Todos sabemos o que acontece quando o time que faz um gol, recua! Todos nós sabemos que o ataque é a melhor defesa (no futebol, claro)! Todos sabemos que, ao recuar, o time demonstra medo e faz com que o adversário "cresça"!Se todos sabemos, se todos sabem, por que porra insistimos em nos acadelar?
Esse coloradismo, esse cagalhonismo que se instaurou no Grêmio me irrita, me deixa com azia! A gente tá parecendo o time de amargos, de recalcados, que vão se segurar num única glória torpe pro resto da vida! Quinta-feira foi um pesadelo. Tínhamos TUDO para arrebentar os colombianos. Saímos na frente, os deixamos nervosos e o que aconteceu (com a ajuda do juiz)? Perdemos de uma maneira vexatória!
Não temos elenco, é notório! Contratações erradas? Talvez!
O único momento de capacidade de indignação, coletiva, aconteceu quando nada mais importava! O time inteiro partiu pra cima do juiz, um dos auxiliares levou uma bicuda, mas, para mim, diferentemente do que representou pro resto da torcida, não serviu pra nada! Isso tinha que ter acontecido antes, quando levamos cotoveladas, quando não nos marcaram dois pênaltis quando o cara com a mãe na zona (juiz) deixou a violência correr solta!Nos despedimos de forma melancólica. Resta esperar por dias melhores!
Grêmio Sempre!
João Hernández - Pai, Blogueiro e enfermeiro do Seu Algoz, que já está entrevado e delirando!
17 de novembro de 2012
O papo furado do Hernandéz [11]: Recuo estratégico?
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seu Algoz
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09:47
O papo furado do Hernandéz [11]: Recuo estratégico?
2012-11-17T09:47:00-02:00
seu Algoz
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Papo furado do Hernandéz
16 de novembro de 2012
Noites sem estrelas
Pois o Daniel Matador estréia oficialmente como colaborador do blog. Descobri que é analista de Sistemas. O que prova que esta história de que engenheiros e profissionais de informática não sabem escrever é lenda.
Mas vamos deixar que ele fale um pouco sobre ele e depois leiam o post.
_____
Curriculum
Meu nome de batismo é Daniel Ierke. A alcunha de Daniel Matador veio com o tempo e o desempenho nos campos e quadras.
Sou filho de um guasca de Erechim e de uma prenda de Lagoa Vermelha. Mas acabei nascendo urbano, em Canoas.
Na minha certidão de nascimento está escrito: gremista e centroavante, nesta ordem.
Uma mistura de sangue alemão, austríaco, judeu, sírio, índio e até cigano me deu este caráter todo peculiar.
O sangue alemão falou mais alto e a identidade Tricolor veio ao natural. Mesmo que não viesse, meu pai tinha uma tática muito boa: deixava torcer para qualquer time, desde que fosse o Grêmio.
E que felicidade era ser gremista naquela época. Nasci em 1977, ano em que o Grêmio ganhou aquele emblemático Gauchão com gol do André Catimba. Eu nascia e o Grêmio renascia, visto que o pessoal do aterro estava fazendo a festa já há alguns anos. Prenúncios, prenúncios...
E aí foi aquilo tudo nos anos 80, era uma beleza torcer pro Grêmio: Brasileiro, Libertadores, Mundial, Copa do Brasil. Me lembro até hoje que passei a acompanhar o futebol com olhar mais clínico em 1990, ano em que o Grêmio montou um time "cano" treinado pelo Evaristo de Macedo. Virei o famoso "torcedor intelectual", que guarda estatísticas, enumera jogadores, relembra títulos e lista jogos emblemáticos (rsrsrs). Tá, eu sei que teve aquela nhaca do rebaixamento. Pô, fiz até promessa pro Tricolor não cair. Aí tive mais uma revelação: os deuses do futebol realmente são muito sacanas e não se vendem por pouco.
E o pior (ou melhor, neste caso): acompanhei os jogos da segundona e vibrei muito com a volta para a primeira divisão. E minha fé de torcedor foi recompensada com a overdose de futebol dos anos 90. Era demais, dois jogos decisivos por semana! Veio tudo de novo: Copa do Brasil, Libertadores, Recopa, Brasileiro, Copa do Brasil de novo. Esta foi a época em que passei realmente a frequentar o Olímpico. E também passei a ver o futebol não somente pela ótica dos números, mas também pela ótica da filosofia. E aí passei a curtir mesmo ser torcedor do Imortal. Pois passei a perceber que os números são importantes, mas a inexatidão é o que torna o futebol apaixonante.
O início dos anos 2000 foi promissor. Torcia como nunca, sacaneava os colorados como sempre. Copa do Brasil iniciando o milênio, imagina só. O ciclo estava recomeçando. Mas desde lá minha torcida não tem tido a mesma felicidade no quesito títulos. Menos mal que pude vislumbrar o que muitos jovens ainda não conseguiram, mas que certamente conseguirão: taças em profusão sendo erguidas por atletas trajando o manto azul, preto e branco.
Em suma: sou um gremista na concepção do termo e na origem do conceito.
A plebe que me desculpe, mas nasci nobre. Meu sangue é azul.
_____
Noites sem estrelas
Os mais novos talvez não saibam, alguns mais antigos nem sempre se lembram.
Na conquista do primeiro título brasileiro do Imortal, ao enfrentar a primeira partida das finais, Baltazar perdeu um pênalti. Na ocasião, mesmo após lamentar o ocorrido, cunhou a célebre frase: "Deus está reservando algo melhor para mim". Na partida de volta, na casa do adversário, Baltazar marcou um golaço no ângulo, de fora da área. O gol do título.
Pode parecer simplista apelar para esta lembrança nesta ocasião. Mais simplista ainda seria dizer que no futebol se ganha, se empata e se perde.
A noite cinzenta na Colômbia, mostrando um céu sem lua e um firmamento sem estrelas, trouxe a lembrança de algo fundamental a um time campeão: estrela.
Será a falta de estrela a responsável por um hiato tão longo sem grandes conquistas? Neste período, em muitas ocasiões se chegou "quase lá". Às vezes aos trancos e barrancos, às vezes até mesmo com atuações muito superiores às demais equipes. Ainda assim, sempre faltava algo. Seria estrela?
Como futebol não costuma ter lógica, esta é a explicação mais racional (?) para o que vem ocorrendo nestes últimos anos e que teve na noite de hoje mais uma amostra.
SÓ PODE SER ISSO! Nenhuma outra razão que não a falta de estrela pode ser a causa deste infortúnio.
Mas nada disso importa. Por mais melancólico que seja, não é uma fria noite de Bogotá que irá arrefecer os ânimos quando se vislumbra o futuro próximo.
Alguma garantia de que tudo dará certo a partir de agora? Claro que não. Possibilidades muito maiores? Claro que sim!
Motivos para ter esperança? Ah, com certeza. Agora, não há somente uma base de trabalho. Não há somente uma nova casa. Não há somente material humano.
Há um novo/velho comandante, o qual possui em grande quantidade algo que parece nascer com algumas pessoas: estrela.
Muitos já testemunharam a estrela que acompanha este senhor octogenário que irá comandar novamente o Tricolor.
Aos que duvidam do que o mesmo é capaz, só resta dizer: "homens de pouca fé!"
Se até agora era isto o que estava faltando para que as glórias retornassem, este receio acabou.
Assim como Baltazar, não há nada a ser feito com o que ocorreu na última noite de quinta-feira a não ser lamentar a falta de estrela que impediu seguir-se em frente.
Entretanto, também como Baltazar, há sinais que mostram que Deus está reservando algo melhor.
Saudações Imortais
Mas vamos deixar que ele fale um pouco sobre ele e depois leiam o post.
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Curriculum
Meu nome de batismo é Daniel Ierke. A alcunha de Daniel Matador veio com o tempo e o desempenho nos campos e quadras.
Sou filho de um guasca de Erechim e de uma prenda de Lagoa Vermelha. Mas acabei nascendo urbano, em Canoas.
Na minha certidão de nascimento está escrito: gremista e centroavante, nesta ordem.
Uma mistura de sangue alemão, austríaco, judeu, sírio, índio e até cigano me deu este caráter todo peculiar.
O sangue alemão falou mais alto e a identidade Tricolor veio ao natural. Mesmo que não viesse, meu pai tinha uma tática muito boa: deixava torcer para qualquer time, desde que fosse o Grêmio.
E que felicidade era ser gremista naquela época. Nasci em 1977, ano em que o Grêmio ganhou aquele emblemático Gauchão com gol do André Catimba. Eu nascia e o Grêmio renascia, visto que o pessoal do aterro estava fazendo a festa já há alguns anos. Prenúncios, prenúncios...
E aí foi aquilo tudo nos anos 80, era uma beleza torcer pro Grêmio: Brasileiro, Libertadores, Mundial, Copa do Brasil. Me lembro até hoje que passei a acompanhar o futebol com olhar mais clínico em 1990, ano em que o Grêmio montou um time "cano" treinado pelo Evaristo de Macedo. Virei o famoso "torcedor intelectual", que guarda estatísticas, enumera jogadores, relembra títulos e lista jogos emblemáticos (rsrsrs). Tá, eu sei que teve aquela nhaca do rebaixamento. Pô, fiz até promessa pro Tricolor não cair. Aí tive mais uma revelação: os deuses do futebol realmente são muito sacanas e não se vendem por pouco.
E o pior (ou melhor, neste caso): acompanhei os jogos da segundona e vibrei muito com a volta para a primeira divisão. E minha fé de torcedor foi recompensada com a overdose de futebol dos anos 90. Era demais, dois jogos decisivos por semana! Veio tudo de novo: Copa do Brasil, Libertadores, Recopa, Brasileiro, Copa do Brasil de novo. Esta foi a época em que passei realmente a frequentar o Olímpico. E também passei a ver o futebol não somente pela ótica dos números, mas também pela ótica da filosofia. E aí passei a curtir mesmo ser torcedor do Imortal. Pois passei a perceber que os números são importantes, mas a inexatidão é o que torna o futebol apaixonante.
O início dos anos 2000 foi promissor. Torcia como nunca, sacaneava os colorados como sempre. Copa do Brasil iniciando o milênio, imagina só. O ciclo estava recomeçando. Mas desde lá minha torcida não tem tido a mesma felicidade no quesito títulos. Menos mal que pude vislumbrar o que muitos jovens ainda não conseguiram, mas que certamente conseguirão: taças em profusão sendo erguidas por atletas trajando o manto azul, preto e branco.
Em suma: sou um gremista na concepção do termo e na origem do conceito.
A plebe que me desculpe, mas nasci nobre. Meu sangue é azul.
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Noites sem estrelas
Os mais novos talvez não saibam, alguns mais antigos nem sempre se lembram.
Na conquista do primeiro título brasileiro do Imortal, ao enfrentar a primeira partida das finais, Baltazar perdeu um pênalti. Na ocasião, mesmo após lamentar o ocorrido, cunhou a célebre frase: "Deus está reservando algo melhor para mim". Na partida de volta, na casa do adversário, Baltazar marcou um golaço no ângulo, de fora da área. O gol do título.
Pode parecer simplista apelar para esta lembrança nesta ocasião. Mais simplista ainda seria dizer que no futebol se ganha, se empata e se perde.
A noite cinzenta na Colômbia, mostrando um céu sem lua e um firmamento sem estrelas, trouxe a lembrança de algo fundamental a um time campeão: estrela.
Será a falta de estrela a responsável por um hiato tão longo sem grandes conquistas? Neste período, em muitas ocasiões se chegou "quase lá". Às vezes aos trancos e barrancos, às vezes até mesmo com atuações muito superiores às demais equipes. Ainda assim, sempre faltava algo. Seria estrela?
Como futebol não costuma ter lógica, esta é a explicação mais racional (?) para o que vem ocorrendo nestes últimos anos e que teve na noite de hoje mais uma amostra.
SÓ PODE SER ISSO! Nenhuma outra razão que não a falta de estrela pode ser a causa deste infortúnio.
Mas nada disso importa. Por mais melancólico que seja, não é uma fria noite de Bogotá que irá arrefecer os ânimos quando se vislumbra o futuro próximo.
Alguma garantia de que tudo dará certo a partir de agora? Claro que não. Possibilidades muito maiores? Claro que sim!
Motivos para ter esperança? Ah, com certeza. Agora, não há somente uma base de trabalho. Não há somente uma nova casa. Não há somente material humano.
Há um novo/velho comandante, o qual possui em grande quantidade algo que parece nascer com algumas pessoas: estrela.
Muitos já testemunharam a estrela que acompanha este senhor octogenário que irá comandar novamente o Tricolor.
Aos que duvidam do que o mesmo é capaz, só resta dizer: "homens de pouca fé!"
Se até agora era isto o que estava faltando para que as glórias retornassem, este receio acabou.
Assim como Baltazar, não há nada a ser feito com o que ocorreu na última noite de quinta-feira a não ser lamentar a falta de estrela que impediu seguir-se em frente.
Entretanto, também como Baltazar, há sinais que mostram que Deus está reservando algo melhor.
Saudações Imortais
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seu Algoz
às
22:55
Noites sem estrelas
2012-11-16T22:55:00-02:00
seu Algoz
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Daniel Matador
Era bonito de ver
Você aí que é gremista geração 2000, vou contar umas coisas simples mas que considero fundamental que saiba para ajudar a reverter a situação atual.
É o seguinte:
Houve um tempo em que, nos últimos 5 minutos, o time levava a bola lá no escanteio adversário e não saia mais de lá. E era tão bonito de ver.
Houve um tempo em que o sangue do André Lima virava uma expulsão pela pressão do time. E era tão bonito de ver.
Houve um tempo em que o capitão do Grêmio colocava o peito 5 metros à frente para falar com o juiz e atacantes. E era tão bonito de ver.
Houve um tempo em que o capitão do Grêmio ia até a defesa adversária ameaçar de morte o zagueiro que estivesse batendo nos atacantes. E era tão bonito de ver.
Houve um tempo em que o presidente do clube viajava junto até para jogo amistoso em Santa Rosa. E era tão bonito de ver.
Houve um tempo em que o Grêmio era muito maior do que qualquer jogador ou técnico que passasse por lá. E era tão bonito de ver.
Houve um tempo em que Tcheco, por mais que tenha sido útil e bom jogador, jamais seria sequer cogitado para fazer parte do time do Grêmio de todos os tempos no Olímpico. Tantos melhores e mais ganhadores do que ele foram tão bonitos de ver.
É o seguinte:
Houve um tempo em que, nos últimos 5 minutos, o time levava a bola lá no escanteio adversário e não saia mais de lá. E era tão bonito de ver.
Houve um tempo em que o sangue do André Lima virava uma expulsão pela pressão do time. E era tão bonito de ver.
Houve um tempo em que o capitão do Grêmio colocava o peito 5 metros à frente para falar com o juiz e atacantes. E era tão bonito de ver.
Houve um tempo em que o capitão do Grêmio ia até a defesa adversária ameaçar de morte o zagueiro que estivesse batendo nos atacantes. E era tão bonito de ver.
Houve um tempo em que o presidente do clube viajava junto até para jogo amistoso em Santa Rosa. E era tão bonito de ver.
Houve um tempo em que o Grêmio era muito maior do que qualquer jogador ou técnico que passasse por lá. E era tão bonito de ver.
Houve um tempo em que Tcheco, por mais que tenha sido útil e bom jogador, jamais seria sequer cogitado para fazer parte do time do Grêmio de todos os tempos no Olímpico. Tantos melhores e mais ganhadores do que ele foram tão bonitos de ver.
E agora, Josué?
E o Pofexô pensando que a lua é um queijo. A lua não é queijo não, seu senhor Pofexô!
Quanto vale um técnico que tem o poder de enfeitiçar a torcida, mas títulos que é bom, neca de pitibiribas?
E nada de Gauchão, e nada de Copa do Brasil, e nada de Brasileirão, e nada de Sula...
WC, o mago, diz que o presidente Fábio Koff está refém de Luxemburgo. Pois eu, Pitica, digo: o Luxemburgo está refém da falta de títulos. Isso é uma free way com duas rodovias. Não tem só ida.
E a volta pode ser bem pedregosa...
Se o Pofexô tiver juízo, ainda no desembarque no Salgado Filho, ele se agarra como cão raivoso ao contrato que o Grêmio lhe oferece e, ajoelhado, assina sem ler. A sedução não é perene. Um dia ela se esvai, assim como a água na bica.
Hoje já não sei, mas até ontem Luxa agia feliz como pinto no lixo. A partir de agora vai ter de piar fino com a torcida resfolegando no seu cangote. O torcedor é passional. O maestro perfeito de antes de ontem, transforma-se num estalar de dedos em um energúmeno que não entende nada de futebol. É assim. Todos sabemos disso há séculos...
Portanto, contar com a paixão da torcida para todo o sempre não é um bom negócio.
E sinceramente, espero que Luxemburgo não pertença àquela estirpe de técnicos vaidosos que comunga da seguinte teoria: eu ganho, eles perdem. Será?
Experto como ele só, acredito que não seria vaidoso a esse ponto.
Os deuses não aceitam desaforo
E agora, Josué?
É pegar ou largar. Ficar se fresqueando, vai ser um mau negócio. Vá que o presidente Koff, depois do fiasco com nome e sobrenome de ontem, resolva mudar de idéia.
Mas para uma coisa a derrota nos serviu:
Nós , torcedores infiéis que temos a capacidade de entregar o corpo e a alma ao diabo sem dó nem piedade, vamos aprendendo na dor, que está para nascer a pessoa que pretenda ser maior do que o Grêmio.
Este sim é um Imortal.
São os deuses do futebol chamando à torcida à realidade nua e crua.
Seria um castigo dos céus?
Mas para nossa sorte, o Imortal Tricolor, que ama seus filhos, não guarda mágoas.
Amém.
Quanto vale um técnico que tem o poder de enfeitiçar a torcida, mas títulos que é bom, neca de pitibiribas?
E nada de Gauchão, e nada de Copa do Brasil, e nada de Brasileirão, e nada de Sula...
WC, o mago, diz que o presidente Fábio Koff está refém de Luxemburgo. Pois eu, Pitica, digo: o Luxemburgo está refém da falta de títulos. Isso é uma free way com duas rodovias. Não tem só ida.
E a volta pode ser bem pedregosa...
Se o Pofexô tiver juízo, ainda no desembarque no Salgado Filho, ele se agarra como cão raivoso ao contrato que o Grêmio lhe oferece e, ajoelhado, assina sem ler. A sedução não é perene. Um dia ela se esvai, assim como a água na bica.
Hoje já não sei, mas até ontem Luxa agia feliz como pinto no lixo. A partir de agora vai ter de piar fino com a torcida resfolegando no seu cangote. O torcedor é passional. O maestro perfeito de antes de ontem, transforma-se num estalar de dedos em um energúmeno que não entende nada de futebol. É assim. Todos sabemos disso há séculos...
Portanto, contar com a paixão da torcida para todo o sempre não é um bom negócio.
E sinceramente, espero que Luxemburgo não pertença àquela estirpe de técnicos vaidosos que comunga da seguinte teoria: eu ganho, eles perdem. Será?
Experto como ele só, acredito que não seria vaidoso a esse ponto.
E agora, Josué?
É pegar ou largar. Ficar se fresqueando, vai ser um mau negócio. Vá que o presidente Koff, depois do fiasco com nome e sobrenome de ontem, resolva mudar de idéia.
Mas para uma coisa a derrota nos serviu:
Nós , torcedores infiéis que temos a capacidade de entregar o corpo e a alma ao diabo sem dó nem piedade, vamos aprendendo na dor, que está para nascer a pessoa que pretenda ser maior do que o Grêmio.
Este sim é um Imortal.
São os deuses do futebol chamando à torcida à realidade nua e crua.
Seria um castigo dos céus?
Mas para nossa sorte, o Imortal Tricolor, que ama seus filhos, não guarda mágoas.
Amém.
Fiasco no final
Festa no gol do Werley - foi a única
Millionários 3 x 1 Grêmio
Pré-jogo
Então é isto. Os histéricos choravam, gritavam, lamuriavam e berravam pelo Pofexô. Antes do jogo Rui Costa anunciou que estava tudo certo. Agora o homem só não fica se não quiser.
Também foi engraçado. Um sujeito que, dizem, vai ser o próximo chefe de futebol do timinho, e dizem mais ainda, é mais porra louca do que o Bob Esponja, se arreganhou pelo Pofexô. Começou mal o elemento. Deve estar queimando cabelo do rabo com maçarico de arrependimento por ter falado.
E vamos para o jogo.
_____
Primeiro tempo: 0 x 1
Para surpresa de muitos, o time entra com Leo Gago e Marco Antonio nos lugares de Elano e Kleber. E Leo Gago entrou com sangue nas veias. Em 4 minutos chutou duas. Para fora, mas chutou.
Aos 7 minutos a primeira chance de gol que Marco Antonio isolou. O Grêmio mostra-se um time experiente, maduro e seguro do que quer.
Aos 12 minutos a superioridade do Grêmio virou vantagem. Leo Gago mandou um torpedo no peito do goleiro e no rebote Werley fez o segundo dele na Sulamiranda e na altitude.
Aos 20 minutos, Renteria, aquele que joga com dois cachimbos no rabo fez falta de ataque. E esta foi a principal jogada do Millionários até os 20 minutos.
A partir dos 20 minutos o Grêmio recuou demasiadamente e aos 25 minutos o time adversário perdeu uma boa chance que Werley salvou quase na risca do gol. O jogo que era tranquilo ficou perigoso.
O time colombiano insistia mas não conseguia criar nenhuma situação de perigo. Até que aos 32 minutos um lançamento espetacular deixou o atacante na cara de Marcelo Grohe. Por sorte ele chutou para fora, raspando a trave.
O jogo foi se arrastando até o final do primeiro tempo. O time foi quase perfeito defensivamente, tirando uma ou duas bobeadas. E foi cirúrgico no ataque. Uma chance, um gol.
_____
Segundo tempo: 3 x 0
O time voltou com a mesma escalação no segundo tempo. Mas com uma mudança na postura: passou a marcar mais adiantado. E controlava o jogo. Aos 6 minutos Moreno cruzou uma bola e Marco Antonio perdeu o gol quase embaixo das traves.
Aos 7 minutos, uma falha boba da defesa e quase foi o empate. Aí o Grêmio resolveu parar e aos 12 minutos quase que Renteria tirou um dos 5 cachimbos do rabo. Chutou na trave.
Aos 15 minutos o castigo: o time parou e o Millionários empatou.
Aí o Pofexô resolveu parar de dar chance para o azar e tirou Marco Antonio para por o Elano. Aos 22 minutos entrou Kleber no lugar de Moreno. O jogo continuava sob controle mas já não tão tranquilo.
Aos 28 minutos André Lima entrou no lugar de Kleber que se machucou. E André Lima levou um cotovelaço logo na entrada que lhe abriu o supercílio.
O Grêmio sentia o cansaço e parou. Sem dar muita chance ao adversário.
O juiz já deveria ter expulsado 2 colombianos quando num retruque bobo, o Millionários fez 2 x 1. O jogo virou um drama.
A altitude começou a pesar. E numa bobagem Werley fez um pênalti desnecessário. 3 x 1.
Cansaço ou covardia. Isto será discutido exaustivamente. E mais um juiz fdp que deixou de expulsar um jogador do adversário por dupla agressão. Agora tem que ser vice do brasileiro. Sem desculpa nenhuma.
_____
Como jogaram
Marcelo Grohe: Sem nenhum trabalho no primeiro tempo. Sem culpa nos gols. Nenhuma defesa importante.
Pará: Firme atrás, quase não apoiou no primeiro tempo. Nem no segundo tempo.
Werley: Um gol de oportunismo e um pênalti bisonho.
Gilberto Silva: Muito bem.
Anderson Pico: Bem.
Fernando: Foi sem força na bola que acabou no segundo gol do Millionários.
Souza: Bem como sempre.
Zé Roberto: Não repetiu partidas anteriores.
Leo Gago: Defensivamente, excelente. Deu um bago que resultou no gol do 1 x 0. Sumiu no segundo tempo.
Marco Antonio: Esforçado. Lutador. Mas sempre limitadíssimo na articulação.
Marcelo Moreno: Não jogou nada.
.....
Elano (Marco Antonio): Ninguém viu ele em campo.
Kleber (Marcelo Moreno): Jogou 6 minutos e saiu lesionado.
André Lima (Kleber): Levou um ippon e foi só.
Pofexô: Mata mata não é com ele.
_____
Juiz equatoriano: Roubou em dois lances nos quais deveria ter expulsado jogadores do Millonários.
_____
O jogo no twitter
Primeiro tempo
@rafa_bacchin Não tuitarei mais nada durante o jogo. Nervoso pra caramba. Bom jogo pra nós!!@talisramon RT @simonapito OPA, eu vi impedimento.
@rafa_bacchin Feito!!!! É Grêmio porra!!!
@seuAlgoz @rafa_bacchin Tu não ias twittar tratante fio de uma égua.
@alicemoreno Tô acompanhando pelo rádio. Ainda bem que fizemos um para eu sofrer menos :-)
@rafa_bacchin @seuAlgoz hehehe. Não deu para resistir. Agora a tensão já era. Dale!!
@Alliatti Existe algum recurso pra automaticamente emudecer a TV quando o comentarista de arbitragem fala?
@seuAlgoz Estou enganado ou estou vendo um time copeiro em campo?
Segundo tempo
@OBonatto Os caras conseguem flutuar na altitude, vê só... RT @FTarganski: Maca!! http://twitpic.com/bdjqrq
@seuAlgoz Pofexô tem sorte. A entrada do Kleber tinha sido equivocada.
@alinecardias A ceva salva.
15 de novembro de 2012
Hoje a bola rola
Até que enfim!
Hoje é dia de jogo. Bola rolando. Todos os gritos e xingamentos irão para o juiz e os bandeiras, que certamente serão ladrões tentando nos sacanear. Pelo menos por 90 minutos gremista não vai ofender gremista. A cada gol nosso todos pularão das cadeiras e sofás. A cada improvável gol deles Marcelo Grohe, ou Naldo, ou Pico ou todos juntos ouvirão impropérios, tenham culpa ou não.
Tudo isto é o que queremos e gostamos de verdade.
Cansados ou não. Jogando contra o Millionários e mais a altitude. Não interessa. Que venha a vitória.
Já no pós jogo não garanto nada...
.....
Zé Roberto fez domingo seu melhor jogo com a camisa do Grêmio. E chorou após o final emocionado pelo carinho da torcida.
Ontem o mulambento fofoqueiro provocou:
- Você só fica no Grêmio se Luxemburgo também permanecer?
E ele respondeu:
Hoje é dia de jogo. Bola rolando. Todos os gritos e xingamentos irão para o juiz e os bandeiras, que certamente serão ladrões tentando nos sacanear. Pelo menos por 90 minutos gremista não vai ofender gremista. A cada gol nosso todos pularão das cadeiras e sofás. A cada improvável gol deles Marcelo Grohe, ou Naldo, ou Pico ou todos juntos ouvirão impropérios, tenham culpa ou não.
Tudo isto é o que queremos e gostamos de verdade.
Cansados ou não. Jogando contra o Millionários e mais a altitude. Não interessa. Que venha a vitória.
Já no pós jogo não garanto nada...
.....
Zé Roberto fez domingo seu melhor jogo com a camisa do Grêmio. E chorou após o final emocionado pelo carinho da torcida.
Ontem o mulambento fofoqueiro provocou:
- Você só fica no Grêmio se Luxemburgo também permanecer?
E ele respondeu:
- Não tem nada a ver com isso, quero deixar muito claro isso. Até porque Luxemburgo é só mais um dos muitos profissionais que já me treinaram. O positivo com ele é que, quando trabalhamos juntos, sempre fomos campeões, no Santos, Seleção Brasileira e agora aqui, onde atingimos o objetivo de chegar à Libertadores.
Isto se chama caráter e profissionalismo.
.....
Durou pouco o amor do Abelão pelo timinho. Só o tempo de pesar todos os prós e 5 % dos contras que teria se abraçasse o "seu amor". Parece que no timinho não tem amor de pica. Nada fica.
Por outro lado descubro que o Uruguay está nadando em dinheiro. E que o gosto dos hermanos anda para lá de duvidoso. Pois uma empresa de TV a cabo vai pagar para o torcedor que fizer a melhor frase vir assistir ao jogo D'el Bonecón e depois jantará com ele. A frase será escolhida pelo próprio.
Desconfio que sei quem ganhará o "prêmio".
A propósito, parece que não há uma campanha fratricida para eleição do conselho do time do aterro. Aliás, parece que nem eleição haverá. Nem uma linha sobre a guerra de foice que transcorre por baixo dos panos.
Como diria o Lulu Santos: "assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade."
14 de novembro de 2012
A informação privilegiada e a perda de poder
Peço licença aos leitores do blog para sair um pouco do futebol e falar sobre algo que muitas vezes não é sabido ou entendido pelo leigo. Que aliás, leigo não tem a obrigação de saber de nada que não faça parte de sua profissão.
Peço desculpa aos que já sabem isto, mas diante dos comentários aqui no blog, achamos necessário falar um pouco sobre o jornalismo em si. E a mim, a única jornalista por formação deste blog, coube a tarefa de esclarecer umas poucas coisas.
...............
A matéria prima do jornalismo é a informação. Sem informação não há notícia. Sem notícia não há produto. Sem produto não há lucro. Sem lucro não há emprego.
O jornalismo é uma grande engrenagem que se move de acordo com duas vias: a emissão e a recepção da notícia. Nada mais angustia um jornalista do que estar em uma redação e não ter a matéria prima que é ouro, a tal da informação privilegiada. O sussurro ao pé do ouvido de uma fonte qualificada. O potencial dessa informação vai ditar o sucesso de uma matéria. A informação bombástica multiplica por mil a repercussão do trabalho do profissional. Quando os elementos dessa informação são comuns, sem grande interesse público, o jornalista precisa se desdobrar para torná-la atraente e palatável ao leitor comum. A escassez da informação privilegiada significa a perda de poder e prestígio.
Peço desculpa aos que já sabem isto, mas diante dos comentários aqui no blog, achamos necessário falar um pouco sobre o jornalismo em si. E a mim, a única jornalista por formação deste blog, coube a tarefa de esclarecer umas poucas coisas.
...............
A matéria prima do jornalismo é a informação. Sem informação não há notícia. Sem notícia não há produto. Sem produto não há lucro. Sem lucro não há emprego.
O jornalismo é uma grande engrenagem que se move de acordo com duas vias: a emissão e a recepção da notícia. Nada mais angustia um jornalista do que estar em uma redação e não ter a matéria prima que é ouro, a tal da informação privilegiada. O sussurro ao pé do ouvido de uma fonte qualificada. O potencial dessa informação vai ditar o sucesso de uma matéria. A informação bombástica multiplica por mil a repercussão do trabalho do profissional. Quando os elementos dessa informação são comuns, sem grande interesse público, o jornalista precisa se desdobrar para torná-la atraente e palatável ao leitor comum. A escassez da informação privilegiada significa a perda de poder e prestígio.
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Como em todas as profissões, existem os maus profissionais . Aqueles que por má fé ou incompetência empobrecem o seu significado. Assim como existe o mau dentista, o mau vendedor, o mau advogado, o mau frentista, etc, existe o mau jornalista. Aquele que não honra a missão de informar corretamente a sociedade. O jornalismo é uma profissão muito vulnerável. Existe uma linha muito tênue entre a verdade e a mentira, e por isso torna imprescindível para o seu desempenho, uma firmeza de caráter muito grande.
O jornalista é um profissional com muito poder. Ele tem poder porque é dono das palavras. Redige, formata e estiliza textos. E é justamente por isso que deve estar munido de toda responsabilidade. A palavra é poderosa. As pessoas , na sua maioria, não imaginam a sua força quando são muito bem ou muito mal empregadas. Elas podem alavancar, assim como podem destruir reputações . São capazes de eleger ditadores ou destituir déspotas. Por esse motivo é a primeira providência que tiranos e ditadores fazem quando assumem o poder: calar a imprensa e os meios de comunicação.
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Nesse meio a tentação é grande. Ofertas de todo tipo surgem (os famosos jabás). Mudar os fatos através da manipulação das palavras é um jogo fácil e simples para quem conhece a prática. Por isso se diz que o maior patrimônio de um jornalista é a credibilidade. Jornalista com crédito é uma pessoa respeitada e temida, principalmente por aquelas figuras que se movem nas sombras no intuito de adquirir vantagens.
Jornalistas, assim como algumas profissões são bastante suscetíveis a serem corrompidos. E aqui poderíamos entrar na questão salarial ( o que, obviamente, não justifica o mau-caratismo). A maioria das empresas de comunicação, não remuneram seus profissionais de acordo com o grau de responsabilidade que lhes é cobrado. No desespero com a baixa remuneração e com a falta da informação privilegiada, os maus profissionais se entregam ao caminho fácil da mentira e da prostituição.
Por isso é tão importante uma sociedade ter uma boa base educacional. O cidadão deve ser preparado para saber discernir aquilo que lê. Saber a diferença entre a verdade e a mentira. E esse discernimento, só uma boa educação de base pode lhe dar.
Então, cabe ao leitor filtrar tudo que está vendo, ouvindo e lendo. SEMPRE.
O papel em branco aceita tudo.
Em princípio, desconfie SEMPRE do que você está lendo.
Ligue o seu sensor. Pense. Reflita. Investigue.
Não se deixe enganar pelos maus profissionais.
Cala a boca Ofélia
Os mais antigos lembram de uma personagem de um programa humorístico que falava um monte de asneiras e o marido, envergonhado, mandava calar a boca.
Pois eu juro que não queria mais falar do presidente Odone.
Domingo, como o Grêmio ganhou, ele apareceu para dar entrevista. E disse coisas lamentáveis, a ponto de eu desligar o rádio na metade. Pensei em fazer um post sobre o assunto mas desisti. Deixa prá lá, falei comigo mesmo.
Disse, por exemplo, que Gilberto Silva estava indo embora porque havia lido que o Grêmio procurava um zagueiro xerifão. Mentira. Bobagem. Gilberto Silva avisou em janeiro que iria embora no final do ano. Não quis sequer ouvir proposta.
Agora, este presidente que não está sabendo sair com dignidade do cargo, resolveu falar sobre Zé Roberto vinculando sua permanência à permanência de Luxemburgo. Dá também a entender que já teria acertado a premiação com o Pofexô. Afinal, ele é apenas perfeito.
O que ele ganha com isto? O que ele pretende? Admitindo que seja verdade, ele quer prensar mais o Presidente Koff? Para ele Luxemburgo é mais importante que o Grêmio?
E ele falou também domingo que não faria terceiro turno. Ah não? O que seria isto?
Por que não fica quieto o sacripanta?
Pois eu juro que não queria mais falar do presidente Odone.
Domingo, como o Grêmio ganhou, ele apareceu para dar entrevista. E disse coisas lamentáveis, a ponto de eu desligar o rádio na metade. Pensei em fazer um post sobre o assunto mas desisti. Deixa prá lá, falei comigo mesmo.
Disse, por exemplo, que Gilberto Silva estava indo embora porque havia lido que o Grêmio procurava um zagueiro xerifão. Mentira. Bobagem. Gilberto Silva avisou em janeiro que iria embora no final do ano. Não quis sequer ouvir proposta.
Agora, este presidente que não está sabendo sair com dignidade do cargo, resolveu falar sobre Zé Roberto vinculando sua permanência à permanência de Luxemburgo. Dá também a entender que já teria acertado a premiação com o Pofexô. Afinal, ele é apenas perfeito.
O que ele ganha com isto? O que ele pretende? Admitindo que seja verdade, ele quer prensar mais o Presidente Koff? Para ele Luxemburgo é mais importante que o Grêmio?
E ele falou também domingo que não faria terceiro turno. Ah não? O que seria isto?
Por que não fica quieto o sacripanta?
Os especialistas
Um leitor sugeriu e eu acato. Virou post o comentário do leitor que assina Daniel Tricolor
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Estimo que mais de 90% das informações que a que temos acesso pela imprensa possa ser classificado numa dessas categorias: errada ou parcial.
Errada - pelo menos da área em te atuo, o mais comum é ver a imprensa publicar bobagem sobre o que passamos a ela e isso passa batido. Deve acontecer com todos os assuntos.
Parcial - ou as notícias são distorcidas pela fonte ou pelo próprio jornaleiro, defendendo algum interesse ou tentando fazer barulho.
A imprensa esportiva é o que tem de pior nisso. Além dos churrascos da segunda, que produzem o segundo tipo de notícias, os jornaleiros têm que conviver com uma realidade de muito espaço para pouca informação, num luta maluca por audiência e leitores, sem a menor preocupação com a qualidade ou veracidade das informações prestadas.
Apesar desse contexto de desinformação, a facilidade de acesso a esse lixo nos aproxima tanto da "informação" que as pessoas passam a se acharem especialistas em qualquer coisa. Ninguém se aprofunda mais em nada, os alunos não querem mais estudar porque está tudo no google, mas todo mundo sabe tudo de tudo. Se antes todo brasileiro era um técnico de futebol, hoje todo mundo é um pouco médico, jurista, empresário, dirigente de futebol.
Vejam o caso do mensalão. Mesmo sem ter lido a denúncia ou ter tido acesso aos autos, para quase toda população brasileira só poderia haver uma decisão razoável para o caso (para uns a condenação e para outros a absolvição). Dependendo da visão preconcebida que cada um formou para aquele caso, os ministros do supremo passaram a serem julgados pelas pessoas nas redes sociais, apesar de que 90% do que as pessoas conhecem sobre o caso tenha vindo de notícias erradas ou tendenciosas.
No futebol é a mesma coisa. Alguém tem certeza de algum dos dados que usa para avaliar se o novo contrato com o Luxemburgo deve ser assinado? Lembremos que todas as informações que temos vêm da pior imprensa do RS: a esportiva.
Já vi gente mandando o Luxa à merda porque quer ganhar XXX milhões por ano (há algum dado confiável???) ou porque não quer ser mandado por 2 diretores (alguém ouviu isso dele?) ou porque sua listinha de compras não seria aceita (tem mesmo essa listinha?).
Também vi gente mandando o Koff à PQP porque ainda não assinou ou porque não dá notícias (lembram do Odone abrindo o bico nos casos do Pilantra, do Ganso e outros?), ou simplesmente porque demora. Muita gente que não sabe avaliar se o pacote da Net que tem em casa é compatível com seu orçamento acha que sabe qual a decisão certa para um contrato milionário do qual não possui nenhum dado concreto e confiável. Não é torcida do Grêmio que é assim, mas nosso mundo superficial que favorece a geração e propagação rápida de idéias desse tipo.
13 de novembro de 2012
Bengalas quebradas
Eu falei da minha opinião sobre a renovação do Pofexô, assunto chato, e de meu sentimento emocionado sobre o Olímpico.
Pois foram mais de 160 comentários e nenhum sobre o Velho Casarão.
Confesso que fiquei decepcionado. Até porque este assunto do Luxemburgo já encheu o saco.
Está nojenta a desinformação que os i$ento$ barato$ estão fazendo para pilhar a torcida.
Enquanto isto ninguém fala do inferno que está no Aterro e muito menos da briga feia lá dentro da RBS.
Então, se eles não falam, falo eu.
.....
Derróteo Pífio está furioso. Furioso sim. Sentou o pau na "desorganização da diretoria atual". Falou que há 40 % de inadimplentes entre os sócios, sem informar se nestes 40 estão incluídos os cachorros, gatos e pulgas. Agora, tu aí, pega e vai no ClicRBS e no Correio para ver se encontras algo sobre isto.
Mas tem uma história mais saborosa. Segunda-feira no Sala de Redação o Santana tirou uma onda do malfiquinha mais velho. Aquele que faz as ondas pós jogo. Tem a gravação no site para quem quiser ver em detalhes. Que eu lembre foi mais uma daquelas gagazices dele. Nada diferente do que ele faz neste seu triste ocaso de carreira. Pois o "véio" ondeiro não gostou do que o outro "véio" disse e no final do programa foi aos gritos para cima dele. Diz que foi um tal de bengala para um lado, andador para o outro. Cabelo puxado, rosto arranhado. Coisa feia demais da conta, como diria um mineiro.
Agora você vai lá no ClicRBS e vê se tem algo sobre isto.
Já informações quentíssimas de "importante assessor do alto escalão do Presidente Koff" tem em balaios. E vocês ficam se atacando uns aos outros, bando de infiéis.
_____
Este time sub-20 tem belas promessas. Se tem.
Pois foram mais de 160 comentários e nenhum sobre o Velho Casarão.
Confesso que fiquei decepcionado. Até porque este assunto do Luxemburgo já encheu o saco.
Está nojenta a desinformação que os i$ento$ barato$ estão fazendo para pilhar a torcida.
Enquanto isto ninguém fala do inferno que está no Aterro e muito menos da briga feia lá dentro da RBS.
Então, se eles não falam, falo eu.
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Derróteo Pífio está furioso. Furioso sim. Sentou o pau na "desorganização da diretoria atual". Falou que há 40 % de inadimplentes entre os sócios, sem informar se nestes 40 estão incluídos os cachorros, gatos e pulgas. Agora, tu aí, pega e vai no ClicRBS e no Correio para ver se encontras algo sobre isto.
Mas tem uma história mais saborosa. Segunda-feira no Sala de Redação o Santana tirou uma onda do malfiquinha mais velho. Aquele que faz as ondas pós jogo. Tem a gravação no site para quem quiser ver em detalhes. Que eu lembre foi mais uma daquelas gagazices dele. Nada diferente do que ele faz neste seu triste ocaso de carreira. Pois o "véio" ondeiro não gostou do que o outro "véio" disse e no final do programa foi aos gritos para cima dele. Diz que foi um tal de bengala para um lado, andador para o outro. Cabelo puxado, rosto arranhado. Coisa feia demais da conta, como diria um mineiro.
Agora você vai lá no ClicRBS e vê se tem algo sobre isto.
Já informações quentíssimas de "importante assessor do alto escalão do Presidente Koff" tem em balaios. E vocês ficam se atacando uns aos outros, bando de infiéis.
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Este time sub-20 tem belas promessas. Se tem.
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