18 de dezembro de 2012

O fio da navalha

Hoje é, finalmente a posse do Presidente Koff. Mas o mais desatento que lê os comentários do blog, os jornais, o twitter poderá pensar que Koff está no poder há 10 anos. Cobra-se o título da Libertadores 2013. 2013! Vejam só. Isto que é bem possível senão provável, que o mundo acabe na sexta-feira.
A entrevista do Koff criou uma histeria coletiva entre os gremistas que lembram macacos em dia de Mazembe. Aliás, estes mesmos histéricos não dizem uma palavra sobre o "troco" oportunista, mau caráter mas nem um pouco imprevisível ou inesperado deste perdedor nato que vai tarde.
Perdedor que não teve a decência de sequer mencionar nem no telão o ex-presidente Duda Kroeff e o ex-presidente da Grêmio Empreendimentos Adalberto Preis na inauguração da Arena. Espaço para Tarso Genro e Fortunati, que sempre boicotaram a Arena, ele deu. Que político não esquece seus iguais.
Arena que é de todos os gremistas mas que ele faz questão de sugerir que seja dele e, um pouco, do Antonini. E de mais ninguém.
O sujeito que não tinha conseguido se eleger vereador de Porto Alegre sem a ajuda do Grêmio volta para casa. Vai tarde. Deixa um rastro de ódios que será difícil e demorado de apagar.
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A propósito, transcrevo um comentário do blog feito por leitor que assina Flávio:
Parece que a RBS conseguiu o que queria! Rachou a torcida do Grêmio e trouxe a nojenta guerra política PT X Anti-PT para o nosso cenário, parece que todos se esqueceram que são irmãos e tem o mesmo ideal que é levar o Grêmio para níveis mais elevados e ao caminho das grandes conquistas! Daqui a pouco eles conseguem implodir o blog!Acho que todos deveriam ter um pouco de paciência e não ficar difundindo essas manifestações raivosas contra um e contra outro!
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Quanto a implodir o blog, não é uma possibilidade que não tenha passado e não esteja passando pela minha cabeça.
Sábado, se o mundo não acabar sexta-feira, saio de férias e vou tentar esfriar a cabeça. Na volta decido. Talvez seja melhor deixá-lo hibernando enquanto Koff estiver no poder. Vai que ele ganhe um campeonato e possamos vir a ser acusados em caso de festejarmos aqui.

17 de dezembro de 2012

I$entos e barato$ não tiram férias

Conhecendo os i$entos barato$ como conheço e sabendo da seriedade e capacidade de Fábio Koff, seria capaz de apostar o meu salário+décimo terceiro, como a entrevista do domingo para a ZH foi distorcida.
Conhecendo como agem pessoas que transitam no meio artístico, futebolístico e político, que pagam mesada, eu disse MESADA, para jornalistas menos sérios elogiarem seu trabalho nos veículos de comunicação, nada mais me espanta.
De repente, do nada, certas pessoas passam a ser lembradas como excelentes gestores, ótimos diretores, craques de futebol, grande galã, a popozuda mais gostosa , o cantor mais popular, etc.
E vem aquela overdose de informações que enjoa até o estômago das avestruzes.
Você, leitor, não faz idéia das coisas que rolam por debaixo dos panos.
Às vezes é até melhor não saber para não revirar o estômago...
Como já escrevi aqui em post anterior (A Informação Privilegiada e a perda de poder - 14 de novembro), é bem fácil manipular informações e redigir um texto pendendo para o lado preferido, sem que o leitor menos atento se aperceba.Uma palavra mal colocada, ou, mudando seu lugar na frase já permite  vazão a interpretações maledicentes. A maneira de transcrever as idéias é uma delícia para quem gosta de "enfeitar" ou dar um "toque" polêmico. Depois tem gente que pergunta porque alguns preferem o silêncio a dar com a língua nos dentes.
O silêncio é ouro.



Afinal, porque interessaria a Koff remexer no assunto Arena?  Assunto amplamente debatido, aprovado pelo Conselho e executado. Porque interessaria a Koff neste momento, em que precisa de apoio, levantar polêmica junto ao torcedor? Será que ele gosta de viver e  presidir sob fogo cruzado e em clima de beligerância?
Isso não existe. Seria muita falta de esperteza. E se existe alguém preparado e inteligente nesse meio, esse é Fábio Koff. Experiente como  ninguém, é um excelente administrador e estrategista.
Entre os i$ento$ e Koff, fico com o segundo. Até que me provem o contrário.
Por mais que se fale aqui sobre a imprensa i$enta e barata,  façam-se alertas, etc, tem torcedor que engole a isca. É difícil combater alguém que tem o poder da palavra diariamente e bate sempre na mesma tecla para milhares: "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Isso é tão antigo...É uma briga desigual.
Mesmo que as declarações pareçam verdade, desconfie SEMPRE.
É engraçado e triste ver que o mesmo torcedor que sabe que a imprensa manipula contra o Grêmio, é o mesmo que acredita correndo em tudo que ela escreve. 
Comparando a entrevista de ZH com a entrevista dada ao Correio do Povo, identifica-se uma interpretação diferente. A do segundo jornal é bem mais crível e dentro da realidade que conhecemos.
Dessa forma, o meu sexto sentido faz com que eu me arrisque a dizer que isso não ficará assim. 
E acho que vai ter troco.

O Papo furado do Hernandéz [14]: Arena, cervejas e camiseta!

Primeiramente, peço desculpas a vocês por deixa-los lendo somente as sandices do seu Algoz. Ando sem tempo e o trabalho de vendas, nessa época de natal, beira a insanidade!

Vamos aos fatos:

A Arena, mesmo inacabada, é um espetáculo a parte. Não é possível compará-la com algo, porque no Brasil não existe nada sequer parecido! Eu tenho certeza que se inicia uma nova era, um novo jeito de se ver jogos de futebol! A Arena ressoa, pulsa, intimida! Em decisões e quando o time precisar de apoio, ela será decisiva! O tri da Libertadores vai vir! Sinceramente, não tenho palavras pra descrever o tamanho, as dimensões, é algo que vocês precisam ver! Mas para se ter uma ideia pensem em todas as fotos que vocês viram da construção e dela já pronta, multipliquem por 1000 e vocês terão 1% do que significa o monstro! Coisa de primeiro mundo, claro, com seus pequenos erros e ainda com coisas para fazer, mas fabuloso!

Gostei das contratações. William José tem tudo para ser um novo Jardel e fará com que os titulares se esforcem mais para manter a posição. Koff é inteligente. Sabe que um time não são somente 11 jogadores, são 15, são até mais! Para ganhar a Libertadores, precisamos de um grupo, tomemos o exemplo deste Corinthians campeão mundial, um GRUPO coeso e focado!

A Topper fez uma fantástica ação para divulgar a camiseta usada pelos jogadores na Arena. Mandou para cada blogueiro uma, que vinha dentro de uma caixa que, quando aberta, tocava o nosso hino e se tornava um estádio, no caso a Arena! Genial a iniciativa e muito bonita a camiseta. Fica aqui o registro da magistral ideia e da ótima ação!

Eis um dos motivos pelos quais eu defendo a marca, eles nos entendem e se aproximam do torcedor! Dizem que para o ano que vem, virão mais surpresas!

Ando experimentando muitas cervejas e, em contra-partida, escrevendo pouco! Óbvio que continuarei experimentando cervejas, ajuda no argumento no trabalho, mas tentarei estar mais presente!

Grêmio Sempre!

João Hernández - Pai e blogueiro gremista!
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Nota do seu Algoz: Eu não recebi camisa nenhuma. A Topper, pelo jeito dá preferÊncia para os blogueiros menos importantes.

16 de dezembro de 2012

Daniel Matador: Xadrez, roleta e pôquer

Caros

Final de um ano e início de outro. Não há pior época para o esporte bretão do que esta. Pelo singelo motivo de que ele não ocorre (pelo menos profissionalmente). Como diz o ditado, “mente vazia, oficina do diabo”. No caso, já que não há futebol, abre-se o espaço para o esporte preferido de alguns setores da imprensa esportiva: a especulação. Ou, no caso da imensa maioria, do chutômetro mesmo. A profusão de “informações privilegiadas” abunda nesta época.

E aí também afloram os milhões de jornalistas esportivos especializados. Afinal, todo torcedor não é apenas um técnico, mas também um mestre em contratação de jogadores e um olheiro em potencial. E praticamente todos têm uma tática infalível para garimpar craques da bola e indicar para seu clube do coração. O próximo Messi com certeza joga no Guarani de Alegrete, basta o clube botar um olheiro lá para descobrir o cara, contratar por uma ninharia, botar ele pra jogar e arrebentar no time, erguer várias taças e então vendê-lo por trocentos zilhões para a Europa. E partir para descobrir outro. Barbadinha. Não sei como os dirigentes ainda não perceberam este pulo do gato.

Caso alguém ainda não saiba, o futebol não é um esporte. O futebol é um jogo. Sim, pois em um esporte, com honrosas exceções que confirmam a regra, o melhor sempre vence. O corredor que correr mais rápido vai sobrepujar os demais. O saltador que saltar mais alto vencerá os outros. O halterofilista que erguer o maior peso será o campeão. Ou, como diziam os gregos, citius, altius, fortius. No futebol não funciona assim. Não basta jogar melhor. Mesmo o melhor time não consegue ser campeão todos os anos ou ter uma sequencia grande de vitórias, invariavelmente. No futebol, o pior pode vencer, e nem sempre é uma exceção.

Se formos comparar o futebol com os jogos citados no título deste post, não há dúvida alguma sobre aquele com o qual ele mais se identifica. O futebol não é xadrez. No xadrez, o melhor enxadrista vence o pior. E vence utilizando suas capacidades. Não depende da sorte, ou depende em um percentual ínfimo. O futebol também não é roleta. Na roleta, o jogador sequer pode lançar a bolinha. É o contrário do xadrez. Quase sorte pura. O futebol é pôquer. No pôquer, não basta saber jogar. Também não basta ter sorte. Há que ter uma combinação de ambos para vencer.

O Tricolor apresentou esta semana os primeiros reforços para a temporada do ano que vem. Mal chegaram e já há os mais diversos sentimentos. Desde o “não joga nada”, passando pelo “é projeto de craque” até o “é uma aposta”. Não nos enganemos. No futebol, todo jogador é uma aposta, desde o garoto desconhecido do interior até o medalhão consagrado que veio da Europa. Não há garantia de sucesso em praticamente nenhum caso. Quer dizer que dependemos somente da sorte, então? Calma, claro que não. O futebol é pôquer. Os atletas são as cartas.

O inesquecível Grêmio de 1995 foi montado com futebolistas renegados em seus clubes de origem, com promessas da base e com apostas de risco. E teve uma sorte desgraçada, pois a junção de tudo isso acabou dando muito certo. O que pode até desmistificar o mote de que é praticamente obrigatório manter uma base sólida para o ano seguinte. Do Grêmio campeão da Copa do Brasil em 1994 apenas 4 pratas da casa, quase juniores, foram mantidos no time base do ano seguinte: Danrlei, Roger, Emerson e Carlos Miguel. Todo o restante do time foi mudado, inclusive vários reservas. Naturalmente que a manutenção da comissão técnica foi importante.

Qual o significado desta mensagem? Não vamos nos apavorar por antecipação. Lembram quando craques consagrados como Amoroso e Astrada vieram jogar no Imortal? É, eu também não quero nem lembrar mais. E quando desconhecidos como Nildo ou desprezados como Jardel aqui fardaram? É, eu sei. Inesquecível.

Assim como no pôquer, obviamente não dá para contar somente com a sorte. Há que tentar buscar as cartas no momento certo, tentar alguns blefes para despistar e saber quando arriscar uma jogada mais ousada. Com a conjunção destes fatores e uma boa dose de sorte, não há dúvida de que a coisa pode dar certo. No Grêmio, o jogador principal sabe jogar este jogo e já foi campeão várias vezes. E na maioria das vezes não tinha as melhores cartas na mão.

Vai que agora ele tem um ás na manga e o jogo muda a nosso favor?

Saudações Imortais

Cizânia

Terceiro, quarto, quinto turnos ...

Mas bah tchê! Tem gremista sensível demais. Os caras pegam uma entrevista de 3 páginas do Koff, editada de acordo com os interesses dos jornaleiros e saem a guinchar feito macaco em dia de Mazembe.
Mas bah tchê! Tem gremista ingênuo demais. Nego véio não sabe que jornalista tem que vender jornal senão perde o emprego. Ou não sabe que nem os Sirotski comprariam a ZH se as manchetes fossem boas e positivas?
Mas bah tchê! Tem gremista bobo demais. Não percebe que estamos no oitavo turno da eleição em que o Odone foi derrotado.
Mas bah tchê! Tem gremista apressado demais. O homem nem assumiu e já queria ter visto o Messi e mais uma meia dúzia descendo no aeroporto.

Não há nada na entrevista, aliás recheada de coisas positivas conforme destacadas nos comentários do post logo abaixo deste, que não seja verdade ou realidade. Até a polêmica frase destacada para vender jornal e criar cizânia entre os gremistas é rigorosamente verdadeira. É uma pena que pelo menos na cizânia conseguiram atingir o intento. Não sei quem é o pessoal do Imparciais, mas está mais do que na hora deles voltarem a pisar nos calcanhares desta laia.
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Desculpa furada

O Grêmio, através da direção da época, permitiu que Tite perpetrasse uma grande "sacanagem" com o Paulo Paixão. Ele tinha perdido um filho inesperadamente e, duas semanas depois, foi demitido do Grêmio a pedido do pastor. Fui um dos milhares que ficaram revoltados. Paixão zanzou por vários times, timinhos e seleção e, finalmente, reconciliou-se com o Imortal. Não sem antes exigir que fosse contratado como preparador físico o seu filho medíocre.
Agora volta para o timinho com a desculpa de que os caras do cheira-rio não ganham título há um bom tempo e ele é movido a desafios.
Então está seu Paulo. Deste o troco aos canalhas de 10 anos atrás. Mas sabe o que eu acho? Que talvez aquela "sacanagem" não tenha sido tanta "sacanagem" assim.
Vai e não volta nunca mais.
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Mercado

O futebol do Grêmio está pensando grande mas o mercado parece que pensa maior ainda. Para vocês terem uma ideia  pediram R$ 5 milhões pelo pereba do Naldo e quando o preço foi aceito ele já valia bem mais. Cinco milhões pelo Naldo! Pode isto Arnaldo?
Drogba custaria R$ 2 milhões por mês só de salário.
Qualquer movimento tem de ser feito com cuidado para não atrair competidores que só aumentam o preço e a dificuldade para fechar a contratação.
É hora de ser criativo. E da mesma forma que mandei um recado ontem pelo twitter (@seuAlgoz) mando de novo por aqui: Alô Rui Costa! Confere o Lucca do Criciúma. Ele foi o melhor da série B, tem 19 ou 20 anos e joga muito!
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Para refletir

Cássio, Alessandro, Fabio Santos, Douglas. Nenhum deles era bom o suficiente para jogar no Grêmio.

15 de dezembro de 2012

O elenco de 2013: sai daí um time?


Ontem o Fiasco Mundial PHIPHA completou dois anos. E dizer que tem gente ainda pagando o carnezinho da CVC. Mas faz muito mais de dois anos que se sabe que um time precisa ter uma espinha dorsal. E por espinha dorsal se entende um grande goleiro, um zagueiro que manda na área, um meio campo que saiba defender e atacar e um atacante que empurre a bola para dentro.

Goleiro o Grêmio tem. Pode não ser o mais espetacular ou espetaculoso do mundo, mas é seguro, confiável e tem personalidade. Para goleiro isto é mais importante do que a técnica. Ou se esqueceram do goleirinho anterior que era um monstro em jogo fácil mas tremia como um náufrago de 3 dias em alto mar quando lhe era exigido um pouco mais de responsabilidade?

Embora o Naldo tenha terminado bem o ano, não lamento muito que não tenha ficado. Sempre que era escalado não sabíamos qual Naldo jogaria. Se o tosco que falhava muito ou o tosco que dava conta do recado. Aliás, Naldo não fica porque o Cruzeiro pediu uma grana preta e quando o Grêmio aceitou já não era mais aquilo e sim uma grana ainda mais escura. Um grande zagueiro é necessário. Werley e Saimon são excepcionais coadjuvantes, mas o primeiro não tem o temperamento e o segundo tem o temperamento mas não tem a experiência para gerenciar a área.

Pará talvez não fique, o que não é propriamente motivo para desespero ou ranger de dentes. E Julio Cesar, o melhor na minha opinião, foi mandado em frente. Fala-se maravilhas deste Alex Telles. Se confirmar muito que bem. Mas laterais são importantes mas não fazem parte da espinha dorsal.

O meio de campo é só o melhor do Brasil. Souza e Fernando ficam. Zé Roberto e Elano também. Bertoglio pede passagem. Marquinhos (que talvez saia) é muito bom também. Parece que Marco Antonio também sairá, o que também significa um reforço para o time.

Para o ataque chegou William José, que foi pedido pelo Pofexô e continuam os que já estavam. Sabe-se que está muito difícil reforços com grife. Os preços são estratosféricos. É hora, portanto de ver se os homens do futebol tem criatividade. Um nome que poderia ser pensado é Lucca do Criciúma. Mas está com uma lesão grave. E não deve ser propriamente barato.

Então é o seguinte: para iniciar o ano está bom. Para o ruralito mais do que suficiente. Mas para a Libertadores depois da fase de grupos precisa o zagueiro xerifão e pelo menos mais um atacante daqueles que resolve. Fora isto, o título virá apenas com muita superação. Mas superação, se sabe, deve ser esporádica e não a regra de atuação de uma equipe.

14 de dezembro de 2012

O que o Uol, o Terra e o ClicRBS não publicaram


Brasil em minha mente - um relatório de viagem de retorno

Como na final da Copa em 1983, o aventura do HSV no Brasil terminou com uma derrota 1-2 contra o Grêmio. Mas a viagem ao país anfitrião da Copa do Mundo de 2014 trouxe muito mais do que os 90 minutos em campo. Estas experiências e memórias não serão esquecidas facilmente. O HSV estava lá.

Um relatório da viagem de retorno.

01-02 contra o Grêmio!

Noite histórica em Porto Alegre.

Porto Alegre / Hamburgo - Na sala de espera do aeroporto , na tarde de segunda-feira (12/10/12) a delegação estava impressionada com os dois últimos dias que passou no Brasil. No andar abaixo, as telas de tv mostravam um resumo dos principais momentos da inauguração do estádio do Grêmio. Mais uma vez, passava a melhor coreografia do show de duas horas , os tambores do Blue Man Group , a banda tradicional, o hino nacional, os incríveis fogos de artifício.
Apesar das circunstâncias, como o mau estado do gramado, os chuveiros que não funcionavam no vestiário ou o atraso pela demora da escolta policial até a saída do hotel, os participantes lembram de uma viagem única – uma história que sempre será lembrada.

"As experiências que você nunca vai esquecer"

"Estas experiências serão lembradas por muito tempo". Dennis Aogo havia previsto antes mesmo da partida, que tais experiências podem ter efeito bastante positivo sobre a estrutura geral da equipe. E ele estava certo. "A cerimônia de abertura foi magnífica. Eu fiquei feliz de ter estado lá”, disse Jeffrey Bruma no check-in no lobby do hotel. Ele revelou que já foi contactado por muitos amigos em sua volta para casa. Da mesma forma Tolgay Arslan: "Eu tenho que contar tudo que eu vi." Isso vale principalmente para as experiências no estádio. Porque era mais do que apenas um jogo de futebol. Era uma cultura diferente. Um outro tempo. E a vida de outras pessoas.

Foi uma experiência com um toque brasileiro para o HSV no domingo (09.12.12). Depois de dois jogos em cerca de 30 horas, a recuperação na piscina do hotel estava confortável.

Kebabs e Folclore


                            Tomás Rincón aventurou-se no palco levado por dançarinos brasileiros.


À noite, o HSV esperava por um programa cultural tradicional. No restaurante "Churrascaria Galpão Crioulo havia uma série de espetos como alimentos, servido com saladas e acompanhamentos. Isto foi seguido pelo aparecimento de dançarinos folclóricos brasileiros. E "Show de boleadeiras". Tomas Rincon foi envolvido pelo show. Cordas longas com bolas anexadas são rodadas varrendo o ar. Para conseguir praticar, Rincon jogou fora o seu boné e depois ajeitou o seu cabelo com o penteado original da dança. A equipe aplaudiu muito a sua performance. Uma apresentação muito bem sucedida.

Na segunda-feira de manhã (10.12.12) no café da manhã antes dos primeiros raios de sol o ônibus partiu para o aeroporto. Com um atraso de uma hora, o avião fretado finalmente decolou novamente para casa. Mais uma vez houve a parada para reabastecimento em Dacar. Os jogadores puderam esticar as pernas no luxuoso 737 mais uma vez. Com certeza, as histórias e experiências de toda a viagem ao Brasil sempre serão lembradas. A viagem para Porto Alegre é um dos jogos mais loucos e mais impressionantes a entrar para a história do HSV.

                                Na noite de domingo, houve excursões gastronomicas e culturais:
                                Tolgay Arslan estava visivelmente animado.

Fonte: http://www.hsv.de/saison/meldungen-saison/bundesliga/2012/dezember/brazil-in-my-mind-ein-rueck-reisebericht/

13 de dezembro de 2012

O elenco de 2013: Atacantes













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O ataque, é sem dúvida,  a posição onde o Grêmio está mais carente. Não pode um time atravessar uma temporada com 4 atacantes apenas. E foi o que aconteceu com o Imortal. Junta a lesão do Kleber, mais as convocações do Moreno e estávamos reduzidos a dois e, com isto, sujeitos ao maldito 4-5-1 do Pofexô.
André Lima tem seus defeitos mas joga com garra e, bem servido, faz gols. Todos devem lembrar quando tinha o Jonas dando assistência. Mas é um jogador dependente. Sem assistência não rende. Muito bom para o grupo e para um ano em que são previstos até 84 jogos.
Kleber teve um início empolgante até quebrar a perna numa entrada assassina em jogo do glorioso ruralito. Depois que voltou não rendeu nem perto daquele início. Parece que há alguns problemas que ajudam a explicar a má fase. Se aparecer interessado deve ser negociado. O problema é que ganha muito e com isto assusta possíveis interessados.
Leandro pintou bem, sumiu e voltou a pintar bem quando lançado de novo este ano. É jogador com potencial mas precisa aprender vários fundamentos. É muito novo e isto, se atrapalha hoje, deve ser levado em conta na hora de decidir pela permanência ou não no elenco. Se ficar com treinos específicos para aprimoramento do passe, drible e chute pode ser bastante útil para compor o elenco.
Muitos não gostam, mas Marcelo Moreno tem minha aprovação. Teve altos e baixos mas sempre sofreu com a falta de um parceiro mais agudo e com a quase absoluta inexistência de jogadas pelas pontas. Mesmo assim foi goleador do time. Deve crescer se os laterais forem mais efetivos e se tiver melhor companhia na frente.
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O elenco precisa pelo menos de sete jogadores de ataque.
Hoje chegou William José. Não conheço. Algumas recomendações são boas outras nem tanto. Um jogador para ser bom e dar certo no Grêmio não precisa necessariamente ter grife. E nem preciso dar exemplos que eles estão na cabeça de todos.
Faltam pelo menos mais dois. Um no nível de um Drogba, por exemplo. Ou do Kaká. Pode não ter nome e nem grife desde que jogue como estes dois. Outro pode ser para compor grupo. Nos juniores tem o Mamute, que parece ser ainda imaturo nos seus 17 anos.
Nomes pipocam aqui e ali. Muitos são meras especulações. Outros talvez não sejam. Mas com certeza haverá novidades. E das boas.
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Amanhã um balanço geral do elenco.

12 de dezembro de 2012

O roto querendo falar mal do esfarrapado

O roto sempre gostando de falar mal do esfarrapado. Essa mania dos europeus de desfazer e criticar os países que consideram  "inferiores"  é conversa fiada. Quem mora ou já morou por aquelas plagas, sabe que por lá existem muitos furos e nem tudo é tão certinho e politicamente correto como gostam de fazer parecer. Lá também existe (e muita) briga de torcidas, assassinatos de estrangeiros pelas polícias, corrupção, fila nos hospitais, racismo nazista incontrolável, arquibancada que desaba,  mau-humor (uh!), incompetência, etc, etc, etc...

A diferença, é que lá há punição. E é rigorosa.
Enfim, a soberba é típica.
Demonstrando deselegância e falta de educação,  setores da imprensa alemã bateram pesado na inauguração da Arena. Preferiram destacar os problemas como elevadores parados, banheiros sem água e gramado sem condições ("campo de plantação de batatas") a elogiar a beleza e organização da festa. Talvez tenha sido uma manobra para esconder a derrota do time deles.
Somos muito bons , sim, em muitas coisas. E isso às vezes é difícil de engolir.

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Para mostrar que brasileiro não tem memória curta, vamos às notícias publicadas pela Folha de São Paulo em 30 de junho de 2005, quando do teste do  moderno e vistoso Waldstadion em Frankfurt na Alemanha para a Copa das Confederações, cuja reforma consumiu 188 milhões de euros.
Problemas em inauguração de estádio, é um assunto que os alemães dominam muito bem.
É o roto querendo falar mal do esfarrapado.
Tire suas conclusões, leitor.


"Na primeira vez em que a natureza testou um estádio da Copa das Confederações --ou seja, um estádio do Mundial-2006--, o resultado foi desabonador para organizadores dos dois torneios.
... começou a chover em Frankfurt minutos antes do início de Brasil x Argentina e, antes da metade do primeiro tempo, a chuva virou temporal... quando o volume d'água aumentou, abriu-se um rombo na cobertura, pelo qual passou a vazar uma verdadeira cachoeira, quase em cima da marca de escanteio do lado direito do ataque do Brasil no primeiro tempo...para tentar acelerar a drenagem, operários recorreram à rudimentares tridentes, com os quais furavam o chão. O sistema de som do estádio pediu aos torcedores que evitassem sair de seus lugares, porque as escadarias estavam escorregadias... Tidos como sisudos, os alemães demonstraram grande senso de humor, no intervalo do jogo, quando ainda chovia a cântaros e eles colocaram no alto-falante do estádio a música "Raindrops Keep Falling on My Head". No segundo tempo, a chuva diminuiu, mas o local abaixo do rombo seguiu encharcado. A torcida foi ao delírio quando um jogador argentino foi cobrar o primeiro escanteio daquele lado. Ao conduzir a bola para a marca da cobrança, ela ficou presa na poça. Em entrevista ao final da partida, o Comitê Organizador do torneio se desculpou pelo problema, atribuído ao pouco tempo que teve para testar o estádio desde a sua reabertura --após a reforma, foi entregue somente em 31 de maio passado. A cachoeira no teto durante a final soma-se assim a outro problema verificado na Copa das Confederações, este com maior incidência: invasões de campo. Cinco partidas do torneio foram interrompidas no meio por causa da entrada de invasores, no que foi classificado como uma "vergonha" para os alemães por Franz Beckenbauer,  presidente do Comitê Organizador da Copa do ano que vem."

Alemães pagaram "mico" com o  Waldstadion em 2005.



Seriam batatas "Frankfurt" sendo colhidas?

Grêmio é o maior e melhor em tudo

Depois do melhor e maior estádio, agora é a vez da maior torcida.
O Grêmio é Top of Mind 2012 (maior torcida)
Termina o ano sem enxergar ninguém pela frente: melhor estádio de futebol, maior e mais lembrada torcida do Rio Grande do Sul e melhor campanha no campeonato brasileiro.
As marcas mais lembradas de Porto Alegre em 2012 foram reveladas nesta terça-feira, em café da manhã na Federasul. Realizado em parceria com a Segmento Pesquisas, o Top of Mind | As Marcas de Porto Alegre identifica as marcas líderes em quase 80 categorias diferentes da capital. O levantamento apresenta, além dos itens tradicionais, como restaurantes e hotéis, marcas de comércio, museus, ruas, times de futebol e outros segmentos do cotidiano. Ainda são detalhados, em números, quais são as grifes mais citadas em cada região da cidade, dividida em Norte, Sul, Leste e Centro.
A cerimônia de premiação dos vencedores do Top of Mind | As Marcas de Porto Alegre será realizada nesta quarta-feira (12/12), a partir das 19h, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre.
Além de representantes das empresas campeãs da pesquisa, o evento reunirá executivos que atuam na área de marketing, branding e comunicação em um coquetel no Theatro São Pedro, a partir das 19h.  

Como funciona o Top of Mind

O levantamento mede a lembrança espontânea, sem qualquer tipo de indução. Os resultados são analisados a partir de uma pergunta básica: “Quando eu falo em ..., qual é a primeira marca de que você lembra?”. O nome computado é o primeiro a ser respondido – mesmo quando o consumidor menciona uma marca já extinta ou que não se enquadra na categoria mencionada.

Para definir quais são as grifes que não saem da cabeça do consumidor porto-alegrense é utilizado o método quantitativo, por meio de entrevistas pessoais, com questões abertas, em que o entrevistado menciona o primeiro nome que lhe vem à cabeça. Foram realizadas, ao todo, 600 entrevistas, entre os dias 26/10 a 1º/11, em regiões onde se encontram concentrados os maiores centros consumidores.

Time de futebol

A categoria que mais desperta paixões no Top of Mind Porto Alegre agora tem um novo líder. Com exatamente 50% das menções, o Grêmio se consagra como o Time de futebol mais lembrado na capital gaúcha – e deixa para trás os morangos, cujo índice de lembranças neste ano recuou para 47,4%. Agora, o Tricolor domina as duas modalidades do Top: tanto a que se restringe a Porto Alegre, publicada nesta edição, quanto a que abrange todo o Rio Grande do Sul, veiculada pela Revista AMANHÃ.