25 de abril de 2017

As causas da derrota



Passada a ressaca já dá para fazer uma análise mais fria do que ocorreu domingo. De domingo para segunda não foi uma boa noite de sono. Geralmente de domingo para segunda nunca são boas noites de sono, mas desta vez a insônia fazia pensar no jogo e nas causas do resultado.
O Grêmio vinha de jogos empolgantes contra o Veranópolis, contra o Juventude e no primeiro tempo do jogo contra o Iquique. E vinha de um grande resultado com os reservas no Paraguai, onde poderia ter vencido. Aliás, se tivesse jogado com os titulares em Assuncion e empatado seria exaltado pelo ótimo resultado. Mas isto é outra história.
Então, como explicar as duas partidas contra o Novo Hamburgo sem vitória?
Pois eu acho que há uma razão de campo e uma fora dele.
A explicação de campo é mais simples e pode ser feita antes. O Novo Hamburgo encaixou seu jogo contra o tricolor. Isto acontece. Não é raro um time ganhar bem de quase todos e empacar quando ninguém espera. Por que? Simples: este time tem uma forma de jogar e de se movimentar que encontra os caminhos em que o Grêmio tem suas melhores virtudes.
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Agora guarde esta afirmação acima que vai ser usada mais embaixo.
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Vamos antes para a segunda razão do fracasso, na minha opinião.
Os mais velhos sabem do que falarei. Os mais novos perguntem ao avô, ao pai e entenderão.
O Grêmio tem historicamente uma relação de ódio com a Federação Gaúcha de Futebol. Ódio sim.
Na década de 70, depois do Imortal ganhar 12 títulos em 13 anos, instaurou-se um feudo na FGF. Primeiro entrou o Hoffmeister, pseudo cruzeirista, mas colorado na vida real que ficou anos à fio mandando e desmandando. Pior do que ele foi quem ele colocou para comandar o quadro de árbitros: um colorado fanático. Com ele surgiu o tristemente famoso trio ABC (Agomar, Barreto e Cavalheiro). Vocês acham ruim o Vuaden? Sabem nada inocentes.
Mas aquelas eram épocas em que as glórias eram apenas regionais e mesmo odiando o campeonato gaúcho havia enorme esforço para ganhá-lo.
Houve depois um curto período em que três cruzeiristas mandaram na federação. Não por acaso, com predominância de vitórias tricolores.
Depois surgiu o Perondi na FGF, um colorado que não fazia o menos esforço para disfarçar suas preferências. E depois, cansado, ele saiu mas cuidou de por este cara que está aí. Ilegalmente, diga-se de passagem. O artigo 31 do estatuto da federação é muito claro: seu presidente não pode ser conselheiro de nenhuma instituição associada. Mas para que seguir a lei neste país das falcatruas?
Mas sigamos. Enquanto isto o Imortal ganhava o mundo. Campeão do Brasil, campeão da América, campeão mundial, Rei de Copas, etc. Quando se chega a este patamar, brigas domésticas dão enfado. Quando se chega a este patamar obrigações domésticas incomodam, irritam. O campeonato gaúcho não é mais do que isto: uma obrigação doméstica. Joga porque é obrigado jogar.
Junta então a disputa, por obrigação, de um torneio que não vale nada e que, para piorar, é comandado há décadas pelo principal adversário. E junta ao molho uma imprensa esportiva controlada quase totalmente por colorados engajados que não estão nem aí para coisas como credibilidade e respeito à verdade. Só besta para se estressar.
Então entra ano e sai ano tem sempre esta inhaca de início de ano: juízes tendenciosos ou pressionados a agradar o chefete, jogos em campo de plástico com temperatura superficial próxima de 100 graus. Acrescenta um "errinho" aqui, outro errinho ali e está pronta a encomenda.
Gremista odeia este campeonato de cartas marcadas. Joga porque é obrigado a jogar. E por odiá-lo não sabe como jogá-lo.
É só olhar a história das derrotas e eliminações. Sempre tem uma desatenção, um "erro estratégico", uma razão extra-campo.
Um ano surra-se o cocô-irmão na própria casa e se entra mole no Olímpico permitindo a virada. No outro ano se põe reservas na semifinal porque daria para reverter em casa.
A maior parte da torcida, eu incluído, advoga o uso de sub-20 para desmoralizar de vez o que já desmoralizado está. Se dependesse da grande maioria da torcida a taça seria entregue para qualquer um sem remorso.
Mas todo ano é igual. Em alguns anos se inicia com reservas e no final estão lá os titulares tentando ganhar o que ninguém quer ganhar. Claro que com este espírito as coisas dificultam. E como consequência, na maioria das vezes perde-se o título e se dá margem para que os engajados de lá e os oportunistas de plantão do lado de cá saiam para as ruas com as cornetas em alto volume. Este é o erro cometido todos os anos.
Mas este ano foi pior. A direção resolveu que queria ganhar esta merda. Eu até entendi as razões. Ganha o único torneio que os falidos do Remendão Pataxó podem ganhar e joga os caras numa depressão sem saída. Entendi e não concordei.
Não concordei mas torci para que desse certo. Afinal, já que foi esta a decisão vai com tudo para não dar erro. E foram. Foram com tudo a ponto de escalar os reservas na Libertadores. Errado? Não. Um risco calculado que deu certo. Time reserva jogou muito e não ganhou por detalhe.
Mas aí, meus caros, não contavam com o fator principal: odiamos este torneio vagabundo. Não damos a mínima importância para ele. Não nos importa ganhá-lo. Não acrescenta nada ao currículo.
Ou alguém de vocês sentiu aquele frio na barriga que se sente antes das decisões? Ou sofreu com a ansiedade pré apito inicial? Alguém roeu unha? Perdeu o apetite ao meio dia?
E depois do jogo? Por que a irritação e a desilusão? Pelo valor do que foi perdido? Será?
Eu senti apenas uma tristeza muito grande ao pensar na decepção que deveria estar sentindo o Arigatô. Nenhuma outra razão me fez sofrer.
Claro que não. Óbvio que não. Por que então os jogadores entrariam a 110 % para ganhar?
Eles quiseram perder? Nunca! Entraram moles? Jamais! Não correram? Correram muito até.
Mas jogador anda pela cidade. Tem twitter. Tem facebook. Lê jornal. Olha tv. Descobre o que é e o que não é importante para o torcedor. E acaba incorporando.
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Qual foi o problema então? Simples.
Volta lá no início do post onde é dito que o Novo Hamburgo encaixou o jogo contra o Grêmio. Foram três partidas contra eles sem vitórias.
Temos então, de um lado um time que encontrou um jeito de parar o tricolor e de outro os jogadores que queriam ganhar mas não compraram a ideia de que era imprescindível ganhar. Como consequência não entraram com aquela gana que leva à atenção total e completa. Atenção que faz render o máximo e que leva a superar obstáculos difíceis. Atenção não total leva a tomar gol bobo de rebote ou de escanteio.
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Foi simplesmente isto. O que veio depois e vai continuar aparecendo, de cabeças retardadas e de elementos da imprensa só deverá ser comprado por bocós que acreditam em tudo que lêem e ouvem sem capacidade de filtrar o joio do trigo. Renato perdeu o vestiário? O time está esfacelado? Acabou a era Roger? As contratações elogiadas até uma semana atrás agora viraram ruins e nenhuma presta? Sei. Está na hora de trocar treinador? Sei.
Se você é otário está feliz. Tem diagnóstico e explicação de todo o tipo. Faça bom proveito. Continue dando ibope e emprego a quem não faz outra coisa que não tentar ferrar o Grêmio.
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Não há erros então? Claro que há. O primeiro foi terem valorizado desproporcionalmente este torneio viciado e controlado pelos bandidos há quase 50 anos. Sim queridos. Faz quase 50 anos que a FGF é controlada por colorados.
E há os problemas do time. Ou há um problema no time. Douglas está fora. Renato e a direção tem de achar uma solução. No grupo ou fora dele.
Porque se viu nas partidas das semifinais: se um time se fecha bem e tira os espaços, falta o toque de genialidade para abrí-los.
O resto é desconhecimento, mau caratismo ou burrice pura e simples. Compra quem quer. Assim como sempre tem quem compra terreno na lua.

24 de abril de 2017

Avalanche Tricolor: “nos pênaltis, ora bolas!”

por Milton Jung

Novo Hamburgo 1x1 Grêmio
Gaúcho - Estádio do Vale/Novo Hamburgo


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Barrios marca o gol do Grêmio, reprodução de imagem da SPORTV

Porto Alegre foi onde estive nesses últimos dias, após uma rápida estada em Gramado, interior do Rio Grande do Sul. Cheguei de lá na noite deste domingo quando o Grêmio já estava em campo decidindo uma vaga à final do Campeonato Gaúcho.
Estar com a família, relembrar histórias das quais fomos protagonistas juntos, entender como cada um de nós chegou até aqui e perceber que fomos feitos de alegrias e tristezas, sendo que ambos sentimentos deixaram suas marcas, tornaram esses dias intensos ao lado de minha irmã e meu irmão, e junto com minha cunhada e sobrinhos.
 Rever o pai, então, é sempre uma sensação única. Gosto de abraçá-lo fortemente para agradecer pela sua presença entre nós e, em especial, para deixar nele a certeza de que tudo que vivemos até aqui valeu a pena, independentemente do que tenhamos enfrentado no passado.
 Até porque naquele passado, filhos e pais nem sempre se abraçavam e se beijavam com o desejo que esta relação sempre mereceu. Sei lá, parece que rolava uma timidez, uma vergonha sem explicação de dizer o quanto te amo. Coisa de adolescente, talvez.
 Verdade que o pai sempre se esforçou para mostrar isso para mim. Eu só não entendia.
 Quando eu chegava tarde em casa, ele me esperava acordado, fumando um cigarro atrás do outro, sempre imaginando que o pior poderia ter acontecido. Sobrava bronca pra todo mundo. Eu achava desnecessário e desconfortável. Hoje percebo tudo isso com maior nitidez: era apenas amor.
Ao lado dos campos de futebol e das quadras de basquete, onde tive o prazer de representar o Grêmio por anos a fio, ele sofria desesperadamente, esbravejava contra o juiz e dizia palavrões desajeitados. Tiveram cenas hilárias, como o dia em que correu atrás do árbitro, cansado de tanto vê-lo apitar contra nós. Que vergonha! Vergonha, nada! Era apenas amor.
Naqueles tempos, abraços intensos e desavergonhados só mesmo quando assistíamos aos jogos do Grêmio. Eram momentos em que parecíamos ter a mesma idade. Socávamos as cadeiras azuis do Olímpico a cada lance desperdiçado. Saltávamos efusivamente para comemorar nossos gols. Os títulos mereciam celebração especial que se iniciava no estádio, seguia com a gente pelas escadarias até o vestiário e se estendia pelo caminho de volta a nossa casa, que ficava bem pertinho dali.
Diante do revés, ele voltava a ser meu pai. Pois era quem sabia me consolar, usando às vezes a razão outras apenas a ilusão para explicar os motivos de uma derrota. Nem sempre havia coerência na justificativa, mas ele insistia naquela história para não ver seu filho triste. Era mais um sinal de seu amor.
Hoje, voltei para São Paulo e, depois de um abraço bem apertado, deixei o pai lá em Porto Alegre antes de a partida se iniciar. Precisávamos vencer para estar na decisão. Nem que fosse nos pênaltis. Repetimos os feitos (ou defeitos) do primeiro jogo da semifinal quando saímos na frente e não foi necessário muito esforço do adversário no ataque para entregarmos o empate. Jogamos fora a possibilidade de classificação em pênaltis mal cobrados.
Estivesse aqui ao meu lado, em São Paulo, arrisco dizer que o pai encontraria uma desculpa qualquer para não me ver abatido com a desclassificação. Talvez tentasse me convencer que mais importante é conquistar a Libertadores.
 Eu sei, pai, mas nós sempre queremos ganhar todos os títulos que disputamos.
Quem sabe, me lembraria que somos os atuais campeões da Copa do Brasil, o Rei de Copas, título nacional de muito mais destaque do que um regional.
 Você tem razão, pai, mas eu ando com saudades de um título gaúcho. E você, também.
 Ora bolas, mas só perdemos nos pênaltis! - tentaria uma última cartada.
 É, ele é assim mesmo: para me consolar, o pai não desiste nunca. É amor, eu sei!

23 de abril de 2017

Fiasco no interior

Novo Hamburgo 1(7) x 1(6) Grêmio

Primeiro tempo: 0 x 0


O time completo foi a campo para tentar chegar à final do torneio do Novelhaco. Torneio que teve uma classificação heroica no meio da tarde.
E começou com muitos erros de passe.
Aos 15 minutos o primeiro chute em falta batida por Edilson foi para escanteio Na cobrança um entrevero mas a zaga aliviou.
Vinte minutos de jogo e não mudava o panorama de passes errados. O time do interior muito fechado na defesa não permitia nada no ataque.
Aos 29 minutos boa tabela de Miller com Luan mas a zaga tirou.
Luan e Léo Moura não conseguiam jogar e com isto não havia criação.
Aos 33 minutos uma falta escandalosa que o juiz não estava dando mas o bandeira marcou. Edilson bateu no cantinho mas pelo lado de fora. Quase o primeiro gol.
O time do interior abusava nas faltas sem levar cartão.
A primeira grande chance foi aos 39 minutos. Ataque pela esquerda Pedro Rocha cruzou para o goleiro espalmar. No contra-ataque o atacante do interior errou na cara do Grohe.
Miller dominou na entrada da área e com a frente aberta deu um balão por cima do gol.
No último lance quase gol. Luan não conseguiu chutar e ao invés de mandar para a rede deu para o meio da área.

.....

Um primeiro tempo muito truncado em que só houve duas chances, uma para cada lado e nos minutos finais.
Faltou um armador para tentar abrir a defesa do interior.
E faltou também o juiz coibir as faltas em sequência do Novo Hamburgo.

Segundo tempo: 1 x 1

Renato não mudou ninguém no intervalo. E o time do interior voltou disposto a continuar fazendo faltas. Fez a primeira aos 20 segundos.

Aos 2:30 minutos o juiz parou um contra-ataque do Grêmio para atender um jogador do Novo Hamburgo. Uma piada.
Aos 5 minutos o atacante cabeceou livre em cobrança de falta mas por sorte errou.
Lucas Barrios entrou no lugar de Edilson aos 6 minutos.
Luan, muito mal no jogo, bateu forte de dentro da área, mas muito alto aos 10 minutos.
Barrios foi derrubado mas o careca deu falta para o adversário.
E o jogo continuava truncado e bem ao gosto do time do interior.
E a torcida nervosa no twitter.
E quando aumentava a chiadeira da torcida, Barrios recebeu na entrada da área e bateu forte no cantinho. Um belíssimo gol. O passe foi do Pedro Rocha que lutou para conseguir a bola. Eram 22 minutos.
Arthur entrou no lugar de Miller aos 24 minutos.
Aos 28 minutos escanteio, dormida do Marcelo Oliveira e gol de empate. Na comemoração um torcedor caiu da arquibancada e teve de ser levado de ambulância para o hospital. Com isto o jogo ficou parado.
E tome falta não marcada para o Grêmio.
Aos 42 minutos o careca deu uma falta em Luan na entrada da área. Na cobrança um gol incrível perdido pelo Pedro Rocha. Barrios deu uma cacetada que o goleiro espalmou e Rocha ao invés de chutar deu para trás.
E acabou.

.....

O Grêmio jogou 3 partidas contra o Novo Hamburgo e não conseguiu ganhar. 
Ficou tudo para os pênaltis.

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Pênaltis

Maicon: 1 x 0
NH: 1 x 1
Barrios: 2 x 1
NH: 2 x 1 (no poste)
Lincoln: 2 x 1 (pra fora)
NH: 2 x 1 (Grohe pegou)
Pedro Rocha: 2 x 1 (goleiro pegou)
NH: 2 x 2
Luan: 3 x 2
NH: 3 x 3
Marcelo Oliveira: 4 x 3
NH: 4 x 4
Ramiro: 5 x 4
NH: 5 x 5
Arthur: 6 x 5
NH: 6 x 6
Kannemann: 6 x 6 (goleiro pegou)
NH: 7 x 6

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Para variar, o Grêmio perde 90 % das decisões nos pênaltis.
Como jogaram:

Grohe: Nenhum trabalho no primeiro tempo. Podia ter saído no gol de escanteio. Se ficasse no meio do gol teria pegado pelo menos mais 2 pênaltis. Nota 5
Edilson: Não repetiu atuações anteriores e saiu machucado. Nota 5
Geromel: A mesma firmeza de sempre. Nota 6
Kannemann: Faz uma grande dupla com o Geromel. Nota 6
Marcelo Oliveira: Dormiu no gol de empate. Nota 3

Maicon: Muito bem no desarme mas pouco apareceu na frente. Nota 5
Ramiro: O esforço de sempre mas sem o brilho de outras atuações. Nota 5
Léo Moura: Não foi bem no primeiro tempo. Rendeu melhor na lateral. Nota 5

Miller: Lutou muito mas não conseguiu repetir as atuações anteriores. Nota 5
Luan: Um primeiro tempo muito apagado. Melhorou bem pouquinho no segundo tempo. Nota 4
Pedro Rocha: Muitas vezes é criticado mas é muitíssimo útil. Iniciou a jogada do gol mas perdeu uma chance clara ao não chutar a gol. Nota 5

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Lucas Barrios (Edilson): Um gol de centro-avante. E outro chute para grande defesa do goleiro. Nota 6
Arthur (Miller): Entrou para segurar mas o Grêmio levou um gol logo depois. Nota 5

Lincoln (Léo Moura): Entrou para bater o pênalti. E errou bisonhamente. Nota 0

Renato Portaluppi: Não conseguiu armar o time para ganhar do Novo Hamburgo. Nota 3

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Arbitragem: Jean Pierre Lima, a José Eduardo Calza e Alexandre Kleiniche - Deixou o Novo Hamburgo bater a vontade. Foram 14 faltas só no primeiro tempo. Mas não foi culpado da derrtota. Nota 5

22 de abril de 2017

"Queremos ganhar títulos, não jogos"

Confesso que levei um susto. Levei sim.
Soube da escalação pela Grêmio Rádio. Escalação que foi seguida por uma cantilena do Mazaropi criticando a decisão com o argumento de que quem tudo quer tudo perde.
Imaginava que 2 ou 3 jogadores seriam poupados, não o time todo.
O que se seguiu na hora seguinte foi insano. As redes sociais mostraram ataques violentos ao Renato e à direção do Grêmio.
Ataques que só amainaram com o andamento do jogo e com a boa atuação do time reserva. Tão boa que só não ganhou por ter perdido muitos gols e por ter tido pelo menos um pênalti sonegado.
O empate foi um excelente resultado em termos de classificação.
Eu falei que os ataques amainaram. Não falei que cessaram.
Durante o jogo e após o jogo continuaram os donos da verdade criticando a "decisão errada". Duvidam? Leiam os comentários no post pós jogo. Para estes a decisão teria sido errada mesmo que os reservas tivessem vencido de goleada. Não importa. São incapazes de admitir que possam se enganar alguma vez na vida.
Mas eles não estão sós. Quem mais critica virulentamente a direção e a comissão técnica pela decisão? Ponto para quem respondeu os i$ento$ da IVI. Estes não apenas criticaram. Eles ficaram furiosos. E não conseguiram nem disfarçar. Me contaram que o tal de Guerrinha (que alguns gremistas mais ingênuos ainda consideram profissional) antes, durante e depois do jogo esbravejava contra a direção. Além deles houve outros.
Interessante não? Qual a razão disto tudo?
Se você não captou ainda eu explico. Qual o único título que o glorioso time mazembado pode ter este ano? O do Novelhaco, claro. A chance de não subirem é imensa e se acontecer não será com o título. E qual a chance que eles tem de ganhar este torneio vagabundo da FGF? Só se não cruzarem com o Grêmio. Então? Imaginem a decepção ao verem que o tricolor preservou os titulares de um jogo na chuva menos de 72 horas antes da decisão com o Novo Hamburgo. Foi a mais amarga surpresa que eles poderiam ter.
Mas, você que continua desavisado pode pensar que desistiram da luta? Nunca! Jamais! Que a IVI nunca se dá por vencida. Agora as matérias escritas e os comentários em rádio e tevê são que o Grêmio se impôs um peso de toneladas nos ombros ao tomar a decisão que tomou. Alguns são mais sutis. Dizem que a direção impôs este peso no ombro dos jogadores. Hahaha. Claro que perguntaram para o Geromel na entrevista. Foi a primeira pergunta aliás. E a segunda. E voltou mais tarde. Geromel respondeu simplesmente que a responsabilidade já existia e que eles estão acostumados com isto.
Só isto? Claro que não. Olhem os títulos das matérias de idiotas como o Zini, Papoula e outros. Quintuplicaram as matérias negativas de um lado (o nosso claro) e positivas do outro (o deles óbvio). Teve um retardado que mancheteou: "Inter da B contrata melhor do que o Grêmio da Libertadores." Não te perdoo se abriste para ler. É de pageviews que o imbecil, literalmente, se alimenta.
Se você aí, gremista ingênuo ou viciado em corneta ainda não se convenceu de que a decisão foi correta e que foi importante para seguir adiante neste campeonato de bosta de cartas marcadas reflita sobre a frase do Arigatô após o jogo.

"Queremos ganhar títulos, não jogos."

E títulos, digo eu, se ganha com planejamento e inteligência. E o planejamento está sendo minucioso. E sobre a inteligência do Renato, do Espinosa, do Arigatô, do Berdichewski e do Romildo penso que ninguém mais tem dúvidas.

21 de abril de 2017

Avalanche Tricolor: Renato dribla mais uma vez a lógica

Por Milton Jung


Guaraní-PAR 1×1 Grêmio
Libertadores – Defensores del Chaco/Assunção


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Pedro Rocha marca o gol de empate, em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

Confesso desde este primeiro parágrafo que não assistí a um só lance do empate gremista, nessa quinta-feira, no Paraguai. Fui surpreendido com a antecipação do horário da partida, previsto inicialmente para o fim da noite, e não havia como modificar a agenda de compromisso profissional previamente assumido.

Estou em Gramado, de volta à minha terra, onde apresentei a palestra magna do 32º Encontro Internacional de Audiologia, ao lado da colega de trabalho Leny Kyrillos. E enquanto estava no palco, o Grêmio entrava em campo em Assunção.

O celular foi minha fonte de informação. E por ele soube da escalação “alternativa” escolhida por Renato – imagino que após discussão com a comissão técnica e a própria diretoria. Colocar um time de reservas na Libertadores é jogada arrojada demais para ser decidida por apenas uma pessoa, mesmo que esta seja Renato, alguém que já deu provas de quantas loucuras é capaz de fazer para conquistar a vitória.

Mesmo com um histórico de arrojo e coragem, ainda há quem duvide da capacidade de nosso técnico. Ao encerrar minha palestra, procurei um táxi, e o motorista vestia a camisa do Grêmio(coincidência?). Ele estava incomodado. Tínhamos perdido um jogador expulso e o adversário havia marcado seu gol.

“Estamos perdendo!?” – comentei para que ele percebesse que falávamos a mesma língua e torcíamos pelo mesmo time.

“O Renato pediu, né!” – foi a resposta que ouvi em tom de descrença devido a decisão de entrarmos na partida com apenas dois titulares.

Quase caí na conversa dele. Ainda bem que minha mulher, que acompanha o futebol por força do casamento e apenas de revesgueio, interveio:

“Mas não é domingo que tem jogo importante?”

Tinha toda razão, por mais contraditório que pudesse parecer.

Pela lógica, Renato colocaria os titulares na Libertadores – o que poderia ser mais importante do que isso? -, e o que resistisse em pé, ele escalaria no domingo quando jogaremos pelo Campeonato Gaúcho. Mas Renato construiu sua história driblando a lógica.

Fosse lógico, Renato, acuado na lateral e de costas, jamais chutaria aquela bola para o alto e em direção a área, permitindo que César, de cabeça, nos levasse ao gol da Libertadores, em 1983. Nem arriscaria atropelar e contorcer o bando de alemães que o cercava no caminho para o gol que nos deu o Mundial, naquele mesmo ano.

Desta vez, sem pudor, preferiu poupar os titulares, confiando que um revés agora seria facilmente recuperado no jogo de volta, no segundo turno da fase de classificação da Libertadores. Resguardou-os para o desafio de domingo quando precisaremos vencer o Novo Hamburgo para nos mantermos na caminhada ao título do Campeonato Gaúcho.

Fez o cálculo certo e foi premiado com mais um gol decisivo de Pedro Rocha – aquele guri que está sempre arriscando -, que nos garantiu o empate, nos deixou na liderança do grupo da Libertadores e nos ofereceu ainda mais entusiasmo para vencermos a disputa, no domingo, pelo Campeonato Gaúcho.

Como disse o presidente Romildon Bolzan: “nossa prioridade é ganhar títulos”. E o Grêmio jogou com inteligência e audácia suficientes para se capacitar a vencer tanto um título como o outro.

20 de abril de 2017

Daniel Matador - Mistão garante a liderança no Paraguai

Guarani 1 x 1 Grêmio

Pedro Rocha fez o gol tricolor no Paraguai (foto: Lucas Uebel)

Caros

Renato começou provocando ataques cardíacos na torcida logo que a escalação foi divulgada. Até entende-se a preservação de alguns titulares por conta da maratona de jogos. Mas botar uma equipe totalmente descaracterizada no Defensores del Chaco foi uma temeridade. O tricolor entrou com Grohe no gol; Thyere e Bressan na zaga; Edilson e Cortez nas laterais; Michel, Jaílson e Arthur formaram um pretenso trio de volantes (não obstante este último ter atuado como meia na base), com Lincoln responsável pela armação e a dupla Fernandinho e Barrios tentando algo no ataque. Uma escalação, no mínimo, temerária.

1º tempo: Guarani 0 x 0 Grêmio

Eram menos de 2 minutos quando ele, Bressan, deu uma rateada e a bola sobrou para o Guarani fazer a primeira conclusão. Para fora, felizmente. Dois minutos depois, aparando escanteio de cabeça, Barrios quase abriu o placar. O arqueiro salvou. Um minuto depois, Fernandinho chutou, a bola bateu na mão do jogador do Guarani (pênalti claro não marcado) e a bola sobrou para o mesmo Barrios, que ficou cara a cara, chutou e o goleiro salvou. Aos 17, Fernandinho fez fila pelo lado direito, driblou dois e chutou, mas o goleiro defendeu.

Aos 26, Grohe salvou parcialmente e Cortez mandou para a lateral. Aos 30, outra salvada de Grohe, desta vez em um chutaço de longe que ia no angulo. Aos 36, grande susto: gol do Guarani, corretamente anulado. Aos 39, grande jogada de Cortez pela esquerda, que cruzou e Barrios aparou, porém pra fora. Ainda houve um bom cruzamento da direita que passou por Barrios e Lincoln chutou, porém a bola bateu na rede pelo lado de fora. Por incrível que pareça, o banguzinho armado para este jogo foi bem na primeira etapa, apesar dos gols perdidos.



2º tempo: Guarani 1 x 1 Grêmio

As equipes voltaram inalteradas para a segunda etapa. Surpreendentemente, o time voltou bem e manteve a boa movimentação. Aos 7 minutos, Michel deu um carrinho e levou amarelo. Aos 16, fez falta sem bola, levou o segundo e foi expulso. Aos 23, Pedro Rocha entrou no lugar de Lincoln. Aos 24, Edilson cruzou para Barrios, que cabeceou para fora. Aos 26, o castigo: Lopez, que havia entrado há pouco, aparou cruzamento do lado esquerdo e marcou de cabeça.

Aos 29, Barrios saiu para a entrada de Everton. Até que, aos 35, Arthur fez jogadaça pela direita e lançou Pedro Rocha, que aparou cruzado e empatou o jogo! Aos 37, Kaio entrou no lugar de Fernandinho. Aos 39, Pedro Rocha dominou, livrou-se do zagueiro e chutou, mas a bola explodiu na trave!




Como jogaram:
Grohe: fez boas defesas e não teve culpa no gol. Nota 7
Edilson: desta vez, não conseguiu fazer as costumeiras triangulações, pois sua parceria para isso era Fernandinho, e não Léo Moura. Com certa responsabilidade na jogada que originou o gol do Guarani. Nota 4
Thyere: se desdobrou em vários para tentar dar conta da zaga. Uma coisa é fazer parceria com Geromel ou Kannemann, outra é fazer dupla com Bressan. Nota 6
Bressan: novamente foi insuficiente. Tentou marcar Lopez no lance do gol, mas não conseguiu. Nota 3
Cortez: provavelmente sua melhor partida com a camisa do Grêmio até agora. Não que isso signifique algo. Nota 5
Michel: foi regular no primeiro tempo. No segundo, levou dois cartões e foi expulso. Nota 3
Jaílson: ainda carece de mais cancha. Nota 4
Arthur: jogador de futuro, um dos melhores em campo. Foi dele a jogada que originou o gol de empate. Nota 8
Lincoln: fez boa jornada, mas deu uma decaída no segundo tempo. Nota 6
Fernandinho: se balaqueasse menos e jogasse mais, seria muito produtivo. Nota 5
Barrios: estava em noite de Pedro Rocha, tal a quantidade de gols perdidos. Nota 4

Pedro Rocha: desta vez, fez o que se espera de um atacante. Empatou o jogo e quase marcou outro gol. Nota 8
Everton: entrou no final. Sem nota.
Kaio: entrou no final. Sem nota.

Renato Portaluppi: se vencesse, seria genial. Se perdesse, seria execrado. Ao fim e ao cabo, acabou se salvando. O time acabou mantendo o estilo de jogo e, dadas a situação, jogou bem. Mas sua decisão será julgada no jogo do ruralito, no próximo final de semana. Nota 6

Arbitragem: Wilmar Roldán foi o apitador, auxiliado por Alexander Guzman e Cristian de la Cruz, todos da Colômbia. Não anotou pênalti claro no primeiro tempo, mas também não chegou a comprometer em excesso.

No frigir dos ovos, mesmo com toda a maçaroca que foi a escalação, o resultado não foi dos piores. O tricolor ainda é o líder do grupo e encara este mesmo adversário na próxima semana, desta vez na Arena, podendo isolar-se na liderança. Antes disso, há o jogo decisivo contra o Nóia pelo ruralito.

Saudações Imortais

O jogo e o mimimi

Anuncia-se time misto hoje e já começou a choradeira. Agora é porque Renato vai, ao que dizem, poupar alguns titulares.
Tem gremista que gosta de mimimi. Impressionante! Todos os grandes clubes monitoram os jogadores e tiram das partidas aqueles mais propensos a lesões. Qual o problema? Ou vocês querem que um Miller entre em jogo da fase classificatória da LA e fique fora de partidas decisivas mais na frente?
Seria tão bom se este povo aprendesse a ver as coisas de uma forma mais realista e menos com o fígado?
Precisa xingar alguém porque a vida não está fácil? Escolhe o político em quem votou e despeja o fel.
O importante no jogo hoje é trazer um bom resultado e os que entrarem tem condições de fazer isto. Se não der, calma que o céu não cairá sobre a cabeça de ninguém.
E se jogar o Gastón Fernandez será uma ótima oportunidade para ver o quanto ele pode render.
Pena é a previsão de muita chuva.
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Mas por falar em mimimi, o twitter está mostrando o desespero dos torcedores do Fluminense por terem caído contra o Grêmio na Copa do Brasil. Serão dois grandes jogos.




Por falar em Copa do Brasil, olhem esta notícia:

19 de abril de 2017

9 verdades e 1 mentira do Inter

1 - O Inter apagou os refletores em 1999 para fugir do rebaixamento

2 - O Inter nunca ganhou título relevante na casa do adversário

3 - Mundial FIFA vale, mas rebaixado FIFA não vale

4 - O Inter já pagou mico em Mundial e na Suiça

5 - Rever contra

6 - O Inter pagou o Paissandu para não ser rebaixado

7 - Inter decide quando é e quando não é pênalti no Gauchão

8 - Os melhores craques do Inter jogam na IVI

9 - Dalessandro sempre sente o joelho quando o salário atrasa

10 - O Inter está na série A


16 de abril de 2017

Um resultado inesperado


Grêmio 1 x 1 Novo Hamburgo

Primeiro Tempo: 0 x 0

O jogo começou pegado. Como sempre. os times de interior se acadelam contar os mazembados e fazem final de mundial contra o tricolor.
Aos 3:40 minutos um lance bem duvidoso. Pedro Rocha tentou dar um drible dentro da área e foi empurrado. O juiz do novelhaco mandou seguir.
Aos 5:50 minutos Léo Moura foi patrolado. Kannemman tentou reclamar mas o juiz xiliquento mandou ele ficar quieto.
Pedro Rocha bateu de fora da área aos 9:20 minutos mas o goleiro mandou para escanteio.
Miller bateu cruzado para defesa do goleiro aos 12:45 minutos.
Maicon deu um suco com açúcar para o Miller aos 24 minutos mas Miller bateu para fora. A primeira chance real de gol.
O time do interior se fechava bem e não deixava criar boas chances.
E o jogo seguiu chato até o final do primeiro tempo sem nada digno de registro.

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Um mau primeiro tempo. Sem sustos defensivos mas também sem criatividade no ataque.
Uma das piores partidas do Imortal nas últimas semanas.

Segundo tempo: 1 x 1

No primeiro minuto do segundo tempo o time do interior quase fez gol em falha da zaga. Por sorte a bola foi para fora. Maus presságios?
Nah!
No minuto seguinte Marcelo Oliveira, tão vilipendiado, cruzou uma grande bola pra Ramiro que bateu de chapa e encobriu o goleiro. Um belo gol.









Aos 11:30 minutos uma lateral que era para o Grêmio foi dado para os interioranos. Na cobrança a bola sobrou para o cara fora da área que deu uma bomba no canto. 1 x 1.
Luan cruzou aos 18 minutos mas Marcelo Oliveira cabeceou para fora. Um gol perdido.
Miller bateu forte de fora da área as 22 minutos mas o goleiro defendeu. E Miller foi empurrado na área mas o juiz mandou seguir. Campeonato do Novelhaco é assim.


E de novo um lance de perigo para os alemães aos 26 minutos. Grohe defendeu.
Éverton entrou no lugar de Pedro Rocha aos 32 minutos.
E Edilson bateu uma falta forte mas por cima aos 32 minutos.
Aos 35 minutos Luan bateu mal uma falta por cima do gol.
E o milagre aconteceu aos 37 minutos. Uma falha da defesa do Imortal rendeu uma bola na trave e no rebote o jogador do adversário sem goleiro mandou para fora. Um gol mais do que feito perdido.
Aos 48 minutos Luan bateu uma falta mas Barrios não conseguiu concluir.
E foi isto.
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Não foi uma boa partida do tricolor.
Um primeiro tempo morno e um início de segundo tempo promissor.
Mas o gol de empate desarticulou o time.
Preocupa? Tem de preocupar. Mas o Grêmio, com vontade, enfia 3 neste time mesmo fora de casa.

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Como Jogaram

Marcelo Grohe:
 Nenhum trabalho no primeiro tempo. Sem culpa no gol. Nota 6
Edilson: Um primeiro tempo sem problemas atrás mas sem nenhuma criatividade na frente. E continuou igual no segundo tempo. Nota 5
Geromel: O de sempre. Firme e sem sustos. Nota 7
Kannemann: Sempre mostrando segurança. Nota 7
Marcelo Oliveira: Assim como Edilson, não fez nada na frente no primeiro tempo. Mas fez a jogada do gol no segundo tempo. Nota 6
Ramiro: Não repetiu as atuações anteriores. Mas fez o gol. Nota 6 
Maicon: Muitos erros de passe. Nota 5
Léo Moura: Um primeiro tempo apagado. Saiu no início do segundo tempo. Nota 5
Luan: Não apareceu na etapa inicial. E nem no segundo tempo. Nota 4
Miller: Uma chance de gol perdida no primeiro tempo. E mais nada. Uma de suas atuações mais apagadas neste ano. Nota 3
Pedro Rocha: Uma de suas partidas mais apagadas. Nota 3
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Lucas Barrios (Léo Moura): Entrou mas não fez nada. Nota 2
Everton (Pedro Rocha): Algumas movimentações mas pouca objetividade. Nota 2
Lincoln (Miller): Pouco tempo para fazer alguma coisa. Sem Nota

Renato: Não conseguiu deixar o time ligado como nos jogos anteriores. Nota 5

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Arbitragem: Diego Real, Élio Nepomuceno e Leirson Martins - Juizinho mequetrefe deixou o Novo Hamburgo bater à vontade. Mas não teve influência no resultado.

15 de abril de 2017

A volta e o Alec

Voltei.
E voltei por várias razões.
A primeira porque percebi que não dá para deixar este povo correr solto por aí. Eles já aprontam com a gente em cima, imaginem sozinhos.
Nestas três semanas teve a decisão do TAS-CAS e teve o jogo heroico com o Corinthians.
Sobre a decisão da Suíça logo abaixo vamos mostrar a realidade. Sobre o jogo heroico, empataram em casa com gol de escanteio que não houve e com um pênalti escandaloso não marcado para os arigós paulistas. Mas saíram festejando o enfrentamento "de igual para igual". Não sei se festejo ou choro a perda do rival. Não imaginava que o rebaixamento fosse ser tão danoso.
A segunda razão que voltei é porque escrever no blog se tornou quase tão necessário quanto o ar que respiro.
Mas haverá mudanças nos comentários que eu mediarei. Alguns já devem ter percebido que não foram publicados.
Uma mudança é que fica terminantemente proibido ofender jogador do Grêmio. Pode dizer que jogou mal, que não gosta do cara e outros comentários civilizados. Mas ninguém chamará alguém de pereba, podre, ruim e outros adjetivos pejorativos pensando que será publicado. Não será. Na primeira vez será apenas deletado. Na segunda terá o IP bloqueado.
É isto então.

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Amanhã terá o primeiro jogo da semifinal contra o Novo Hamburgo. Se o tricolor jogar 50 % do que tem jogado nas últimas partidas há grande chance de decidir a parada já no primeiro round. Mas para isto é fundamental esquecer o salto alto que usou no segundo tempo de terça-feira no vestiário.

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E finalmente, há uma novidade no blog. Temos um especialista em charges e humor. Vocês podem segui-lo no twitter @AlecMason05. Ou acompanhá-lo no blog.
De momento ele prefere aparecer apenas pelo nome do twitter.
Mas isto não impedirá que apreciemos o talento que mostrou até aqui.



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