19 de junho de 2017

Para rechear a guaiaca

Hoje tem  jogo importante. A vitória garante a classificação e uma distância de 6 pontos do terceiro e 9 pontos do sexto lugar. Uma bela gordura. O empate não é mau.
Na conta da média de ganhar todas em casa e empatar fora para chegar aos 76 pontos já temos 5 pontos na algibeira com as 3 vitórias fora. Uma gordura respeitável considerando que estamos no início do campeonato. Se ganharmos hoje a gordura sobe para 7 pontos o que equivale a poder perder duas partidas em casa, por exemplo.
Esta situação fica ainda melhor se for olhada a classificação planejada do Rica Perrone. Dados completos aqui ó.


Importante para isto é manter a concentração e o foco. O time mineiro é bom mas tem falhas na defesa.
Renato ainda não confirmou o time, mas suspeito que hoje vai de Éverton ou outro atacante para aproveitar os espaços que devem surgir.
Que volte com a guaiaca ainda mais cheia é o que se deseja.

16 de junho de 2017

MW Tático - Análise de Fluminense x Grêmio

Confirmando a tendência, Renato repetiu o time do jogo contra o Bahia. Jogou com os 4 volantes (Michel, Arthur, Maicon, Ramiro) e aqui importante falar: sim, são 4 volantes, mas que tem o posicio0namento de meias! A diferença é que no primeiro tempo Maicon era o jogador mais avançado, invertendo com Arthur que contra o Bahia jogou mais avançado. Na minha visão, foi aí onde jogou Maicon jogou melhor, pois cadenciava o jogo e joga próximo de Luan.

Maicon mais avançado, centralizado na linha de três do meio com Luan e PRocha

Neste novo posicionamento podemos notar, além da alteração tática com um jogador mais próximo do Luan, que foi a falta que vimos contra o Bahia, observamos mais dois pontos. Na saída de bola do Fluminense, Maicon ajudava Luan na pressão, enquanto Pedro Rocha e Ramiro recuavam para acompanhar os laterais. Quando o Fluminense pressionava, o time alterava para um 4-1-4-1, onde Michel ficava como um defensivo, Arthur e Maicon centrais e Pedro Rocha e Ramiro nas pontas, com Luan na frente.

Michel e Arthur centralizados, com Maicon mais à frente para realizar a pressão na saída de jogo.
Foto de Daniel Rohr (@danielrohr)

4141 - Michel recua, Maicon e Arthur centralizam.
Foto de Daniel Rohr (@danielrohr


Finalizamos o primeiro tempo com menos posse de bola que o Fluminense (55% x 45%), mas número e assertividade de passes maior (238, 88% Fluminense / 257, 89%). E o que significa? Que após o golaço de falta de Edilson (não marcávamos de falta desde abril do ano passado, com gol de Luan contra o Juventude), o Fluminense tomou a iniciativa, e nós marcamos muito bem, com a saída de de bola com muito toca de bola. Maicon gradativamente foi recuando devido a pressão do Fluminense, e como não tínhamos profundidade, as vezes o meio campo ficava embolado, principalmente com Michel, Arthur e Maicon.

Posicionamento médio do Grêmio no primeiro tempo.

Com esta estrutura no final do primeiro tempo, no vestiário Renato tentou mudar. Recuou Maicon na primeira função do meio campo, alterando com Michel, sendo que Arthur avançou, sendo o parceiro de Luan na pressão da saída de bola e no ataque. Como vimos, não deu muito certo, pois houve certa confusão e sobreposição de posições de Michel e Maicon, que não sabiam quem ficava mais posicionado na frente da zaga, e Arthur não conseguia segurar a bola na frente. Já vimos que Arthur não pode ter esse posicionamento. Neste início de segundo tempo o Fluminense avançou e teve as melhores oportunidades.

Alterações de Renato na volta do intervalo, mas que não deram muito certo.

Renato mais uma vez viu o jogo, e fez as alterações necessárias no Grêmio. Everton e Fernandinho entraram no lugar de Maicon e Pedro Rocha, alterações parecidas contra o Bahia, que havia tirado Arthur. Com essas alterações tivemos verticalidade. Os laterais do Fluminense que antes avançavam, agora tinham que ficar mais posicionados. Michel e Arthur ficaram nas posições que mais jogam, e o time controlou o jogo.

Posicionamento médio após as alterações, criando verticalidade e controle do jogo.

Comparando com o jogo do Bahia, fomos melhores. Óbvio que a proposta de jogo dos adversários era diferente. Enquanto Bahia estava empatando fora de casa e assim realizando uma retranca, o Fluminense jogava dentro de casa e começou logo tomando gol de falta, o que fez o time se soltar mais. Mas podemos ver Pedro Rocha mais avançado, Luan recuando um pouco para ter parceria para jogar, e o meio campo menos embolado, onde Arthur se desgarrava do meio central para começar as jogadas, o que faz de melhor.

Comparação dos jogos contra Fluminense e Bahia, onde melhoramos o posicionamento mesmo pelas circunstâncias do jogo.

Ao final, nossos 4 voltantes deram outro espetáculo de controle de bola, com assertividade de passes acima 90%, onde Arthur teve uma presença descomunal no campo. Esse tweet foi usado até na materia do globo.com

Tweet que mitou!

Que Renato venha com mais soluções contra o Cruzeiro!

Tem mais no meu Twiitter @mwgremio . Mas pode comentar aqui que responderei para todos!

Avalanche Tricolor: o time de “4 volantes” que dribla a lógica do futebol

Por Milton Jung


Fluminense 0x2 Grêmio
Brasileiro – Maracanã


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Edílson fez o primeiro de falta (reprodução Premier)
O  Grêmio dribla a lógica do futebol e dá um nó na cabeça dos cronistas esportivos. Há dois jogos é acusado de jogar com quatro volantes, solução encontrada por Renato para suprir a ausência de Barrios no comando do ataque. E com quatro volantes, para a maioria dos críticos coisa de gente que prefere a retranca e não gosta de criatividade, somou seis pontos no Campeonato Brasileiro, três deles nesta noite de quinta-feira quando jogava fora de casa. Ok, você me dirá que o Rio é a casa do Renato e o Maracanã, palco preferido do Grêmio, e eu vou concordar*. Mas, tecnicamente falando, jogar lá e jogar fora de casa.

O que me espanta é alguém ainda entender que Ramiro, por exemplo, é volante. Ele até é volante quando a gente precisa, mas sabe jogar muito bem quando se posiciona mais próximo da área do adversário ou ao cair pelo lado direito revezando com o lateral – no caso de hoje com Edílson.

Arthur também entra na conta dos nossos volantes, porque deve ter sido assim inscrito nas planilhas oficiais em algum momento. Hoje, esteve por duas vezes diante do gol, prestes a marcar, e manteve a bola nos pés, articulando no meio de campo, por quase toda a partida. Sim, quando o Grêmio é atacado, ele volta para marcar, fecha na frente da área, rouba a bola e retoma sua função de articulador. Porque assim é o time do Grêmio: solidário, compacto e guerreiro para impedir ameaças do adversário; trocador de passe, ágil no toque de bola, rápido se necessário e matador quando ameaça o adversário.

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Luan fez o segundo de falta (reprodução Premier)
Pra complicar ainda mais as ideias: venceu na noite de hoje, como disse um jogador do outro time ao fim da partida, com duas bolas paradas. Tem razão no que diz; perde a razão na maneira como diz. Dá a entender que isso é demérito ou lance de sorte. Ledo engano. As faltas foram resultado da troca de passes veloz e da busca do drible. E as cobranças, resultado de muito treino e categoria. Na força, Edílson fez a bola dançar entre a barreira e o goleiro, no primeiro gol. Na sutileza, Luan acariciou a bola com o peito do pé e  a fez deslizar pela rede sem qualquer chance para o goleiro.

Com “quatro volantes” e “dois gols de bola parada”, Renato faz no comando da equipe o mesmo que fazia quando comandava nosso ataque: deixa o adversário desnorteado, e os críticos, também.

Em tempo: o Grêmio Show encantou em campo e foi acompanhado por nossa torcida que cantou mais alto, no Maracanã.

15 de junho de 2017

Daniel Matador - Virou paternidade no Rio!

Fluminense 0 x 2 Grêmio

O Grêmio é o Rei do Maracanã e o Flu é seu súdito.
Caros

Mais uma vez, desta feita a terceira. Após ter vencido os dois jogos pela Copa do Brasil contra o Fluminense há poucas semanas, lá se foi novamente o tricolor gaúcho enfrentar o tricolor carioca novamente, desta vez pelo Campeonato Brasileiro. Como disse Portaluppi após a vitória contra o Bahia na última rodada, coisas de time grande, que disputa várias competições de primeira linha simultaneamente. O time que entrou em campo repetiu a escalação que iniciou o jogo contra os baianos.

Primeiro tempo: Fluminense 0 x 1 Grêmio

Aos 4 minutos, o Flu já sentiu um frio na espinha quando Luan recebeu na meia-lua da área e chutou. Sorte que dessa vez o chute não foi no ângulo e o goleiro pôde defender. Só que, aos 7 minutos, em cobrança de falta sofrida por Luan, Edilson meteu um PATAÇO do meio da rua e marcou um golaço!

Só que, aos 10 minutos, em total impedimento, o Flu empatou o jogo. Depois de muita trela entre o trio de arbitragem, o juizão, acertadamente, anulou o gol carioca. Aos 15, bomba de Wendel que Grohe encaixou bem. O Grêmio era soberano do Maracanã, um de seus salões de festa preferidos. Tocava a bola e envolvia o Fluminense, que nem parecia que jogava em casa. Em certo ponto do jogo, o time chegou a ficar OITO minutos tocando bola. As ações do Flu limitavam-se a sentar o sarrafo e tentar forçar um erro de passe tricolor, além de inutilmente cavar faltas e pênaltis inexistentes. Grohe fazia apenas intervenções, sem grandes sustos. E, após um chute de longe de Henrique Dourado, o primeiro tempo terminou com a vitória parcial do tricolor gaúcho.





Segundo tempo: Fluminense 0 x 1 Grêmio

O time de Renato voltou para a segunda etapa sem modificações na escalação. No primeiro minuto, Lucas Fernandes invadiu a área e chutou, mas a bola saiu pela linha de fundo. Aos 3 minutos, Wendel bateu da entrada da área e Grohe aparou. O Flu voltou muito mais disposto a tentar o gol e pressionava bastante. Aos 14, Edilson meteu um BAGO de fora da área e o goleiro Júlio César sentiu o cutuco, mas para sorte dele a bola passou apenas raspando o travessão.

Aos 17, Luan fez fila, passou para Arthur, que chutou para a defesa parcial do goleiro e, no rebote, Luan chutou sem direção, em chance clara de gol. Aos 18, o capitão Maico saiu para a entrada de Everton. Aos 20, Pedro rocha saiu para a entrada de Fernandinho. Aos 32, cobrança de falta e cabeçada perigosa contra o gol gremista. Aos 34, Fernandinho sofreu falta pelo lado esquerdo da área. Luan cobrou magistralmente para marcar mais um golaço no Maracanã!


Aos 48, jogadaça de Fernandinho e Cortez, com Everton disputando a bola em um derradeiro lance de gol. E nada mais pôde ser feito. A partida encerrou com mais uma vitória tricolor!





Como jogaram:
Grohe: não teve grandes trabalhos. A postura da defesa tem ajudado nesse sentido. Nota 6
Edilson: voltou com tudo e fez um golaço de falta no Maraca. Nota 9
Geromel: o beque clássico de sempre. Nota8
Kannemann: teve um certo trabalho para conter Lucas Fernandes no segundo tempo. No mais, bem como sempre. Nota 8
Cortez: tem tomado conta da lateral esquerda e a torcida não sente saudade de Marcelo Oliveira. Nota 7
Michel: fez bem a função jogando mais centralizado na volância. Nota 7
Maicon: uma jornada melhor do que a anterior, mas ainda está readquirindo ritmo. Saiu para a entrada de Everton. Nota 5
Arthur: tem ficado mais recuado e avançado menos com essa nova formatação. Nota 6
Ramiro: Renato parece ter achado sua melhor disposição em campo. Nota 6
Pedro Rocha: o mesmo de quase sempre. Função tática defensiva bem executada, mas ele é atacante. Saiu para a entrada de Fernandinho. Nota 4
Luan: apanhou mais que vagabundo na boca de fumo. Participou de quase todas as ações ofensivas e marcou um golaço de falta. Saiu no finalzinho para a entrada de Gastón Fernandez. Nota 9

Everton: entrou no lugar de Maicon. Boas avançadas verticais. Nota 6
Fernandinho: entrou no lugar de Pedro Rocha. Bons momentos. Nota 6
Gastón Fernandez: entrou no lugar de Luan, na clássica substituição para matar tempo. Sem nota

Renato Portaluppi: vai ter que ir ao cartório para registrar a paternidade sobre Abel Braga. Nota 9

Arbitragem: Elmo Alves Resende Cunha, de Goiás, foi o apitador. E seus bandeirinhas foram, coincidentemente, os mesmos que atuaram no jogo contra o Bahia: Fabricio Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence (ambos também de Goiás). Acertaram muito no lance do gol anulado do Flu.

Renato vai ter que ir ao cartório para registrar a paternidade dessa criança (o Flu, no caso). A caça ao líder Corinthians, que está focado apenas no Brasileiro, continua. O Grêmio tem apresentado futebol muito superior e, em situações normais, a retomada da liderança seria apenas questão de tempo ou de um confronto direto. O time está maduro e o elenco tem suprido as naturais ausências que podem ocorrem em uma temporada longa. Renato tem o grupo nas mãos e eles jogam por ele. Tá bem difícil não se empolgar com o Grêmio esse ano.

Saudações Imortais

MW Tático - Análise de Grêmio x Bahia

E na última segunda fomos surpreendidos com a escalação de Renato. A entrada de Maicon, não tendo centroavante, confirmou o que esperávamos. Time de MUITA posse de bola (61%) e troca de passes (573, com aproveitamento de 90%). Trocamos muitas bolas com alta qualidade, maior do que nos últimos jogos. Até aí tudo bem. A grande questão foi a VERTICALIDADE. Tivemos três mudanças significativas  que fizeram com que perdêssemos essa agressividade:


1 – saída de Leo Moura;
2 – deslocamento de Arthur como meia central, mas revezando com Maicon;
3 – volta de Luan como falso 9. Isso fez com que o time ficasse embolado no meio campo e Luan na frente sem parceria.

Por vezes víamos uma linha com três no meio defensivo (Michel, Maicon e Arthur) e uma linha de 5 mais avançada, onde os laterais Edilson e Cortez aprofundavam, Ramiro e Pedro Rocha se juntavam a eles e Luan no meio. Porém, Luan tinha que recuar para buscar a bola e ficávamos sem atacante. Na minha visão, ali deveria estar Éverton, mantendo o esquema, trazendo Maicon aos poucos para o time para ganhar ritmo.


Como sempre gosto de ressaltar, o adversário também fez o seu papel. O Bahia veio muito retrancado, com uma linha de 4, e na frente com uma linha de 5, onde os dois meias mais avançados recuavam para recompor. Como tínhamos muito toque de bola no meio campo não conseguíamos realizar passes que quebravam a defesa, complicando o jogo.


Podemos ver que Edilson foi muito procurado no jogo, porém as trocas de passes não foram tão efetivas. Outro ponto pouco observado foi o recuo de Pedro Rocha, e assim saindo da ponta, onde tem papel fundamental de puxar a marcação e abrir espaços. Mas nada NADA justifica as vaias para ele. Renato já falou, jogadores falam e quem observa o jogo sabe de como ele joga e tem inteligência tática. Ou o destaque de Cortez nesse jogo, e o equilíbrio de jogadas por ambos os lados se deve ao quê?



Posicionamento médio do Grêmio. Pedro Rocha mais recuado, sendo pouco acionado.

Destaque do jogo para Cortez. Grêmio atuando mais pela esquerda comparando aos últimos jogos.

Renato observando esses problemas, fez as alterações necessárias colocando Everton, Fernandinho e Lincoln. A partir desse momento fomos mais agressivos, trocamos menos passes mas tivemos mais chances. Ficamos mais equilibrados, abrimos o jogo, Luan recua para flutuar entre linhas e tendo parceiro no ataque:

Troca de passes menor, mas sendo mais vertical


Posicionamento médios após as alterações de Renato

Outro acerto de Renato foi a JOGADA ENSAIADA do gol. Depois de fazermos contra o Iquique e
Fluminense o gol salvador veio da mesma maneira, com os jogadores forçando até mesmo fisicamente na primeira trave, atraindo a marcação, e um jogador vindo na segunda para finalizar.
Veremos o que Renato fará contra o Fluminense nessa quinta, mas se mantivermos o mesmo time de segunda contra o Bahia, como tu achas que poderíamos jogar?

Abaixo três opções, para tu analisares e comentar aqui ou no meu twiter @mwgremio

Opção 1: mesmo sistema do jogo contra o Bahia


Opção 2: meio campo em V. Um volante fixo, dois centrais que se movimentam e dois meias pelo lado do campo.


Opção 3: 4 1 4 1

14 de junho de 2017

Sorteio das oitavas de final: Libertadores da América 2017

Hoje, a partir das 21h, será realizado o sorteio das oitavas de final da Libertadores da América 2017 na sede da Conmebol em Luque. A partir do resultado do sorteio, também ficará definido o caminho para o Tri da América.

O sorteio será usado pela primeira vez pela Conmebol. Antes, a entidade definia os confrontos com base na campanha da fase de grupos. O melhor primeiro colocado enfrentava o pior segundo, e assim por diante. Nesta edição, o desempenho decidirá apenas a ordem das partidas. 
Como temos a terceira melhor campanha geral entre os primeiros colocados, podemos decidir os jogos sempre em casa, exceto em uma eventual final contra o Lanús ou Atlético-MG, onde decidiríamos fora.

As partidas de ida estão marcadas para os dias 4, 5 e 6 de julho. E as partidas de volta estão marcadas para os dias 8, 9 e 10 de agosto. 

O sorteio hoje será da seguinte maneira: 
São dois potes. No pote número 1 ficam os oito primeiro colocados, no pote número 2 ficam os oito clubes que avançaram em segundo lugar. Os clubes que classificaram em segundo lugar serão sorteados e ocuparão as chaves de A a H. Em seguida, serão sorteados seus adversários, retirados do pote 1. 


POTE 1 (primeiros colocados)
Atlético-MG
Lanús
Grêmio
River Plate
Palmeiras
Santos
Botafogo
San Lorenzo


POTE 2 (segundos colocados)
Godoy Cruz
Guaraní-PAR
Emelec
Barcelona de Guayaquil
Atlético-PR
The Strongest
Jorge Wilstermann
Nacional-URU




Avalanche Tricolor: uma questão de amor!


por miltonjung
  

Grêmio 1x0 Bahia
Brasileiro - Arena Grêmio

  
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Geromel e Kannemann comemorar vitória (reprodução da SporTV)
 Uma segunda-feira destinada aos namorados, àqueles casais que se aceitam como são e por isso se amam como se amam. Sabem que a perfeição não existe, porque essa somente surge quando a vida acaba. E queremos vida longa para viver ao lado de quem amamos. Um amor que explica sacrifício e compressão.
 Sinto-me privilegiado. Há 26 anos, comemoro o Dia dos Namorados ao lado da mesma pessoa, que soube me entender, compartilhar dor e angústia, alegria e prazer por todo esse tempo. Soubemos e sabemos ceder, e isso é fundamental para que se viva em harmonia. Nos olhamos e percebemos o que desejamos. Às vezes me engano, ela poucas vezes.
 Desde o fim de semana, dá sinais que preferia ficar em casa, nesta segunda-feira à noite: está frio lá fora, amanhã você acorda cedo, restaurantes cheios, só ficaremos nós dois, eu faço o jantar gostoso, você serve o vinho … uma desculpa atrás da outra para justificar nossa permanência.
 Desculpas, não. Compreensão.
 Ela sabia que o Grêmio jogaria nesta noite do Dia dos Namorados. Aliás, mais uma vez. Há três ou quatro anos, jogamos também em uma noite de 12 de junho: era um sábado, frio pelo inverno que se avizinhava e em São Paulo. Foi comigo ao Morumbi e respeitou meu sentimento porque sabia da minha alegria (naquele jogo, o resultado não foi nada bom - ainda bem que ela estava ao meu lado). Hoje, fez o mesmo, sem precisar sair de casa. Apenas preparou o ambiente para que, no calor do aquecimento elétrico, eu pudesse estar à frente da televisão no momento em que o Grêmio entrasse em campo.
 Ficou ali bebericando o vinho comigo, enquanto o time tentava furar o bloqueio defensivo do adversário. Ao ver que o gol não saía e a ansiedade aumentava, levantou-se sem se fazer perceber. Não queria me ter sofrendo pelo resultado que não alcançávamos. Não queria me constranger. Mais uma vez respeitou meu sentimento sabendo que nada daquilo desrespeitaria a paixão que compartilhamos um pelo outro. Quando a gente se ama, compreende.
 Eu também compreendia o Grêmio e a dificuldade para chegar ao gol. Tínhamos pela frente um adversário disposto a fechar todos os espaços possíveis e encarávamos este time encardido sem nossa formação ideal no ataque. A lesão de Barrios e o deslocamento de Luan para o comando do ataque exigiram adaptação e paciência.
Muita paciência.
 Tivemos de usar todas nossas formas de atacar. No toque de bola não encontrávamos espaço, no drible não avançávamos, então era hora de usar arsenal treinado por Renato. Sim, porque o gol aos 40 minutos do segundo tempo não foi obra do acaso. Já marcamos ao menos mais dois da mesma maneira, apenas com protagonistas diferentes, neste campeonato. Cobrança de escanteio no primeiro pau, o zagueiro desvia de cabeça e a bola encontra alguém fechando em direção ao gol do outro lado. Se antes foram Kannemann e Barrios, hoje foram Geromel e Cortez.
 A paciência, a compreensão e a  perseverança nos levaram a mais uma vitória  e nos deixaram na vice-liderança isolada do Campeonato Brasileiro. E, por isso, agradeço ao Grêmio.
 A paciência, a compreensão e a perseverança nos levaram a construir uma família e convivermos lado a lado ao longo de todos este tempo. E, por isso, agradeço a você meu amor!

13 de junho de 2017

Um beijo aos abobados da enchente

Conta a lenda que houve uma enchente muito forte em Porto Alegre na primeira metade do século passado. Como toda a enchente ela trouxe doenças e epidemias. E entre estas surgiu o abobado da enchente. Por alguma razão, muitas pessoas passaram a ter deficiência mortal e, pelas circunstâncias foram chamados de abobados da enchente.
Pois o tempo passou mas parece que estes deixaram descendentes até os dias de hoje.
Não vi o jogo ontem. Olhei o resultado aos 7 do segundo-tempo: 0 x 0. Olhei aos 35: 0 x 0 e olhei quando apenas havia terminado e fiquei feliz com o 1 x 0, suado, de calças na mão como se dizia.
Feliz porque sei que campeonato se ganha vencendo muitos jogos. E ontem vencemos mais um. Feliz porque era um jogo em casa daqueles ditos que não se pode deixar de ganhar. Não deixamos. Feliz porque, como não sou abobado de enchente, sei que todo o campeão tropeça aqui e ali. E ontem, por sorte, e campeões tem de ter sorte, não tropeçamos. Não foi desta vez.
Chegando em casa fui ouvir as entrevistas. E Renato falou que não jogamos bem. Falou também que campeonato se ganha vencendo jogos também quando não se joga bem. Depois ouvi o Ico e ele teve a mesma leitura. Foi além, e disse que o gol saiu de uma jogada ensaiada no CT Luis Carvalho. Aliás, foi o terceiro gol igual neste ano.
Depois resolvi olhar os comentários no blog e... Bingo!
No primeiro já estava lá um destes infelizes que ficam à espreita para destilar ódio e raiva contra tudo e contra todos.
Outros se seguiram. No twitter a mesma coisa.
Não sei em que mundo estes caras vivem, mas a vidinha deve ser para lá de miserável.
Tão miserável que não esperam nem o time perder, ou mesmo empatar para descontar todas as suas frustrações e recalques.
Não torcem para ninguém. Torcem por suas teses.
Não querem que o time ganhe porque assim, perdem o motivo para odiarem.
Falta-lhes inteligência para perceber que ninguém acredita em seus uivos lancinantes. Falta-lhes noções mínimas de ridículo para serem respeitados.
Comenta-se no twitter que vários torcedores passaram o tempo todo vaiando alguns jogadores. Li e ouvi que Pedro Rocha foi vaiado ao deixar o campo ontem. Santos ignorantes que não entendem nada de futebol estes que cometeram esta estupidez. Ignorantes e desmemoriados porque esquecem que boa parte da Copa do Brasil devemos a este menino que pode errar gols acima do desejável, mas que tem uma importância técnica e tática para o time muito grande. Alguém já parou para pensar que boa parte dos gols que erra acontece porque ele chega extenuado na cara do goleiro de tanto que correu até chegar lá?
E você aí que já vai dizer que estão proibidas críticas eu respondo antecipado.
Não só pode criticar como são necessárias muitas vezes. Nem Renato, que é quase Deus, vai acertar sempre. E opinar que seria melhor entrar com A ao invés de B é válido.
Mas nada justifica a ira e o ódio destes elementos.
Você acha que Renato errou a escalação? Ok. É uma opinião. Mas você passou a achar errada antes ou depois de ver o jogo?
Você pensa que Luan não poderia jogar nunca de falso nove. É isto queridjnho? Luan nunca deu certo de falso nove, não é?
Alguém lembra que havia forte rejeição à entrada de Barrios no início porque "o time não sabia mais jogar com centro-avante aipim"? Ué! Agora o aimpim é obrigatório? Aliás, o único aipim do grupo está machucado. Então é melhor jogar com dez jogadores porque entre quem entrar haverá crítica?
Que horror escalar o Maicon não? Logo este capitão do penta que nunca jogou nada na vida. Que ousadia deste incentivador não? Sei, Maicon estava sem rítmo de jogo. Certo. Com certeza ele vai ganhar rítmo de jogo sentado para o resto da vida na casamata.
Sei que virão agora os semi-abobados de enchente dizendo que de novo o blog culpa a torcida. Desculpa meu. O blog, ou mais especificamente eu, culpo os abobados de enchente da torcida por esta histeria despropositada. Não gostaram? Então vão comentar lá no blog da Globo ou de outros que defendem as mesmas ideias de jerico e concordam com este ódio inexplicável e inaceitável.
Tá bom assim ou preciso desenhar?
E para encerrar, para amenizar um pouco a raivinha, deixo aqui um beijo a todos os abobadinhos da enchente que vem aqui incomodar. Aproveitem a vida de outra forma porque ela não é tão longa assim.
E, last but not least, não esqueçam que estamos de olho e estamos loucos para ver e nos divertir com comemorações envergonhadas dos títulos que, podem até não vir, mas que estão se tornando bem possíveis para não dizer prováveis.

12 de junho de 2017

Daniel Matador - O Bahia fez jogo duro, mas não adiantou

Grêmio 1 x 0 Bahia

Teve quem foi acompanhado à Arena e quem teve que trocar o programa.

Caros

O dia era dos namorados, mas a noite era do Grêmio. Por conta de lesões ocorridas no último jogo, Léo Moura e Barrios tiveram que deixar temporariamente a equipe. Edilson retomou naturalmente a lateral-direita. Já a saída de Barrios foi a deixa para Renato testar uma interessante alternativa: a volta do capitão Maicon, configurando o ataque com Pedro Rocha e Luan, e principalmente mantendo Arthur no meio. Três volantes de ofício, porém todos com qualidade de passe e visão de jogo. Quatro, se contarmos com Ramiro. Mais uma ousadia de Portaluppi.

Primeiro tempo: Grêmio 0 x 0 Bahia

Logo aos 2 minutos o Bahia deu uma pancada em uma falta de longe, que Grohe encaixou bem. Aos 6, Pedro Rocha emendou um sapataço de longe e a bola passou perto da trave direita do arqueiro baiano. O controle do jogo era todo do tricolor, apesar de não haver chances claras de gol Aos 23, Geromel também tentou um sapataço de longe, mas o goleiro defendeu. Aos 24, Ramiro foi outro que tentou fazer de longe, mas a bola passou por cima.

Aos 31, grande jogada de Luan, que tocou para Edilson e recebeu novamente, mas chutou fraco. Aos 35, perigosa chegada do Bahia, que Grohe defendeu firme. Aos 38, Pedro Rocha tentou fazer um golaço ao encobrir o goleiro, mas este defendeu. Ao final do primeiro tempo, uma sequência de trocentos escanteios e pressão do time gremista. Aos 46, Luan fez mais uma tentativa de chute de longe, mas não vingou. E o primeiro tempo foi isso: muita pressão, gigantesca posse de bola e amplo domínio do time da casa, mas sem efetividade na finalização.




Segundo tempo: Grêmio 1 x 0 Bahia

O time voltou sem mudanças para a segunda etapa. E o jogo permaneceu exatamente igual, com domínio, porém sem conclusões a gol. Até que Renato viu que a coisa não engrenaria e botou Everton no lugar de Arthur aos 15 minutos. No minuto seguinte, Ferrareis chutou de forma perigosa e a bola passou perto da trave direita de Grohe. Não tinha muito a ser narrado, pois o jogo ficou ainda mais truncado do que no primeiro tempo. Aos 27, Pedro Rocha saiu para a entrada de Fernandinho. Aos 37, Maicon saiu para a entrada de Lincoln. E, num jogo truncado como esse, o gol só poderia ter saído no abafa. E, aos 40, na cobrança de escanteio, Geromel cabeceou para Bruno Cortez fazer seu primeiro gol com a camisa do Grêmio e abrir o placar!

Aos 49, Fernandinho engatou uma quinta e deu um BAGO quase na linha de fundo, mas o goleiro defendeu. O árbitro nem deixou bater o escanteio e encerrou a partida. Mais uma vitória na conta.





Como jogaram:
Grohe: ganhou um ingresso para assistir a partida. Nota 6
Edilson: bastante acionado desede o início, voltou naturalmente ao time. Mas vai penar para tirar a titularidade de Léo Moura. Nota 6
Geromel: falar bem dele é chover no molhado. Nota 7
Kannemann: é um buldogue raivoso em todos os jogos. Nota 7
Cortez: tem feito atuações melhores que seu antecessor Marcelo Oliveira. Fez um gol salvador, então ganhou nota 9.
Michel: fez uma partida aquém das que vinha fazendo. Nota 6
Maicon: retornou ao time e mostrou claramente que ainda está sem ritmo de jogo. Nota 5
Arthur: seu domínio de bola é palhaçada, parece estar sempre tirando os marcadores pra bobinho. Saiu para a entrada de Everton. Nota 7
Ramiro: desta vez, teve que desdobrar-se para cumprir com sua função. Nota 6
Pedro Rocha: continua fazendo a famosa "função tática defensiva" muito bem, mas pecando na finalização. Nota 4
Luan: foi a referência do time. Correu e tentou fazer tudo. Nota 7

Everton: entrou no lugar de Arthur. Fez uma correria. Nota 5
Fernandinho: entrou no lugar de Pedro Rocha. Também fez uma correria. Nota 5
Lincoln: entrou no lugar de Maicon, mas ao final do jogo. Sem nota

Renato Portaluppi: fez um teste com a escalação, mas errou ao mantê-la por tanto tempo. Também pecou nas substituições. Nota 5

Arbitragem: o trio goiano formado pelo apitador Eduardo Tomaz de Aquino Valadao e os bandeirinhas Fabricio Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence até que trabalharam direitinho.

Nem todos os jogos serão shows. O que vale, num campeonato de pontos corridos, é somar 3 pontos a cada partida. E isso o que o tricolor conseguiu hoje novamente. A vice-liderança está consolidada e a ponta da tabela está cada vez mais próxima. O retorno de Barrios é vital para isso.

Saudações Imortais

10 de junho de 2017

MW Tático - Análise de Chapecoense 3 x 6 Grêmio

Campo pesado, adversário que tem como característica as jogadas pelas laterais, em especial com Rossi pela ponta direita junto com Apodi. Time com a melhor defesa do campeonato, com um volante postado na frente da zaga (Luiz Antonio) que jogava bem definido no 4141.

A Chape contra o Grêmio ontem

E o primeiro tempo se mostrou assim, jogo complicado, truncado, posse de bola menos que a normal. As circunstâncias do jogo fizeram que o Grêmio jogasse menos pelo chão, apesar que no início do jogo conseguimos. Porém jogamos por onde a Chape atacava, direita de seu ataque e saímos pela esquerda, o que sabemos que não é nosso forte.



 Esse ano temos o lado direito muito mais forte. Contra chape tínhamos que sair pela esquerda. 25% pela esquerda e 29% pela direita, que mesmo maior não é nosso normal.

Posse de bola segundo tempo

Os dois gols de Michel (alguém tira ele do time para entrar Maicon?) ao mesmo tempo que deu tranquilidade, fez com que a Chape fosse para cima, pressionado o Grêmio pelas pontas e alçando bolas nas áreas, culminando no gol. Esse comportamento durou até os 15min do segundo tempo, com a grande alteração de mudança tática de Renato. Apesar de Barrios sair lesionado, Renato poderia ter avançado Luan como falso 9, como no ano passado e colocado alguém no meio. Pois aí que Renato muda o jogo. Velocidade, jogo entre linhas, contra ataque mortal. O Grêmio volta a ter o seu MODELO DE JOGO, de toque de bola, diminuindo os lançamentos e assim controlando o jogo.

 Quanto mais passes corretos, maior controle do jogo, o que Grêmio faz como ninguém...


 As circunstâncias do jogo fizeram com que tentássemos muito lançamentos. Não sabemos jogar assim...


... quanto mais lançamos, menos com a bola ficamos. As estatísticas mostram isso, então toca a bola Grêmio, esse é nosso modelo de jogo!

Não podemos desconsiderar também nosso "quinteto mágico". Quando eles jogam, o Grêmio joga. Leo Moura, Arthur, Michel, Ramiro e Luan, são o pulmão do time como já comentei em outro post. Podemos ver compactação, com isso vemos as triangulações e o jogo fluído. A qualidade é comprovada em números. Em todos jogos são os que tem o maior número de assertividade de passes e o maior controle do jogo. 


 O "quinteto mágico" de qualidade do Grêmio... Renato terá trabalho para definir a volta de Edílson e Maicon.


Como mostrei no início do post, no primeiro tempo jogamos consideravelmente pela esquerda, que não é nosso normal. Mas no segundo tempo esses dados se alteram. Voltamos a usar nossa direita, que ouso a dizer que é o destaque do futebol brasileiro nesse início do ano. Não vejo nenhum time tão entrosado em especial em um setor, que novamente, conta com os cinco jogadores citados acima, além de Maicon.


 A mudança do segundo tempo. Troca de passes na saída de bola de Arthur e Leo Moura, e o meio direito ativo.


 No primeiro tempo 25% de posse pela esquerda e 29% pela direita. No segundo tempo, como mostrado acima, 19% pela esquerda e 33% pela direita.


No final de tudo, apesar de todas adversidades, goleamos a Chape fora de casa, mostra mais uma vez maturidade para suportar a pressão, a inteligência tática de Renato, o "resgate" de Everton e um time varzeano, que pode nos presentear como o golaço do quarto gol... 


Que a várzea continue!

Se quiser tem mais informações no twitter (@mwgremio), ou comenta aqui que responderei a todos!