13 de dezembro de 2009

Uma festa como poucas



A despedida de Danrlei foi um momento extraordinário. Primeiro, porque se tratava do adeus oficial de um goleiro como poucos. Segundo, porque, pela primeira vez, se pode ver juntos ídolos sagrados da torcida tricolor. Sem citar ninguém em especial, foi a oportunidade para jovens verem de perto aqueles que escreveram no campo a história moderna do Grêmio. Terceiro, porque a torcida compareceu como se fosse um jogo de campeonato.
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Fico imaginando a emoção não só do Danrlei mas também a dos outros jogadores, ao ouvirem, depois de anos, a voz vibrante das arquibancadas. Definitivamente, um momento inesquecível para todos.
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Obrigado por tudo e boa sorte Danrlei. Como alguém já citou, um Lara moderno. Alguns diziam que ele não sabia perder. Aqueles não entendiam o que viam. Na verdade, Danrlei Tricolor de Deus e do Grêmio Hinterholz, simplesmente não queria perder. Sua alma foi feita com a essência do Grêmio.
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O momento patético da festa ficou por conta da presença de assis. Sem senso de oportunidade, ousou enfrentar o sentimento da torcida. Levou enormes e merecidas vaias. Não sei se vai à festa do semternada morango. Deveria. Afinal, levou seu filho para lá, com direito a coletiva para a imprensa. Há quem diga que o motivo da morangada acolher o falso neo-craque seria um amigo que o acompanhou e que dizem ter futuro. Mais um motivo, então, para as vaias serem mais do que merecidas. Foi mais um momento do "empresário" lesando os interesses do Grêmio. Que a indignação da torcida lhe sirva de recado claro e definitivo: os moreiras não são bem-vindos ao Olímpico

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Momento para a posteridade

Não posso deixar de compartilhar com vocês mais um momento sublime da última rodada do Campeonato Brasileiro de 2009. Cliquem aqui e vejam a festa da morangada no gol do Roberson, filmada no palco dos acontecimentos. É demaaaaais, como diria o Pedro Ernesto.

12 de dezembro de 2009

32 minutos

É como se ele tivesse nascido naquela noite, embora fisicamente já estivesse colocado no mundo antes. Ainda hoje está lá, com o poder de evocar um cineasta imaginário, capaz de reconstituir o filme repetidamente. Assim tem sido: cada vez que olho para ele, a cena se reconstrói contínua e absolutamente cristalina na minha lembrança.

Quando passou a existir, vivíamos um tempo no qual ainda nos era permitido caminhar à noite, expressando nossos desejos sobre como as coisas deveriam ser ou poderiam ter sido. Assim, verbalizando sonhos, andamos naquela noite de julho. Seguimos a pé, como fazíamos sempre que o tempo do relógio e da meteorologia permitia. Ninguém conduzindo alguém, avançamos, meu irmão e eu, enveredando pelas esquinas, fintando beques imaginários em busca do caminho mais curto.

Fomos cedo, porque o caso exigia. Chegados, esperamos com a paciência dos sôfregos e aguardamos com a calma dos ansiosos.

Aconteceu na noite do dia 28 de julho de 1983. Vindas daquele pedaço de terra coberto de grama úmida, as imagens se incorporaram às minhas retinas como tatuagem. Num parco metro quadrado de campo, sem um grama de metal, tomou forma um foguete cuja missão era desabar em queda livre, atrás das linhas defensivas uruguaias.

O artífice, em uma inspiração súbita e com toques divinos, concebeu e executou o projeto numa fração irrisória de tempo. Porém, com toda a maestria dos que conhecem os segredos da guerra.

A bola chegou pulsante, como a tensão que preenchia o espaço da batalha. Então, naquele minifúndio cercado por colunas inimigas se fez a obra. O construtor acolheu a esfera com a determinação de sempre. As colunas inimigas avançaram ainda mais, bloqueando todas as possibilidades de escape.

Ele então esculpiu o inusitado: com o bico da chuteira construiu a plataforma de lançamento; com incauta genialidade, materializou o objeto bélico e propeliu-o em direção ao quartel geral adversário. Uma viagem parabólica e mortal conduziu o artefato ao núcleo vital do oponente, onde detonou na cabeça do centroavante, arrasou a cidadela uruguaia e foi retumbar nas arquibancadas do Olímpico Monumental.

A noite alta nos encontrou ainda na rua em regozijo pelo término das coisas da única forma que nossos desejos verbalizados podiam conceber. Contemplávamos com orgulho desmedido os carros em movimento arrastando gritos de uma euforia louca, rouca e incontrolável. Porém, num canto já sacralizado da minha memória, não havia gritos, nem noite e nem nada que não fossem as imagens pinceladas pelos pés do artista.

Eram 32 minutos do segundo tempo, quando aquela área diminuta da ponta direita da Carlos Barbosa tornou-se um monumento sagrado nas minhas memórias. Sempre que ingresso no Monumental reservo um tempo para contemplá-la e a visão da manufatura e da decolagem do míssil brotam do terreno cada vez que o contemplo. Aquele pedaço de gramado deveria ser eternizado. Transplantado, se preciso for, para estar sempre com o Grêmio, onde o Grêmio estiver.
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Boiou? Clica aqui.

11 de dezembro de 2009

Entressafra

Um atacante divino



Hoje, 11 de dezembro, comemora-se o Saint Portaluppi's Day. Instituído pelo blog Grêmio Copero a data marca a conquista do Título Mundial pelo Grêmio, construída a partir dos pés do melhor atacante apresentado ao planeta pelo Rio Grande do Sul.
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Contratações

Marquinhos e William, do Avaí; Borges e Hugo, do São Paulo; Ciro, do Sport; Nei, do Atlético Petralha. Estes os nomes cogitados. Sinceramente, eu gostaria de ver também o lateral Vitor, do Goiás, na lista de pretensões. Infelizmente, nem de longe se fala nele.
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Vade retro

William Thiego já foi. Fala-se também que Herrera e Perea estariam de saída. Estas sim seriam duas descontratações de peso.
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Ainda o perfil

Não querem Roger no Grêmio. Até têm o direito de não querer, mas não pelos motivos explicitados. Alegam planejar (ai, ai, ai) um time veloz e Roger não se encaixaria neste perfil de time. São estes erros conceituais que deixam à mostra o desconhecimento que "vocês sabem quem" tem de futebol.

Ora, num time veloz quem deve andar rápida da defesa para o ataque é a bola, não os jogadores. A execução da jogada é que deve ser rápida. Isso se consegue com disposição tática e jogadores dotados de técnica suficiente para dar passes precisos. No máximo se pode exigir que os atacantes e os gandulas sejam velocistas. Quem pensa diferente deve sonhar com Usain Bolt de meia armador.

9 de dezembro de 2009

Exército cresce sem parar



O Exército Gremista ultrapassou
a marca dos 150.000 inscritos.
Você ainda não se alistou?
Por acaso é morango?
Vergonha!
Aliste-se aqui.

8 de dezembro de 2009

Borges?

As chances de que ele venha para o Olímpico em 2010 são razoáveis. Vejam, abaixo, 16 gols de Borges, atuando pelo São Paulo, em 2008.

7 de dezembro de 2009

Cenas inesquecíveis

Foi um domingo rico em cenas. E também em sons. O grito da morangada comemorando o gol do Imortal ficará gravado nas nossas mentes. Foi um som doce como um ode à primavera. Também na memória deles ficará, mas como uma lembrança do dia em que o ridículo ficou nu.

Vejam, abaixo, as cenas apoteóticas do domingo.
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Unidos numa só corrente


No campo... (clique para ampliar)

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... e na arquibancada (clique para ampliar)
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Devoção reprimida


O Arigatô avisou (clique para ampliar)
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Na alegria e na tristeza


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De volta à realidade


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Como jogaram

Não cabe análise individual dos jogadores do Grêmio.
Todos foram bem. Todos foram dignos. O time foi um grupo monolítico, buscando incansavelmente a vitória. Infelizmente, o senhor juiz não permitiu que a vitória nos sorrisse, ao deixar de marcar a falta de Adriano em Leo. Fazer o que? Sempre tem sido assim. Uma pena para o Rio Grande.

6 de dezembro de 2009

Nojentos e ... otários

Pré-jogo e a torcida do timinho do aterro dizia que não torceria para o Imortal.
Deu o gol do Roberson e zapiei para o chiqueiro. Era uma festa só. Gritavam e pulavam alucinadamente.
Intervalo e havia só uma resposta: "não torço para o Grêmio jamais. Quero empate."
Agora chupem.

Campeão da dignidade

Fomos ao Maracanã, um jogo que todos diziam que o time ia entregar. Fizemos uma partida exemplar, onde os interesses envolvidos no resultado não tiveram nenhum peso. Jogamos com a dignidade que muitos não tem. Que ninguém jamais diga que o Grêmio joga para perder. A partir de hoje, dignidade é uma palavra que tem cor. A partir de hoje, dignidade é uma palavra tricolor.
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Mesmo um time com inúmeros desfalques foi ao Maracanã e mostrou que honra não falta no Largo dos Campeões.
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Infelizmente os interesses maiores do estado do RS não foram contemplados.
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Ainda hoje, análise de jogo.

Abaixo a mão grande


Colocar a TV como auxiliar do juiz não é possível. O jogo ficaria truncado e, a cada parada, o árbitro seria pressionado por ambos os times. Mas lances como o de Henry no jogo França x Irlanda não podem ocorrer impunemente. Eles desqualificam o esporte.

Tenho uma sugestão para este tipo de ocorrência. Havendo dúvida no lance por parte do juiz, ele se dirige ao jogador, tendo os capitães dos 2 times e os bandeirinhas como testemunhas. Pergunta ao presumido faltoso se houve alguma irregularidade. Se o jogador afirmar que não houve e, posteriormente, ficar provado que mentiu, levaria pesada punição. Seria uma forma da FIFA reduzir a ocorrência de lances geradores de graves injustiças.
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Victor, Mário Fernandes, Réver, Wiliam Magrão, Adilson, Douglas Costa. Temos seis jogadores acima da média para começar o time de 2010. Virão os complementos? Se vierem 2010 poderá guardar boas alegrias.
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Sinceramente, não consigo ver grande diferença entre Rospide e Silas.
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O Atlético perdeu. Roth foi demitido. Até aí, tudo normal. Apenas uma diferença: lá, não tinha multa rescisória.

4 de dezembro de 2009

Não é jogo jogado

Senhoras e senhores, um pouco de respeito, por favor. O jogo de domingo, Flamengo x Grêmio, não é jogo jogado. Muitos estão querendo passar essa idéia, com o intuito de achincalhar um dos contendores.

Ora, sejamos justos e sensatos. Flamengo x Grêmio não é uma barbada. O esporte bretão, meus amigos, é feito com uma boa dose de imponderável. É nisso que reside as paixões que ele provoca: um time em vias de rebaixamento pode fazer frente a um conjunto para o qual se olha e se diz: "Queeee grupo!".

Quem acha que o Imortal vai desembarcar no Maracanã e ganhar o jogo do jeito que quiser e na hora que quiser não conhece a natureza do futebol. É preciso respeito. É necessário que se tenha um mínimo de consideração com o Flamengo. Afinal, o rubro-negro carioca é um time que tem história, tem muita tradição e, acima de tudo, tem dignidade.

O Flamengo vai jogar diante da sua torcida e certamente não quererá dar o vexame que pretendem que ele dê, perdendo o jogo como um bando de juvenis inocentes. Lutará bravamente, com certeza. Mesmo enfrentando a imortalidade, doará sangue, se necessário, para dar respeitabilidade à final do campeonato.

Um pouco de comedimento faz bem e pode preservar a saúde mental. Vamos com calma. O Flamengo não é toda essa carne frita que se diz e o jogo, definitivamente, não é jogo jogado.