31 de maio de 2014

Daniel Matador: Tão longe, tão perto

Caros

O Grêmio sobe a Serra Gaúcha para jogar em casa novamente. O quê? Sim, isto mesmo. No jogo que deveria ser disputado na Arena e não o será por conta da cessão do mais moderno estádio da América do Sul para os treinos das seleções que atuarão em Porto Alegre na Copa do Mundo, o tricolor mais uma vez tomará Caxias do Sul. Chega a ser ridículo comparar os públicos dos jogos do Grêmio no interior do Estado com outras equipes que lá vão jogar. A torcida gremista sempre comparece em peso e dá uma surra de relho em matéria de público. E tem ananá que, em pleno 2014, ainda tem a audácia e a burrice de querer comparar tamanho de torcida. E é para a maior torcida do sul do país que o plantel gremista tem a obrigação de fazer uma jornada digna neste domingo à tarde.

O jovem lateral esquerdo Breno foi convocado para a seleção brasileira sub-19, o que abre a possibilidade do técnico testar o recentemente contratado Marquinhos Pedroso. Ramiro volta a estar à disposição e pode retornar ao time. E por conta da lesão de Bressan, é possível que Saimon seja mantido na zaga, formando a dupla com Werley, apesar de Rhodolfo estar na iminência de voltar de seu período de recuperação. A tendência é que as demais posições sejam ocupadas pelos mesmos titulares que iniciaram o último jogo. O lateral direito Matías Rodriguez será utilizado apenas após a Copa do Mundo, o que nos fará ver novamente o sempre presente Pará.

Em 1987 o diretor Wim Wenders filmou o inesquecível filme Asas do Desejo, o qual ganhou uma versão hollywoodiana em 1998, intitulado Cidade dos Anjos. Em 1993 Wenders filmou a continuação do filme, a qual recebeu o título de Tão Longe, Tão Perto. Com nomes de peso como Bruno Ganz e Nastassja Kinski, é uma obra que recomendo muito por sua mensagem e fotografia.

Pois o Grêmio entrará em campo para esta rodada do Brasileirão ocupando as posições intermediárias da tabela. Pode parecer que o tricolor não está no pelotão de elite, posição que ocupava até a rodada passada. Mas, assim como no título do filme de Wenders, esta colocação pode parecer distante, mas está muito próxima da liderança. Neste momento, apenas 2 míseros pontos separam o clube gaúcho do líder do campeonato. Razão para crermos que a campanha ainda se mantém em um bom patamar, não obstante o futebol apresentado em algumas rodadas, o qual deixou a desejar. Uma vitória neste domingo fará com que o time fique cada vez mais próximo da primeira posição. Manter-se no G4 durante a parada para a Copa do Mundo dará a tranquilidade necessária que os trabalhos da neste período possam ser desenvolvidos com a eficácia necessária.

Saudações Imortais

* Observação do seu AlgozNastassja Kinski, ah .... Nastassja Kinski. Procurem crianças no google quem foi esta potra indomável.

Novos tempos

A notícia mais esperada do ano pela torcida gremista. Agora não tem volta.
Começa uma nova era no Imortal Tricolor.
Gente de todos os quadrantes estão tremendo e tendo pitis, principalmente jornalistas que tiveram seus interesses contrariados e não param de secar.
Por enquanto, ficaremos por aqui.

Foto: Ducker
Aviso de pauta
Formalização do aditivo de contrato entre Grêmio e OAS
 
Encontro será nesta segunda-feira, 02/06, às 14h, no auditório do Salão Nobre do Conselho Deliberativo na Arena do Grêmio. Entrada pelo portão 4, acesso elevador 5.
 
 
O presidente do Grêmio Foot-ball Porto Alegrense, Fábio André Koff, e o Diretor Superintendente da OAS Arenas, Carlos Eduardo Paes Barreto, convidam a imprensa para o ato oficial de assinatura do aditivo de contrato entre o Grêmio e a OAS, nesta segunda-feira, 02/06. O encontro acontecerá no auditório da Arena do Grêmio, a partir das 14h.
 
 

Mazembe é para sempre




30 de maio de 2014

Os que ficam e os que chegam

Enderson Moreira não sai. Nestas horas deve-se ser pragmático. Se não sai não tem porque ficar torcendo contra. Eu, ao menos, torço para o Grêmio e não para as pessoas que eventualmente estão por lá. Foi assim sempre. Críticas são democráticas de devem ser feitas. Nunca a aposta no quanto pior melhor.
Mas, no entanto, porém, não obstante, acho que algumas coisas devem ser feitas.
É muito conhecida a história de que o Presidente Koff, certa vez, vendeu um jogador ruim que o Felipão teimava em escalar.
Quem sabe não aproveita a janela de julho para repetir o gesto com algumas figuras que andam por lá.
Sabe-se que tem um que ninguém quer. De repente arruma uma vaga de bibliotecário para ele.
Outro jogador complicado poderia fazer palestras aos guris da base sobre as vantagens do aprendizado constante.

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Não incluo o Barcos neste contingente. Acho que o Barcos precisa é de um banco para esfriar a cabeça e, quem sabe, voltar com mais confiança e sorte.
Enquanto isto, dê-se chance ao Lucas Coelho, sobre o qual se diz que tem todos os fundamentos necessários para ser um grande centro-avante. Estaria faltando confiança. Além disto, consta ser um jogador com grande massa muscular que precisa de cerca de 15 a 20 minutos para conseguir aquecer e entrar no jogo. Como tem jogado nunca mais do que 15 minutos fica difícil mostrar algo. Na única partida que saiu jogando, mostrou qualidades.

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Matías Rodriguez chegou. Claro que não chegou com a rutilância e o escarcéu que chegou o Lóqui no cocô-irmão. Talvez por não ser um jogador tão decisivo quanto este. Afinal, só um jogador muito decisivo faz 4 gols em 80 jogos e consegue ser rebaixado na Argentina.
Mas os vídeos deste lateral me agradaram e muito. Verdade que vídeo só mostra o que tem de bom. Mas o que mostra é entusiasmante.
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Na outra lateral sai Breno, convocado pela seleção sub qualquer coisa e entra Marquinhos. Este último foi considerado a revelação do campeonato catarinense deste ano. Fala-se muito bem dele. Que confirme e nos dê alegrias.
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Nenhuma repercussão na imprensa esportiva gaúcha sobre a denúncia feita no programa A Liga da Bandeirantes, a não ser tentar jogar a bomba no colo do chefe da torcida popular dos mazembados.
Nenhuma palavrinha sobre a entrega de bilhetes pelo Gigio Unhas de Cristal para esta torcida negociar a seu bel prazer, quando os mesmos deveriam ser sorteados.
E nunca, jamais, alguém ouviu ou leu que os sócios do timinho foram barrados pela AG na entrada do Remendão Pataxó.
Moral da história: nada muda enquanto não mudam as moscas varejeiras.
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Foi noticiada a assinatura do aditivo entre o Grêmio e a OAS. O blog só vai se pronunciar sobre isto quando sair alguma informação oficial por parte da direção.

28 de maio de 2014

Campanha de campeão, futebol de rebaixado

Sport Recife 0 x 0 Grêmio

Primeiro tempo: 0 x 0

O jogo começou com estudos e aos 2:40 minutos o primeiro chute foi do Sport. Grohe mandou para escanteio. Aos 3:50 minutos mais um susto para Grohe. A bola saiu por cima. As duas jogadas foram nas costas de Breno.
O Grêmio não acertava o ataque e aos 9:50 minutos, quando parecia que seria a primeira boa jogada, a bandeira inventou um impedimento.

O time não jogava bem mas aos 18 minutos, o bandeira localista inventou mais um impedimento quando Pará entrava livre pela direita.
Logo depois Bressan se machucou e Saimon entrou em seu lugar.
Aos 23 minutos a primeira boa jogada do Imortal. Alán Ruiz entrou bem pelo meio e deu uma bomba. A bola bateu num zagueiro e saiu para escanteio.
Aos 27 minutos boa jogada de Ruiz e Barcos que bateu forte para boa defesa do goleiro.
Aos 31 minutos Ruiz entrou bem na área mas bateu mal para fora.
Werley mostrou que é tosco dando um balão da intermediária quando tinha pelo menos 3 jogadores para passar a bola. Eram 33 minutos.
O Sport deu um susto aos 37 minutos. A bola saiu para fora perto do travessão.
Ruiz, que era o único a despontar no jogo, perdeu uma boa chance aos 39 minutos. A bola de novo bateu num defensor e foi para fora.
No final do primeiro tempo Pará fez a sua grande jogada anual. Saiu da área, passou por três jogadores e cruzou para a área. Para azar do Pará, quem estava lá para errar de forma ridícula era o Werley.
E foi isto.

.....

Um primeiro tempo de um jogo muito ruim. Talvez a forte chuva tenha alguma culpa. Mas não houve articulação no meio de campo. A bola saia direto das defesas para os ataques.

O Sport tentou chegar algumas vezes mas não conseguiu levar muito perigo.
As melhores chances foram do Grêmio, mas em todas a conclusão foi falha ou bateu nos zagueiros.
O melhor foi Alán Ruiz. O pior Zé Roberto.
Quer dizer, pior do que o Zé Roberto foi o comentarista do Sportv. Ele passou o primeiro tempo querendo expulsar jogador do Grêmio e querendo que o Zé Roberto jogasse de meia armador. Não bastava o bandeira localista. O comentarista também estava lá para secar o Imortal. Assim como a Briosa Brigada Militar. Duvidam? Vejam esta troca de twitter entre a Brigada e o morango mazembado da RBS.


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Segundo tempo: 0 x 0


Logo aos 2:30 minutos do segundo tempo, Saimon cabeceou no escanteio e o goleiro salvou no risco do gol. No rebote, Barcos furou. Foi a melhor chance de gol do jogo.

O jogo continuou igual ao primeiro tempo. Muito ruim de se ver.
Aos 13 minutos a primeira jogada de perigo do Sport no segundo tempo. Cabeceada para fora. 
Aos 16 minutos Enderson tirou Rodriguinho para por o Biteco. Uma substituição, à princípio, equivocada. Não pelo Rodriguinho, que não jogou nada, mas por ser mais um volante.

Enderson dá chance para o azar. Depois não pode se queixar. Com a substituição, o Sport começou a atacar mais.
E podia ter marcado aos 25 minutos. Werley e Breno salvaram.
Aos 29 minutos Alán Ruiz desperdiçou uma falta da entrada da área. Frontal. Bateu na barreira.
Um minuto depois Grohe fez um milagre numa cabeçada do Sport.
Kleber entrou no lugar de Dudu.
Com as modificações o Grêmio se perdeu em campo e as perspectivas de uma vitória tornaram-se remotíssimas. A derrota, ao contrário, parecia a cada minuto mais evidente.
Aos 39 minutos o Sport quase fez. O cara estava muito impedido, mas se fizesse valeria. E era o mesmo bandeira que inventou 2 impedimentos do Grêmio.
Ruiz bateu muito forte de fora da área para defesa do goleiro aos 40 minutos.
No troco Grohe fez grande defesa.
E um minuto depois de novo Grohe salvou.
E salvou de novo um minuto adiante.
E meio minuto depois garantiu  de novo o empate.
Um minuto depois a bola passou rente para fora.

.....

Se o primeiro tempo foi ruim mas o Grêmio teve as melhores chances, o segundo tempo foi lamentável.
Enderson simplesmente errou tudo que fez.
Conseguiu trazer o Sport, um time medíocre, para o campo do tricolor e, mais do que isto, conseguiu deixar a torcida ainda mais irritada com ele.
Ninguém mais tem paciência com o treinador.
Não sabe ler o jogo. Não sabe mexer. Queima os jogadores que o salvam em um jogo deixando os outros 4 ou 5 jogos seguintes na reserva sem usá-los. Teima com Zé Roberto de titular quando ele é mais do que claramente, um ex-jogador.
Um fiasco este treinador. Covarde. Burro e sem noção.
Pode até treinar bem. Mas durante o jogo é um fiasco.
Salvou-se Marcelo Grohe, para desespero dos corneteiros que o odeiam.
E ficamos assim. Se na pontuação, a campanha é muito boa, pois empate fora e vitória em casa na média dá 76 pontos, as atuações deixam a cada dia menos esperança.
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 Como jogaram:

Grohe: Uma boa defesa e boas intervenções no primeiro tempo. Trabalhou como um cavalo no segundo tempo. Salvou o time. Melhor do time disparado.
Pará:
 Fez uma grande jogada no primeiro tempo desperdiçada pelo Werley.
Werley:
Na defesa sem problemas. Quando subiu para o ataque, Jesus!
Bressan: Jogou 10 minutos e saiu machucado.
Breno: Levou algumas bolas nas costas mas foi bem no apoio no primeiro tempo. Sumiu na etapa final.
Edinho:
 Muito discreto.
Zé Roberto:
O pior em campo no primeiro tempo. O pior em campo no jogo todo. Ex-atleta.
Alán Ruiz:
 Um belo primeiro tempo. Se apagou na segunda etapa.
Rodriguinho:
Muito apagado no primeiro tempo. Saiu no segundo quando continuava sem jogar nada.
Dudu:
Não está em boa fase.
Barcos: Um chute no primeiro tempo. Um gol meio perdido no segundo tempo.
.....

Saimon (Bressan): Entrou muito firme.
Matheus Biteco (Rodriguinho): Não apareceu.
Kleber (Dudu): Não conseguiu dar nenhuma bundada no tempo em que esteve em jogo.

Enderson Moreira: Já comentei acima. Deixo para vocês.
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Arbitragem: 
Marcelo de LIma Henrique (Fifa-RJ) com Dilberto Pedrosa Moisés e Luiz Claudio Regazone - Dois impedimentos muito mal marcados contra o Grêmio no primeiro tempo.- 

Daniel Matador: A Liga Extraordinária

Caros
 O Grêmio fugiu do frio do Sul para jogar no calor nordestino contra o Sport. Clube este que já nos deu a alegria de ser batido na primeira final da Copa do Brasil a ser vencida pelo tricolor, em 1989. A própria primeira edição da Copa do Brasil, diga-se de passagem, mostrando novamente o pioneirismo de nosso clube. O Sport atualmente vem de uma goleada, necessita recuperar-se e joga em casa, na Ilha do Retiro. Ainda assim, as possibilidades de vitória do time gremista são grandes. O esquema 4-5-1 deve ser utilizado, porém desta vez substituindo a formação de 3 volantes e 2 meias por uma teoricamente mais ofensiva, com 2 volantes e 3 meias. Rodriguinho tem sido um interessante destaque nos últimos jogos. A conferir também o que Zé Roberto pode render jogando na segunda volância, deixando Edinho na primeira volância, onde sempre rendeu mais.
Em 2003 o ator Sean Connery protagonizou o interessante filme A Liga Extraordinária, baseado em uma HQ de Alan Moore. Nele eram reunidos vários nomes da literatura mundial com diferentes características para lutarem contra uma vilão que ameaçava o mundo. Connery dava vida a Allan Quartermain, o líder do grupo formado também pela vampira Mina (retratada no clássico Drácula, de Bram Stoker), o Capitão Nemo (de 20 mil léguas submarinas, de Julio Verne), o Dr. Jekyll e seu alter-ego, Mr. Hyde (da obra de Robert Louis Stevenson), além de Dorian Gray, Tom Sawyer e o Homem Invisível, todos retratados em obras literárias. As diferentes habilidades do grupo combinadas faziam com que pudessem ter êxito na missão. Recomendo muito tanto o filme quanto a HQ.
Assim como no filme, também um time de futebol deve reunir diferentes características em seus jogadores para que haja equilíbrio e o rendimento seja a contento. Teoricamente, o time do Grêmio que vai a campo hoje está equilibrado. A zaga joga no estilo clássico, com Grohe no gol, Pará e Breno nas laterais e a dupla de zagueiros formada por Werley e Bressan. No meio, um primeiro volante volante com maiores características de marcação (Edinho) e um segundo volante um pouco mais habilidoso (Zé Roberto), um meia de armação mais cadenciador (Ruiz), um meia de velocidade (Rodriguinho), um enganche (Dudu) e um centroavante (Barcos). A conferir e torcer para que possamos voltar de lá com mais 3 pontos e continuar na ponta da tabela. A campanha, em números, tem sido de time campeão até o momento.
Não podemos deixar de aproveitar a oportunidade de citar a matéria feita e veiculada ontem pela Band SP no programa A Liga. As denúncias feitas ontem no programa já eram de conhecimento (ou, ao menos, forte suspeita) de todos os que residem aqui no Rio Grande do Sul. A chegada dos Barra Bravas argentinos para os jogos da Copa e sua recepção por parte de uma conhecida torcida organizada que veste vermelho. Não havendo somente a recepção e a distribuição de ingressos para os jogos, mas também troca por drogas e armas. Um verdadeiro escândalo que nenhum jornalista da aldeia preocupou-se em investigar. Os motivos vão desde incompetência pura até outros que não citamos aqui por razões que todos já sabem.
Para quem não viu, recomendo fortemente que assistam. Há um link na internet com os vídeos do programa aqui
Pois justamente por fazer aquilo que os incompetentes da aldeia não fizeram, já podemos chamar este pessoal de A Liga Extraordinária. E a galera do jornalismo daqui talvez seja somente a liga ordinária.

Saudações Imortais

27 de maio de 2014

Enfim um Legado da Copa: O Viaduto Mazembe

Enfim um Pedro Legado da Copa: O Viaduto Mazembe


25 de maio de 2014

Uma nova "postura"?


*O texto abaixo foi enviado pelo leitor Jonas Silveira
 
Enderson venceu três partidas seguidas. Não sei se ele sabe como isso aconteceu, mas aconteceu e é mérito dele não ter evitado que isso acontecesse. Enderson, então, motivado pela perda de Alán Ruiz, anunciou uma nova “postura” fora de casa. Enderson, foi a São Paulo e seu time pôs um ovo em campo. Basicamente, essa foi a nova “postura”. O ovo eclodiu e dele saiu um volante, depois mais outro, tal qual um fusca de palhaço (o palhaço na metáfora sou eu, imagino).

Não é a toa que a maior parte das frases acima começa pelo nome do nosso treinador. Ao cometer tal insanidade, Enderson (mais uma!) incorreu na prática de dois erros, no mínimo. Ele mudou o esquema que vencera três partidas seguidas e vendeu uma velharia como se novidade fosse. Propaganda enganosa.
Três volantes fora de casa pra “buscar o pontinho” é prática mais velha que andar pra frente. É o papai-mamãe do futebol (me refiro à brincadeira de criança, pois o blog é de família). A melhor parte desse esquema-piada é que ele não funciona.

O Grêmio com dois volantes tem 77,7% de aproveitamento, seis vitórias, três empates e está invicto em nove partidas, com apenas três gols sofridos, média duas vezes menor que o esquema com três volantes, que tem nove vitórias, três empates e seis derrotas, gloriosos 55,5% de aproveitamento, tomando 16 gols em 18 partidas!

Tomamos mais gols nos defendendo do que atacando por que existe uma verdade inquestionável no futebol que todos estamos ignorando. Só tem uma bola. Seu eu tenho a bola, ninguém mais tem a bola. E a bola, senhoras e senhores, é muito importante para o ato essencial do desporto em questão, marcar gols. O Grêmio com dois volantes teve mais posse que alguns de seus adversários, e venceu mesmo criando menos chances. Ao reter a bola o nosso time mascara sua eventual incompetência.

No entanto, Enderson teima em escalar três volantes. Ele crê que nosso quarto volante é superior a Maxi Rodriguez, um jogador capaz de criar chances de gol. Ouço que Maxi não pode jogar por que “ele não marca”, aí perco pra um time que tem Osvaldo, Luis “Fabuloso”, um pato e um ganso. Os caras tem uma múmia egípcia no gol e um zagueiro de 18 anos que fez gol contra no jogo anterior, no qual eles tomaram cinco gols de um time que escala um peixe-boi com a camisa nove!

Custa ir para cima? Algum dia verei o Grêmio com um volante só? Caso alguém não tenha percebido, o São Paulo jogou com um só volante: SOUZA. O cara que precisava de outros dois volantes no time quando estava aqui! No ano passado, caímos na Copa do Brasil pro Patético Paranaense com um volante só, Deivid.

Ramiro está fora por cartão, Riveros já está em Porto Alegre. Ruiz será titular, Biteco e disputam a outra vaga ao lado de Edinho. Vai melhorar, pois o Grêmio com dois volantes é melhor que o “novo” Grêmio. Maxi, infelizmente, não tem a menor chance de ser titular pois nosso treinador, aparentemente, não entende nada de futebol.

Escrevo esse texto pois nossa equipe joga fora de casa no meio da semana contra um adversário que acaba de ser goleado.
Já vi esse filme... E não gostei do final.

24 de maio de 2014

Um asno chamado Enderson Moreira e um pereba argentino

São Paulo 1 x 0  Grêmio

Primeiro tempo: 0 x 0


Enderson começou com Edinho. Na minha forma de ver, acertado. Talvez eu entrasse com o Maxi no lugar do Ramiro. Mas é jogo em que empate é muito bom resultado. Portanto, um tanto mais fechadinho não faz mal.

Jogo começou com muito estudo de parte à parte. Aos 4 minutos o primeiro chute. E foi do Grêmio. Dudu bateu e o goleiro defendeu. Aos 6 minutos outra jogada de perigo do Grêmio. A bola passou na frente da área e não apareceu ninguém para empurrar para dentro.
O jogo continuou pegado.
Aos 13 minutos o São Paulo chegou a primeira vez com perigo. Grohe mandou para escanteio.
Aos 16 minutos o time paulista entrou passeando e Grohe salvou o chute à queima roupa.
Depois de 10 minutos em que foi melhor o Grêmio começou a recuar e passou a ser dominado.
Aos 20 minutos a primeira chance claríssima de gol. E foi para o Imortal. E Barcos perdeu na cara do goleiro. Bateu rasteiro para fora.
Aos 28 minutos o bandeirinha inventou um impedimento ridículo. Barcos recebeu livre na cara do goleiro e o sujeito levantou a bandeira.
Aos 31 minutos na cobrança de falta quase gol do Grêmio. Souza mandou para escanteio mas o ladrão deu tiro de meta.
A esta altura estava claro que o negócio do trio era prejudicar o tricolor.
Aos 40 minutos Pato deu um cotovelaço em Pará e nem falta o juiz marcou.
E o primeiro tempo terminou sem mais registro.
.....

Um primeiro tempo em que o Grêmio poderia ter ganho. A melhor chance foi do Barcos, mas errou um gol imperdível. Deu mais uma vez razão a todos seus detratores.

No mais não sofremos grandes percalços e nem mostramos um jogo de entusiasmar.
_____

Segundo tempo: 1 x 0


O time voltou igual, mas no início de jogo Riveros se machucou e Enderson mandou Matheus Biteco para o jogo.

Aos 5 minutos Dudu cruzou da esquerda e não apareceu ninguém para empurrar para dentro.
O Grêmio começou melhor do que o São Paulo, mas não conseguia criar chances de gol.
Aos 15 minutos em lance fortuito, gol do São Paulo. Cobrança de falta, cabeceada e gol.
Aos 22 minutos saiu Breno para entrar Zé Roberto.
O Grêmio sentiu o gol e não conseguia reagir.
Aos 28 minutos Zé Roberto deu um traque que quase entrou.

Enderson começou a assinar a demissão ao não fazer nada para modificar a situação. Perdendo o jogo, relutava em tornar o time mais ofensivo. Atitude própria de covardes. 
Talvez para ele perder só de um é positivo.
Aos 48 minutos Barcos, como que para escarnecer da torcida, errou um gol feito na última jogada da partida. Este é outro que tem que ir para o inferno e nunca mais usar a camisa do Grêmio.

.....

Este é um jogo na conta dos "perdíveis". Mais razão ainda para ser ousado. Se perder, estava na conta. Se empatar ou ganhar é lucro.
Mas Enderson não sabe disto. Mostrou uma falta de inteligência insuspeitada. Mostrou falta de ambição. Mostrou que não merece ser treinador de um time da grandeza do Grêmio
Começar com três volantes.até se entende. Terminar o jogo com três volantes perdendo o jogo, é caso de internação.
Uma noite de sábado perdida por conta de um otário que tinha tudo para ganhar ou pelo menos empatar o jogo e entregou três pontos de mão beijada.
E também de um centro-avante que já teve todas as chances possíveis e merece ser vendido ou dado para o primeiro otário que tiver interesse.
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 Como jogaram:

Grohe: Boas intervenções no primeiro tempo. Há quem ache que falhou no gol do São Paulo.
Pará:
 Firme atrás.
Werley:
Bem. Mas deixou cabecear no gol do São Paulo.
Bressan: O mais firme da zaga. Mas 
deixou cabecear no gol do São Paulo.
Breno: Está crescendo de produção. Saiu para entrar Zé Roberto.
Edinho:
 Muito firme na frente da zaga.
Riveros:
É um grande jogador. Joga para o time. saiu machucado. Preocupa.
Ramiro:
 Razoável.
Rodriguinho:
Não apareceu no primeiro tempo. e muito menos no segundo tempo.
Dudu:
Não apareceu no primeiro tempo. E nem no segundo tempo.
Barcos: Apareceu no primeiro tempo para perder um gol imperdível. E sumiu totalmente no segundo tempo. Muito mal.
.....

Zé Roberto (Breno): hahahahahahahaha.
Maxi Rodriguez (Ramiro): Entrou quando tudo estava perdido. Não é milagreiro.

Enderson Moreira: Deu a entender que quer ser demitido. Eu enchi o saco desta toupeira.
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Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (Goiás) - O trio inventou um impedimento absurdo no primeiro tempo. Barcos estava mais de 1 metro atrás da linha da zaga. Juiz localista. Safado.

23 de maio de 2014

Mascos Agostini: Visita do Jerome


Recado a Máxi e Ruiz

Não sei se os jogadores Máxi Rodriguez a Alan Ruiz lêem este blog. Provavelmente algum amigo, familiar ou conhecido leia. Seria muito bom que essas coisas que vou escrever, chegasse a eles.

Caros, Máxi e Alan,



Há alguns anos, experimentei a experiência de viver em um país estranho. Mesmo Portugal tendo muitas características semelhantes ao Brasil, sentia-me uma estranha naquele ninho. Ficava meio encolhida e medrosa com aquele mundão estranho aos meus hábitos e deixava de fazer coisas que gostaria por puro medo e receio. Preferia a segurança do meu apartamento. Aos poucos fui conhecendo alguns vizinhos e comecei a sentir-me mais segura. Eram pessoas maravilhosas que até hoje tenho algum contato.
Sempre fui muito tímida desde criança. Por timidez, perdi muitas oportunidades e deixei de interagir com diferentes pessoas. Infelizmente, não é possível recuperar o tempo perdido.
Mas depois que descobri que as outras pessoas são iguais a mim e não representam ameaças, aprendi a me defender e a usufruir melhor a vida. Hoje lamento muito não ter sido mais segura e confiante. Mas essas coisas vêm com o tempo.
Claro que eu procurei ajuda. Profissionais muito bons me ajudaram a enfrentar os medos e encarar os problemas de uma outra forma. 
A timidez é um problema na vida de muitas pessoas. Ela trava a ousadia, a criatividade e o sucesso.


Meninos, não tenham medo de arriscar e errar. Isso acontece com todos os jogadores. Não é um privilégio de vocês. Não tenham medo das críticas da torcida. Torcedor é passional. Hoje ele pensa uma coisa e amanhã cedo já mudou de idéia. Façam o que vocês acham que deve ser feito. Não temam a imprensa. Ela também dança conforme a música.
Sinto que vocês estão meio encolhidos dentro de campo. No momento em que se soltarem, verão que o bicho não é tão feio.  Se preciso, procurem ajuda . Procurem pessoas que irão lhes ensinar a driblar a timidez e o medo de enfrentar os obstáculos.
Isso não é um defeito , mas uma característica de personalidade. As pessoas introspectivas são mais cerebrais e focadas e têm um potencial enorme.
Vocês têm tudo para alcançarem o sucesso. Confio na suas capacidades.
Basta que aprendam a driblar a timidez para mostrar à torcida gremista todo o esplendor do seu futebol. Vocês são muito talentosos.
Boa sorte aos dois!


 

22 de maio de 2014

Hamburgueria 1903 vem aí

      A Hamburgueria 1903, primeira rede de franquias do setor de alimentação, criada pelo Grêmio em parceria com a SportFood, tem local definido para sua loja inaugural. A unidade será instalada bem no coração de Porto Alegre, em frente à Praça da Alfândega, na rua dos Andradas, 1079, junto ao Palácio do Comércio. A previsão de abertura é para meados de agosto.
Segundo o executivo de marketing do Clube, Beto Carvalho, a escolha da região central, por onde transitam diariamente mais de 300 mil pessoas, foi estratégica. "O centro da Capital abrange uma ampla gama do espectro socioeconômico da cidade, especialmente fomentada pelo forte comércio e a concentração de escritórios situados no local. Temos como expectativa atrair um grande número de consumidores com mais essa nova opção gastronômica", defende Carvalho.
A loja terá uma área operacional de 150m² e oferecerá um cardápio variado, incluindo desde os hambúrgueres tradicionais até opções gourmet para quem busca maior sofisticação na composição dos pratos. Carvalho destaca ainda que para 2014 estão sendo planejadas uma unidade em um shopping center em Porto Alegre, além de uma operação móvel. "A meta é chegar a 90 unidades em um prazo de cinco anos, distribuídas por locais onde houver maior contingente de gremistas," ressalta.
A Hamburgueria 1903 entra para o vasto rol de produtos licenciados pelo Clube. Entre as vantagens para o Grêmio, além do recebimento dos royalties sobre o volume de vendas da operação, haverá duas datas por ano em que o lucro operacional será integralmente do Tricolor. O sócio gremista também será beneficiado com descontos na compra dos produtos oferecidos pela rede.
O modelo de negócio irá contemplar três operações diferentes: Lojas em Praças de Alimentação de Shoppings Centers, Lojas de Rua e Lojas Móveis. A área das lojas variam entre 15m² e 80m² e o investimento é de R$ 195 mil a R$ 640 mil.
Mais informações sobre como se tornar um fraqueado podem ser obtidas pelo http://www.sportfood.com.br/seja-um-franqueado/


 
 

21 de maio de 2014

Vai faltar binóculo na praça

Grêmio 2 x 1 Botafogo

Primeiro tempo: 1 x 1


O Grêmio começou com o mesmo time que iniciou contra o Fluminense. Edinho, alvo de polêmica durante o dia por ato irresponsável de se dizentes jornalistas começou no banco.
O gramado bastante pesado e na primeira jogada Alán Ruiz deu mostra de que estaria ligado. O juiz mostrou que estava para brincadeira. Deixou dois carrinhos em jogadores do tricolor passarem batidos.
Mas o Botafogo aprontou aos 5 minutos. Em falha de marcação dos volantes e da zaga, marcou o gol na saída de Grohe.
Com o gol o Grêmio que já havia começado o jogo acelerado começou a apressar ainda mais a bola. Com isto errava passes e perdia boas jogadas.
Aos 14 minutos o primeiro chute. Tosco e de longe, fácil nas mãos do goleiro.
Aos 19 minutos, Ruiz que fazia boa partida entrou a drible e foi derrubado na entrada da área. Ele mesmo bateu forte para defesa do goleiro. No escanteio, perdeu um gol feito da entrada da área chutando na lua.
O ataque errava muito no último lance e o Botafogo chegou com perigo de novo aos 28 minutos. Grohe fez grande defesa em cobrança de falta.
Além do Grêmio não criar, o juiz deixava o Botafogo bater à vontade.
E Ramiro, assim como o juiz, fazia tudo para o time perder. Não acertava passe e tentava chutes de fora da área que iam longe para fora ou batiam nos adversários. O pior em campo disparado.Aos 37 minutos Alán Ruiz quase empatou. A bola bateu num zagueiro e foi para fora. Na cobrança do escanteio, Barcos deu de calcanhar para fora. 
Aos 39 minutos o primeiro cartão para o Botafogo. Era para expulsão mas foi amarelo apenas.
Logo depois, Carlos Alberto, que havia feito quatro faltas violentas, finalmente levou o amarelo.
Aos 42 minutos o que poucos esperavam ainda no primeiro tempo aconteceu: Pará cruzou para a entrada da área, Barcos fez parede e Rodriguinho bateu forte e rasteiro de fora da área, empatando o jogo.

.....

Um primeiro tempo em que ficou patente a falta de mais efetividade no ataque.

A falta de um volantão, aliada a uma má jornada do Ramiro, fez o Grêmio levar alguns sustos atrás.
Alán Ruiz em primeiro plano e Rodriguinho, um pouco abaixo, jogavam bem. Mas Dudu apático não ajudava na frente. Barcos, isolado, tentava algumas coisas mas não conseguia nada além de ouvir alguns resmungos da torcida impaciente.
Mas o resultado foi justo. Poderia até ter sido melhor com um pouco mais de sorte.

De negativo mesmo o juiz. Deixou o Botafogo bater à vontade e só foi mostrar cartão no finalzinho do primeiro tempo.

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Segundo tempo: 1 x 0

O segundo tempo começou com o mesmo time. E jogando em cima do Botafogo. Dudu a 1:30 minutos e Rodriguinho aos 3:30 fizeram jogadas com certo perigo. E o bandeira se meteu a dar um impedimento após o outro.

Dudu parecia mais ativo e passou a levar mais perigo. Aos 7 minutos deu grande passe para Breno que bateu por cima já de dentro da área.
Aos 8:49 Alán Ruiz bateu para boa defesa do goleiro. Menos de um minuto depois Barcos quase fez um golaço. Chutou para fora depois de dar um lençol num zagueiro.
A pressão passou a ser muito forte. 

O jogo virou meia linha e Dudu passou a drible pela ponta esquerda e cruzou. Mas não havia ninguém dento da área.
Se Dudu subiu de produção, Rodriguinho e Ruiz diminuíram de intensidade.
Depois da forte pressão inicial o Grêmio parou de chegar com perigo, mas a defesa estava bem postada e não sofria percalços.
O Botafogo continuava batendo e o juiz daquele jeitõ de malandro. Só aos 25 minutos deu outro cartão amarelo depois de uma quase agressão no Ramiro. Mas deu para Barcos também para compensar.
Apesar do sinla de cansaço de alguns jogadores, Enderson demorava para mexer. E só aos 30 minutos colocou Maxi Rodriguez.
E aos 35 minutos, quando Zé Roberto já estava também em campo no lugar de Ramiro, Maxi entrou a dribles e da entrada da área bateu com extraordinária categoria no cantinho do goleiro. Um golaço!
Com o gol entrou Edinho e o time recuou.
Ruiz levou amarelo e está fora do próximo jogo contra o São Paulo.
O Botafogo, como era de esperar foi para cima, mas não conseguiu criar nada.

.....

Era um jogo de alto risco. Jogo como mandante sem ser mandante. Campo muito pesado que dificulta as ações para um time técnico como o Grêmio. Um empate seria considerado como dois pontos perdidos.
Para completar, um gol contra no início.
Mas o time mostrou que aos poucos recupera o bom futebol da fase de grupos da Libertadores. 
Não se perturbou e conseguiu a virada.
Não foi um jogo brilhante. Não foi. 
Não encheu os olhos.
Mas não foi um jogo que deu muitos sustos.
E rendeu a divisão da liderança com o Cruzeiro por pontos. Com três (quatro) jogos fora e apenas dois na Arena
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 Como jogaram:

Grohe: Duas boas defesas no primeiro tempo. Sem falha no gol. Pouquíssimo trabalho no segundo tempo.
Pará:
 Está jogando bem. Participou da jogada do primeiro gol.
Werley:
Foi bem, mas não gera confiança.
Bressan:
Bem. Deu peitaço nos jogadores do Botafogo quando saiu uma confusão. É sim um belo zagueiro.
Breno:
Boas articulações na frente. Passou trabalho quando o Botafogo subia com dois do seu lado. Está crescendo de produção.
Ramiro:
 Talvez sua pior partida no Grêmio. Melhorou no segundo tempo. Saiu para entrar Zé Roberto.
Riveros:
Ficou mais preso com a ausência do Edinho.
Alán Ruiz:
 Muito ativo. Talvez sua melhor partida no Grêmio.
Rodriguinho:
Estava bem. Fez o gol do empate. Cansou no segundo tempo.
Dudu:
Apático. Não repetiu partidas anteriores. 
Barcos:
 Muita luta.
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Maxi Rodriguez (Rodriguinho): Entrou muito bem. Fez um golaço. Pelo gol da vitória, o melhor em campo.
Zé Roberto (Ramiro): Sem tempo.
Edinho (Dudu): Merece tomar uma cerveja hoje à noite.

Enderson Moreira: Está conseguindo recuperar a auto estima do time e a mecânica de jogo da primeira fase da Libertadores.
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Arbitragem: 
Flavio Rodrigues de Souza (SP), auxiliado por Kleber Lucio Gil (SC) e Marcio Luiz Augusto (SP) - Deixou o Botafogo bater à vontade.

Nosso goleiro é Ouro

                                                                       Foto: sportv


Confiança, auto estima elevada e equilíbrio emocional. Sempre que lemos ou ouvimos sobre as qualidades que uma pessoa bem sucedida deve ter , essas três características são citadas como essenciais pelos especialistas em comportamento humano.
O goleiro gremista Marcelo Grohe encarna com perfeição essa teoria. Ele representa na prática o quão importante é para o ser humano ter uma personalidade positiva e confiante para driblar os obstáculos que se interpõe no transcorrer do trajeto profissional e pessoal.
Quantas pessoas teriam serenidade o bastante para conseguir permanecer em um ambiente profissional em que foi preterido, mesmo tendo uma atuação elogiável e vivendo uma fase de ascensão profissional?
Tenho certeza de que muito poucos. O caminho da maioria seria solicitar uma transferência de  ares.
Marcelo não! Ele sabia que tudo era uma questão de tempo, pois confia em seu potencial. E só uma pessoa muito segura e equilibrada pensa assim.
Sempre respeitoso com a torcida e com o clube que o acolheu, ele passou um longo tempo trabalhando em silêncio. Trabalhou muito e com a seriedade que só os grandes profissionais possuem.
Aguentou calado as críticas e desdém que uma voz muito poderosa da mídia esportiva gaúcha disparou em sua direção durante um ano. Nem assim se insurgiu ou rebateu o desprezo gratuito.
A isso,  respondeu com trabalho e amor ao clube.
Muito trabalho, dedicação e ouvidos fechados.
Jamais perdeu o controle e usou a imprensa para retrucar seu algoz. É um homem de caráter.
Além de ser tecnicamente um excelente goleiro, deu uma ótima lição de como é possível dar a volta por cima com honestidade e respeito às pessoas.
Para mim, hoje Grohe encarna a figura de um ídolo. Um ídolo positivo e que serve de exemplo para as crianças e adolescentes e até mesmo colegas de trabalho.
A sua figura pode inspirar muitos jovens. Trabalho, foco e confiança são importantes para se chegar aos objetivos traçados.
Antes de ser um grande goleiro, Marcelo nos mostra que é possível ser um grande homem.
Estou muito feliz e satisfeita por ter defendendo a goleira do meu time um homem como Marcelo Grohe. Mesmo que em algum momento ele possa vir a falhar. Afinal, seres humanos também falham
Parabéns, Marcelo!
Bola de Ouro da revista Placar.

20 de maio de 2014

O tudólogo bonifrate

Amanheceu hoje nas páginas de Zero Hora mais uma coluna assinada pelo maior tudólogo já gerado numa redação gaúcha: david coimbra. Dito jornalista. Tem-se em conta de engraçadinho quando é, na verdade, uma casquilha enfeitada por citações. De seu mesmo, só tem a idiotia, várias vezes atropelada ao vivo por Paulo Sant'Ana no programa Sala de Redação, e a farelenta pretensão de vender-se por isento, sempre tecendo críticas ácidas e contundentes ao Grêmio, time para o qual diz torcer.

Tal tudólogo é especialista em desfilar seu "vasto saber" por assuntos que variam da política internacional à física quântica; da sociologia de grupos oprimidos às implicações sexuais da gravidez da Sandy; da culinária de galpão ao câncer de mama. Ora, um perfeito e finalizado representante dos tudólogos não pode deixar de opinar, é claro, sobre um negócio do qual muito pouco conhece: a Arena do Grêmio. Sua ignorância sobre o tema fica clara nas suas "brilhantes" manifestações ao vivo sobre o assunto, as quais não deixam de ser entremeadas por doses explícitas de declarado achismo (todo tudólogo, por fragilidade intelectual, usa inconscientemente o achismo como bengala).

A pretexto de criar mais um malabarismo literário, a sua gracinha de cada dia, o chutador de qualquer tema faz um paralelo no qual compara a gestão do presidente Koff com as de Jânio Quadros e Collor de Mello. Nada sabe dos meandros do negócio, do real tamanho das dificuldades que devem ter sido encontradas pela gestão, do estágio atual das conversas, das intenções ocultas em cada frase dita, da necessidade de não responder a toda bobagem produzida e reproduzida diariamente por tudólogos como ele e outros elementos de má fé. Mas não resiste ao instinto e lá está a irresponsável coluna.

Há ainda uma outra possibilidade, que vai além da boçalidade inconsequente: a de que o tudólogo esteja (sabendo ou sem saber) sendo bonifrate de grupos econômicos poderosos que passaram a rondar o Grêmio nos últimos anos, com o intuito de enfraquecê-lo e, depois, tomá-lo dos seus associados e torcedores. Ajudar nesta empreitada pode ser o clímax do fantoche.

Que Deus e os céus nos livrem de "gremistas" desta estirpe.

18 de maio de 2014

Um goleiro chamado Marcelo Banks Grohe

Grêmio 1 x 0 Fluminense

Primeiro tempo: 1 x 0

O jogo começou como Grêmio melhor mas sem conseguir criar perigo.

Até os 20 minutos nada aconteceu digno de registro. Aí Rodriguinho deu para Barcos que quase fez. A bola rebotou num zagueiro e foi para escanteio.
Na cobrança a torcida pediu pênalti mas o PFC, para variar, não deu replay.
Aos 25 minutos o Fluminense chegou pela primeira vez. E Grohe acabou com a fama de Banks. Fez uma defesa mais espetacular do que o inglês na copa de 70.
Aos 27 minutos mais uma defesa espetacular do goleirão tricolor.
O Fluminense passou a levar mais perigo enquanto o Grêmio não conseguia mais chegar.
Aos 37 minutos o inesperado aconteceu. Werley deu um passe espetacular para Rodriguinho que bateu forte e venceu o goleiro. Grande jogada. Grande gol.
E foi isto.
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Um primeiro tempo muito disputado em que o detalhe significou a vitória do Grêmio. Uma defesa espetacular do Grohe. Um passe espetacular do Werley para o Rodriguinho.
Merecida a vitória.

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Segundo tempo: 0 x 0

O segundo tempo começou igual. Aos 3 minutos em falta cobrada por Rodriguinho Barcos cabeceou impedido. Se deixasse para Alán Ruiz que entrava por trás seria gol.
Um minuto depois Grohe fez outro milagre.
O Fluminense começou a pressionar mas sem conseguir chances claras de gol. Enquanto isto, o tricolor não conseguia criar mais nada no ataque.
Aos 17 minutos Fred bateu mas a bola rebotou em Werley e foi para escanteio. Na cobrança Grohe rebateu.
Aos 20 minutos Ramiro desperdiçou um jogada de ataque dando um chute tosco de fora da área.
Fred aprontou e foi expulso aos 24 minutos.
Aos 31 minutos Barcos entrou bem, driblou o zagueiro e bateu para fora. Um gol feito, mais um, perdido.
Logo depois Barcos errou um gol feito.
O Fluminense insistia, mesmo com um a menos mas não conseguia criar perigo.
Aos 42 minutos Grohe fez mais uma boa defesa.
Aos 46 minutos quase que Maxi Rodriguez fez o segundo. A bola ficou para o pé direito e o chute saiu fraco.
O jogo terminou com um escanteio para o Fluminense mal batido.

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O Fluminense é um dos melhores times do campeonato.
O Grêmio não jogou uma grande partida mas mostrou raça e determinação. Soube fazer o gol em uma das poucas chances que teve e sobe para a ponta da tabela mesmo tendo jogado 3 partidas fora e só duas em casa.
Grande resultado.
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Os números da Arena

Público Pagante: 19.328 
Público Não Pagante: 11.923 
Público Total: 31.251 
Renda: R$ 734.734,00
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 Como jogaram:

Grohe: Duas defesas no primeiro tempo espetaculares. A primeira para entrar para a história do futebol. No início do segundo tempo outra defesa espetacular. O melhor em campo pela defesa antológica.
Pará:
 Bem atrás. Inoperante na frente.
Werley:
Um grande passe para o gol de Rodriguinho. Não comprometeu atrás.
Bressan:
Muito firme. 
Breno:
Discreto.
Ramiro:
 Muito bem na contenção.
Riveros:
Discreto e muito eficiente como sempre.
Alán Ruiz:
 Bons passes. Precisa ser mais ativo.
Rodriguinho:
Um belo gol. Muito bem no jogo.
Dudu:
Jogou muito recuado no primeiro tempo. É um lutador mas não apareceu no jogo.
Barcos:
 Bem no jogo mas de novo errou um gol feito.
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Zé Roberto (Alán Ruiz): Não apareceu.
Maxi Rodriguez (Rodriguinho): Uma boa jogada.
Matheus Biteco (Dudu): Sem tempo.

Enderson Moreira: Belo trabalho. 
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Arbitragem: Sandro Meira Ricci (PE/Fifa), auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (SP/Fifa) e Marcelo Van Gasse (SP/Fifa) - Não atrapalhou.

17 de maio de 2014

Daniel Matador: Jogos, trapaças e dois canos fumegantes

Caros

O Grêmio entra em campo neste domingo na Arena para enfrentar o Fluminense. Há inclusive promoção de ingressos, onde sócio pode levar um adulto e duas crianças de até 12 anos como acompanhantes. Excelente programa para um domingo à tarde com a família e os amigos. A Arena é um estádio incomparável e é um orgulho torcer para o Grêmio dentro dela. Por mais que muitos na imprensa e fora dela questionem o formato do negócio, ele está feito e resta aos demais apenas contemplarem (e invejarem, em alguns casos). Sem contar que o próprio modelo de negócio não é definitivo e possui cláusulas que proporcionam seu reajuste. Quem sabe não poderá haver alguma mudança de cenário nas próximas semanas? Naturalmente que apenas os conhecedores dos meandros internos do clube estariam a par disso. E nada seria divulgado pela imprensa ou por terceiros, a não ser que estes estejam apenas chutando ou dando suas barrigadas. O que não quer dizer que não possa estar sendo gerido algo neste sentido, porém com outras configurações.

Este será o último jogo na Arena antes da cessão do mais moderno estádio da América do Sul para que este sirva como centro de treinamentos para a Copa do Mundo. Fico até imaginando as equipes que lá treinarão e depois terão que jogar em estádios inferiores. Deve ser algo meio estranho. Principalmente se em volta do estádio houver, sei lá, montanhas de entulhos de obra. Ou se não houver, sei lá, algum local com estacionamento minimamente decente.

Se bem que, conforme noticiado, já temos engenheiros do mais alto gabarito desenvolvendo soluções inovadoras para resolver o problema durante os jogos. Os entulhos continuarão lá onde estão. Afinal, ninguém vai dar muita bola, de repente os turistas até consideram isto como pitoresco. Será que não vai ter vendedor ambulante comercializando o entulho como lembrança da Copa? Já não duvido. Pois bem, além de deixar o entulho amontoado ali onde está, a área de estacionamento não terá asfalto. Afinal, nem precisa, né? Os engenheiros da prefeitura já definiram que nada será melhor do que cobrir com a boa e velha brita aquele local. Se algum cadeirante, por exemplo, inventar de estacionar ali, será uma barbada deslocar-se. Ou mesmo alguma pessoa com mais idade. Mas esse pessoal estudou pra isso e está cheio de boas intenções. Tão boas que sequer notificaram ou multaram até o momento o gerador do resíduo, conforme preconiza a legislação.

Todo este imbróglio lembrou-me o singular filme do diretor Guy Ritchie intitulado Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes. Um dos atores do filme é o lendário Vinnie Jones, ex-capitão da seleção galesa de futebol e um dos mais clássicos e técnicos jogadores que já pisou em um gramado. Recomendo assistirem alguns vídeos com lances dele na internet. Vinnie Jones jogava o fino da bola. Pois o título do filme remete exatamente à bagunça proporcionada por quem não tinha cacife para assumir uma bronca deste tamanho para a Copa do Mundo. Utilizando como desculpa o estratagema de sediar os jogos, usaram de trapaças para reformar um estádio e continuam fazendo o mesmo, relegando suas responsabilidades para terceiros.

Mas, Matador, e os dois canos fumegantes? Nem me dê essa ideia. Não quero nem imaginar o que eu faria.

Saudações Imortais