29 de setembro de 2016

Avalanche Tricolor: com a cara do Grêmio

Por Milton Jung


Grêmio 2×1 Palmeiras
Copa do Brasil – Arena Grêmio


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Nossa torcida na foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA
Havia algo diferente no ar. Mesmo com um público aquém da nossa necessidade, a concentração de torcedores em alguns setores da Arena passava a sensação de que o espírito copeiro estaria em campo. E foi o que se viu do primeiro ao último minuto de partida.

O toque de bola e a movimentação no ataque, tendo Luan como coringa, atuando em todas as posições do meio para a frente (às vezes até lá atrás), uniram-se a marcação alta e futebol com intensidade – legado de Roger.

A obsessão por ganhar toda disputa, marcar o adversário a qualquer custo  e afastar a bola da nossa área mesmo que seja com um chutão, também estavam lá. Assim como a velocidade no ataque e a bola alçada para a área na expectativa de uma conclusão certeira de um dos nossos – ao estilo Renato.

E na união do futebol desejado por Roger e por Renato – dois campeões ao seu estilo -, o Grêmio foi Grêmio na primeira partida destas quartas-de-final, na Copa do Brasil.

Ver Ramiro aparecendo na entrada da área e acertando um chute indefensável no primeiro gol é animador. Gosto de saber que temos jogadores dispostos a superar suas limitações e críticas (justas ou não).

Ver que no segundo gol tínhamos ao menos dois jogadores dispostos a empurrar a bola para dentro, além de um terceiro que aparecia livre para concluir, sinaliza a disposição da equipe em superar o mau momento.

É assim que gostamos de ver o Grêmio. É assim que queremos o Grêmio: lutador, copeiro e com talento, seja na Copa seja no Brasileiro!

28 de setembro de 2016

Daniel Matador - Vitória como nos anos 90

Grêmio 2 x 1 Palmeiras

Geromel participou do lance do segundo gol (foto: Lucas Uebel)

Caros

As quartas-de-final da Copa do Brasil começaram hoje para o tricolor. Sem Wallace Reis (que já havia jogado a competição pelo Flamengo) e Maicon (lesionado), Kannemann e Jaílson entraram no time titular. Mas esta não foi a única mudança. Henrique Almeida foi sacado e Ramiro povoou o meio de campo, em uma clara mudança de esquema, com Pedro Rocha e Luan no ataque. Num jogo em casa, fazer gol e não levar seria o ideal para seguir adiante, na reedição do maior clássico brasileiro dos anos 90.

1º tempo: Grêmio 2 x 0 Palmeiras

Nem tinham rolado 30 segundo e Jaílson reviveu os confrontos dos anos 90 ao cometer uma falta. O Grêmio estava literalmente MORDENDO! Mas a primeira chance foi com Zé Roberto, que acabou chutando muito alto da entrada da área. Aos 14, uma grande chance num belíssimo passe de Douglas para Pedro Rocha, que quase marcou, mas acabou perdendo o domínio. Aos 19, Pedro Rocha recebeu, deu um drible desconcertante que deixou o zagueiro no chão e emendou um PETARDO que o goleiro milagrosamente defendeu. Mas o bandeirinha já marcava um duvidoso impedimento. No lance seguinte, Moisés cabeceou para defesa de Grohe. Aos 28, Luan cobrou um escanteio tentando um gol olímpico.

Até que, aos 34, Ramiro recebeu uma bola na direita de Douglas e emendou um SAPATO NA VEIA, abrindo o placar com um GOLAÇO! E aos 36 o árbitro marcou um raríssimo lance de recuo de bola ilegal para o goleiro do Palmeiras. Nua cobrança em dois toques, Geromel meteu um BALAÇO e quase marcou. Aos 42, Luan sofreu falta e cobrou de longe. Geromel cabeceou e a bola foi na travessão. No rebote, Pedro Rocha meteu o melão na bola e ampliou. Só o Grêmio jogava, AMASSANDO o Palmeiras,  que não viu a cor da bola no primeiro tempo. Kannemann ganhou TODOS os lances individuais com Gabriel Jesus. No último minuto, Luan ainda chutou de fora da área e quase marcou o terceiro. Mas, para sorte da porcada, o árbitro encerrou o primeiro tempo.





2º tempo: Grêmio 0 x 1 Palmeiras

Aos 2 minutos, Walace recebeu na ponta esquerda, chutou duas vezes (o primeiro chute esbarrou no zagueiro e voltou) e quase marcou o terceiro gol. No lance seguinte, em uma grande jogada palmeirense, Grohe foi obrigado a cometer pênalti. Na cobrança, Zé Roberto converteu e descontou. Aos 6, Luan emendou uma bola de longe, mas o arqueiro defendeu. Aos 12, Luan cobrou falta da direita e quase que Kannemann marca. Aos 20, um lance polêmico de pênalti não marcado sobre Edílson. Aos 26, jogadaça do Grêmio, com Luan batendo de chapa e a bola raspando a trave. Aos 34, Guilherme entrou no lugar de Pedro Rocha. Aos 40, um lance perigosíssimo na área de Grohe após uma bola alçada em cobrança de falta. Aos 44, Ramiro saiu aplaudidíssimo para a entrada de Thyere. E o jogo acabou com a vitória tricolor.




Como jogaram:

Grohe: foi praticamente obrigado a cometer o pênalti. Foi bem no restante do jogo. Nota 7
Edílson: voltou a jogar como em suas primeiras apresentações deste ano. Nota 7
Geromel: participou do lance do segundo gol, mas falhou na cobertura na jogada que originou o pênalti do Palmeiras. Ainda assim, foi muito bem. Nota 8
Kannemann: simplesmente perfeito no primeiro tempo, onde ganhou todas as jogadas e não deixou Gabriel Jesus se criar. Nota 9
Marcelo Oliveira: recebeu orientação de não fazer aquilo que não sabe. No caso, lançar-se ao ataque. Nota 6
Walace: outro que retomou um padrão de atuação superior. Ainda longe do que pode render, mas foi melhor. Nota 6
Jaílson: voltou a atuar bem, apesar de ser muito afoito em alguns lances e errar passes. Nota 6
Ramiro: um operário, muitas vezes em má jornada, mas que hoje redimiu-se com um golaço. Nota 9
Douglas: várias bolas pifadas, inclusive a que originou o golaço de Ramiro. Nota 7
Pedro Rocha: teve bons lances, mas pecava na finalização. Foi oportunista ao aproveitar o rebote que gerou o segundo gol. Saiu para a entrada de Guilherme. Nota 8
Luan: muito mais aplicado do que nos últimos jogos. Recebeu de Renato a missão de alçar a bola na área nas faltas de longa distância e cumpriu muito bem sua tarefa. Pecou demais em alguns lances de finalização. Nota 8

Guilherme: entrou no lugar de Pedro Rocha quando faltavam pouco mais de dez minutos para acabar o jogo. Sem nota
Thyere: entrou no lugar de Ramiro, naquela famosa substituição para matar tempo. Sem nota

Renato Portaluppi: quem diz que Renato não manja da casamata é mau-caráter. Ele armou o time de uma forma que simplesmente não deixou o Palmeiras ver a cor da bola. O resultado e o desempenho do time neste jogo têm a mão dele. Nota 9


Arbitragem: Claudio Francisco Lima E Silva (SE), auxiliado por Bruno Boschilia (PR) e Ivan Carlos Bohn (PR). O trio foi bem atrapalhado e pecou em alguns lances de disciplina, deixando de aplicar cartão em várias oportunidades. Inverteu faltas e complicou o jogo. Muito fraco e influenciável.

Assim como nos clássicos dos anos 90, o Palmeiras tinha um time superior. Assim como nos clássicos dos anos 90, o Grêmio só tinha vontade. E assim como nos clássicos dos anos 90, o Palmeiras tomou um VAREIO de bola e perdeu o jogo. Mesmo com o juiz avacalhando o jogo, venceu o time que mostrou mais gana. Renato fez um trabalho soberbo nesta partida. O tricolor costumava retomar a bola rapidamente quando a perdia. Amassou o porco, que saiu morto da Arena. Era assim, crianças, que o Grêmio assombrava o Brasil na década de 90. O sonho do penta está mais vivo do que nunca!

Saudações Imortais

A luta e a "luta"

É hoje. Grêmio x Palmeiras.
Vamos ganhar? Não sei.
Podemos ganhar? Claro!
Aos mais céticos e medrosos gostaria de lembrar que, quando o tricolor já estava em meio à derrocada do time do Roger empatamos com eles jogando muito mais e com o goleiro deles sendo o melhor em campo.
Renato vai escalar quase tudo o que temos de melhor. Só não estão disponíveis Maicon, Miller e Everton. São perdas consideráveis mas podemos superá-las com raça e dedicação.
Uma vitória, qualquer uma encaminha bem a coisa. Teremos mais três semanas para ajeitar o time e os pegaremos no jogo de volta na reta final da disputa pelo título. Uma vitória sem levar gol seria melhor ainda. Um 2 x 0 fará o Daniel Matador correr pelado na Goethe.

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Enquanto isto segue a "luta" deles para escapar do inevitável.
E por que luta entre aspas? Ora. Porque é uma luta, digamos assim, heterodoxa.
Começa faltando, talvez, carne para o churrasco das segundas. O que não impede que os i$ento$ continuem firmes no seu trabalho de tentar limpar a área enquanto outros fazem o serviço sujo.
O juiz de sábado, vocês já sabem, é um cearense que não apitou um único jogo da série A este ano (apitou 1 (um) mísero jogo em toda a sua história). Aliás, ele é fruto de um "novo tipo de sorteio" realizado pela CBF após sugestão de quem? De quem? Do SCI2006. Acreditem mas a própria CBF confirmou. Certo que ontem o diretor de arbitragens foi demitido, mas os estragos já foram feitos. Lembram do jogo do Santos e de outros também?
Por falar em demitido, um arigó que se declarou mazembado como se ninguém soubesse disto foi demitido pela segunda vez do conglomerado aquele. Vai "trabalhar para o clube que ama". Como se já não o fizesse. A diferença, parece, é que agora quem vai pagar inegralmente a conta é o time ribeirinho.
Pagar eu falei?
Provavelmente acrescentar o elemento na sua longa e extensa lista de credores. Só na sexta-feira passada foram cobrados pelo ex-dono do Luque (lembram dele?), pelo Forlan (lembram dele?) e pelo ex-clube do Seijas (lembram dele?). Aliás, o presidente deste último disse assim ó:
Os dirigentes do Ínter não são sérios.
Como se também já não soubéssemos disto.
Agora, parece, resolveram fazer o jogo com portões abertos sábado. Portões abertos amigos. Imaginem na possibilidade remotíssima é verdade diante das "circunstâncias" de uma derrota ou mesmo de um empate? Teríamos uma grande probabilidade de uma hecatombe. Talvez por isto, parece que estão colocando alambrado no Remendão Pataxó.
E você aí se queixando de uma derrotinhas do tricolor.
Acabou? Não.
Quando falávamos da situação financeira deles muitos não acreditavam. Pois seguem alguns twitters de hoje.







25 de setembro de 2016

Abobrinhas da Pitica

Acho muito engraçado as conversas sobre entregar jogos para o co-irmão cair para a segundona. Nem me passa pela cabeça que o Grêmio possa fazer isso. Temos mais o que fazer do que nos prejudicar para ver o infortúnio do vizinho. Eles próprios se encarregam do serviço.
Ainda tenho uma leve, bem levinha esperança no G4. Até a última rodada penso que o Grêmio deva lutar com todas as forças para conseguir a vaga para a Libertadores. Libertadores, vocês sabem, é uma emoção muito boa de sentir. Estádio cheio, expectativa, torcida, bandeiras, gritos de guerra...
É um mundo à parte. Não adianta dizerem: não quero vaga.
Querem, sim!!!!!!!!!
Infelizmente, para ser campeão da Libertadores e Mundial, é preciso essa tal de vaga.
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Dizem que mulher é fofoqueira. Certo. Mas neguem se forem capazes que os homens e a imprensa são tão ou mais fofoqueiros. Jornal da Bahia veio com uma história fantasiosa de que o presidente Bolzan teria pedido ao presidente do Vitória que ajudasse a levar o colorado ao precipício:

1) Não é do perfil de Bolzan esse tipo de conversa;
2) O presidente do Vitória já desmentiu a informação;
3) O Vitória já jogou as duas partidas com o co-irmão.

Impressionante como existem profissionais com falta de ética e seriedade. Hoje em dia está difícil confiar nas pessoas. A vergonha na cara e a integridade, definitivamente,  foram para o espaço.
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O Grêmio não jogou bem domingo. Não gostei. Espero que o Renato oriente seu grupo a ser mais agudo no ataque. Falta velocidade e infiltração. Não adianta colocar um Henrique Almeida plantado na frente se a bola nunca chega. Também é necessário maior concentração para não errar tantos passes. Para mim, este é o maior problema da equipe.
FOCO e CONCENTRAÇÃO, amigos. A impressão que dá é que os jogadores gremistas nunca imaginam que possa estar vindo um adversário pelas costas para tirar a bola. Eles não possuem visão periférica. E não é de hoje que percebo isso.
Precisa melhorar, sim!!!!!!

Visão periférica

É a propriedade da visão de perceber o que está fora do foco principal de visão. Visão esta também conhecida como visão tangencial.
A visão periférica é a capacidade do individuo de enxergar pontos a sua frente e ao redor do seu campo visual, ou seja, é aquela que se forma fora da mácula, na periferia da retina. Tratando-se de uma visão pouco rica em detalhes, onde o individuo percebe a presença dos objetos e movimentos, mas nada nítido quase desfocado. Importante no processo de locomoção do individuo principalmente à noite que tem pouca iluminação, onde ele conseguirá enxergar também os objetos que não estão sendo focados, não correndo o risco de esbarrar ou tropeçar em algum deles. Isso acontece porque a luz incide em nossos olhos somente de forma retilínea a frente dos nossos olhos e, o que está ao redor aparece desfocado. (Fonte Wikipedia)

Daniel Matador - A vitória veio, não importa como

Grêmio 1 x 0 Chapecoense

Pedro Rocha fez o gol que garantiu a vitória tricolor.
Caros

A sentença que proferi quando da chegada de Renato confirmou-se logo em sua estreia, quando tivemos uma mostra da magia. Sim, porque somente a magia pode explicar o que aconteceu naqueles pênaltis contra o Atlético-PR. Não tem outra explicação. Só que não houve muito tempo para assimilar o que aconteceu na partida que classificou o tricolor para as quartas-de-final da Copa do Brasil, pois o time de Portaluppi teve que entrar no gramado da Arena neste domingo para enfrentar a Chapecoense pelo Campeonato Brasileiro. E com os desfalques de Edílson, Kannemann e do capitão Maicon. A luta pelo título, apesar de matematicamente possível, é quase improvável. Mas o ingresso no G4 ainda pode ser alcançado e é por aí que a torcida e o time têm que seguir.

1º tempo: Grêmio 1 x 0 Chapecoense

Aos 9 minutos, Grohe salvou um perigoso chute da entrada da área, mandando para escanteio. No minuto seguinte, após grande jogada da gurizada, Walace cruzou da esquerda para Pedro Rocha arrematar e abrir o placar com um chute cruzado. O jogo ficou muito truncado no meio de campo, com as chances rareando para ambos os lados. Só aos 25 Luan bateu de fora da área em um lance com algum potencial. Aos 26, após bobeada de Walace, Kempes recuperou a bola e quase que a Chapecoense empatou. A partida continuou amarrada e com poucos lances incisivos de lado a lado, encaminhando-se para o intervalo com a vitória parcial do tricolor.




2º tempo: Grêmio 0 x 0 Chapecoense

O Grêmio voltou para o segundo tempo sem alterações. E o jogo continuou truncado, tanto que somente aos 12 minutos Henrique Almeida teve a primeira chance razoável, dando um belo arrematando que o goleiro desviou para escanteio. Aos 19, Canela cabeceou, mas sem assustar muito. Aos 21, Guilherme entrou no lugar de Henrique Almeida. Aos 22, Walace tomou o terceiro amarelo e não joga a próxima partida. E na cobrança da falta a Chapecoense quase marcou com um desvio no primeiro pau. Aos 26, outro perigoso lance da Chape, que quase marcou de cabeça. Aos 27, Pedro Rocha fez grande jogada e Ramiro cruzou, mas Jaílson não arrematou corretamente. Aos 39, bom chute de Luan, que passou muito perto. No minuto seguinte, Pedro Rocha saiu para a entrada de Thyere. Ao final, Douglas saiu para a entrada de Ty. E mais não teve e nem precisava, pois o tricolor voltava a vencer no Campeonato Brasileiro.




Como jogaram:

Grohe: foi sua primeira partida após o redentor jogo contra o CAP. Foi bem, mas também não joga a próxima partida por ter levado o terceiro amarelo. Nota 6
Ramiro: fez um feijão com arroz sem muito tempero na lateral. Nota 5
Geromel: foi bem, ganhando praticamente todas as disputas individuais, com exceção de um ou outro lance. Nota 6
Wallace Reis: fez boa dupla com Geromel e não comprometeu. Nota 6
Marcelo Oliveira: fazia seu 100º jogo pelo Grêmio e, surpreendentemente, não cometeu as tradicionais rateadas. Nota 6
Walace: apesar da assistência para gol, novamente jogou mal, muito aquém do que já mostrou ser capaz. E ainda levou um cartão amarelo que inviabiliza sua escalação na próxima rodada. Nota 4
Jaílson: cumpriu a função tática na volância, sem muito destaque. Nota 5
Douglas: tentou utilizar sua habilidade para pifar os atacantes, mas o povoamento no meio de campo não privilegiou suas características. Saiu no final para a entrada de Ty. Nota 6
Pedro Rocha: fez o que o atacante tem de fazer e meteu a bola no barbante. Saiu para a entrada de Thyere. Nota 7
Luan: abaixo do que a torcida acostumou a ver. Nota 5
Henrique Almeida: recebeu nova chance após o triste episódio do último jogo. Desferiu apenas um bom chute durante todo o jogo. Pouco para um atacante. Nota 3

Guilherme: não entrou tão bem quanto no jogo anterior. Nota 4
Thyere: entrou no lugar de Pedro Rocha para tentar garantir o resultado ao final do jogo. Sem nota
Ty: o primeiro jogador sul-africano a vestir a camisa tricolor fez sua estreia no time principal, mas entrou bem ao final. Sem nota

Renato Portaluppi: teve pouco tempo para remontar uma equipe acostumada a jogar com um sistema viciado. Mas sua estrela ajudou o time a reencontrar a vitória depois de um período de seca. Nota 8

Arbitragem: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA) é um dos melhores (se não o melhor) árbitro do país nos últimos tempos. Foi auxiliado por Márcio Gleidson Correia Dias (PA) e Hélcio Araújo Neves (PA). Apitou bem e foi discreto, como todo bom árbitro deve ser.

Portaluppi teve raros momentos para tentar remontar a equipe, seja em seu aspecto técnico-tático seja em seu aspecto anímico. Mas o Grêmio precisava vencer, não importava de que jeito fosse. E a mística de Renato ajudou a sanar uma situação que já estava ameaçando ficar crítica. Agora é encarar o Palmeiras pela Copa do Brasil.

Saudações Imortais

23 de setembro de 2016

O ano está aberto

Renato chegou levando susto. Mas mostrando que tem estrela. Quando parecia que os nervos estavam jogando tudo a perder, Guilherme, um menino, fez o gol enquanto o atleticano veterano e líder do Bom Senso F.C. resolveu testar o travessão.
Foi uma das decisões de pênaltis mais sofridas que o Grêmio já me proporcionou. Parecia que não queriam abraçar a chance que estavam tendo. Com exceção do Marcelo Grohe, claro, que de vilão no jogo passou a ser herói. A defesa do pênalti cobrado pelo goleiro atleticano foi espetacular.
Certo que o ano acabaria ali se houvesse a derrota. Mas não acabou. Longe disto. E ao contrário, o ano abriu-se novamente.
Sim, arigó, foi uma má partida durante os 90 minutos e, também, durante a cobrança dos pênaltis. Mas não esperava nada diferente. O time vinha despedaçado.
Agora se sabe que as divergências internas, somadas a uma, digamos, autossuficiência exagerada do Roger levaram ao lugar que se chegou. E não seria a simples mudança de chefia que mudaria as coisas radicalmente de uma hora para a outra.
E foi o que se viu em campo. Os caras correndo e nervosos. Nervosos e correndo. Não faltou vontade. Faltou futebol e calma. As poucas chances foram desperdiçadas bisonhamente.
Mas passamos. E passando, como escrevi acima, o ano reabriu. Renato vai ter um pouco, não muito mais, tempo para trabalhar e tem o respaldo forte da diretoria. Adalberto Preis, me parece, preenche uma lacuna importante. Fazia falta uma personalidade forte e com capacidade de valorização do grupo e de cobrança ao mesmo tempo. Está sendo ajudado pelo Arigatô. Perfil mais discreto, de poucas palavras mas também capaz de diagnosticar corretamente os problemas.
Tudo certo? Até diria que sim não fosse a pedreira que a má sorte nos sorteios, mais uma vez nos brindou. Coube pegar o Palmeiras nas quartas de final.
Mas sabem o que? Pode-se fazer deste limão uma limonada.
Será muito importante uma vitória domingo sobre a Chapecoense para restabelecer a tranquilidade e um pouco da confiança. Esta vitória pode lotar a Arena na quarta-feira. E se o Palmeiras é o melhor time do campeonato, os dois confrontos com eles foram muito equilibrados, sendo que o último aconteceu quando o tricolor já estava na descendente. E empatamos tendo as melhores chances de ganhar. Faz duas semanas, lembram?
O que impede que no embalo da torcida façamos uma vitória? Eu não duvido.
Mas se o sorteio nos reservou a maior pedra para escalar, não diria que ele foi de todo mau.
Explico: é muito provável que passem o Atlético MG, o Santos, o Corínthians e (tanto faz se Grêmio ou Palmeiras). Se der na semifinal estes quatro times, haverá uma consequência imediata: O G4 quase com 100 % de probabilidade vira G5. E, sendo assim, ou o tricolor será campeão da Copa do Brasil ou terá grande chance de chegar no G5.
Então, nada de desespero e bola para a frente.
Ah, sim. Se o Grêmio passar o Palmeiras, o que é muito difícil, embala e será favorito ao título. É o que eu penso.
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Eleição para o CD

O blog, como perceberam, passou ao largo das eleições para o CD. Eu sei em quem vou votar. Mas não perguntei para os outros blogueiros sobre os votos. Há gente boa em todas as chapas, com certeza. Assim como há outras não tão boas assim.
Aparentemente teremos um crescimento do Grêmio do Prata, que sempre foi risco percentual nas outras eleições. E teremos uma redução do MGI. Tem a chapa que conta com uma colorada na nominata e tem a Juntos Somos Grêmio, que reúne 7 movimentos ligados à situação. Eu votarei nesta.
E você? Vá votar, independente da chapa. Muitos votos mostrarão que o clube está vivo e com saúde.

22 de setembro de 2016

Avalanche Tricolor: Grohe, você merece nosso aplauso!

Por Milton Jung


Grêmio (4)0x1(3) AtléticoPRCopa do Brasil - Arena Grêmio


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Time agradece a Grohe pela classificação em foto de LUCASUEBEL/GREMIOFBPA

Havia um novo técnico ao lado do campo. E pouca coisa diferente lá dentro. Começamos marcando a saída de bola, tocando rápido, deslocando-se com velocidade para abrir a defesa e buscando o gol.
 Mas esta história já conhecemos bem: a medida que o tempo passa, as chances não aparecem e as poucas que surgirem são incrivelmente desperdiçadas. O baixo astral volta a equipe e repercute nas arquibancadas. A impaciência da torcida se reflete no time. E os erros se sucedem.
 Basta um, bastam dois ataques do adversário para bater o desespero. Que o gol deles vai sair parece que já está escrito no roteiro. Ficamos apenas a espera de saber quem será o protagonista da história: o vilão.
 E quis, hoje, o destino que fosse Marcelo Grohe, ao deixar a bola escapar de seus braços ainda no primeiro tempo.
 Grohe não merece ser vaiado como o foi. Nem mesmo tendo errado. Já fez sua própria história no Grêmio. Já nos salvou de poucas e boas ao longo da carreira. E, diante dos nossos defeitos, tem se transformado no último reduto de um time que começa a falhar lá na frente quando perde gols e se permite ser atacado.
 O futebol, porém, é incrível.
Sejam seus deuses - e há quem acredite nesta divindade mundana rodando os gramados - seja o acaso, o roteiro traçado para conquistarmos a classificação à próxima fase da Copa do Brasil devolveu a Grohe o direito de ser protagonista mais uma vez: o herói.
Em poucas oportunidades, torci tanto mais para um goleiro do que para o próprio time como nessa interminável série de penaltis.
Grohe merecia a chance de se redimir. E o fez não apenas uma, mas cinco vezes: com as mãos quando pode; com os pés, quando já parecia não poder mais; e mais duas vezes impondo respeito diante daqueles que estavam ali para cumprir o papel de algoz.
Porém, assim como o futebol é incrível também pode ser ingrato. E, portanto, para Grohe retomar o curso da história, não bastaria apenas cumprir seu papel. Dependeria de seus colegas que insistiam em lhe impor um peso cada vez maior a cada cobrança desperdiçada.
Grohe defendia. Eles erravam. Grohe defendia de novo. Eles voltavam a errar. E a cada erro deles, Grohe passava por mais uma provação. E ele provou ser forte o suficiente para encarar todos os desafios. E ele provou ser muito maior do que a vaia que ouviu, do que a pressão que sofreu, do que o destino que tentavam lhe traçar.
Grohe, obrigado! Você sempre merece nosso aplauso!

21 de setembro de 2016

Com sangue e lágrimas

Grêmio 0 x 1 Atlético PR

A expectativa para o jogo de hoje contra o Atlético PR é enorme . A Copa do Brasil foi o que sobrou para tentarmos um título em 2016. É o último suspiro da temporada. O tiro tem que ser na testa.
Na casamata, Renato substitui Roger . Mesmo com pouco tempo para implantar seu estilo, algo deverá mudar. Precisa mudar, se quisermos seguir adiante. A continuar com o mesmo futebol pobre dos últimos confrontos, será difícil passar.
Vencemos em Curitiba por 1 x 0, então um empate basta nessa partida da volta.
Muita curiosidade para ver como se comportará a dupla Renato/Espinosa, uma inovação inteligente no vestiário do Grêmio

Primeiro Tempo: 0  x  1

O jogo começou com o Grêmio mostrando melhora no estado anímico. Aos quatro minutos Henrique Almeida recebe um grande passe de Maicon e cara a cara com o goleiro consegue inacreditavelmente chutar para fora. Até minha bisavó faria esse. Nos primeiros minutos, as iniciativas são todas do Imortal Tricolor. O time mostra uma postura diferente dos últimos jogos, mais combativo e insistindo em atacar. A equipe continua pecando nas finalizações. Aos 28 minutos o jogo é igualado, com os paranaenses reagindo ao início dominado pelo Grêmio. Aos 29 minutos e meio, Marcelo Grohe frangueia na primeira bola chutada pelo adversário e a larga nos pés de André Lima que só tem o trabalho de dar o toque para o fundo do gol. A história do "quem não faz leva" se repete. O time sente o gol e começa a errar passes em profusão. Ao final do primeiro tempo uma pequena pressão mas sem resultado positivo. Os jogadores caminham para o vestiário abaixo de vaias.

Segundo Tempo: 0 x 0

Equipe retorna do intervalo com a mesma formação e rapidamente se lança ao ataque. Goleiro do Atlético faz cera antes dos 50 segundos de jogo e, acreditem,  Grêmio faz fair play para a cera. Após escanteio mal aproveitado, Edilson recupera a bola e passa para Luan que chuta muito alto. Atlético se fecha e recua todo o time dificultando, assim, os movimentos do ataque gremista. Várias tentativas são feitas, porém todas insuficientes para assustar o goleiro Weverton.  Aos 17 minutos, Guilherme substitui Henrique Almeida que arruma briga com a torcida ao fazer gesto obceno ao ser vaiado. O Grêmio tem o controle absoluto do jogo mas não consegue traduzir  em gol. O jogo segue tenso e Renato substitui Pedro Rocha por Batista. Aos 30, o ataque faz boa jogada e Maicon tenta colocar mas o goleiro consegue defender. Logo após, Batista quase marca em grande defesa des Weverton. Os paranaenses apenas se defendem. Aos 36 minutos, Luan perde o gol redentor. O Grêmio pressiona muito nos últimos dez minutos, mas as finalizações são ruins e insuficientes.
Acaba o jogo e o time mostra a mesma deficiência de sempre: não sabe fazer gols.
....................

Decisão nos pênaltis: depois de muito sofrimento, Grêmio classificado para a próxima fase da Copa do Brasil.

Como jogaram:

Marcelo Grohe: um frango ridículo. Defendeu 3 pênaltis. Classificou o Grêmio. Foi do inferno ao céu em 110 minutos. Nota: 10
Edilson: bem no apoio. Nota: 6
Geromel:
 voltou a jogar como Geromel. Nota: 7
Kannemann:
 seguro. Nota: 6
Marcelo Oliveira: ferida  ontem, hoje e para todo o sempre. Nota: 2
Maicon: foi bem. Nota: 6
Walace: não está sendo o craque que pensa ser. Nota: 3
Douglas: não foi brilhante, mas não foi ruim. Displicente no pênalti. Nota: 5 
Pedro Rocha: muito fraquinho, fora do jogo. Nota: 4
Luan: bastante participativo. Perdeu o pênalti. Nota: 5
Henrique Almeida: perdeu um gol imperdível. Desrespeitou a torcida. Nota: 0

Renato: senti dó. Fez o que estava ao seu alcance. Tem estrela. Nota: 8

Arbitragem: Vinicius Furlan, auxiliado por Danilo Manis e Gustavo Rodrigues de Oliveira. Um jogo sem contratempos. Nota: 7

20 de setembro de 2016

Daniel Matador - Acredite na magia



“- E ninguém lhe dá ouvidos, senhor? - perguntei a Merlin.
- Alguns sim - respondeu, ressentido. - Poucos, um ou dois. Artur, não. Acha que sou um velho idiota à beira da senilidade. E você, Derfel? Também acha que sou um velho tolo?
- Não, senhor.
- E acreditas na magia, Derfel?
- Sim, senhor - disse eu. Tinha visto a magia funcionar, mas também a vira falhar. Era algo difícil, a magia, mas eu acreditava nela.”

Diálogo de Merlin com Derfel na imortal obra “O Rei do Inverno”, segundo volume da trilogia Crônicas de Artur.
 
Acompanhado do mestre Valdir Espinosa, Renato acompanhou o treino na Arena (foto de André Ávila).


Caros

Em 2013 aproveitei um raro momento de folga e fui até a Arena para ver a volta da magia. No caso, acompanhei a apresentação de Renato Portaluppi para a torcida do Grêmio em seu primeiro treinamento aberto. Inclusive documentei aqui no blog, neste post aqui ==> http://blogremio.blogspot.com.br/2013/07/daniel-matador-volta-da-magia.html

A magia, assim como os milagres, é uma coisa meio estranha. Muitos não acreditam nela, dizem que não existe. Outros, meio reticentes, até creem em sua existência, mas duvidam de sua eficácia. Eu já sou de outra turma. Acredito na magia. Ela existe, duvidem ou não. Sabe aquele gol do Aílton na final do Campeonato Brasileiro em 96, faltando cinco minutos pra terminar o jogo? Magia. Aquele gol do Carlos Miguel no Maracanã lotado em 97, quando a torcida do Flamengo já comemorava o título da Copa do Brasil? Também foi magia. E o gol de Renato em Tóquio, na prorrogação, pegando o goleiro do Hamburgo no contrapé e coroando o Grêmio como Campeão do Mundo? Óbvio que era magia. Impossível discordar.

Grande parte da torcida não queria a saída de Roger. Mesmo esses, contudo, admitem que o ex-técnico, provavelmente o mais promissor da atualidade no futebol brasileiro, vinha pecando em alguns pontos cruciais. Por mais que todo treinador tenha seus bruxismos, a manutenção de determinados jogadores que não vinham rendendo contribuiu para minar seu trabalho. Diferentemente de seu mentor Tite, que sempre soube aliar a qualidade técnica à gestão de pessoas, Roger não domina este segundo quesito. E a incapacidade de ler uma partida em tempo real é, talvez, um de seus principais pontos negativos. A metodologia de toque de bola, não obstante os bons resultados que trouxe em muitas situações, nunca era alterada, estivesse o time ganhando, perdendo ou empatando. E isso é ruim, tanto que não me recordo de algum jogo que o time tenha virado o placar após sair em desvantagem (até pode ter ocorrido, apenas não me vem automaticamente à mente, o que corrobora o citado). Saber mudar o rumo quando a situação assim o exige é importante, para não dizer essencial. Roger é jovem, iniciante em sua carreira. Tem tempo para corrigir estes aspectos. Mas ele optou por corrigi-los fora do Grêmio.

E, quando o pragmatismo racional deixa de brilhar e dar resultado, aí apela-se para o imponderável. Como dizem na aldeia, entra o pensamento mágico. Recorre-se à mística. Apela-se para a magia. Não é correto? Provavelmente. A manutenção de um projeto, via de regra, costuma dar bons resultados. Mas é algo relativo. Chega uma hora em que, mesmo que possa haver um futuro promissor, o presente obriga a uma guinada de rumo. E aí, valendo-me de uma citação lá do Twitter, temos um ponto interessante a ressaltar. O pensamento mágico pode ser bom ou ruim. Vai depender do cacife do mágico. Uns apelam para David Copperfield, outros apelam para o Tio Tony. O resultado? Bom, temos uma amostra em certos times que estão na zona de rebaixamento.

Não dá pra exigir muito da magia quando o mágico é o Tio Tony.

Ao contrário do que muitos erroneamente apregoam, Renato não é um mero motivador ou um singelo distribuidor de coletes. Já acompanhei alguns treinos dele e atesto que muitos fundamentos técnicos e táticos são interessantes. A parte física entra também, mas aí é trabalho da comissão permanente. E a parte anímica, esta Portaluppi trabalha como poucos. E talvez seja justamente o que mais precisamos neste momento. Se souber utilizar parte do legado de Roger, Renato tem condições de fazer um bom trabalho, a exemplo do que fez nos outros dois Brasileiros em que comandou o time. Em 2010 pegou a equipe às portas do rebaixamento e classificou-o à Libertadores. Em 2013, com um elenco não superior ao atual, foi vice-campeão.

Portanto, há razões para acreditar. Nesta quarta-feira, às 19h30min, ele estreará na casamata contra o Atlético-PR pela Copa do Brasil precisando de um empate para classificar o time para as quartas-de-final do torneio. E aí faltarão apenas 6 jogos para o título. Sim, apenas 6 jogos. Difícil? Lógico, como tem sido a vida do tricolor nestes últimos anos. Impossível? Claro que não. Em sua coletiva de apresentação, ao lado de Valdir Espinosa, Portaluppi falou uma frase emblemática: "Não tenho varinha mágica". Ok, Renato. A gente sabe que nem todo mágico precisa disso para fazer seus truques. E talvez o que precisemos, nesta hora, seja justamente um toque de magia. Aquela que vem faltando há um certo tempo. Acredite na magia. Ela existe. Eu já a vi falhar, mas também já a vi funcionar. E ela está de volta.

Saudações Imortais

19 de setembro de 2016

"Vou cobrar", diz Renato


Assim como vocês, também não estou sabendo diagnosticar com clareza a (s) causa (s) da rápida e inesperada queda do Grêmio na tabela do Campeonato Brasileiro. Já passei por todas as fases. Da irritação ao desânimo.  Fico me perguntando: como pode o rendimento de quem teve um muito bom aproveitamento no Primeiro Turno despencar de forma tão estrondosa? Percebe-se a torcida meio atordoada com as más e inexplicáveis atuações dos últimos jogos. Soa estranho, uma vez que ninguém desaprende de uma hora para outra.

Depois de muito pensar, comecei a enumerar mentalmente as possíveis ou prováveis causas que contribuíram para o declínio técnico da equipe. Não sei se passa por elas o mau momento vivido, mas são fatos que devem ter algum peso nessa crise técnica, já que a mesma começou após eles acontecerem.

Pela ordem:

1)     Venda de Giuliano;

2)     Convocação de Luan e Walace para as Olimpíadas (decaíram tecnicamente após a volta);

3)     Lesão de Éverton, uma das peças mais importantes do ataque;

4)     Convocação de Geromel e Grohe para a Seleção (decaíram após o retorno);

5)     Briga de egos de dirigentes no comando do vestiário;

6)     Teimosia do treinador em manter Marcelo de Oliveira e Ramiro na escalação, apesar do clamor da torcida que detecta falta de qualidade para fazerem parte da equipe titular.

 Esses são os fatos visíveis que aconteceram nos últimos dois meses.  Pensar que possam ter interferido de maneira direta no vestiário são apenas especulações. Somente quem vive o dia a dia do clube tem mais elementos para conseguir diagnosticar com maior precisão essa falta de aplicação, ânimo e qualidade que faltou à equipe nas últimas jornadas. O time “descarrilhou”, “saiu do rumo”, se “esfumaçou”.
Ao torcedor que está fora do ambiente, resta especular e ficar conjecturando sobre as verdadeiras causas que desestruturaram todo o bom trabalho que foi feito no Primeiro Turno.

 Renato


Vou falar a verdade para vocês: eu não queria ter Renato de volta ao comando técnico do Grêmio. Torci o nariz quando soube que estava sendo especulado. Não achei que seria a pessoa certa para tentar recuperar a campanha em declínio. Sou meio cética quanto à tática do “vâmo, que vâmo”, do pensamento mágico, da mobilização a pau e corda... Enfim, acredito em estudo, estudo, estudo, trabalho, dedicação, inteligência, estratégia e feeling.  
Postei-me em frente ao computador na hora da entrevista pela TV Grêmio para ver o que teríamos para o momento. Bastaram menos de cinco minutos para que eu mudasse completamente de idéia. No momento em que o presidente Romildo Bolzan declarou que o Renato Portaluppi foi o técnico que teve melhor retrospecto treinando o Grêmio nos últimos anos, não precisei ouvir mais nada. Ele foi melhor que os cascudos incensados Felipão e Vanderlei Luxemburgo, tidos e havidos como os maiores empilhadores de títulos no futebol Brasileiro. 
"Faltam menos de três meses para acabar o ano. Mas não é porque o campeonato está chegando ao fim que o jogador não precisa mais correr. Eles são pagos para trabalhar, e é isso que vou cobrar”, falou Renato na largada.
Então, nada mais tenho a declarar. A partir de agora, Renato é o cara. Desejo a ele um bom trabalho e que use bastante a sua inteligência e perspicácia à serviço do Imortal Tricolor. Já provou que pode ser mais competente que os melhores.

 Espinosa


Eu sempre imaginei o Valdir Espinosa com um cargo como o que terá agora à frente da Comissão Técnica. Estranhamente, ele nunca conseguiu alçar maiores vôos após ser campeão Mundial pelo Grêmio. Mas ele é um dos responsáveis pelo maior título já alcançado pelos gremistas. Ninguém chega nessa altura sem ter merecimento e competência. A sorte tem o hábito de sorrir para os merecedores.
Sabemos que Espinosa é um estudioso do futebol. Ele costuma detalhar suas idéias através de seu canal no You Tube ( https://www.youtube.com/user/valdirespinosa/videos). Vejo como muito positiva essa parceria entre ele e o novo técnico. Tem todos os ingredientes para funcionar. Se conhecem de longa data. Um é estudioso e centrado. O outro sanguíneo e motivador.
Valdir Espinosa já declarou que esse foi o convite pelo qual esperou a vida toda após a taça no Japão. Acredito que empregará toda sua motivação e conhecimento nessa nova atividade.
Que assim seja....

Preis


Fiquei entusiasmada que o vice-presidente do Conselho de Administração, Adalberto Preis, aceitou ser o novo vice de Futebol. É um homem muito sério, disciplinador  e competente. Também um vencedor na história do Grêmio. Penso que estamos em muito boas mãos.
Agora é a hora de trabalhar, trabalhar e trabalhar. Fazer o que for  melhor para o Grêmio.
Não acredito em milagres.