25 de março de 2017

Daniel Matador - Massacre na Arena

Grêmio 4 x 0 Juventude

O Grêmio de Bolaños massacrou o Juventude na Arena (Foto: Lucas Uebel)

Caros

Após uma série de quatro empates consecutivos no ruralito, o time de Renato retornou à Arena para enfrentar o Juventude na penúltima rodada deste torneio mequetrefe. Tão mequetrefe que certos times que promoveram arruaças, brigas e pedradas em estádios alheios, mesmo após terem sido punidos com uma ridícula pena de perda de 2 mandos de campo, conseguiu efeito suspensivo e jogará em casa as próximas partidas. Não dá para levar esta várzea a sério enquanto a FGF e o STJD continuarem aparelhados e agindo de forma parcial e apaixonada.

Renato teve o retorno de alguns jogadores que estavam no DM e, com isso, pôde efetuar algumas alterações na equipe. Miller havia levado o segundo cartão amarelo pela seleção equatoriana nas eliminatórias da Copa e, com isso, retornou antes para auxiliar o tricolor. O time entrou em campo com Grohe no gol; Thyere e Kannemann na zaga; Edilson e Marcelo Oliveira nas laterais; Ramiro e Michel na volância, com Miller e Léo Moura na meia cancha e Pedro Rocha e Luan mais à frente.

1º tempo: Grêmio 3 x 0 Juventude

Aos 10 segundos Pedro Rocha já havia roubado uma bola e cruzado na área. O Grêmio dominava as ações e aos 12, Ramiro desvencilhou-se da marcação, lançou Pedro Rocha e este fez assistência para Miller, que não perdoou e abriu o placar. O Juventude nem havia recobrado-se do primeiro gol e Michel lançou Luan, que devolveu para o próprio Michel marcar um belo gol da entrada da área. E o tricolor estava avassalador. Aos 28, Edilson deu uma patada, o goleiro do Polentude bateu roupa e Léo Moura, em grande fase, pegou o rebote e mandou para o fundo da rede.

Aos 32, blitz tricolor com Pedro Rocha e Ramiro chutando uma bola que explodiu na zaga. No minuto seguinte, Bolaños lançou Pedro Rocha, que invadiu a área e tentou driblar o goleiro, sem sucesso. Aos 37, Luan recebeu de Bolaños na entrada da área e meteu o sapato, mas o arqueiro defendeu. Daronco, o apitador, não quis nem dar acréscimos e encerrou o massacre do primeiro tempo aos 45 minutos cravados.






2º tempo: Grêmio 1 x 0 Juventude

Logo aos 6 minutos, Taiberson fez fila e Caprini deu um bago que explodiu no travessão, mas o árbitro já havia assinalado impedimento. Aos 11, após boa troca de passes, Luan ajeitou o corpo e chutou de chapa, com a bola passando rente à trave. Aos 17, Edilson cobrou falta semelhante à que havia originado o terceiro gol, metendo um PETARDO. A bola pegou efeito, o goleiro bateu roupa e Kannemann sofreu carga. Pênalti que Luan converteu.

Renato aproveitou o placar elástico para aliviar alguns jogadores e testar outros. Aos 21, Bolaños saiu ovacionado para a entrada de Gastón. Aos 24, Léo Moura também saiu ovacionado para a entrada de Fernandinho. E aos 30 Lincoln entrou no lugar de Pedro Rocha. Aos 38, quase que Luan marcou um golaço, chutando de chapa quase no ângulo. Aos 44 Grohe sujou o fardamento pela primeira vez, espalmando para escanteio um chute de Taiberson. E, novamente, Daronco não quis nem perder tempo e encerrou o massacre aos 45 minutos cravados.




Como jogaram:

Grohe:
Edilson: retornou depois de um tempo relativamente grande no DM.
Thyere: tem dado conta do recado durante a ausência de Geromel. Nota 7
Kannemann: continua sendo o buldogue de sempre. Nota 7
Marcelo Oliveira: foi um pouco melhor do que vinha sendo. Nota 5
Michel: a parceria com Ramiro favoreceu seu tipo de jogo, tanto que conseguiu inclusive marcar um belo gol. Nota 7
Ramiro: foi deslocado da posição em que vinha tendo um bom desempenho, entrando no lugar do contestado Jaílson. Cumpriu bem a missão. Nota 7
Miller: seu retorno antecipado foi saudado. E com razão, pois abriu o placar e deu a dinâmica que havia faltado nos outros jogos. Nota 9
Léo Moura: vinha fazendo grande papel na lateral direita e, mesmo com o retorno de Edilson, não saiu do time. Com quase 40 anos nas costas, está jogando como um guri. Tanto que fez mais um gol com faro de centroavante. Nota 9
Pedro Rocha: participou diretamente do gol de Bolaños, mas teima em falhar na principal característica dos atacantes, que é fazer o gol. Teve duas oportunidade e desperdiçou ambas. Nota 6
Luan: movimentou-se em todo o campo. Bateu muito bem o pênalti. Nota 8

Renato Portaluppi: ainda vai ter quem ache que ele não é treinador e que, quando o time joga bem, é legado do antigo técnico. A vitória de hoje passa por ele. Nota 9

Arbitragem: Anderson Daronco foi o apitador, com Elio Nepomuceno de Andrade Júnior e Alexandre Antonio Kleiniche nas bandeiras. Deixou Luan apanhar feito bicho, mas acertou na marcação do pênalti.

Vários corneteavam Renato quando ele dizia que ainda não contava com todos os jogadores. Outros cornetearam quando ele fez as mudanças alterando as funções de Ramiro e Léo Moura. Só que estamos em 2017 e tem quem ainda ache que ele não é técnico. Que Deus perdoe essas pessoas ruins. E ainda continuamos com desfalques (Geromel, Douglas, Beto da Silva, etc.). Continuem corneteando. Continuem secando. Tá dando certo.

Saudações Imortais

24 de março de 2017

Avalanche Tricolor: um bom empate no Vale

Por Milton Jung

Novo Hamburgo 1×1 Grêmio
Gaúcho – Estadio do Vale Novo Hamburgo/RS



33469436561_09a1a57ca8_z


O pessoal da crônica esportiva usa algumas expressões que viram moda rapidamente. Apesar de não serem precisas, costumam ser simbólicas.

Uma delas tacha o jogo de duas equipes que disputam posição na tabela de classificação, lá em cima ou lá embaixo: “este é um jogo de seis pontos” dizem com a boca cheia. A gente sabe que o jogo só vale três pontos, (é o que diz a regra) mas nos deixa claro que a partida pode ser decisiva no confronto direto das duas equipes. Pura licença poética.

Outra expressão comum, que me veio à memória enquanto assistia ao jogo do Grêmio, é a já famosa “final antecipada”. Geralmente usada quando duas equipes grandes, favoritas ou qualificadas se cruzam na competição antes mesmo do jogo decisivo.

Essa é mais perigosa, pois dá a entender que se passar por aquela partida, ninguém mais segura o vencedor. É um desdém aos demais adversários que pode custar caro.

Na noite de ontem, depois de ser obrigado pela televisão a assistir a uma outra partida que, me parece, valia os tais seis pontos, e disputada por dois times que lutavam para sobreviver na competição (jogo aliás que terminou empatado e sei lá por que teve gente comemorando), sentei-me para ver o Grêmio e entender melhor o adversário que lidera o campeonato desde seu início.

No Estádio do Vale, em Novo Hamburgo, havia dois times qualificados em campo com boas chances de estarem na final do Gaúcho se não se cruzarem antes nas etapas intermediárias. E de tanto se respeitarem fizeram um jogo no qual o espaço no gramado era disputado centímetro a centímetro. Quase não conseguiam trocar passe devido a marcação forte e poucas chances de gol surgiram. No primeiro tempo desperdiçamos a nossa. No segundo, eles aproveitaram a deles. E diante disso quase amargamos uma derrota.

Foi a insistência gremista e a percepção de que do outro lado havia uma equipe disposta a fazer historia nesta temporada que mudaram o cenário da partida. E de tanto tentarmos, a bola foi parar nos pés do competente Leo Moura que teve a tranquilidade para fazer aquilo que a juventude dos nossos atacantes não havia conseguido: o gol de empate.

Tenho a impressão de que muitos dos nossos jogam preocupados com os riscos que correm em campo, o que se justifica frente a quantidade de lesões que acumulamos no elenco e o tamanho do desafio que a Libertadores nos impõe. Isso acaba prejudicando o desempenho e impedindo um jogo mais solto, aquele que nos deu o titulo da Copa do Brasil. Ao mesmo tempo, otimista que sempre sou, percebo que na hora necessária, nosso futebol voltará a fluir.

Ao contrário das expressões que gostamos de usar, ontem não foi uma decisão antecipada, apesar de haver boa probabilidade de as duas equipes estarem na final disputando o titulo gaúcho este ano. Mas quando isso realmente acontecer, tenho certeza de que a coisa vai ser diferente. Na hora do vamos ver, confio mais o Grêmio.

22 de março de 2017

Daniel Matador - Léo Moura salva a noite tricolor

Novo Hamburgo 1 x 1 Grêmio

Léo Moura fez o gol tricolor da noite e tem sido decisivo no time. (Foto: Lucas Uebel)

Caros

O tricolor pegou a BR116 e foi até o Estádio do Vale para enfrentar o líder do ruralito. O Novo Hamburgo do bom técnico Beto Campos é a sensação do campeonato deste ano. Por conta das lesões, desfalques, cartões, convocações e afins, Renato mandou a campo o Grêmio com Léo no gol; Léo Moura, Thyere, Kannemann e Marcelo Oliveira; Jaílson, Michel, Ramiro, Everton, Pedro Rocha e Luan. A surpresa na escalação ficou por conta da escalação de Everton na vaga que seria, normalmente, de Barrios. Só que o que realmente interessava nessa rodada era o jogo do líder contra o imortal.

1º tempo: Novo Hamburgo 0 x 0 Grêmio 

O jogo começou pegado e movimentado. Chamavam atenção as jogadas entre Luan e Everton, que pareciam entender-se muito bem. O tricolor pressionava, apesar de não conseguir chanches claras de gol. Aos 19, Pedro Rocha invadia a área cara a cara com o goleiro do Nóia, que fez um milagre. Ponto a ressaltar: Luan estava altamente participativo. E apanhava mais que vagabundo de facção rival, tudo sob a complacência do árbitro.

Nos últimos 15 minutos o jogo perdeu muito de seu ímpeto inicial. Praticamente nada digno de registro ocorria para ser destacado. E ele foi modorrentamente arrastando-se até o final da primeira etapa sem um único chute a gol de ambas as partes. O pior foi ter que aguentar a chranga da torcida do Nóia, que tocava mal pra cacete. Triste.





2º tempo: Novo Hamburgo 1 x 1 Grêmio 

O tricolor voltou à segunda etapa sem alterações na escalação. E as coisas continuaram iguais: pouca inspiração de ambos os lados e Luan apanhando feito bicho. Aos 16 minutos, Gastón Fernandez entrou no lugar de Pedro Rocha. Aos 18, Thyere salvou uma bola em cima na linha, evitando o que seria o gol do Novo Hamburgo. Aos 22, Jaílson saiu para a entrada de Fernandinho.

Aos 24, em um perigoso contra-ataque, Marcelo Oliveira salvou tirando a bola para a lateral. Até que, aos 28, Michel ficou caído em uma dividida e possibilitou ao jogador do Nóia lançar Juninho, que finalizou bem na saída de Léo e abriu o placar. O próprio Michel saiu aos 30 para a entrada de Lincoln. Aos 37, ele acabou chutando pra fora. Aos 42, Luan aparou cruzamento na frente do gol e a bola foi pra fora. Aos 46, a redenção: Léo Moura recebeu bola alçada do outro lado por Marcelo Oliveira, dominou com categoria e chutou no canto do goleiro. Gol de quem manja. Aos 48 ainda houve uma falta frontal para o tricolor, mas não resultou em nada e a partida acabou empatada.




Como jogaram:
  
Léo: praticamente assistiu o jogo no primeiro tempo.
Léo Moura: um dos poucos que se salvaram. Fez o gol que evitou o vexame. Parece que joga há anos do Grêmio. Nota 7
Thyere: recebeu a ingrata missão de substituir Geromel e não tem comprometido. Nota 6
Kannemann: o cão de guarda de sempre, com grande imposição. Nota 7
Marcelo Oliveira: apenas razoável, nada além disso. Nota 4
Jaílson: fez uma jornada fraca. Um de seus piores jogos com a camisa do Grêmio. Nota 3
Michel: não fez boa partida e ainda falhou no lance que originou o gol. Nota 3
Ramiro: manteve seu bom retrospecto, mas decaiu no segundo tempo. Nota 6
Everton: muita transpiração, mas pouca objetividade. Nota 5
Pedro Rocha: muito mal no primeiro tempo. Continuou mal no segundo. Saiu para a entrada de Gastón Fernandez. Nota 2
Luan: foi seu jogo mais intenso e participativo neste ano. Assim como o time, foi decaindo ao longo da partida. Nota 6

Gastón "La Gata" Fernandez: entrou no lugar de Pedro Rocha. Sem muito brilho. Nota 4
Fernandinho: entrou no lugar de Jaílson. Nada acrescentou. Nota 4
Lincoln: entrou no lugar de Michel. Até tentou, mas não conseguiu grandes progressos. Nota 5

Renato Portaluppi: esse empate é computado em grande parte por conta das escolhas do treinador. Nota 4

Arbitragem: Daniel Bins, auxiliado por Leirson Martins e Tiago Diel. Deixaram o Nóia fazer revezamento de faltas em Luan.


O jogo valia a chance de aproximação do líder, assim como a reabilitação dos últimos resultados, os quais haviam ficado aquém do esperado. Só que o desempenho continuou sofrível. Bolaños tem feito muita falta, assim como Maicon e Geromel (nem vamos citar Douglas). Ainda assim, o time tem apresentado muito menos do que poderia e deveria. O próximo jogo é sábado, na Arena, contra o Juventude. Não cogita-se nada além de uma vitória e, preferencialmente, um bom desempenho.

Saudações Imortais

21 de março de 2017

A hora de parar


Um episódio que veio a mim e os comentários do post logo abaixo me trouxeram uma certeza: é hora de parar. Eu comecei a escrever no blog quando o Grêmio estava falido e na série B. E vim ininterruptamente até hoje.
Anos e anos ouvindo e tentando refletir e descrever os anseios da torcida. Campeonato após campeonato tentando passar esperança de uma vitória que chegaria.
Até que o ano passado ela veio. E veio linda, brilhante, sem contestação. Foram jogos maravilhosos, onde o talento e a raça de todos os jogadores e a dedicação de todos os funcionários e diretores levou ao título e ao delírio da torcida.
Por coincidência do destino na última hora eu, que não havia planejado, estava na Arena. E, depois de anos me vi chorando de alegria e de emoção. Chorando muito. Eu que nunca havia chorado em campo de futebol.
Mal sabia que menos de três meses após esta conquista maravilhosa haveria tanta reclamação e até mesmo tanto ódio de parte da torcida contra jogadores, treinadores e dirigentes. Nada presta. Todos são ruins e desprovidos de talento, vontade e inteligência.
A sociedade está doente e eu estou cansado de ler comentários e ficar estressado por conta do que leio.
Já não ouço quase rádio se não a Grêmio Rádio. Já não leio comentário de nenhum "comentarista". Me restrinjo a abrir os sites para ver as manchetes das notícias.
E agora vou dar um tempo no blog.
A Pitica largou.
Ficam o Daniel e a Talita. Se quiserem e se puderem. E principalmente, se tiverem saco.
Talvez um dia, quem sabe, eu volte. Mas com certeza não será tão cedo.
Um abraço aos amigos que fiz aqui. E, como diz o Heraldo, um vtnc para os malas que me deixaram moído de cansaço.

Retardo mental ou gosto em falar bobagem?

Confesso que está duro aguentar os comentários no blog. Muito duro.
A Pitica já largou. O Daniel e a Talita nem escrevem mais e sobrou eu para manter o blog atualizado e mediar as indecências que são escritas nos comentários.
Alguns não tem jeito. Tem de ser bloqueados e até banidos.
Outros a gente libera.
Tudo bem que as pessoas possam ter opiniões diferentes. Um gosta de A e não gosta de B. Outro gosta de B mas não gosta de A.
Mas escrever bobagem após bobagem com tom professoral de dono da verdade é demais.
Deste jeito daqui há pouco sobra bloquear comentários, porque tem de ter um fígado muito bom para ler e liberar.
Duvidam?
Olhem este comentário de um elemento acostumado a textões.
Com Renato e seu fator amante de cascudo é altamente improvável que Lincoln seja escalado como titular... Haja vista a inquebrantável titularidade de Marcelo Oliveira. Concordo contigo seria a melhor solução investir no guri que está na cara tem futuro até imediato!!! 
Mas tanto Renato como a comissão permanente gremista tem um histórico em não acreditar nos guris do Grêmio por mais bons de bola que sejam Ronaldinho, Douglas Costa, Mário Fernandez e vai longe... 
Claro arigó. O Grêmio odeia seus guris. Que o digam Grohe, Jaílson, Walace, Luan, Everton, Pedro Rocha e Ramiro. Apenas 6 da base no Penta Campeão da Copa do Brasil.
Sim, vou lembrar porque muito arigó mala já esqueceu.
O Grêmio foi Penta Campeão da Copa do Brasil há 3 meses.
Continuem enchendo o saco. Com um pouco de sorte, daqui à pouco estarão falando sozinhos.

19 de março de 2017

(Mais) um castigo merecido

Grêmio 1 x 1 Veranópolis


Primeiro Tempo: 0 x 1

Lucas Barrios iniciou como titular pela primeira vez.
E os primeiros minutos foram de pressão do time do interior embora nada fosse criado.
O Grêmio tentava sair muito lentamente para o ataque. E errava muito passe.
A primeira chegada foi aos 10 minutos mas a zaga cortou para escanteio. Na cobrança gol do Kannemann mas anulado por impedimento. Bem anulado.
Aos 17 minutos Thyere afastou mal e deu no pé de um adversário. Léo fez boa defesa no chute forte. E Thyere afastou mal de novo aos 23 minutos mas sem consequência mais séria.
O principal problema do tricolor era a falta de um articulador no meio de campo.
Aos 25 minutos Léo aceitou um chute de muito longe. Um frango. Mas um gol até merecido pelo que o Grêmio não fazia em campo. Falhou também o meio de campo que deixou um oceano de espaço para o jogador dominar, ajeitar e chutar.
Aos 30 minutos o primeiro chute a gol. Luan de fora da área bateu colocado mas o goleiro fez a defesa.




Aos 38 minutos Pedro Rocha sofreu falta violenta quando iniciava um bom ataque. Na cobrança não aconteceu nada.
Aos 46 minutos Barrios mandou para as redes mas o juiz deu um impedimento de Ramiro. Houve reclamação dos jogadores mas a tv não mostrou o replay. E o juiz marombado deu amarelo para o Barrios por reclamação.

.....

Um primeiro tempo pavoroso.
O time entrou sem vontade como se ganhar fosse questão de tempo.
E para piorar, o goleiro aceitou um gol em bola muito fácil para defender.

Segundo Tempo: 1 x 0

Lincoln entrou no lugar de Jaílson. Uma providência muito oportuna do Renato.
E a modificação pareceu dar resultado. Aos 2 :30 minutos cruzada do Marcelo Oliveira mas a bola passou por dois atacantes e foi para a linha de fundo. Uma boa chance.
E aos 5 minutos Ramiro cruzou para Luan que matou no peito, girou, esperou o goleiro se estatelar no chão e colocou no cantinho. Um golaço.
Aos 7:45 minutos uma bomba de fora da área e Léo mandou para escanteio.
No twitter começou a patrulha em quem criticara o primeiro tempo do Luan.






O segundo tempo do Imortal era bem melhor do que o primeiro, mostrando que não dá para prescindir de um armador.
Aos 16 minutos o bandeira inventou um impedimento quando Luan recebeu um lançamento dentro da área.
Aos 18 minutos Everton entrou no lugar de Lucas Barrios.
Pedro Rocha cabeceou fraco cruzamento de Léo Moura para defesa do goleiro.
Aos 21 minutos Léo Moura bateu falta no canto para grande defesa do goleiro.
Luan deu para Léo Moura que cruzou no pé de Pedro Rocha que, dentro da pequena área e sem goleiro isolou por cima. Um gol incrível perdido. Eram 24 minutos.


E Léo Moura de novo cruzou para Luan chutar de primeira mas o goleiro defendeu.
O gol amadurecia com chances de gol após chance de gol. Mas não saía.
Renato tirou Michel e colocou Gaston Fernandez aos 33 minutos.
E Everton recebeu livre mas não conseguiu encostar para um dos atacantes que estavam na cara do gol. Mais uma chance perdida.
Nos últimos minutos o time entrou no desespero levantando a bola de qualquer jeito para a área.
Gaston Fernandez fez uma falta forte e levou amarelo. 



E foi isto.

.....

Um segundo tempo muito melhor do que o primeiro. Mas as chances perdidas, mais uma vez, impediram um resultado melhor.

E mais uma vez o castigo que sempre vem quando o time entra em campo com arrogância e achando que a vitória é uma questão de tempo. Não é. Para o Grêmio nunca foi.
Ramiro, Léo Moura e Lincoln os melhores.

__________

Como Jogaram

Léo:
 Uma falha pavorosa no primeiro tempo. Uma boa defesa no segundo tempo. Nota 3
Léo Moura: Um dos poucos que se salvou no primeiro tempo. E criou grande jogadas no segundo tempo. Um dos melhores. Nota 8
Rafael Thyere: Duas pixotadas no primeiro tempo. Depois mostrou a segurança dos outros jogos. Nota 6
Kannemann: Bastante firme como sempre. Nota 7
Marcelo Oliveira: Não teve problemas atrás mas não fez nada na frente. No segundo tempo melhorou. Nota 6
Michel: Não foi visto em campo no primeiro tempo. Melhorou no segundo tempo. Nota 6
Jaílson: Um primeiro tempo muito ruim errando praticamente todos os passes. Foi substituído no intervalo. Nota 2
Ramiro: Lutador como sempre. E um dos melhores como sempre. Escolhido o melhor pela torcida. Nota 8
Luan: Parece que anda sem vontade de jogar, mas de repente acorda e faz um golaço e grandes jogadas. Nota 6
Pedro Rocha: Muito esforço e nenhuma produtividade no primeiro tempo. Errou dois gols feitos no segundo tempo. Nota 4
Lucas Barrios: A bola não chegou nenhuma vez no primeiro tempo. Melhorou com o time no segundo tempo mas foi substituído. Nota 4
.....

Lincoln (Jaílson): Mudou a cara do jogo quando entrou. Nota 8
Everton (Lucas Barrios): Entrou muito bem. Nota 7
Gaston Fernandez (Michel): Pouco tempo em campo. Sem nota




Renato: Tem de escalar sempre um meia ou o time não funciona. Corrigiu no intervaloNota 6

Arbitragem: Roger Goulart, Maurício Penna e Jorge Bernardi - Picotou o jogo no primeiro tempo. Algumas faltas invertidas e um impedimento muito mal marcado. Deixou o Veranópolis bater à vontade.

17 de março de 2017

Quem precisa do Walace?

Nova contratação do Imortal.



Desespero, chilique e grandeza

Como diria o Galvão Bueno, ééééé amigos, a coisa está feia para o lado do Cheira-Rio.
Antes de continuar um pedido de desculpas aos gremistas justinos que pensam que o que acontece sobre o aterro não é importante para a vida do Imortal. Eu acho que é e vou continuar escrevendo sobre.
Mas continuemos.
O esperneio anda forte. E as cuecas a cada dia mais sujas.
Fala-se pelos cantos que há provas robustas de que os pdf´s do caso Victor Ramo são realmente falsos. E sabe-se que a pena, neste caso é a suspensão de pelo menos 180 dias.
Ora, um clube suspenso não pode jogar série nenhuma. Portanto, em 2018 o torneio mequetrefe do Novelhaco vai ser muito importante para que nosso cocô-irmão consiga vaga para a série D de 2019.


_____

Mas eles não perdem a pose.
Tem um atorzinho para lá de medíocre que foi alçado a representante róseo naquele programa que perde mais audiência do que reservatório furado perde de água. E foi também transformado em colunista daquele jornaleco que verte sangue e bobagens.
Pois ele, que se acha malandro, resolveu iniciar uma campanha para intimidar a arbitragem.
Sim. É sério. Não contente com o favorecimento sistemático que recebem, o cara quer aumentar ainda mais a roubalheira através da intimidação e do condicionamento.
Foi só o marombado dar uma entrevista de solidariedade ao colega atingido pelo vice de futebol desesperado e lamentando o destempero que deu chilique no véio. Aí ele fez uma coluna.


Não percam tempo procurando para ler. Não dêem pageview. O título é auto-explicativo.
_____

Enquanto isto as coisas vão se ajeitando na Arena. Com calma, sem alarde e, especialmente, sem chiliques.
E com atitudes bonitas que servem para mostrar a grandeza do clube e a importância do futebol.
Como esta aí embaixo.Nesta sim, podem abrir e ler à vontade.

16 de março de 2017

Avalanche Tricolor: saldo positivo em empate, no Bento Freitas

Por Milton Jung



Brasil 1×1 Grêmio
Gaúcho – Bento Freitas/Pelotas

  

33423344136_bfd3b5dd22_z
Ramiro voltou a marcar, em foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA
Tem alguns recantos do Rio Grande que dão saudades. Pelotas é assim. Assim também é o Bento Freitas, estádio onde já fui torcedor e repórter – cada coisa ao seu tempo, às vezes ao mesmo tempo. Assisti a algumas partidas do Grêmio na carona da Veraneio que levava para o interior a equipe da Rádio Guaíba. E em outras trabalhei como jornalista de rádio pela própria Guaíba, lá pelos anos de 1980.
  
A viagem era longa e os jogos duros. Uma das mais fanáticas torcidas do futebol rio-grandense está por lá. E ter essa turma no cangote enquanto se tentava reportar as coisas que aconteciam dentro do gramado era um desafio. Em um tempo no qual o radinho de pilha ficava colado no ouvido do torcedor qualquer informação que colocasse o time da casa sob suspeita era imediatamente respondida aos palavrões.
  
Sabe essas coisas que se assiste nas redes sociais? No Bento Freitas, era ao vivo e a cores, como costumam dizer os mais antigos.
  
Por tudo isso, ver o Bento Freitas nas imagens de televisão hoje, no início da noite foi curioso, pois me fez lembrar de muitos dos momentos vividos lá em Pelotas. E não me surpreendeu, apesar de ser informado que o estádio está com uma nova ala para a torcida. Time e torcedores disputam cada bola como se fosse a última. E se o árbitro não tiver pulso, a partida corre o risco de descambar para a violência. Intimidar o adversário no berro e no pontapé faz parte do negócio.
  
Até que o Grêmio se comportou bem diante de um adversário disposto a tudo. Colocou a bola no chão, trocou passes, se movimentou, fez tabelas bonitas na entrada na área e chegou ao gol inimigo algumas vezes. Marcou em uma jogada típica das partidas encrespadas: Ramiro, Ramito – novamente ele – não teve medo de dividir uma bola na entrada da área e meteu o pé do jeito que dava; a bola desviou no zagueiro e encobriu o goleiro.
 
Pena nos ter faltado precisão nos chutes, termos encontrado um goleiro inspirado e tomado o gol de empate ainda no primeiro tempo. Merecíamos mais sorte.
  
Diante do resultado final e da posição em que estamos ao fim da sétima rodada do Campeonato Gaúcho, o placar pode ser comemorado – apesar de esse negócio de comemorar empate ser esporte preferido de uma outra turma que está mais embaixo – aliás, bem embaixo – da tabela.
  
Meu maior temor nesta noite era mesmo colocar mais alguém na temida lista dos lesionados, principalmente pela forma violenta com que o jogo se desenvolvia. Já bastava ter sido informado que Marcelo Grohe foi obrigado a ficar no banco porque sentiu lesão muscular antes da partida.
 
 Manter a integradade dos nossos titulares e nos mantermos no alto da tabela a poucas rodadas do fim desta fase foram o saldo positivo desta jornada.

15 de março de 2017

Daniel Matador - Empatezinho maroto em Pelotas

Brasil de Pelotas 1 x 1 Grêmio

Ramiro marcou o gol do Grêmio em Pelotas (foto: Lucas Uebel)

Caros

Enquanto alguns clubes sequer conseguem atingir a zona de classificação do ruralito (não disse quais clubes), o Grêmio foi a Pelotas com a tranquilidade de quem está virtualmente classificado no torneio do 9letto e é líder de seu grupo na Libertadores. Chance no jogo para dar oportunidade a alguns jogadores que poderão ser aproveitados durante o ano. O adversário foi outro clube segundino (que irá disputar a segundona este ano). No caso, o Brasil de Pelotas.

Poucos minutos antes da partida, Grohe sentiu um desconforto muscular e ficou no banco de reservas. Foi a chance para o jovem Léo assumir a posição. Além dele, Renato mandou a campo Léo Moura, Kannemann, Thyere, Marcelo Oliveira, Michel, Jailson, Ramiro, Bolaños, Pedro Rocha e Luan. Gastón Fernandez e Lucas Barrios estavam na casamata.

1º Tempo: Brasil de Pelotas 1 x 1 Grêmio

O jogo, para variar, começou da forma como começam todos os jogos do ruralito. Pouca inspiração e muita truncagem de ambos os lados. O Grêmio ainda tentava algo, mas o Brasil se fechava todo atrás, mesmo jogando em casa. Aos 12 minutos, uma primeira chegada forte do tricolor, a qual foi rebatida pela defesa xavante. Pouco mais de um minuto depois, arremate para fora de Luan, após passe de Ramiro. Aos 20 minutos, após fiasqueira do treinador do Brasil, o árbitro amarelou Bolaños.

Até que, aos 23, o gigante Ramiro chutou a bola na entrada da área, ela desviou no zagueiro e encobriu o goleiro, abrindo o placar. Aos 27, chegada perigosa do Brasil e quase que o goleiro Léo engole um frango. Aos 29, Bolaños e Pedro Rocha fizeram um SALSEIRO na zaga do Brasil. O equatoriano chutou e o arqueiro xavante fez um milagre, evitando o segundo gol. Aos 33, após cobrança de escanteio, o sexagenário Gustavo Papa livrou-se da marcação de Jaílson e cabeceou por baixo, tirando a bola do alcance de Léo e empatando o jogo. Aos 43, Pedro Rocha chutou de fora da área para a defesa do goleiro. Logo em seguida, Luan fez jogada parecida e mais um milagre de Eduardo Martini. E acabou assim a primeira etapa.



2º Tempo: Brasil de Pelotas 0 x 0 Grêmio

O tricolor voltou para a segunda etapa sem alterações. Aos 5 minutos, Pedro Rocha recebeu de Bolaños e chutou rente à trave esquerda. Aos 9, Luan sofreu e bateu falta perigosa. Na sequência, ataque perigoso do Brasil e Thyere evitou o avanço com um carrinho providencial. O jogo truncou-se novamente, até que Barrios entrou no lugar de Pedro Rocha aos 20 minutos. No minuto seguinte, Ramiro foi atingido sem bola e a partida ficou parada um bom tempo.

Aos 32, Bolaños quase ampliou, mas Eduardo novamente salvou. Aos 34, outro milagre dele, desta vez em chute de Luan, que saiu no minuto seguinte para a entrada de Everton. Aos 38, Everton avançou na área pela esquerda, tirou o zagueiro da jogada e meteu um SAPATAÇO que explodiu na trave. O time de Renato ainda tentou outras investidas, mas o resultado final foi mesmo o empate.




Como jogaram:

Léo: entrou na fogueira, mas não comprometeu. Sem culpa no gol. Nota 6
Léo Moura: adonou-se da lateral. Boas investidas que levaram perigo à defesa xavante. Nota 7
Kannemann: um leão, como sempre. Nota 7
Thyere: tem aproveitado bem as oportunidades. Nota 7
Marcelo Oliveira: uma pixotada sua proporcionou o escanteio que originou o gol de empate do Brasil. Nota 5
Michel: começa a soltar-se mais em campo. Deve ser o titular ao lado de Maicon, tão logo o capitão volte do DM. Nota 6
Jailson: aparenta estar sentindo o peso de ser titular. Falhou no gol de empate. Saiu para a entrada de Fernandinho. Nota 5
Ramiro: está em grande fase. Outro gol iluminado. Cansou no segundo tempo. Nota 8
Bolaños: bem demais. Killer movimentou-se por todo o campo. Nota 7
Pedro Rocha: até tentou algumas investidas e chutes, mas ficou aquém do que o time precisava. Saiu para a entrada de Barrios. Nota 5
Luan: quase caiu nas pilhas dos jogadores do Brasil, que forçavam sua expulsão. Cansou no segundo tempo e saiu para a entrada de Everton. Nota 6

Barrios: entrou no lugar de Pedro Rocha. Sem muito brilho. Nota 5
Everton: entrou no lugar de Luan, mas quase ao final do jogo. Sem nota
Fernandinho: entrou no lugar de Jaílson, mas quase ao final do jogo. Sem nota

Renato: armou bem o time com as pelas que tinha, apesar de que poderia ter promovido a entrada de Gastón Fernandez. Nota 6

Arbitragem: o famigerado Daronco foi o apitador, auxiliado por Fabrício Baseggio e Mateus Rocha. Como de praxe, foi fraquíssimo. Deixou o xavante bater à vontade. Ramiro foi atingido sem bola e ele nada fez.

O tricolor dominou todas as ações no primeiro tempo. O gol de Gustavo Papa foi totalmente fortuito. O Brasil, mesmo jogando em casa, portou-se de forma acadelada e fechou-se em seu campo. Tanto que comemorou o empate como se fosse título. Parece que esse tipo de atitude é própria de times segundinos quando jogam com o Imortal. O resultado levou a equipe gremista para a vice-liderança do ruralito, a qual poderá ser consolidada na próxima rodada, quando enfrentaremos o terceiro colocado Veranópolis.

Saudações Imortais