jogaram.

– Puxa, quantos lesionados. Mas, então, o Barcelona estava desfalcado? Que sorte, né, pai?

– Ah, mas nós não jogamos só uma partida como o Grêmio, meu filho – insiste o pai, já irritado.

– Nós primeiro tivemos que passar por um jogo muito difícil, contra aquele timão lá do Egito! O Ai-Ai...

– Puxa pai, é mesmo! Eu nem sabia que no Egito tem futebol. Mas foi um jogão. Bem difícil. Ainda bem que a gente teve muita raça e ganhou do Ai-Ai do Egito, né, pai?

– Isso, filho. Muita raça. Olha, que bandeira linda ali no Laçador!

Percebendo que o pai quer mudar de assunto, o filho fica quieto por mais uns minutos, até chegar à Base Aérea, onde muitos outros torcedores se reúnem para esperar o time que está chegando. Em meio a homens, mulheres e crianças, o garoto logo reconhece um amigo:

– Olha, pai! É o Bilu! Eu conheço ele lá da Escolinha do Beira-Rio! Ele é meu colega do balé...

– Bilu? E isso é nome de homem...? – pergunta o pai.

– Ué, pai. Que nem Gabiru.

– Ah, é mesmo. – concorda o pai, meio a contragosto.

Passa-se um minuto, e o garoto segue pensativo:

– Pai, por falar nisso, é verdade que nós só ganhamos quando entrou o Gabiru? O pai olha de soslaio para o menino, suspira e diz:

– Deixa pra lá, filho, deixa pra lá... O que importa é comemorar. Campeão da FIFA! Campeão da FIFA!


Obs: O texto acima foi recebido de um colaborador. O Imortal Tricolor não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos nele expostos.

30 de dezembro de 2006

2007




Mais um ano chega ao fim. Um ano em que não houve acontecimentos relevantes no esporte para os gaúchos.
Ficam os Wings embalando a chegada de 2007.
Para ouvir, clique aqui.

28 de dezembro de 2006

Faltam 4 (ou 5)




O único clube gaúcho Campeão da Libertadores da América já tem quase um desenho de time para 2007.
O goleiro pode ser Galatto, Marcelo ou Cássio.
Os três são de bom nível, embora eu considere Cássio (o mais novo) o melhor dos três.
Para a Toyta Libertadores, talvez seja desejável um goleiro mais experiente, mas ninguém aposte fichas demais em Carini. A vinda é difícil.

As duas laterais estão vagas.
Fala-se em Marcão para o lado esquerdo.
Ninguém quente é citado para o direito, mas a Direção conhece a carência e deve estar trabalhando em silêncio.
A zaga é firme: William e Schiavi.
Pereira e Teco são boas reposições.

O meio-de-campo dá inveja a muita gente.
Não temos um Gabiru, um Perdigão ou um Pinga. Graças a Deus.
Vamos de Lucas, Diego Souza, Tcheco, Léo Lima...
Ainda falta um.
Na sobra, tem Ramón e Paulo Ramos.

Para o ataque, Douglas, talvez Rômulo.
Quem sabe, o titular ainda não desembarcou?

Aposto em mais 4 nomes de impacto.
Ou 5, se vier um goleiro.

Resumindo:
Goleiro
? - William - Schiavi - ?
Lucas - Diego - Tcheco - Léo Lima - ?
?

Só para lembrar: em 1995, o time Bi-campeão da Libertadores da América, foi montado durante a pré-temporada. Paulo Nunes, Dinho, Goiano e Adilson desembarcaram em cima da hora. Todo mundo sabe no que deu.

27 de dezembro de 2006

Só tem um




César comemora o gol do título:
Grêmio, Campeão da Libertadores da América

O Grêmio (nada pode ser maior) é o único time gaúcho campeão da Libertadores da América.
Clique aqui e conheça todos os campeões.
Agora, se você quer conhecer os campeões da Copa Toyota Libertadores, clique aqui.

14 de dezembro de 2006

Inter Flowers em campo


Fazer convênio com esse tipo de casa dá bem o tom de como as coisas são lá pelo lado do cheira-rio. Mas a forma como comemoraram o gol contra o poderoso Al Ahly foi, mais do que surreal, absolutamente ridícula e reveladora. Clique aqui, veja e... acredite, se puder.

11 de dezembro de 2006

É regional mesmo




O Gaguinho veio correndo. Fala Gaguinho:
A Fi-fi-fa divulgou ontem a tabela da Co-copa Toyota. E adi-adivinha? Botou o nome do co-cô-lorado e ao lado o escudo do São Paulo! Hoje, co-cô-rrigiram. É tri-triste ser pequeno e desconhecido. É tri-triste mesmo.
Obrigado, Gaguinho, pela sua participação.

Clique aqui, para baixar a imagem da tabela da Copa Toyota, com o interregional.

-.-.-.-.

Enquanto isso...
Fundaram um clube dos primeiros colorados que chegaram a Tóquio. Diga-se, por uma questão de justiça: foram os primeiros colorados e os últimos brasileiros.

7 de dezembro de 2006

A VIDA COMO ELA É



É oportuno nesta época de sonhos que viram pesadelo e de manias injustificadas de grandeza mostrar uma notícia que saiu hoje, fresquinha, para trazer pobres bichos à realidade.

Vai lá:

CBD DIVULGA RANKING NACIONAL DE CLUBES EM 2006

O departamento técnico da CBF divulgou nesta quinta-feira, dia 7, o ranking nacional de clubes, após o término da temporada de competições em 2006.

Confira abaixo os sete primeiros clubes:

1º GREMIO (NADA PODE SER MAIOR!!!) – 1.923 pontos

2º corinthians – 1.891
3º vasco – 1.875
4º flamengo – 1.860
5º são paulo – 1.819
6º atlético-mg – 1.810
7º palmeiras - 1784

Os clubes a partir do oitavo ficaram muito abaixo na pontuação e nem merecem ser citados por este blog.

14 de novembro de 2006

Saravá



Primeiro Eto´s, depois Messi e agora Saviola.
Já que não dá para vencer no jogo parece que os cocô-lorados estão usando reza forte.
Mas não vai adiantar.
Não vai não.

2 de novembro de 2006

Justiça

Daí que fiquei a pensar esta semana. O São Paulo já foi suficientemente injustiçado este ano. Perdeu um paulistão sem ter adversários. O fato de ser treinado pelo Burricy pode ser uma boa desculpa, mas não convence. Perdeu uma Libertadores que era uma barbada. Nem o fato do Ceni ser filho de cocô-lorado e por causa disto ter levado um frango histórico pode servir de explicação.

Então, em nome da justiça, somos obrigados a querer a vitória do São Paulo no brasileiro. Apesar do Burricy. Apesar do Ceni.

E além de tudo, o São Paulo é tricolor. Dá-le São Paulo.