7 de junho de 2007

Duas leituras e uma verdade


Temos que começar dizendo que a foto aí em cima é emblemática de que este é um time de raça como nenhum outro é.
O Grêmio (NADA PODE SER MAIOR!!) perdeu mais uma vez fora de casa. Os poucos que não viram o jogo pensarão que o time teve o mesmo mau desempenho de outros jogos fora do Olímpico Monumental.

Todos os que assistiram viram que não. Especialmente no primeiro tempo.

O IMORTAL saiu jogando certo. Marcando o Santos na saída de bola e fechando os espaços. A não ser um lance quase fortuito no início, o Peixe não teve nenhuma situação de gol no primeiro tempo. O próprio gol, já nos descontos, que agora chamam de acréscimo, foi de desatenção pelo término eminente da primeira fase.

O Santos tinha apenas 45 minutos para fazer 3 gols. Aí acho que o Mano errou. Ele recuou o time mais do que o necessário. E ficou sem opção de contra-ataque. Deveria ter posto o Everton que é lépido e veloz.

Então o Santos forçou. Mas sem criar nada. O segundo gol foi de rebote e o terceiro um chute muito bem dado da entrada da área. Passaram mais 18 minutos e, numa prova de maturidade o Grêmio não deixou o Santos fazer mais nada. Bobagem o Zé Roberto dizer que se houvesse mais 5 minutos teria feito o quarto gol. Ele sabe que não.

O Santos teve quatro chances de gol. Fez três. É um aproveitamento que se consegue uma vez a cada 100 vezes que ocorre. Aconteceu contra o Grêmio porque este time adora uma emoção mais forte.

Mas, para que toda a verdade seja dita, o Wandemburgo Luxerley tem toda a razão do mundo ao reclamar de falta no gol do IMORTAL TRICOLOR. Afinal, freguês sempre tem razão.

O arremesso certeiro


Detalhe

Carlos Eduardo pega a bola do lado esquerdo do ataque, vê Lúcio cruzar em direção à linha de fundo em alta velocidade. Percebe Diego Souza em posição de ataque, passa-lhe a bola numa linha quase paralela ao risco da área...

Diego Souza vê Carlos Eduardo pegando a bola do lado esquerdo e Lúcio passar em velocidade, preocupando a marcação adversária. Diego Souza olha a bola rolando em sua direção, numa linha quase paralela ao risco da grande área. De costas para o goleiro do Santos, toca a bola com o pé esquerdo, fazendo-a tomar pequena altura. Então, gira o corpo com um passo e fica de frente para o gol...

Carlos Torres acompanha a jogada que iniciara na direita. Observa Carlos Eduardo dominando a bola e rolando a esfera dourada e púrpura numa linha quase paralela ao risco da grande área. O juiz retrocede centímetros para se posicionar melhor e mira a bola, como quem tem a súbita impressão de conhecê-la de algum lugar...

A torcida do Santos, postada atrás da goleira de Fábio Costa, vê Carlos Eduardo receber a bola do lado direito da defesa e avançar dois passos contra a sua cidadela. Percebe uma sombra tricolor atacando o flanco direito com uma velocidade preocupante. Enxerga a esfera percorrendo uma linha quase paralela ao risco da grande área e, depois, tomar breve altitude. Com os olhos, a torcida do Santos empurra a falange Domingos em direção a ela...

O goleiro Fábio Costa só vê a bola, só cuida a bola, só tem olhos para a bola, que muda insistentemente de direção, como quem busca um caminho. Fábio Costa vê a bola, primeiro, rolando pela esquerda, depois tomando pequena elevação, nas imediações do risco da grande área...

A torcida do Grêmio, no estádio, no estado e no mundo, via tudo isso e via também o relógio.

Diego Souza enquadra o corpo, põe o coração no peito do pé e o oferece aos céus. A esfera dourada e púrpura desdenha a lei da gravidade e viaja sem escalas em direção à rede de Fábio Costa. Era o esperado arremesso certeiro. Era o gol do Grêmio.

A torcida tricolor, Diego Souza, Carlos Eduardo, Lúcio, Domingos, Carlos Torres e a torcida do Santos viram a bola em sua viagem alucinada. Fábio Costa não viu a bola. Um time brasileiro adquiria o direito de conviver com a pelota dourada e púrpura, até o fim dos tempos: o Grêmio foot-ball, garra e valentia Porto Alegrense. Foi o presente merecido, desempacotado com um arremesso certeiro.

Clique aqui para ver os lances do jogo.

6 de junho de 2007

Eu já sabia



Agora, só falta saber: Quem enfrentará o Imortal Tricolor, Bi-Campeão da América e Campeão do Mundo na final da Libertadores 2007:
  • Cúcuta?
  • Boca Júniors?
  • Ou será um representante do "Grupo dos mortos"?
    Vote ao lado.

    A noite de Kasparov



    Lá nas minhas lembranças, o Santos sempre mereceu um lugar carinhoso.
    Principalmente por Pelé, cuja imagem frequentava minha infância como um ser mítico. Ouvia as histórias que contavam sobre ele e seus parceiros Gilmar, Pepe e Coutinho, para cita alguns, com reverente incredulidade. O uniforme branco do Santos ficou impresso na memória como um simbolo de grandeza.
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    Após tomar conhecimento, ontem, das declarações irresponsáveis e criminosas do jornalista (?) jonas greb, revirei o site oficial do Santos buscando uma nota de repúdio àquelas palavras mentirosas. Não esperava nada muito contundente, mas uma linha que fosse, condenando a atitude do marginal. Não encontrei nada. Aqui em mim, o uniforme branco do Santos começa a apresentar manchas de mofo.
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    O palco de guerra foi montado. O clima de tensão só tende a crescer com a proximidade do apito inicial. Torçamos, antes de tudo, pela normalidade do jogo, para que os arautos da violência sejam os primeiros derrotados.
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    Começa como um jogo de xadrez. E é preciso mantê-lo assim: sem sobressaltos, sem movimentos em falso. Em futebol, a pressão é reversível e reverte na razão inversa do quadrado do tempo que ainda falta. Os ingredientes necessários ao Grêmio são a marcação firme e determinada, a bravura e, quem sabe, um arremesso certeiro. Será uma noite eletrizante, como poucas noites foram nos últimos tempos. Confiamos que o técnico Mano Menezes colocará o time no eixo do jogo. Confiamos na vontade imensa do grupo de jogadores e na sua capacidade de resposta aos maiores desafios. Confiamos na surpresa do movimento inesperado sobre o peão adversário. E confiamos muito, também, no arremesso certeiro, para confirmar a história: os melhores santos são os que sofreram imolação.

    5 de junho de 2007

    Abaixo o Desperdício


    Pois os reservas do Grêmio (NADA PODE SER MAIOR!!!) treinavam contra o Botafogo no Rio e de repente gol do Botafogo. Foguetes em Porto Alegre e no interior do estado.


    Segue o jogo e o Amoroso perde um pênalti. Foguetes em Porto Alegre e no interior do estado.


    Schiavi vai expulso por uma falta de amarelo. Foguetes em Porto Alegre e nos rincões.


    Daí que dá para pensar várias coisas:


    1. Está desesperançada a torcida do cocô-irmão para gastar foguetes nesta quantidade em jogos do Imortal Tricolor.

    2. Do jeito que vai, amanhã vão ter que soltar foguete até em lateral e impedimento contra o Grêmio para não o estoque vai estragar por envelhecimento.

    3. Se fossem espertos mesmos deveriam armar uma barraquinha em cada esquina quevai faltar foguete para as festas que o Imortal Tricolor vai fazer este ano.

    Falta zero


    Futebol arte é lindo

    Luxemburgo tem razão. Vinte e uma faltas é muita falta. O Santos só fez três. Ora, futebol é espetáculo, deve ser jogado como um balé, com movimentos suaves e plenos de beleza plástica. Imaginem uma apresentação de balé onde as bailarinas cometessem vinte e um erros. Seria feio de ver.

    Até mesmo uma apresentação onde as bailarinas tivessem três percalços estaria fadado à crítica inclemente e não teria futuro. Três faltas também é muita falta. Imagino que o Luxemburgo tenha ficado envergonhado com o comportamento dos seus atletas em Porto Alegre e deve estar orientando-os a não fazer nenhuma falta amanhã. Falta zero já, para a bem do futebol vistoso.

    Ganhar não importa. Afinal, quem lembra de times vitoriosos? O que importa é ser lembrado por ter quase chegado lá e ter sido impedido por um bando de indelicados que chutavam até a bola. Não é mesmo?

    4 de junho de 2007

    O palco da semi-final


    Vista aérea do estádio da Vila Belmiro

    Nome: Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro)
    Capacidade: 20.120 pessoas
    Dimensões: 70,3 m x 105,80 m

    As dimensões do Olímpico Monumental são 68,0 m x 105,0 m.

    Em função do estádio, o campo de jogo da Vila Belmiro parece pequeno, mas tem 297,74 metros quadrados a mais do que o Olímpico. A área de uma boa cobertura de 4 quartos a mais para ocupar, marcar, cobrir e, também, contra-atacar.

    A velocidade do Lúcio e do Carlos Eduardo podem ser armas mortais na quarta-feira.

    3 de junho de 2007

    O Tribuna diz adeus?



    O Gaguinho quer falar. Então, fala, Gaguinho.

    A co-co-isa está mesmo feia pros lados do nosso que-querido adversário. Um dos blogueiros mais co-co-mbativos do co-cô-lorado resolveu fechar as portas. La-lamentável.

    Obrigado, Gaguinho, pela sua participação.

    2 de junho de 2007

    O que fez o Santos

    Os resultados do Santos na Libertadores estão aí embaixo:

    Pré-Libertadores
    Blooming (Bol) 0 x 1 Santos
    Santos 5 x 0 Blooming (Bol)

    Primeira-fase
    Deportivo Pasto (Col) 0 x 1 Santos
    Santos 1 x 0 Defensor Sporting (Uru)
    Santos 3 x 0 Gimnasia y Esgrima (Arg)
    Gimnasia y Esgrima (Arg) 1 x 2 Santos
    Defensor Sporting (Uru) 0 x 2 Santos
    Santos 3 x 0 Deportivo Pasto (Col)

    Oitavas
    Caracas (Ven) 2 x 2 Santos
    Santos 3 x 2 Caracas (Ven)

    Quartas
    América (Mex) 0 x 0 Santos
    Santos 2 x 1 América (Mex)

    Semifinal
    Grêmio 2 x 0 Santos
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    Resumindo: 13 jogos, 10 vitórias, 2 empates e 1 derrota.
    Resumindo: 25 gols feitos e 8 gols sofridos.

    Em casa: 6 jogos, 6 vitórias. Nenhum empate ou derrota.
    Em casa: 17 gols feitos e 3 gols sofridos.
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    Este é o Santos, que o Grêmio pega na quarta-feira, na Vila Belmiro.
    Adversário respeitável, jogo difícil. Mas temos uma vantagem importante e o peixe vai ter que rebolar, se quiser passar. Não obstante a estatística, os fatos recentes sinalizam que passaremos nós.

    1 de junho de 2007

    O outro lado

    Na outra semi-final, o Cúcuta abre vantagem sobre o Boca.
    O 3 x 1 complica a vida dos argentinos.
    O Cúcuta é um time que se fecha muito bem e contra-ataca em velocidade.
    Não será fácil para o Boca reverter a vantagem.
    Lembram deste post?