22 de julho de 2017

MW Tático - Análise tática contra o Vitória

E mais uma vez o Grêmio nos surpreendeu. Sem Luan e Michel (e no aquecimento também sem Geromel) surgiram dúvidas de como o time jogaria. Maicon entraria como volante, no meio? Arthur seria o meia central? Fernandinho entraria na direita e Ramiro recuaria? 4 volantes, Jaílson poderia... Muitas opções tanto é que no pré jogo não coloque a provável escalação do time, pois seria um mero chute. Mas calma, temos Renato e ele acertou o time, de novo. Mantendo o modelo de toque de bola, Renato escalou Maicon e Fernandinho. Assim o time jogou num 4 3 3 na forma ofensiva e defensivamente num 4 1 4 1, ao qual falarei mais nesse post.

 Figura tática do Grêmio. 4 3 3 ofensivamente, com Fernandinho e Pedro Rocha Recompondo no 4 1 4 1.

SISTEMA DEFENSIVO

Defensivamente atuamos no 4 1 4 1 da seguinte forma. Deixamos Maicon na frente da zaga, sendo a figura do "1" defensivo. Arhur e Ramiro ficavam mais centralizados e Pedro Rocha e Fernandinho faziam a recomposição, assim ficando com uma linha de 4 no meio campo, sobrando Barrios na frente como o outro "1" do esquema tático. Essa movimentação é diferente do estamos acostumados a ver, onde fazemos duas linhas de 4 (PR-Michel-Arthur-Ramiro), onde Luan e Barrios se movimentam na frente deles.

 Linha defensiva pela esquerda.

 O 4 1 4 1 defensivo, alterando a postura tática do Grêmio.

A linha defensiva pela direita, com a recomposição de Fernandinho.

SISTEMA OFENSIVO E A EFETIVIDADE NAS CONCLUSÕES

Segundo palavras da @danigremio quando atacávamos sentíamos falta do nosso craque Luan. "Contra o Vitória sobrou a postura agressiva que senti falta no primeiro tempo contra a Ponte Preta, mas faltou casa-lá com a classe. Talvez pela falta do nosso craque que inicia, cadência, cria e termina às jogadas." Mesmo assim Renato encontrou uma maneira de substituir Luan, onde Ramiro e Arthur ficaram centralizados, dividindo a função de organizadores, o que achei ótimo, pois quando Arthur foi colocado na função de Luan, não rendeu muito bem. Com os dois centralizados amplitude e profundidade ao time, para que tivéssemos mais espaços para criar Renato abriu mais Pedro Rocha e Fernandinho pelas pontas, dando assim mais Ramiro e Maicon tinham mais espaço para criação no meio campo, através do toque jogadas, levando os laterais do Vitória para a linha de fundo. Com isso Arthur, de bola rápido.Significa que essa superioridade numérica, tanto defensiva quanto ofensiva, como falamos "ganhamos o meio campo", pois defendíamos com segurança e atacávamos com velocidade e vários jogadores.


 Imagem do Data ESPN, da organização ofensiva sem Luan. Excelente análise do Gustavo Hofman.

Posicionamento medio dos jogadores do Grêmio contra o Vitória. Maior concentração no meio campo.

Mais um ponto a enaltecer ofensivamente é nossa capacidade de finalização. Contra o Vitória foram 7 chutes, sendo que 5 em gol e 3 gols, o que mostra a precisão do time, que se comparamos com o Vitória teve 16 chutes, mas somente dois em gol.  No campeonato temos a melhor finalização do Brasil, onde precisamos de 5,9 tentativas para fazer o gol. Não somos o time que mais tentamos (176 tentativas, somos o 12),  porém somos o que temos mais tentativas em gol (91, em primeiro junto com Chapecoense e Flamengo, os times que mais tentativas tem). Esses números se devem, pois finalizamos quando realmente temos a melhor chance, e invariavelmente de dentro da área. No jogo contra o Vitória por exemplo, tivemos 3 finalizações da grande área, 3 na linha da meia lua e apenas uma mais distante.
 Locais das finalizações contra o Vitória. Altíssimo aproveitamento!

Em azul as finalizações do Grêmio e em laranja do Vitória. 

Números do Footstats Premium mostram que temos a melhor finalização do Brasil.


OS DESTAQUES DO TIME

Fernandinho e Ramiro foram muito bem. Não só pelos seus gols, além de uma assistência de Fernandinho, mas como combinaram bemas jogadas pela direita. Conseguiram formar uma parceria que dificultou muito a defesa do Vitória, devido a movimentação de ambos, seja com Fernandinho mais aberto e cortando para o meio, seja com Ramiro sempre aparecendo para tabelar. Podemos ver essa intensidade de ambos no mapa de passes do time. Primeiramente o mapa completo (passes do Grêmio em azul), e segundo só os passes entre ambos, que predominaram no jogo.

 Passes totais no jogo
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Passes de Ramiro (76) e Fernandinho (46) ao longo do jogo. Destaque também para Maicon (63) e Arthur (72), comprovando como dominamos o meio campo.

Após o jogo Ramiro foi destaque do Footstats, mostrando a incrível fase que vive (desde o ano passado, diga-se de passagem). ´Ramiro jogando em diversas posições tem sido fundamental para equipe. Seja aberto pela direita, seja como segundo volante ou como armador como no último jogo. Que orgulho em ter o melhor anão e motor de um time do campeonato Brasileiro! 


Números do Footstats.

MULHER ENTENDE MUITO DE FUTEBOL!

Finalizando a análise, deixo para vocês o breve comentário da @DaniGremio que mora na Bahia e sempre acompanha com nosso tricolor. Ela como várias outras seguidoras fizeram a análise do jogo comigo na tweet line durante e pós jogo, não citarei o nome de todas para não ser injusto com alguém, mas foram mais de 40 que comentaram, curtiram ou retweetaram as informações, para mostrar para uns e outros que mulher entende muito de futebol!
"O Grêmio mostrou a força de Renato e do coletivo. Os caras correm um pelo outro é algo apaixonante. O Ramiro é sensacional!" @DaniGremio




21 de julho de 2017

Avalanche Tricolor: dá muito prazer assistir ao Grêmio em campo

Por Milton Jung


Vitória 1×3 Grêmio
Brasileiro – Barradão-Vitória/BA

 
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Fernandinho, o 21 ou o 12º, fez o primeiro gol

Frio, muito frio aqui em São Paulo. Mesmo para quem tem o Rio Grande como referência. Às quatro da manhã, acordei com oito graus e lá fora o vento fazia com que a sensação térmica tornasse a coisa ainda pior. Vontade de ficar na cama.

Sei que você, caro e raro leitor desta Avalanche, não tem nada a ver com isso, mas o dia de trabalho também não foi fácil. A linha telefônica caiu durante a entrevista mais importante, o crédito do entrevistado estava errado e o repórter que entraria ao vivo teve problemas técnicos.  

A colega mais próxima nos projetos que realizo na área de comunicação baixou hospital, o que por si só seria motivos de muita preocupação. O projeto agendado para amanhã, inadiável, no qual dividiríamos o palco, se transformou em duplo desafio com a ausência dela. Responsabilidade redobrada.

As tarefas do dia não se encaixam na agenda. É mais trabalho do que horas, mais demanda do que paciência. Parece que a gente não vai dar conta do recado. E sei que você também deve encarar coisas deste tipo.

Aí vem o Grêmio jogar. Descobre-se que Geromel está fora do time porque não passou bem, antes da partida. E ao ouvir o nome de Geromel me dou conta que não atualizei a escalação do meu time no CartolaFC. E, claro, ele estava escalado (Geromel sempre está escalado no Reina del Sur) assim como outros tantos que devem se ausentar na rodada deste meio de semana.  

A impressão é que o melhor a fazer nesta quarta-feira é dormir cedo para ver se passa logo. Só que a bola começa a rolar no Barradão e o Grêmio está em campo. Toca bola pra cá, passa um jogador pra lá, surge uma chance de gol e o dia que parecia perdido começa a ganhar cor. Tricolor.

Em apenas oito minutos, Fernandinho, que não é titular mas joga como tal, sai em velocidade, recebe falta, cobra falta e ….. que golaço deste jogador que carrega a camisa 21 nas costas. Se tem alguém que merece o título de décimo-segundo titular este alguém é Fernandinho. 

Aliás, foi o próprio Fernandinho quem participou de mais uma daquelas jogadas encantadoras proporcionadas pelo time de Renato. Se no jogo passado, o terceiro gol marcado por Everton chamou atenção dos cronistas esportivos pelo Brasil, pode colocar o segundo da partida de hoje na mesma lista.

Eram 43 minutos do segundo tempo quando Maicon fez passe genial e preciso para Pedro Rocha, que  recebeu a bola dentro da área, no que no passado chamávamos de ponto futuro. Rocha virou e encontrou Fernandinho que se aproximava. E ele teve tranqüilidade para dar um presente a Arthur, que marcou seu segundo gol com a camisa do Grêmio.

No segundo tempo até houve pressão. E era natural que isso acontecesse. Tomamos um gol, sem perder a tranquilidade. Sinal de maturidade. E foi com essa personalidade que chegamos ao ataque adversário  e sacramentamos o placar com um chute forte e colocado de Ramiro.

Só mesmo o Grêmio pra me deixar tranquilo nesta quarta-feira de tantos percalços.
Obrigado, Renato!.

19 de julho de 2017

Na cola do Corinthians: Vitória 1 x 3 Grêmio

O jogo valia pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro e era no Barradão, na casa do adversário. Estávamos sem Michel, Luan e Pedro Geromel. Esse último sentiu desconforto na coxa no aquecimento e Rafael Thyere foi para o jogo. Com isso, tivemos a entrada de Fernandinho e a volta do Maicon. 
Vamos ao jogo.


1º Tempo: Vitória 0 x 2 Grêmio

O Vitória começou o jogo tentando pressionar o Grêmio, e logo aos 5 minutos já tinha tentado duas finalizações, ambas para fora. Mas aos 6 minutos Fernandinho roubou uma bola na saída do Vitória. Ele ia fazendo fila até que foi derrubado na entrada da área. Ele mesmo cobrou e fez o gol, no canto esquerdo do goleiro Fernando: Vitória 0x1 Grêmio.
O jogo seguiu morno e aos 24 minutos o Grêmio deu o segundo chute a gol, com Fernandinho.
Aos 43 minutos Maicon passou para Pedro Rocha dentro da área. O atacante serviu de pivô, escorou para Fernandinho, que rolou para Arthur, e o volante chutou para dentro do gol. Vitória 0x2 Grêmio. Outro golaço em linda troca de passes! 
O árbitro deu 2 minutos de acréscimo e o primeiro tempo terminou aos 47 minutos.


2º Tempo: Vitória x Grêmio

Logo no início do segundo tempo um lance curioso. O Vitória fez alteração de Renê Santos pelo David, mas o protocolo de troca na beira do campo não foi realizado. O árbitro mandou voltar e realizar o protocolo aos 4 minutos. Aos 10 minutos o Vitória fez a segunda substituição: saiu Cleiton Xavier e entrou Yago. 
Aos 12 minutos o Vitória faz o gol com David de cabeça em cobrança de escanteio. Vitória 1x2 Grêmio
Aos 13 minutos Everton entrou no lugar de Lucas Barrios, que pouco antes havia forçado o cartão amarelo e está suspenso para o próximo jogo. 
Aos 17 minutos Everton acreditou na jogada no lado esquerdo e virou para Ramiro, que fez um gol no ângulo. Vitória 1x3 Grêmio. Esse foi o 30º gol do time. Melhor ataque da competição.
O Vitória fez a última alteração aos 22 minutos: saiu Caíque Sá e entrou Patric. Aos 24 minutos Renato fez a segunda substituição no Grêmio: saiu Maicon voltando de lesão e entrou Jaílson.
O jogo se abriu um pouco depois do terceiro gol do Grêmio. Renato fez a última substituição aos 37 minutos: entrou Marcelo Oliveira e saiu Pedro Rocha
Kannemann salvou de cabeça um gol aos 43 minutos.
O árbitro deu 4 minutos de acréscimo. E o jogo terminou Vitória 1x3 Grêmio.

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Seguimos vice-líder, na cola do Corinthians, com 31 pontos.
Jogamos como sempre: com qualidade. Que grupo! Que time!
Nosso próximo jogo é dia 24/07, segunda-feira, contra o São Paulo no Morumbi pelo Campeonato Brasileiro.
#VamosGrêmio


Como jogaram:

Marcelo Grohe: não foi exigido. Nota 5.
Edílson: um pouco displicente. Nota 5.
Rafael Thyere: não se deixou abater pelo gol contra no último jogo. Não foi exigido. Nota 6.
Kannemann: seguro e eficiente, salvou um gol aos 43 minutos. Nota 7.
Cortez: participou pouco do jogo, não foi exigido. Nota 6.
Maicon: voltando de lesão. Boa movimentação e participativo, dentro das suas características. Nota 7.
Arthur: monstro, e ainda fez o segundo gol. Nota 9.
Ramiro: sempre participativo, fez o terceiro gol. Nota 8.
Pedro Rocha: foi pra cima, fez boas jogadas, preocupou a zaga adversária. Nota 7.
Fernandinho: fez um belo gol de falta, participou do segundo gol. Nota 9.
Lucas Barrios: participou pouco do jogo. Nota 6.

Éverton: entrou aos 13 minutos do segundo tempo. Deu passe para o terceiro gol. Nota 6.
Jaílson: entrou aos 24 minutos do segundo tempo. Fez alguns desarmes. Nota 6.
Marcelo Oliveira: entrou aos 37 minutos do segundo tempo. Pouco participou. Nota 5.

Escalações:

Grêmio: Marcelo Grohe, Edílson, Rafael Thyere, Kannemann e Cortez, Maicon, Arthur, Ramiro, Pedro Rocha, Fernandinho e Lucas Barrios (Éverton). Técnico: Renato Portaluppi.

Vitória: Fernando, Caíque Sá (Patric), Alan Costa, Kanú e Geferson, U. Correia, Renê Santos (David), Carlos Eduardo e Cleiton Xavier (Yago), Trellez e André Lima. Técnico: Alexandre Gallo.


Arbitragem: Pericles Bassols Cortez (PE), Clovis Amaral da Silva (PE) e Cleberson do Nascimento Leite (PE).

Futebol, um esporte hipócrita

Um dia antes de ir ao ar o Profissão Repórter que fala sobre o problema de racismo no país com o goleiro Aranha como figura principal, o técnico do co-irmão respondeu a pergunta de uma jornalista mulher da seguinte maneira após jogo do seu time: "Desculpe, eu não vou te responder com uma pergunta porque você é mulher e talvez não tenha jogado (futebol)."

Na saída de campo domingo, o goleiro Aranha deu a seguinte declaração ao ser questionado sobre a relação com a torcida: "Eles são assim aqui, é brabo o conceito de vida que eles tem aqui. Na região Sul do país é assim."
O mesmo Aranha que ao ser questionado sobre sua forma física após um jogo contra o Palmeiras pelo campeonato Paulista esse ano, respondeu: "Tem jornalista que gosta de homem, gosta de homem sarado, gosta que o cara tire a camisa, mostre o abdômen."

O goleiro Aranha sofreu injúria racial num jogo contra o Grêmio em 2014 ainda quando jogava pelo Santos. Eu poderia discutir aqui o termo 'macaco', sua história na rivalidade GreNal e muitas outras coisas. Não vou. Reviver aquele caso me dói. Por várias vezes eu fui apontada como racista pelo simples fato de ser gremista. Eu, descendente de bugre, com pai negro.
O fato é que todos os meios de comunicação deram espaço ao goleiro Aranha para classificarem o Grêmio como clube racista, sem saberem nada da história do Tricolor, generalizando da forma mais superficial. 
Nenhum veículo de comunicação ou jornalista disse que Aranha foi xenófobo ao fazer o comentário de "na região Sul do país é assim". Nenhum veículo de comunicação ou jornalista fez escândalo pelo comentário homofóbico do Aranha ao falar que alguns jornalistas gostam de ver homem sarado. 

O Grêmio pagou pelo ato de 2 ou 3 torcedores. O Grêmio se desculpou publicamente pelo ocorrido naquele jogo da Copa do Brasil em 2014. Pediu desculpas ao goleiro Aranha, que nunca foram aceitas.
Ontem, o técnico Guto Ferreira fez um comentário extremamente machista, e hoje teve espaço no principal programa da RBS para se desculpar, e a partir disso, todos bateram palmas e aceitaram suas desculpas.
Enquanto no caso Aranha deram espaço ao "agredido", no caso Guto / Kelly Costa deram espaço a "quem agrediu".

Preconceito é preconceito: racismo, homofobia, xenofobia ou qualquer outro. 
Mas no futebol? Ah, no futebol só racismo é preconceito.

E eu como mulher, seguirei ouvindo e lendo comentários ridículos por ser mulher, gostar e entender de futebol. Vou continuar ouvindo que por ser gremista e gaúcha sou racista. E os veículos de comunicação, assim como as autoridades, continuarão fechando os olhos.  
O futebol é um esporte hipócrita.

18 de julho de 2017

MW tático - Análise de Grêmio 3 x 1 Ponte Preta

Não importa o nome que se dá mas sim como estão jogando e como Pedro Rocha, Fernandinho e Everton são importantes para o esquema tático do Grêmio. Seja iniciando o jogo, entrando no intervalo ou nos minutos finais, estes três jogadores fazem parte de importantes mudanças do esquema do jogo do tricolor.

                                              Everton, Pedro Rocha e Fernandinho são fundamentais no Grêmio hoje

O TITULAR ABSOLUTO:
Falaremos primeiro daquele que é titular absoluto da equipe, o herói da Copa do Brasil, o filho do seu Jessé que anota todos os gols do filho no seu caderno, o mito Pedro Rocha. Exageros a parte, o #PR32 é titular absoluto e peça fundamental do esquema de Renato. Ele que abre o jogo, que faz com que a esquerda seja forte, através de triangulações com o lateral (Cortez ou Marcelo Oliveira), com Barrios (que se entrosou muito bem) e Luan. Por falar em Luan, seu futebol cresce quando Pedro Rocha está em campo, pois o time ganha amplitude, os adversários abrem espaços, pois Pedro Rocha puxa a marcação, dando a liberdade para Luan atuar. Com isso conseguimos maior movimentação e o time ganha agilidade na troca de passes. Um exemplo muito bom são dos jogos contra o Avaí e Ponte Preta. Primeiramente, são dois jogos parecidos, onde os adversários se retrancaram. O Avaí com um linha de 4 e outra de 5, e a Ponte ao contrário. Contra o Avaí Fernandinho iniciou o jogo, e podemos ver como o time ficou embolado, não abrindo espaços. Já contra a Ponte, onde o Pedro Rocha atuou vejam como o time fica mais aberto (a amplitude como falei ali em cima). Além disso o time fica mais equilibrado, dando opções de jogo.

 Jogo contra o Avaí, Fernandinho jogando e o time inclinado para a direita.

Já contra a Ponte, time muito mais equilibrado, com maiores opções de jogo.

A importância de Pedro Rocha pode ser observada pelos seus números. São 11 assistências no ano, ao lado de Luan, o melhor do time. Além disso é um dos jogadores que mais dribla, também acompanhado de Luan e Fernandinho. E isso é um fator essencial para jogos contra times fechados (que encontraremos muitos até o fim do ano). A vitória pessoal será um fator essencial para que possamos ter mais opções de jogo, e isso Pedro Rocha vem fazendo muito bem. No jogo contra a Ponte ele se destacou nesse sentido, com 4 dribles, todos pela ponta esquerda. Com certeza gostaria que ele fizesse mais gols, e se fizesse já estaria fortemente sendo cogitado para jogar na Europa. Mas não são pelos gols que Pedro Rocha será vendido, e sim pela obediência tática que tem, seja no ataque como já expliquei, seja na recomposição (ou o crescimento do Marcelo Oliveira no ano passado, e a controversa contratação de Cortez, que hoje é titular, passam por quem?)


Em laranja, os dribles do Grêmio contra a Ponte.

O 12 JOGADOR
Já são 12 participações nos 14 jogos do Grêmio nesse Brasileirão. Fernandinho, mais do que "bruxo" do Renato se tornou um jogador que pode mudar o jogo. Nesse último contra Ponte, quando entrou no intervalo, ficou nítido a melhora do time. Porém aqui dois pontos: Fernandinho tem melhor rendimento quando entra no decorrer da partida, pois cria o fato novo, e usa e abusa da sua velocidade, dribles e chutes para desestabilizar a defesa adversária. Outro ponto é que deve entrar pela direita. A característica principal do "Robben Negro" é pegar bola pela direita, fazer o facão e chutar com a esquerda.
  
           
Comparativo do 1t e 2t do jogo contra Ponte. No 1t atuamos 28% pela meia esquerda e somente 15% pela direita. A partir da entrada do Fernandinho tivemos equilíbrio, com 16% pela esquerda e 22% pela direita. O time abriu o jogo, conseguimos mais espaços para fazer os gols. Bela mudança de Renato.                                                                              
Mapa de passes "para frente" do Grêmio em laranja. Trabalhamos muito na frente da área, onde Luan se movimenta, trabalhando muito com Pedro Rocha e Ramiro/Fernandinho.

A NOVO CENTROAVANTE
Bela contratação do Grêmio esse ano, um grande centroavante, o fazedor de gols! Não estou falando de Barrios, e sim de Everton. Mais uma vez Renato conseguiu aproveitar ao máximo de um jogador. Conseguiu observar algumas características e como aproveitá-la. Assim Renato está fazendo com Everton, colocando como centroavante. E Everton tem aproveitado muito bem essas oportunidades. É o artilheiro do time com 5 gols, tema melhor média de gols por minuto no campeonato (83 minutos para fazer um gol)! 

 São 16 finalizações no campeonato, sendo 12 certas, sendo que destas 5 gols. Média espetacular!

Everton e Renato sabem da dificuldade para realizaar a recomposição. É algo que deverá ser desenvolvido ao longo do tempo... ou não, pois Everton se mostra muito inteligente e eficaz na frente da área. Aproveita a sua velocidade para realizar gols no contra ataque ou então vindo de trás, rompendo as linhas defensivas adversárias. Quem sabe de um jogador pelos lados encontramos um novo centroavante?


 Os números comprovam a grande eficiência do Everton.


Gostou? Então comenta aí, ou vai lá no meu Twitter @mwgremio para falarmos mais do nosso Grêmio!

17 de julho de 2017

Campeonato de um único turno? Para os i$ento$ sim

Ontem estive na Arena. Para reviver a magia de assistir jogo no estádio, inigualável. Mas principalmente para acabar com a zica dos últimos jogos.
Sou pé quente e não sei se perdi mais do que 5 jogos em mais de 700 que assisti no Olímpico e na Arena.
E não deu outra. Para desespero dos ejaculadores precoces que pediam minha saída do estádio no intervalo.
Não foi um jogo brilhante mas foi consistente. Especialmente no segundo tempo. E, como escreveu o Daniel Matador, estamos na caçada.

Aliás, é sobre isto que estou escrevendo.
Voltando para Floripa escutei os programas da rebeesse. Uma droga, mas era o que se tinha para ouvir na estrada.
Pois a preocupação no programa do meio dia era ver se o Grêmio poderia tirar os 8 pontos de diferença nas 5 partidas que faltam para terminar o primeiro turno.
Ué? Pensei. Este ano o campeonato tem apenas um turno?
Ledo que não é Ivo engano. Tem dois.
Então, todo aquele nhem nhem nhem e mimimi dos arigós da Rebeesse não fazia o menor sentido. O Grêmio não tem de tirar 8 pontos dos manos em 5 jogos. O tricolor tem 24 jogos, sim, 24 jogos para tirar os 8 pontos. Temos então que tirar 1 ponto a cada 3 jogos. Simples assim. Todo o resto é terrorismo puro.

- Ah! O justino corneteiro comentará. Então o Imortal será campeão do Brasil?

Me mostra onde está escrito isto.
A maior dificuldade não será tirar os 8 pontos de diferença. A maior dificuldade, sabem todos os inteligentes, está no fato de que disputamos 3 campeonatos enquanto os locatários do nosso Itaquerão só tem o brasileiro para se preocupar. E, pior, sabem todos os honestos, pior é que o DNA do Grêmio exige prioridade para a Libertadores.

Portanto, queridjinhos, não se preocupem se terminarmos o primeiro turno 4, 5 ou 6 pontos atrás dos mulambentos. Se terminar assim, e se tudo der errado nas copas, ainda estamos muito no páreo do brasileiro. Se der certo nas copas, que outros fiquem com este campeonato chato de pontos corridos.

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Nojo em dose dupla

Sim, racismo é uma das coisas mais nojentas sobre a face da terra.
Mas tão nojento quanto, é utilizar o racismo para criar onda contra uma instituição ou para se vitimizar.
I$ento$ barato$ tentaram reviver o episódio do Aranha para recriar onda.
E o infeliz do Aranha parece que descobriu aquele episódio como a única forma de se manter em evidência.
Portanto, ambos, tanto os jornalistas que não largam o episódio para tentar prejudicar o Grêmio, quanto este coitado sem caráter merecem o desprezo da torcida gremista.
Dois nojentos. Alguns brancos outros pretos. O que comprova que cor da pele não tem problema nenhum e nem é causa de coisa nenhuma. O problema é o caráter, ou a falta de.
Romildo foi brilhante e preciso ontem. Mas não foi tão incisivo.
Eu não sou brilhante, mas gosto de meter o dedo na ferida se preciso para limpá-la.
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Atualização

Profissão Repórter de amanhã mostrará uma "reportagem" Grêmio x Aranha.
Mostrará até aquele menino fazendo aquele cartaz imbecil.
Tudo armado. Desde a cera no primeiro minuto para criar conflito.
Não só o goleiro, se vê agora, é mal intencionado.
Grêmio deveria processar ambos, o goleiro e a Rede Globo.

16 de julho de 2017

Daniel Matador - Chuva de gols

Grêmio 3 x 1 Ponte Preta

Barrios foi implacável e marcou dois gols na vitória gremista na Arena.


Caros

Depois de ter vencido o excelente time do Flamengo em seus domínios (contra todos os prognósticos), o tricolor entrou em campo na Arena para enfrentar um adversário que vinha de um histórico ruim, porém que sempre costumava encrespar os jogos por aqui. Renato teve que escalar Thyere no lugar de Kannemann, que cumpria suspensão por conta do terceiro cartão amarelo na última rodada. Pedro Rocha voltou para o time após recuperação física e Grohe também voltava depois de ter levado pontos no joelho, resultado do mais recente jogo pela Libertadores. E o restante do time seguia o mesmo que vinha jogando. O líder Corinthians havia tropeçado e empatado em casa no sábado contra o CAP. Seria a chance de comprovar ainda mais a profecia de São Portaluppi e diminuir a diferença em relação à liderança.

1º tempo: Grêmio 0 x 1 Ponte Preta

A temperatura na capital gaúcha caiu consideravelmente e a partida iniciou já com certa FRIAGEM. E o jogo também não teve nenhum lance capital até os 15 minutos, pois os times ficaram meio que estudando-se mutuamente. Com certo predomínio territorial e técnico da equipe gremista. Era notório que o time de Gilson Kleina veio com o intuito de defender-se e jogar por uma bola. Por incrível que pareça, o primeiro lance de perigo veio da Ponte, com um chute de fora da área que passou perto da trave esquerda de Grohe lá pelos 20 minutos.

Aos 23, Barrios fez boa jogada e Ramiro emendou o chute para o goleiro aracnídeo salvar. Aos 31, chutaço de Michel que o arqueiro inseto defendeu e Edilson, no rebote, quase marcou. Aos 34, o castigo: cruzamento da direita e Thyere mandou contra. E aí a Ponte resolvou faze ainda mais cera do que fazia desde o início. O jogo foi sendo amarrado até o encerramento da primeira etapa.




2º tempo: Grêmio 3 x 0 Ponte Preta

No intervalo, Renato sacou Arthur para iniciar a segunda etapa com Fernandinho. Um chuva fina caía na Arena. Aos 3 minutos, duas chances consecutivas: Pedro Rocha cruzou e o fazedor de teia aparou; em seguida, Barrios recebeu e chutou, mas o arqueiro encaixou. Aos, 11, Pedro Rocha deu um drible desconcertante no marcador, invadiu a área e passou para Barrios, que não perdoou e empatou a partida!

O tricolor pressionava e a Ponte só se defendia. Lá pelos 20, lance de pênalti não marcado. Edilson foi cruzar e o zagueiro deliberadamente meteu a mão na bola. Só que, aos 23, Fernandinho invadia a área e foi segurado pela nuca. Aí não teve como não marcar. Havíamos errado as duas últimas cobranças de pênalti com Luan e Edilson. Desta vez, Barrios pegou a bola, botou embaixo do braço e não deu chance pra ninguém. Foi lá e mostrou como é que o centroavante que se garante faz. Era a virada gremista na partida!

Aos 34, Pedro Rocha bateu de chapa e a bola passou muito perto, mas o arbitragem havia assinalado impedimento. Em seguida, ele mesmo saiu cansadaço para a entrada de Everton. Aos 38, defesaça de Grohe em chute venenoso da Ponte. Aos 40, Barrios saiu ovacionado para a entrada de Marcelo Oliveira. Aos 42, o time meteu a Ponte da roda: Luan recebeu, passou para Ramiro, que alçou de cabeça para a área para Everton marcar o seu e botar a tampa no caixão dos paulistas!
E aí foi só dar aquela ENCERADA marota até o árbitro assinalar o final da partida e confirmar mais uma vitória do Grêmio neste Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão!




Como jogaram:

Grohe: havia levado 7 pontos no joelho no jogo contra o Godoy Cruz. Sem culpa no gol contra. Nota 7
Edilson: performance meia-boca. Dificilmente Léo Moura não recupera a titularidade. Nota 5
Geromel: seguro como sempre e inclusive arriscou-se no ataque. Nota 8
Thyere: é sempre uma tarefa ingrata substituir qualquer um dos zagueiros da melhor dupla de zaga do país. Mas fazer gol contra já é sacanagem. Nota 4
Cortez: fez uma partida protocolar. Nota 6
Michel: desdobrou-se mais na marcação no segundo tempo, após a saída de Arthur. Nota 7
Arthur: hoje esteve bem abaixo do que costuma render. Saiu no intervalo para a entrada de Fernandinho. Nota 5
Ramiro: muito abaixo do normal. Nota 5
Luan: parecia que nem tinha entrado em campo hoje. Muito sumido. Nota 5
Pedro Rocha: retornou ao time após um período de recuperação física. Fez uma jogadaça no lance do gol. Saiu cansado para a entrada de Everton. Nota 7
Barrios: centroavante de carteirinha. Na primeira bola que recebeu, guardou. No pênalti, mostrou como se faz. Nota 9

Fernandinho: entrou no intervalo no lugar de Arthur. Cavou o pênalti que proporcionou a virada. Nota 7
Everton: entrou no lugar de Pedro Rocha, mas já na finaleira. Ainda assim, conseguiu anotar o seu. Nota 7
Marcelo Oliveira: a famosa entrada para matar tempo no final do jogo. Sem nota

Renato Portaluppi: tem encontrado dificuldades para furar retrancas de times menores, mas a entrada de Fernandinho, surpreendentemente, mudou o time no segundo tempo. O primeiro tempo foi um, o segundo tempo foi outro. Teve dedo dele. Nota 7

Arbitragem: Claudio Francisco Silva, de Sergipe, foi o apitador, auxiliado por Cleriston Barreto Rios (SE) e Fabio Pereira (TO). O árbitro foi muito fraco. Amarrou o jogo, não soube controle a questão disciplinar e chupou bala em vários lances. Não marcou um pênalti claríssimo em lance de mão na área do zagueiro da Ponte. O árbitro de linha de fundo viu tudo e também nada fez.

Foi um jogo em dois tempos. No primeiro, a retranca da Ponte nada fez, tanto que o gol foi contra. No segundo, o ímpeto tricolor amassou os paulistas e impôs uma vitória incontestável. Barrios mostra a cada dia que é um matador. Everton sempre dá sua contribuição. E até Fernandinho tem sido útil. A distância para o líder diminuiu. A caçada continua.

Saudações Imortais

14 de julho de 2017

Avalanche Tricolor: saúde, Grêmio!

Por Milton Jung

Flamengo 0x1 Grêmio
Brasileiro – Ilha do Urubu-RJ/RJ



capa
Foi no Grêmio.net que li sobre o jogo

 Estratégias precisam ser bem desenhadas e o esboço se inicia com análise dos recursos que se tem em mãos, as condições que serão encontradas no seu caminho e, claro, levando em consideração o adversário. Renato fez isso com maestria, nesta noite de quinta-feira, pelo que pude entender não apenas no resultado final da partida, mas nos lances disponíveis na internet e nos textos escritos pós-jogo – especialmente o publicado no Grêmio.net.

Sim, pelo que você, caro e raro leitor desta Avalanche, deve ter percebido, não assisti ao jogo disputado no Rio de Janeiro, infelizmente. Durante todas estas férias que passo fora do Brasil, encontrei formas de aproveitar ao máximo os dias de descanso com a família, sem me desconectar do Grêmio. Assisti a jogos pelo celular, pelo computador, em aplicativos oficiais e canais nem tão oficiais assim. Agenda estrategicamente desenhada para estar com o Grêmio onde o Grêmio estivesse.

Desta vez, porém, meu plano de jogo falhou. Na véspera da primeira etapa da minha viagem de volta ao Brasil, marquei um jantar com pessoas muito queridas e acolhedoras. O único problema é que o horário do encontro coincidia com a partida do Grêmio, no Rio – fui traído pelo fuso horário. Seria deselegante desmarcar, sem contar o constrangimento que causaria. Já que minha agenda estratégica havia falhado, restava-me depositar toda a confiança na de Renato e na força do nosso time – e convenhamos, estávamos em ótimas mãos e pés.

Como bem mostrou o Grêmio, a gente precisa se adaptar as condições da partida. Não dá pra atacar? Vamos defender bem. Não dá pra dar show? Chutemos a bola pra longe. Foi o que fiz.  E da mesma maneira que  Luan foi  capaz de escapar com a bola entre as pernas de um de seus marcadores, sair da pressão de dois adversários e, mesmo espremido na área, encontrar o raro caminho do gol, também dei meus dribles nos convivas e encontrei espaço durante o jantar para conferir a tela do celular a espera dos alertas do jogo. 

começa o jogo

O primeiro deles apenas anunciou o início da partida, sem mais nada a acrescentar; o segundo, demorou para aparecer e meu consolo era que se nada surgia ao menos estávamos empatando. Foi, então, que, aos 25 minutos do primeiro tempo, quase gritei gol diante do garçom que me servia mais uma taça de vinho:

Goool

 Dali pra frente, tudo que queria, além de seguir o bom papo que levava com os companheiros de mesa é que nada mais surgisse na minha tela, pois sinalizaria que teríamos garantido os três pontos. Da taça de vinho ao prato principal, passando pela entrada e salada, nada acontecia no meu celular.

Quando a sobremesa estava sendo servida, chegou o aviso final e a certeza que o Grêmio seguia firme e forte no Campeonato Brasileiro, apesar dos tropeços nas três últimas rodadas.

Final

 Aliás, eis aqui algo a se pensar: mesmo sem pontuar três partidas seguidas, privilegiando a Libertadores e a Copa do Brasil, jogando fora de casa e contra um dos mais fortes times do campeonato ainda assim estamos vivos na competição, e somos o vice-líder do Brasileiro.

Haja estratégia, Renato!

Pedi para servirem mais uma rodada de vinho e convidei a todos para o brinde final: agradeci a recepção que tive, a forma carinhosa como minha família foi tratada e, no silêncio do meu pensamento, a vitória do Grêmio, também.

 Cheers!

13 de julho de 2017

Daniel Matador - O Rei do Rio ataca novamente

Flamengo 0 x 1 Grêmio

Luan novamente fez a diferença e marcou o gol tricolor que garantiu a vitória no RJ.
Caros

Hoje a trupe toda do blog ficou impossibilitada de alocar algum dos estagiários para fazer o post. Mas o importante é que o tricolor venceu. Luan marcou o gol tricolor aos 25 minutos do primeiro tempo. Desta vez Renato foi malandro e usou do mesmo veneno que os outros times usam quando jogam com o Grêmio na Arena: um pouco de retranca e uma bola ocasional. O goleiro Leo, apesar de ainda pecar em alguns lances, protagonizou boas situações onde auxiliou muito o time com defesas importantes. Michel e Arthur novamente foram dois leões na marcação. Quanto a Geromel e Kannemann, é chover no molhado elogiar a melhor dupla de zaga do país.

Lá nos anos 90 o lendário Fábio Koff já dizia que o Flamengo sempre foi um freguês de caderno do Grêmio. A partida desta noite só comprovou isso. O rubro-negro ainda não havia perdido na Ilha do Urubu até enfrentar o tricolor. Hoje não tem nota para os jogadores, então façam os comentários e postem suas notas aí para compararmos. Retomamos a vice-liderança e seguimos na luta!

Saudações Imortais

11 de julho de 2017

Avalanche Tricolor: assim é pra acabar de vez com minhas chances no Cartola

Por Milton Jung


Grêmio 0x2 Avaí
Brasileiro – Arena Grêmio


reina12

Vai dizer que você não apostaria neles, também?
 
Havia seis jogadores e o técnico do Grêmio no meu Cartola para a rodada deste fim de semana. A dominância tricolor é um padrão no Reina del Sur*, time que criei para disputar a Liga Hora de Expediente CBN – brincadeira que engajou mais de 4 mil ouvintes de um dos quadros do programa que apresento na rádio CBN.
 
No momento de escalar um lateral, analiso as possibilidade da longa lista disponível e teimo em pensar, ou melhor, em torcer para que as opções gremistas tenham melhor desempenho na rodada seguinte. O mesmo critério (o do torcedor) uso na avaliação de quem será o volante, o meio de campo, o atacante, o goleiro e …. bem, o zagueiro é sempre o Geromel e não tem discussão.
 
A dificuldade de me desapegar do tricolor, porém, tem me cobrado um preço caro no fantasy game.
 
Bons jogos e vitórias não são suficientes para que o craque escalado pontue bem. Às vezes, seu desempenho chama atenção em campo, mas dois ou três passes errados – que podem representar um percentual mínimo diante da quantidade de passes certos -, faltas cometidas e o cartão amarelo, injustamente aplicado pelo árbitro, são suficientes para reduzir a pontuação dele. Ou o seu atacante escalado em lugar de fazer o gol prefere deixar seus companheiros mais bem colocados. E logo aqueles companheiros que você deixou de escalar.

 Sim, porque tem uma curiosidade nas minhas escolhas: quando percebo que tem muito jogador do Grêmio na formação do Reina del Sur, disfarço, faço de conta que vou equilibrar as forças e usar a lógica acima da emoção; substituo um da defesa, escalo outro no meio de campo, e mudo o companheiro do nosso atacante. Geralmente essas substituições são um desastre, pois retiro aquele gremista que acaba tendo melhor pontuação na rodada. Menos o Geromel, é lógico. Esse não sai nunca do time.
 
Impus a mim mesmo algumas regras no momento de escalar minha equipe no Cartola.
 
Regra número 1: nunca, jamais e em momento algum ponho no meu time alguém que vá jogar contra o Grêmio. Aí, não! Pelo amor de Deus! É desapego demais pra minha cabeça.

Regra número 2: sempre escalo o Geromel.
 
Regra número 3: na dúvida, escalo o jogador do Grêmio na posição.
 
Regra número 4: se sobrou dinheiro, convoco o Renato para técnico.

Não recomendo a você que siga minhas regras, especialmente se tem a pretensão de aparecer com destaque no Cartola. Minha pontuação até aqui, mesmo levando em consideração o bom desempenho que o Grêmio vinha obtendo no Campeonato Brasileiro, é lastimável. Se os líderes da nossa Liga Hora de Expediente CBN já estão na casa dos 800 pontos, eu “malemal” passei dos 550 e ocupava até a última rodada o 1.925º lugar entre 4.188 participantes – com tendência de baixa, haja vista os resultados parciais desta décima-segunda rodada do Brasileiro.
 
Por falar nesta rodada do Brasileiro: mesmo que escalar vários gremistas no Reina del Sur seja um padrão deste técnico fajuto de fantasy game, você há de convir que dado o desempenho, até então, dos dois times que se encaravam nessa tarde, na Arena, havia uma certa lógica na presença de seis jogadores e do treinador do Grêmio na minha formação. Imagino até que muita gente deve ter me acompanhado nesta aposta. E, assim como eu, se frustrado com o resultado alcançado em campo (menos com o Geromel, claro!).
 
*Antes que algum gaiato queira saber: Reina del Sur é homenagem a Kate del Castillo, musa de novela produzida em parceria de americanos e espanhóis, sobre uma mulher que comanda o narcotráfico, na Colômbia. Dá pra assistir no Netflix, mas cuidado: vicia!