2 de dezembro de 2009

Predição

Os morangos são tão ridículos que eu aposto um cafezinho como vai ter bandeira do Grêmio no meio da torcida moranga domingo no aterro. Quem se habilita? Depois, no final do jogo, dependendo do que acontecer, vão aparecer faixas xingando. Morangos são tão previsíveis quanto ridículos.
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Os paladinos da ética esquecem o que disse um dos seus mais festejados dirigentes ao colunista Hiltor Mombach, na véspera do jogo São Paulo x morangos, no ano passado. Veja o jornal da época clicando aqui ou leia o texto abaixo.

Perguntei ao ex-presidente do Inter Arthur Dallegrave se, com ele no comando do clube, o time jogaria completo, amanhã, contra o São Paulo e ele devolveu com outra pergunta: 'Na guerra, inimigo ajuda inimigo?'. Quis saber se ele torcerá por uma vitória colorada: 'Olha, uma derrota heróica por 1 a 0 estará de bom tamanho'. Concluiu dizendo que a competição importante é a Sul-Americana.

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No mais divertido dos meus sonhos atuais, o Grêmio não perde para o Flamengo e eles não ganham do poderoso Santo André.

Paulo vai, Paulo vem

As conversas da noite nos contam que Paulo Paixão está retornando ao Tricolor. A primeira notícia boa dos últimos meses. Paixão saiu do Grêmio num momento particularmente delicado da sua vida, apenas porque Tite quis colocar um preparador físico da "sua confiança" no Olímpico. De volta ao comando do preparo físico, deverá espanar o roda-gira-balança-perde que parece ter se incrustado no time nos 175 que durou a Era Autuori. Se confirmar, 2010 poderá ser um bom ano para nós torcedores.
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Também a contratação de Silas parece encaminhada. Teremos oportunidade de falar sobre isso no futuro. No momento, apenas uma observação: o que Silas tem que Rospide não pode oferecer?
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Nunca vi tanto pregador de ética e moralidade discursando ao mesmo tempo. Falam como se fosse natural, óbvio e obrigatório o Grêmio vencer o Flamengo no Maracanã. Se o Grêmio estivesse disputando o título com o Flamengo no jogo de domingo e dependendo de uma vitória para ser campeão, quanto os guardiões da moralidade estariam apostando na vitória do Grêmio? Além disso, se o grupo que é um grupão levou 4 x 0 do Flamengo, porque nos impingem a "obrigação moral" de não perder para o mesmo Flamengo? É melhor esse bando de caras-de-pau ir cuidar do timinho deles, para não passar o vexame de tropeçar no Santo André. Aí, senhoras e senhores, o suicídio será obrigação. Principalmente se o resultado que eles sonham acontecer no Rio de Janeiro.
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Adendos matinais: Thiego vai para o Japão, emprestado ao Kyoto. Merece ser homenageado no domingo, despedindo-se escalado em sua posição original: a zaga.

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Quem eu acho que não joga, a maioria por problemas médicos: Mário Fernandes, Réver, Tcheco, Souza, Douglas Costa e Maxi Lópes. O ano foi muito desgastante. Victor também é dúvida. Afinal, no ano que vem tem Copa do Mundo.

1 de dezembro de 2009

A pele do Duda

Em uma clássica história de dilema ético, há um acidente com um barco. Você e um amigo decidem nadar até a costa para buscar socorro. Enquanto nadam, você percebe que seu amigo está perdendo as forças e se afogando. Você sabe que se ajudá-lo não terá forças para chegar à praia e conseguir resgate para as pessoas do barco. Você larga seu amigo ou não o abandona? Persiste em ajudá-lo, sob o risco de morrerem os dois e todos os passageiros do barco?
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Temos aqui criticado o presidente Duda e o Diretor de Futebol Meira pelos resultados pífios que alcançaram em 2009, muito em função do despreparo que demonstram para o cargo. Isto não significa que nutramos algum sentimento automático de reprovação a eles. Não. As críticas são proporcionais aos resultados da sua gestão. Ponto.
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Este preâmbulo é apenas para dizer que, se Duda vem fazendo uma má gestão isto não significa que não saibamos avaliar o momento angustiante pelo qual está passando. Ninguém haverá de querer estar na pele do Duda.
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O ideal seria que a vida tivesse corrido seu curso. Acabado o jogo com o Barueri, toda e qualquer referência à próxima e última rodada deveria ter sido afastada, com o argumento de que havia toda uma semana para se falar sobre ela e o Grêmio desejava celebrar uma temporada inteira de invencibilidade. Na segunda-feira, folga geral e telefones desligados. Seria ganho, assim, dia e meio para pensar o que falar, como agir. Alguns, porém, correram a acender os holofotes. Cederam à tentação dos microfones, sempre ávidos por declarações fora de lugar. Pelos microfones precipitou-se a publicidade do dilema.
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Voltemos, então à nossa estória. No caso presente não é um amigo quem nada ao seu lado. É um morango, com todas as implicações que o ser morango carrega. Salvando-o, quem morre é você. Deixando-o morrer (preferencialmente na praia), você terá a visão paradisíaca de assisti-lo esbravejando no inferno das lamúrias. Contudo, a relação não se encerra entre vocês. Há uma platéia numerosa observando. E cada observador tem uma régua ética customizada, com a qual puxa brasas para determinada sardinha, desprezando, se necessário for, a ética.
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Vai ser uma longa semana, na qual o tempo se arrastará entre suposições e insinuações, desejos e sonhos. Para Duda, porém, o tempo vai andar ainda mais lento, como se ele estive embarcado numa espaçonave se movendo em velocidade próxima à da luz.
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Poderá ser uma semana de máscaras caídas. No domingo, os mesmos bla-bla-lhos e pífios que hoje esgrimam o discurso da dignidade (logo quem) serão os primeiros a exercitar suas ironias de quinta categoria e fazer chacotas, se no escurecer do dia o céu tiver desabado sobre nossas cabeças, como consequência de termos dobrado uma vez mais o Maracanã.
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Um alerta, porém há que ser feito: o destino prega muitas peças. Não se está livre de ver uma a mais grampeada nas primeiras páginas dos sites do próximo domingo. Só se fala em Flamengo e Grêmio, em titulares e reservas, em ética e dignidade. Será que um ilustre esquecido não irá subverter as pautas das redações? Será, senhoras e senhores, que o grupo se garante contra o poderoso Santo André?
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Como deve ser duro estar na pele de Duda Kroeff. É impensável um dirigente de clube ditar um ordem de derrota. Não há como fazer isso sem dilacerar a própria autoridade. Porém, é desesperador estimular tropas para o que se sabe ser uma vitória de Pirro. Barramos o Cruzeiro, derrubamos o São Paulo, detonamos o Palmeiras. Mais uma vitória como essas e Duda estará perdido.
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Não há quem possa desejar estar em sua pele, sendo condutor de um clube que pode salvar o centenário do rival, contra a expectativa avassaladora da sua própria torcida. Assim será, pelo menos até que o tempo avance um pouco além das 19 horas do dia 6 de dezembro de 2009.
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Tudo que se faça ou diga deve ser feito e dito com extremo critério. Não faltará quem queira aproveitar qualquer deslize para apontar armas contra o Imortal. Sempre foi assim e nunca será diferente. Boa sorte, Duda Kroeff.

30 de novembro de 2009

A Guerra dos meninos




Roberto Carlos cantou:
Hoje eu tive um sonho que foi o mais bonito
Que eu sonhei em toda a minha vida
Sonhei que todo mundo vivia preocupado
Tentando encontrar uma saída
Quando em minha porta alguém tocou
Sem que ela se abrisse ele entrou
E era algo tão divino, luz em forma de menino
Que uma canção me ensinou
La…la..la… (coro)
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Pois eu tive um sonho também.
Grêmio com juniores no domingo.
Meninos lutam a vida deles.
Primeiro tempo Grêmio 3 x 0 Flamengo.
Juiz o Seneme ou o Tardelli ou o Heber.
Pior ainda, o Evandro Roman.
Nem eles podem com a gurizada.

Segundo tempo.
Os meninos cansados da batalha do segundo tempo, começam a chegar atrasados na bola.
Um expulso. Dois expulsos. Três expulsos.
40 minutos do segundo tempo: Flamengo 1 x 3
42: Flamengo 2 x 3 em pênalti escandalosamente mal marcado.
45 minutos: 3 x 3 em completo impedimento
48 minutos: 4 x 3 Flamengo, gol de mão e impedido. Grêmio com 7.

Mande seu sonho. Os melhores serão publicados.
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Jogadores são profissionais. Certo?
Profissionais devem fazer o que os chefes mandam, certo?
Quem manda no Grêmio que não seja a torcida?
O que um profissional do Grêmio deve fazer que não seja obedecer aos chefes?
Aliás, interativas estão dando 2 x 1 para os que querem que o Imortal perca. Confirma-se com isto que a torcida tricolor é o dobro da torcida dos moranguinhos.

29 de novembro de 2009

Título e análise



Antes de Grêmio x Barueri, a freguesia aprendeu quem manda. Metemos 2 x 0 na morangada e a mão no título de Campeão Gaúcho da categoria juvenil. Pelo que se viu, o genoma é fraco. Parabéns à garotada pela conquista.
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Espremendo o ano

Último jogo do ano Olímpico: Grêmio 4 x 2 Barueri. 443 dias sem derrota no Monumental. 14 meses e meio, que serão 16 no início da próxima temporada. Único time a atravessar um ano inteiro sem perder em casa, na era nos pontos corridos. Nâo é muito para uma temporada inteira mas é, sem dúvida, motivo de orgulho.
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O jogo

No jogo, o time foi bem no primeiro tempo, quando construiu o que parecia ser o início de uma goleada. Veio para administrar o segundo tempo. Quase complicou a vitória. Veja os gols abaixo.


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Despedida e injustiça

Tcheco foi homenageado no intervalo, quando entrou no jogo, recebendo a braçadeira de capitão de Victor. Como já dissemos, não é o craque que se exigiu que fosse, mas é um jogador útil para o time. Desde que não se espere que seja o maestro.

Assim como Tcheco teve a sua homenagem, outro nome que deixou o Grêmio merecia ter sua despedida. Não sendo assim, parecerá uma grande injustiça e ressentimento para com ele. Sugiro que a nossa Direção chame Paulo Autuori para fazer o seu jogo de despedida no próximo domingo. Fica o registro.
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Como atuaram

Victor: Falhou no segundo gol. Começou uma fase ruim hoje. Parece nervoso. Seria interessante que não jogasse no Maracanã, para não comprometer.
Mário Fernandes: Jogou e joga muita bola. Pareceu acusar lesão, quando descia para o vestiário.
Rafael Marques: Regular.
Réver: Jogou muito. Outro que pareceu acusar lesão, quando descia para o vestiário. Ainda não realizou lua-de-mel, fato que é uma crueldade com um ser humano.
Fábio Santos: Atuação padrão. Não comprometeu, não empolgou.
Adilson: Um golaço. Precisa melhorar o passe (na próxima temporada).
Fábio Rochemback: Ainda não estreou. Última chance será no próximo domingo. Quem sabe diante da torcida do Flamengo ele desencanta?
Maylson: Bem na marcação. Saiu para dar lugar a Tcheco. Um pouco inexperiente para ser jogado na fogueira do Maracanã.
Souza: Outro que se repete. Erra passes, atrasa o jogo e faz um gol, de vez em quando.
Maxi López: Sem brilho. Parece vítima de fadiga. Pode estar acusando lesão.
Douglas Costa: Fez um golaço (aproveitando um lançamento errado de Rochemback para Maxi López) e boas jogadas. Saiu na maca e não voltou. Preocupa para o próximo jogo.
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Tcheco (intervalo): Visivelmente emocionado com a despedida, pouco contribuiu.
Herrera (27'/2T): Jogou no Corínthians, clube de grande torcida. Reúne toda a experiência para enfrentar a Batalha do Maracanã.
Túlio (37'/2T): Acostumado com o Maracanã, poderia ser testado como segundo atacante, nas experiências para a próxima temporada.
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Marcelo Rospide: Errou ao tirar Maylson para a entrada de Tcheco. Deveria ter trocado o intocável Rochemback. Quase comprometeu a vitória. Deveria ser punido com um jogo pela Direção.

28 de novembro de 2009

Mistério

O que terá havido com o processo de escolha do apelido do Imitão? A votação já acabou há mais de uma semana e nada do marketing morango anunciar o vencedor.
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Adendos do seu Algoz

As últimas dos verdadeiros Trapalhões são estas:
  1. Boca Mole está em Floripa para falar com Silas. Mas diz não descartar Dorival, que depende do salário. Parece que se baixar de R$ 300 mil para R$ 280 mil está na mão. Se vier o Silas vai ser boa a moral de um técnico reserva do reserva.
  2. Enquanto isto Paulo Paixão quer voltar, mas a troupe fala que ele vem só se aceitar menos de R$ 100 mil. Estão também preocupados com o tempo que ele ficará com a seleção.
  3. O presidente deu uma de raposa e as uvas. Falou que o Autuori seria demitido de qualquer jeito porque os resultados não eram bons. Áté a elegância, característica talvez única positiva que tinha, ele perdeu.
  4. Eu não dou mais opinião aqui. Deixo esta para vocês nos comentários. Estou reativando meu blog de política.

27 de novembro de 2009

Um técnico para o Grêmio


Essa novela do técnico está tirando o humor da torcida do Grêmio. A Direção ficou atarantada com a negativa de Adilson, que contava como certo, e dá mostras de estar cada vez mais sem saber para qual lado é o norte. O presidente Duda elaborou ontem um raciocínio digno de si mesmo. Ele disse: "Os técnicos caros estão fora da luta pelo título".

Esqueceu de acrescentar que isso inclui Roth e Autuori. O repórter, como sói acontecer, não lembrou de lembrá-lo. O primeiro tornou-se caro (aliás, caríssimo) na gestão Duda-Krieger, quando foi "valorizado" por motivos que fogem à compreensão de cérebros que funcionam com o adequado abastecimento de fósforo e oxigênio. O segundo, já nasceu caro. Afinal, era a pedra basilar do "planejamento" de looooongo prazo que norteia as ações diretivas do nosso clube do coração.

Por óbvio, o presidente deveria saber: o que faz um técnico caro é o salário que ele recebe. Então, se os "estrategistas" contratarem o técnico do Fortes e Livres de Muçum pagando centenas plurais de milhares de reais, ele será um técnico caro.
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Aqui um parêntese: os salários de técnico no Brasil deram um salto nos últimos anos, cuja amplitude é difícil de entender. Difícil assim, com as informações fracionadas que nos chegam. Fala-se em 150, 200, 250 mil, como se fosse um salário obrigatório para contratar um treinador com alguma competência. Este assunto tem um aroma que não me agrada. Fecha parênteses.
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Voltemos ao cerne do post: quem seria o técnico ideal para o momento atual do Grêmio?

Agora, preste atenção na pergunta que vou fazer: Por que não eu?
Sim, eu. Arigatô técnico, já!

Motivos não faltam para justificar esta contratação. Só para citar alguns:

1) Arigatô nunca perdeu Gre-nal, nem como jogador e nem como treinador;

2) Nos últimos anos, Arigatô é a única pessoa a ter dado uma contribuição efetiva para a melhoria do treinamento de atacantes, ao criar o Arigagol. (Nunca ouviu falar em Arigagol? Entenda o que é neste link);

3) Para delírio de muitos e vinhetas de alguns, Arigatô pode colocar em seu planejamento dar um carrinho por semestre em uma placa de publicidade;

4) Como técnico, Arigatô estaria presente em todos os jogos do Grêmio, fato que aumentaria de forma dramática as chances estatísticas de vitória do Imortal, tanto em casa quanto fora (já pensou?);

5) Arigatô tem o perfil do Grêmio;

6) Ele não irá fazer caras e bocas a cada lance errado do time. Nem congelar impassível de braços cruzados dentro da área técnica. O grito será dado no momento e tom certos. Por exemplo, se o Herrera fizer uma das suas... Opa, mau exemplo. Com Arigatô no comando, Herrera não fará nada no Olímpico. Ele será emprestado ao Sport, onde, ao final de 2010, alcançará valorização suficiente para ser negociado a bom preço com um clube de futebol cujos encarregados do futebol não entendem nada de futebol.
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Deixei o aspecto financeiro para ser abordado ao final. E digo: você vai se surpreender com o que lerá. Arigatô não postula vencimentos exorbitantes. Nada de falar em duas ou mais centenas. Vou confidenciar a você. O Arigatô falou:

Por um salário de R$ 100 mil, eu treino o time principal e ainda corto a grama do campo suplementar, uma vez por mês.

Só faz uma ressalva: "Desde que, é claro, ninguém venha querer se associar aos meus módicos vencimentos".

Arigatô é o cara.

26 de novembro de 2009

Enquanto isso, longe dali...

...o Projeto de Lei 5310, do assessor-deputado, avança.

A redação do Artigo 1º, que era assim:

Art. 1º Os investimentos, com recursos próprios, realizados por entidade desportiva da modalidade futebol em obras de construção, modernização e reforma de seu estádio escolhido para sediar os jogos da Copa do Mundo de Futebol do ano de 2014, organizada pela Federação Internacional de Futebol – FIFA, constituirão crédito fiscal que poderá ser usado na forma desta Lei.

está assim:

Art. 1º Os investimentos realizados por entidade desportiva da modalidade futebol em obras de construção, modernização e reforma de estádio a ser utilizado na Copa do Mundo de Futebol de 2014, organizada pela Federação Internacional de Futebol - FIFA, constituirão crédito fiscal que poderá ser usado na forma desta Lei.

com a inclusão de um parágrafo 4º:

§4º O crédito de que trata o caput será concedido as entidades desportivas que comprovarem que o investimento foi realizado com recursos próprios ou de pessoa jurídica constituída especificamente para tal finalidade.

O projeto já está na Comissão de Finanças e Tributação, onde tem prazo de 5 sessões ordinárias (a contar do dia 23/11/2009) para emendas. Na sequência, segue à apreciação da Comissão de Constituição e Justiça, último estágio antes de ir ao plenário. Acompanhe o trâmite do assalto ao Erário Público clicando aqui.

25 de novembro de 2009

O noviçado tateia

Paulo Autuori era o nome dos sonhos para o "projeto". Enamorado pelos dólares catarianos, abandonou o "planejamento" e bandeou-se para as areias do Golfo Pérsico. Assim, acabou melancolicamente o ano perdido de 2009. De tudo que se viu na gestão Duda-Krieger-Meira, nada há para ser elogiado. O improviso comandou a prática que se espraiou pelo Largo dos Campeões. De planejamento, só o discurso.
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Adilson não vem. Silas não deverá vir, se houver um mínimo de bom senso.



Dada a fragilidade financeira do Vasco, Dorival Júnior ganha força. Como jogador, atuou pela Ferroviária, Guarani, Avaí, Joinville, São José, Coritiba, Palmeiras, Grêmio e Juventude.

Como técnico, dirigiu Fortaleza, Criciúma, Juventude, Sport, Avaí, São Caetano, Cruzeiro, Coritiba e Vasco da Gama. Título importante, nenhum. Nada obstante, fala-se em salário na casa de mais de 2 centenas de milhares de reais.
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Técnicos brasileiros diferenciados, só o Felipão e o Mano. Os demais, dividem-se entre comuns e medíocres. Então, pagar uma fortuna mensal para um técnico comum é prova da falta de critério que domina a administração dos clubes de futebol no Brasil.
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À noite, circularam duas notícias. A primeira, dizia que Rospide pode acabar no Vasco. O mesmo que levou Rodrigo Caetano. A segunda é que, não vindo Dorival Jr., a bola da vez seria Nelsinho Batista. Como se vê, a nossa direção tateia no escuro, como noviços desnorteados. Os grupos que a colocaram lá vão ficar assistindo impassíveis duas temporadas sendo perdidas? Não baixará uma força tarefa para dar alguma luz aos atuais dirigentes?
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Anos como 2009 fazem o clube encolher. É preciso estancar a sequência de erros que empobrecem o Grêmio e desmotivam o torcedor. Projetos importantes como o Exército Gremista precisam do apoio do time. Sem isso, perdem fôlego. É hora de dar adeus ao amadorismo e retomar o rumo das conquistas. Os últimos anos mostraram que uma dose de conhecimento e razoável competência podem ser receita simples para ganhar, por exemplo, o Campeonato Brasileiro, um certame que anda em busca de quem queira conquistá-lo.
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Cogitamos aqui de Autuori ter sido contaminado pela bocamolice, no episódio da saída do Grêmio. Não foi. Paquetá bailou e ele assume um time do Catar.

23 de novembro de 2009

Os verdadeiros trapalhões



Na foto, os falsos Trapalhões

Eu procuro o mais que posso me ater no que interessa: nos jogadores, no time, nos jogos, as razões de ser do torcedor. Não participo de nenhum grupo político e, aliás, não conheço pessoalmente nenhum conselheiro do Grêmio, muito menos alguém da diretoria. Na eleição, preferi a vitória do Duda. Mas, meus caros, se arrependimento matasse... Nunca vi o Grêmio ser dirigido com tanto amadorismo e com tanta ingenuidade. Jamais se viu tanta bobagem sendo feita em tão pouco tempo.

Ouve-se de gente que usou o Grêmio para fazer política partidária. Ouve-se que outros usaram o Grêmio para encher os bolsos. Mas o time, o vestiário, pareceu passar incólume ou pelo menos não sofreu tanto.

E agora? Em matéria de técnico mantiveram o Roth mesmo depois dele ter entregue um campeonato ganho e ter dado uma entrevista desrespeitosa em relação à diretoria. Só o demitiram depois de perder quase que um GRE-nada por semana.

Esperaram 60 dias, com uma Libertadores correndo, para trazer um técnico que faria um trabalho espetacular de longo prazo. Seis meses depois o tão aguardado Salvador se manda seduzido pelo "vil metal".

Agora, pedem para um figurão que atua nos bastidores contratar o Adilson. Isto foi feito. Se vocês lembram, no dia em que o Autuori saiu, Meira assegurou que o técnico estaria aqui dia 6 de dezembro. Só esqueceram de pedir para o Adilson assinar um pré-contrato que fosse. O resultado está aí. Levaram um pé na bunda. Estarão de novo surpresos? Possível que sim. Afinal, Duda e aspones estão aí para nos ensinar todo o dia que ingenuidade não tem limite. Vão sair atarantados prontos para pagar o que não tem para o primeiro que se disponibilizar a vir. Afinal, no dia 6 de dezembro o técnico tem que estar aqui.

Adilson era o cara? Não se sabe. Mas sabe-se com certeza que não se contrata ninguém sem colocar tudo no papel. Menos os trapalhões da direção.

E no futebol? Os nomes trazidos este ano e os anunciados para o próximo, dão arrepio até no mais frio torcedor. Mas quem paga R$ 50 mil para o Thiego deve saber o que está fazendo.

E assim vamos nós. Um presidente que não só instala um aspone profissional na chefia absoluta do futebol como o mantém com unhas e dentes, contra todas as pressões e apesar de todas as asneiras cometidas. Um vice de futebol que não sabe nada de nada. Só tem uma coisinha, que vai ficar engraçada: Mauro Galvão já se foi. Então não vai poder ser crucificado por mais esta mancada. E mais uma outra pequena coisinha: eles já conseguiram colocar o timinho na Libertadores. Para completar a comédia, falta os trapalhões lhes entregarem o título de mão beijada. Aí entrarão, definitivamente, para a história.

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Atualização da manhã

Boas notícias. Meira viaja ao Rio. Antes confirmou as contratações de Ivo do Juventude e Anderson da Campinense. Série B para ele é luxo. A meta é série C.
Estou reativando meu blog de política. Só volto ao futebol em 2011, se ainda restar algo até lá.