14 de julho de 2014

Entrevista com Milton Ferreti Jung

GOL! GOL! GOL! 
Esta era a característica da narração de Milton Ferreti Jung. Começou no tempo em que não precisava diploma para exercer o jornalismo. Tempo em que, paradoxalmente, mesmo assim havia mais profissionalismo. Pelo menos havia mais honestidade na imprensa.
Gremista, sempre foi respeitado por todos, incluindo os colorados. Nunca deixou a paixão influenciar no seu trabalho. e muito menos a usou para prejudicar o rival.
Nestes tempos de churrascos às segundas-feiras, de jabás de todos os tipos e de amostras diárias de mau profissionalismo e de desrespeito completo ao leitor, ouvinte ou espectador, resolvi entrevistá-lo sobre as diferenças entre ontem e hoje. Para isto contei com a ajuda do seu filho, também Milton Jung, excelente âncora do Jornal da CBN e dono do melhor texto pós-jogo entre os blogueiros do Grêmio. O Avalanche Tricolor, cujo link está aí ao lado. 
Generoso, Milton pai poupou os colegas. Mas mesmo assim se pode perceber que os tempos eram outros. 

P: Como iniciaste no jornalismo?
Milton: Comecei no jornalismo a partir de um teste em uma pequena emissora – Rádio Canoas – que estava contratando locutores para compor o seu quadro. Eu diria que iniciei não, exatamente, como jornalista,mas como radialista. Com um ano de trabalho em rádio era possível que, mesmo sem cursar faculdade, se ingressasse no Sindicato de Jornalistas.

P: Já começaste pela narração de jogos de futebol?
Milton: Iniciei atuando como locutor comercial. Um ano depois,Sérgio Moraes,que era o narrador contratado pela Canoas,recebeu convite para trabalhar na Rádio Gaúcha e mudou de prefixo. Apesar de somente ter brincado de narrar futebol de mesa, aceitei ser escalado pela chefia para narrar um jogo do campeonato gaúcho. Tratava-se de Cruzeiro x Renner, partida que seria realizada no Estádio da Montanha. Aceitei. Os radiozinhos ainda não haviam invadido os estádios. Logo,os raros ouvintes da Canoas não tinham como saber se, no mínimo, eu estava acertando o nomes dos jogadores. Confesso que não sei como me saí da empreitada. Na Rádio Canoas cheguei a narrar provas de automobilismo disputadas no circuito da Pedra Redonda, na Zona Sul de Porto Alegre. Voltei às narrações de futebol depois de me transferir para a Rádio Guaíba. Na Copa do Mundo de 1958, que teve a cobertura dessa emissora, fui um ouvinte apenas. Mendes Ribeiro, diretor de broadcasting da Guaíba,era também o narrador titular e meu chefe. Ele testava quem pretendia ser narrador nos jogos do campeonato gaúcho, que começavam antes que os de Porto Alegre, narrados por Mendes. Passei no teste e virei narrador de fato. Corria o ano de 1961. 

P:: Era necessário formação acadêmica naquela época para exercer o jornalismo? Na tua opinião isto é importante?
Milton: Não era necessário formação acadêmica para exercer jornalismo ou trabalhar em rádio. Acho que as faculdades de jornalismo são, hoje, indispensáveis. O mais importante,porém,é ter vocação. Sem essa,ninguém chega a progredir tanto no rádio quanto no jornal.

P: Como era a relação da imprensa esportiva com o torcedor? Havia muita abordagem nas ruas? Recebiam cartas?
Milton: Sobre a relação da imprensa esportiva com o torcedor, prefiro falar de mim. Sou gremista desde criança e nunca escondi qual o clube da minha preferência. Os ouvintes sempre souberam que eu torcia pelo Grêmio. Jamais os rivais colorados me trataram mal. Quanto a abordagens de torcedores nas ruas, somente quando se cruzava pela Rua dos Andradas, no Centro Histórico de Porto Alegre. Quando nos reconheciam,faziam perguntas a propósito do que se passava tanto no Grêmio quanto no Inter. Não lembro de haver recebido cartas de torcedores. Na minha época de narrador ainda não havia quem fosse blogueiro. 

P: Como fazias para narrar um gol contra o Grêmio com a mesma empolgação de um gol à favor?
Milton: Ao narrar futebol não fazia diferença para mim se o gol era do meu Grêmio ou do Inter. Para o lado profissional não ser prejudicado, basta que não se deixe transparecer – mesmo no meu caso – a cor clubista.

P: Como era narrar gol do time mazembado? Já narraste gol contra o Grêmio em GRE-nada?
Milton: Narrei,sim, gol do Inter em Gre-Nal. Na hora não doeu.

P: Havia pressão de dirigentes esportivos sobre os jornalistas da área?
Milton: Os dirigentes esportivos em geral têm bom comportamento e são respeitosos mesmo quando sabem para quem a gente torce.

P: Como é que vês o jornalismo esportivo gaúcho da atualidade? Houve renovação de talentos?
Milton: Quando eu ainda narrava futebol não se exigia que os jornalistas ou radialistas tivessem passado por faculdades. Essa é,agora,uma exigência especialmente no caso de repórteres,editores etc. Neste Copa do Mundo, no entanto, fiquei impressionado com o número de ádvenas transformados em comentaristas de TV, todos ex-jogadores de futebol, ex-juízes ou sei lá o que mais. Profissionalmente, porém,apareceram muitos talentos jovens,o que é saudável.

P: O que aconselharia que um jornalista fizesse nos dias atuais para lidar com pressões por favorecimento? O profissional correto sofre muitas retaliações?
Milton: Quanto a pressões, desconheço esse assunto. Retaliações que jornalistas podem sofrer por isso ou aquilo, talvez existam,mas excepcionalmente

P: Falando um pouco do Grêmio, como viste a transição do Olímpico para a Arena?
Milton: O Mílton Jr. disse no dia em que o Grêmio estava se despedindo do seu velho estádio que o Olímpico era para nós, que morávamos bem perto dele, ”a extensão do pátio da nossa casa”. A Arena é bonita, mas sentiremos saudade eterna do palco de muitos acontecimentos que ficarão na história do Grêmio para todo o sempre.A transição do Olímpico para o novo estádio foi dolorosa e fonte de desentendimentos de toda ordem entre o clube e a empreiteira.

P: Qual seria o caminho para que o futebol brasileiro chegue no patamar econômico dos grandes clubes da Europa?
Milton:  Amigo,no dia em que o Brasil chegar ao patamar das maiores potência do Mundo,os nossos clubes,quem sabe,ficarão mais próximos de se nivelarem com os ricos estrangeiros.

P: Tem alguma ou algumas histórias da tua época que são interessantes e ainda não foram contadas?
Milton: Não consigo lembrar de nenhuma história que ainda não tenha sido contada. Eu mesmo contei algumas. Logo,não são novidade.

13 de julho de 2014

Os GRAVÍSSIMOS erros de Felipão

Eu não escrevi uma única linha sobre a Copa. Primeiro porque este blog é sobre o Imortal Tricolor. Segundo porque seleção brasileira nunca me empolgou. Não foi a primeira e possivelmente não será a última copa em que torcerei contra o Brasil. Terceiro porque a gastança desenfreada de dinheiro público com estádios inúteis em locais onde sequer se joga futebol e a imposição de remendos ridículos como sede da copa só rivalizou com promessas não cumpridas em obras de mobilidade e em hospitais que jamais foi efetivamente pensado em tirar do livro de promessas de políticos escrotos para se tornarem realidades.
Mas hoje, último dia da Copa das Copas, como rapidamente correram a batizar os babas ovo de plantão, resolvi falar da copa. Não dela, propriamente dita, mas de seu personagem principal para nós brasileiros: FELIPÃO. Não dele, mas de seus erros. Gravíssimos erros. Vamos a eles.

  1. O primeiro erro e talvez o pior de todos, paradoxalmente é um erro sobre o qual não lhe cabe a menor responsabilidade. Este erro gravíssimo foi ter nascido em Passo Fundo. Felipão é gaúcho. É natural logo deste estado quase remoto em que se entende espanhol sem precisar de traduções ridículas. Além de gaúcho é de Passo Fundo. Passo Fundo!
  2. O segundo erro, este sim culpa dele, foi ter pego o Grêmio, logo o Grêmio, este time odiado por todos que não são gremistas, recém saído de um rebaixamento e ter ganho em 3 anos praticamente tudo que disputou. Esta façanha lhe rendeu inimigos mortais na imprensa brasileira e em grande parte da imprensa gaúcha.
  3. O terceiro foi sair do Grêmio e, técnico gaúcho odiado, levar o Palmeiras, um time paulista, a ganhar quase todos os títulos também em três anos.
  4. Aliás, o quarto problema do Felipão é esta mania de ficar tanto tempo em times que treina quando o normal é esquentar um ano do banco, se tanto. Que defeito desgraçado tem este sujeito que não é rifado como todos os outros treinadores? Seria um chantagista?
  5. A próxima mancada do Scolari foi pegar uma seleção brasileira desacreditada e levá-la ao quinto título mundial. Técnicos gaúchos nunca deram certo na seleção e este metido tinha que mudar a história.
  6. Outra coisa que este gaúcho arrogante jamais deveria ter feito era ter aceitado o convite para treinar uma seleção de outro país. E ser bem sucedido. Sim, muito bem sucedido, ao contrário da tentativa de transformar em fracasso por parte destes jornalistas toscos, raivosos, oportunistas e destilantes de recalques. Portugal saiu da mediocridade para um quarto lugar no mundial e um vice campeonato da Eurocopa sob o comando de Felipão. Mais do que isto. Voltei quinta-feira de Portugal onde percebi o quanto ele é reverenciado. Havia bandeiras nas janelas de muitas casas. "Isto é um legado de Luis Felipe", disseram vários.
Estes são os erros gravíssimos de Felipão. Erros que jamais serão perdoados e esquecidos por muitos. Acrescidos de um pior do que todos listados acima. Ele aceitou treinar a seleção brasileira num momento em que a safra de jogadores não consegue ser sequer medíocre e em que haveria sobre estes jogadores apenas médios o peso de jogar um mundial em casa com uma pressão política quase desumana para que a vencessem.
Safra medíocre sim. Tirando Neymar qual destes jogadores figuram entre os cem melhores do mundo?
Safra medíocre sim. Tirando Neymar dá para convocar outros 22 jogadores sem que alguém lamente a ausência de nenhum destes 22 que ficariam de fora.
Felipão poderia ter ficado com suas glórias passadas. O que o levou a aceitar voltar? A vaidade? O desejo de entrar na história como o único treinador brasileiro a ganhar duas copas? O desejo de dar uma alegria ao povo? Dinheiro? Só ele sabe. Eu sei que não deveria ter aceitado. A tragédia estava desenhada desde há muito tempo. Muito antes dele fazer parte desta tragicomédia.
Os 7x1 foram consequência. Talvez com Mano ou com Mourinho fosse 10x0. Quem sabe? Os 3x0 de ontem foram um prolongamento da agonia. Aumentados por erros dolorosos da arbitragem.
As análises pós jogo dos jornalistas de oitava classe apenas refletem o ódio que não conseguem esconder de Felipão e sua trajetória vitoriosa. Muito porque a grande maioria destes "formadores de opinião" é desprovida de massa encefálica aproveitável. Muito também porque outros tantos estão engajados na política re-eleitoral da presidanta e estas bangornadas prejudicaram toda uma festa e uma propaganda goebbeliana previamente programada.
É evidente a má vontade na análise dos fatos e a tentativa de concentrar os erros em uma única pessoa: Luis Felipe Scolari.

Thiago Silva se mostrou um cagão chorando igual criança e se negando a bater pênalti? Culpa do Felipão.
Oscar sumiu nos jogos mais encardidos? Culpa do Felipão.
Felipão fracassou no Chelsea. Porque foi boicotado pelos jogadores, todos sabem. "Porque estava ultrapassado" dizem os jornalistas de quinta categoria.
"Luis Felipe levou o Palmeiras para a série B do brasileiro" é uma das ladaínhas repetidas como mantra desde terça-feira pelos chacais comentaristas de resultados. Eles sempre esquecem de dizer que na mesma leva deu o título de campeão da Copa do Brasil ao rebaixado. Imaginem então se iriam apontar as causas daquele rebaixamento.

Luis Felipe então está livre de culpa? É óbvio que não. Ele usou e se deixou usar. Ele foi arrogante algumas vezes. Ele mediu mal o potencial do seu grupo de jogadores. Ele pode até ter errado na escalação de um ou outro jogador.
Ele, no entanto, não errou exatamente onde as hienas e os medíocres invejosos apontam como erros.
Felipão errou e muito ao não ter entregue o cargo após o jogo de ontem.
O que fará daqui para a frente? Só ele sabe. Se parar agora terá este último e único fracasso como lembrança?
Como diz o jornaleiro aquele com nome de patente, que aliás ousou também por as garras de fora ontem, "o futuro é quem dirá".



11 de julho de 2014

Apresentação de Fernandinho

Hoje de manhã, na apresentação do jogador Fernandinho aos jornalistas, o presidente Fábio Koff falou sobre direitos econômicos, Legislação Esportiva, mercado do futebol e situação das categorias de base do Grêmio. Por sua vez, o jogador contratado fala sobre sua chegada  e expectativa com o novo clube.
Confira:



10 de julho de 2014

Futebol ultrapassado e medo


Ontem, no jogo Holanda x Argentina os dois times entraram com medo de atacar. Resultado: uma pelada braba. Castigo: Holanda abriu mão de fazer o que sabe e foi desclassificada pela fraca Argentina. Tudo por medo!
Medo!!!!
Mais uma lição para os que jogam pelo empate e, se der, tentar um golzinho.
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Certa vez, aqui mesmo neste blog, comentei que "posse de bola não ganha jogo". Fui rebatida e moderadamente negativada. Pois bem, agora futricando no youtube, encontro este ótimo vídeo de um ano atrás do velho e bom Vadir Espinosa - técnico campeão do mundo pelo Grêmio. Ele explica , para quem não sabe , como funciona a tal de "posse de bola". Fala também de medo, compactação e futebol ultrapassado.
Vale a pena assistir.



Se eu fosse o presidente Fábio Koff , contrataria o Espinosa para coordenar o futebol da base, cuidando da formação tática e técnica da gurizada.
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Em abril de 2013, o ex-jogador alemão Paul Breitner já dizia em entrevista que o futebol do Brasil estava ultrapassado em relação aos outros países e havia parado no tempo.
Dito e feito!
Mas , pela entrevista que deu ontem, o senhor Felipão ainda não sabe porque levou um balaio da seleção Alemã. Acho que deu pane no cérebro do gringo.
Confira.


9 de julho de 2014

O erro que seguimos repetindo

* O texto abaixo foi enviado pelo leitor Jonas Bernardes Silveira

O Brasil perdeu espetacularmente. Uma derrota humilhante que coloca em dúvida todo futebol brasileiro. O que podemos aprender com esse evento?
Felipão, por exemplo, estava a dois triunfos de se tornar o maior treinador brasileiro de todos os tempos. Dois títulos mundiais separados por 12 anos e conquistados com grupos totalmente diferentes seriam um forte argumento nesse sentido, fora seus inúmeros títulos como treinador de clubes.
Felipão não errou na convocação, com a qual o país concordou. Dizem que errou na escalação, mas não vejo o que William ou Hernanes poderiam ter feito no lugar de Bernard. São todos medianos. O grupo do Brasil era formado por coadjuvantes e não sobreviveu à perda de seus dois protagonistas.
Fica claro na partida que prevaleceu o futebol moderno, onde o meio de campo não se divide em meias, meias armadores, primeiros e segundos volantes. Todo o meio de campo alemão e mesmo o atacante Müller e o lateral Lahm tem capacidade pra executar todas essas funções, tanto ofensiva como defensivamente. É a “estratégia Pitica”: todos defendem, todos atacam.

Esse time não foi formado por acaso. Em 2002, Rudi Völler levou uma seleção envelhecida para a Copa do Mundo, perdendo a final para o Brasil de Felipão. Klose é o único membro do grupo atual a disputar aquela Copa, na qual seleção alemã tinha apenas quatro atletas Sub-23: Asamoah, Kehl, Metzelder e o próprio Klose, contra sete atletas acima de 30 anos.
Com Klinsmann, em 2006, a situação se inverte. Odonkor, Mertesacker, Podolski, Lahm, Hanke, Schweinsteiger, Huth e Jansen tem menos de 23 anos; são apenas cinco trintões e todos os Sub-23 da Copa anterior seguem na equipe.
Joachim Löw assume e convoca nove atletas Sub-23 para a Copa da África: Müller, Boateng, Marin, Kroos, Badstuber, Özil, Khedira, Tasci e Aogo. Klose segue na seleção, bem como Mertesacker, Lahm, Jansen, Podolski e Schweinsteiger. Essa seleção tinha apenas três jogadores acima de trinta anos, e Klose já era um deles.

Para 2014, novamente são três os veteranos, Lahm e Klose entre eles. Dos Sub-23 de 2006, além de Lahm, restam Mertesacker, Podolski e Schweinsteiger; dos de 2010, Khedira, Kroos, Özil, Boateng e Müller. Como se não bastasse, a seleção atual tem sete jogadores Sub-23.
Como parâmetro, temos oito trintões na nossa seleção e três atletas Sub-23: Neymar, Oscar e Bernard. Chegou a hora de começar do zero, apostar na juventude e na CONTINUIDADE.
A narrativa no momento tem sido “a Alemanha formou um grupo para o futuro e agora colhe os frutos”. Eu diria que a Alemanha achou o ponto de equilíbrio entre experiência e juventude e seguirá colhendo frutos enquanto não permitir que sua equipe envelheça novamente.

Outro exemplo do sucesso dessa fórmula é a equipe do Manchester United multicampeã nos anos noventa. A chamada “Class of 92” inspirou um documentário de mesmo nome, que indico aos leitores. Trata de um grupo de atletas da categoria de base da equipe inglesa que atuou junto e foi promovido no início dos anos noventa. Um dos momentos marcantes do documentário é a critica da mídia no inicio da temporada, que destacava a perda de um grupo de jogadores veteranos e experientes, ressaltando que a equipe deveria contratar se quisesse ganhar algo na temporada. O clube apostou em seus garotos: Ryan Giggs, Paul Scholes, David Beckham, Nicky Butt e os irmãos Gary e Phil Neville. Ganharam ao menos um título por ano até a grande conquista da Champions League na temporada 1998-99.

Me parece que é hora de dar espaço e oportunidades reais aos jovens jogadores do Grêmio; os que receberam uma sequência estão se tornando titulares, um deles já é o melhor jogador do grupo. Já ao Brasil resta se desapegar de seus veteranos e tomar o mesmo rumo da Alemanha da década passada, dar especial atenção aos jovens para preparar uma geração vencedora. Luan pode ser um deles.

Não vamos colher os frutos sem antes plantar as sementes.

8 de julho de 2014

E tenho dito!!!

28 de junho de 2014

Ave, Maria!!!

Só para não deixar passar em branco: que time ruinzinho esse do Felipão! Futebol burocrático, feio e sem inspiração. Com mais sorte do que juízo, a seleção nacional conseguiu passar pelo Chile aos trancos e barrancos. No momento não se sabe se ruim é o técnico , que não treina direito a equipe, ou os jogadores que até agora só mostraram um futebolzinho mixuruca e que não convence ninguém.
No meio disso tudo, desconfio que Felipão já era.

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17 de junho de 2014

Abobrinhas da Pitica

E essa seleção do Felipão passará para a próxima fase? Tá difícil de enxergar futebol ali.
Foi-se o tempo em que o Brasil produzia grandes craques de futebol.
É um deserto criativo que chega a dar dó.
A Argentina não está muito melhor. Pelo que vi até agora, estou apostando na Holanda ou na Alemanha.

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E tenho dito!!!!!!!!!!!

6 de julho de 2014

Hoje, Grêmio ao vivo

Atenção torcedor!
O canal Sportv promete para hoje a transmissão do amistoso do Grêmio contra o time de Londrina (às 15hs).
Aguardemos se cumprirão a programação prevista!
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Mais uma vez, Lucas Coelho destaca-se nos treinamentos. Esse guri ainda vai dar caldo!
Basta que tenha mais oportunidades para se adaptar ao time.
A gurizada precisa de confiança para deslanchar.
Não adianta colocar alguns minutos dizendo "vai lá e resolve". Não é assim que funciona.
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Novo CT

Luiz Carvalho, ídolo do Imortal Tricolor, será homenageado.

O belíssimo novo Centro de Treinamentos do Grêmio, no Humaitá, será batizado pelo nome Centro de Treinamento Luiz Carvalho, em homenagem a um dos maiores ídolos do clube. Carvalho jogou no Grêmio de 1923 a 1940, sendo também treinador e ocupando cargos na direção. Em 1974 foi Presidente da instituição. Natural de Cachoeira do Sul, o atleta conquistou doze títulos, além de ter sido o jogador com maior média de gols por partida. Em 185 jogos disputados, encaçapou 146 bolas na rede. Na década de 30, defendeu a Seleção Brasileira.
Tendo em vista o caráter amadorístico da época, Luiz Carvalho nunca foi remunerado pelo clube e sempre entrou em campo pelo prazer de vestir o Manto Tricolor. Faleceu em 1985, com 78 anos de idade.

Foto: Lucas Uebel

3 de julho de 2014

Daniel Matador: Não tragam nunca mais zagueiros de Minas Gerais

Caros

O período da Copa do Mundo foi frutífero para o tricolor. Talvez o Grêmio tenha sido o clube brasileiro que mais aproveitou a janela do meio do ano e trouxe reforços de qualidade. Giuliano e Matías Rodriguez vieram com tarimba para ocupar a titularidade. Algo que, por razões óbvias, somente o aproveitamento de ambos poderá ratificar. E mais coisa boa pode estar pintando por aí.

Uma das vantagens deste período foi a existência de tempo para a recuperação dos zagueiros Rhodolfo e Geromel. Enderson inclusive indica que esta será a dupla titular a partir de agora, em substituição ao titulares anteriores, Bressan e Werley. No elenco ainda há Saimon, Thyere e Gabriel. Nestes últimos dias Werley fez declarações à imprensa alegando que a perda da titularidade não ocorreu por motivos técnicos. Provavelmente só ele acredita nisto, dado seu histórico no clube até então.

O Grêmio teve em sua história beques emblemáticos. Coube a zagueiros a honra de erguer as taças dos principais títulos internacionais do clube. O uruguaio De León e o paranaense Adilson estão imortalizados na história por conta disso. Além deles, outros patrões da zaga também deixaram seu nome gravado na memória da torcida. Desde Ancheta, o uruguaio considerado o melhor zagueiro da Copa do Mundo do México em 1970, passando por Baidek, o colono de Barão de Cotegipe que conquistou o mundo, até o paraguaio Rivarola, que com sua cara de Frankenstein libertou a América. Quem veste o manto tricolor para ocupar a zaga central ou a quarta zaga tem de estar ciente da missão de defender um legado.

Não consigo imaginar qualquer um destes ícones do passado reclamando na imprensa por perder a titularidade. Primeiro porque não fariam isso caso esta situação ocorresse, visto que esta é uma atitude de chorão. Para ser zagueiro é necessário ser homem e um homem de verdade trabalharia dobrado para recuperar sua posição. Em segundo, porque nenhum destes antigos zagueiros tricolores deixaria alguém ocupar seu lugar assim, sem mais nem menos. No jogo em Tóquio, De León disse uma frase emblemática para o então treinador Espinosa: “Fica tranquilo. Lá na área ninguém mais vai cabecear”. E ninguém mais cabeceou. E o Grêmio foi Campeão do Mundo. Alguém imagina Werley falando algo assim? Ou, se falasse, cumprindo o prometido?

O povo de Minas Gerais é conhecido por ser pacato e falar baixinho. Alguém já viu um zagueiro pacato e falando baixinho ter sucesso? Alguém consegue visualizar, por exemplo, um Rivarola com este temperamento cordial? Não tenho nada contra o povo de Minas Gerais, muito pelo contrário. Apenas faço um apelo ao Grêmio: não tragam nunca mais zagueiros de Minas Gerais! Até hoje, talvez apenas William seja a exceção que confirma a regra de que zagueiros mineiros não têm sucesso no Grêmio. Teco era seu companheiro de zaga e quebrou-se a ponto de jogar a carreira no ostracismo. Gilberto Silva não abria a boca e saiu daqui sem deixar saudade. Para fardar como zagueiro no Grêmio uma atitude diferente é necessária. Os mansos não se criam à frente da área tricolor.

Portanto, talvez Werley possa fazer um favor à nação tricolor e a si próprio: peça pra sair. Busque outros ares. Algum clube onde a tradição da zaga seja com menos compromisso. Onde a torcida aceite de bom grado zagueiros que não têm sangue nas veias e tenham cara de chorão. Um local onde deixam fardar na zaga até quem tem cara de que foi criado pela avó e tomava mingauzinho de aveia. Aqui no Grêmio o zagueiro tem de ter fuça de colono, rilhar os dentes na frente do atacante adversário, botar medo nos firulentos só com uma encarada e não deixar ninguém entrar na área, mesmo que peça licença.

Talvez em Minas Gerais a coisa seja mais tranquila, naquele jeitinho mineiro de ser. Aqui não.

Saudações Imortais

2 de julho de 2014

Na Copa só dá Grêmio

Eles só querem saber de Grêmio.

 O lateral da seleção suíça, Reto Ziegler, quando estava no Brasil na semana passada, publicou nas redes sociais uma foto em que aparece vestindo a camiseta do Grêmio. Dias após, foi a vez do volante alemão, Bastian Schweinsteiger, amigão e fã de Zé Roberto, divulgar foto em que aparece com a camisa do tricolor. Agora, o atacante alemão Lukas Podolski  também homenageia o clube, ao posar para foto na Arena do Grêmio ao lado da Taça Libertadores.

Grêmio é o mais popular entre os boleiros estrangeiros.



A paixão por esta camisa extrapola fronteiras.
É ou não é grande este tal de Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense?

Fonte e fotos: globo.com
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Deixe sua opinião: é fiasco maior perder para o Mazembe ou para o Metropolitano de Santa Catarina com Luque e tudo junto incluído?

1 de julho de 2014

Grêmio definido para a volta

Está se aproximando o dia para o retorno ao campeonato Brasileiro. A torcida agradece!
Enquanto isso, o técnico Enderson Moreira vai testando alternativas e esquemas para o time do Grêmio. Matheus Biteco foi efetivado como titular e, pasmem,  até Barcos e Pará foram deixados no banco no treino de ontem em uma simulação de esquema tático alternativo.
Novos tempos? Mudanças?
Vamos aguardar!

Para os dois amistosos programados contra o Maringá e o Londrina esta semana no Paraná, o técnico deverá optar pelo 4-2-3-1. Assim, a  equipe está definida com Marcelo Grohe; Pará, Rhodolfo, Pedro Geromel e Breno; Matheus Biteco, Ramiro, Alán Ruiz, Giuliano e Luan; Barcos. Como vemos, ainda não há certeza de que Pará e Barcos devam ser sacados do time. Mas a minha principal expectativa, é ver a parceria Giuliano e Luan. Acho que é aí que teremos boas surpresas. Pelo menos é nessa dupla que guardo esperança de dias melhores. Talvez eles até façam outros se encontrarem em campo.
Sem esquecer, também,  que gostei muito da inclusão de Pedro Geromel e Biteco na equipe principal.
Será que agora vai?

Então, espero que essa longa parada para a Copa tenha servido para ajustar as peças e fazer uma profunda reflexão sobre o potencial da equipe. Além, é claro, de treinos de chutes a gol. A torcida aguarda com ansiedade que o aproveitamento do ataque volte bem melhor do que no início do campeonato. Ah, não posso esquecer de dizer que Lucas Coelho foi o principal destaque no treino de ontem. Eu gosto desse guri e pediria mais oportunidades para ele!
Tomara que os jogos da Copa do Mundo tenham inspirado a todos e mostrado como se joga o futebol moderno, afinal,  velocidade e objetividade são as palavras da moda.

Em tempo: tenho dúvidas de que o Brasil passe a Colômbia.