15 de outubro de 2017

Daniel Matador - Gol e vitória pra matar secador

Coritiba 0 x 1 Grêmio

Ramiro foi o autor do gol da vitória em Curitiba

Caros

As últimas apresentações pelo Campeonato Brasileiro deram uma arrefecida no ânimo da torcida tricolor. Por natural, é complicado tentar desviar a mente do jogo pela semifinal da Libertadores da América. Não que esta seja uma justificativa muito boa, mas é talvez o principal entrave. Nenhum jogador que esteja na iminência de disputar as partidas decisivas pelo torneio continental arriscará alguma dividida mais dura ou uma corrida que venha a arriscar uma lesão que comprometa sua participação.

Mas isso não pode fazer com que o Brasileirão da primeira divisão seja totalmente relegado. Até mesmo para que o ritmo de competição possa ser mantido. Com este pensamento em mente é que Renato botou um time com algumas das melhores alternativas para a partida contra o Coritiba na capital paranaense neste domingo de estreia do horário de verão.

Primeiro tempo: Coritiba 0 x 0 Grêmio

Aos 4 minutos Grohe já teve que trabalhar e desviar para escanteio uma cobrança de falta perigosa. Na sequência, após a cobrança do corner, o nada saudoso Werley cabeceou e a bola passou perto do pé da trave esquerda. O time passou a dar alguns balões, em detrimento ao toque de bola que caracterizou-o desde o ano passado. Só que já havia passado da metade da primeira etapa e tanto o lado tricolor quanto o lado coxa branca não apresentavam nada de interessante, deixando o jogo moroso.

Aos 27, em cobrança de falta onde Ramiro só não levou o segundo amarelo e foi expulso por detalhe, Grohe fez outra boa defesa. Aos 33, em grande cobrança de escanteio de Fernandinho, Geromel cabeceou e a bola passou muito perto da trave direita do arqueiro do Coritiba. Nos minutos finais, certa pressão do time gremista, com alguns avanços interessantes que eram rechaçados pela defesa paranaense. Aos 46, jogadaça de Henrique Almeida, que cortou Cortez e meteu um BAGO da entrada da área, o qual subiu mais que balão de São João. E nada mais aconteceu nesse primeiro tempo bem fraco.




Segundo tempo: Coritiba 0 x 1 Grêmio

Assim como no primeiro tempo, logo aos 3 minutos o famigerado Werley escorou uma sobra de cobrança de falta e a bola bateu na trave! E o jogo continuava uma nhaca. Aos 17, Arroyo saiu para a entrada de Everton. Mas a pobreza continuava. Até passes curtos eram errados. Aos 27, em boa falta cavada por Fernandinho, Edilson meteu um balaço estilo futebol americano e a bola também subiu igual.

Aos 30, Barrios saiu para a entrada de Beto da Silva, que aos 35 recebeu lançamento e marcou, porém estava impedido, o que fez com que levasse um amarelo pela conclusão. Até ensaiou-se alguma pressão nos minutos finais, mas todas as investidas paravam, invariavelmente, na defesa do Coritiba ou em escanteio. Aos 43, outra boa defesa de Grohe em cabeçada de Henrique Almeida. Segundos depois, Kannemann salvou aquele que poderia ter sido o gol, atirando-se para interceptar chute de Henrique Almeida. Aos 45, Jael entrou no lugar de Fernandinho. E, aos 47, o próprio Jael fez a jogada e lançou Ramiro, que chutou para marcar o gol da vitória tricolor!





Como jogaram:

Grohe: um dos poucos que se salvou. Boas defesas e intervenções. Nota 7
Edilson: várias rateadas defensivas e raros lances de apoio. Nota 3
Geromel: entrou com a braçadeira de capitão e foi um dos poucos lúcidos em campo. Nota 7
Kannemann: simples e firme como sempre, tendo inclusive que consertar várias rateadas dos colegas mais à frente. Nota 7
Cortez: perdeu alguns lances meio bisonhos contra seus adversários diretos. Nota 3
Jaílson: as últimas partidas haviam sido razoáveis, mas hoje foi bem ruinzinho. Nota 3
Arthur: muito marcado, o que dificultou seu jogo notoriamente qualificado. Nota 5
Ramiro: bem fraco, como aliás tem sido nos últimos jogos. Mas fez um gol salvador, o que redime tudo. Nota 9
Fernandinho: até tentou algo, mas sem muita efetividade. Saiu para a entrada de Jael. Nota 4
Arroyo: nota-se claramente que ainda carece de ritmo de jogo. Não fez muita coisa. Saiu para a entrada de Everton. Nota 3
Barrios: não recebeu uma bola decente o jogo todo. Saiu para a entrada de Beto da Silva. Nota 3


Everton: entrou no lugar de Arroyo, mas nada fez de muito útil. Nota 4
Beto da Silva: entrou no lugar de Barrios, na finaleira. Sem nota
Jael: entrou no lugar de Fernandinho, naquela famosa substituição para matar tempo. Não teria feito nada, mas deu a assistência para o gol de Ramiro. Nota 7

Renato Portaluppi: a equipe foi muito mal, nada perto daquilo que já apresentou. A vitória veio num lance fortuito e, desta vez, pouco passou pela mão do técnico. Nota 5

Arbitragem: o trio goiano, formado pelo apitador Andre Luiz de Freitas Castro e os auxiliares Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha fez um trabalhinho meia boca. Ratearam em lances que variaram de impedimentos inexistentes até distribuição de cartões.

Era um jogo para ganhar ritmo, um certo fôlego e até beliscar novamente a vice-liderança do campeonato. Este deve ter sido, provavelmente, o jogo onde o Grêmio teve o maior número de escanteios a favor. E a vitória veio da maneira mais improvável, com um gol no apagar das luzes. E se vier outra vitória na próxima rodada contra esse Corinthians que perdeu novamente hoje, fazendo com que a diferença baixe para 6 pontos? Ah, Grêmio, por que insistes em nos dar esperanças?

Saudações Imortais

13 de outubro de 2017

Avalanche Tricolor: vamos com fé!

Por Milton Jung


Grêmio 0x1 Cruzeiro
Brasileiro – Arena Grêmio


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Imagem do Santuário, em São Leopoldo no RS


A quinta-feira iniciou-se com o sino da Igreja, aqui ao lado, tocando mais forte e fora do horário normal. Anuncia, já sob o forte sol desta primavera, que os católicos vivemos data especial, pois, neste 12 de outubro, comemoram-se três séculos desde o surgimento da imagem da santa negra nas águas do Rio Paraíba. Aquela que ficou conhecida por Nossa Senhora Aparecida. Soube pelas notícias do rádio (é, caro e raro leitor desta Avalanche, ainda ligo o meu radinho logo cedo, mesmo quando estou de folga), que milhares de romeiros já se aglomeram na Basílica, em Aparecida, interior de São Paulo. Outros tantos viajantes estão parados em congestionamentos nas rodovias – uma parte a caminho da Santa e o restante doidos para aproveitar o santo feriado.

Curiosamente e com todo o respeito, se acordei com Nossa Senhora em mente, fui dormir com a imagem de outro santo … perdão, porque ao pé da letra ele ainda não pode ser considerado santo, pois está a espera do longo processo de beatificação que se desenrola lá no Vaticano. Apesar dos trâmites terem se iniciado em 1953 é possível que ainda tenhamos pela frente muita tarefa burocrática e minuciosa até a beatificação do Padre Reus. Paciência!

Sim, foi Padre Reus quem apareceu na minha mente, ontem, quase meia-noite, quando já havia se encerrado a partida do Grêmio por mais uma rodada deste, também, interminável, Campeonato Brasileiro. Aproveitando-me do fato de o feriado de Nossa Senhora ser motivo de folga para mim no dia seguinte, fiquei sentado no sofá até mais tarde e pensando sobre o que havíamos acabado de assistir em campo.

A primeira impressão era de angústia por causas mal resolvidas como aquele toque de bola incapaz de entrar na defesa adversária e abrir espaço para nossos atacantes terem alguma chance verdadeira de gol. Houve apreensão, também, após ver o nosso melhor jogador na atualidade – e me refiro aos que estão disponíveis para jogar – dividir uma bola no meio de campo e cair no gramado contorcendo-se de dor. Substituído em seguida, Arthur saiu manquitolando e deixou dúvida na cabeça do torcedor: aquele dedão dolorido seria suficiente para afastá-lo do jogo que realmente nos interessa? Que os Deuses do Futebol o mantenha firme e forte para a decisão.

No turbilhão de emoções e sentimentos que um jogo de futebol – especialmente quando somos derrotados – provoca, houve um momento da minha reflexão em que surgiu um alívio. Afinal, aquele resultado ruim talvez eliminasse de vez quaisquer resquícios de sonho e possibilidades de ficarmos com o título do Brasileiro. Ou seja, acabaria pressão e passaríamos a encarar cada uma dessas partidas restantes como treinos de luxo para algo realmente importante.

Nosso histórico recente não tem sido animador. Os gols escassearam, nos distanciamos das vitórias, perdemos posição, jogadores cruciais seguem com problemas físicos, Douglas que seria uma esperança não volta este ano, Pedro Rocha não volta nunca mais e Luan, o insubstituível, está sendo preservado: terá ritmo de jogo para a decisão?

Ei, calma lá: sobre quais resultados estou falando?

Porque naquilo que nós gostamos, vai tudo bem obrigado! Aliás, só nós vamos bem, aqui no Brasil, como único representante do País na semifinal da Libertadores. Mas quem somos nós? Aquele time que luta como ninguém, encanta até mesmo o adversário e está a quatro jogos do título sul-americano? Ou somos o time que caiu para quarto lugar no Brasileiro, sem inspiração, sem brilho e sem desejo?

Tenho fé em Renato e creio que ele e sua comissão estejam cuidando de cada detalhe. Ao fim da partida, não escondeu que muitos jogadores entraram para jogar o Brasileiro mas não param de pensar na Libertadores. E sem foco no que se faz, é claro que o resultado não aparece.

Sim, tenho fé em Renato, mas lembrei-me mesmo foi de Padre Reus. Ess padre que chegou da Baviera e se estabeleceu em São Leopoldo. Lá fez suas obras e descreveu suas visões. Passou a ser considerado milagreiro por fiéis e hoje tem seus restos mortais enterrados no Santuário Sagrado Coração de Jesus, principal ponto turístico da cidade gaúcha. Estive lá ao lado do meu pai na última vez em que fui ao Rio Grande do Sul. Ele é devoto de Reus e mantém em sua mão uma imagem do Padre sempre que assiste aos jogos do Grêmio. Quando somos atacados, aperta mais forte como se querendo lembrar ao nosso santo que está na hora dele intervir. Sempre que o gol sai, agradece com um beijo na imagem.

Já falei ao caro e raro leitor desta Avalanche que costumo não misturar religião e futebol. Cada coisa com sua crença, ou melhor, cada crença com sua coisa. Mas diante da proximidade da semifinal na Libertadores e dos tropeços recentes no Brasileiro, foi a lembrança do Padre Reus quem apaziguou minha mente na noite passada. Independentemente do futebol e jogadores recuperados, sei que a imagem dele estará acompanhando o pai no dia 25 de outubro.

Vamos com fé, pai!

11 de outubro de 2017

Não desejado mas previsível

Grêmio 0 x 1 Cruzeiro

Primeiro tempo: 0 x 0


Jean Pyerre foi a grande novidade. Arroyo iniciou na ponta.
O Grêmio começou em cima mas não conseguia criar.
Aos 9:30 minutos Grohe fez grande defesa em chute de longe mandando para escanteio.
Fernandinho errou gol feito aos 13:30 minutos. De frente para o gol bateu por cima.
E o juizão deixava os mineiros bater à vontade sem marcar falta.
O jogo seguia monótono e sem jogadas de ataque.
Aos 25 minutos Jean Pyerre cabeceou para fácil defesa do goleiro mineiro.
Lucas Barrios fez um belo gol aos 27 minutos mas estava impedido. O arigó anulou.
E o ladravaz inventou uma falta contra o tricolor sem jogador envolvido em lance nenhum.
E no twitter:


Aos 40 minutos Barrios perdeu uma bela chance chutando em cima do zagueiro após grande passe de Jean Pyerre.
Edilson bateu falta de longe por cima aos 44 minutos.
E o primeiro tempo terminou com um passe ridículo do Arthur.

.....

Um primeiro tempo muito ruim sem chance de gols e sem boas jogadas.


Segundo tempo: 0 x 1

O mesmo time voltou para o segundo tempo. E voltou pior do que no primeiro tempo.




Renato resolveu mudar porque viu que do jeito que estava não chegaria a lugar nenhum.
Everton começou a aquecer enquanto Arroyo se preparava para bater uma falta perigosa. E Arroyo bateu no canto para milagre do goleiro.
Aos 16 minutos Edilson tentou o drible, foi chargeado, mas o juiz não deu nada. Normal.




Aos 19:44 minutos Fernandinho bateu forte por cima. A primeira chance do segundo tempo.
Aos 22 minutos Everton teve uma grande chance mas o goleiro salvou. Primeira grande chance no segundo tempo.
Um minuto depois o gol contra imerecido. Primeiro ataque dos mineiros em todo o jogo e na cara do gol o cara mandou no canto.
O jogo seguiu sem nenhuma reação do tricolor.

.....

Um péssimo jogo do Grêmio. Tudo bem que o time está totalmente desfocado deste campeonato vagabundo. Mas precisava exagerar na má vontade de jogar?


Como jogaram:


Marcelo Grohe: Nenhuma intervenção no primeiro tempo. E no segundo só levou o gol. Sem culpa, diga-se de passagem. Nota 7
Edilson: Alterna boas com más jogadas.
 Nota 2 
Geromel: Voltou um pouco menos exuberante e se atrapalhou no gol dos mineirosNota 5 
Kannemann: É o ajudante do xerife que muitas vezes saca mais rápido do que o chefe. Só que no gol dos mineiros comeu mosca. Nota 4
Marcelo Oliveira: Tentou algumas jogadas de ataque no primeiro tempo mas sem sucesso. No segundo tempo nem isto. Nota 3 
Jaílson: Partida discretaNota 3 
Arthur:
Foi para a seleção de merda e sentiu o desprezo de não ter jogado. Muito mal. Nota 4 
Jean Pyerre: Alterna boas jogadas com alguns enfeites. Tem bastante para aprenderNota 4 
Fernandinho: Muita movimentação. Nenhuma produtividadeNota 3
Barrios: Um primeiro tempo discreto. E um segundo tempo inexistente. Nota 2  
Arroyo: Um primeiro tempo medíocre. Saiu no início do segundo. Uma falta bem batida e só. Nota 2  
.....

Everton (Arroyo): Perdeu um gol feito
Nota 2
Patrick (Jean Pyerre): Foi preterido no início do jogo e parece ter sentido isto quando entrouNota 2

Beto da Silva (Arthur): Entrou no fim. sem Nota 

Renato Portaluppi: Inventou JP no lugar de Patrick que sempre jogou bem. E pagou o preço. Nota 3


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Arbitragem:
Rodrigo Batista Raposo - Como todos eles inventa falta contra o tricolor sempre que pode. Nota 1

O que aconteceu com o Grêmio e como Renato tenta mudar a situação? Análises contra a Chapecoense, Botafogo, Bahia e Fluminense

Nos perguntamos o que aconteceu com aquele Grêmio, do melhor futebol do Brasil que tantos nos encantava. Apesar de mantermos o modelo de jogo de posse de bola e alta qualidade na troca de passes, onde os números nos mostram isso, é nítido que a qualidade do jogo caiu. Por isso é importante sempre esclarecer que se olharmos somente os números, não veremos o que o jogo nos apresenta. Se analisarmos somente os números temos o seguinte:
  
 Fonte: Footstats


Estes números comprovam a manutenção do sistema de jogo, pois conseguimos identificar esse padrão de comportamento, ao qual temos desde os tempos do Roger e ao qual Renato aperfeiçoou. Mas aqui que um pouco de atenção. Não é somente pela repetição desse comportamento, comprovado por estes scouts, que significará que um time venceu ou perdeu. E este exemplo é claro, pois apesar de em todos os jogos termos mais posse, maior número de passes e uma alta qualidade, e sendo em campo adversário, dentro de casa, Libertadores ou Brasileiro, os RESULTADOS foram diferentes. Outro dado que este exemplo mostra e que está sendo muito discutido no Brasil é sobre a posse de bola. Como curiosidade, nos dois jogos que tivemos mais posse de bola, Chapecoense e Bahia, nós perdemos. No jogo contra o Botafogo tivemos menos posse e troca de passes, sendo estes com o menor índice de assertividade, mas foi o jogo mais importante, os as CIRCUNSTÂNCIAS (competição, adversário, jogadores disponíveis) fizeram com que o Grêmio se adaptasse e jogasse pelo resultado, que veio em uma bola parada, no primeiro gol de cabeça de Barrios na temporada, onde já fez 18 com  a incrível média de um gol a cada 122 minutos. Ou seja, os scouts estão aí para serem um COMPLEMENTO da análise, e nunca a referência maior. 

Intensidade e controle do jogo do Grêmio sempre maior em todos jogos, porém não se reflete nos resultados. Fonte: SofaScore

Com a análise dos scouts feita, vamos ao principal: a análise do jogo! E aqui temos a grande mudança, onde nosso meio ficou sem Luan, e não temos mais Pedro Rocha na direita. Surgiram até alguns debates no Twitter de "quem faz mais falta?". Minha resposta: NUNCA SABEREMOS. As condições são outras, o momento físico (fim de temporada) e mental (decisões) são grandes influenciadores. Outra coisa, Luan e Pedro Rocha saíram do time ao mesmo tempo, e ambos são (ou eram) fundamentais para o esquema de jogo. Luan, simplesmente o melhor jogador do Brasil no ano, com sua inteligência de jogar entre as linhas, de rodas o jogo, de se movimentar e abrir espaços. Pedro Rocha no maior crescimento do time no ano. O cara que puxava os contra ataques, que atraia a marcação dos adversários para dar maior liberdade para Luan jogar e também consequentemente fazendo com quem Ramiro tivesse mais funções defensivas. Mas se querem um resposta, apesar de ser um grande admirador de Pedro Rocha, vejo que Luan faz mais falta e explicarei porquê nas linhas abaixo.

Antes de explicar, importante conceituar. No livro que estou lendo "Para o Futebol Jogado com Ideias", um dos capítulos fala de "Análise e avaliação do comportamento tático no futebol", onde os autores propõe 7 perguntas para analisar o jogo:

·         quem executa a ação?
·         qual ação é realizada?
·         como a ação é realizada?
·         que tipo de ação é realizada?
·         onde a ação se realiza?
·         quando a ação se realiza?
·         qual é o resultado da ação?


Quem é da área de administração de empresas como eu, ou então já trabalhou em análise de resolução de problemas, saberá que este é o famoso 5W2H (what, when, who, where, why, how, how much), que podemos trocar o "how much" pelo "resultado" acima descrito. Pois bem, sabemos que o Grêmio sente falta desta criação, pois QUEM executou foram Ramiro e Leo Moura. Ramiro contra a Chapecoense e Bahia, e boa parte do jogo contra o Botafogo, onde Renato começou com Leo Moura e o substituiu por Everton aos 30min do 1t. Com isso Everton foi para a esquerda, Fernandinho pela direita e Ramiro centralizou. Apenas no último jogo contra o Fluminense Renato colocou Patrick como titular, mas podemos ver também muito de Jean Pyerre, pois substitui Patrick no início do segundo tempo. Foi o melhor jogo Grêmio destes quatro que comento aqui, que se não fosse a atuação do goleiro do Fluminense, Diego Cavalieri, seria uma vitória fácil. Também concordo que Ramiro caiu muito de rendimento nos últimos jogos, mas será que não é por estar deslocado, tendo que armar o time?

Já sabemos quem executou a ação, agora vamos para QUAL ação. O meia central na linha de três jogadores do Grêmio faz o time jogar, que cria as oportunidades ofensivas. E COMO isso é feito? Ano passado com Douglas e seus passes precisos que quebravam as linhas, onde a bola se movimentava. Esse ano com Luan, onde ele faz a movimentação de condução, triangulação, dando opção de linha de passe e consequente superioridade numérica. Renato tem o desafio de encontrar uma destas soluções, e viu que com Ramiro e Leo Moura não tem essas características, talvez encontradas em Patrick e Jean Pyerre, apesar da pouca amostragem.

Esse TIPO de ação, de fazer o time jogar, de centralizar o jogo pode ser percebida na característica do jogador. Patrick e Jean Pyere foram formados na base como meias. Patrick com mais velocidade (mais próximo de Luan, por favor não estou comparando!), Jean Pyerre com maior controle de bola e precisa de passes (mais próximo de Douglas, também estou longe de comparar).




Mapa de calor de Ramiro nos três jogos e de Patrick e Jean Pyerre contra o Fluminense. 
Fonte: SofaScore

ONDE essa ação será realizada é na meio ofensiva, ou se preferirem no último terço de campo. Ramiro sempre possui uma grande movimentação ocupa todos espaços quando atua ali. Quando fica aberto pela direita, ou se preferirem o extrema, concentra suas ações lá, consequentemente libera mais o lateral para jogar. Repito, a amostragem é muito pequena, mas Patrick e Jean Pyerre tem a tendência de centralizarem mais o jogo, onde a preparação e criação deva ocorrer, e ao qual Luan faz  muito bem. Aqui está o que vejo o grande problema do Grêmio atualmente. Apesar de mantermos a formatação tática, no 4231, que são números para termos apenas uma base do que o time quer, a construção ofensiva, que é QUANDO precisamos preparar e criar as jogadas, não está sendo realizada. Nos jogos sentimos este espaço no meio sem ocupação, consequentemente o time não consegue ter parcerias para um jogo apoiado, que nada mais é do que o jogador que tem a posse da bola ter opções de passes, para aí ter triangulações,  infiltrações, quebra de linha do adversários a partir das movimentações, etc...




E obviamente que o RESULTADO destas ações são maiores chances de gol criadas, e o grande objetivo do gol. Este foi um dos fatores que conseguimos um grande número de finalizações contra o Fluminense, onde os laterais apareceram muito bem, em especial Cortez. Onde Arthur ficou centralizado, não mudando de posicionamento mais avançado, Ramiro jogou na sua posição e tendo Patrick (como na imagem do mapa de passes) dando opção de passes e assim conseguimos lembrar aquele Grêmio que nos encantou meses atras.



Mapa de passes contra Fluminense. Fonte @11tegen11

Por essas razões vejo que Renato deve entrar com Patrick ou Jean Pyerre no meio contra o Cruzeiro. O time fica mais próximo do que sabe jogar. Por isso também vejo Luan mais importante que Pedro Rocha no sistema como um todo. E se vermos pelos números, Fernandinho tem números melhores que o Pedro Rocha, mas a meu ver Fernandinho é reserva do Ramiro e Everton e Arroyo disputam posição pela esquerda, mas isso é tema para um próximo texto...

Números de Fernandinho muito melhores que de Pedro Rocha, mas no campo...

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6 de outubro de 2017

Miudinha e Mortos


Vários falaram e eu concordo. Se a Copa do Brasil e a Libertadores tivessem terminado nos meses de julho como antigamente, o Grêmio teria vencido as duas, tão bom e superior era seu futebol quando comparado aos outros times.
Mas infelizmente mudou e as copas continuaram além deste prazo. E no final de agosto começaram os problemas de lesão.
A cada dia um jogador aparece com problema. Suficiente para que se comece a questionar tudo e todos.
A preparação no início do ano não esticou demais a corda?
Qual o problema do departamento médico do tricolor?
São perguntas que muitos gremistas se fazem.
Perguntas que dificilmente terão respostas, sejam quais forem, aceitas por todos. Afinal, os novos tempos nos apresentaram milhares, para não dizer milhões, de especialistas em tudo e sobre tudo.
A verdade é que não há tempo para queixas e buscas de culpados. Logo ali está a semifinal contra o Barcelona. Douglas era uma possibilidade distante. Então, embora seja extremamente lamentável a ocorrência de nova lesão, dificilmente ele poderia dar uma resposta do nível necessário até estes jogos. Ramiro precisa de apenas dois ou três dias de descanso. Luan está voltando. Miky Arroyo jogou a partida toda ontem. Os demais jogadores provavelmente estarão todos bem, especialmente Luan e Geromel.
Vamos adiante então, que falta pouco.

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Escrevi acima que "novos tempos nos apresentaram milhares, para não dizer milhões, de especialistas". Sim. O que não falta são tudólogos. E a imprensa ainda não entendeu isto.
Sobre o assunto, um texto excelente do Rica Perrone que merece reprodução. O original está aqui.

 "Mortos"
“Depois da chegada da internet…”, pára! Já tá errado. Internet é meio de transmissão, não uma forma de mídia. Mídia é impressa, video, áudio. A forma com que isso é transmitida às pessoas é outra coisa. Logo, não foi a internet que “fudeu tudo”. Foi a falta de leitura do cenário.
Quando o Flamengo diz a um reporter que “você não”, logo vem os intelectuais falar em censura, blá, blá, blá. Mas acontece, meus caros, que a mídia em geral não entendeu ainda que ninguém precisa mais dela pra porra nenhuma. E que se ainda a usam é por mera opção.
Diferente de quanto éramos reféns de emissoras e jornais, hoje temos ligação com a fonte, canais oficiais, mil “opiniões” e “informações” que, tal qual a imprensa tradicional faz, podem ou não ser verdade.
Duvida? Olha eu aqui! Chegou aqui por que emissora?
Olha quem são os maiores influenciadores do país. Vê se foi a Globo que fez ou se eles se fizeram sozinhos.
Ninguém mais precisa da Globo. Ninguém mais é 100% direcionado pelo que diz o cara do jornal da noite. O ator da novela não é mais o galã do país. Esse cara está fazendo video no youtube e postando prato fitness no instagram.
Se você quer continuar dando furo em 2017, meu amigo, você ultrapassa a burrice. Não há qualquer importância em “furo” quando uma informação se propaga em 30 segundos pelo planeta. Ninguém sabe “quem deu”, porque quando sair “todos já deram”.
Então dê direito. Porque aí sim, quem sabe, você ainda faça alguma diferença.
Clubes, empresas, ídolos. Eles não dependem mais da imprensa para falar com os fãs. Logo, o refém agora é você, veiculo de comunicação disputando pauta com a rede social oficial do cara.
E se mentir, fizer merda, vai ficar pra fora do treino sim. Porque?
Porque você não tem DIREITO algum a estar ali. É uma permissão que o clube te dava por necessidade, hoje te dá ou não por opção.
O ídolo não precisa mais te aturar. Ele pode te destruir. Os fãs dele estão reunidos nas mãos dele, não mais na nossa. Toda notícia mentirosa será bem pior pro jornal/jornalista do que pra vítima. É uma tendência natural porque hoje nós não somos a única via.
Pior. Diria que sequer somos a principal.
O jornal Extra faz um jornalismo de merda, um sensacionalismo tosco e usa um método de 1980 tentando impactar em 2017. É óbvio que vai ladeira abaixo. Só que agora ele não tem mais a única coisa que o mantinha em pé: importância.
Ninguém liga pro jornal, pra emissora, pro jornalista famoso. Todos tem o que querem quando querem, basta querer chegar a informação que você terá. Nós somos os caras que dão de mão beijada e superficialmente, e portanto atingimos os menos interessados e/ou capacitados.
O mercado sabe ler melhor que a imprensa. Todo mundo já percebeu. Quem quer algo mais sobre política não lê o Globo de manhã. Ele vai nos mais conceituados sites de política do mundo e se informa lá.
“Nichou”. A cobertura palmeirense é feita por torcedores do Palmeiras, não mais por nós. Modéstia a parte notei isso em 2005 quando fiz um site que cobriria o SPFC, não que replicaria notícia alheia apenas.
Hoje todo time tem 5 sites e eles todos são mais influentes em suas torcidas do que os jornais, rádios e revistas que insistem em arrotar caviar quando não comem nem mais a mortadela.
Acabou, gente. Nós não disputamos espaço mais entre nós. É contra “todos”. E a “censura” que você chora hoje por corporativismo se chama “direito”. O seu de a vida toda falar o que quer, o deles em hoje poder dizer que “Você, não”.
Eu apóio. Do lado de cá, ainda que não pratique o “jornalismo”, eu apoio.
Enquanto vocês estão preocupados em transitar bem entre colegas, tem gente que transita bem no futebol.
E é aí que a sua conta não fecha e você “morre”. Todo mundo sabe que jornalista não tem NENHUMA especialização em futebol que o credencie a avaliar porra nenhuma.
Tem coisas que não se ensina em faculdade. Futebol é uma delas. Economia, política, culinária, também. Ou seja, ser “jornalista”não te faz especialista em nada. Acabou o caô. Fomos descobertos. Descanse em paz.
abs,
RicaPerrone


3 de outubro de 2017

Los 50 equipos de futbol más valiosos de América





Fonte : Revista Forbes México


Por Ivan Pérez 
Brasil, Estados Unidos y México tienen sus respectivas zonas de influencia: los sudamericanos cuentan con seis de las 10 plantillas más valiosas de todo el continente, Estados Unidos con cuatro de las marcas más cotizadas y en México está el 50% de los estadios más costosos de América. Así podemos resumir el ranking de “Los 50 equipos más valiosos de América 2017” que realiza anualmente Forbes México.

El listado suma en total 5,662 mdd, donde 43% del valor está en el top 10. La liga MLS (con clubes de Estados Unidos y Canadá) realiza el torneo que más instituciones aporta, con 13, seguido de la Liga MX, con 12, y Brasil, con 11.
El ranking considera tres factores: valor de la plantilla (únicamente los jugadores que pertenecen a la institución y no los préstamos), valor de su marca y costo de su estadio (si es que le pertenece). La revisión se realizó entre las 15 principales ligas de América (únicamente se toma en cuenta la primera división), es decir, más de 150 clubes.

La actual clasificación incluye equipos (además de los mexicanos, brasileños y estadounidenses) de Argentina, Colombia, Chile, Ecuador, Canadá y Perú. Este año ingresaron al top 10: New York Red Bulls (MLS), Atlanta (MLS), Santos (México) y River Plate (Argentina).
Como se previó desde el año anterior, Corinthians es un club inalcanzable en términos de valor. Encabeza el listado una vez más, y sus 576.9 mdd lo ubican ya entre los 20 equipos más valiosos de todo el planeta.

El dominio absoluto del top 10 ya no es para la MLS, debido a que algunos clubes no han terminado de construir sus estadios, siguen en proyectos o no han realizado la adquisición de los inmuebles donde juegan sus partidos.
Estos son los 50 equipos más valiosos de América.

 1. Corinthians, Brasil
Valor: 576.9 mdd
El Corinthians es el más poderoso de América. Según su último reporte financiero, ingresó más de 80.5 mdd el año pasado. Los más de 30 millones de aficionados que tiene en el país son motivo para que Nike le haya dado el contrato más cotizado de cualquier equipo de América Latina, el cual durará hasta 2022 y le garantiza 145 mdd. Actualmente, es el único equipo que puede competir en valor con los clubes europeos. Si lo enlistamos en el ranking que realiza Forbes a nivel internacional, ocupa el puesto 16, por encima de AS Roma o Inter de Milán. Además, es la institución de todo el continente que más fans tiene en redes sociales: más de 19.8 millones de seguidores.

2. Gremio/Brasil
Valor: 295.5 mdd
Gremio logró el pasado título del Brasileirao (campeonato nacional). Banrisul y Umbro son sus socios comerciales más importantes. Según datos de Futbol Finanzas, es de los que más camisetas venden en su país: más de 200,000 al año. Gracias al título de 2016 y a la proyección para este 2017, las ganancias en los dos últimos años ascenderán a 25.5 mdd.

3. Guadalajara/México
Valor: 279.8 mdd
Chivas logró el doblete Copa-Liga. Pero, para conseguir ese par de éxitos, gastó más de 20 mdd en refuerzos, además de que amplió el contrato de su técnico, Matías Almeyda, a 1 mdd anuales. También aseguró ingresos al menos hasta 2019, luego de su contrato con Televisa (otra vez) para que transmitiera sus partidos por su canal deportivo de TV restringida, TDN, además de la relación con Univisión en EU. En un futuro, es posible que el equipo cotice en la Bolsa Mexicana de Valores.

4. Monterrey/México
Valor: 269.1 mdd
Cuenta con un presupuesto anual de entre 35 y 40 mdd, cuando el promedio en Centroamérica y Sudamérica no supera los 5 mdd. Su estabilidad económica se debe a las políticas de negocio que tienen sus dueños, FEMSA, que hizo que la institución de los Rayados fuera autosustentable; así fue como financió su estadio, uno de los más modernos de América Latina, que le costó 200 mdd.

5. Red Bulls/Nueva York
Valor: 238.5 mdd
El equipo cuenta con estadio propio y, aunque el valor de la plantilla no es su fuerte, la marca sí lo es, pues está cotizada en 40 mdd, según Sport Business. Tiene al menos siete socios comerciales, como Audi, y anualmente sus contratos comerciales son de 30 mdd, estima Forbes.

6. Orlando City/Estados Unidos
Valor: 187.5 mdd
El 80% del valor del club se debe a su estadio, que, con inversión privada, abrió sus puertas el 24 de febrero de este año. Orlando es una de las franquicias de la MLS más taquilleras en los últimos dos años y su símbolo es Kaká (con un salario anual de 7.1 mdd), quien está acompañado por jugadores de 14 nacionalidades. Uno de sus últimos contratos comerciales es el fichaje con Fairwinds Credit Union y, como resultado, salió una tarjeta de crédito del club.

7. Los Ángeles Galaxy/Estados Unidos
Valor: 172.9 mdd
Hubo un momento en que el Galaxy apostó por figuras internacionales como David Beckham, Robbie Keane o Steven Gerrard, pero ahora optó por el mercado méxico-americano, que tiene más de 20 millones de fans en EU. Por ello, fichó a los hermanos Giovani y Jonathan dos Santos, quienes están entre los 10 con mejores ingresos en la MLS (de manera conjunta reciben 9.4 mdd anuales, de acuerdo con datos de MLS Players).

8. River Plate/Argentina
Valor: 172.9 mdd
Es la segunda ocasión, en los cinco años del ranking, que una escuadra argentina ingresa al top- 10. La incursión de River se debe a que ningún equipo en todo el continente tiene una plantilla tan cotizada como la de ellos. En términos financieros, casi el 60% del valor del equipo corresponde a los jugadores que posee. Su futbolista mejor valuado es Lucas Alario, de 24 años: lo compraron al Colón de Santa Fe en 2.3 mdd y ahora vale 14.1 mdd. Si deciden ponerlo en el mercado, harán su mejor negocio en los últimos 20 años.

9. Santos/México
Valor: 150.3 mdd
Alejandro Irarragorri, ceo del Santos, es un ejemplo de cómo construir una marca, pues tiene clara la política: Fair Play Financiero, que quiere decir que no gasta más de lo que ingresa. De esta manera construyeron el Territorio Santos Modelo, su estadio, y ahora están en un proceso de ampliación, que incluirá un centro comercial. Venta de jugadores y, en algunos meses, las renovaciones de sus derechos de televisión pueden ser definitivos para crecer más en términos económicos.

10. Atlanta United/Estados Unidos
Valor: 150 mdd
Atlanta United tiene el respaldo financiero de su dueño, Arthur M. Blank, uno de los fundadores de The Home Depot, y propietario de los Halcones de Atlanta de la NFL. El equipo trajo a Gerardo Martino, ex técnico de la selección argentina y del FC Barcelona. La plantilla tiene argentinos, venezolanos, paraguayos, alemanes, chilenos y estadounidenses, pues busca llegar a las comunidades de Atlanta y, con ello, incrementar la asistencia a los estadios. Actualmente es el club de la MLS que más aficionados lleva por partido (46,318 espectadores).

11. América/México
Valor: 149.8 mdd

12. Boca Juniors/Argentina
Valor: 147.1 mdd

13. Sao Paulo/Brasil
Valor: 146.6 mdd

14. Xolos de Tijuana/México
Valor: 135.5 mdd



2 de outubro de 2017

Avalanche Tricolor: uma vitória importante para a Libertadores


Grêmio 1×0 Fluminense
Brasileiro – Arena Grêmio

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Beto da Silva faz o primeiro gol dele no Grêmio (reprodução SporTV)
 O Grêmio joga para a Libertadores. E por isso é importante que vença no Brasileiro, mesmo que o faça com placares apertados e sofridos. Pode parecer estranho como são estranhas muitas das coisas que escrevo nesta Avalanche. Mas é real.

Desde o desconserto sofrido pelo time com a venda de Pedro Rocha e as lesões de alguns jogadores importantes, especialmente Luan – uma exceção no futebol brasileiro -, Renato tem enfrentado o desafio de fazer com que a equipe volte a jogar o futebol de qualidade que deslumbrou a crônica e entusiasmou nossa torcida. No entanto, alcançar a excelência do futebol que apresentamos até agora há pouco exige muito entrosamento, jogadores posicionados corretamente em campo e confiança entre os companheiros.

O passe preciso que foi uma das nossas marcas não depende apenas de quem o executa, mas de quem se movimenta para receber. E nossa diferença até então era que o executor (ou o passador)  ao ter a bola sob seu domínio sabia que dois colegas estariam prontos para dar sequência à jogada. Havia opção. Havia entrosamento. Havia confiança. Recebia e passava com velocidade, entendia o movimento do parceiro de um lado e de outro. Às vezes, a passagem de um deles era por trás dos zagueiros em condições de chutar a gol. E a bola chegava até lá.

Hoje ensaiamos alguns desses lances na primeira parte do jogo, mas após um, dois, três erros todos preferem ser mais conservadores. E o conservadorismo inibe a criatividade, torna o jogo óbvio e facilita a vida do adversário que tem como único objetivo desarmar. As mudanças no Grêmio, a necessidade de adaptar jogadores  e reposicioná-los em campo, desconsertou o time e, assim como os bons jogos, os bons resultados rarearam.

A discussão no Campeonato Brasileiro não é mais se devemos jogar com titulares, reservas ou alternativos. Sequer se almejamos ou não o título da competição (registre-se: se ainda for possível, eu quero). O Grêmio joga o Brasileiro para remontar o time para a Libertadores, dentro e fora de campo. Os lesionados ganham tempo para se restabelecerem enquanto Renato testa jogadores e formações. E nessa fase de teste fora de época – mas necessária – os tropeços acontecem, o futebol fica escasso e a bola não rola mais com a mesma certeza.

Exceção aos primeiros momentos do segundo tempo, o Grêmio dominou a partida dessa tarde de domingo, correu poucos riscos, ficou com a bola no pé, tentou chegar ao gol, mas a falta de entrosamento e o conservadorismo atrapalharam a execução. Não me surpreende que um time que já havia feito 99 gols na temporada tenha tido tanta dificuldade para alcançar a marca dos 100 gols. Alcançamos, respiramos e ganhamos tempo.

Ao remontar o time, Renato deu chances a Christian, que não aguentou o tranco da primeira partida; Patrick, que tem de ganhar personalidade em campo; Jean Pyerre, que para mim foi uma grata surpresa; Jael, que está a espera de uma bola no pé; e Beto da Silva, que se revelou um oportunista.

Luiz Humberto Silva da Silva, o Beto da Silva, 20 anos, que cresceu em Porto Alegre, foi se destacar em Lima, passou pela Holanda e retornou ao Grêmio, soube aproveitar a única oportunidade de gol que surgiu naquele último quarto de partida. Uma bola que resultou do chute forte de Everton, amortecido nos braços do zagueiro adversário – o que foi desconsiderado pelo árbitro – e sobrou para ele dentro da pequena área. Do jeito que dava, enquanto o restante do time reclamava pênalti, Beto da Silva desviou a bola para dentro do gol. Ela entrou devagar, quase que desistindo no meio do caminho. Mas entrou. Era o gol que ele precisava. Que o Grêmio necessitava.

Escalar o que tivermos de melhor à disposição, encaixar novamente o time, apostar no surgimento de substitutos  – como é o caso de Beto da Silva  – capazes de ocupar a vaga deixada por titulares -,  e vencer todo e qualquer desafio, seja por quantos gols for, é o melhor que temos a fazer.

É no Campeonato Brasileiro que vamos encontrar força, entrosamento e confiança para ganharmos a Libertadores. 

1 de outubro de 2017

De xiripa também vale e é muito bom

Grêmio 1 x 0 Fluminense

Primeiro tempo: 0 x 0


Michel e Arroyo são as baixas do dia. E Fernandinho também.
O jogo começou morno. O tricolor com seis reservas.
Aos 7:27 minutos Jael errou um gol feito. Deu uma bomba da altura da marca do pênalti, mas a bola foi por cima. Seus corneteiros vibraram mais do que vibrariam com o gol. Afinal, tem "gremista" que acha mais importante defender tese do que vibrar com gol do Grêmio.
Aos 14 minutos um lance que mostra a fae do Imortal. Escanteio que Patrick bateu, Jael cabeceou e Everton perdeu duas vezes o gol: uma em defesa do goleiro e outra na trave.
Aos 17 minutos outra grande jogada que Ramiro pegou de primeira e bateu para mais um milagre do goleiro.
Everton perdeu grande chance aos 24 minutos. Recebeu livre na área mas tentou o drible ao invés de bater a gol.
O Grêmio controlava o jogo e teve  um gol, corretamente, anulado aos 35 minutos.
Aos 43 minutos Patrick cabeceou à queima roupa e o goleiro fez mais um milagre. Este:
E terminou o primeiro tempo.

.....

Um  primeiro tempo totalmente a favor do Grêmio com várias chances de gol mas a fase está terrível e o goleiro adversário fez milagres.
O gol anulado trouxe muita discussão. Eu vi impedimento mas muita gente no twitter achou legal o gol.

Segundo tempo: 1 x 0

Jailson voltou no lugar de Cristian que sentiu o tempo parado.
E Everton bateu para defesa do goleiro aos 45 segundos. E Patrick quase conseguiu ficar na cara do goleiro aos 2 minutos. O zagueiro cortou para escanteio.
Everton cabeceou para fora cruzamento de Léo Moura aos 5 minutos.
Grohe fez um milagre aos 7 minutos salvando o primeiro ataque perigoso dos cariocas. E salvou de novo na cobrança de escanteio. E viu a bola lpassar pelo lado em mais uma conclusão perigosa. Tudo em menos de 2 minutos.
Jean Pierre entrou no lugar de Patrick.
O jogo continuava sem definição mas com os adversários mais perigosos do que na primeira etapa.
Aos 25 minutos o goleiro dos cariocas fez outra grande defesa em chute de Everton.
Na sequência Jael foi atropelado na área mas o juiz não deu nada.
Aos 35 minutos Everton perdeu mais um gol. Mas como não é o Jael não sofreu bullying.
Aos 39 minutos Cortez bateu falta na barreira.
Quando parecia que o time não faria gol de novo, Beto da Silva apareceu para botar para dentro. Eram 41 minutos.
.....

Sofrido como tudo no Grêmio. 
Segue a sina de lesões na reta final, mas a vitória amenizou o problema.

Como jogaram:

Marcelo Grohe:
Nenhum trabalho no primeiro tempo
. Grandes defesas no segundo tempo. Nota 9
Léo Moura: Rende melhor na lateral. Nota 7
Geromel: Ainda não foi o Geromel que todos conhecem. Nota 7
Bruno Rodrigo:
 Não comprometeu, apesar de uma pifada em um lance do segundo tempo. Nota 6
Cortez:
 Melhor defensivamente do que ofensivamente. Nota 7 
Cristian: Uma boa estreia, mas sentiu o tempo parado. Saiu no intervalo. Espera-se que não seja por lesão. Nota 6 
Arthur:
Mais uma boa atuação, embora não esteja no seu auge. Nota 7
Ramiro: Bem melhor em comparação as suas últimas atuações. Nota 7
Patrick: Um bom primeiro tempo. Foi substituído no início da segunda etapa. Nota 7
Everton: Boas jogadas mas muitos erros de finalização. Nota 6
Jael: É a Geni do Grêmio. Motivo de chacota e de defesa de teses. Todos torcem para que erre tudo para dizerem que não deveria "fardar". Só com muita personalidade para resistir à chacina. Nota 10 

.....

Jaílson (Cristian): Entrou bem
Nota 6
Jean Pierre (Patrick): É talentoso. Muita categoria com a bola nos pés. Mas tem chão pela frente
Nota 6
Beto da Silva (Jael): Fez o golNota 10


Renato Portaluppi: Está tendo que tirar leite de pedra. E consegue. Nota 8

_____

Arbitragem:
Rafael Traci, Ivan Bohn e Pedro Christino (Pr). Anulou um gol muito duvidoso do e não de um pênalti duvidoso também para o tricolorNota 2