Renato chegou levando susto. Mas mostrando que tem estrela. Quando parecia que os nervos estavam jogando tudo a perder, Guilherme, um menino, fez o gol enquanto o atleticano veterano e líder do Bom Senso F.C. resolveu testar o travessão.
Foi uma das decisões de pênaltis mais sofridas que o Grêmio já me proporcionou. Parecia que não queriam abraçar a chance que estavam tendo. Com exceção do Marcelo Grohe, claro, que de vilão no jogo passou a ser herói. A defesa do pênalti cobrado pelo goleiro atleticano foi espetacular.
Certo que o ano acabaria ali se houvesse a derrota. Mas não acabou. Longe disto. E ao contrário, o ano abriu-se novamente.
Sim, arigó, foi uma má partida durante os 90 minutos e, também, durante a cobrança dos pênaltis. Mas não esperava nada diferente. O time vinha despedaçado.
Agora se sabe que as divergências internas, somadas a uma, digamos, autossuficiência exagerada do Roger levaram ao lugar que se chegou. E não seria a simples mudança de chefia que mudaria as coisas radicalmente de uma hora para a outra.
E foi o que se viu em campo. Os caras correndo e nervosos. Nervosos e correndo. Não faltou vontade. Faltou futebol e calma. As poucas chances foram desperdiçadas bisonhamente.
Mas passamos. E passando, como escrevi acima, o ano reabriu. Renato vai ter um pouco, não muito mais, tempo para trabalhar e tem o respaldo forte da diretoria. Adalberto Preis, me parece, preenche uma lacuna importante. Fazia falta uma personalidade forte e com capacidade de valorização do grupo e de cobrança ao mesmo tempo. Está sendo ajudado pelo Arigatô. Perfil mais discreto, de poucas palavras mas também capaz de diagnosticar corretamente os problemas.
Tudo certo? Até diria que sim não fosse a pedreira que a má sorte nos sorteios, mais uma vez nos brindou. Coube pegar o Palmeiras nas quartas de final.
Mas sabem o que? Pode-se fazer deste limão uma limonada.
Será muito importante uma vitória domingo sobre a Chapecoense para restabelecer a tranquilidade e um pouco da confiança. Esta vitória pode lotar a Arena na quarta-feira. E se o Palmeiras é o melhor time do campeonato, os dois confrontos com eles foram muito equilibrados, sendo que o último aconteceu quando o tricolor já estava na descendente. E empatamos tendo as melhores chances de ganhar. Faz duas semanas, lembram?
O que impede que no embalo da torcida façamos uma vitória? Eu não duvido.
Mas se o sorteio nos reservou a maior pedra para escalar, não diria que ele foi de todo mau.
Explico: é muito provável que passem o Atlético MG, o Santos, o Corínthians e (tanto faz se Grêmio ou Palmeiras). Se der na semifinal estes quatro times, haverá uma consequência imediata: O G4 quase com 100 % de probabilidade vira G5. E, sendo assim, ou o tricolor será campeão da Copa do Brasil ou terá grande chance de chegar no G5.
Então, nada de desespero e bola para a frente.
Ah, sim. Se o Grêmio passar o Palmeiras, o que é muito difícil, embala e será favorito ao título. É o que eu penso.
_____
Eleição para o CD
O blog, como perceberam, passou ao largo das eleições para o CD. Eu sei em quem vou votar. Mas não perguntei para os outros blogueiros sobre os votos. Há gente boa em todas as chapas, com certeza. Assim como há outras não tão boas assim.
Aparentemente teremos um crescimento do Grêmio do Prata, que sempre foi risco percentual nas outras eleições. E teremos uma redução do MGI. Tem a chapa que conta com uma colorada na nominata e tem a Juntos Somos Grêmio, que reúne 7 movimentos ligados à situação. Eu votarei nesta.
E você? Vá votar, independente da chapa. Muitos votos mostrarão que o clube está vivo e com saúde.
23 de setembro de 2016
22 de setembro de 2016
Avalanche Tricolor: Grohe, você merece nosso aplauso!
Por Milton Jung
Grêmio (4)0x1(3) AtléticoPRCopa do Brasil - Arena Grêmio
Time agradece a Grohe pela classificação em foto de LUCASUEBEL/GREMIOFBPA
Havia um novo técnico ao lado do campo. E pouca coisa diferente lá dentro. Começamos marcando a saída de bola, tocando rápido, deslocando-se com velocidade para abrir a defesa e buscando o gol.
Mas esta história já conhecemos bem: a medida que o tempo passa, as chances não aparecem e as poucas que surgirem são incrivelmente desperdiçadas. O baixo astral volta a equipe e repercute nas arquibancadas. A impaciência da torcida se reflete no time. E os erros se sucedem.
Basta um, bastam dois ataques do adversário para bater o desespero. Que o gol deles vai sair parece que já está escrito no roteiro. Ficamos apenas a espera de saber quem será o protagonista da história: o vilão.
E quis, hoje, o destino que fosse Marcelo Grohe, ao deixar a bola escapar de seus braços ainda no primeiro tempo.
Grohe não merece ser vaiado como o foi. Nem mesmo tendo errado. Já fez sua própria história no Grêmio. Já nos salvou de poucas e boas ao longo da carreira. E, diante dos nossos defeitos, tem se transformado no último reduto de um time que começa a falhar lá na frente quando perde gols e se permite ser atacado.
O futebol, porém, é incrível.
Sejam seus deuses - e há quem acredite nesta divindade mundana rodando os gramados - seja o acaso, o roteiro traçado para conquistarmos a classificação à próxima fase da Copa do Brasil devolveu a Grohe o direito de ser protagonista mais uma vez: o herói.
Em poucas oportunidades, torci tanto mais para um goleiro do que para o próprio time como nessa interminável série de penaltis.
Grohe merecia a chance de se redimir. E o fez não apenas uma, mas cinco vezes: com as mãos quando pode; com os pés, quando já parecia não poder mais; e mais duas vezes impondo respeito diante daqueles que estavam ali para cumprir o papel de algoz.
Porém, assim como o futebol é incrível também pode ser ingrato. E, portanto, para Grohe retomar o curso da história, não bastaria apenas cumprir seu papel. Dependeria de seus colegas que insistiam em lhe impor um peso cada vez maior a cada cobrança desperdiçada.
Grohe defendia. Eles erravam. Grohe defendia de novo. Eles voltavam a errar. E a cada erro deles, Grohe passava por mais uma provação. E ele provou ser forte o suficiente para encarar todos os desafios. E ele provou ser muito maior do que a vaia que ouviu, do que a pressão que sofreu, do que o destino que tentavam lhe traçar.
Grohe, obrigado! Você sempre merece nosso aplauso!
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seu Algoz
às
12:30
Avalanche Tricolor: Grohe, você merece nosso aplauso!
2016-09-22T12:30:00-03:00
seu Algoz
Avalanche Tricolor|Milton Jung|
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Milton Jung
21 de setembro de 2016
Com sangue e lágrimas
Grêmio 0 x 1 Atlético PR
A expectativa para o jogo de hoje contra o Atlético PR é enorme . A Copa do Brasil foi o que sobrou para tentarmos um título em 2016. É o último suspiro da temporada. O tiro tem que ser na testa.
Na casamata, Renato substitui Roger . Mesmo com pouco tempo para implantar seu estilo, algo deverá mudar. Precisa mudar, se quisermos seguir adiante. A continuar com o mesmo futebol pobre dos últimos confrontos, será difícil passar.
Vencemos em Curitiba por 1 x 0, então um empate basta nessa partida da volta.
Muita curiosidade para ver como se comportará a dupla Renato/Espinosa, uma inovação inteligente no vestiário do Grêmio
Primeiro Tempo: 0 x 1
O jogo começou com o Grêmio mostrando melhora no estado anímico. Aos quatro minutos Henrique Almeida recebe um grande passe de Maicon e cara a cara com o goleiro consegue inacreditavelmente chutar para fora. Até minha bisavó faria esse. Nos primeiros minutos, as iniciativas são todas do Imortal Tricolor. O time mostra uma postura diferente dos últimos jogos, mais combativo e insistindo em atacar. A equipe continua pecando nas finalizações. Aos 28 minutos o jogo é igualado, com os paranaenses reagindo ao início dominado pelo Grêmio. Aos 29 minutos e meio, Marcelo Grohe frangueia na primeira bola chutada pelo adversário e a larga nos pés de André Lima que só tem o trabalho de dar o toque para o fundo do gol. A história do "quem não faz leva" se repete. O time sente o gol e começa a errar passes em profusão. Ao final do primeiro tempo uma pequena pressão mas sem resultado positivo. Os jogadores caminham para o vestiário abaixo de vaias.
Segundo Tempo: 0 x 0
Equipe retorna do intervalo com a mesma formação e rapidamente se lança ao ataque. Goleiro do Atlético faz cera antes dos 50 segundos de jogo e, acreditem, Grêmio faz fair play para a cera. Após escanteio mal aproveitado, Edilson recupera a bola e passa para Luan que chuta muito alto. Atlético se fecha e recua todo o time dificultando, assim, os movimentos do ataque gremista. Várias tentativas são feitas, porém todas insuficientes para assustar o goleiro Weverton. Aos 17 minutos, Guilherme substitui Henrique Almeida que arruma briga com a torcida ao fazer gesto obceno ao ser vaiado. O Grêmio tem o controle absoluto do jogo mas não consegue traduzir em gol. O jogo segue tenso e Renato substitui Pedro Rocha por Batista. Aos 30, o ataque faz boa jogada e Maicon tenta colocar mas o goleiro consegue defender. Logo após, Batista quase marca em grande defesa des Weverton. Os paranaenses apenas se defendem. Aos 36 minutos, Luan perde o gol redentor. O Grêmio pressiona muito nos últimos dez minutos, mas as finalizações são ruins e insuficientes.
Acaba o jogo e o time mostra a mesma deficiência de sempre: não sabe fazer gols.
....................
Decisão nos pênaltis: depois de muito sofrimento, Grêmio classificado para a próxima fase da Copa do Brasil.
Como jogaram:
Marcelo Grohe: um frango ridículo. Defendeu 3 pênaltis. Classificou o Grêmio. Foi do inferno ao céu em 110 minutos. Nota: 10
Edilson: bem no apoio. Nota: 6
Geromel: voltou a jogar como Geromel. Nota: 7
Kannemann: seguro. Nota: 6
Marcelo Oliveira: ferida ontem, hoje e para todo o sempre. Nota: 2
Maicon: foi bem. Nota: 6
Walace: não está sendo o craque que pensa ser. Nota: 3
Douglas: não foi brilhante, mas não foi ruim. Displicente no pênalti. Nota: 5
Pedro Rocha: muito fraquinho, fora do jogo. Nota: 4
Luan: bastante participativo. Perdeu o pênalti. Nota: 5
Henrique Almeida: perdeu um gol imperdível. Desrespeitou a torcida. Nota: 0
A expectativa para o jogo de hoje contra o Atlético PR é enorme . A Copa do Brasil foi o que sobrou para tentarmos um título em 2016. É o último suspiro da temporada. O tiro tem que ser na testa.
Na casamata, Renato substitui Roger . Mesmo com pouco tempo para implantar seu estilo, algo deverá mudar. Precisa mudar, se quisermos seguir adiante. A continuar com o mesmo futebol pobre dos últimos confrontos, será difícil passar.
Vencemos em Curitiba por 1 x 0, então um empate basta nessa partida da volta.
Muita curiosidade para ver como se comportará a dupla Renato/Espinosa, uma inovação inteligente no vestiário do Grêmio
Primeiro Tempo: 0 x 1
O jogo começou com o Grêmio mostrando melhora no estado anímico. Aos quatro minutos Henrique Almeida recebe um grande passe de Maicon e cara a cara com o goleiro consegue inacreditavelmente chutar para fora. Até minha bisavó faria esse. Nos primeiros minutos, as iniciativas são todas do Imortal Tricolor. O time mostra uma postura diferente dos últimos jogos, mais combativo e insistindo em atacar. A equipe continua pecando nas finalizações. Aos 28 minutos o jogo é igualado, com os paranaenses reagindo ao início dominado pelo Grêmio. Aos 29 minutos e meio, Marcelo Grohe frangueia na primeira bola chutada pelo adversário e a larga nos pés de André Lima que só tem o trabalho de dar o toque para o fundo do gol. A história do "quem não faz leva" se repete. O time sente o gol e começa a errar passes em profusão. Ao final do primeiro tempo uma pequena pressão mas sem resultado positivo. Os jogadores caminham para o vestiário abaixo de vaias.
Segundo Tempo: 0 x 0
Equipe retorna do intervalo com a mesma formação e rapidamente se lança ao ataque. Goleiro do Atlético faz cera antes dos 50 segundos de jogo e, acreditem, Grêmio faz fair play para a cera. Após escanteio mal aproveitado, Edilson recupera a bola e passa para Luan que chuta muito alto. Atlético se fecha e recua todo o time dificultando, assim, os movimentos do ataque gremista. Várias tentativas são feitas, porém todas insuficientes para assustar o goleiro Weverton. Aos 17 minutos, Guilherme substitui Henrique Almeida que arruma briga com a torcida ao fazer gesto obceno ao ser vaiado. O Grêmio tem o controle absoluto do jogo mas não consegue traduzir em gol. O jogo segue tenso e Renato substitui Pedro Rocha por Batista. Aos 30, o ataque faz boa jogada e Maicon tenta colocar mas o goleiro consegue defender. Logo após, Batista quase marca em grande defesa des Weverton. Os paranaenses apenas se defendem. Aos 36 minutos, Luan perde o gol redentor. O Grêmio pressiona muito nos últimos dez minutos, mas as finalizações são ruins e insuficientes.
Acaba o jogo e o time mostra a mesma deficiência de sempre: não sabe fazer gols.
....................
Decisão nos pênaltis: depois de muito sofrimento, Grêmio classificado para a próxima fase da Copa do Brasil.
Como jogaram:
Marcelo Grohe: um frango ridículo. Defendeu 3 pênaltis. Classificou o Grêmio. Foi do inferno ao céu em 110 minutos. Nota: 10
Edilson: bem no apoio. Nota: 6
Geromel: voltou a jogar como Geromel. Nota: 7
Kannemann: seguro. Nota: 6
Marcelo Oliveira: ferida ontem, hoje e para todo o sempre. Nota: 2
Maicon: foi bem. Nota: 6
Walace: não está sendo o craque que pensa ser. Nota: 3
Douglas: não foi brilhante, mas não foi ruim. Displicente no pênalti. Nota: 5
Pedro Rocha: muito fraquinho, fora do jogo. Nota: 4
Luan: bastante participativo. Perdeu o pênalti. Nota: 5
Henrique Almeida: perdeu um gol imperdível. Desrespeitou a torcida. Nota: 0
Renato: senti dó. Fez o que estava ao seu alcance. Tem estrela. Nota: 8
Arbitragem: Vinicius Furlan, auxiliado por Danilo Manis e Gustavo Rodrigues de Oliveira. Um jogo sem contratempos. Nota: 7
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Pitica
às
21:46
Com sangue e lágrimas
2016-09-21T21:46:00-03:00
Pitica
Copa do Brasil|Pitica|
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Pitica
20 de setembro de 2016
Daniel Matador - Acredite na magia
“- E ninguém lhe dá ouvidos,
senhor? - perguntei a Merlin.
- Alguns sim - respondeu,
ressentido. - Poucos, um ou dois. Artur, não. Acha que sou um velho idiota à
beira da senilidade. E você, Derfel? Também acha que sou um velho tolo?
- Não, senhor.
- E acreditas na magia, Derfel?
- Sim, senhor - disse eu.
Tinha visto a magia funcionar, mas também a vira falhar. Era algo difícil, a
magia, mas eu acreditava nela.”
Diálogo de Merlin com Derfel
na imortal obra “O Rei do Inverno”, segundo volume da trilogia Crônicas de Artur.
Caros
Em 2013 aproveitei um raro momento de folga e fui até a
Arena para ver a volta da magia. No caso, acompanhei a apresentação de Renato
Portaluppi para a torcida do Grêmio em seu primeiro treinamento aberto. Inclusive
documentei aqui no blog, neste post aqui ==> http://blogremio.blogspot.com.br/2013/07/daniel-matador-volta-da-magia.html
A magia, assim como os milagres, é uma coisa meio estranha. Muitos
não acreditam nela, dizem que não existe. Outros, meio reticentes, até creem em
sua existência, mas duvidam de sua eficácia. Eu já sou de outra turma. Acredito
na magia. Ela existe, duvidem ou não. Sabe aquele gol do Aílton na final do
Campeonato Brasileiro em 96, faltando cinco minutos pra terminar o jogo? Magia.
Aquele gol do Carlos Miguel no Maracanã lotado em 97, quando a torcida do
Flamengo já comemorava o título da Copa do Brasil? Também foi magia. E o gol de
Renato em Tóquio, na prorrogação, pegando o goleiro do Hamburgo no contrapé e
coroando o Grêmio como Campeão do Mundo? Óbvio que era magia. Impossível discordar.
Grande parte da torcida não queria a saída de Roger. Mesmo
esses, contudo, admitem que o ex-técnico, provavelmente o mais promissor da
atualidade no futebol brasileiro, vinha pecando em alguns pontos cruciais. Por
mais que todo treinador tenha seus bruxismos, a manutenção de determinados
jogadores que não vinham rendendo contribuiu para minar seu trabalho. Diferentemente de seu
mentor Tite, que sempre soube aliar a qualidade técnica à gestão de pessoas,
Roger não domina este segundo quesito. E a incapacidade de ler uma partida em
tempo real é, talvez, um de seus principais pontos negativos. A metodologia de
toque de bola, não obstante os bons resultados que trouxe em muitas situações,
nunca era alterada, estivesse o time ganhando, perdendo ou empatando. E isso é ruim, tanto
que não me recordo de algum jogo que o time tenha virado o placar após sair em
desvantagem (até pode ter ocorrido, apenas não me vem automaticamente à mente,
o que corrobora o citado). Saber mudar o rumo quando a situação assim o exige é importante, para não dizer essencial. Roger é jovem, iniciante em sua carreira. Tem tempo
para corrigir estes aspectos. Mas ele optou por corrigi-los fora do Grêmio.
E, quando o pragmatismo racional deixa de brilhar e dar
resultado, aí apela-se para o imponderável. Como dizem na aldeia, entra o
pensamento mágico. Recorre-se à mística. Apela-se para a magia. Não é correto?
Provavelmente. A manutenção de um projeto, via de regra, costuma dar bons
resultados. Mas é algo relativo. Chega uma hora em que, mesmo que possa haver
um futuro promissor, o presente obriga a uma guinada de rumo. E aí, valendo-me
de uma citação lá do Twitter, temos um ponto interessante a ressaltar. O
pensamento mágico pode ser bom ou ruim. Vai depender do cacife do mágico.
Uns apelam para David Copperfield, outros apelam para o Tio Tony. O resultado? Bom, temos uma amostra em certos times que estão na zona de rebaixamento.
![]() |
| Não dá pra exigir muito da magia quando o mágico é o Tio Tony. |
Ao contrário do que muitos erroneamente apregoam, Renato não
é um mero motivador ou um singelo distribuidor de coletes. Já acompanhei alguns
treinos dele e atesto que muitos fundamentos técnicos e táticos são
interessantes. A parte física entra também, mas aí é trabalho da comissão
permanente. E a parte anímica, esta Portaluppi trabalha como poucos. E talvez
seja justamente o que mais precisamos neste momento. Se souber utilizar parte
do legado de Roger, Renato tem condições de fazer um bom trabalho, a exemplo do
que fez nos outros dois Brasileiros em que comandou o time. Em 2010 pegou a
equipe às portas do rebaixamento e classificou-o à Libertadores. Em 2013, com
um elenco não superior ao atual, foi vice-campeão.
Portanto, há razões para acreditar. Nesta quarta-feira, às
19h30min, ele estreará na casamata contra o Atlético-PR pela Copa do Brasil
precisando de um empate para classificar o time para as quartas-de-final do torneio. E aí faltarão apenas 6 jogos para o título. Sim,
apenas 6 jogos. Difícil? Lógico, como tem sido a vida do tricolor nestes últimos
anos. Impossível? Claro que não. Em sua coletiva de apresentação, ao lado de Valdir Espinosa, Portaluppi falou uma frase emblemática: "Não tenho varinha mágica". Ok, Renato. A gente sabe que nem todo mágico precisa disso para fazer seus truques. E talvez o que precisemos, nesta hora, seja justamente um
toque de magia. Aquela que vem faltando há um certo tempo. Acredite na magia. Ela
existe. Eu já a vi falhar, mas também já a vi funcionar. E ela está de volta.
Saudações Imortais
Postado por
Unknown
às
15:34
Daniel Matador - Acredite na magia
2016-09-20T15:34:00-03:00
Unknown
Campeonato Brasileiro 2016|Daniel Matador|Pré-jogo|
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Campeonato Brasileiro 2016,
Daniel Matador,
Pré-jogo
19 de setembro de 2016
"Vou cobrar", diz Renato
Assim como vocês, também não estou sabendo diagnosticar com
clareza a (s) causa (s) da rápida e inesperada queda do Grêmio na tabela do
Campeonato Brasileiro. Já passei por todas as fases. Da irritação ao desânimo. Fico me perguntando: como pode o rendimento de quem teve um muito bom
aproveitamento no Primeiro Turno despencar de forma tão estrondosa? Percebe-se
a torcida meio atordoada com as más e inexplicáveis atuações dos últimos jogos.
Soa estranho, uma vez que ninguém desaprende de uma hora para outra.
Depois de muito pensar, comecei a enumerar mentalmente as
possíveis ou prováveis causas que contribuíram para o declínio técnico da
equipe. Não sei se passa por elas o mau momento vivido, mas são fatos que devem
ter algum peso nessa crise técnica, já que a mesma começou após eles acontecerem.
Pela ordem:
1)
Venda de Giuliano;
2)
Convocação de Luan e Walace para as Olimpíadas (decaíram
tecnicamente após a volta);
3)
Lesão de Éverton, uma das peças mais importantes
do ataque;
4)
Convocação de Geromel e Grohe para a Seleção (decaíram
após o retorno);
5)
Briga de egos de dirigentes no comando do vestiário;
6)
Teimosia do treinador em manter Marcelo de
Oliveira e Ramiro na escalação, apesar do clamor da torcida que detecta falta
de qualidade para fazerem parte da equipe titular.
Esses são os fatos visíveis que
aconteceram nos últimos dois meses. Pensar
que possam ter interferido de maneira direta no vestiário são apenas
especulações. Somente quem vive o dia a dia do clube tem mais elementos para
conseguir diagnosticar com maior precisão essa falta de aplicação, ânimo e
qualidade que faltou à equipe nas últimas jornadas. O time “descarrilhou”,
“saiu do rumo”, se “esfumaçou”.
Ao torcedor que está fora do
ambiente, resta especular e ficar conjecturando sobre as verdadeiras causas que
desestruturaram todo o bom trabalho que foi feito no Primeiro Turno.
Renato
Vou falar a verdade para vocês:
eu não queria ter Renato de volta ao comando técnico do Grêmio. Torci o nariz quando soube que
estava sendo especulado. Não achei que seria a pessoa certa para tentar
recuperar a campanha em declínio. Sou meio cética quanto à tática do “vâmo, que
vâmo”, do pensamento mágico, da mobilização a pau e corda... Enfim, acredito em estudo, estudo,
estudo, trabalho, dedicação, inteligência, estratégia e feeling.
Postei-me em frente ao computador na hora da
entrevista pela TV Grêmio para ver o que teríamos para o momento. Bastaram
menos de cinco minutos para que eu mudasse completamente de idéia. No momento
em que o presidente Romildo Bolzan declarou que o Renato Portaluppi
foi o técnico que teve melhor retrospecto treinando o Grêmio nos últimos anos,
não precisei ouvir mais nada. Ele foi melhor que os cascudos incensados
Felipão e Vanderlei Luxemburgo, tidos e havidos como os maiores empilhadores de
títulos no futebol Brasileiro.
"Faltam menos de três meses para acabar o ano. Mas não é porque o campeonato está chegando ao fim que o jogador não precisa mais correr. Eles são pagos para trabalhar, e é isso que vou cobrar”, falou Renato na largada.
Então, nada mais tenho a
declarar. A partir de agora, Renato é o cara. Desejo a ele um bom trabalho e
que use bastante a sua inteligência e perspicácia à serviço do Imortal
Tricolor. Já provou que pode ser mais competente que os melhores.
Espinosa
Eu sempre imaginei o Valdir
Espinosa com um cargo como o que terá agora à frente da Comissão Técnica.
Estranhamente, ele nunca conseguiu alçar maiores vôos após ser campeão Mundial
pelo Grêmio. Mas ele é um dos responsáveis pelo maior título já alcançado pelos
gremistas. Ninguém chega nessa altura sem ter merecimento e competência. A
sorte tem o hábito de sorrir para os merecedores.
Sabemos que Espinosa é um
estudioso do futebol. Ele costuma detalhar suas idéias através de seu canal no
You Tube ( https://www.youtube.com/user/valdirespinosa/videos). Vejo como muito positiva essa parceria entre ele e o novo técnico.
Tem todos os ingredientes para funcionar. Se conhecem de longa data. Um é
estudioso e centrado. O outro sanguíneo e motivador.
Valdir Espinosa já declarou que
esse foi o convite pelo qual esperou a vida toda após a taça no Japão. Acredito
que empregará toda sua motivação e conhecimento nessa nova atividade.
Que assim seja....
Preis
Fiquei entusiasmada que o vice-presidente
do Conselho de Administração, Adalberto Preis, aceitou ser o novo vice de
Futebol. É um homem muito sério, disciplinador
e competente. Também um vencedor na história do Grêmio. Penso que
estamos em muito boas mãos.
Agora é a hora de trabalhar,
trabalhar e trabalhar. Fazer o que for melhor para o Grêmio.
Não acredito em milagres.
18 de setembro de 2016
Avalanche Tricolor: gremista acima de tudo!
Por Milton Jung
Grêmio 0x1 FluminenseBrasileiro – Arena Grêmio

Na disputa pela bola, em foto de Rodrigo Rodrigues/GrêmioFBPA no Flickr
Era de se esperar pouco para este domingo. Os pontos desperdiçados nas últimas rodadas e a saída de Roger fizeram do Grêmio um coadjuvante no Campeonato Brasileiro. Com interino no comando, um time sem rumo certo e alguns poucos torcedores na arquibancada, não surpreendeu-me o resultado, apesar de sempre achar que alguma coisa possa mudar logo ali adiante.
Agora, o que tem me incomodado mesmo é ver que diante de todas as dificuldades, parte daqueles que poderiam mudar a história gremista está mais preocupada com seu futuro político do que com o destino do time na temporada.
No site tricolor – talvez por força da burocracia- , a principal notícia é a eleição para o conselho que vai ocorrer sei lá que dia. Na televisão, torcedores desfilaram vestindo camisetas com adesivos nos quais o relevante era o número da chapa que apóiam. Nos poucos blogs gremistas que visito, o bate-boca na área destinada aos comentários é de cunho eleitoral.
Lamento se tenho dificuldade em entender o momento político que o Grêmio enfrenta. E peço desculpas se sou incapaz de interpretá-lo de maneira correta. Tendo a desconfiar, porém, que parte da crise técnica que encaramos nas últimas rodadas do campeonato esteja relacionada a essa tensão dentro do clube.
Sei pouco sobre quem comanda, comandou ou quer comandar o Grêmio. Mas sei que uma boa ou má administração influencia no resultado final. Lembro, por exemplo, que, em passado recente, a forma irresponsável com que nossas contas foram administradas – em alguns casos irresponsabilidade que andou de mãos dadas com a má-fé – destruíram o clube e nos levaram à segunda divisão. Portanto, o que acontece no gabinete chega ao vestiário.
Se erro na avaliação, por favor, culpe a visão romântica que sempre pautou meu olhar sobre o Grêmio. Apesar de ter vivido muito tempo bem próximo dos bastidores, fui torcedor forjado na arquibancada, que se apaixonou pelo time que havia em campo e pela entrega daqueles atletas orgulhosos de vestir a camisa tricolor. Por isso, ainda me espanto quando vejo estes embates políticos se sobrepondo aos interesses do time. Antes de desperdiçarem esforços para comprovarem suas teses e alcançar o poder, deveriam todos lembrar que temos de ser gremistas acima de tudo.
Eu sou! E continuarei sendo, jogo após jogo, independentemente de quem seja o presidente de plantão e qual grupo político que o apoie. Se for do Grêmio, pode ter certeza, eu torço para dar certo!
Postado por
seu Algoz
às
19:48
Avalanche Tricolor: gremista acima de tudo!
2016-09-18T19:48:00-03:00
seu Algoz
Avalanche Tricolor|Milton Jung|
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Avalanche Tricolor,
Milton Jung
Vai que é tua Renato!
Grêmio 0 x 1 Fluminense
Primeiro tempo: 0 x 1
O Grêmio começou com 3 volantes mas com efetividade na frente. E controlava o jogo com vários chutes a gol.
A primeira grande chance foi aos 14 minutos quando Pedro Rocha entrou a dribles pela esquerda mas o goleiro defendeu.
E o tricolor continuou pressionando mas sem conseguir criar chances claras de gol.
O retrato do jogo era este:
Aos 34 minutos Luan podiam mandar para dentro do gol mas preferiu cruzar e perdeu uma bela chance.
Aí aconteceu. Os cariocas não tinha forçado Grohe nem a fazer intervenção. Mas uma bola perdida na intermediária resultou em um passe para o cara entrar livre e fazer o gol. 0 x 1. Eram 40 minutos.
Walace bateu para defesa do goleiro aos 46 minutos.
Aos 48 minutos uma chance de ouro para fazer um gol de falta mas ao contrário se viu uma "jogada ensaiada". Ridícula.
O Grêmio dominou todo o primeiro tempo mas não teve um atacante terminal para resolver.
Tomou o gol no único vacilo que teve. Quando a fase não ajuda é isto.
.....
Segundo tempo: 0 x 0
O time voltou igual.
Aos 2:30 minutos Luan chutou fraquinho perdendo uma boa chance.
O Grêmio pressionava mas não levava perigo real.
E quem levou perigo foi o time do Rio aos 15 minutos. Grohe salvou.
Aos 21 minutos Douglas bateu uma falta de longe e quase fez.
E nada mais aconteceu.
.....
Mas sim. Sem comentários.
_____
Como jogaram:
Marcelo Grohe: Foi uma bola em gol no primeiro tempo e levou, sem culpa mas levou. No mínimo azarado. Nota: 4
Edilson: Parece que depois de um início empolgante perdeu o saco junto com o resto do time. Nota: 2
Geromel: Foi para a seleção. Todo mundo sabe o que acontece. Nota: 4
Kannemann: Tem raça pelo menos. O que mais falta neste time atualmente. Nota: 6
Marcelo Oliveira: Para variar não fez a cobertura no gol dos cariocas. Nota: 2
Walace: Voltou da seleção mais enfeitado do que nunca. Tentou alguns chutes ridículos. Nota: 3
Ramiro: Foi escolhido como Geni por parte da torcida. Nenhuma culpa no que aconteceu. Nota: 6
Maicon: Voltou caprichando no erro de passe. Errou todos. Nota: 10 (brincadeirinha)
Pedro Rocha: Tem futuro mas não passa por boa fase. Errou passe de dois metros. Nota: 3
Douglas: Não acertou um passe. Nota: 0
Luan: Foi para a seleção. Aí... Nota: 1
.....
Henrique Almeida (Ramiro): Luta mas não acerta nada. Nota: 4
Guilherme (Pedro Rocha): Tem de voltar par fazer estágio no grupo de transição. Nota: 2
Batista (Douglas): Entrou numa roubada. Sem Nota:
Interino: Sem comentários. Era só um tapa furo. Nota: Dó
_____
Juiz: Mais um jaguara safado salvo pela péssima atuação do Grêmio.
Primeiro tempo: 0 x 1
O Grêmio começou com 3 volantes mas com efetividade na frente. E controlava o jogo com vários chutes a gol.
A primeira grande chance foi aos 14 minutos quando Pedro Rocha entrou a dribles pela esquerda mas o goleiro defendeu.
E o tricolor continuou pressionando mas sem conseguir criar chances claras de gol.
O retrato do jogo era este:
Tamo aí, trabalhamos por pouco... https://t.co/lEJDrcpDzj— DANIEL MATADOR (@DANIELMATADOR9) September 18, 2016
Aos 34 minutos Luan podiam mandar para dentro do gol mas preferiu cruzar e perdeu uma bela chance.
Aí aconteceu. Os cariocas não tinha forçado Grohe nem a fazer intervenção. Mas uma bola perdida na intermediária resultou em um passe para o cara entrar livre e fazer o gol. 0 x 1. Eram 40 minutos.
Walace bateu para defesa do goleiro aos 46 minutos.
Aos 48 minutos uma chance de ouro para fazer um gol de falta mas ao contrário se viu uma "jogada ensaiada". Ridícula.
.....Nossa mas essa jogada ensaiada do Grêmio na falta mais perigosa possível foi nota 10 hein @seualgoz? Hahahahahaha— Heitor Andrade (@heitormpa) September 18, 2016
O Grêmio dominou todo o primeiro tempo mas não teve um atacante terminal para resolver.
Tomou o gol no único vacilo que teve. Quando a fase não ajuda é isto.
.....
Segundo tempo: 0 x 0
O time voltou igual.
Aos 2:30 minutos Luan chutou fraquinho perdendo uma boa chance.
O Grêmio pressionava mas não levava perigo real.
E quem levou perigo foi o time do Rio aos 15 minutos. Grohe salvou.
Aos 21 minutos Douglas bateu uma falta de longe e quase fez.
E nada mais aconteceu.
.....
Mas sim. Sem comentários.
_____
Como jogaram:
Marcelo Grohe: Foi uma bola em gol no primeiro tempo e levou, sem culpa mas levou. No mínimo azarado. Nota: 4
Edilson: Parece que depois de um início empolgante perdeu o saco junto com o resto do time. Nota: 2
Geromel: Foi para a seleção. Todo mundo sabe o que acontece. Nota: 4
Kannemann: Tem raça pelo menos. O que mais falta neste time atualmente. Nota: 6
Marcelo Oliveira: Para variar não fez a cobertura no gol dos cariocas. Nota: 2
Walace: Voltou da seleção mais enfeitado do que nunca. Tentou alguns chutes ridículos. Nota: 3
Ramiro: Foi escolhido como Geni por parte da torcida. Nenhuma culpa no que aconteceu. Nota: 6
Maicon: Voltou caprichando no erro de passe. Errou todos. Nota: 10 (brincadeirinha)
Pedro Rocha: Tem futuro mas não passa por boa fase. Errou passe de dois metros. Nota: 3
Douglas: Não acertou um passe. Nota: 0
Luan: Foi para a seleção. Aí... Nota: 1
.....
Henrique Almeida (Ramiro): Luta mas não acerta nada. Nota: 4
Guilherme (Pedro Rocha): Tem de voltar par fazer estágio no grupo de transição. Nota: 2
Batista (Douglas): Entrou numa roubada. Sem Nota:
Interino: Sem comentários. Era só um tapa furo. Nota: Dó
_____
Juiz: Mais um jaguara safado salvo pela péssima atuação do Grêmio.
17 de setembro de 2016
15 de setembro de 2016
Em looping, de novo
Acordei de ressaca sem ter bebido.
Vontade zero de ler ou ouvir coisas de futebol e do Grêmio em particular.
Mas não tem como não escrever alguma coisa sobre o que está acontecendo. Pareceria ou descaso ou covardia.
Eu não gostaria que Roger saísse. Mas não havia jeito. Roger caiu por sua culpa, ao insistir com os cascudos, mas também por conta do ambiente em que vive o tricolor.
Estamos nos afogando nos problemas da política interna. Grupos se engalfinham. Canalhas atacam pessoas de bem pelos corredores do clube e pela internet com a tranquilidade de quem toma um cafezinho no balcão de um bar qualquer. É muito difícil sair coisa boa neste contexto.
Política e disputa sempre houve e sempre haverá em qualquer clube, mas no Grêmio está atingindo o pico da insanidade.
Não há culpados únicos e não há inocentes.
E aparentemente, não há solução de curto prazo.
Não é atoa que fracassados daqui ressurgem logo na esquina. O Flamengo vai ser campeão com Pará, e Fernandinho. Os dois foram enxotados daqui sem dó nem piedade. Não vou gastar tempo relembrando outros casos. Roger vai ser campeão logo ali adiante.
Enquanto isto, Geromel faz o desfavor de sair de campo dizendo que o tricolor não tem grupo para ser campeão. Pode até ser verdade mas não interessa aqui. O que interessa é que, verdade ou não, ele nunca poderia ter dito isto. Não cabe a ele, sendo parte do grupo, desqualificar os colegas. Ou ele se incluí também entre os perebentos? Uma multa pesada seria o mínimo, pois passou da hora de levar livre esta turma que pensa mais em tatuagem e corte esquisito de cabelo do que no clube e na torcida que paga seus salários.
Hoje é aniversário do Grêmio. Supostamente seria um dia de festa e de orgulho. O orgulho está intacto porque o clube é muito maior do que eventual momentos de fraqueza. Mas a coisa não está para festa. Seria até saudável cancelar o jantar previsto. Não será feito isto, é claro, mas penso que poderia ser uma machadada na cabeça de muita gente que a mereceria.
Se o título já era impossível o G4 passou a ser miragem. É só fazer conta. O Grêmio precisaria de 30 pontos em 39. Impossível também. Já tem torcedor que conta os pontos que faltam para atingir os 47.
O ano só não está irremediavelmente perdido porque, se houver uma atitude forte, pode-se tentar ainda a Copa do Brasil. E já tem jogo na próxima quarta-feira. Por sorte até um empate serve e o jogo é na Arena. Mas nem isto é garantia de nada.
Quem quer que entre no futebol tem uma primeira e inadiável obrigação. Deverá ser proibido de falar em ganhar um ponto fora. Quem quer que entre no futebol tem o dever de proibir todos os envolvidos em falar em empate fora. Este acadelamento que vem desde 2005 é uma das causas do fracasso. Desde Mano Menezes todos os treinadores sempre falaram em empate fora. E a grande, imensa maioria dos dirigentes também. Este comportamento gera acomodação e reforça o medo, a covardia. Jogador já entra mais "tranquilo" em campo. Afinal não lhe é cobrada a vitória. E nem precisa falar que é também um pensamento desprovido de inteligência. Está mais do que provado que é melhor ganhar uma e perder duas partidas do que empatar três.
Roger pediu para sair. E Romildo acertou em trocar todo o departamento de futebol. Se o pessoal anterior era chamado de fala mansa, qual a definição do vice que está saindo hoje?
Infelizmente Dutra foi, por ingenuidade, engolido pela máquina. Estava mostrando ter a capacidade de indignação interna e externa que precisamos nos dirigentes. Certamente foi o fato de ser acima de tudo um torcedor fanático e apaixonado que o levou a fazer o que fez. Errado, mas justificável.
Quem pode assumir? Mais do que nome indico o perfil: alguém experiente no trato com jogador e com a imprensa. Capaz de bater pesado se for preciso. Capaz de imprimir vibração no vestiário. Não se joga futebol competitivo sem altas doses de adrenalina e comprometimento. E capaz de fazer contas e descobrir que a coragem muitas vezes surge mais da lógica e da inteligência do que de um eventual espírito suicida. Não que este último não ajude a se conseguir os objetivos, mas não é o predicado mais importante.
Mas como torcedores só nos resta aguardar. E esperar que se aplaque a ira dos deuses.
Vontade zero de ler ou ouvir coisas de futebol e do Grêmio em particular.
Mas não tem como não escrever alguma coisa sobre o que está acontecendo. Pareceria ou descaso ou covardia.
Eu não gostaria que Roger saísse. Mas não havia jeito. Roger caiu por sua culpa, ao insistir com os cascudos, mas também por conta do ambiente em que vive o tricolor.
Estamos nos afogando nos problemas da política interna. Grupos se engalfinham. Canalhas atacam pessoas de bem pelos corredores do clube e pela internet com a tranquilidade de quem toma um cafezinho no balcão de um bar qualquer. É muito difícil sair coisa boa neste contexto.
Política e disputa sempre houve e sempre haverá em qualquer clube, mas no Grêmio está atingindo o pico da insanidade.
Não há culpados únicos e não há inocentes.
E aparentemente, não há solução de curto prazo.
Não é atoa que fracassados daqui ressurgem logo na esquina. O Flamengo vai ser campeão com Pará, e Fernandinho. Os dois foram enxotados daqui sem dó nem piedade. Não vou gastar tempo relembrando outros casos. Roger vai ser campeão logo ali adiante.
Enquanto isto, Geromel faz o desfavor de sair de campo dizendo que o tricolor não tem grupo para ser campeão. Pode até ser verdade mas não interessa aqui. O que interessa é que, verdade ou não, ele nunca poderia ter dito isto. Não cabe a ele, sendo parte do grupo, desqualificar os colegas. Ou ele se incluí também entre os perebentos? Uma multa pesada seria o mínimo, pois passou da hora de levar livre esta turma que pensa mais em tatuagem e corte esquisito de cabelo do que no clube e na torcida que paga seus salários.
Hoje é aniversário do Grêmio. Supostamente seria um dia de festa e de orgulho. O orgulho está intacto porque o clube é muito maior do que eventual momentos de fraqueza. Mas a coisa não está para festa. Seria até saudável cancelar o jantar previsto. Não será feito isto, é claro, mas penso que poderia ser uma machadada na cabeça de muita gente que a mereceria.
Se o título já era impossível o G4 passou a ser miragem. É só fazer conta. O Grêmio precisaria de 30 pontos em 39. Impossível também. Já tem torcedor que conta os pontos que faltam para atingir os 47.
O ano só não está irremediavelmente perdido porque, se houver uma atitude forte, pode-se tentar ainda a Copa do Brasil. E já tem jogo na próxima quarta-feira. Por sorte até um empate serve e o jogo é na Arena. Mas nem isto é garantia de nada.
Quem quer que entre no futebol tem uma primeira e inadiável obrigação. Deverá ser proibido de falar em ganhar um ponto fora. Quem quer que entre no futebol tem o dever de proibir todos os envolvidos em falar em empate fora. Este acadelamento que vem desde 2005 é uma das causas do fracasso. Desde Mano Menezes todos os treinadores sempre falaram em empate fora. E a grande, imensa maioria dos dirigentes também. Este comportamento gera acomodação e reforça o medo, a covardia. Jogador já entra mais "tranquilo" em campo. Afinal não lhe é cobrada a vitória. E nem precisa falar que é também um pensamento desprovido de inteligência. Está mais do que provado que é melhor ganhar uma e perder duas partidas do que empatar três.
Roger pediu para sair. E Romildo acertou em trocar todo o departamento de futebol. Se o pessoal anterior era chamado de fala mansa, qual a definição do vice que está saindo hoje?
Infelizmente Dutra foi, por ingenuidade, engolido pela máquina. Estava mostrando ter a capacidade de indignação interna e externa que precisamos nos dirigentes. Certamente foi o fato de ser acima de tudo um torcedor fanático e apaixonado que o levou a fazer o que fez. Errado, mas justificável.
Quem pode assumir? Mais do que nome indico o perfil: alguém experiente no trato com jogador e com a imprensa. Capaz de bater pesado se for preciso. Capaz de imprimir vibração no vestiário. Não se joga futebol competitivo sem altas doses de adrenalina e comprometimento. E capaz de fazer contas e descobrir que a coragem muitas vezes surge mais da lógica e da inteligência do que de um eventual espírito suicida. Não que este último não ajude a se conseguir os objetivos, mas não é o predicado mais importante.
Mas como torcedores só nos resta aguardar. E esperar que se aplaque a ira dos deuses.
14 de setembro de 2016
Jornada fiasquenta em Campinas
Ponte Preta 3 x 0 Grêmio
Caros
Apesar de ter sido contra o líder do campeonato, o empate sem gols no último domingo na Arena frustrou a torcida gremista. Assumir a liderança e brigar pelo título ficou muito complicado, apesar do time continuar na briga com o pelotão da frente. Douglas levou o terceiro amarelo e desfalcou o time para este jogo em Campinas contra a Macaca, abrindo espaço para o garoto Lincoln. historicamente, o Moisés Lucarelli sempre foi um estádio hostil para o Grêmio. Ganhar lá nunca foi barbada. Mas não adianta, há que meter os peitos.
1º Tempo: Ponte Preta 0 x 0 Grêmio
O jogo iniciou meio truncado nos primeiros minutos, sem grandes lances para ambos os lados. Aos 8 minutos, Lincoln cruzou para Luan, que cabeceou e a bola passou rente à trave. Só que o jogo continuava com alguma movimentação, porém sem lances efetivos. Aos 23, Marcelo Oliveira fez uma falta na risca da área e levou pânico à torcida. Na cobrança, grande defesa de Grohe. Em seguida, em cobrança escanteio, Douglas Grolli (sim, aquele) cabeceou e a bola explodiu no travessão. Aos 34, Kannemann e Geromel embananaram-se em uma disputa de bola e William Potker desperdiçou a chance para a Macaca. Eu até gostaria de citar mais alguma coisa, mas o jogo foi horroroso neste primeiro tempo. O árbitro poderia até ter encerrado antes para aliviar o sofrimento de quem assistia.
2º Tempo: Ponte Preta 3 x 0 Grêmio
Na volta do intervalo, Batista entrou no lugar de Miller. Uma estranha troca de Roger. Reza a lenda que estava com indisposição estomacal (Miller, não Roger). E, também estranhamente, aos 2 minutos Marcelo Oliveira fez uma fila, invadiu a área e chutou para defesa do goleiro. E aí, aos 8 minutos, em uma cobrança de falta, Fábio Ferreira (sim, aquele mesmo que também já fardou aqui) cabeceou e abriu o placar. Aos 13 e 14, duas blitzes seguidas da Ponte. Ato contínuo, Negueba entrou no lugar de Pedro Rocha. Aos 16, Jaílson tocou para Batista, que bateu de chapa, quase empatando a partida. Aos 24, Luan fez uma boa jogada ao invadir a área, mas que não deu em nada. Até que, aos 31, novamente em uma jogada de bola aérea, a Ponte ampliou. O Grêmio estava literalmente batido em campo. A partir daí, nada digno de nota ocorreu. A Ponte deu uma administrada até o lamentável final. Mas, para a tragédia ficar completa, aos 48 o árbitro assinalou pênalti convertido por William Potker.
Grohe: caçou várias borboletas durante o jogo. Nota 4
Edilson: sumido durante grande parte da partida. Nota 2
Geromel: razoável, mas aquém das jornadas fora de série com as quais acostumou a torcida. Nota 4
Kannemann: tem mostrado que sua contratação foi acertada. Joga sério, duro e sem firula. Nota 4
Marcelo Oliveira: com exceção de uma boa jogada, nada mais fez, mostrando a mesma mediocridade de sempre. Nota 2
Walace: voltou enfeitado da seleção. Não foi bem. Nota 4
Jaílson: até tentou algo, mas sucumbiu junto com o time. Nota 4
Lincoln: quase não apareceu no jogo. Nota 2
Pedro Rocha: teve um único lance razoável no primeiro tempo. E só. Saiu para a entrada de Negueba. Nota 3 (com boa vontade)
Luan: pareceu jogar fora de posição. Até tentou algumas investidas, mas parecia descompromissado. Nota 5
Miller: até fez uma movimentação razoável no primeiro tempo, mas estranhamente não retornou para o segundo, dando lugar para Batista. Nota 5
Batista: entrou no lugar de Miller. Tem potencial, mas hoje não conseguiu fazer nada. Nota2
Negueba: entrou no lugar de Pedro Rocha. Não fez nada de diferente. Nota 2
Guilherme: entrou no lugar de Lincoln. Também não conseguiu mostrar nada. Nota 2
Roger: continua pecando em escalar Marcelo Oliveira, além de errar demais na estratégia de jogo nas partidas fora de casa. Mais um resultado que passou por ele. Nota 1 (só pra não zerar)
Arbitragem: Jailson Macedo Freitas foi o apitador, auxiliado por José Carlos Oliveira dos Santos e Paulo de Tarso Bregalda Gussen. Fraco, mas não interferiu no resultado.
Apesar da grande recuperação e campanha que a Ponte Preta vem fazendo no campeonato, era o jogo para o Grêmio recuperar-se. Mas impressiona a apatia do time nos jogos fora de casa. É algo fora do normal. Mesmo a presença de jogadores de seleção como Luan, Walace, Miller, Geromel e Grohe parece não adiantar. A situação está muito complicada. Oremos.
Saudações Imortais
******************
ATUALIZAÇÃO: na coletiva pós-jogo, o presidente Romildo Bolzan informou que Roger solicitou demissão e seu pedido foi aceito pela direção. O tricolor agora parte para a busca de um novo técnico.
Caros
Apesar de ter sido contra o líder do campeonato, o empate sem gols no último domingo na Arena frustrou a torcida gremista. Assumir a liderança e brigar pelo título ficou muito complicado, apesar do time continuar na briga com o pelotão da frente. Douglas levou o terceiro amarelo e desfalcou o time para este jogo em Campinas contra a Macaca, abrindo espaço para o garoto Lincoln. historicamente, o Moisés Lucarelli sempre foi um estádio hostil para o Grêmio. Ganhar lá nunca foi barbada. Mas não adianta, há que meter os peitos.
1º Tempo: Ponte Preta 0 x 0 Grêmio
O jogo iniciou meio truncado nos primeiros minutos, sem grandes lances para ambos os lados. Aos 8 minutos, Lincoln cruzou para Luan, que cabeceou e a bola passou rente à trave. Só que o jogo continuava com alguma movimentação, porém sem lances efetivos. Aos 23, Marcelo Oliveira fez uma falta na risca da área e levou pânico à torcida. Na cobrança, grande defesa de Grohe. Em seguida, em cobrança escanteio, Douglas Grolli (sim, aquele) cabeceou e a bola explodiu no travessão. Aos 34, Kannemann e Geromel embananaram-se em uma disputa de bola e William Potker desperdiçou a chance para a Macaca. Eu até gostaria de citar mais alguma coisa, mas o jogo foi horroroso neste primeiro tempo. O árbitro poderia até ter encerrado antes para aliviar o sofrimento de quem assistia.
Kanemann tem muito a mostrar. Mas vitalidade empolga demais.— Rodrigo Adams (@rodrigoadams) 15 de setembro de 2016
Definitivamente o Grohe não sabe sair do gol, e nesse lance também pessoal falhou de uma forma BISONHA. Mas goleiro tem que sair RASGANDO— André Soledar (@Soledar_) 15 de setembro de 2016
Se toda a torcida começar a tuitar "desculpe o transtorno", Marcelo Oliveira logo estará no TT Mundial.— Anderson Pereira (@AndersonPereira) 12 de setembro de 2016
MEU DEUS QUE JOGO BOSTA— axl joes (@zenasciment0) 15 de setembro de 2016
2º Tempo: Ponte Preta 3 x 0 Grêmio
Na volta do intervalo, Batista entrou no lugar de Miller. Uma estranha troca de Roger. Reza a lenda que estava com indisposição estomacal (Miller, não Roger). E, também estranhamente, aos 2 minutos Marcelo Oliveira fez uma fila, invadiu a área e chutou para defesa do goleiro. E aí, aos 8 minutos, em uma cobrança de falta, Fábio Ferreira (sim, aquele mesmo que também já fardou aqui) cabeceou e abriu o placar. Aos 13 e 14, duas blitzes seguidas da Ponte. Ato contínuo, Negueba entrou no lugar de Pedro Rocha. Aos 16, Jaílson tocou para Batista, que bateu de chapa, quase empatando a partida. Aos 24, Luan fez uma boa jogada ao invadir a área, mas que não deu em nada. Até que, aos 31, novamente em uma jogada de bola aérea, a Ponte ampliou. O Grêmio estava literalmente batido em campo. A partir daí, nada digno de nota ocorreu. A Ponte deu uma administrada até o lamentável final. Mas, para a tragédia ficar completa, aos 48 o árbitro assinalou pênalti convertido por William Potker.
A sina da bola parada e de levar gol de zagueiro refugo nosso.— Acima de Tudo Grêmio (@GremioAT) 15 de setembro de 2016
Um grêmio TOTALMENTE sem vontade de jogo. Estranho— Paulo S. Sincero (@SinceroPaulo) 15 de setembro de 2016
Se Geromel falhou, é porque a coisa ficou feia mesmo— Julianne Guimarães (@JGuimaraes97) 15 de setembro de 2016
Como jogaram:Com todo o respeito que esses caras merecem, mas as soluções pro Roger mudar o jogo são: Negueba, Batista e Guilherme;— Saimon Bianchini (@saimonrb) 15 de setembro de 2016
Grohe: caçou várias borboletas durante o jogo. Nota 4
Edilson: sumido durante grande parte da partida. Nota 2
Geromel: razoável, mas aquém das jornadas fora de série com as quais acostumou a torcida. Nota 4
Kannemann: tem mostrado que sua contratação foi acertada. Joga sério, duro e sem firula. Nota 4
Marcelo Oliveira: com exceção de uma boa jogada, nada mais fez, mostrando a mesma mediocridade de sempre. Nota 2
Walace: voltou enfeitado da seleção. Não foi bem. Nota 4
Jaílson: até tentou algo, mas sucumbiu junto com o time. Nota 4
Lincoln: quase não apareceu no jogo. Nota 2
Pedro Rocha: teve um único lance razoável no primeiro tempo. E só. Saiu para a entrada de Negueba. Nota 3 (com boa vontade)
Luan: pareceu jogar fora de posição. Até tentou algumas investidas, mas parecia descompromissado. Nota 5
Miller: até fez uma movimentação razoável no primeiro tempo, mas estranhamente não retornou para o segundo, dando lugar para Batista. Nota 5
Batista: entrou no lugar de Miller. Tem potencial, mas hoje não conseguiu fazer nada. Nota2
Negueba: entrou no lugar de Pedro Rocha. Não fez nada de diferente. Nota 2
Guilherme: entrou no lugar de Lincoln. Também não conseguiu mostrar nada. Nota 2
Roger: continua pecando em escalar Marcelo Oliveira, além de errar demais na estratégia de jogo nas partidas fora de casa. Mais um resultado que passou por ele. Nota 1 (só pra não zerar)
Arbitragem: Jailson Macedo Freitas foi o apitador, auxiliado por José Carlos Oliveira dos Santos e Paulo de Tarso Bregalda Gussen. Fraco, mas não interferiu no resultado.
Apesar da grande recuperação e campanha que a Ponte Preta vem fazendo no campeonato, era o jogo para o Grêmio recuperar-se. Mas impressiona a apatia do time nos jogos fora de casa. É algo fora do normal. Mesmo a presença de jogadores de seleção como Luan, Walace, Miller, Geromel e Grohe parece não adiantar. A situação está muito complicada. Oremos.
Saudações Imortais
******************
ATUALIZAÇÃO: na coletiva pós-jogo, o presidente Romildo Bolzan informou que Roger solicitou demissão e seu pedido foi aceito pela direção. O tricolor agora parte para a busca de um novo técnico.
Postado por
Unknown
às
22:55
Jornada fiasquenta em Campinas
2016-09-14T22:55:00-03:00
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