16 de julho de 2015

E aí Ministério Público e Brigada Militar?


Impressionante como no Brasil do Século XXI, governantes e representantes da sociedade perderam o respeito pelos cargos que ocupam e o trocaram pelo cinismo e pela lei do salve-se quem puder.
Nunca valeu tanto aquela frase:

Aos amigos tudo. Aos inimigos os rigores da lei.

Gostaria de saber como e porque a Brigada Militar e o Ministério Público, tão diligentes para defenderem a segurança na Arena, a ponto de proibirem inofensivos trapos e acabarem com a avalanche, tudo permitem no remendo da beira lago. Como o ilustrado na foto abaixo.
É uma vergonha! Mas não surpreende a todos que leram este post aqui.
Tão vergonhoso que foi salva com tarja preta em luto pela morte destas instituições.


Moderno o estádio uhu?

15 de julho de 2015

Avalanche Tricolor: vaga na Copa do Brasil ainda está em jogo, apesar de gol mal anulado

Por Milton Jung


Grêmio 0x1 Criciúma
Copa do Brasil – Arena Grêmio


Time precisa agora de todo o apoio do torcedor (foto do Grêmio Oficial no Flickr)

Time precisa agora de todo o apoio do torcedor (foto do Grêmio Oficial no Flickr)

É impressão minha ou todo mundo achou que o erro do árbitro ao anular o gol de Pedro Rocha foi normal? Que não influenciou na partida? Que pouca diferença faria no desempenho das duas equipes? Ouvi alguns comentaristas durante a transmissão e pouco se citou o fato, para mim crucial no jogo. Houve até quem, a princípio, validasse a decisão do juiz.

Eram 22 minutos quando Rocha, em meio aos zagueiros e em velocidade, tabelou com Luan e, na entrada da área, recebeu passe preciso, em jogada que tem marcado o futebol gremista nesses tempos de Roger, para com apenas um toque deslocar o goleiro e por a bola dentro do gol.

Vamos ser sincero: era desnecessária a linha digital que as emissoras de televisão usam nas transmissões – aliás, demoraram para usar nesta terça-feira – para perceber que o atacante estava em posição legal. O auxiliar, que está lá só para ver esse lance e trabalha recomendado pela Fifa a, na dúvida, dar sequência à jogada, não entendeu dessa maneira e levou o árbitro ao erro.

Como agora é proibido reclamar do juiz, mesmo diante de erros crassos, aos jogadores cabe apenas indignar-se em silêncio, enquanto os algozes seguem sua vida sem qualquer punição. Um erro que pode custar a desclassificação desta Copa, pois exigirá vitória em Criciúma na partida de volta – o que, convenhamos, não é difícil, desde que as finalizações voltem a ser mais certeiras.

Um gol naquela altura mudaria o cenário da partida, pois obrigaria o adversário a abandonar sua postura defensiva, desmontaria a retranca montada para surpreender o Grêmio e abriria espaço para jogar. Sem o gol, o Grêmio teve dificuldade para trocar bola com mais objetividade e foi punido com um erro na saída de bola da sua defesa.

O Grêmio não perdeu a partida somente por causa do árbitro, mas também por causa dele, e precisa acertar sua forma de jogar contra equipes retrancadas, pois com sua ascensão na temporada tende a ser essa a postura dos próximos adversários. Porém, analisar o resultado do jogo e nosso destino na competição sem levar em consideração a anulação do gol no primeiro tempo é injusto. Assim como o foi a vaia de alguns torcedores ao fim da partida. Pois, mesmo com a derrota, o que o time precisa agora é de todo o apoio para se recuperar na próxima partida e, novamente, revelar-se Imortal.

14 de julho de 2015

Comemora "torcedor"

Grêmio 0 x 1 Criciúma

Primeiro tempo: 0 x 1

O jogo começou com os dois times se estudando e a primeira jogada mais perigosa ocorreu aos 4 minuto. Douglas bateu falta pela direita e Luan cabeceou raspando a trave direita do goleiro.

De novo o Grêmio iniciou cadenciado e não impondo pressão no campo do Criciúma.
Aos 7 minutos jogada perigosa dos carvoeiros que Marcelo Hermes cabeceou para escanteio.
O time parecia estar dando ouvidos aos tolos que advogam entregar a Copa do Brasil e jogava em ritmo de treino. E por conta disto sofreu um ataque perigoso aos 12 minutos. A bola passou por cima.
Uma jogada de triangulação, que já está virando marca do time, foi feita entre Galhardo, Luan e Maicon. O último chutou por cima de fora da área.
O Criciúma chegava com perigo também e o jogo estava aberto.
Luan deu um passe espetacular para Pedro Rocha que fez um gol não menos espetacular. Só que o bandeira inventou um impedimento e anulou o gol do tricolor. Eram 23 minutos.
Giuliano perdeu outra boa chance aos 30 minutos batendo alto por cima da entrada da área.
Aí, aos 33 minutos o castigo merecido. Cruzada na área do Grêmio quem estava na área para tentar salvar era o Pedro Rocha que fez um golaço. Pena que contra. O que ele fazia de zagueiro só Deus sabe.
Com o gol o time resolveu correr um pouco mais, mas o fazia de forma desordenada.
Douglas bateu ridiculamente uma falta aos 40 minutos. A bola quase saiu para lateral.
Aos 42 minutos entrevero na área do Criciúma mas resultou em nada.
Pedro Rocha recebeu um grande lançamento aos 44 minutos e bateu de bico para grande defesa do goleiro. Trinta segundos depois Luan perdeu outro gol.
Giuliano perdeu outro gol feito aos 47 minutos.
E foi isto.

.....

Um primeiro tempo morno. O Grêmio, na minha opinião, pensou errado o jogo. Deveria ter iniciado metendo pressão para tentar resolver logo. Não fez isto e o jogo ficou difícil.

Havia uma frouxidão no meio de campo que deixava espaços para o time catarinense chegar com perigo, especialmente com chutes da entrada da área.
Na frente Luan e Pedro Rocha tentavam algo mais, enquanto Giuliano e Douglas pareciam sem vontade de jogar mais duro.
O gol do Criciúma foi uma consequência da atitude, ou falta de atitude com que o time encarou o jogo.
Depois do gol, resolveram jogar e perderam meia dúzia de chances. Um castigo merecido.


Segundo tempo: 0 x 0


O time voltou igual para o segundo tempo. Com mais vontade, aparentemente, mas errando muitos passes. A ansiedade parecia estar em campo junto.
Aos 6 minutos Grohe salvou o segundo gol. Na cobrança do escanteio, Marcelo Hermes tirou do risco do gol quando Grohe já estava batido.
Roger não mexia no time mesmo com a má atuação coletiva e individual de vários jogadores.
E a primeira opção de Roger para tentar reverter foi muito duvidosa. Chamou Fernandinho para o jogo. Pelo menos tirou Douglas que não jogou nada.
A primeira jogada de ataque do tricolor foi um triangulação do Hermes com Giuliano que deu um passe milimétrico para o lateral chutar raspando para fora. Um gol feito perdido.
Fernandinho recebeu uma bola na cara do goleiro mas deu um traque para fácil defesa. Mais um gol feito perdido.
Yuri entrou no lugar de Pedro Rocha aos 25 minutos.
O time que jogou trotando o primeiro tempo, corria desesperado no segundo. E o desespero pode fazer muito, menos ajudar alguém a pensar e fazer as coisas de maneira correta.
Como Luan, que recebeu de frente para o gol e mandou para fora do estádio. E depois desta ele saiu para dar lugar ao Braian.
Aos 34 minutos o Criciúma perdeu a melhor chance de gol do segundo tempo. Um gol feito que mataria o Grêmio.
As substituições pioraram o time que nem no abafa conseguia levar perigo para o goleiro do Criciúma.
Para completar Mamute se machucou e o time ficou com dez jogadores.
Aos 46 minutos quase o segundo do Criciúma.
Pênalti para o Grêmio não marcado aos 48 minutos. Um jogador da defesa montou em Braian na área. Claro que o juiz não marcou.
E terminou o jogo.

.....

Eu cansei de escrever esta frase batida: Grêmio não sabe jogar jogo jogado. Sempre se enreda nas firulas que não sabe fazer e na cadência que não tem.
Joguinho de toques, passes laterais, firulas, nunca fez parte do DNA do tricolor. Não será agora, depois de 112 anos que será incorporado.
Não acredito que a fala de ex-dirigentes e de parte da torcida tenha influenciado o ânimo e levado os jogadores a levar a Copa do Brasil como descartável. Mas que pareceu pareceu.
E tu aí, que queria isto, aproveita e comemora bastante. O time hoje foi do teu tamanho: medíocre, tacanho e ridículo. Quem quer sulamiranda nunca vai chegar a lugar nenhum.

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Como jogaram:

Marcelo Grohe: Falhou no gol do Criciúma. Fez uma grande defesa no segundo tempo. 
Nota 5 
Galhardo: Um dos poucos que parecia ter vontade de jogar. Nota 7
Geromel: Apático errou algumas bolas fáceis. 
Nota 5
Erazo: Meio atrapalhado. 
Nota 4
Marcelo Hermes: Não comprometeu pelo seu lado. Um dos poucos que se salvou. 
Nota 6

Walace: Jogou no ritmo de treino dos demais. Nota 4
Maicon: Não apareceu no jogo. Nota 3
Giuliano: Um primeiro tempo muito ruim. E um segundo também. Nota 4
Douglas: Foi o primeiro tempo de seus sonhos, em ritmo de treino. Saiu no início do segundo tempo. Não jogou nada. Nota 2  
Luan: Algumas boas jogadas no primeiro tempo. Nadano segundo. Nota 5  
Pedro Rocha: Fez um golaço mal anulado e fez um gol contra no primeiro tempo. Saiu no segundo tempo. Nota 6 
.....


Fernandinho (Douglas): entrou bem mais ou menos. 
Nota 5

Yuri (Pedro Rocha): Entrou? Entrou. Para se machucar. Nota 2
Braian (Luan): Depois que entrou conseguiram a proeza de não levantar uma bola para a área. Sem nota 

Roger: Errou tudo. Errou no ânimo que mandou o time a campo. Errou na demora para mexer. Errou nas substituições. Nota zero 

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Arbitragem: 
Bruno Arleu de Araújo, Dibert Pedrosa Moisés e Michael Correia (RJ): Cometeu mais um erro humano contra o Grêmio anulando um gol legítimo no primeiro tempo. Por conta disto tem cula também na derrota.

13 de julho de 2015

Daniel Matador - O Olho do Tigre



"Quando nós lutamos, você tinha olhos de tigre, tinha essa fome. Tem que se recuperar e, para isso, tem que voltar ao princípio. Talvez possamos nos recuperar juntos. Olho de tigre, cara!"
Apollo Creed, o treinador de Rocky no 3º filme da série.


O ano de 1982 foi marcante para a banda Survivor. Os integrantes receberam de produtores de Hollywood a encomenda de uma música sob medida para um filme que estava sendo produzido. Um tal de Rocky 3, protagonizado pelo astro Sylvester Stallone. A banda, que até aquele momento já havia produzido dois álbuns, era conhecida no mercado, porém só havia emplacado um hit, a canção “Take You on a Saturday”. Mas a tal música encomendada foi aquela que acabou tornando-se seu maior sucesso até hoje. Eye of the Tiger (O Olho do Tigre), a música tema de Rocky 3, foi listada pela VH1 como uma das 100 maiores músicas da história, além de ganhar um Grammy e ser indicada ao Oscar. Impossível não contagiar-se com seus acordes, principalmente antes de algum embate esportivo.

No filme, após sagrar-se campeão dos pesos pesados ao derrotar Apollo Creed e defender seu título por dez vezes, Rocky Balboa decide largar a carreira de pugilista. Mas, ao fazer o anúncio de sua aposentadoria, o campeão é insultado e desafiado por Clubber Lang, o então 1º do ranking, que ansiava por enfrentar o campeão. No dia da luta, durante uma discussão entre ambos, o treinador de Rocky, Mickey, acaba tendo um ataque cardíaco. Rocky fica muito abalado e sofre uma derrota humilhante para o brutal Clubber Lang. Depois da luta, Mickey morre e Rocky entra em depressão. Contudo, seu antigo rival Apollo Creed oferece-se para ajudar Rocky e o convence a treinarem juntos, a fim de que ele retome o título de campeão mundial. Nem sei por qual motivo escrevi a sinopse deste filme. É obrigação de qualquer ser humano assisti-lo. E vibrar com Eye of the Tiger durante o treinamento de Rocky e Apollo. Aliás, a título de curiosidade: Eye of the Tiger foi a música que utilizei em minha formatura na universidade.

Pois quase uma década após o estouro mundial do olho do tigre, um felino homônimo cruzou o caminho do Grêmio. E não estamos falando da Tigre, a Torcida Independente Gremista, uma das torcidas organizadas que frequentava o Olímpico até o início dos anos 90. Logo após sagrar-se como o campeão da primeira Copa do Brasil, em 1989, o tricolor fez no ano seguinte uma campanha onde liderou durante quase todas as rodadas do Campeonato Brasileiro e pontuou mais que o campeão. Mas acabou parando no São Paulo de Telê Santana, naquele que seria durante os dois anos seguintes o maior time do futebol brasileiro.

Só que 1991 parecia ser o ano onde aquele pequeno revés seria corrigido. O técnico Evaristo de Macedo havia deixado o comando e o time gremista iniciava a Copa do Brasil daquele ano capitaneado pelo conhecidíssimo Cláudio Duarte, que havia erguido o troféu de campeão do mesmo torneio pelo Grêmio dois anos antes. Na primeira fase, duas vitórias sobre o Auto Esporte, da Paraíba (1 a 0 fora e 2 a 0 no Olímpico). Na fase seguinte, já então oitavas-de-final, encarou o Fluminense de Feira de Santana, coincidentemente vencendo com os mesmos placares da fase anterior (1 a 0 fora e 2 a zero no Olímpico). Nas quartas-de-final, o técnico já não era mais Cláudio Duarte. Dino Sani assumiu a casamata e enfrentou de cara o primeiro adversário tradicional no torneio, o Corinthians. No jogo de ida, um empate em 1 a 1 no jogo de ida no Pacaembu. Na volta, 2 a 1 no Olímpico. Nas semifinais, um empate no jogo de ida no Couto Pereira, contra o Coritiba, em 1 a 1. No jogo de volta, vitória simples por 1 a 0 e a classificação para a final contra o Criciúma. O clube, carinhosamente chamado por seus torcedores de tigre, entrava na história do Grêmio.

Na Copa do Brasil daquele ano o tricolor sempre decidiu a vaga em casa, com o segundo jogo ocorrendo no Olímpico em todas as fases. Pois justamente na fase final a partida decisiva seria na casa do adversário. Algo que talvez não assustasse, não fosse o comandante do tigre catarinense o maior especialista em mata-matas da história: um tal de Luiz Felipe Scolari, que até então não havia ganho ainda o apelido de Felipão. O gringo armou uma retranca violenta em Porto Alegre e achou um gol logo aos 15 minutos do primeiro tempo, montando a partir daí um ferrolho até o fim do jogo. Só aos 38 do segundo, e apenas através de um pênalti, é que o Grêmio empatou. Mas aí Felipão fez aquilo que mais sabe e que consagrou-o muitas vezes: jogou com o regulamento embaixo do braço na final em Criciúma. Botou os 11 jogadores na frente da área e não permitiu que o placar fosse aberto, o que garantiu até hoje o maior feito da história do futebol catarinense e a participação do Criciúma na Libertadores da América. Era o tigre aprontando pra cima do tricolor.

Mas nesta terça-feira a história é outra. De diferente, apenas que o Criciúma não saiu daquele único título conquistado. Já o Grêmio ganhou tudo e mais um pouco depois daquilo. Na própria Copa do Brasil, onde acabou tornando-se o maior vencedor e o clube com o maior número de finais disputadas. Muito disso na base do olho do tigre, a famosa raça, alma, imortalidade ou qual seja o nome que muitos chamem. Alcunhas à parte, nada mais é do que a vontade de vencer e a indignação em cima de um resultado adverso. O tricolor ficou conhecido por ter times que não admitiam perder. Muito disso veio através do próprio Felipão, que havia mostrado já daquela vez, quando foi campeão em cima desse mesmo Grêmio, e depois replicou estes princípios por aqui.

E hoje, na casamata gremista, está um discípulo e ex-jogador dele. Roger devolveu ao clube uma entrega de jogo que muitos haviam pensado que se perdera na poeira do tempo. Mas não, ela esteve sempre ali. No pé da trave, na marca da cal, no concreto da arquibancada. No barro do calção, no sangue da camisa, no couro da chuteira. Só faltava alguém abrir os olhos dos incautos e mostrar para todo mundo que o Grêmio estava de volta. A casa agora é a Arena. Mas o espírito está voltando a ser igual ao do velho Olímpico.

O adversário desta terceira fase da Copa do Brasil é o mesmo Criciúma que mostrou lá em 1991 como vencer este torneio. É o mesmo tigre que deu a Felipão seu primeiro grande título e abriu as portas para que, pouco depois, ele desembarcasse no tricolor e vencesse tudo, tendo Roger como seu comandado durante todo o tempo. Novamente, o primeiro jogo será aqui e o segundo será lá em Santa Catarina. Parece até que estamos tendo que voltar ao princípio para recuperar aquela fome que já tivemos. E, desta vez, o tigre que nos desculpe. Assim como Rocky, teremos de bater sem dó e tomar de volta o que é nosso por direito. O olho do tigre é nosso. E o deles vai ficar roxo.

Saudações Imortais


Um dia feliz


Foram quase 3 meses de internação. Houve um período em que se dizia que ele não resistiria.
Idas e vindas entre quarto e CTI.
Mas hoje o Presidente Fábio Koff voltou para casa.
Finalmente recuperado.
Que continue com saúde por muito tempo porque é um grande ser humano e porque o Grêmio ainda precisa dele.
Que não nos dê mais nenhum susto.
Enquanto isto, bem que a direção e o conselho deliberativo do Grêmio poderiam estudar uma forma de homenagear em vida este gremista extraordinário.


A era da intolerância

Sei. Vivemos dias difíceis no Brasil. Desemprego aumentando, inflação, roubo desenfreado, uma debiloide louca no poder. A vida não está fácil para ninguém.
Sei. Neste cenário uma válvula de escape é fundamental para que a gente não se afogue.
Sei. O futebol sempre foi uma válvula de escape para muitos. Talvez agora seja para quase todos.
Este blog iniciou no longínquo 14 de agosto de 2005, quando o Grêmio estava nas profundezas da série B. Sem time e sem dinheiro. Este ano completamos 10 anos de postagens ininterruptas.
No princípio se chamava Blog do Grêmio e só mudou o nome para Imortal Tricolor depois da batalha dos Aflitos.
Foi criado para ser um canal de discussão dos gremistas. Levou tempo para deslanchar mas aos poucos foi virando referência e ponto de encontro de muitos torcedores do tricolor.
No início éramos eu e o Arigatô. Depois foram entrando a Pitica, o Daniel Matador, a Adri e muitos outros voluntariamente ou compulsoriamente passaram e passam por aqui para dizer o que pensam e sentem.
Foi sempre um blog crítico. Mas nunca um blog de oposição ao Grêmio.
Neste tempo todo, várias correntes políticas governaram e mesmo desgovernaram o clube, mas a torcida pelo time e pelas vitórias nunca foi menor aqui.
Os tempos mudam e hoje se vê muito "torcedor" querendo o quanto pior melhor para que seu grupo assuma o poder.
Os tempos mudam e hoje se vê muita gente fazendo acusação baseada apenas em fatos vazios.
Os tempos mudam e hoje se vê muito torcedor que jurava que seríamos rebaixados 2 meses atrás exigindo o título agora como se isto fosse apenas uma formalidade.
Os tempos mudam e hoje se comenta cinco vitórias seguidas como se fosse o contrário.
Os tempos mudam e hoje se vê um vale tudo nas ditas redes sociais.
Escrever no blog, que era um prazer, está virando uma obrigação sem graça nenhuma.
Deixar de ver atentamente o jogo para ter um post para referência logo ao final deixou de ter sentido.
Mediar comentários virou suplício. Há sujeitos que nunca tem comentário liberado mas insistem em vir aqui liberar todo seu ódio e ignorância.
Tem outros que, não importa o que se responda, voltam à carga como que querendo extrair confissões por tortura psicológica.
Chega a hora em que fica difícil seguir adiante mantendo as coisas como estão.
Não acho que acabar com os comentários seja uma boa, porque afinal tem muita gente boa discutindo com propriedade o time.
Até mesmo as malas como o Wilson, o Ademir e outros são aceitáveis. Eles, embora chatos, querem desesperadamente ajudar. Fazem tudo errado, mas não tem maldade.
Mas tem alguns que fazem muito mal para a saúde, e especialmente para o fígado.
Em nome destes e graças a estes tomei uma decisão. Não mediarei e não lerei mais comentários no blog. Que a Pitica e o Daniel se divirtam. Porque eu estava ficando tão intolerante quanto estes panacas que andam por ai.


12 de julho de 2015

Avalanche Tricolor: o que é bom está cada vez melhor

Por Milton Jung


Grêmio 2×0 Vasco
Brasileiro – Arena Grêmio


Pedro Rocha comemora segundo gol do Grêmio (foto do Grêmio Oficial, no Flickr)

Pedro Rocha comemora segundo gol do Grêmio (foto do Grêmio Oficial, no Flickr)

As férias estão chegando ao fim. O que é bom dura pouco, dizem no popular. Prefiro pensar que o que é bom vive-se intensamente. É o que tenho feito desde que este período de descanso se iniciou. Este é o último fim-de-semana distante do trabalho e do Brasil. Amanhã começa a viagem de retorno.

Uma das boas coisas de não precisar acordar de madrugada para trabalhar é ver com calma, intensamente e na hora que for os jogos do Grêmio. O desse sábado, no horário da Itália, se iniciou às 11 e meia da noite e se estendeu até quase uma e meia da manhã de domingo. Quem estava preocupado com isso? Durmo a hora que bem entender porque no dia seguinte acordo quando estiver com vontade. Claro que dormir com essa sequência de bons resultados, seis vitórias em sete jogos, torna o sono ainda mais agradável.

Foi com paciência que assisti à partida contra o Vasco, a começar porque mais uma vez a internet teimou em me deixar na mão em alguns momentos cruciais do primeiro tempo. Mas, principalmente,porque sabíamos que,pela condição do nosso adversário e seu técnico, pegaríamos um time fechado e disposto a qualquer coisa para sair vivo da rodada.

Paciência acompanhada de muita troca de passe, dribles para furar o bloqueio e bolas correndo pelas laterais. Foi esta a fórmula que Roger usou para vencer mais uma vez. Sem esquecer da marcação com dois zagueiros que destruíram com o pouco que o adversário tinha a oferecer e dois volantes que sabem jogar com firmeza e categoria.

Lá na frente, Luan tem domínio de bola capaz de tirar o marcador do sério. E, com sua falsa lerdeza, aparece com frequência na frente dos zagueiros. Pedro Rocha tem coragem de enfrentar os adversários na velocidade, no drible ou na força. Giuliano está com o futebol reafirmado.

Como escrevi no início desta Avalanche, minha temporada de férias está chegando ao fim, período em que o Grêmio subiu com intensidade na tabela de classificação e eu, graças à tecnologia que me acompanha, tive oportunidade de vivenciar está ascensão. Antes de retomar o trabalho ainda tem um jogo pela Copa do Brasil. Torço para que “o que é bom” dure muito e fique cada vez melhor.

11 de julho de 2015

Com a paciência dos maduros

Grêmio 2 x 0 Vasco

Primeiro tempo: 0 x 0

O jogo começou muito ruim, com excesso de passes errados dos dois lados.

Aos 5 minutos o primeiro chute a gol. O vascaino bateu falta quase do meio do campo e Grohe pôs para escanteio.O Grêmio só chegou aos 7 minutos. Marcelo Oliveira chutou cruzado da esquerda para fora. 
Aos 10 minutos finalmente apareceu uma jogada. Giuliano deu lançamento espetacular para Luan que correu para a ponta e deu um doce para Giuliano que entrava pela pequena área. Mas Giuliano conseguiu jogar para fora. Um gol incrível perdido.
Maicon bateu forte de fora da área perto da trave aos 12:50 minutos. Após um início com muitos erros o tricolor começava a jogar.
Giuliano e Luan tabelaram bem pela esquerda. Luan bateu e deu rebote para escanteio. Na cobrança Geromel cabeceou para fora.
Pedro Rocha fez boa jogada pela esquerda mas o zagueiro salvou para escanteio. Douglas bateu quase rasteiro de novo.
O Vasco começou a fazer cera cedo, o que irritava mais ainda a torcida já nervosa com os erros do time.
Galhardo fez um grande cruzamento aos 29 minutos. A bola passou por toda a pequena área e saiu para o outro lado sem aparecer ninguém para tocá-la para dentro.
Outra boa jogada aos 33 minutos foi desperdiçada por Walace.
Pedro Rocha fez firula na defesa e perdeu a bola. Walace teve que levar cartão para impedir o ataque.
Grohe fez boa defesa em cobrança de falta aos 39 minutos.
Um minuto depois quase gol do Grêmio. Pedro Rocha bateu forte mas a bola bateu na zaga e foi para escanteio. Na cobrança o goleiro acabou ficando com a bola.
Aos 42 minutos um belo ataque que acabou com Douglas chutando para defesa do goleiro.
No final do primeiro tempo Marcelo Oliveira se machucou e teve de ser substituído.
No último lance Douglas sofreu falta na entrada da área mas o juiz preferiu deixar correr o jogo.

.....

O Grêmio começou o jogo com ritmo lento e errando muito passe. E continuou assim até os 25 minutos, embora tivesse tido duas boas chances de gol no período.

Ao contrário dos outros jogos, desta vez fez falta um matador no ataque. Várias bolas passaram rondando a pequena área do Vasco sem ninguém para concluir. Quando havia, como na jogada do Giuliano, faltou o cacoete para enfiar para dentro.
O Grêmio precisa jogar com velocidade e com a corda esticada. Sempre que entra jogando cadenciado e pensando que é melhor se complica. Foi o que aconteceu no primeiro tempo.

Segundo tempo: 2 x 0


Roger não mexeu no time. Que também não mudou o ânimo e a velocidade.

Aos 6:30 minutos Luan foi lançado na cara do gol por Douglas e dividiu com o goleiro. A bola saiu mansa pelo lado do poste direito do goleiro. Houve choque com o goleiro mas o juiz nada marcou. Muitos consideraram pênalti. Até o Diori. Eu fiquei na dúvida.
Escanteio aos 12 minutos e Erazzo cabeceou alto.
O Vasco abusava da cera sob o olhar complacente e até cúmplice do juiz.
Quando as coisas pareciam muito muito complicadas Galhardo foi para a ponta de novo e cruzou muito bem na pequena área. O goleiro deu rebote e a bola bateu no zagueiro e entrou. A danada ainda picou dentro e saiu. Mas não teve choro. 1 x 0. Eram 15 minutos de jogo.
Douglas bateu uma falta da entrada da área com muito perigo aos 21 minutos. A bola raspou o travessão.
Giuliano quase fez o segundo aos 23 minutos depois de uma jogada de muita raça.
Bela jogada de ataque entre Giuliano e Galhardo acabou com um chute do lateral por cima. E Galhardo sentiu o chute e pediu para sair.
O Vasco chegou com perigo aos 31 minutos mas Grohe pegou o chute de fora da área.
Quando o Vasco começava a tentar algo mais Giuliano, de grande atuação, deu um passe espetacular para Pedro Rocha que não poupou. Com categoria esperou o goleiro sair e bateu alto no ângulo. 2 x 0. Eram 35 minutos.
Aos 37 minutos Luan chutou alto quando entrava pela área.
Luan, após o segundo gol, abusou de tentar jogada individual e desperdiçou vários ataques.

.....

Era um jogo perigoso. Um time grande, mesmo em má fase, quando toma 4 numa partida vai com tudo para procurar a recuperação no jogo seguinte. E a recuperação poderia ser um empate, que foi buscado desde o início com uma retranca forte e muita cera.
O primeiro tempo não foi bom e o segundo tempo foi encardido até abrir o placar.
Depois o time fez grandes jogadas, com destaque para Giuliano e Luan.
Tem agora que mudar a atitude nos jogos fora da Arena. Nada de jogar por empate. Neste campeonato de 3 pontos sabe-se que empate e derrota é quase a mesma coisa.
_____

Como jogaram:

Marcelo Grohe: Uma boa defesa no primeiro tempo. Pouco trabalho no segundo tempo. 
Nota 7 
Galhardo: Uma bela atuação novamente. Fez vários cruzamentos perigosos tendo um resultado no gol. Nota 9
Geromel: Muito bem. É um zagueiro que se antecipa de maneira quase perfeita. 
Nota 8
Erazo: Mais uma boa partida. 
Nota 7
Marcelo Oliveira: Bem atrás e discreto na frente. Saiu machucado no final do primeiro tempo. 
Nota 6

Walace: Não repetiu as atuações anteriores, mas foi bem mesmo assim. Nota 7
Maicon: Bem na proteção da zaga e na distribuição do jogo. 
Nota 7

Giuliano: Perdeu um gol incrível no primeiro tempo. Mas fez um segundo tempo empolgante. Jogou muito. Nota 10
Douglas: Começou mal como todo o time mas depois foi um dos melhores. Deu um passe espetacular para o Luan de 50 metros. Redimiu-se do jogo de quarta-feira. Nota 8  
Luan: Muito marcado sofreu com a marcação. Mas mesmo assim levou muito perigo. A cada dia cresce seu futebol. Nota 8  
Pedro Rocha: Um gol com muita classe, mas não foi sua melhor partida. Nota 7 
.....


Marcelo Hermes (Marcelo Oliveira): É um bom lateral. Não enfeita e joga com segurança. 
Nota 7

Lucas Ramon (Galhardo): Jogou pouco tempo. Não comprometeu. Sem nota. 
Edinho (Douglas): entrou para segurar atrás.  Sem nota.

Roger: Manteve a tranquilidade quando a torcida já estava nervosa. Está com o time na mão. Nota 7

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Arbitragem: 
Luiz Flávio de Oliveira, Emerson Augusto de Carvalho e Daniel Zioli (SP) - Não deu um pênalti pedido por muitos e foi complacente com a cera do Vasco. Mas não conseguiu operar o tricolor.

10 de julho de 2015

Portal de Governança

O Conselho de Administração do Grêmio lança hoje às 11: 30 , no auditório da Arena, o Portal de Governança.
Através desse portal (http://www.gremio.net/governanca/), serão disponibilizados  informações contábeis e financeiras, informações sobre a estrutura administrativa do Clube, relatórios gerenciais, além de notícias sobre as atividades internas do Grêmio que sejam de interesse dos associados e torcedores. O objetivo é reforçar a relação de confiança com patrocinadores, investidores e torcida.
Então, torcedor, você que gosta de estar informado sobre os assuntos administrativos e financeiros do Grêmio, poderá a partir de hoje ter conhecimentos dos dados existentes nos relatórios e documentos lá postados pelo Conselho de Administração do clube.

É mais um passo que o clube dá na modernização da gestão e aproximação com o associado e torcedor. Você poderá checar se os números jogados pela imprensa estão corretos ou não. Agora poderá beber diretamente na fonte e saber o que acontece no clube.
Vale a pena a visita.

Acesse:

                                          
                           http://www.gremio.net/governanca/

9 de julho de 2015

Avalanche Tricolor: derrotas acontecem, algumas sob controle; outras, nem tanto

Por Milton Jung

Chapecoense 1 x 0 Grêmio
Brasileiro – Arena Condá/Chapecó (SC)


Desta janela, na Via del Corso, em Roma, assisti ao Grêmio, em Chapecó
Desta janela, na Via del Corso, em Roma, assisti ao Grêmio, em Chapecó

As coisas nem sempre saem como programadas. Em meio às minhas férias, os dois últimos dias estiveram reservados a Roma. Chegamos na quarta-feira pela manhã, pouco menos de duas horas após deixar Ansedonia de carro, por uma estrada de qualidade aquém da esperada para a fama europeia, apesar de ser muito melhor do que a maioria das que costumamos andar no Brasil. Verdade que pela quantidade de obras em andamento, o que também nos atrasou no trajeto, logo o piso estará devidamente recomposto.

Na capital, que já conhecemos de cima à baixo, pois a Itália é nosso lugar preferido nas férias de meio de ano, fomos muito bem surpreendidos com os quartos de um hotel butique em plena Via del Corso, no centro comercial da cidade. Dali, sem precisar andar muito, encontramos restaurantes com comida farta e bebida, idem. Nos deparamos ainda com lojas das mais famosas marcas de roupas e bolsas. Certo, também, que algumas estavam fechadas e em reforma. Não sei explicar se isso é o sinal de um país empobrecido ou em recuperação. Torço pela segunda opção.

A passagem por Roma foi especial como sempre, a despeito do programa agendado para a madrugada italiana. Com a diferença de horário, aqui estamos cinco horas à frente do Brasil, o Grêmio entrou no gramado do estádio em Chapecó pouco depois da meia-noite no meu relógóio. Na tela do meu Iphone, fiz as conexões necessárias para assistir ao jogo pelo aplicativo do Premier, que havia funcionado razoavelmente bem na partida anterior, contra o Santos. Mas, como escrevi na abertura desta Avalanche, nem sempre as coisas saem como programadas.

O sinal de internet não estava lá essas coisas, o que fez com que as imagens transmitidas do Brasil travassem muito. No primeiro tempo até que foi possível ver a partida sem muitos transtornos. Foi preciso “ligar” e “religar” poucas vezes. No segundo, a coisa desandou e exigiu muita paciência deste torcedor-internauta. Quase uma metáfora do que foi o Grêmio em campo quando teve boas chances de vencer no primeiro tempo, e produziu pouco no segundo, além de ter vacilado na marcação. Estávamos naquela noite (madrugada por aqui) em que, por mais que nos esforçássemos, nada daria muito certo. Duas bolas na trave na sequência é um bom (ou mal) sinal disso.

Apesar de tudo, o placar final não foi suficiente para estragar meu ânimo. As férias seguem por mais alguns dias, antes de chegar em São Paulo, e o Grêmio terminou a rodada na mesma posição em que começou, graças a combinação de resultados. Teve um, inclusive, que pouco mexeria na nossa classificação, mas, certamente, deixou muito conterrâneo de cabelo em pé – e outros tantos felizes da vida.

Já havia escrito na Avalanche anterior que, em uma competição tão longa e disputada como o Brasileiro, as derrotadas aconteceriam aqui e acolá. Devem servir, inclusive, para ajustes no time. Só não podem se repetir nem permitir o distanciamento dos que disputam o título conosco.

Sábado que vem, ainda em férias e, espero, com melhor desempenho da internet e do meu time, teremos a oportunidade, em casa, de reafirmar nossa boa performance.