Quando Renato foi contratado pelo Grêmio, escrevi que era a melhor escolha e que eu confiava no trabalho dele até o final do ano. Disse ainda, que mais tarde caberia uma avaliação ( podem ler lá). Pois o Renato tem algo único. Ele mexe com a paixão do torcedor. E mexeu, fazendo por vezes acreditarmos que com três zagueiro e três volantes chegaríamos... E chegamos! Na pura raça e paixão!
Mas uma temporada inteira não se faz somente com raça e paixão. Eu continuaria com o Renato, mas este técnico que veio me agrada. E me agradou o pensamento da direção.
Fazendo uma avaliação rápida da classificação do brasileiro por técnicos, notamos que os primeiros colocados não são medalhões e não estavam com times cheios de craques.
O campeão Cruzeiro foi montado com um técnico médio, alguns refugos e algumas apostas: Borges banco do Santos,William, Ricardo Goulart, Luan, Everton Ribeiro,Tinga, Dagoberto... Se tivéssemos esse time para a Libertadores 2013, protestaríamos! Seria uma palhaçada!
O vice foi o Grêmio de Renato, com Bressan, Alex Telles, Pará, Ramiro, Riveros, Souza e Rodolpho...
Terceiro foi o Furacão do Vagner Mancini, do Marcelo, Weverton, Moisés, Paulo Baier, Ederson, Delatorre, Zezinho, etc.
Em quarto, o Botafogo do Osvaldo, do Seedorf, Bolívar, Edilson, Julio César, Hyuri, Lodero e Rafael Marques.
Quinto, o Vitória do Ney Franco, Escudero, Maxi Biancucchi.
Sexto, o Goiás do nosso novo técnico, do gordinho Walter, Rodrigo, Hugo, Viçosa.
Bom, o que quero dizer é que os técnicos médios foram responsáveis por fazerem times médios acabarem lá em cima. E técnicos bons, afundaram times bons e foram demitidos. Essa foi a leitura que a direção teve para tomar tal decisão. Koff e Rui não são malucos.
O Grêmio de Luxemburgo, Cris, Vargas, Barcos, André Santos, Fábio Aurélio, Kleber, Moreno, Zé Roberto, Elano foi eliminado e o técnico demitido.
O timeco de Dunga, Alex, D'alessandro, Damião, Forlan, Scocco, Gabriel, Kleber, Juan, Índio, He Man, etc...quase rebaixado.
O Flamengo de Mano Menezes, fiasco completo. O do Jaime, campeão com Paulinho, Bruninho e Hernane.
São Paulo com Fabuloso, Ganso, Ceni, Paulo Autuori, Muricy, Jadson foi mal.
Fluminense do Abel e do Pofexô, caiu...e voltou.
Corinthians do Tite e de vários milhões a mais.....mal...
Então pessoal, pra mim o Grêmio do próximo ano tem que ter gente que queira ficar rico e não gente que já está. Gente que queira ser campeão, e não quem já não se importa se vai ser ou não. Gente que a cada jogo, encare como a oportunidade de crescer profissionalmente. E quando falo gente, englobo jogadores, diretores, técnico, preparador físico, médico, etc.
Essa foi a marca dos times, dos jogadores e dos técnicos com sucesso no Brasil ano passado.
Quem não viu esse campeonato que eu resumi nas linhas de cima, que continue pedindo grandes contratações.
Quem viu, que torça para termos mais Bressans, Ramiros, Alex Telles, Rhodolpos.
E com a contratação do técnico Enderson Moreira, parece que a direção do Grêmio viu o mesmo campeonato brasileiro que eu!
Abraços
18 de dezembro de 2013
Minuzzi: O meu Grêmio para 2014
Postado por
Pitica
às
14:05
Minuzzi: O meu Grêmio para 2014
2013-12-18T14:05:00-02:00
Pitica
Meu Grêmio de 2014|Minuzzi|
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Meu Grêmio de 2014,
Minuzzi
17 de dezembro de 2013
Novos rumos no futebol tricolor
Antes de qualquer coisa, quero dizer
que estou aliviada. Não é Celso Roth o novo técnico escolhido para dirigir
o Imortal Tricolor em 2014. Por um momento (de leve admito), temi que o
presidente Fábio Koff pudesse nos brindar com esse abacaxi com data
vencida. Para mim, seria um abacaxi
azedo e espinhento. Seria difícil de digerir goela abaixo. Ainda bem que
as especulações dos i$ento$ passaram ao largo, quase na estratosfera.
Tite foi procurado e disse não. Quer
um tempo longe do futebol.
Renato Portaluppi julga que precisa
se valorizar e ganhar acima dos R$ 300 mil mensais mais premiações
oferecidos. Ou seja, coloca-se fora do orçamento gremista para 2014. Logo,
Enderson Moreira foi a opção que melhor se encaixou nos propósitos da direção após
longa reflexão e análise. O Grêmio foge do lugar comum e traça novos rumos na sua política de futebol.
![]() |
| Presidente Fábio Koff recepciona técnico Enderson Moreira. |
Círculo vicioso
Que bom que a direção gremista fugiu da arapuca e ousou
romper o círculo vicioso que acomete a maioria dos dirigentes do futebol
brasileiro. Geralmente esses senhores pensam estar se garantindo junto à
torcida (salvando a própria pele) contratando técnicos escolados. Nos últimos
anos, formou-se no Brasil uma casta de treinadores que guarda reserva de
mercado e formam a famosa “panelinha”- aquela que quem está dentro não sai e
quem está fora, não entra. E claro que
assessorados por empresários espertos e esfomeados que movem mundos e fundos para
colocar seu cliente no mercado. Pois eu estou cansada de treinadores que não têm mais
aspirações elevadas e que estão imensamente mais ocupados em administrar seu
patrimônio milionário a treinar times de futebol e ganhar títulos. E também estou cansada da realidade paralela dos salários astronômicos que os clubes brasileiros pagam para os seus profissionais.
Enderson
Seria o técnico Enderson Moreira uma incógnita? Sim, de certa forma. É arriscado apostar em um emergente?
Inegavelmente. O mesmo risco de apostar em Luxemburgo, Autuori, Celso
Roth, e mais uma penada de nomes
conhecidos das torcidas Brasil afora e que já fizeram fiasco no Grêmio em algum
momento de suas vidas. Ou seja, se nome e salário gordo garantissem sucesso,
Pofexô teria feito a festa no RS em 2013. O que não foi o caso... Sabemos como tudo terminou.
A favor de Enderson, podemos aventar
a possibilidade de repetir Ênio Andrade, Felipão, Valdir Espinosa, Tite ou
Mano Menezes no comando do Grêmio.
Gosto de ousadia, desafios e sangue
novo. Novas mentalidades têm o poder de oxigenar os ambientes. Na maioria,
treinadores são quase todos iguais. Pouco diferem entre si. Além disso, treinador
não ganha nada sozinho. Para conquistar taças é preciso uma conjunção de
fatores. Os astros devem estar alinhados – direção, comissão técnica e elenco
caminhar no mesmo passo.
Categorias de base
Outro ponto importante, e que precisa
ser considerado, é o fato de o novo técnico ter muita experiência com as
categorias de base. É um técnico sem preconceitos, diferente de uns e outros. Saberá conduzir o trabalho de transição dos meninos para o
time principal dentro da política de aproveitamento de jovens talentos que
começou a ser implantada pela direção ainda com Renato no comando técnico.
Com dezessete anos de carreira,
Enderson enfrenta o primeiro grande desafio de sua carreira profissional. Ele próprio reconhece o "gigantismo" do Grêmio. No
mínimo, espera-se que coloque a serviço do Imortal Tricolor toda a sua
energia e a sabedoria que adquiriu no
mundo do futebol. Já que seu contrato prevê premiações por desempenho, ele será
o primeiro da fila interessado em obter sucesso.
Como não sou vidente, prefiro aguardar o início do trabalho e
observar atentamente. Só então, será possível fazer uma avaliação mais justa e realista da sua capacidade profissional.
16 de dezembro de 2013
Enderson Moreira
Enderson Moreira.
Não é o técnico dos sonhos? Longe disto.
Mas é emergente.
Como foi Felipão. Como foi Tite. Como foi Mano Menezes.
Vai dar certo? O futuro é que dirá.
Mas é o nome escolhido dentro do que havia no mercado.
Na minha opinião, tirando o Tite e o Felipão todos os outros são iguais.
Também na minha opinião ele deve ser abraçado pelo Presidente Koff no vestiário.
E, sim, deixem o homem trabalhar antes de qualquer coisa.
Se der certo, como queremos, o Grêmio terá consagrado mais um treinador no Brasil.
Se der errado, as pedras existem para isto. Nunca para antes de uma avaliação bem feita.
Boa sorte meu chapa!
______
Primeira informação muito positiva sobre o novo técnico:
Não é o técnico dos sonhos? Longe disto.
Mas é emergente.
Como foi Felipão. Como foi Tite. Como foi Mano Menezes.
Vai dar certo? O futuro é que dirá.
Mas é o nome escolhido dentro do que havia no mercado.
Na minha opinião, tirando o Tite e o Felipão todos os outros são iguais.
Também na minha opinião ele deve ser abraçado pelo Presidente Koff no vestiário.
E, sim, deixem o homem trabalhar antes de qualquer coisa.
Se der certo, como queremos, o Grêmio terá consagrado mais um treinador no Brasil.
Se der errado, as pedras existem para isto. Nunca para antes de uma avaliação bem feita.
Boa sorte meu chapa!
______
Primeira informação muito positiva sobre o novo técnico:
Enderson Moreira foi demitido do Inter B após ter sido cobrado por Roberto Siegmann e ter respondido:"Perdeu pro Mazembe, quer falar o que."
— Filipe Gamba (@filipegamba) December 16, 2013
O técnico e a patifaria
Vou deixar para falar do meu Grêmio de 2014 mais na frente. Deixo os outros blogueiros se queimarem e ouvir os desaforos antes.
Esta época do ano é a mais chata. Não tem futebol. Aí o fim de semana fica longo, e a semana não acaba nunca. Ao mesmo tempo, jornaleiros de todas as cores chutam para tudo que é lado. Obviamente que chutando tanto algumas eles acertam. Aí cantam de gostosos. São os caras "por dentro".
Vou falar sobre as especulações de técnicos para o Imortal.
Renato, diante do quadro (o pastor Tite, o único do primeiro time disponível não quer vir) é a melhor alternativa. Mas se acha que R$ 300 mil por mês mais prêmio polpudo por título é pouco então que fique no Rio. São engraçados estes treinadores e jogadores de futebol. Querem menos jogos, menos viagens, menos concentração, menos treinos. Só não querem menos dinheiro.
Está na hora de dar um basta nisto.
Roth eu levo na brincadeira. É o bode na sala. Se for ele, vou continuar torcendo para o Grêmio, mas sem nenhum perdão ao mínimo escorregão. Não é que eu ache o elemento um mau técnico. Ele simplesmente tem um defeito inaceitável para um comandante: Roth tem medo de vencer. Ele é espetacular até que a chance de sucesso surge radiante na sua frente. Aí enfia os pés pelas mãos. Foi sempre assim em todos os times que treinou. Só ganhou aquela Libertadores porque pegou os últimos jogos e decidiu em campo sintético com time mexicano. Ou seja, era uma falsa Libertadores.
Enderson Moreira tem um perfil calmo demais para o meu gosto. Inegável que fez um belo trabalho no Goiás. Se olharmos para os jogadores daquele time são todos de médios para baixo. Mas as três derrotas seguidas quando estava com um pé na Libertadores me faz temer que seja um Roth 2. Além, é claro, do perfil molenga. Mas Mano tem este perfil e foi bem.
Não sei porque Espinosa nunca é cogitado. A idade não deveria ser um empecilho.
Enfim, resta aguardar.
_____
Se a Portuguesa for rebaixada estaremos diante de uma das maiores vergonhas deste país tão cheio de fiascos, tramóias e cafajestadas.
Tudo indica que ela foi vítima de uma armação. O fato de terem sido ingênuos não faz com que sejam culpados por má fé.
Fica aqui o meu registro de tristeza por tudo isto que está acontecendo mais uma vez.
E uma previsão: o Dilmão de 2014 terá 21 ou 22 clubes.
Esta época do ano é a mais chata. Não tem futebol. Aí o fim de semana fica longo, e a semana não acaba nunca. Ao mesmo tempo, jornaleiros de todas as cores chutam para tudo que é lado. Obviamente que chutando tanto algumas eles acertam. Aí cantam de gostosos. São os caras "por dentro".
Vou falar sobre as especulações de técnicos para o Imortal.
Renato, diante do quadro (o pastor Tite, o único do primeiro time disponível não quer vir) é a melhor alternativa. Mas se acha que R$ 300 mil por mês mais prêmio polpudo por título é pouco então que fique no Rio. São engraçados estes treinadores e jogadores de futebol. Querem menos jogos, menos viagens, menos concentração, menos treinos. Só não querem menos dinheiro.
Está na hora de dar um basta nisto.
Roth eu levo na brincadeira. É o bode na sala. Se for ele, vou continuar torcendo para o Grêmio, mas sem nenhum perdão ao mínimo escorregão. Não é que eu ache o elemento um mau técnico. Ele simplesmente tem um defeito inaceitável para um comandante: Roth tem medo de vencer. Ele é espetacular até que a chance de sucesso surge radiante na sua frente. Aí enfia os pés pelas mãos. Foi sempre assim em todos os times que treinou. Só ganhou aquela Libertadores porque pegou os últimos jogos e decidiu em campo sintético com time mexicano. Ou seja, era uma falsa Libertadores.
Enderson Moreira tem um perfil calmo demais para o meu gosto. Inegável que fez um belo trabalho no Goiás. Se olharmos para os jogadores daquele time são todos de médios para baixo. Mas as três derrotas seguidas quando estava com um pé na Libertadores me faz temer que seja um Roth 2. Além, é claro, do perfil molenga. Mas Mano tem este perfil e foi bem.
Não sei porque Espinosa nunca é cogitado. A idade não deveria ser um empecilho.
Enfim, resta aguardar.
_____
Se a Portuguesa for rebaixada estaremos diante de uma das maiores vergonhas deste país tão cheio de fiascos, tramóias e cafajestadas.
Tudo indica que ela foi vítima de uma armação. O fato de terem sido ingênuos não faz com que sejam culpados por má fé.
Fica aqui o meu registro de tristeza por tudo isto que está acontecendo mais uma vez.
E uma previsão: o Dilmão de 2014 terá 21 ou 22 clubes.
15 de dezembro de 2013
Daniel Matador: O MEU GRÊMIO PARA 2014
Caros
Final de ano é uma época que invariavelmente nos impele a dois exercícios: a retrospectiva do ano que passou e a perspectiva do ano que virá. Não sei vocês, mas nunca fui muito fã de retrospectivas. Sempre sinto um desânimo quando vejo as chamadas deste tipo de programa na televisão. Se alguém quiser me torturar com requintes de crueldade é só me obrigar a assistir, em sequência, à Retrospectiva do Ano, à Corrida de São Silvestre e à Missa do Galo. Pra arrematar, talvez um time-lapse de 5 horas com as obras do remendão.
A única retrospectiva que curto assistir é a retrospectiva do futebol, e apenas quando o Grêmio conquistou alguma coisa no ano. O que significa que já não tenho este hábito há alguns anos. Por outro lado, tenho seguidamente feito o exercício de imaginar a perspectiva do ano seguinte. Invariavelmente, costumamos ter esperança para o ano que está por chegar, e no futebol não poderia ser diferente. Sem apelar para sinais cabalísticos ou afins, direi por quais razões acredito que 2014 tem tudo para ser um ano marcante para o Grêmio. E principalmente porque minha esperança para o ano que vem é muito maior do que aquela que tive nos últimos tempos, onde ela era calcada apenas e tão somente na probabilidade.
O futebol, assim como a história e a vida, já provou que também é cíclico. Assim como nações crescem, encolhem e depois surgem novamente, também no mundo da bola vemos este fenômeno. Exércitos ganham batalhas, perdem guerras, são exterminados e algum tempo depois retornam. Também clubes e times vencem, são derrotados, amargam períodos de ocaso e depois ressurgem. É da vida, é da bola. Os muito jovens certamente não têm como lembrar. Muitos dos demais talvez não consigam associar os fatos. Mas a forma como têm ocorrido os eventos no Grêmio mostram-me que tudo caminha para que estejamos no início de mais um período de conquistas.
Impossível não associar o momento do clube àqueles que o dirigem. A história de que clubes devem funcionar independentemente dos nomes que o dirigem é uma falácia. Assim como as empresas, a vida dos clubes depende das ações daqueles que o comandam. E digo isto para mostrar que as ações de Koff neste primeiro ano de sua atual gestão são muito semelhantes aos primeiros anos de suas gestões anteriores. Assim como em 1982 e 1993, quando assumiu o Grêmio e teve que lidar com problemas maiores do que o futebol em si, não conquistando nada de relevante, mas fazendo boas campanhas para, no ano seguinte, voltar-se ao futebol e às conquistas. A Arena consumiu quase todo o ano e energia, não permitindo a Koff dedicar mais tempo ao futebol. A sobrevivência do Grêmio estava em jogo, não apenas para este ano, mas também para os anos vindouros. Não cabe aqui apontar culpados para isso, e sim louvar o fato de que ações foram tomadas para tentar sanar os problemas.
No futebol, determinadas situações são quase unanimidades, apesar de que quase nunca há unanimidade em futebol. Mas olhando o time do Grêmio, algumas situações já têm encaminhamento para o ano, ao passo que outras serão decididas nas próximas semanas, a saber:
O treinador: Renato fez um trabalho espetacular em 2010 ao pegar um time ameaçado de rebaixamento e levá-lo à Libertadores. Este ano conseguiu chegar ao vice-campeonato, mesmo tendo jornadas não tão felizes ao longo da competição. Mas os resultados frios são indiscutíveis. Por esta razão, e considerando também a vontade do grupo, penso que sua manutenção seria uma escolha sensata, desde que ele aceite adequar-se à realidade financeira do clube. A única alternativa indiscutível para substituí-lo neste momento seria Tite, que já disse querer um período de descanso até a Copa do Mundo. Qualquer outro nome seria uma aposta, algo complicado de fazer em ano de Libertadores.
Goleiro: Dida está fora e Grohe deve finalmente assumir a titularidade. Gostei da atuação do velho baiano no ano que passou, mas sua saída faz parte do ciclo e da política de realidade financeira do clube. Temos Busatto e Follmann para a reserva, apesar de que minha aposta para o futuro goleiro do Grêmio é outra. O jovem Tiago Machowski tem feito ótimas apresentações na base e tem tudo para fazer história no clube.
Zaga: Minha dupla de zagueiros para 2014 seria Rhodolfo e Gabriel. O primeiro tem de ser definitivamente adquirido pelo Grêmio, pois é um defensor que há muito tempo não tínhamos. O segundo sofreu com uma lesão grave e deve ter seu empréstimo renovado, a fim de verificar sua total recuperação. Afora estes, temos ainda Werley, Bressan e Saimon, além dos garotos Thyere e Canavesio, que têm feito boas atuações na base e podem ganhar chance. Algum outro zagueiro pode desembarcar, mas ainda assim acredito que seja possível disputar a Libertadores com o que temos.
Laterais: Pará é quase uma unanimidade. É tecnicamente insuficiente, mas doa-se muito em campo. Dada a carência de laterais no Brasil, por incrível que pareça, consegue ser um dos melhores (ou menos piores) de sua posição. Pessoalmente, gostaria de ter um lateral melhor e deixar Pará como reserva. Mas também é complicado ter um reserva ganhando o que ele ganha. Paciência, não dá pra ganhar todas. O jovem Tinga, que inclusive atuou na seleção de base, ganhará chances neste ano. Nem cito Moisés, que considero fraquíssimo. Na lateral esquerda, Alex Telles foi eleito o melhor no país, o que só confirma o que falei a respeito da carência nesta posição. Caso venha a ser negociado, Wendell é o ficha um. Já demonstrou qualidade, mas fica a incógnita de como seria seu desempenho atuando como titular e principalmente em uma Libertadores.
Volantes: Nesta posição o Grêmio está bem servido e não necessita contratar. Temos Ramiro, Souza e Riveros, que atuaram juntos em várias partidas. Ainda temos Adriano e Matheus Biteco, que não tiveram um ano muito bom. Ainda assim, creio que não haveria necessidade de contratações para este setor, a não ser que surja um negócio de ocasião com algum nome indiscutível.
Meias: Aqui também há uma unanimidade. Maxi Rodriguez é titular absoluto. Este é um atleta que tem tudo para deixar seu nome marcado no tricolor. A tendência é que Elano deixe o clube e Zé Roberto pode ficar ou fazer companhia a ele. Sinceramente, ambos não farão falta, sendo que os recursos que seriam utilizados neles podem ser melhor aproveitados. Guilherme Biteco e Jean Deretti estão aí para a reserva. Olhando-se por este aspecto, nota-se que seria interessante a contratação de um meia de referência, que possa fazer companhia a Maxi e tenha cancha.
Ataque: E chegamos à grande incógnita. Olhando-se para trás e considerando-se somente o resultado, qualquer um mandaria todos os atacantes embora. Mas obviamente que outros fatores devem ser considerados, como os jogadores que chegarão e o sistema a ser utilizado. Vargas deve sair, restando Kleber e Barcos. Teríamos também Coelho, Mamute e Paulinho na reserva. Moreno volta, mas não se sabe qual seria seu aproveitamento. Dá pra enfrentar a Libertadores assim? Talvez sim, mas uma contratação de peso aqui poderia ser uma boa aposta. Acredito que Barcos pode redimir-se de seu ano ruim. Ninguém passa por uma fase de baixa por tanto tempo.
Por fim, sempre ressalto, principalmente para os amargos: é ruim não levantar uma taça. Lógico que qualquer um quer ser campeão. Mas a disputa da Libertadores é algo mágico. Somente quem viveu todos os anos de glória do Grêmio na competição continental sabe do que estou falando. Em alguns anos atrás tivemos alguns penetras na festa. Menos mal que pararam de frequentar este certame. Pegamos um grupo encardido, que muitos consideram ser o “grupo da morte”. Mas podem ter a certeza de que os torcedores das outras equipes estão muito mais apavorados com a possibilidade de enfrentar o Grêmio. Em 2014 a Arena vai rugir. Os times que entrarão para jogar contra o Grêmio terão de encarar a torcida e falar a célebre frase proferida pelos gladiadores, “Ave Caesar morituri te salutant” (Salve, César, aqueles que morrerão te saúdam). Pois neste grupo da morte, apenas um é imortal.
Saudações Imortais
Final de ano é uma época que invariavelmente nos impele a dois exercícios: a retrospectiva do ano que passou e a perspectiva do ano que virá. Não sei vocês, mas nunca fui muito fã de retrospectivas. Sempre sinto um desânimo quando vejo as chamadas deste tipo de programa na televisão. Se alguém quiser me torturar com requintes de crueldade é só me obrigar a assistir, em sequência, à Retrospectiva do Ano, à Corrida de São Silvestre e à Missa do Galo. Pra arrematar, talvez um time-lapse de 5 horas com as obras do remendão.
A única retrospectiva que curto assistir é a retrospectiva do futebol, e apenas quando o Grêmio conquistou alguma coisa no ano. O que significa que já não tenho este hábito há alguns anos. Por outro lado, tenho seguidamente feito o exercício de imaginar a perspectiva do ano seguinte. Invariavelmente, costumamos ter esperança para o ano que está por chegar, e no futebol não poderia ser diferente. Sem apelar para sinais cabalísticos ou afins, direi por quais razões acredito que 2014 tem tudo para ser um ano marcante para o Grêmio. E principalmente porque minha esperança para o ano que vem é muito maior do que aquela que tive nos últimos tempos, onde ela era calcada apenas e tão somente na probabilidade.
O futebol, assim como a história e a vida, já provou que também é cíclico. Assim como nações crescem, encolhem e depois surgem novamente, também no mundo da bola vemos este fenômeno. Exércitos ganham batalhas, perdem guerras, são exterminados e algum tempo depois retornam. Também clubes e times vencem, são derrotados, amargam períodos de ocaso e depois ressurgem. É da vida, é da bola. Os muito jovens certamente não têm como lembrar. Muitos dos demais talvez não consigam associar os fatos. Mas a forma como têm ocorrido os eventos no Grêmio mostram-me que tudo caminha para que estejamos no início de mais um período de conquistas.
Impossível não associar o momento do clube àqueles que o dirigem. A história de que clubes devem funcionar independentemente dos nomes que o dirigem é uma falácia. Assim como as empresas, a vida dos clubes depende das ações daqueles que o comandam. E digo isto para mostrar que as ações de Koff neste primeiro ano de sua atual gestão são muito semelhantes aos primeiros anos de suas gestões anteriores. Assim como em 1982 e 1993, quando assumiu o Grêmio e teve que lidar com problemas maiores do que o futebol em si, não conquistando nada de relevante, mas fazendo boas campanhas para, no ano seguinte, voltar-se ao futebol e às conquistas. A Arena consumiu quase todo o ano e energia, não permitindo a Koff dedicar mais tempo ao futebol. A sobrevivência do Grêmio estava em jogo, não apenas para este ano, mas também para os anos vindouros. Não cabe aqui apontar culpados para isso, e sim louvar o fato de que ações foram tomadas para tentar sanar os problemas.
No futebol, determinadas situações são quase unanimidades, apesar de que quase nunca há unanimidade em futebol. Mas olhando o time do Grêmio, algumas situações já têm encaminhamento para o ano, ao passo que outras serão decididas nas próximas semanas, a saber:
O treinador: Renato fez um trabalho espetacular em 2010 ao pegar um time ameaçado de rebaixamento e levá-lo à Libertadores. Este ano conseguiu chegar ao vice-campeonato, mesmo tendo jornadas não tão felizes ao longo da competição. Mas os resultados frios são indiscutíveis. Por esta razão, e considerando também a vontade do grupo, penso que sua manutenção seria uma escolha sensata, desde que ele aceite adequar-se à realidade financeira do clube. A única alternativa indiscutível para substituí-lo neste momento seria Tite, que já disse querer um período de descanso até a Copa do Mundo. Qualquer outro nome seria uma aposta, algo complicado de fazer em ano de Libertadores.
Goleiro: Dida está fora e Grohe deve finalmente assumir a titularidade. Gostei da atuação do velho baiano no ano que passou, mas sua saída faz parte do ciclo e da política de realidade financeira do clube. Temos Busatto e Follmann para a reserva, apesar de que minha aposta para o futuro goleiro do Grêmio é outra. O jovem Tiago Machowski tem feito ótimas apresentações na base e tem tudo para fazer história no clube.
Zaga: Minha dupla de zagueiros para 2014 seria Rhodolfo e Gabriel. O primeiro tem de ser definitivamente adquirido pelo Grêmio, pois é um defensor que há muito tempo não tínhamos. O segundo sofreu com uma lesão grave e deve ter seu empréstimo renovado, a fim de verificar sua total recuperação. Afora estes, temos ainda Werley, Bressan e Saimon, além dos garotos Thyere e Canavesio, que têm feito boas atuações na base e podem ganhar chance. Algum outro zagueiro pode desembarcar, mas ainda assim acredito que seja possível disputar a Libertadores com o que temos.
Laterais: Pará é quase uma unanimidade. É tecnicamente insuficiente, mas doa-se muito em campo. Dada a carência de laterais no Brasil, por incrível que pareça, consegue ser um dos melhores (ou menos piores) de sua posição. Pessoalmente, gostaria de ter um lateral melhor e deixar Pará como reserva. Mas também é complicado ter um reserva ganhando o que ele ganha. Paciência, não dá pra ganhar todas. O jovem Tinga, que inclusive atuou na seleção de base, ganhará chances neste ano. Nem cito Moisés, que considero fraquíssimo. Na lateral esquerda, Alex Telles foi eleito o melhor no país, o que só confirma o que falei a respeito da carência nesta posição. Caso venha a ser negociado, Wendell é o ficha um. Já demonstrou qualidade, mas fica a incógnita de como seria seu desempenho atuando como titular e principalmente em uma Libertadores.
Volantes: Nesta posição o Grêmio está bem servido e não necessita contratar. Temos Ramiro, Souza e Riveros, que atuaram juntos em várias partidas. Ainda temos Adriano e Matheus Biteco, que não tiveram um ano muito bom. Ainda assim, creio que não haveria necessidade de contratações para este setor, a não ser que surja um negócio de ocasião com algum nome indiscutível.
Meias: Aqui também há uma unanimidade. Maxi Rodriguez é titular absoluto. Este é um atleta que tem tudo para deixar seu nome marcado no tricolor. A tendência é que Elano deixe o clube e Zé Roberto pode ficar ou fazer companhia a ele. Sinceramente, ambos não farão falta, sendo que os recursos que seriam utilizados neles podem ser melhor aproveitados. Guilherme Biteco e Jean Deretti estão aí para a reserva. Olhando-se por este aspecto, nota-se que seria interessante a contratação de um meia de referência, que possa fazer companhia a Maxi e tenha cancha.
Ataque: E chegamos à grande incógnita. Olhando-se para trás e considerando-se somente o resultado, qualquer um mandaria todos os atacantes embora. Mas obviamente que outros fatores devem ser considerados, como os jogadores que chegarão e o sistema a ser utilizado. Vargas deve sair, restando Kleber e Barcos. Teríamos também Coelho, Mamute e Paulinho na reserva. Moreno volta, mas não se sabe qual seria seu aproveitamento. Dá pra enfrentar a Libertadores assim? Talvez sim, mas uma contratação de peso aqui poderia ser uma boa aposta. Acredito que Barcos pode redimir-se de seu ano ruim. Ninguém passa por uma fase de baixa por tanto tempo.
Por fim, sempre ressalto, principalmente para os amargos: é ruim não levantar uma taça. Lógico que qualquer um quer ser campeão. Mas a disputa da Libertadores é algo mágico. Somente quem viveu todos os anos de glória do Grêmio na competição continental sabe do que estou falando. Em alguns anos atrás tivemos alguns penetras na festa. Menos mal que pararam de frequentar este certame. Pegamos um grupo encardido, que muitos consideram ser o “grupo da morte”. Mas podem ter a certeza de que os torcedores das outras equipes estão muito mais apavorados com a possibilidade de enfrentar o Grêmio. Em 2014 a Arena vai rugir. Os times que entrarão para jogar contra o Grêmio terão de encarar a torcida e falar a célebre frase proferida pelos gladiadores, “Ave Caesar morituri te salutant” (Salve, César, aqueles que morrerão te saúdam). Pois neste grupo da morte, apenas um é imortal.
Saudações Imortais
Postado por
seu Algoz
às
12:22
Daniel Matador: O MEU GRÊMIO PARA 2014
2013-12-15T12:22:00-02:00
seu Algoz
Daniel Matador|Meu Grêmio de 2014|
Comments
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Daniel Matador,
Meu Grêmio de 2014
14 de dezembro de 2013
13 de dezembro de 2013
Grupo da morte e lavagem
E saiu o grupo do Grêmio na Libertadores. Grupo da Morte!
Poderia ser mais fácil? Poderia.
Seria melhor se fosse mais fácil? Quem vai saber?
Como falou o Rui Costa: o Grêmio passando a primeira fase vai com moral para o restante.
Já contei uma história no twitter:
Um argentino meu amigo e colega agora há pouco: "Que mierda! O Newel´s caiu na chave do Grêmio."
— seu Algoz (@seuAlgoz) December 13, 2013
Ou como tuitou o Anderson Kegler:
Vão jogar Libertadores e queriam o quê? Fazer final contra mexicano em campo sintético?
— Anderson Kegler (@AndersonKegler) December 13, 2013
_____O ano não vai ser fácil. O Presidente Koff e sua diretoria estão adequando os gastos dentro do orçamento existente, que todos sabem, não conta com os ingressos dos jogos e nem com boa parte da grana da televisão que outros adiantaram.
Vai ficar quem se ajustar. É preocupante? É.
Mas os times multi-campeões do Grêmio foram forjados com alguns veteranos bons e baratos e a gurizada da base.
Vamos confiar.
_____
Finalmente, recomendo vivamente esta reportagem neste link aqui.
Também não vi nenhuma manchete dos i$ento$ barato$ sobre isto aqui.
11 de dezembro de 2013
Daniel Matador: Como se fosse Ontem
Caros
Dizem que muito do que vivemos na infância costuma moldar nossa personalidade na vida adulta. E que algumas das lembranças da tenra idade são as melhores que se terá durante o restante de nossa passagem nesta vida. Sempre brinco que por vezes esqueço até o que almocei ontem. E que à noite já esqueci alguns pormenores do assunto que discuti pela manhã. Mas algumas coisas são impossíveis de se esquecer. O dia 11 de dezembro de 1983 é uma destas efemérides que jamais apagarei da memória, por mais que os anos passem.
Assim como boa parte dos fundadores do Grêmio, também minha família tem raízes germânicas. E a parentada que morava no interior do RS, por motivos que nunca preocupei-me em saber, veio em peso para assistir ao histórico jogo contra o campeão europeu lá em nossa casa. Reza a lenda que o pessoal não conseguia sintonizar muito bem o jogo em Erechim ou não havia televisão colorida, luxos que possuíamos por morarmos próximos à capital. Pouco importa, o que interessa é que tinha uma galera reunida para ver o tricolor fazer história na terra do sol nascente. Eu tinha pouco mais de 6 anos de idade, estava na expectativa de iniciar minha vida escolar no ano seguinte. E lembro tudo como se fosse ontem.
Um pequeno kerb familiar providenciado, como já era praxe em reuniões familiares, precedeu as horas antes do jogo. Comida para alimentar um pequeno exército. E durante a partida, eu sentado ali, tentando entender o motivo de tanta aflição por parte do meu pai, enquanto o chimarrão corria de mão em mão. A explosão no primeiro gol de Renato, com a cuia virando e espalhando erva pra tudo quanto era lado. Os muxoxos no gol de empate dos alemães. O que era essa tal de prorrogação que os adultos tanto falavam? O Grêmio não estava ganhando? E gritos e urros e pancadas e berros quando a bola saiu dos pés do mito para morrer no fundo da rede, após um drible desconcertante. E o mundo virou azul, preto e branco.
Talvez seja difícil tentar explicar nos dias atuais, principalmente para as gerações mais novas, o tamanho do feito que um clube fora de um grande eixo conseguiu fazer naquele 11 de dezembro de 1983. Em uma época sem Internet ou celular, fazer-se conhecido era tarefa destinada apenas aos grandes. Nada podia ser maior, como proclama o slogan adotado pelo Grêmio desde aquela época. Toda vez que assisto os lances da antológica partida, o gremismo aflora mais forte. Alguns anos sem título? Pode ser. Para mim, quando revejo a final do Mundial Interclubes de 1983, volto a ser criança de novo. O tempo volta para minha infância, quando soube que a Terra sempre foi azul. Como se fosse ontem.
Saudações Imortais
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seu Algoz
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20:30
Daniel Matador: Como se fosse Ontem
2013-12-11T20:30:00-02:00
seu Algoz
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Daniel Matador
Pentelho Arthur Lodi: O MEU GRÊMIO PARA 2014
O Marcos já viu o que é deixar os aplausos unânimes dos filmes para a corneta de quem escreve texto. Agora é a vez do Pentelho Arthur.
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Apesar da agenda negativa por parte de alguns, creio que o Grêmio está no caminho certo para retomar os anos de glórias.
Renato tem muitos méritos. Pegou o mesmo time que o Luxemburgo tinha à disposição - com exceção de Rhodolfo - e colocou o Grêmio na Libertadores. Deu confiança aos jovens, como Bressan, Alex Telles e Ramiro, além de solidez defensiva. O discutido Dida, apesar dos apesares, correspondeu e fechou a meta tricolor.
No entanto, há de se relevar os pontos negativos. O sistema ofensivo foi a decepção do ano. Kleber e Barcos não corresponderam e Renato não fez (ou não conseguiu fazer) nada a respeito. Também insistiu demais em esquemas que nunca deram certo, teimou ao deixar Maxi Rodríguez de fora e sempre demorava para colocá-lo. Quando o uruguaio entrava em campo, dava outra cara ao time.
Colocando tudo isso numa balança, ainda cheguei a conclusão que Renato é uma boa para 2014. A não ser que a direção queira apostar em Roger, Renato tem que ficar. Futebol é continuidade. Demitir Renato para trazer outro técnico é colocar todo o trabalho feito por ele no lixo e começar tudo novamente. E não é esse o caminho correto.
Independente da permanência ou não de Renato, o elenco deve sofrer algumas alterações para o próximo ano. O grupo precisa ser rejuvenescido. Os mais experientes, os medalhões - como Elano e Zé Roberto - não terminaram o ano bem e devem sair. É preciso apostar mais na base do clube, nos jovens jogadores. Na lateral direita, tem o Tinga. Na esquerda, além de Wendell, tem Breno (18 anos). Na zaga, Thyere e o argentino Canavesio. Iago, também 18, é um meio-campista jovem e de qualidade. Para o ataque, Gustavo Xuxa (que já jogou pelo profissional neste ano) e André também são opções. E é no Gauchão o momento certo para lançá-los.
O jeito é fazer uma pré-temporada decente, esquecer o campeonato estadual e se preparar para o restante do ano. Fazia muito tempo que o Grêmio não disputava por dois anos consecutivos a Copa Libertadores. E no segundo semestre ainda tem o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil - já estamos nas oitavas-de-final, lembram?
Se o time estiver focado, jogando com vontade e raça, não há quem segure.
No entanto, há de se relevar os pontos negativos. O sistema ofensivo foi a decepção do ano. Kleber e Barcos não corresponderam e Renato não fez (ou não conseguiu fazer) nada a respeito. Também insistiu demais em esquemas que nunca deram certo, teimou ao deixar Maxi Rodríguez de fora e sempre demorava para colocá-lo. Quando o uruguaio entrava em campo, dava outra cara ao time.
Colocando tudo isso numa balança, ainda cheguei a conclusão que Renato é uma boa para 2014. A não ser que a direção queira apostar em Roger, Renato tem que ficar. Futebol é continuidade. Demitir Renato para trazer outro técnico é colocar todo o trabalho feito por ele no lixo e começar tudo novamente. E não é esse o caminho correto.
Independente da permanência ou não de Renato, o elenco deve sofrer algumas alterações para o próximo ano. O grupo precisa ser rejuvenescido. Os mais experientes, os medalhões - como Elano e Zé Roberto - não terminaram o ano bem e devem sair. É preciso apostar mais na base do clube, nos jovens jogadores. Na lateral direita, tem o Tinga. Na esquerda, além de Wendell, tem Breno (18 anos). Na zaga, Thyere e o argentino Canavesio. Iago, também 18, é um meio-campista jovem e de qualidade. Para o ataque, Gustavo Xuxa (que já jogou pelo profissional neste ano) e André também são opções. E é no Gauchão o momento certo para lançá-los.
O jeito é fazer uma pré-temporada decente, esquecer o campeonato estadual e se preparar para o restante do ano. Fazia muito tempo que o Grêmio não disputava por dois anos consecutivos a Copa Libertadores. E no segundo semestre ainda tem o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil - já estamos nas oitavas-de-final, lembram?
Se o time estiver focado, jogando com vontade e raça, não há quem segure.
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seu Algoz
às
12:26
Pentelho Arthur Lodi: O MEU GRÊMIO PARA 2014
2013-12-11T12:26:00-02:00
seu Algoz
Meu Grêmio de 2014|Pentelho Arthur Lodi|
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Pentelho Arthur Lodi
10 de dezembro de 2013
Marcos Agostini: O MEU GRÊMIO PARA 2014
Caríssimos leitores,
A Libertadores é um torneio que eu faço questão de disputar todos os anos. Se não ganhar, paciência. Mas a emoção, a alegria, o nervosismo, o entusiasmo e até mesmo, a raiva ou decepção que ela me proporciona, são inigualáveis. Portanto, acredito que minha maior expectativa para 2014, assim como a de todos os gremistas, é o torneio continental. Por enquanto, vejo o Grêmio abaixo de Cruzeiro e Atlético-MG. Acho também que não estaremos muito acima do Flamengo. Mas o Cruzeiro será o grande time a ser batido. E por isso, algumas mudanças na nossa equipe se fazem extremamente necessárias. Ademais, sou daqueles que preferem deixar o Gauchão para testes.
Há quantos anos apostamos em medalhões para nos trazer títulos? A quantos anos gastamos o que temos e o que não temos em salários astronômicos a jogadores que fazem sucesso em outros clubes, mas não vingam aqui? E no fim, não conquistamos objetivo nenhum. Espero que a receita para 2014 sejam os jovens: do clube e de fora. É claro que um ou dois jogadores de renome ou mais experientes deveriam vir, mas precisamos de um time rápido, diferente do time que tivemos nos últimos anos. Penso que Kleber gladiador deveria ser utilizado como moeda de troca. Ele está longe de ser um jogador ruim, mas está há dois anos aqui e não conseguiu fazer o que dele se esperava. O grande problema é encontrar clubes interessados que aceitem pagar o que ele ganha. A mesma destinação devem ter Elano e Marcelo Moreno. Por outro lado, apesar do fraco ano do Barcos, ainda vejo nele algumas esperanças. Acho que ele ainda merece mais uma chance, antes que vá para outro clube e deslanche como acontece na maioria das vezes.
Se os investimentos para 2014 não serão grandes, podem existir jogadores não tão caros que podem dar respostas melhores do que as que temos atualmente. Por isso, seguirei uma lógica de mudanças pontuais. Apesar do ótimo ano do Dida, é hora de dar uma chance definitiva ao Marcelo Grohe (que é bom goleiro) e valorizá-lo.
A partir de hoje publicaremos uma série de posts em que cada um dos blogueiros colaboradores dirá o que espera do e para o Imortal Tricolor em 2014.
O primeiro é o Marcos Agostini. Vocês poderão checar também se ele é tão bom no texto quanto no cinema.
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A Libertadores é um torneio que eu faço questão de disputar todos os anos. Se não ganhar, paciência. Mas a emoção, a alegria, o nervosismo, o entusiasmo e até mesmo, a raiva ou decepção que ela me proporciona, são inigualáveis. Portanto, acredito que minha maior expectativa para 2014, assim como a de todos os gremistas, é o torneio continental. Por enquanto, vejo o Grêmio abaixo de Cruzeiro e Atlético-MG. Acho também que não estaremos muito acima do Flamengo. Mas o Cruzeiro será o grande time a ser batido. E por isso, algumas mudanças na nossa equipe se fazem extremamente necessárias. Ademais, sou daqueles que preferem deixar o Gauchão para testes.
Há quantos anos apostamos em medalhões para nos trazer títulos? A quantos anos gastamos o que temos e o que não temos em salários astronômicos a jogadores que fazem sucesso em outros clubes, mas não vingam aqui? E no fim, não conquistamos objetivo nenhum. Espero que a receita para 2014 sejam os jovens: do clube e de fora. É claro que um ou dois jogadores de renome ou mais experientes deveriam vir, mas precisamos de um time rápido, diferente do time que tivemos nos últimos anos. Penso que Kleber gladiador deveria ser utilizado como moeda de troca. Ele está longe de ser um jogador ruim, mas está há dois anos aqui e não conseguiu fazer o que dele se esperava. O grande problema é encontrar clubes interessados que aceitem pagar o que ele ganha. A mesma destinação devem ter Elano e Marcelo Moreno. Por outro lado, apesar do fraco ano do Barcos, ainda vejo nele algumas esperanças. Acho que ele ainda merece mais uma chance, antes que vá para outro clube e deslanche como acontece na maioria das vezes.
Se os investimentos para 2014 não serão grandes, podem existir jogadores não tão caros que podem dar respostas melhores do que as que temos atualmente. Por isso, seguirei uma lógica de mudanças pontuais. Apesar do ótimo ano do Dida, é hora de dar uma chance definitiva ao Marcelo Grohe (que é bom goleiro) e valorizá-lo.
Pará, apesar de todo seu esforço e garra, não passa de um útil reserva. Portanto, a lateral direita precisa ser priorizada. Um nome que me agrada (entre muitos) é Ayrton (atualmente no Vitória), mas ainda temos o Tinga, de ótimas atuações na base e que pode servir.
A zaga esta bem servida. Rhodolfo precisa ficar em definitivo e Bressan ou Werley estão de bom tamanho. Na esquerda, ainda que Alex Telles tenha terminado o ano com atuações melancólicas, caso não seja negociado, também é a melhor opção para a posição. Ainda assim, Wendell parece ter futuro.
Sobre os volantes (Souza, Ramiro e Riveros - e até Leo Gago), não há o que reclamar. Não precisamos de contratações nesse setor.
Para o meio, Maxi, que esta sendo preparado, é minha preferência. Mas não me iludo de que ele fará tudo sozinho. Isso seria um grande erro. Por isso, acho que uma outra prioridade é um ótimo jogador para atuar ao seu lado. Um verdadeiro camisa 10. Jogador este que não temos no grupo. Nomes como Cícero, Montillo, Jadson ou Elias seriam um dos meus sonhos de consumo, principalmente o argentino. Mas Zé Roberto ainda me serve para grupo.
No ataque, se Leandro voltar, é outro que merece uma chance definitiva, pois mostrou evolução no Palmeiras. O ideal seria a manutenção de Vargas para atuar de titular e, por isso, lamento imensamente sua saída. Osvaldo esta dando sopa no São Paulo, mas ainda tem o Guilherme e o Luan que estão na reserva do Atlético-MG. Até Rildo da Ponte Preta ajudaria para grupo. Seriam minhas preferências para atuar ao lado de Barcos. Claro, não se podem esquecer os jovens que já estão no grupo, em especial o tal de Canavesio, os Bitecos, Jean Deretti, Wangler (!), Lucas Coelho, Yuri Mamute, entre outros.
Eu poderia ter citado inúmeros jogadores que me agradariam. Mas tentei analisar pela ótica das recentes declarações dos dirigentes gremistas. Não é um time dos sonhos para ganhar Libertadores? Não, não é. Mas é, a meu ver, o que podemos fazer. Pode dar certo. Novamente, entraremos na Copa do Brasil diretamente nas oitavas de final e o Brasileiro vai ser complicado como sempre. Mencionei poucos nomes, mas tenho certeza que a direção será criativa, inteligente e atuante no mercado. Quem sabe até nos surpreenda.
Por fim, o técnico. Agradeço ao Renato pelo ano e pela melhora no time. Vejo que ao mesmo tempo em que conseguiu ajeitar o time de Luxemburgo, não conseguiu dar sequência a evolução do seu próprio trabalho. Agrada-me muito a ideia de técnicos novatos para o próximo ano, mas confesso que sinto certo temor pela inexperiência deles. DalPozzo, Enderson Moreira ou Cristovão Borges seriam esses nomes. Ficaria com o último, que está saindo do Bahia. Se Renato for ficar, que seja por um valor compatível com o planejamento da direção. Se não, obrigado e até a próxima. Até Valdir Espinosa vem surgindo como nome ultimamente. Mas na dúvida, ousaria no Cristovão. O que vocês acham?
Eu poderia ter citado inúmeros jogadores que me agradariam. Mas tentei analisar pela ótica das recentes declarações dos dirigentes gremistas. Não é um time dos sonhos para ganhar Libertadores? Não, não é. Mas é, a meu ver, o que podemos fazer. Pode dar certo. Novamente, entraremos na Copa do Brasil diretamente nas oitavas de final e o Brasileiro vai ser complicado como sempre. Mencionei poucos nomes, mas tenho certeza que a direção será criativa, inteligente e atuante no mercado. Quem sabe até nos surpreenda.
Por fim, o técnico. Agradeço ao Renato pelo ano e pela melhora no time. Vejo que ao mesmo tempo em que conseguiu ajeitar o time de Luxemburgo, não conseguiu dar sequência a evolução do seu próprio trabalho. Agrada-me muito a ideia de técnicos novatos para o próximo ano, mas confesso que sinto certo temor pela inexperiência deles. DalPozzo, Enderson Moreira ou Cristovão Borges seriam esses nomes. Ficaria com o último, que está saindo do Bahia. Se Renato for ficar, que seja por um valor compatível com o planejamento da direção. Se não, obrigado e até a próxima. Até Valdir Espinosa vem surgindo como nome ultimamente. Mas na dúvida, ousaria no Cristovão. O que vocês acham?
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