12 de janeiro de 2015

Pratas da Casa - Grêmio na 1ª Fase da Copa São Paulo de Juniores

Caros
 
O grupo principal do Grêmio chegou a Gramado na noite deste domingo para iniciar a pré-temporada. Milhares de gremistas recepcionaram a delegação, como é natural todos os anos. Nem dá pra comparar com os gatos pingados que estavam na recepção do outro grupo aquele.

Enquanto os trabalhos não começam, vamos inaugurar uma nova seção aqui no post. Nosso assíduo leitor Traks Fake é provavelmente o cara que mais acompanha os trabalhos e jogos da base tricolor. Ele conhece de cor e salteado quase todos os guris que treinam e almejam um dia vestir a camisa titular da equipe adulta. E esta gurizada está atualmente jogando a tradicional Copa São Paulo de Futebol Júnior. 
 
No primeiro jogo, vitória de 4 a 1 sobre o Rio Preto/SP. No segundo, empate sem gols com o Confiança/SE, sendo que o Grêmio desperdiçou um pênalti no último minuto da partida. E neste último domingo, vitória de 3 a 0 sobre o América/SP, o que valeu ao tricolor a classificação para a próxima fase como líder de seu grupo. A próxima partida, já eliminatória, será contra o Paraná.
 
Mas vamos deixar que o Traks faça sua avaliação da participação do Grêmio nesta primeira fase do torneio, visto que o especialista é ele.
 
Saudações Imortais
 
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Nesse época de especulação e chutes errados da nossa gloriosa imprensa esportiva, grande parte da atenção dos torcedores gremistas recai sobre a Copa São Paulo, tradicional torneio sub-20 onde diversos futuros talentos começam sua jornada.

Assisti os três primeiros jogos do Grêmio, com duas vitórias e um empate, campanha que nos garantiu o título do grupo. 

Esse time foi formado há pouco tempo e começou a treinar no dia 26 de dezembro. É uma mescla da equipe sub-20 com a sub-19, acrescida de dois jogadores do time sub-17 que foi vice campeão da Copa do Brasil da categoria. Vale lembrar que alguns jogadores do sub-20 subiram a serra, como o zagueiro Gabriel Silva e o atacante Pedro Rocha, e outros já foram repassados, como o meia Leandro Canhoto, que foi para o Paysandu. 

O treinador James faz a equipe sufocar o adversário no começo da partida, marcando em cima a saída de jogo do adversário. Não por coincidência, nos dois jogos que fizemos gols, marcamos no começo da partida. A equipe joga no famoso 4-2-3-1, com dois volantes que sabem jogar bola e uma linha de três jogadores rápidos e habilidosos que gostam de cair preferencialmente pelos lados do campo. O centroavante é um 9 típico, do jeito que o torcedor tricolor gosta. 

Aí vai um resumo dos atletas que jogaram nessa primeira fase:

Gritti (goleiro): nosso goleiro não foi muito testado, por mérito da nossa zaga. Não se desespera quando a zaga recua a bola para ele jogar com os pés. Não teve culpa no único gol que sofremos.
 
Raul (lateral): lateral direito que subiu do sub-17, tem ótimo cruzamento. Não precisa ir até a linha de fundo para efetuar cruzamento de grande qualidade. Mesmo assim, vai também à linha de fundo. Além disso, marca com bastante eficiência. É um dos atletas mais acionados na equipe.
 
Lucas Dias e Denilson (zagueiros): ambos jogam com eficiência, são bons no jogo aéreo (levam bastante perigo nos escanteios) e não são lerdos. Única ressalva fica pra quando querem sair jogando, mas creio que tenha sido pela fragilidade dos adversários.
 
Júnior (lateral): muito bom jogador. Marca muito bem, sobe na boa, e cruza muito bem. Com ele, Breno e Marcelo Hermes, creio que estamos bem servidos na posição.
 
Kaio e Arthur (volantes): dupla que joga bola, não se resumem a destruidores. Marcam com vigor, mas sem violência. Kaio chega muito bem e de forma fácil à área adversária, além de pegar muitos rebotes na entrada da área, não só na bola parada, mas em jogadas construídas com ela andando. Já Arthur gosta de jogar com ela no pé, cabeça erguida. Protege muito bem a bola, passa muito bem, faz a bola rolar, distribuindo o jogo e fazendo a ligação da zaga pro ataque. Na minha opinião, o melhor jogador da primeira fase.
 
Lima (meia atacante): muito habilidoso, lembra no estilo de jogo o Luan. Não é muito rápido, mas compensa com a habilidade acima da média. É o jogador mais centralizado na linha de três, mas gosta de jogar pelo lado do campo também. 
 
Ty (meia atacante): o sul africano é muito rápido e driblador, lembrando o estilo do Dudu. Não fez boas partidas na Copinha, tendo rendimento abaixo do que mostrou no Brasileiro sub-20, no mês passado, onde mostrou ter boa batida na bola. 
 
Nicolas (meia atacante): outro que subiu do sub-17. Atacante muito forte fisicamente, raçudo e inteligente. Se posiciona muito bem, faz jogadas pelo lado do campo e, quando está na área, mostra ser um ótimo centroavante. Acho um desperdício ele no lado do campo, com o drible curto que tem, o ótimo chute, a impulsão e posicionamento, tem tudo para ser o próximo centroavante da Seleção Brasileira. 
 
Luis Felipe (centroavante): 9 clássico! Forte, chuta com as duas pernas, bom posicionamento e cabeceio. Marcou um golaço de cabeça, em cruzamento do Raul. No último jogo, só não fez mais gols por preciosismo. Se tivesse jogado simples, como fez nos outros jogos, era um dos goleadores da copinha, se não o goleador. 
 
Tontini (meia atacante): meia armador que entra fácil na área adversária, tem bom chute. Entrou bem nos dois primeiros jogos e foi titular no último. 
 
Tilica (meia atacante): assim como Tontini, entrou nos dois primeiros jogos e foi titular no terceiro. Atacante arisco, rápido e de drible fácil. Também sabe cruzar muito bem, inclusive um dos gols saiu em cruzamento dele.
 
Iago (meia atacante): meia canhoto que gosta de cair pela direita. Dribla pra dentro e arrisca sempre com a canhota, inclusive tendo feito gol no jogo de estréia. Outro jogador rápido e de drible fácil, gostei que não tem medo de arriscar o chute a gol. Mais um que entrou nos dois primeiros jogos e foi titular no terceiro.

Wesley (lateral direito), Vico (meia) e Guilherme (meia atacante): jogaram apenas no final do terceiro jogo, não tem muito o que falar deles pelo tempo jogado.
 
E era isso. Agora é torcer para que o Grêmio possa superar o Paraná para que siga adiante na Copinha.

11 de janeiro de 2015

A piscina do Patinhas secou

Farra financeira. Só Que Não #sqn

Sabem qual a diferença entre as direções de Grêmio e Inter?
Enquanto a direção do Tricolor é transparente, não esconde os problemas para a sua torcida e parte em busca de soluções, os morangos fazem de conta que a vida é bela e que nadam na vida fácil com muito dinheiro à disposição.
Bem, talvez as coisas não sejam exatamente assim...

A imprensa já vaza notinhas tímidas sobre a real e intransferível situação financeira do co-irmão.  Isso já antevendo um pular da barca, para justificar a vida difícil que eles têm pela frente. Então, os dirigentes já se encarregam de abastecer a ivi com informações antes consideradas sigilosas.
Na edição de ontem em ZH, o colunista Zini Pires soltou esta:

ARROCHO

O novo comando do Inter encontrou o clube numa situação financeira pior do que esperava. A ordem é cortar gastos, especialmente no futebol, que custa R$ 17,5 milhões por mês. A torcida não deve esperar grandes contratações.

Você aí está surpreso?
Nós não.
Quantas vezes eu escrevi aqui que eles estão atolados e pegando empréstimos bancários para honrar os compromissos? Quantas vezes escrevi aqui que a situação não é tão cor de rosa como pintam?  Tem gente que só acredita na palavra da ivi. Se a gente fala, somos oficialistas querendo tapar o sol com a peneira.
Pois é...um dia a corda arrebenta.

Todos os dias a mídia esportiva bate e rebate em cima da situação do Grêmio como se fosse o único clube brasileiro a ter dificuldades financeiras. Só para vocês terem uma idéia, o Atlético-MG ainda não nos pagou pela ida do goleiro Victor, o Corínthians deve meses de direito de imagem para Mano Menezes, o Arouca entra na justiça contra o Santos por salários atrasados, e assim por diante. Nem vou listar todos, senão este post não termina nunca.

Não adianta virem dizer que os assuntos deles não interessam . Nos interessam, sim. Queremos tratamento igual sobre os mesmos assuntos.
Ao invés de ficarem malhando a nova RádioGrêmioUmbro, quem sabe os nobres jornalistas comecem a tratar do assunto #folhasalarialinter com a mesma intensidade e gana com que tratam a redução da folha e as dificuldades do Grêmio. Depois não sabem por que são tão criticados e chamados de isentos. Se mudarem a postura,  talvez se salvem de não perderem mais clientes. #ficaadica

P.S: agora também estou tuitando   @piticagremio

10 de janeiro de 2015

A palavra é TRABALHO


Finalmente o futebol está de volta. A equipe do Grêmio sobe a serra para a pré-temporada com nomes novos e grande expectativa quanto ao seus desempenhos. Felipão deu a letra na recepção aos jogadores: TRABALHO. Essa palavrinha deverá estar no centro das atividades. Por que não ficar meia hora a mais treinando cobrança de faltas e escanteios? Não precisa sair correndo depois do treino para poder badalar no shopping e mostrar a nova tatuagem ou piercing. Sinto muito, mas o mundo está competitivo. Não basta estar em um clube grande. Precisa mostrar que merece lá estar.

Quem quer se destacar na profissão, deve estar além do lugar comum. Isso pede inteligência e bom senso. Vamos ver durante a temporada, quais são os inteligentes e centrados. A torcida percebe isso muito rapidamente. Migué já não funciona mais. Do lado de cá, existem pessoas experientes, exigentes e apaixonadas. O mínimo que se espera do elenco é DEDICAÇÃO e RESPONSABILIDADE.
A torcida apoiará o time em 2015, mas em troca espera eficiência e muito suor. Esperamos que haja muita sintonia entre equipe e torcida. Isso é meio caminho andado para a conquista de vitórias.
Desejamos um ótimo trabalho a todos os envolvidos no futebol do Grêmio.



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#gremioprimeiroemtudo - Paleteria 1903 no Aeroporto Salgado Filho.

8 de janeiro de 2015

Acima do esperado

Eu sei que nos comentários do blog muitos vão deixar o assunto do post de lado e perguntar "cadê o título?"

Título só se consegue com planejamento e com o aumento da autoestima.

E nos pequenos detalhes se percebe o trabalho crescente da direção na busca da auto-suficiência financeira e do crescimento do orgulho de ser gremista.

A Topper fez um belo trabalho, mas os uniformes lançados hoje pelo Grêmio e pela Umbro estão espetaculares. Ou alguém aí não concorda?








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E a notícia da Rádio Grêmio então...




Rádio Grêmio Umbro

A PRIMEIRA GRANDE NOTÍCIA DO DIA!



7 de janeiro de 2015

Adriana Rodrigues: O dinheiro da TV



Seguidamente se vê e se lê: sai notícia sobre as cotas recebidas da Globo por Corínthians e Flamengo e o nosso torcedor (e também dos outros clubes) alucina. Esbraveja, xinga a direção, faz inquisição. “Como o Grêmio aceitou isso?” é a pergunta mais lida nas redes sociais. Uma pergunta que cai no vazio. Aliás, caia. Vamos respondê-la aqui, a partir de pesquisa que realizamos. O início de tudo nos remete a um clube que não disputava campeonato, mas jogava um bolão: o Clube dos 13.

Um rápido apanhado sobre o significado do Clube dos 13

O C13 foi criado em 1987 e, a partir de 1988, passou a coordenar as negociações envolvendo os clubes associados. Até 2011, os principais clubes brasileiros se aglutinavam nessa associação, que tinha como principal mandatário o Presidente Fábio Koff. Em 1997, o C13 assinou um contrato com a Globo para a transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro de 1997 a 1999. No contexto, definia-se o percentual do valor a que cada clube teria direito. Em 2008, firmou o maior contrato da história dos direitos de televisionamento do futebol brasileiro. O valor foi de 1,4 bilhão, para o triênio 2009-2011.

O crescimento dos valores recebidos pelo conjunto dos clubes sob a batuta do C13 foi exponencial. Das migalhas da década de 80 aos R$ 272 milhões em 2007 e aos R$ 769 milhões de 2011. Nesse ano (2011), se negociava com as televisões em uma espécie de concorrência pública. A Record acenava com o pagamento de R$ 1 bilhão por ano. Então, houve a dissidência, patrocinada pela Globo e CBF, do Corínthians (a quem teriam prometido um estádio - hoje materializado no Itaquerão), do Flamengo e do Botafogo. Estes clubes abandonaram o C13 e resolveram negociar diretamente com a Globo. No rastro, agregaram-se aos dissidentes o Vasco, o Fluminense, o Grêmio e o Coritiba.

Para quem se interessar, informações mais detalhadas sobre a vida e a morte do Clube dos 13 podem ser obtidas neste link.

O contexto atual

Para entendermos os atuais valores recebidos da TV pelos clubes brasileiros, era necessário sabermos que, a partir de 2011, sem o suporte de uma associação, os clubes passaram a negociar os direitos de televisão individualmente e diretamente com a Globo. Aliás, os contratos abrangem não apenas TV aberta, mas também TV por assinatura, pay per view, transmissão por Internet e telefonia móvel.

Como conclusão da cisão havida em 2011, foram assinados com os clubes contratos para as temporadas de 2012, 2013, 2014 e 2015. Porém, já no primeiro semestre de 2012, mediante o pagamento de luvas pela Globo, o contrato foi estendido para as temporadas de 2016, 2017 e 2018.

A Globo procura manter equidade entre clubes como Grêmio, Cruzeiro, Atlético-MG etc. Mas os valores pagos ao Corínthians e Flamengo, Santos etc fogem de qualquer interferência dos demais.

Assim, as cotas atuais recebidos pelos clubes pelos direitos de TV são frutos de contratos firmados em 2011 e 2012. Teremos que conviver com essas discrepâncias pelo menos até 2018, se os clubes prejudicados não encontrarem maneira de quebrar o favorecimento dado pela Globo aos seus 2 queridinhos.

Beijo Azul!
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Post escrito por Adriana Rodrigues.

6 de janeiro de 2015

Daniel Matador - Vesti Azul



“Estava na tristeza que dava dó

Vivia vagamente e andava só

Mas eis que de repente

Me apareceu um brotinho lindo

Que me convenceu...



Dizendo que eu devia

Vestir azul

Que azul é cor do céu

E seu olhar também

Então o seu pedido

Me incentivou...



Vesti azul!

Minha sorte então mudou”

Trecho de “Vesti Azul”, de Wilson Simonal



Caros

Não se fala em outra coisa nas rodas de discussão gremistas nos últimos dias. Todos só querem saber da nova camisa tricolor confeccionada pela Umbro. O clube e a fabricante liberaram alguns pequenos spoilers nas redes sociais. Somente algumas imagens mostrando pequenos detalhes do novo fardamento. Aliás, ressalte-se o sucesso obtido com o não vazamento da camisa até o momento. Isso aumenta a expectativa para o dia do lançamento. Informação importante: no próximo dia 8, quando teremos a apresentação oficial, a camisa já estará disponível para venda na Grêmio Mania da Arena. Ou seja, quem for até lá prestigiar, poderá adquirir o novo manto no mesmo dia.

Já havíamos citado um pouco da história recente da Umbro no post intitulado "O Manto Sagrado" (clique aqui para ler). Desde seu ocaso quando foi adquirida pela Nike (que destroçou a marca e arrebatou os principais clientes) até sua venda para o atual controlador, o grupo americano Iconix. Neste post, além dos primórdios da nova parceira tricolor, focaremos outro aspecto atual muito interessante para a torcida gremista.

A Umbro foi fundada por Harold Charles Humphreys e seu irmão Wallace. Harold deixou a escola com pouco menos de 14 anos de idade para trabalhar em uma indústria têxtil em Manchester, onde sua primeira tarefa foi espanar e polir os corrimões de uma escadaria de sete andares. Curioso e perseverante, foi sendo promovido até chegar ao departamento de camisaria da empresa. Após um período difícil que assolou a Inglaterra e o deixou durante uma semana sem trabalho, acabou em uma empresa de roupas esportivas chamada “Messrs. Bucks”, que futuramente tornaria-se seu principal concorrente. Trabalhou ali como vendedor ambulante, deixando o emprego por não enxergar oportunidades de crescimento.

Passou então a vender roupas cuja produção ele mesmo esquematizava através de um sistema de parceria com moças que costuravam camisetas em suas próprias casas durante a noite, após as lides domésticas. Seus pais administravam um pequeno hotel na cidade e cederam-lhe um armário onde pôde guardar seu estoque inicial. Em 1924, aos 22 anos, Harold decidiu que deveria entrar no mercado atacadista. Uniu-se então a seu irmão Wallace e registrou a companhia sob o nome de “Humphreys Brothers Limited”. As roupas produzidas eram etiquetadas com a sigla “Umbro”, um nome comercial que utilizava as letras iniciais de Humphreys Brothers.

A partir daí a empresa iniciou a trajetória que a transformaria na maior companhia do setor. Os 4 primeiros títulos mundiais do Brasil foram conquistados trajando Umbro. Foi ela também uma das pioneiras em lançar kits de fardamentos infantis oficiais, a fim de que as crianças pudessem usar a mesma camisa de seus ídolos do futebol (prática esta muito difundida no Rio Grande do Sul). Também foi uma das primeiras grifes a patrocinar atletas individualmente, como Pelé, Maradona, Bobby Moore e George Best. Das 16 seleções participantes da Copa do Mundo de 1966, 15 usavam Umbro, incluindo aí a campeã Inglaterra. O foco no futebol virou uma marca registrada, sendo que o slogan da campanha Only Football foi utilizado por muito tempo. Depois disso, a história já é conhecida, conforme citamos naquele nosso já profético post de junho de 2013.

Um ponto a ser ressaltado é que, assim como ocorre com praticamente todas as grifes mundiais, a Umbro também possui grandes companhias que atuam como representantes da marca nos mercados mundo afora. Estas empresas possuem a representação e autorização da Umbro para produzir seus fardamentos, trajes de passeio e calçados, tendo que atender os níveis de exigência e qualidade estabelecidos pela matriz na Inglaterra. E aqui temos um detalhe interessante para a torcida do Grêmio.

O representante exclusivo da marca para a América Latina é o Grupo Dass, sediado em Santa Catarina. O grupo é um gigante no segmento, com cerca de 14 fábricas (sendo 2 no exterior e 3 no Rio Grande do Sul) e emprega mais de 10 mil funcionários. O fundador que comanda a empresa junto com outros dois sócios, Vilson Hermes, é gremista. Óbvio que qualquer empresário produziria a camisa de qualquer clube, afinal, é um negócio. Mas é impossível não imaginar o prazer que deve ser produzir a camisa do time do coração. Eu, particularmente, não consigo imaginar qual seria a minha emoção caso fosse o dono da empresa que confeccionasse a camisa do Grêmio. Neste ponto, o atual slogan da Umbro provavelmente será seguido à risca também durante o processo produtivo: Heart and Soul (coração e alma).

Naquele emblemático ano de 1966, onde quase todas as seleções da Copa do Mundo trajavam Umbro, Wilson Simonal gravou um de seus grandes sucessos, a música "Vesti Azul". Na canção, um cidadão que estava na pior começa a se dar bem após ser convencido por uma linda moça a usar roupa na cor azul. Pode-se até não acreditar em coincidências, bruxarias ou mesmo mágica. Mas, como na letra da música, todos iremos vestir azul. O azul do Grêmio. O azul da Umbro. E torcemos para que nossa sorte também possa mudar.

Saudações Imortais

5 de janeiro de 2015

Playoffs ?!?

Texto do leitor Jonas Silveira

Foi veiculada hoje a notícia de que parte do nosso presidente, Romildo Bolzan, a iniciativa da retomada do sistema de mata-mata para o Brasileirão, muito mais divertido que o atual sistema de dispara-chupa, onde um time dispara e os demais ficam chupando o dedo.
Muito se fala que o Morosão é um campeonato justo, segue o “grande” exemplo das ligas européias. Esquecem que a realidade na maior parte das ligas européias é a disputa entre três ou quatro protagonistas, com a participação especial de dezenas de coadjuvantes; quem decide os papéis é o dinheiro.

O singelo título desse texto faz referência a uma lendária entrevista do treinador Jim Mora em 2001, quando perguntado a respeito das chances dos seus Colts de chegar aos playoffs da NFL - o aproveitamento da equipe na época era de 40%:
- "Nesse ano, pude vivenciar a gloriosa experiência de torcer por uma equipe que tinha 31% de aproveitamento faltando quatro partidas para o final da temporada regular, venceu as quatro, chegou aos playoffs e venceu uma equipe com aproveitamento de 75%. (Go, Panthers!). Pode não parecer justo, mas eu garanto que é muito mais divertido."

Pessoalmente, creio que botar duas equipes no campo pra decidir quem é a melhor é a coisa mais justa a se fazer no âmbito desportivo, muito melhor que ter como desfecho de campeonato meia dúzia de amistosos e alguns confrontos decisivos, sendo disputados, geralmente, entre equipes com diferentes graus de “interesse” (se é que me entendem).
Também não entendo o amor pelos pontos corridos. Me parece ser parte da ânsia brasileira de copiar o futebol europeu. Se for pra copiar alguma coisa, vamos copiar o sucesso global das grandes ligas americanas, todas com um sistema de playoffs vigente, o tal do “formulismo”. E esse sistema não é exclusividade da NFL, MLB, NBA e NHL.  Também é aplicado abertamente no futebol da América do Norte, pois tanto a MLS, principal liga dos EUA e do Canadá, quanto a Liga MX do México, são estruturadas dessa forma. A verdadeira tradição do futebol sulamericano é o “formulismo”, alguns dos nossos campeonatos são tão intrincados que quem se aventura a tentar descobrir os classificados à Libertadores de certos países vizinhos está sujeito a uma síncope por esforço mental excessivo.
Eu iria mais longe ainda, eliminaria um dos “matas” do “mata-mata”. O time de melhor campanha decidiria em casa. Dependendo do número de times classificados, seria raro que uma partida da rodada decisiva não tivesse alguma utilidade pra definir alguma vantagem para os disputantes, pois o mando de campo seria muito valioso.

Minha fórmula classificaria o primeiro e o segundo colocados de forma direta, um prêmio valioso aos times mais regulares, que apaziguaria os paladinos da “justiça”; os oito seguintes disputariam as duas outras vagas na semifinal, em duas rodadas; o terceiro receberia o décimo em sua casa para um jogo único, e assim por diante. Nada de “voltar vivo”, “gol fora de casa”, “placar agregado”, “saldo de gols”. Para completar, a decisão dos quatro rebaixados seria feita pelos Playoffs da Depressão, os oito últimos colocados do campeonato se enfrentariam nesse mesmo modelo e os quatro perdedores estariam fadados às agruras da Série B, que seguiria sendo disputada por pontos corridos, para castigar ainda mais os rebaixados. Isso garante três semanas de emoção no final do campeonato, pois a razão fundamental da existência do desporto é justamente a emoção; um campeonato que não é emocionante claramente está mal estruturado.

Ver seu clube vivendo momentos de “tudo ou nada” é muito melhor que procurar a tabela do Dilmão na internet segunda-feira de manhã pra fazer contas. O pior ainda é quando o objetivo das contas é uma vaga, pois a taça já não pode ser alcançada, talvez por que o clube não “fez gordura” ou exagerou nos “pontinhos fora de casa”.
Minha torcida é pela alteração dessa fórmula atual, que permite, entre outras coisas, que a arbitragem mine equipes em jogos de menor vulto, eventualmente ajudando a TV e os patrocinadores a definir quem são as melhores equipes do país, invariavelmente valorizando as cifras e desvalorizando a bola.

4 de janeiro de 2015

iCento: Tudo em seu lugar

Pois é, o Campeão de Tudo é grande. Tem uma arena fantástica, que foi a arena da Copa no RS. Tem finanças equilibradas. Pode dar-se ao luxo de ter déficit 7 vezes maior do que outros clubes do estado em períodos menores de tempo e a imprensa entende que isso é normal e nem propaga, porque o CdT é grande. Todos sabem: eventuais pequenos desequilíbrios não o afetam. Aliás, ele tem dirigentes que entendem a alma da imprensa e sabe como tratá-la bem. Esses dirigentes, aprendi, são o maior barato.

E tem mais: enquanto alguns precisam conter despesas (vejam aqui) e têm treinadores assumindo funções fora do seu âmbito, decidindo sobre elenco etc (vejam aqui), o CdT tem PLA-NE-JA-MEN-TO. Um técnico que manja do riscado e vai diminuir o elenco, porque sabe o que deve ser feito no futebol (veja aqui).

Para completar, o CdT está na Libertadores e montando um time forte. Enquanto alguns correm atrás de sobras, ele pensa como grande que é. Trará reforços reais. Serão atletas como Patric, Guerrero, Fred do Flu, Fred ex-nosso, Luis Fabiano, De Arrascaeta, Tayson, Dudu, Nilton, Osvaldo, Ibáñez, Henrique, Cavalieri, Lucas Barrios, Sandro, Luiz Adriano, Moledo, Mike, Paulinho, Anderson... Só para citar alguns. Todos são jogadores top, porque o CdT é grande.

1 de janeiro de 2015

Daniel Matador - O que realmente interessa


Caros

Um ano acabou, outro está começando. As mudanças fazem parte da vida e nada podemos fazer quanto a isso, a não ser entendê-las e tirar o melhor proveito de tudo. Como diz o ditado aquele, temos de ter serenidade para aceitar o que não pode ser mudado, coragem para mudar o que pode e sabedoria para distinguir uma coisa da outra. E 2015 mal começou e já temos mudanças no Grêmio.

O ano mal raiava e os perfis do clube nas redes sociais noticiavam aquilo que já se comentava há algum tempo: o contrato com a nova fornecedora de material esportivo do clube, a tradicional grife inglesa Umbro. Sou um suspeito para falar bem desta parceria, pois eu ansiava por ela há muito tempo, quando praticamente ninguém sequer cogitava que o diamante estilizado pudesse estar na camisa tricolor.

Em junho de 2013 montei um post com o sugestivo título de "O Manto Sagrado" (uma das várias analogias de filmes que já fiz aqui no blog) onde contei um pouco da história da Umbro, desde seu glorioso passado até a sua aquisição e quase destruição da marca pela Nike, chegando à sua condição atual, como uma das marcas pertencentes ao grupo americano Iconix. Modéstia à parte, é um texto bem bacana e sugiro que o acessem nesse link aqui, inclusive para entenderem toda a carga histórica da nova parceira do clube.

Uma notícia dessas deveria encher a torcida de alegria, pois é algo extremamente positivo. O ganho em logística de distribuição, design, qualidade e foco da parceira são alguns dos itens que naturalmente revertem-se em mais vendas. Mais vendas significa mais dinheiro. Mais dinheiro significa possibilidade de mais investimento e tudo o mais. Não há necessidade de explicar o óbvio.

Mas é claro que, tão logo o anúncio começou a ser replicado, tanto pelo Grêmio quanto pela própria Umbro, a corneta burra começou. "Não quero camisa, quero títulos." "Ah, já sei, virá o Messi em 2015!" "Então agora vamos ganhar tudo!" E outras "genialidades" que li e ouvi por aí nestas primeiras horas de 2015.

O amargor, assim como a burrice humana, não tem limites. É óbvio e notório que o principal objetivo de um clube como o Grêmio é o futebol e, portanto, erguer taças. Assim como qualquer ser humano possui necessidades básicas, como alimentar-se, por exemplo. Só que o atendimento às necessidades básicas não implica em relegar todas as outras necessidades. Seria como o cidadão que está com o telhado da casa cheio de buracos, mas não o conserta porque alega que sua prioridade é conseguir comida para encher a despensa que está vazia. Não vou nem alongar-me mais em tentar mostrar as obviedades. Quem sempre enxerga o lado ruim das coisas não vai mudar e assim continuará, mesmo que o clube empilhe taças todos os anos, como fazia há algum tempo atrás.

O que realmente interessa é que iniciamos mais um ano e a esperança, como sempre, se renova. Por mais que queiram esbravejar, será assim até o fim dos tempos. Se 2015 será o ano do Grêmio? Não sei, ninguém sabe. Mas eu, ao invés de ser negativista, vou torcer a favor, como sempre faço. E de camisa nova. A mais linda camisa do mundo.

Saudações Imortais