15 de agosto de 2016

Avalanche Tricolor: espírito Olímpico volta no Dia dos Pais

Milton Jung


Grêmio 3×0 Corinthians
Brasileiro – Arena Grêmio


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Sou gremista porque meu pai decidiu assim. Nasci sem cor nem clube, como nascem todos os bebês. E no momento em que meu destino teria que começar a ser traçado foi ele quem me ensinou, nos moldes da época, o caminho a seguir.

Foi meu pai quem me levou pela mão ao estádio Olímpico que ficava logo ali, quase na esquina de casa. A primeira vez, pelo que me lembro, foi para ver Pelé em campo. E daquela lembrança tenho a caminhada pelo “beco”, como chamamos as ruas de terra e cercadas por casas pobres, para cortar caminho.

Pode ter me levado antes ao estádio, mas a memória me trai. Sei, porém, que depois daquele jogo, levou-me duas, três, quatro, um centena de vezes, até que eu soubesse percorrer aquele caminho sozinho.

Meu pai me forjou gremista, sentindo o frio das cadeiras cativas no arco de cima do estádio Olímpico e visitando os corredores internos daquele monumento construído para abrigar nosso time de coração. Tive o privilégio de ver jogos ao lado dele na cabine de transmissão da rádio Guaíba. As arquibancadas lotadas causavam arrepios e minha emoção muitas vezes se transformou em lágrimas, tanto pela vitória quanto pela derrota.

Hoje, ao ver a Arena do Grêmio tomada por mais de 50 mil torcedores, em um domingo especial no qual se comemora o Dia dos Pais, percebi que o espírito do Estádio Olímpico estava de volta. A torcida cantou e vaiou. Atreveu-se a pedir olé quando o placar estava decidido. O caldeirão esquentou.

Mesmo distante, tinha a impressão de que estava lá, sentado em um das cadeiras ao lado do pai, no velho Estádio Olímpico – que ganhou este nome por abrigar a Universíada – os Jogos Olímpicos Universitários, em 1963.

O número de torcedores presentes jamais havia sido registrado em partidas disputadas na Arena. E se estavam lá é porque sabiam que o time poderia responder a altura. Torciam para que isso acontecesse. E aconteceu.

Um time que começou a partida com postura diferente das últimas, semelhante a que nos deu vitórias importantes neste campeonato. Que não se importou com as ausência de dois de seus maiores talentos, Luan e Wallace, que ajudam o Brasil a ser melhor nos Jogos Olímpicos.

O resultado foi que nossos atacantes, Pedro Rocha, Everton e Miller, fizeram o que esperamos deles: gols. Nossos defensores, com destaque para Geromel, o Incrível, e Marcelo Grohe, cumpriram com méritos suas funções. E, mesmo com uma partida a menos, estamos de novo na disputa da liderança.

No Dia dos Pais, o espírito do Estádio Olímpico esteve de volta. E eu pude lembrar mais um vez como o pai foi importante na minha formação.

14 de agosto de 2016

Dia dos pais é terror na Arena para os adversários



Arena 15 minutos antes do jogo - Foto Luciano Rolla

Grêmio 3 x 0 Corinthians

Primeiro tempo: 1 x 0



O jogo começou pegado e o Grêmio, teoricamente, bastante ofensivo com Everton, Pedro Rocha e MillerE logo começou a fustigar a defesa dos manos.
Aos 6 minutos o primeiro chute a gol. Foi de Pedro Rocha, rasteiro no canto para defesa do goleiro. E 30 segundos depois Miller entrou sozinho na cara do goleiro mas chutou em cima dele perdendo um gol feito. Feitíssimo. 
Grohe trabalhou pela primeira vez aos 10 minutos. Um chute de longe que desviou na barreira Grohe mandou para escanteio. Na cobrança deixaram cabecear e Grohe fez outra grande defesa.
E os manos tiveram outro lance de perigo em cobrança de falta aos 12 minutos. A bola foi para fora. E chegou de novo aos 14 minutos. Mas a jogada acabou em tiro de meta.
Miller levou amarelo em simulação muito tosca aos 15 minutos.
E quando o jogo parecia ficar muito encardido Pedro Rocha entrou a drible na área e bateu forte rasteiro para o fundo do gol. Um belíssimo gol. Eram 16:30 minutos.
Grohe fez mais um milagre aos 19:30 minutos.
Aos 20 minutos ataque fulminante do tricolor. Everton deu uma pancada de fora da área para defesa do goleiro que espalmou para a frente. Miller pegou o rebote de cabeça e mandou para fora. Mais um gol perdido.
Aos 25 minutos mais uma chance do Corinthians. Por sorte a cabeçada foi para fora.
Aos 28 minutos Maicon foi derrubado na área mas adivinhem? O juiz nada marcou. Pênalti de concurso.
Aos 35 minutos uma lambança na área do Grêmio. Grohe salvou o gol a bola sobrou solta e Geromel salvou de bico para fora. 
Na sequência lançamento para Miller que caiu quando entrava livre mas o juiz nada marcou.
Em relação ao árbitro, o twitter abaixo resume tudo:
Aos 42 minutos Pedro Rocha fez outra boa jogada mas chutou na rede pelo lado de fora. 
Logo depois um atacante dos manos simulou uma falta mas é claro que o ladravaz não deu amarelo. Um peso, duas medidas. E ninguém mais se surpreende.
Aos 46 minutos foi a vez do goleiro adversário fazer um milagre em chute a queima roupa de Miller.
E foi isto.

.....

Um jogo de tirar o fôlego de todos e totalmente inadequado para cardíacos.

O tricolor sem Giuliano ficou mais vulnerável na defesa e os paulistanos criaram muitas chances. A defesa, sobrecarregada, às vezes rebatia de forma atabalhoada.
Em compensação o ataque levava perigo também e Pedro Rocha foi o grande nome do jogo. Uma atuação para mostrar que com confiança e sequência pode se tornar um grande jogador.
E Grohe com grandes defesas salvadoras junto com Geromel, foram os outros dois destaques.E ainda cabe um registro para a péssima atuação do juiz. Péssima? Melhor seria dizer parcial. Sempre a favor do time amigo.


Segundo tempo: 2 x 0


O segundo tempo começou com o juiz inventando um impedimento do Miller. E continuou com Everton driblando o marcador e mandando rasteiro no canto do goleiro. Um gol de categoria. Eram 4 minutos.

E aos 4:50 minutos o goleiro paulistano fez um milagre. Everton, de novo, entrou livre na área e bateu consciente para fazer o terceiro, mas Cássio, sim, ele nasceu no Grêmio, fez um milagre.
O Imortal pressionava fortemente mas aos 10 minutos os manos tiveram uma chance perigosa. A zaga mandou para escanteio.
Aos 12:20 minutos Geromel tirou o pão da boca de uma criança que pensava que ia fazer o gol. Enquanto isto a torcida vibrava com o anúncio do recorde de público na Arena. 50.184.
Os manos tiveram outra chance aos 14 minutos mas a defesa mandou salvou e depois o atacante chutou para fora.
Aos 15:30 minutos quase gol do Grêmio em entrevero na área. O jogo continuava eletrizante e tirando o fôlego de todos.
E Miller deslanchou finalmente. Aos 16:30 minutos pegou um rebote sem goleiro e mandou para o fundo da rede. 
Dia dos pais na Arena está virando terror para os adversários.
Grohe fez mais uma grande defesa aos 21:30 minutos depois que a bola desviou na zaga.
Ramiro entrou no lugar de Maicon aos 26 minutos. E Guilherme no de Everton.
Neste momento da partida o tricolor tinha dado uma arrefecida e os manos pressionavam.
Aos 27 minutos Pedro Rocha foi preciosista. Na cara do goleiro paulista tentou o drible e permitiu que ele lhe tirasse a bola.
Os times parece que resolveram deixar a torcida respirar um pouco e as jogadas perigosas de ataque começaram a escassear.
Kaio entrou no lugar de Jaílson que levou o terceiro amarelo e não joga a próxima.
Os manos mandaram uma bola na trave de Grohe aos 43 minutos, o que só prova que a fase tricolor está iluminada.
E foi isto.
.....

Eu havia falado em sete pontos em nove contra Corinthians, Palmeiras e Atlético MG. 
Agora faltam quatro pontos em seis contra Palmeiras e Atléticos. Dá para sonhar com os nove.
Um empate ou vitória contra o Flamengo na próxima jogada e aí faltará apenas não bobear contra os perebas de baixo.
Para quem diz que o tricolor não tem elenco fica uma lição: tem sim. E muito bom. Quem no Brasil hoje pode abrir mão de dois jogadores do porte de Luan e Walace e não sentir?
Continuamos no páreo. Pelo menos até achar um time ruim pela frente.

Como jogaram:

Marcelo Grohe: Fez uma série de grandes defesas no primeiro tempo. E continuou defendendo muito no segundo tempo. Um dos responsáveis pela vitória.
 Nota: 9
Edílson:
 Sempre interessado e brigador. Levou amarelo no primeiro tempo mas não aliviou. Nota: 7
Geromel:
 Um primeiro tempo em que junto com Grohe garantiu a vitória
. E um segundo tempo ainda melhor. Nota: 9
Wallace Reis:
 Foi sim, uma bela contratação. Nota: 7
Marcelo Oliveira:
 Começou dando algum mole pelo seu lado mas depois firmou
. Nota: 6
Jailson: Está naquela fase em que todo o jovem passa depois de surgir bem. Alterna boas e más jogadas
. Mas já é uma realidade. Nota: 7
Maicon: Teve trabalho para conter o habilidoso meio de campo dos paulistas
. Saiu cansado na metade do segundo tempo. Nota: 7
Pedro Rocha: Passou por cima das críticas e fez um primeiro tempo espetacular com direito a golaço
. E continuou muito bem no segundo tempo. O melhor em campo disparado. Nota: 10
Douglas: Atuação discreta no primeiro tempo
. Cresceu no segundo tempo. Nota: 7
Everton: Voltou muito bem
. Grande partida com direito a gol. Nota: 8 
Miller:
 Perdeu dois gols no primeiro tempo
. Mas acabou despachando a zica no segundo. Nota: 7

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Ramiro (Maicon): Cumpriu o que deveria fazer: fechar a defesa
. Nota: 6
Guilherme (Everton): É um belo jogador. Sempre entra sem medo e fazendo jogadas interessantes no ataque. Nota: 6
Kaio (Jailson): Outro volante de classe na inesgotável fábrica de talentos da base. Nota: 6

Roger
: Sem Luan e Walace soube montar um time forte que atropelou o adversário
. Falta conseguir esta intensidade contra os times ruins do campeonato. Nota: 9
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Juiz: 
Bráulio Machado, Carlos Berkenbrock e Alex dos Santos (SC) - Um covarde que aliviou sempre quando deveria punir o time master amigo da arbitragem. Não deu pênalti para o Grêmio, inverteu faltas sempre contra o Imortal e puniu jogadores tricolores com rigor exagerado.


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E esta linda homenagem a todos nós pais tricolores.




12 de agosto de 2016

Dias estranhos? Nem tanto

Estamos levando um fartão de esportes. Eu tenho visto preferencialmente natação e judô. E, claro, Michel Phelps. Um gênio marrento quando acaba de vencer, mas um bobo emocionado quando recebe a medalha ou beija o filho.
Vi de orelha a seleção de atacantes que mais parecem pagodeiros. No intervalo entre as braçadas. Zapeava para a Globo só para me divertir com os manés levados a reboque pelo Galvão Bueno. Morri de rir quando Casagrande, num raríssimo momento de lucidez e de recolhimento da insanidade geral falou que não, não podiam dizer que estava tudo uma maravilha.
Embora torcendo contra vibrei com as atuações de Walace e, especialmente Luan. Um crime terem deixado os dois na reserva. Pior ainda quando se imaginam as razões. Mas não teve jeito. Quando a água bateu na bunda recorreram a quem sabe. Inclusive, vejam só, passando por cima do convocado original, que pela lógica, seria o primeiro na fila.
Nada surpreendente.
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Abre-se os sites de futebol e o que se vê. De manhã sim, de tarde também e a noite então nem se fala, tem sempre um jogador do cocô-irmão elogiando o trabalho do treinador trabalhador Burroth. Uma hora é a confiança que passa. Na outra é a forma de organizar a defesa. Em outra é o cuidado com os jovens. Surpreendente?

E implantaram a "swatt" no aterro. A swatt, sabe-se, é chamada apenas para resolver casos escabrosos. E os métodos, sabe-se também, nem sempre são os mais éticos. Surpreendente?

Aguardemos a segunda-feira quando enfrentarão a Chapecoense, ao que tudo indica, já na zona de rebaixamento. Um empate ou derrota, nada improváveis, e dificilmente sairão de lá. E este ano não há nenhum Paissandu, ao menos aparentemente.
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Mas o que interessa mesmo é que finalmente a Arena lotou. Todos ingressos vendidos. Ingressos só nos camarotes em promoção inédita que provavelmente passará a ser rotineira.
Mais de 50 mil pessoas levarão o tricolor a uma vitória. Estou convicto.
O título ou a chance dele passa por três jogos: Corínthians, Palmeiras e Atlético. Sete pontos dos nove disputados e com certeza o time embala. Fazem muita falta Luan, Walace e Everton (que pode voltar). Mas não interessa se o time está desfalcado. Tem de passar por cima desta dificuldade. E vencer. E venceremos.

10 de agosto de 2016

Vá e torça muito

Domingo é dia de festa na Arena. Foto:Ducker

É muito grande mobilização da torcida gremista para o jogo contra o Corinthians domingo de manhã. Dezenas de caravanas de cidades gaúchas e catarinenses já com ingressos na mão para o grande combate. A expectativa é de estádio lotado. Muitos setores da Arena já estão com lugares esgotados. Acredito que o horário ajuda muito, já que o torcedor do interior tem a tarde toda para voltar com tranquilidade para casa. Isso é muito importante para quem precisa trabalhar no dia seguinte. Vamos torcer por um domingo ensolarado para a festa ficar perfeita.
E que venha uma vitória.
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Sócios

O quadro social do Grêmio possui 60 mil cadastrados aptos a frequentar a Arena. Nessa conta não entram os sócios com atrasos na mensalidade.
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Time

A semana foi de muita especulação sobre o esquema de jogo que será escolhido pelo técnico Roger para o jogo de domingo. E dê-lhe especular se joga com três zagueiros, se joga sem três zagueiros...
Com dois ou com três zagueiros, o que me interessa é que o time entre com muita seriedade, vontade e tranquilidade para bater os paulistas. Chega de dormir em berço esplêndido. Basta de deixar escapar oportunidades de liderar a tabela. Domingo  é tudo ou nada.

Mas existe um detalhe.
O Grêmio dos últimos jogos não era o Grêmio que venceu várias partidas difíceis.  Com a ausências de  Luan, Walace, Everton e Edílson perdemos muito em qualidade. Essas quatro ausências desfiguraram a equipe. Além da qualidade técnica que acrescentam, os quatro jogadores estavam completamente entrosados com o restante do time. Na minha opinião, esses desfalques foram determinantes para a queda de rendimento. Então, podemos prever que domingo não teremos uma disputa fácil. Será jogo encardido, complicado, que exigirá muita paciência.
Sem esquecer, é claro, que o adversário sempre conta com erros humanos a seu favor.
É jogo duro com resultado imprevisível. O importante é que o torcedor vá a Arena consciente de que será importante apoiar o time durante os 90 minutos.
Mas se precisar vaiar, que faça isso somente ao final da partida.
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Vendas

Até o momento não chegou até o presidente Romildo Bolzan nenhuma oferta oficial para a compra de Luan e Walace. Parem de fazer terrorismo com a torcida. O que temos até o momento são apenas especulações não concretizadas.

9 de agosto de 2016

Rafaela Silva e o atrevimento de ser medalha de ouro no Brasil


MILTON JUNG




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Reproduçao da transmissão da SportTV
 Hoje, reverenciamos Rafaela Silva, a jovem carioca que aos 24 anos ganhou a medalha de ouro, no judô olímpico. O primeiro ouro brasileiro na Rio2016. Falamos seu nome com orgulho. Há quem a considere uma heroína, outros a transformaram em sinônimo de superação; e todos a queremos como referência e exemplo para os jovens que nascem desgraçados da vida.

Nem sempre foi assim.

Como você já deve saber, Rafa – sim, nos atrevemos a tratá-la pelo apelido que antes só servia aos íntimos – é de família muito pobre, da Cidade de Deus, superou-se ao encontrar projeto social que investe no esporte e teve seu desempenho financiado com o cartão de crédito do treinador Geraldo Bernardes.

A coragem de se transformar em vencedora, vivendo em um lugar onde seus moradores não têm este direito, cobrou dela preço muito caro: classificou-se para representar o Brasil nas Olimpíadas de Londres, em 2012 – o que seria um orgulho para qualquer atleta. Uma irregularidade cometida no tatame, porém, tirou-lhe a chance de medalha e a colocou no centro de ataques racistas.

Rafaela não esqueceu o que enfrentou. A mãe dela também não.

A atleta queria ficar esquecida dentro de seu quarto. Escondida. A mãe contou com o apoio dos amigos para a jovem voltar a treinar. Voltou e foi campeã mundial.

Nem assim Rafaela esqueceu. A mãe também não.

Desde a primeira entrevista ainda suando e ofegante da última luta desta terça-feira  até a fala com os jornalistas após tomar um banho dourado pela medalha conquistada, Rafaela e a mãe repetiram à exaustão as palavras que foram usadas para atacar a jovem: macaca. E assim que falam, choram. Só elas sabem o tamanho desta dor. Elas e todos os que como elas são frequentemente atacadas por essa gente estúpida e racista.

Foi esta jovem, a crença de sua mãe e o poder transformador do esporte que me fizeram chorar escondido por mais de uma vez e todas às vezes em que ela apareceu na televisão, após o ouro olímpico. Chorei emocionado pelo que conquistaram. E envergonhado pelo que sofreram.

7 de agosto de 2016

Mulheres, estas exibidas...

Domingo sem jogo do tricolor e segundo dia dos Jogos Olímpicos permitem que eu fale de um tema que, mesmo no inconsciente, incomoda a todos que acompanham futebol.
Quem acompanha o blog sabe que eu torço sempre contra o que chamam de Seleção Brasileira de futebol. Sempre? Sempre, com uma exceção: quando joga a seleção feminina eu torço a favor.
Ontem não vi o jogo porque entre o futebol que tem sempre e a natação fiquei com a segunda opção. Mas vi os melhores momentos e as entrevistas. E aliás, nem precisava ver a partida para saber o que aconteceu.

O futebol feminino sabemos todos não existe no Brasil. Alguém saberia dizer aí, sem olhar no google, quantos e quais clubes tem departamento de futebol feminino no nosso país? Alguém sabe dizer se há um campeonato de futebol feminino? Duvido que tenha um leitor capaz de dar estas respostas. Mas nossas meninas estão lutando bravamente pelo título. Ontem aplicaram um sonoro 5 x 1 na seleção sueca que é uma das mais fortes do mundo.

E o que se vê no jogo feminino? Luta! Aplicação! Denodo! Irresignação! Simplicidade! Atletas!
Sim. Atletas. Dizem que as mulheres são vaidosas. E são. Dizem que as mulheres gostam de se enfeitar. E gostam. E que bom que sejam assim para nós homens. Mas apesar de vaidosas e de gostarem de se enfeitar as mulheres sabem a hora correta para isto.
Nossas garotas entram em campo sem usar nem mesmo batom. O cabelo é amarrado displicentemente com um rabo de cavalo. Os brincos e demais adereços são deixados nos vestiários. Elas jogam focadas naquilo que interessa durante a partida: no resultado, na vitória.
Não se vê uma jogadora mulher procurando o telão a cada passe que faça. Nem Marta, esta multi-campeã como melhor do mundo mostra a menor vaidade.
Já nosso bravos guerreiros...

Cheios do dinheiro desde a tenra idade iniciam com carrões mas logo se aborrecem com o brinquedinho. Afinal, carrões todos eles tem. E carrão eles não podem mostrar durante os jogos. Do carrão passam para cabelos a cada dia mais estranhos, para não dizer ridículos e escrotos. Dos cabelos para os brincos, tiaras, anéis, e tudo o mais que as mulheres, estas vaidosas, adoram usar. E dos adereços pulam para as tatuagens. Não há praticamente uma parte do corpo de jogador de futebol que não tenha tatuagem. Não do corpo destes nossos "craques" dos grandes clubes e seleções. Aí eu fico pensando. Gastando tanto tempo para os carros, as festas, os enfeites, os cabelos ridículos e as tatuagens quando é que eles pensam no clube que os paga, nas jogadas que devem ser ensaiadas e assimiladas, no sentimento do torcedor que, afinal de contas, paga a festa toda?

Pois é. Não tenho nada contra que cada um ande como quiser e do jeito que quiser. Gostos e, principalmente, a individualidade das pessoas deve ser respeitada. Mas eu, como torcedor, me senti muitas vezes desrespeitado ao perceber que muitos jogadores, para não dizer a maioria, está mais preocupado com a aparência e o pós jogo do que com a paixão do torcedor.
Será o excesso de dinheiro? A exposição demasiada na mídia? Aconselhamento de empresários preocupados sempre com o próximo contrato?
Não sei a resposta. Simples vaidade sei que não é. Fosse assim, as mulheres da seleção feminina, estas vaidosas, passariam pelo menos um batom nos lábios antes de entrar em campo. Mas estas não podem. Elas tem de lutar pela vida. Tem de batalhar o prato de comida de amanhã. Tem de dar uma felicidade para o torcedor que sai de casa e vai incentivá-las, enfrentando os transtornos do trânsito e os perigos das nossas ruas.

Ah se nossos "ídolos" masculinos se espelhassem nas nossas verdadeiras heroínas...

5 de agosto de 2016

Águas Mornas



Águas Mornas é um município muito bonito de Santa Catarina, encostadinho em Floripa. Tem até um hotel bem famoso que volta e meia é usado por alguns times para fazer pré-temporada.
Dizem que o Grêmio fez pré-temporada em Porto Alegre no CT Presidente Luis Carvalho mas desconfio que não.
Pelo que se verifica em campo, penso que foi em Águas Mornas.
Duas coisas dá para ver quando o time entra em campo, especialmente contra times pequenos.

  1. O medo estampado nas cabeças e pernas dos nossos bravos guerreiros,
  2. A falta de indignação e de soluções do treinador diante do que vê em campo.
Com cinco minutos de jogo ontem eu escrevi no twitter: os caras estão apavorados.
Com vinte minutos de jogo eu avisei pelo whatsapp o que sentia desde segunda mas não queria acreditar e muito menos externar: estava com sensação ruim em relação ao jogo.
E quando tenho esta sensação, em 95 % das vezes o Grêmio não ganha. 

Certo que Luan, especialmente, mais Everton e Giuliano, também fazem muita falta neste time. (Aliás, um parêntese: onde estão aqueles corneteiros sem noção que ou no campo ou aqui enchiam o saco que os três não jogavam nada?) Mas a ausência deles não justifica o que se tem visto em campo. Não totalmente.

Dois profissionais personificam o que se observa em campo: Roger e Maicon.

Roger é um sujeito inteligente, é muito inteligente. Roger é estudioso, muito estudioso. Roger é trabalhador e está conectado com o que tem de mais moderno no futebol. Não tenho nenhuma dúvida que logo ali na frente se consagrará e ganhará muitos títulos. Gostaria muito que fosse no Grêmio. Mas há um pequeno detalhe faltante para que isto aconteça. Ou dois.
Falo olhando de fora, mas dificilmente estou enganado. Falta humildade ao Roger para reconhecer que ele ainda não é o cara que poderá vir a ser. Roger tem mostrado arrogância. E falta cercar-se de gente capaz de cobrir suas deficiências. Sim Roger, deficiências. Todo ser humano tem pontos fortes e fracos. Porque tu não terias? E quais são as deficiências? Duas aparecem gritantemente: má leitura de jogo, o que acaba em substituições equivocadas, e capacidade de tranquilizar o grupo diante dos desafios.
Não advogo a saída do Roger. Por várias razões. A mais importante é que o Brasil é um deserto de bons treinadores. Não enchem uma mão e estão todos empregados. E treinador estrangeiro é besteira. Não dão certo nunca. Mas gostaria muito que alguém da direção chutasse a porta do vestiário e impusesse algumas coisas lá. Uma delas sendo a alocação de profissionais capazes de suprir as deficiências do treinador. Quer ele goste, quer não.

Maicon é um belo jogador de futebol. Poucos volantes aliam poder de marcação e saída de bola qualificada como ele. Mas Maicon está queimado com a torcida. E por que? Porque alguma sumidade decidiu que ele seria o capitão. E Maicon é tudo menos capitão. Muito menos capitão de um time com a alma do Grêmio. O DNA do tricolor tem um componente sanguíneo muito forte. Dizem que fomos fundados por alemães. Desconfio que por italianos também. Temos no DNA e no sangue a indignação e a garra de vencer lutando. As grandes conquistas do clube mostram isto. Nunca fomos campeões por termos um time muito melhor do que os outros. Nunca vencemos passeando. Vencemos com luta, com garra, e até com sangue rolando da cabeça de nosso capitão. Então, alguém escolhe Maicon de capitão. Capitão depressão. Pegou a alcunha. Se ferrou. Urge trocar de capitão. Pode ser o Edílson. Pode ser o Geromel. Pode até ser o Wallace Reis que tem se revelado um belo zagueiro. Mas não pode ser mais o Maicon. Para o bem dele e, consequentemente, do time.

Então, eu volto ao começo do post. O Grêmio parece ter um vestiário muito água morna. Um vestiário onde falta indignação e coragem. Indignação e coragem verdadeiras e não aquela de discursos inflamados em rádios pré e pós jogo que se revelam bravatas dentro de campo. Um time indignado e corajoso que busque algo mais no campeonato não pode jogar especulando uma bola contra o lanterna, mesmo fora de casa. E um time indignado e corajoso não tremeria de medo diante do vice-lanterna jogando em casa. Não aos 5 minutos de jogo de uma forma tão evidente que todos puderam ver. A bola não pode queimar tão cedo. E muito menos o time todo correr feito barata tonta como se estivesse prestes a ser esmagado. Não contra o Santa Cruz.

Não. O Grêmio está há um ponto da liderança apenas. Mas o Grêmio não será campeão. Não será. Menos pelas deficiências do time, que existem mas são sanáveis, mas pela falta de coragem. Daria tempo ainda de mudança, mas para isto precisaria alguém que enquadrasse Roger com algumas ações.
Por exemplo:
Vendendo Marcelo Oliveira para que este não fosse mais escalado.
Sentando ao lado do treinador e dizendo que Negueba não vai substituir a contento Giuliano se ficar parado na lateral do gramado.
Passando dia sim e outro também jogos e mais jogos com conquistas de títulos do Imortal.
Lembrando estes moloides que o tricolor já ganhou um jogo com 7 contra 11, o que ninguém mais fez no mundo.
Fazendo talvez menos treino de campo e mais de divã.
Proibindo o discurso de que pontinho fora é bom.

Mas não. Isto não será feito, porque o futebol virou um império dos treinadores e dos jogadores. E, claro, dos empresários. Eles tudo sabem e tudo podem. E aí de quem cogitar de enfrentá-los.

Enquanto isto, nós torcedores ficamos aqui discutindo e brigando com a vida.

4 de agosto de 2016

Daniel Matador - O Grêmio não quer ser campeão

Grêmio 0 x 0 Santa Cruz

Wallace Oliveira teve uma atuação igual à cara dele.

Caros

O tricolor entrou em campo na Arena para sua última apresentação neste turno. Sim, pois, por incrível que pareça, a CBF transferiu para o mês que vem o jogo contra o Botafogo, que ocorreria na última rodada. Apenas mais uma das muitas pataquadas que a entidade costuma fazer para ferrar o Grêmio. Ainda assim, a vitória era o objetivo para que a liderança pudesse ser alcançada e o G4 mantido (neste último caso, mesmo sem o resultado do jogo contra o Botafogo). Depois de uma rateada gigantesca contra o América-MG na rodada anterior, nenhum resultado seria possível, a não ser uma vitória. Edílson foi expulso contra o Coelho e desfalcou o time, sendo que Wallace Oliveira entrou em seu lugar. O resto da escalação seguiu a mesma do último jogo.

1º tempo: Grêmio 0 x 0 Santa Cruz

Apenas aos 11 minutos ocorreu o primeiro lance digno de nota. E ainda assim nem foi tanto assim, pois foi um chutão que Geromel deu para afastar a bola na intermediária e que acabou virando um lançamento para Miller, que não alcançou. Aos 13, Wallace Oliveira mandou de cabeça para escanteio uma bola alçada na área do Grêmio. Aos 16, blitz tricolor que culminou com chute de Maicon, rebatido pela zaga. Aos 20, lance individual de Pedro Rocha, que limpou na entrada da área e chutou, mas a bola saiu pela linha de fundo. O jogo era truncado ao extremo, com poucas chances de gol, apesar do time gremista dominar as ações. Aos 21, a melhor chance até então: cruzamento de Negueba para a área, Douglas deu passe de cabeça para Pedro Rocha, que não conseguiu dominar em frente ao gol. Aos 26, lançamento de Negueba para Pedro Rocha, interceptado pelo goleiro. Aos 28, chute de Maicon de fora da área, facilmente defendido pelo goleiro. Aos 40, após lance de Marcelo Oliveira, Wallace Oliveira pegou na veia, de direita. Mas a bola passou longe do gol. Aos 44, lance de Keno para Grafite e quase que o Santinha faz o crime. Grohe saiu nos pés de Grafite e depois a zaga salvou. Aos 45, outro chute que Grohe salvou e mandou para escanteio. E nada mais ocorreu em um primeiro tempo bem ruinzinho, onde o Santa Cruz postou-se quase todo atrás e o Grêmio não foi competente para furar o bloqueio. A torcida no Twitter não perdoou e soltou o verbo.





2º tempo: Grêmio 0 x 0 Santa Cruz

O segundo tempo começou com a entrada do garoto Guilherme no lugar de Pedro Rocha. E logo aos 2 minutos ele cruzou uma bola perigosa para Negueba, mas o lance acabou originando escanteio. Aos 8 minutos, Miller cobrou uma falta magistralmente, na quina da goleira. No rebote, Negueba, de frente para o gol aberto, conseguiu a proeza de cabecear para fora. O Santinha manteve sua estratégia de botar o time todo no campo defensivo e o tricolor continuava sem conseguir furar o bloqueio. Aos 20, jogadaça de Guilherme pela esquerda, que cruzou para Douglas, que cabeceou na trave! No minuto seguinte, Negueba saiu para a entrada de Henrique Almeida. Aos 22, João Paulo cobrou falta na meia lua e a bola explodiu no travessão. Aos 33, Douglas saiu para a entrada de Lincoln. Aos 35, Grohe salvou chute à queima-roupa de Grafite. Aos 37, Lincoln cobrou falta pela direita e Wallace Reis cabeceou com perigo. E o jogo transcorreu de forma modorrenta até o apito final, que sacramentou mais um empate ridículo.




Como jogaram:

Grohe: salvou um lance importante ao final da primeira etapa e outro na segunda, ambos de Grafite. Nota 7
Wallace Oliveira: não jogava há um bom tempo, tendo sido preterido em outras oportunidades até mesmo por Ramiro. Foi praticamente inoperante no primeiro tempo. Nota 2
Geromel: eficaz como sempre. Bons desarmes e antecipações. Nota 7
Wallace Reis: até o momento, é o zagueiro que tem composto a melhor dupla com Geromel. Nota 6
Marcelo Oliveira: a regularidade abaixo da média de sempre. Nota 4
Jaílson: desta vez, não mostrou a mesma performance que encantou a torcida nos jogos anteriores. Nota 5
Maicon: movimentou-se mais do que o normal, talvez pela ausência de Giuliano, que guardava mais posição que Negueba. Nota 6
Douglas: pouco efetivo durante o primeiro tempo. Cansou no segundo. Nota 3
Negueba: foi um dos que mais tentou no time. Mas perdeu um gol quase feito. Nota 4
Pedro Rocha: foi mantido no time, mesmo tendo uma má jornada contra o América-MG. Muito mal no primeiro tempo, não conseguiu fazer praticamente nada. Tanto que nem voltou após o intervalo, saindo para a entrada de Guilherme. Nota 2
Miller Bolaños: tentou muito e cobrou uma falta que quase foi um golaço. Mas parece travado. Nota 4

Guilherme: entrou no intervalo no lugar do inoperante Pedro Rocha. Mostrou ímpeto e fez mais do que seu antecessor. Nota 5
Henrique Almeida: entrou no lugar de Negueba para tentar mudar o jogo. Não conseguiu. Nota 3
Lincoln: entrou no lugar de Douglas. Mas não teve sequer um lampejo do craque que já disseram que ele é. Nota 3

Roger: teve muita dificuldade para montar um sistema que furasse o bloqueio do Santa Cruz. Nota 4

Arbitragem: Luiz Flavio de Oliveira (Fifa-SP), auxiliado por Tatiane dos Santos Camargo (Fifa-SP) e Alex Ang Ribeiro (Aspirante Fifa-SP). O irmão do infame Paulo César de Oliveira apitou de forma correta e não interferiu no resultado da partida.

O Grêmio parece ter uma predisposição natural para complicar jogos contra os times de pior colocação na tabela. Ok, não tem Luan e Wallace, mas ainda assim é inconcebível fazer jornadas ruins contra times do naipe de América-MG e Santa Cruz, que brigam contra o rebaixamento. Por incrível que pareça, o adiamento do jogo contra o Botafogo acabou sendo até salutar. É a chance de ganhar um tempo e reorganizar a casa.

Saudações Imortais

Será hoje?

Será hoje o dia?
Os resultados de ontem foram feitos sob encomenda. Corinthians perdeu. Santos e Flamengo ficaram no empate. Um empate pelo menos, muito provável, do Palmeiras em Chapecó combinado com uma vitória na Arena e a liderança isolada será do tricolor.
Aí é que mora o perigo. Este time sempre afrouxou e decepcionou na hora de mostrar maturidade e imposição.
O adversário é fraco e vem caindo pelas tabelas. O que, eu penso, aumenta a apreensão.
Jogo jogado para o Grêmio é sempre um parto que tem de ser feito a fórceps. A boa notícia é que, em casa, ao contrário dos anos anteriores a vitória tem acontecido. Nos acréscimos, com gol de chiripa, quase no desespero. Mas tem sido obtida.
Nem ouso pedir que seja mais tranquila hoje. Que seja nos acréscimos, mas que venha.
Porque se o contrário acontecer...
Não! Vamos virar a boca para lá.
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O time está quase completo tirando os guris que estão mofando na reserva de mais uma seleção brasileira. Seleção, aliás, que todo gremista tem o dever se secar para contar com Luan e Walace mais cedo.
Já é histórica e certa a convocação de jogadores do Grêmio para nunca entrar em jogos da seleção. Começou com o famigerado Zagalo tirando o Paulo Nunes de uma semi-final da Libertadores para não jogar um mísero minuto. E continua agora.
Mas dentro dos que estão em Porto Alegre, Edílson é a única baixa. Entra Wallace Oliveira. Embora este jogador ainda não tenha justificado a contratação, não estou entre os que consideram suas atuações como desastrosas. A expectativa era muito maior, mas ele sempre teve atuações razoáveis. Teve problemas de lesão e ficou fora do time um tempo enquanto se preparava melhor e ganhava confiança. Veremos o resultado hoje.
Afora isto, é um dia ideal para Miller desencantar e mandar aquelas bolas que chuta raspando a trave raspando a trave de novo, mas pelo lado de dentro. E para Pedro Rocha entender que a titularidade está bem perto se ele sair da zona de conforto.
O time se ressente também da saída de Giuliano, mas penso que tem gente dentro do grupo que pode supri-la.
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Enquanto isto, o cocô-irmão continua sua saga de desespero rumo às profundezas do rodapé da tabela.
Mesmo contando com a ajuda de seus fiéis escudeiros na imprensa. Gente que é paga para noticiar não tem pejo nenhum em esconder fatos tenebrosos que acontecem no aterro "para não prejudicar o clube".
Esqueça entrevista com pai, mãe, irmão, empresário de jogador do lado de lá.
Como diria o Padre Quevedo: "isto non egziste".
Esta semana mesmo, naquele programa de rádio que se tornou uma dose diária de droga de terceira categoria um dos participantes falou que o cocô-irmão tinha errado ao não vender Anderson para a China quando teve chance.
Aí, Briguinha, aquele misto de comentarista, turfista e torcedor que muito gremista otário adora declarou: "a história não é esta, mas não posso falar aqui".
Viram que singelo? Quando é que não podem falar dos podres do Grêmio? Quando é que eles não divulgam notícias ruins "em respeito à direção do Grêmio"?
Agora, para quem não é tem twitter eu repasso uma informação interessante. Que não será encontrada nos noticiários e sites esportivos nem usando o grande Google. Um cara se animou a dá-la. Penso que talvez ele corra um grande risco de perder o emprego. Mas deu.
E eu compartilho. Que tal?


3 de agosto de 2016

Explica, Roger


Ainda espero uma explicação digerível do técnico Roger para a pouca eficiência do time contra adversários reconhecidamente inferiores tecnicamente.
Nessas ocasiões em que a equipe faz fiasco para o mundo ver, a impressão que se tem é de que os jogadores levam presa ao tornozelo uma bola de ferro que os impede de se mexerem em campo.
Cadê a velocidade?
Cadê a energia?
Cadê as triangulações?
Cadê o drible rápido?
Cadê as infiltrações na área?
Cadê a inteligência?
Cadê a vontade de ser campeão?
Cadê a vergonha na cara?

Não acredito que a orientação no vestiário seja de apenas segurar o adversário para garantir o pontinho fora. Não é atitude de gente ambiciosa e destemida. Seria de uma burrice mastodôntica.
A não ser que o técnico tenha como ambição máxima, garantir uma vaguinha na Libertadores. Porque desse jeito aí, sem mostrar qualidades dentro e fora de casa, sabem quando uma equipe de futebol será campeã? NUNCA
Com os pés pregados ao chão, sem correr, mostrando indolência e conformismo, a chance de vencer alguma coisa é igual a ZERO.
Estaria o nosso técnico com medo de ser campeão?
Por que ele não consegue motivar seu grupo para partidas supostamente fáceis?
Não estaria ainda pronto?
Falta-lhe a psicologia dos vencedores?

Já ouvi gente falando que foi a falta de Giuliano. Discordo completamente. Quando Giuliano ainda estava na equipe, o mesmo fiasco foi repetido várias vezes. Portanto, não é essa a causa de travar na frente dos Américas da vida.  

Faltam duas dezenas de jogos para Roger mostrar para a torcida que está pronto para ser técnico de futebol. Não ser campeão faz parte do jogo, mas sempre esmorecer para times menores, aí já é caso para estudo. Não basta ser uma enciclopédia ambulante, tem que ter gana.
Prefiro perder com atitude de vencedor a empatar por medo, arrogância ou conformismo.