14 de setembro de 2016

Jornada fiasquenta em Campinas

Ponte Preta 3 x 0 Grêmio

Caros

Apesar de ter sido contra o líder do campeonato, o empate sem gols no último domingo na Arena frustrou a torcida gremista. Assumir a liderança e brigar pelo título ficou muito complicado, apesar do time continuar na briga com o pelotão da frente. Douglas levou o terceiro amarelo e desfalcou o time para este jogo em Campinas contra a Macaca, abrindo espaço para o garoto Lincoln. historicamente, o Moisés Lucarelli sempre foi um estádio hostil para o Grêmio. Ganhar lá nunca foi barbada. Mas não adianta, há que meter os peitos.

1º Tempo: Ponte Preta 0 x 0 Grêmio

O jogo iniciou meio truncado nos primeiros minutos, sem grandes lances para ambos os lados. Aos 8 minutos, Lincoln cruzou para Luan, que cabeceou e a bola passou rente à trave. Só que o jogo continuava com alguma movimentação, porém sem lances efetivos. Aos 23, Marcelo Oliveira fez uma falta na risca da área e levou pânico à torcida. Na cobrança, grande defesa de Grohe. Em seguida, em cobrança escanteio, Douglas Grolli (sim, aquele) cabeceou e a bola explodiu no travessão. Aos 34, Kannemann e Geromel embananaram-se em uma disputa de bola e William Potker desperdiçou a chance para a Macaca. Eu até gostaria de citar mais alguma coisa, mas o jogo foi horroroso neste primeiro tempo. O árbitro poderia até ter encerrado antes para aliviar o sofrimento de quem assistia.





2º Tempo: Ponte Preta 3 x 0 Grêmio

Na volta do intervalo, Batista entrou no lugar de Miller. Uma estranha troca de Roger. Reza a lenda que estava com indisposição estomacal (Miller, não Roger). E, também estranhamente, aos 2 minutos Marcelo Oliveira fez uma fila, invadiu a área e chutou para defesa  do goleiro. E aí, aos 8 minutos, em uma cobrança de falta, Fábio Ferreira (sim, aquele mesmo que também já fardou aqui) cabeceou e abriu o placar. Aos 13 e 14, duas blitzes seguidas da Ponte. Ato contínuo, Negueba entrou no lugar de Pedro Rocha. Aos 16, Jaílson tocou para Batista, que bateu de chapa, quase empatando a partida. Aos 24, Luan fez uma boa jogada ao invadir a área, mas que não deu em nada. Até que, aos 31, novamente em uma jogada de bola aérea, a Ponte ampliou. O Grêmio estava literalmente batido em campo. A partir daí, nada digno de nota ocorreu. A Ponte deu uma administrada até o lamentável final. Mas, para a tragédia ficar completa, aos 48 o árbitro assinalou pênalti convertido por William Potker.




Como jogaram:

Grohe: caçou várias borboletas durante o jogo. Nota 4
Edilson: sumido durante grande parte da partida. Nota 2
Geromel: razoável, mas aquém das jornadas fora de série com as quais acostumou a torcida. Nota 4
Kannemann: tem mostrado que sua contratação foi acertada. Joga sério, duro e sem firula. Nota 4
Marcelo Oliveira: com exceção de uma boa jogada, nada mais fez, mostrando a mesma mediocridade de sempre. Nota 2
Walace: voltou enfeitado da seleção. Não foi bem. Nota 4
Jaílson: até tentou algo, mas sucumbiu junto com o time. Nota 4
Lincoln: quase não apareceu no jogo. Nota 2
Pedro Rocha: teve um único lance razoável no primeiro tempo. E só. Saiu para a entrada de Negueba. Nota 3 (com boa vontade)
Luan: pareceu jogar fora de posição. Até tentou algumas investidas, mas parecia descompromissado. Nota 5
Miller: até fez uma movimentação razoável no primeiro tempo, mas estranhamente não retornou para o segundo, dando lugar para Batista. Nota 5

Batista: entrou no lugar de Miller. Tem potencial, mas hoje não conseguiu fazer nada. Nota2
Negueba: entrou no lugar de Pedro Rocha. Não fez nada de diferente. Nota 2
Guilherme: entrou no lugar de Lincoln. Também não conseguiu mostrar nada. Nota 2

Roger: continua pecando em escalar Marcelo Oliveira, além de errar demais na estratégia de jogo nas partidas fora de casa. Mais um resultado que passou por ele. Nota 1 (só pra não zerar)

Arbitragem: Jailson Macedo Freitas foi o apitador, auxiliado por José Carlos Oliveira dos Santos e Paulo de Tarso Bregalda Gussen. Fraco, mas não interferiu no resultado.

Apesar da grande recuperação e campanha que a Ponte Preta vem fazendo no campeonato, era o jogo para o Grêmio recuperar-se. Mas impressiona a apatia do time nos jogos fora de casa. É algo fora do normal. Mesmo a presença de jogadores de seleção como Luan, Walace, Miller, Geromel e Grohe parece não adiantar. A situação está muito complicada. Oremos.

Saudações Imortais

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ATUALIZAÇÃO: na coletiva pós-jogo, o presidente Romildo Bolzan informou que Roger solicitou demissão e seu pedido foi aceito pela direção. O tricolor agora parte para a busca de um novo técnico.

13 de setembro de 2016

Ambiente muito estranho

Ainda hei de entender porque os jogadores do Grêmio que são chamados para a Seleção Brasileira voltam sem apresentar o mesmo futebol que os alçou para o sucesso.
Esse é um fenômeno que deveria ser submetido a estudo por setores da Psicologia. O que acontece naquele meio que os deixa tão desfocados e com a produtividade abaixa do habitual?
Será a convivência com os "new rich" deslumbrados?
Será desvio de foco pensando nos euros da Europa, influenciados por Neymar & Cia?
Algum fenômeno acontece por lá. Não sei se é deslumbramento, distração, acomodação do tipo "já cheguei onde queria não preciso me esforçar mais". O fato é que ninguém volta com o mesmo futebol vistoso que tinha antes. Até o Marcelo Grohe e o Geromel, jogadores centrados e maduros,  voltaram diferentes.
Aquele ambiente da seleção é muito estranho.

Zoeira

O futebol virou uma zoeira. Sem saber mais o que fazer para aparecer, já que o corpo não tem mais espaço para tatuagens, Neymar , "o craque", inventou de ser cantor. Imaginem esse homem assassinando uma canção. As pessoas perderam a noção do ridículo. Se o soberano Pelé arriscou gravar música, porque o super craque não arriscaria?

Garotos

Fico só ouvindo e observando quando pessoas falam que menino que subiu da base não está pronto para entrar no time profissional. Ouve-se isso de treinadores, diretores, jornalistas e torcida. Decerto julgam que deixar mofando no banco é a melhor estratégia para o futuro profissional. Mofando e vendo as barbeiragens dos cascudos bem remunerados em campo.
Só que tem uma coisa engraçada. O mesmo treinador que busca preservar a jóia rara, é o mesmo que nos jogos mais encardidos e desesperados, chama aos 37 minutos do segundo tempo o piá inexperiente para resolver a parada.
Isso acontece em muitos jogos. Jogar na fogueira ao final do segundo tempo é uma prática bem comum entre os treinadores. Acho que eles pensam assim: é final de jogo, então o guri não vai se queimar, não tinha muito o que fazer mesmo.
E segue o baile...

Lateral

Uma coisa que está engasgada há tempos também é uma grande lorota.
O Grêmio trouxe o aguerrido argentino Kanemann. Dizia-se que ele poderia jogar na zaga e na lateral. De repente, após chegar, só serve para a zaga. Não teria futebol para tirar a titularidade do "bem sucedido" Marcelo Oliveira.
Só que ninguém fala que a posição de origem do MO é no meio campo como volante. Escalá-lo na lateral é uma "invencionice" do técnico Roger. Se Kanemann não serve para jogar ali, todos já temos absoluta certeza de que o atual titular serve menos ainda.
O futebol envolve mistérios que ninguém desvenda.
Isso também é irritante.



11 de setembro de 2016

Sem ataque empate é vitória

Grêmio 0 x 0 Palmeiras

Primeiro tempo: 0 x 0

Pedro Rocha e Kannemann as novidades para inicio de jogo.
Aos 2 minutos o zagueiro do Palmeiras resvalou e quase saiu o gol. O goleiro chegou na bola antes do WalaceO Grêmio começou bem, mas ultimamente a torcida anda ressabiada.
Miller deu uma sapatada de fora da área para o goleiro espalmar aos 12 minutos. Primeira conclusão a gol e muito perigosa.
Grohe salvou um contra-ataque perigosíssimo aos 14:20 minutos.
Miller cruzou e Douglas caiu na área aos 17 minutos. A torcida reclamou pênalti mas claro que a tv não mostrou o replay.
Pedro Rocha, que estava apagado entrou muito bem pela direita e mandou uma bomba que passou raspando a trave aos 24 minutos.
E Pedro Rocha perdeu um gol feito aos 27 minutos. Na cara do goleiro bateu baixa, mas a bola deu no no goleiro e saiu por cima. Um gol feito perdido.
Depois do gol perdido o tricolor deu uma parada.
O Palmeiras começou a controlar melhor o jogo, embora não criasse nenhuma jogada de perigo.
E o jogo foi escoando para o final do primeiro tempo sem nenhuma jogada digna de registro.


.....

Um primeiro tempo muito pegado com uma única chance de gol, do Pedro Rocha, que infelizmente desperdiçou. 
Certeza que se fosse do outro lado não seria perdida.
Grêmio foi melhor mas não o suficiente para fazer um escore de vitória.


Segundo tempo: 0 x 0

Os paulistas iniciaram pressionando e fazendo cera sempre que podiam irritando a torcida.



Aos 6 minutos Kannemann teve de parar o chorão adversário com falta e levou amarelo. Falta perigosa que foi batida longe do gol.
O jogo recomeçou com a mesma pegada do início do jogo com muitas faltas. Douglas reclamou e levou amarelo.


Pedro Rocha errou um passe de dois metros que deixaria Miller de frente para o gol aos 11 minutos.
Douglas deu um merengue para Luan que errou mais um gol feito. Mandou rasteira pelo lado da trave. Eram 12 minutos.
Aos 14:50 minutos foi a vez de Edílson dar uma bomba para o goleiro espalmar.
E o juiz não perdia chance de amarelar os jogadores do Imortal.
Aos 17:30 Edílson cobrou uma falta de longe, o goleiro deu um tapinha e a bola explodiu na quina do travessão e voltou quase no meio de campo.
O tricolor lutava muito mas não conseguia o golzinho salvador.
Ramiro entrou sob fortes vaias no lugar de Walace muito cansado.
Guilherme entrou no lugar de Pedro Rocha aos 35 minutos.
Um minuto depois os paulistas deram uma bomba no travessão na primeira jogada de ataque que tiveram no segundo tempo. Quase o gol.
Batista entrou no lugar de Miller.
Guilherme perdeu um gol feito cabeceando para fora da pequena área. Mais um grande passe de Douglas.
Aos 44 minutos quase mais um crime. Grohe salvou um chute à queima roupa.
Aos 45 minutos Guilherme se perdeu com bola em tudo quando poderia entrar na cara do goleiro.
E foi isto.

.....

Os paulistas mostraram porque são líderes do campeonato.
O Grêmio voltou a mostrar incapacidade de fazer gols. Consegue criar chances reais e incríveis. Neste jogo foram três, mas não consegue por para dentro.
Kannemann impôs mais respeito atrás mas aquele lá, vocês sabem quem, continuou.
Ficou do jogo uma questão: será que o Grêmio vai um dia voltar a fazer um gol?





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Como jogaram:

Marcelo Grohe: Nenhum trabalho no primeiro tempo. Salvou um gol feito no final. 
Nota: 7
Edilson:
 Só apareceu no primeiro tempo quando deu um pescoção no jogador paulista e levou amarelo. No segundo tempo foi para o ataque. Deu uma bomba no travessão. Nota: 7
Geromel:
 Passou trabalho com os rápidos atacantes adversários. Nota: 7
Kannemann:
 Em cada machadada uma minhoca.
 Mas impõe respeito. Nota: 7
Marcelo Oliveira: Inexplicavelmente continua de titular
. Nota: 1
Walace: Melhor do que nos jogos anteriores mas ainda perdendo algumas fáceis
. Nota: 6
Jailson: Também jogou mais mas sem brilhar
. Nota: 6
Pedro Rocha: Uma grande jogada e um gol feito perdido no primeiro tempo
. Pouco apareceu no segundo tempo. Nota: 6
Douglas: Deu um merengue para Luan que perdeu. Deu outro para Guilherme que também perdeu. Nota: 7
Luan:
 Muita movimentação e pouca efetividade. Errou um gol feito no segundo tempo. Nota: 5
Miller:
 Muita movimentação e pouca vitória pessoal sobre os zagueiros. Sumiu no segundo tempo
. Nota: 4


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Ramiro (Walace): Entrou sob forte vaia mas não se acovardou. Nota: 4
Guilherme (Pedro Rocha): Apareceu mesmo quando se atrapalhou com a bola e quando perdeu um gol feito cabeceando para fora. Nota: 3
Batista (Miller): Bons passes, mas teve pouco tempo. Nota: 5

Roger
: Mantém aquela coisa na lateral esquerda. Nota: 5
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Juiz: Emerson de Almeida Ferreira, Luiz Antonio Barbosa e Marconi Helbert Vieira (MG) - Amarelou todo o time do Grêmio mas deixou os paulistas fazerem cera à vontade. Daqueles que rouba sem precisar dar pênalti inexistente.

9 de setembro de 2016

Ah Moleque! Ruindade de conchavo com malas pretas

Ele estava sumido. Mas surpreendentemente hoje apareceu com um belo texto. O já não tão moleque assim Nicolas Pizzolatto.
Degustem.
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Senhores, me peguei nos últimos dias em uma grande provação com o futebol, mas não pense que esse desporto ímpar deixou de me encantar, não, equivoco seu. Quem deixou de me encantar foi o Grêmio. Como um amante que sou do mundo dos esportes tenho acompanhado e praticado quantas modalidades a crueldade do tempo me permite - e várias das que ele não permite também. Contudo a cada partida do futebol inglês, a cada disputa de judô, atletismo, taekwondo, cada jogo de capoeira, tenho sido levado para longe do campeonato brasileiro de clubes. Vê-se jogadores interesseiros, mas pouco interessados, instituições corruptas e falidas e uma mesmice e anarquia total que me levam a admiração daqueles heróis que ainda sentem tesão em assistir tal arremedo. Não consigo discernir se o que me cansa é a imundice que se tornou o campeonato administrado pela CBF ou a ruindade pela qual passamos de conchavo com as malas pretas que, apenas na cabeça dos mais ingênuos, não estão já a correr a beira de um certo lago.

No anseio de compreender o que se passa no Humaitá gastei horas apontando dedos para as bruxas, que na concepção minha e daqueles com quem discuto futebol, eram a causa dos problemas que instem em não deixar a Arena. Em determinado momento, contudo, lembrei das dúzias de refugos que por aqui pisaram sem erguer taça alguma, mas bastou saírem desfilar sua ruindade em outro lugar para que levantassem canecos dos mais importantes certames de seus estados, do país e até do continente e do mundo. Já tivemos todo tipo de jogador, todo tipo de técnico, times caros e baratos, bons e ruins, mas sempre falta alguma coisa, parece que os tais astros desistiram de se alinhar a nosso favor. Surpreendentemente ontem, cheguei à conclusão que talvez esteja bem na frente do nariz de todos – mas definitivamente não estava do meu - temos medo meus amigos, isso mesmo, medo! Medo de mudar, de vencer, de perder, de blefar e de apostar tudo ou até de apostar qualquer coisa, mesmo quando temos uma mão perfeita. Na época das cavernas o medo tinha a função clara de nos manter vivos e capazes de enfrentar e evitar os perigos que acercavam a vida nômade. Ironicamente esse mesmo medo hoje nos torna inertes e nos mata um pouco por dia.

Hoje temos um time titular com 5 selecionáveis, um técnico que compreende como ninguém os conceitos do futebol, uma diretoria que faz um trabalho genial administrativamente, mas esse conjunto não conta com a ousadia necessária para vencer. Certa vez um tal francês disse que: “Quem teme ser vencido tem a certeza da derrota” e é isso que nossa torcida vive em TODOS os campeonatos que o Grêmio entra. Certeza de nada, de que ganharemos nada. Roger Machado, nosso técnico, é um estudioso, um teórico convicto em suas teorias ao ponto de teimar com elas até as últimas consequências, mas é incapaz de correr riscos. 
No filme: O Homem que mudou o jogo, Billy Beane, um diretor executivo de um pequeno clube de beisebol, ao ser colocado contra a parede pela falta de recursos da equipe, resolve se apoiar em uma teoria embasada em estatísticas para fazer diferente do que vinha sendo feito e alterar para sempre a forma como era pensado o desporte. 
Talvez o Guardiroger queira ser o Billy Beane brasileiro, no entanto enquanto o diretor executivo apostou seu emprego, seu dinheiro e sua carreira nas suas convicções fazendo aquilo que queria e devia fazer, Roger, se deixa levar pela influência dos jogadores no vestiário e escala para manter a harmonia, não para ganhar. José Mourinho uma vez foi chamado por Guardiola de técnico de títulos, não de futebol. O português, agradeceu satirizando o comentário do espanhol e seguiu fazendo o que faz, ganhando. Talvez nosso erro tenha sido contratar o Guardiola dos pampas e não o José, aquele... com menos teoria e mais resultado.

Muitos tem dito por aí que Roger vem sendo tão teimoso que está chegando ao ponto da arrogância, mas não se enganem, eu admiro os “arrogantes” e por diversas vezes também o sou, mas como dizia o famoso personagem Dr. House – e como dizemos todos nós “arrogantes” espalhados por aí -: ”É preciso merecer a arrogância. O que você fez para ter a sua? ”. Talvez, professor Roger, seja hora de baixar a cabeça e apostar todas as fichas nas suas convicções com todos os riscos que isso implica ou então tu podes seguir fazendo o que está a fazer e morrer abraçado com as ideias que nunca tiveste coragem de colocar 100% a prova. 
Apenas para fim de ilustração, enquanto tu, Roger, se dobra para jogadores do “calibre” de Marcelos Oliveiras, Bobos e companhia, aquele tal de José, afasta Schweinsteigers do seu grupo por que ele não se enquadra naquilo que ele acredita. Se tu não jogares o jogo caro amigo, nunca terá a chance de ganhar. Aposte! Digam o que disserem. Afinal, verdade seja dita, nós gênios, sempre somos taxados de loucos de quando em sempre.

8 de setembro de 2016

Tentando entender a paulada



Talvez seja um pouco cedo para tentar refletir o que aconteceu ontem. Ou talvez seja tarde demais.
Eu, como a maioria de vocês, fiquei escutando as entrevistas e fui dormir tarde. Dormir? Deitar melhor dizer.
O sono só chegou pela 1:30 da manhã. E às 7 horas já tocava o despertador porque, ao contrário dos nossos bravos jogadores que hoje dormirão até o meio-dia, as 8 horas tenho de iniciar o expediente.

Talvez seja um pouco cedo para escrever, porque a indignação e o desencanto ainda estão fortes. Mas talvez seja a hora exata. Agora não há espaço para dourar pílulas.

Segunda-feira eu estava no Rio a trabalho. Mas mesmo assim fiz o post "Quem ama morre" antes de dormir. Estava agoniado com o que via e ouvia. Acho que estava antecipando o que viria.
Ontem sentei para ver o jogo sem esperança. Sabia que viria coisa muito ruim. Nem o início razoável e o pênalti mais uma vez roubado diminuíram o aperto que sentia. E quando começou o desfile dos horrores apenas desejei que o 4 x 0 ficasse em 4 x 0. Onde foi que nos meteram?

Recebi a sugestão de fazer o pós jogo apenas com uma tarja preta com a palavra vergonha. Mas preferi transcrever twitters. Alguns raivosos, outros apenas irônicos. Todos com desalento.
Ninguém estava mais preocupado com a irritante repetição das falhas na bola aérea, nos gols de desatenção, com o roubo do juiz. Nada disto tinha a menor importância. Tudo isto era apenas consequência de um problema muito maior. Problema que se reflete na falta de vontade de ganhar, na preocupação com infindáveis tatuagens, cortes de cabelos esquisitos, chuteiras vermelhas e desculpas esfarrapadas de todos os tipos. Ninguém se escapa de parcela de culpa.

E sentei para ouvir as entrevistas. E não me surpreendi.

Começou com Roger ficando brabinho com as cobranças. E relutando para dizer que assumia a culpa. Pior de tudo: nenhuma indignação na voz. Nenhuma amostra de raiva ou tristeza. Cansaço mostrou o Roger. Talvez mais em ter de responder perguntas do que pela situação.

Aí veio o Alberto Guerra. Ou seria o Rui Costa disfarçado? O Rui que me desculpa, mas ele era mais enérgico do que este moço que está lá. Nenhuma indignação na voz. Nenhuma amostra de raiva ou tristeza. Nenhuma sinalização de mudança pela frente. E nem precisa ser mudança de treinador. Mudança apenas. Que dissesse que iria olhar com cara feia para os nossos heroicos craques. Que dissesse que os multaria pelo vexame. Qualquer coisa. Que não distribuiria mais balinhas no lanche. Nada disse a não ser platitudes sem graça.

E depois o Edílson e o Grohe. Não ouvi o Edílson mas transcrevo aqui:
"O Roger às vezes faz até milagre com o grupo que tem. Se fosse outro treinador talvez a gente brigaria para não cair. Temos que valorizar o trabalho feito pelo técnico. Para mim ele é um dos melhores do Brasil.
Temos que entender que a gente tem limitações. Às vezes precisamos de soluções e os meninos não são as soluções que o Roger precisa. Os experientes têm que segurar a bronca para chegar bem na próxima partida, em casa, contra o Palmeiras. Quando vencemos todos ficamos felizes, quando perdemos todo mundo tem que ficar triste e se reerguer junto.
As coisas não deram certo no jogo. O Grêmio não é só os jogadores, tem outras coisas que rodeiam. Todos temos que assumir as responsabilidades nesse momento. Fizemos um primeiro tempo desastroso. No vestiário o Roger tentou ajustar para não tomar gol e organizar o ataque. Tentamos não perder a cabeça porque sabíamos que domingo teremos uma partida importante".
Depois Grohe disse que a opinião não era do Edílson mas do grupo todo.

Confesso que não sei o que pensar sobre isto. 
Ele estava defendendo os jogadores jovens do desastre ou os culpando pelo desastre? 
Quais são as outras coisas que rodeiam o Grêmio além dos jogadores que tem também de assumir responsabilidades? 
Quem ele está chamando de omisso? O técnico não é, porque este ele elogiou bastante. 
Os salários estão atrasados? Que se saiba não.
Há problemas de relacionamento com a direção?
O que há que o Edílson sugeriu que haja mas não falou?

Certo que não é apenas a teimosia do técnico em inventar esquemas todas as semanas. Dá para reverter? Se for feito o diagnóstico correto e tomadas as providências dá. Pode-se ainda tentar salvar uma vaga no G4. Difícil mas não impossível. Mas tem de haver uma intervenção direta do presidente Romildo Bolzan no vestiário. Falar olho no olho com estes guris mimados e felizes com a vida mansa que eles estão longe de serem craques e que estão sendo pagos para pelo menos se esforçarem durante os jogos. Dizer para o Roger e seus auxiliares que, caso não saibam ainda, eles não são maiores do que o tricolor. Levar lá para dentro um dirigente com o perfil do Adalberto Preis, que não leva livre ninguém. Estabelecer metas que deverão ser cumpridas, sob pena de multa. Mas algo tem de ser feito hoje. Sem perda de tempo. E sem poupar os que não podem ser poupados.
Treino em dois turnos? Que seja.
Concentração dois dias antes das partidas? Também.
Regime militar? Bem feito. E ai de quem reclame.
Ninguém tem o direito de se omitir.

O único consolo do desastre todo é que por sorte temos gordura para não sermos o segundo gaúcho rebaixado no mesmo ano.

7 de setembro de 2016

Vergonha acadelada

Coritiba 4 x 0 Grêmio

Primeiro tempo: 4 x 0


O Grêmio começou com três volantes mas começou atacando. 
Mas o primeiro lance de perigo foi para os paranaenses. Aos 5 minutos a defesa deixou cabecear um escanteio mas por sorte a bola foi por cima.
E aos 5:50 minutos Grohe fez boa defesa para escanteio após um contra-ataque.
Aos 7:28 minutos a primeira chance. Edílson cruzou para Henrique Almeida que bateu de primeira. Mas a bola, que ia para dentro do gol bateu na zaga e foi para escanteio.
Aí aconteceu. De novo. Bola cruzada pelo Marcelo Oliveira deu no braço de um zagueiro. Pênalti claríssimo. Mas... Para o Grêmio nunca é marcado. Eram 15 minutos.
Adivinhem se o comentarista daquela rede de tv enrolada na operação zelotes disse que foi pênalti?
Douglas quase fez um golaço aos 20 minutos. Roubou a bola e tentou encobrir o goleiro mas a bola acabou indo para fora.
O jogo era parelho com um pênalti sonegado. Aí uma falta na lateral da área do tricolor foi levantada para a área. E aí, de novo, gol dos paranaenses. Falha de toda a zaga e do goleiro. Era o vigésimo segundo minuto.
Aos 31 minutos o Grêmio conseguiu levar gol do Leandrim. Uma jogada ridícula nas costas da zaga e o chute cruzado. Marcelo Grohe nem viu por onde passou. Era perfeitamente defensável.
Depois da casa arrombada o Guardiola dos pampas resolveu mudar. Fez entrar Pedro Rocha no lugar do Ramiro. Nem ouso pensar que ele leu meu post de segunda-feira. Se tivesse lido não teria entrado com três volantes.
Pedro Rocha entrou para ver o terceiro gol do timeco paranaense de dentro do campo. Um fiasco. E eram apenas 35 minutos de jogo do primeiro tempo.

Aos 40 minutos 4 x 0.




.....


Segundo tempo: 0 x 0














.....




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Como jogaram:

Marcelo Grohe: Que fique na seleção jacaré desgraçado.
 Nota: 0
Edilson:
 Único indignado. Nota: 1
Geromel:
 Como todos que vão para a seleção voltou um merda. Nota: 0
Wallace Reis:
 Dormiu legal. Pena que durante o jogo
. Nota: 0
Marcelo Oliveira: Que vá com o Roger para a pqp
. Nota: 0
Walace: Ficou no Rio
. Enfeitado de merda. Nota: 0
Ramiro: Terceiro volante do Guardiola. Foi torrado e levou a culpa
. Sem Nota
Jailson: A cada dia joga menos
. Nota: 0 
Douglas: Troteou legal. Nota: 0
Luan:
 Ficou no Rio. Nota: 0
Henrique Almeida:
 Não jogou nada mas pelo menos queria fazer alguma coisa. Foi o outro escolhido para culpado
. Nota: 1

.....


Pedro Rocha (Ramiro): Entrou na fria. Sem Nota: 
Kaneman (Henrique Almeida): Também entrou na fria mas até fez gol e mostrou raça. Sem Nota: 

Roger
: Eu falei que quem ama morre. Não me leu? Não acreditou? Não te queixa agora
. Nota: vergonha
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Juiz: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ), Dibert Pedrosa Moises (RJ) e Luiz Claudio Regazone (RJ) - Não deu dois pênaltis escandalosos e um gol legitimo para o Grêmio mas foi salvo pela vergonha de um bando de arigós que não tem noção do tamanho da camisa e da torcida que deveriam representar.

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Informação importante

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Somente serão liberados mediante a informação de um e-mail real.

5 de setembro de 2016

Quem ama morre

Li a entrevista do Roger no sábado para o grupo aquele que corneteia o tricolor. Algumas coisas interessantes mostram a inteligência do treinador.
Mas outras deixam o que pensar.
Sobre três volantes foi escrito o seguinte:
Ali nasceu a ideia dos três volantes — ele nega que a intenção tenha sido preencher os corredores laterais. Apoiado em estatísticas de seu grupo de apoio, conclui que a chance de vitória aumenta à medida em que crescem as bolas roubadas no campo adversário por jogadores de marcação e que "saibam" jogar. Os tais médios-apoiadores.
E o que se viu domingo? O time entrou com três volantes, que admito, sabem jogar, Walace, Maicon e Jailson. E fracassou. Por que fracassou? Várias podem ser as causas:
  1. Inapetência histórica para jogar fora de casa.
  2. Descaso com o adversário.
  3. Pouca vontade de ganhar.
  4. Arrogância.
  5. Etc.
Mas aí aconteceu. Roger voltou com o mesmo time para o segundo tempo. Poderia ter tirado o caricato Marcelo Oliveira (deveria é melhor dizer). Poderia ter tirado um volante e abrir o time para buscar o empate pelo menos. Afinal, perdido de dois perdido de mil. Poderia ter feito muitas coisas. Mas o que fez Roger? Nada. NADA!
Roger mandou o mesmo time a campo e com a mesma postura.
E foi tudo?
Não. Foi muito pior.
Lá pelos 30 minutos Roger resolveu mudar. E o que fez o nosso treinador? Deu toda a chance do mundo para o azar e para os que o odeiam. Entre os quais não me incluo, diga-se de passagem. Roger tirou um volante e colocou o Ramiro. E o que é o Ramiro? Volante.
Roger perdendo, Roger perdendo, Roger perdendo tirou um volante o colocou outro volante. Com que intenção? Com que ideia? 
Só vislumbro uma: Roger se apaixona por teses. Ele leu, seja no livro do Guardiola, seja no livro do Beckenbauer, seja no livro do Fernando Bla-bla-lho que "três volantes preenchem os corredores laterais e que a chance de vitória aumenta à medida em que crescem as bolas roubadas no campo adversário por jogadores de marcação e que "saibam" jogar. Os tais médios-apoiadores."
E Roger parece ser não só fascinado mas também obcecado pelas novas ideias. Não consegue pensar que se três volantes levam a um 0 x 2, talvez tirando um deles possa haver reversão. Prefere continuar caninamente fiel ao que leu e ao que pensa que entendeu.
E deu no que deu. 
Há uma frase chavão que diz que quem ama não mata. Verdade. Mas Roger está mostrando que, se quem ama não mata, quem ama apaixonadamente morre vítima de suas paixões.

Avalanche Tricolor: estas mal traçadas linhas

Por Milton Jung


Botafogo 2×1 Grêmio
Brasileiro – Arena Botafogo


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Luan bem que tentou nesta jogada, em foto do site Gremio.Net

Imagino que você, caro e raro leitor desta Avalanche, já tenha se deparando com o desafio de ter de começar a escrever um texto e a falta de criatividade impedir-lhe de avançar além do primeiro parágrafo. Escreve, descreve e reescreve. Vai e volta. Arrisca seguir por um lado. Não dá certo. Tenta o outro. Também não rola. Apaga tudo e recomeça.

Algum tempo depois, diante da página vazia ou cheia de frases mal começadas, você percebe que pouco tinha a dizer. E o que tinha, não sabia como fazer. Pensa em desistir, mas o texto já está encomendado. Não tem jeito. Chuta pra frente e torce para que uma frase colada na outra faça algum sentido. Na maioria das vezes, o máximo que se consegue são mal-traçadas linhas.

Assim foi o futebol do Grêmio na tarde deste domingo.

Esqueceu da inspiração em algum lugar qualquer no caminho entre Porto Alegre e Rio de Janeiro. O comentarista que ouvi na televisão chegou a supor que o problema se devia aos desfalques na equipe. Estranhei, porque exceção a Miller, que sequer é unanimidade entre os torcedores, os demais ausentes estão longe de serem artífices da criatividade, apesar de importantíssimos para a segurança do time. E nesse caso, claro, refiro-me a Marcelo Grohe e Geromel.

O time simplesmente não conseguiu jogar. Parecia desconfortável naquele estádio com cara de interior, apelidado de Arena e gramado precário. Apresentou-se desajeitado, com jogadores fora de posição e se deslocando de maneira acanhada, o que prejudicou a qualidade do passe.

Se na frente a coisa não andava, atrás desandava.

A impressão é que o sistema defensivo jamais havia jogado junto. Sempre aparecia um atacante livre para receber e colocar perigo no nosso gol. Era tanta liberdade que até o árbitro e seu auxiliar se atrapalharam logo no início da partida quando não sabiam se davam impedimento ou validavam o gol adversário. Acertaram ao anular o lance, não sem antes fazerem uma baita confusão e influenciarem os ânimos dos jogadores dos dois times.

Diante dos fatos, deixamos de somar mais três pontos, no Campeonato Brasileiro. Dos nove últimos disputados, conseguimos apenas um. Nos afastamos ainda mais do líder. E seguimos fora da zona de classificação. O jogo que deveria ter acontecido no início de agosto, nos pegou no pior momento desta temporada nacional.

E agora?

Apaga tudo e começa de novo, até porque apesar da falta de criatividade deste domingo, ainda confio muito no talento de Roger e sua turma. E o Grêmio sempre encontra inspiração para reescrever sua história.


4 de setembro de 2016

Daniel Matador - Estádio de segunda, atuação de quinta

Botafogo 2 x 1 Grêmio

Caros

O Grêmio foi até o Rio de Janeiro para enfrentar o Botafogo no acanhado Estádio Luso-Brasileiro, chamado por alguns de "Arena Botafogo", para cumprir o jogo atrasado da 19ª rodada do Temerzão. Pois o único jogo do domingo não foi transmitido em TV aberta, que preferiu passar DOIS FILMES do Adam Sandler EM SEQUÊNCIA!!! O estádio é mais acanhado que muitos do interior gaúcho e o gramado é meia-boca.

Márcio Neves, o fotogênico repórter da Grêmio Rádio Umbro, no Estádio Luso-Brasileiro para a jornada.

Com a justa ida de Geromel para a Seleção Brasileira, Kannemann e Wallace Reis formaram novamente a dupla de zaga. Com Grohe também lá, Bruno Grassi ganha chance no gol. E a ida de Bolaños para a seleção equatoriana abriu vaga para Henrique Almeida. Uma vitória daria novo fôlego e significaria a retomada com força da briga pelo título.

1º Tempo - Botafogo 2 x 0 Grêmio

Logo aos 2 minutos, Bruno Silva meteu um sapataço de fora da área, mas a bola fez a curva e saiu pelo lado direito da goleira defendida por Grassi. Um minuto depois, o Botafogo fez o gol que, depois de uma grande confusão entre árbitro e bandeirinha por conta de um impedimento assinalado, foi corretamente anulado. O jogo estava horroroso, sem nada que valesse sequer o registro, tanto  por parte do Grêmio quanto do Botafogo. Quase aos 20 minutos que surgiu um primeiro lance mais incisivo, com a característica troca de passes que resultou num chute fraco de Maicon.

Até que, no minuto seguinte, o bom jogador Camilo meteu uma bicicleta e marcou um golaço. Logo depois, Kannemann fechou bem uma chegada perigosa de Sassá pela direita. Aos 29, novamente pelo lado direito, Sassá ampliou. O time trotava em campo e não jogava nada. Era um filme de terror. Aos 41, uma das raras chances, quando a bola sobrou para Wallace Reis, que chutou meio enviesado pra fora. O árbitro ainda deu 3 minutos de acréscimo por conta da lambança ao anular o gol irregular logo no início do jogo, o que só prolongou a agonia. Foi certamente o pior primeiro tempo do Grêmio em todo o ano.




1º Tempo - Botafogo 0 x 1 Grêmio

No primeiro minuto Kannemann salvou mais um lance em  disputa individual com Sassá. A pobreza da partida, contudo, permanecia. Aos 14, saíram Walace e Henrique Almeida para as entradas de Ramiro e Batista. Só que as mudanças não alteraram em nada o panorama. Tanto que, aos 25, Luan fazia grande jogada e, dentro da área, optou por dar mais um toque ao invés de chutar. Aos 33, Kannemann fez grande jogada lá da defesa, recebeu na área e marcou, mas o árbitro anulou anotando impedimento. Impressionantemente, o time conseguiu descontar aos 35 em um típico lance de centroavante do garoto Batista. Para prolongar a agonia, o árbitro deu 5 minutos de acréscimo.




Como jogaram:

Grassi: saídas de bola meio assustadas. O chute de Camilo foi forte, mas em cima, o que tornaria o  lance defensável. Uma meia falha do arqueiro. Nota 4
Edílson: independentemente da plasticidade do lance, não poderia ter permitido a bicicleta de Camilo. Piorou no segundo tempo. Nota 3
Kannemann: foi bem em grande parte dos embates individuais. Bom zagueiro e um dos poucos que se salvou da atuação fiasquenta. Nota 6
Wallace Reis: não foi o único, mas falhou no lance do segundo gol. Sucumbiu junto com o time, apesar de não ter sido sofrível. Nota 5
Marcelo Oliveira: o cruzamento que proporcionou o gol de Camilo partiu facilmente por seu lado. O segundo gol também surgiu de um lance do lado que deveria guarnecer. Sem dúvidas, o pior em campo. Nota 1 (com boa vontade)
Walace: outro que não repetiu as atuações que o levaram à seleção. Errou até mesmo passes simples. Uma de suas piores atuações com a camisa tricolor. Nota 3
Jaílson: uma jornada muito aquém das que havia protagonizado até então. Nota 4
Maicon: uma partida protocolar, o que é pouco para um capitão. Saiu para a entrada de Kaio. Nota 4
Douglas: até tentou, mas abusou de jogadas desnecessárias em um momento delicado. Nota 5
Luan: um dos que mais avançou, mas pecou pelo preciosismo e individualidade em alguns lances. Nota 6
Henrique Almeida: ficou isolado na frente durante todo o primeiro tempo. Inoperante, foi substituído aos 14 do segundo tempo por Batista. Nota 2

Ramiro: entrou no lugar de Walace e comprovou a máxima de que, de onde menos se espera, daí é que realmente não sai nada. Nota 4
Batista: entrou no lugar de Henrique Almeida. Foi voluntarioso e fez aquilo que o atacante tem de fazer: gol. Nota 7
Kaio: entrou no lugar de Maicon e só cumpriu função, apesar de não comprometer. Nota 5

Roger: é impressionante o fato de não conseguir impor um estilo de jogo fora de casa, seja contra adversários fortes ou fracos. Hoje foi igual. A derrota passou por ele. Nota 3

Arbitragem: Wagner Reway (MT) foi o apitador, auxiliado por Eduardo Goncalves da Cruz (MS) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT). Logo no início a "equipe" já deu mostras de despreparo ao protagonizar uma lambança generalizada.

Foi um jogo medonho de ambas as partes. O Botafogo é um time ruim e o Grêmio conseguiu a proeza de ser pior. Não há o que comentar.

Saudações Imortais

2 de setembro de 2016

Luan "vendido" de novo

A janela de transferência de jogadores fechou, mas a ivi segue invencível. Eles não têm a menor preocupação com a credibilidade da notícia.
Depois de terem vendido Luan 467 vezes, e todas elas falsas, voltam à carga. A ivi tem mostrado uma pressa para vender o atleta muito maior do que a vontade do Grêmio. Apesar de serem desmentidos  todas as 467 vezes, eles não desistem.

Mesmo com o prazo para transferências expirado, Luan continua sendo "vendido" dia sim, outro também. Tenho muita curiosidade para saber quem seriam essas "fontes confiáveis" que abastecem esses profissionais. Mesmo dando seguidas "barrigadas" (notícia que não é verdadeira), seguem praticando-as. Preocupação com a credibilidade da notícia é igual a zero.
Vivemos um tempo em que ética e competência foram descartadas.
Salve-se quem puder. Não importa o preço a pagar.

Hoje foi a vez do jornalista Diogo Olivier (ZH) desinformar em sua coluna:


Já  vice-presidente e membro do Conselho de Administração do Grêmio, Odorico Roman, esclarece em mensagem no twitter: