28 de fevereiro de 2011

Os lances de Grêmio 4 x 2 Cruzeiro

27 de fevereiro de 2011

Frater-cocô ultrices

 O personagem (Fonte ClicRBS)

No futebol, como em tudo na vida, transpiração é importante mas inspiração é fundamental. O GRE x Cruz teve 30 minutos de alguma transpiração e nenhuma inspiração. A pouca inspiração que houve partiu do time do Cruzeiro. De bom apenas o grande jogo do Gabriel, e a presença firme do Rochemback e do Adilson.
E o gol, só podia sair de jogada do Gabriel, concluída de chiripa por Borges, que apesar de marcar, até então mais atrapalhava do que ajudava. Ou seja, refletiu o que se via até então.
Após o gol, Carlos Alberto e Douglas começaram a aparecer mais e o primeiro tempo foi isto.

Aos 7:30  minutos do segundo tempo, Borges já havia perdido dois gols feitos. Aos 10:30 não teve jeito dele errar um merengue do André Lima. Um minuto depois, um anão de jardim do Cruzeiro subiu contra a zaga do Grêmio e descontou. Aos 13 minutos Borges errou mais um gol feito, talvez por efeito de um puxão na camisa. Pênalti claro que o mesmo Borges não desperdiçou. Três gols em 3 minutos deixava o jogo eletrizante. Aos 18 minutos um girafão pulou com Gilson e fez o segundo do Cruzeiro. Nestas alturas Renato já preparava entrada do Bruno Colaço e do Escudero. Com o gol, só colocou Bruno Colaço em lugar do Carlos Alberto. Aos 25 minutos Borges errou mais um e Escudero entrou no lugar do André Lima.Então foi a vez de Douglas começar a errar gols feitos. Dois em dois minutos. O jogo que podia ser fácil continuava perigoso pelo placar apertado.
 Escudero fez alguns bons movimentos, assim como Colaço e Viçosa. Gabriel ainda deixou o dele de pênalti.
 E assim o tempo foi se escoando e chegamos à final. Ao mesmo tempo em que vingamos o esforçado mas limitado cocô-irmão (frater-cocô  ultrices).

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Como jogaram

Victor:Uma grande defesa no primeiro tempo. Não teve nenhuma culpa nos gols.
Gabriel:Que o Mano não nos leia, mas é lateral de seleção.
Paulão: Firme e com menos balões do que o normal no primeiro tempo. Deixou um anão cabecear no primeiro gol do Cruzeiro.
Rodolfo: Não se pode elogiar ninguém quando a zaga leva dois gols do Cruzeiro.
Gilson: Bem. O que dá um medo danado.
Rochemback: Nada de novo em relação aos jogos anteriores.
Adilson:Perfeito no desarme e muitos poucos passes errados.
Carlos Alberto:Melhor depois do gol do Borges.
Douglas: Bem e participativo no primeiro tempo. Enfeitador no segundo.
Borges:Três gols. Por isto, o melhor em campo.
André Lima: Não pode sair da área para buscar o jogo. Fica um jogador quase nulo.
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Bruno Collaço (C. Alberto): Discreto e eficiente.
Escudero (André Lima): Pouco tempo mas alguns bons movimentos.
Junior Viçosa (Borges): Não tinha tempo mas mesmo assim conseguiu um pênalti em bela jogada individual.

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Renato: Tem que rever o ataque.
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Anderson Daronco - Marcou corretamente um pênalti em Borges. Sem grandes problemas.

25 de fevereiro de 2011

Oito sem tirar

Perder sempre é uma eca. Dizer que às vezes é bom perder é papo de morango, como modo inconsciente de defesa do inevitável. É como alguém condenado a morte que acaba se acostumando com a idéia. O importante sim é tirar partido da derrota. Se ela vem cedo como a de ontem, muito melhor.
E o que se pode tirar desta derrota?
Vamos lá:
  1. Gilson, na melhor das hipóteses, ainda não tem estofo para jogar uma Libertadores, especialmente fora de casa. Ele abriu uma avenida na esquerda que só foi fechada pelo sempre tão criticado Bruno Colaço.
  2. Carlos Alberto não poderá jamais ser meia com funções defensivas. Continuando assim, terá de ser substituído muitas vezes antes do intervalo. Ele não tem o cacoete para a função. Foi até comovente ver o esforço dele correndo de área a área. Mas foi mais preocupante a expectativa de que seria expulso a qualquer momento.
  3. Borges e André Lima não podem jogar juntos. Eu sou por André Lima mas aceito que fique o Borges. O que não pode é ficarem os dois. André Lima virou armador. Não lembro de tê-lo visto nenhuma vez na área do Barranquilla afora aquela que mandou na trave.
  4. Escudero ou Carlos Alberto devem entrar para compor o ataque.
  5. Adilson deve ficar no time. Lúcio passa para a lateral ou fica no meio com o Colaço na esquerda.
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Copa se ganha dentro e fora do campo. Tem quem compra favores e nossos vizinhos são os melhores exemplos disto. Eu não quero isto. Quero apenas que seja feita pressão na Conmebol imediatamente para colocarem juizes de verdade nos jogos do Imortal.
Quando ia começar o jogo e vi a figura que apitaria tive a certeza de que seríamos roubados. O pênalti foi escandaloso e para sorte dele aquela bola do André Lima em que foi marcado erradamente o impedimento deu na trave.
O Grêmio não pode fazer papel de inocente nesta história sob pena de lhe sobrar apenas razões para ranger de dentes.
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Em muito má hora vem a notícia da venda do William Magrão para o Corinthians. Primeiro porque se a lesão do Lúcio for séria, perdemos em poucos dias duas das poucas opções de meias marcadores que temos. Segundo porque, se o Grêmio for ganhar mesmo um pouco menos de R$ 3 milhões, vamos mais uma vez confirmar a fama de não sabermos vender nossos craques.
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Não entendi muito bem esta ronha do Clube dos 13. Se a coisa der em um racha, ficaremos sem futebol no próximo ano e os clubes quebrarão de vez. Afinal, se um clube tem contrato com a CNRBTV e outro com a KRYZ4TV, quando um jogar contra o outro quem fará a transmissão?
O mais próximo que dá para chegar da verdade é que a maioria quer a Globo e tem medo da Record ganhar.
Aliás, embora a Globo não seja propriamente um convento de freiras carmelitas, a Record, que vive do dízimo roubado de seus ingênuos seguidores, pratica, por isto mesmo, concorrência desleal. Esta história toda tem um cheiro de lavanderia.
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Enquanto isto, os isentos baratos estão exultantes. Com o fracasso do Cavanhaque, para sorte deles o Grêmio perdeu e o Bossati fez 3 gols em 2 jogos. Já descobriram que ele festeja os jogos igual ao Falcão. Será que no resto é igualzinho também?
Estes aí não têm mais jeito não.
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No pouco tempo que tenho para ler na internet, o que nunca fiz foi procurar blogs do timinho. Por amizade lia o Blog do Fabiano. Mas ele cansou do timeco e fechou o blog. Eu não tenho a menor idéia de quantos blogs existem e nem o menor interesse em saber.
Mas o que tem de babaca morango que vem aqui é um espanto. E ainda se dão ao trabalho de comentar. O engraçado é que, sendo bloqueados, quando aparecem ficam com uma faixa rósea em cima, indicando que são eles. Nem perdemos tempo lendo para ver se devem ser liberados ou não.
O despeito é a marca mais forte, junto com o analfabetismo funcional. "Cosa de loco" como diria um gaudério.
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Domingo vingaremos o cocô-irmão da tunda que levaram do Cruzeiro. Penso que deve ir um time misto e que Renato deveria aproveitar para fazer ajustes no time. É jogo para Escudero sair jogando e começar a mostrar o que pode fazer. Dar mais rítmo ao Colaço na lateral. Verificar a zaga com Vilson e Rodolfo. Testar Carlos Alberto como segundo atacante.
Enfim, fazer valer para alguma coisa este jogo.
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Para encerrar: mesmo não tendo sido gol por uma sacanagem do destino, o lance do Rodolfo, com a maior certeza, deve estar correndo o mundo. Que zagueiro espetacular!

Bola na área...


Diz um dito: "Bola na pequena área é do goleiro". Fosse verdadeiro, todos os gols teriam que ser por falha do arqueiro, pois não há como a bola entrar sem passar pela pequena área. Desculpem o exagero, mas usar este tipo de argumentação para dizer que Victor falhou no gol é muita má vontade ou coisa de quinta coluna (como diria o Gui) ou moranguisse.

Tomamos o segundo gol, ontem, por mau posicionamento defensivo. Observem: sem contar o Gabriel, que está longe do gol, éramos 8 defensores contra 4 atacantes. Apenas um está marcado e marcado por Paulão, que está onde não deveria estar. Lugar de zagueiro em escanteio é dentro da pequena área, para ganhar impulsão e tomar a frente do lance, jamais em um lugar que permita ao adversário deixá-lo para trás. Na posição de Rodolfo (que abandonou o lado do segundo pau para cobrir a ausência de Paulão), ficou um buraco por onde saiu o gol.

Outro detalhe: a bola passa alta pela área, sem chance de intervenção de Victor. Quando cai na área menor, Victor havia recuado para cobrir o ângulo. Analisem o lance abaixo. Quem achar que a culpa é de Victor está apto a inscrever seus pets como sócios. Lá na beira do lago, é claro.

Derrota ocasional

Atualizado, às 7h45min, com os lances da partida.



Foi um início fulminante. Nos 10 primeiros minutos, fizemos o gol com Borges e dominamos o jogo, marcando a saída de bola do adversário. Depois, o time recuou, o Junior Barranquilla passou a atacar e o time começou a errar passes, perdendo o controle das ações.

Aos 28, o gol de empate, na avenida do lado esquerdo. Esta foi interditada com a entrada de Bruno Collaço, que entrou no lugar de Carlos Alberto, o qual carregava o peso de um amarelo e não conseguia jogar.

No segundo tempo, o jogo foi equilibrado. Registre-se que houve um pênalti em Borges não marcado pelo árbitro mexicano. Num cochilo, levamos o gol que decretou a nossa derrota.
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Como jogaram

Victor: Boas intervenções. Sem culpa nos gols.
Gabriel: Não repetiu as boas atuações.
Paulão: Vinha bem, até posicionar-se mal no escanteio que originou o segundo gol.
Rodolfo: Boa atuação. Por detalhe não fez um gol por cobertura que entraria para a história.
Gilson: Muito mal.
Rochemback: Boa atuação, sem o brilho que vinha apresentando.
Adilson: O melhor do time.
Carlos Alberto: Um cartão aos 18 minutos do primeiro tempo encerrou sua participação.
Douglas: Um belo passe no gol. Depois, muito mais erros do que acertos.
Borges: Bem marcado, não conseguiu jogar. Fez o gol.
André Lima: Não conseguiu jogar. Não fez gol.
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Bruno Collaço (Carlos Alberto): Melhorou a marcação pelo setor esquerdo.
Júnior Viçosa (André Lima): Entrou com vontade, mas pouco pode fazer.
Vinicius Pacheco (Gilson): Sem tempo.
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Renato: Não encontrou as soluções.
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Trio Mexicano - Marco Rodríguez (juiz), Marvin Torrentera e José Luis Camargo (auxiliares): Mal. Um pênalti não marcado e um cartão amarelo absurdo para Adilson, entre outros erros. Sequer concedeu os minutos adicionais adequados para as paralisações que houve.
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Veja os lances do jogo

24 de fevereiro de 2011

O Metropolitano

Por fora, é muito parecido com o Estádio Olímpico Monumental.



Por dentro, é ainda mais.


Com capacidade para 60 mil pessoas, o Metropolitano Roberto Meléndez é o maior estádio da Colômbia. Lá, o Grêmio lutará pela segunda vitória na LA'11. Espera-se um estádio lotado. Quase com certeza, Lúcio estará fora. Ele vinha sendo um dos principais jogadores do time.

Às 23h50min. devemos ir à cancha com Victor; Gabriel, Paulão, Rodolfo e Gilson; Rochemback, Adilson, Carlos Alberto e Douglas; Borges e André Lima.
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Paulão, aliás, teve os direitos adquiridos pelo Grêmio. A negociação foi dificultada por cochilo do comando anterior, no prazo para exercer a opção de compra.
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Vai ser jogo típico de Libertadores. Nela, não tá morto quem peleia.
Vamos Tricolor, queremos a Copa.

Abaixo os corneteiros!

Engendravam aquilo que seria a maior injustiça já praticada no mundo do futebol. Os isentos baratos haviam iniciado uma campanha para remover o terceiro melhor técnico do mundo do aterro. Os deuses do futebol não jogam mas fiscalizam. O perseguido mostrou seu valor, não deixou dúvidas de que é um técnico que manda o timinho jogar pra frente e ui de quem se atravessar na frente.

Baratos isentos, deixem o homem trabalhar!

23 de fevereiro de 2011

Adilson e sócios


Há quem não goste do Adilson. Respeito. Eu gosto e penso que não há marcador melhor do que ele no futebol brasileiro atual. Erra passes? Sim. Às vezes até com mais frequência do que seria aceitável. Mas isso acontece, muitas vezes, depois que os murmúrios do estádio dizem presente no primeiro ou segundo erro. Domingo, por exemplo, não errou um passe sequer.

Futebol é um esporte de recuperação de bola ou de perigo rondando. Explico: ou você consegue tirar a bola do adversário para tentar fazer o seu ataque, ou não consegue e o resultado será que o adversário concluirá o seu. Bem ou mal, é uma questão de talento. Adilson é um especialista em cercar o adversário e tomar-lhe a pelota.

Se Renato vai mantê-lo no time eu não sei. Se Carlos Alberto é capaz de cumprir função mais defensiva, ainda não temos demonstração consistente. De todo o modo, Renato sempre buscou equilibrar o time no limite defensivo para que possa atacar muito, que é o que ele gosta que o seu time faça. Aguardemos o jogo da quinta. Será interessante vermos as soluções imaginadas pelo nosso técnico.
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O número de associados do Grêmio já é de 60 mil.
Todos humanos.
E você, ainda está pensando?

22 de fevereiro de 2011

Escolha o seu time


O Grêmio está com nova campanha de sócio. Você pode escolher entre três modalidades:

1) Sócio torcedor diamante
Nesta, você contribui com R$ 36,00 mensais.
Tem descontos de até 50%
Preferência na compra de ingressos, com 10% de desconto pela internet.
Direito de voto nas eleições
Participação em promoções descontos e sorteios
Desconto de 10% na GrêmioMania do Olímpico
Diversos convênios com benefícios e descontos exclusivos
Pontos em dobro no programa Artilharia Tricolor
De posse do cartão o associado poderá utilizá-lo no jogo seguinte que ocorrer no estádio Olímpico

2) Sócio torcedor ouro
Aqui, sua mensalidade é R$ 20,00 ou R$ 18,00 se você optar para pagamento com débito em conta ou cartão de crédito.
Preferência na compra de ingressos, com 10% de desconto pela internet
Direito a voto nas eleições
Participação em promoções e sorteios
Desconto de 10% na GrêmioMania do Olímpico
Diversos convênios com benefícios e descontos exclusivos
Pontos em dobro no programa Artilharia Tricolor

3) Locatário de cadeira especial
Faça adesão a esta modalidade com R$ 230,00 (jóia + confecção do cartão)
Contribuição mensal de R$ 144,00
Direito de voto;
Participação em promoções, descontos e sorteios;
De posse do cartão, o associado poderá utilizá-lo no jogo seguinte que ocorrer no estádio Olímpico.
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Como fazer?
1) Pegue as informações neste link.
2) Conheça alguns dos benefícios nesta página.
3) Desfrute o Portal do Associado
4) Se preferir, faça contato pelo telefone (51) 3218-2000 ou pelo e-mail quadro.social@gremio.net
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Torcedor de verdade é titular de uma carteira de sócio.
E então, vai se associar ou vai continuar no Time B?

21 de fevereiro de 2011

O que dá pra chorar, dá pra rir

Quiseram acabar com a nossa diversão. Anunciaram o fim do timinho B. Aqui cabe um parênteses. Isso tem algumas implicações interessantes do ponto de vista econômico. Tem gente que investiu em "promessas" e deve estar esperando o retorno do investimento. Como vão acabar com a plantação de apostas? Afinal, para alguns "gênios" da garimpagem, clube existe para isso: pagar a conta, enquanto o "investimento" matura. Vai ser interessante observar os desdobramentos desta decisão. Mas, voltemos à tristeza.

O fim do super-timinho B é um atentado contra a nossa alegria, pensei. Deveria existir uma lei proibindo a extinção das fontes de alimentação do nosso humor cotidiano, continuei pensando. Mas, quando anunciaram o pacote completo das decisões... Para meu imenso gáudio, agora, senhoras e senhores, nas palavras da direção do aterro, "é tudo com o Roth". Já pensaram? Que ano! Que ano! Isto é, será que vai longe?
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Por onde andará o amigo Fabiano?
Alô, Fabiano, estamos com saudade!

20 de fevereiro de 2011

De Mozart a Wagner

19:05: Atualizado com os gols do jogo.

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Foto do ClicRBS

Como bem disse o Milton Jung, a nova camisa do Grêmio brilha na tela da tv. Este pode ser mais um indicativo do que nos promete este ano. O Ipiranga é ruim? Há controvérsias. Certamente não é pior do que o Veranópolis, do que o Cruzeiro ou mesmo o Mazembe. Dito isto, vamos ao que interessa.

Uma orquestra sinfônica de qualidade consegue interpretar a melodia do Mozart, a fúria do Wagner ou a energia do Beethoven. Pois o Imortal está se revelando uma orquestra sinfônica de qualidade. Alterna suavidade com fúria. Volúpia com paciência. Virtuosismo com esforço operário. E tem virtuoses. Se tem. Rodolfo é um John Wayne. Frio, implacável, não dá a menor chance ao inimigo. Fulmina com o olhar.
Rochemback é um Von Karajan. Muito bem secundado por Douglas. Adilson e Lúcio são os guerreiros visigodos. André Lima merece o apelido de Guerreiro Imortal que pediu.

Por tudo isto, os 3 x 0 no primeiro tempo debaixo de um sol escaldante estão mais do que explicados.

O segundo tempo, como seria de esperar, começou com uma natural redução de rítmo. O 3 x 0 autorizava e recomendava que isto ocorresse. O Grêmio sempre foi um time que não sabe jogar amistoso. A nossa alma é preparada para batalhas, não para festinhas de colégio. Pois mesmo assim, o jogo continuou bom. Passes precisos, alternância de jogadas, jogadas saindo com facilidade. O quarto gol saiu ao natural. Depois dos 25 minutos o time descansou. Nada mais aconteceu, afora o quinto gol. Gol de Leandro. Um menino alto de 17 anos que surgiu de surpresa na lista dos jogadores relacionados para o jogo. No pouco tempo mostrou boa técnica e, sem medo de ser feliz errou um gol antes de fazer seu primeiro gol nos profissionais.

A lamentar o acidente com o jogador do Ipiranga. E domingo vingaremos o cocô-irmão.
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Como jogaram

Victor: Ganha para ver o jogo dentro de campo.
Gabriel: Muito bem.
Paulão: Algumas roscas que não chegam a ser novidade. Voltando a ter a firmeza do ano passado.
Rodolfo: O John Wayne do futebol. Tem uma autoridade que espanta atacantes da área.
Gilson: Está melhorando.
Rochemback: O maestro. Incorporou definitivamente a alma tricolor.
Adilson: Muito bem no primeiro tempo. Praticamente não errou passe.
Lúcio: Não repetiu as melhores atuações mas foi bem.
Douglas: Um gol de cabeça e participação com vontade.
Borges: Foi eclipsado pela atuação do André Lima. Mas fez um gol por estar colocado no lugar certo.
André Lima: O melhor em campo.
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Mário Fernandes (Rodolfo): A mesma classe de sempre.
William Magrão (Douglas): Voltando aos poucos vai ser extremamente útil.
Leandro (Rochemback): Com pouco tempo, pareceu não sentir a camisa. E fez o seu gol.
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Renato: Parece que tudo que toca vira ouro. Um predestinado.
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Vinicius Costa: Não apareceu, o que para juiz é ótimo.
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Pobre e prepotente

Todos reconhecem de longe o novo rico. Só compra o que é caro e está mais preocupado com as aparências e a demonstração de poderio econômico do que com qualquer outra coisa. Como não sabe ainda o que é realmente bom, compra gato por lebre.

Pior que o novo rico é o pobretão que se acha rico. Gasta o que não tem e, por saber ter apenas uma casca de aparência, incorpora a prepotência à sua ridícula figura. Temos aqui no quintal de casa um pretenso milionário. Gastou o que não tinha em "futuros craques", "negócios obscuros" e "profissionais da opinião" para criar uma imagem de qualidade, poder e grandeza. Tudo para se livrar de um antigo complexo de inferioridade.

Como toda a construção sobre areia movediça, esta também não poderia durar. Como se esperava, tudo começou a afundar. Se a primeira coisa a ser descartada fosse a prepotência, todos seríamos solidários e até ajudaríamos o reerguimento do novo pobre. Mas do jeito que vai, só nos resta a pena e o desprezo. Não cabe aqui uma campanha de solidariedade. O Bob Esponja que nos perdoe.
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Os gols do jogo

As laterais do campo

Eu queria ver este quarteto em ação. No papel, a mim parece ser a composição mais forte que podemos montar pelos lados do campo.


Gabriel - Carlos Alberto
Lúcio - Escudero


Gabriel na lateral direita, fazendo dupla com Carlos Alberto. Lúcio, na esquerda, articulando com Escudero. Porém, ainda não será hoje, pois Lúcio não atuará.

Tenho grande expectativa de ver Escudero iniciando uma partida, com tempo para mostrar se pode despertar o futebol que encantou a Argentina e a Europa há 3 anos atrás. Será hoje?

De resto, vamos para uma decisão com o Ypiranga de Erechim, que não é um jogo jogado. Há que se respeitar todos os adversários. Não que não haja mais bobos no futebol (como bem se pode ver ontem), mas há uma dose ideal de cautela e respeito, sem a qual pode-se dar grandes vexames e embarcar numa inter-temporada forçada.

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Adendo do seu Algoz

Bob Esponja está brabinho, muito brabinho. Anunciou o fim do grupo (queeee grupo!). O que farão estas pobres promessas de 25 anos para cima agora? Não seria hora do ministro do trabalho se envolver?
Bob Esponja falou também que Celso Juarez Burroth vai mandar em tudo. Que azar que não haverá GRE-nada domingo que vem.

19 de fevereiro de 2011

Noite estrelada



Dizem que o tempo está fechando em Porto Alegre. Nuvens espessas no ar. Será? Só o que vejo é uma noite estrelada. Noite maravilhosa para sair. Tomar um chopp. Beber um vinho. Esticar um motel. Voltar para casa e dormir o sono dos justos.
Nada como uma noite estrelada.
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Lembrando um pouco de futebol, parece que o grupo (Queeeeee Grupo!) andou mais uma vez mostrando todo o acerto destes dirigentes fenômenos de gestão e de amor ao clube incensados pela imprensa barata.
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Adendo do Gaguinho

Passei no a-te-te-rro, pelas 19:tri-trinta. Pelo que ouvi não estava jogando nem o time "a", nem o time "b". Hoje era o ti-time "bu-buuu".

Uma atuação perfeita

Texto complementado às 13:48, para deixar clara certa diferença.

É grande o alarido na aldeia, por causa do pênalti marcado para o Grêmio no jogo contra o Oriente Petrolero. Róseos de todas as matizes se manifestaram com graus variados de torcedora "indignação".

Manchetes e textos de jornais da Bolívia foram reproduzidos ad nauseam para amplificar o "favorecimento" havido no jogo.

Nós estamos acostumados a certas coisas no futebol. Notadamente ver um certo time ser favorecido por arbitragens de forma absurda e tendenciosa e no dia seguinte ouvir frases proferidas com a paixão das convicções geradas no fundo dos corações. Argumentos do tipo: "erros de arbitragem são coisas do futebol"; ou "a banca paga e recebe". Então, a quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011, é dia albo notanda lapillo. Sim, um dia para ser marcado com uma pedra branca, um sinal de felicidade, por que os baratos estão chorando.

O juiz Líber Prudente teve atuação perfeita. Controlou o jogo, aplicou cartões amarelos quando tinha que aplicar e conduziu o jogo a bom termo. Para coroar a sua atuação perfeitamente humana, deu um pênalti que ele e todo o estádio viu, mas as câmeras de TV não viram. Câmaras de TV são seres de outra raça. Entenda-se: errar é humano (se for a favor do Grêmio, é divino).

O erro de Liber Prudente não pode ser comparado com os muitos "erros" históricos que presenciamos na última década. Foi uma falha perfeitamente admissível. Então, fechai agora os riachos de choro, meninos. Os prados já beberam bastante.

18 de fevereiro de 2011

Os lances do jogo

Vejam os lances de Grêmio 3 x 0 Oriente Petrolero.



O gol que falta

Aqui, o gol que falta no vídeo acima.

17 de fevereiro de 2011

Nascendo o time 2011


Vinte minutos de jogo e está claro que o esquema com Borges e André Lima na frente e apenas o Rochemback marcando não tem vida longa. Até então 3 chutes de longe e uma dominada do Borges com a mão. O Petrolero na dele. Especulando alguma coisa e com controle do jogo atrás. O Imortal geralmente com ligação direta da defesa para o ataque.
Após os 20 minutos, Douglas errou um gol feito e depois Borges também. Um pênalti em jogada de basquete de um boliviano foi a salvação.
Carlos Alberto e Rochemback foram os únicos que jogaram do meio para a frente. Atrás Paulão e Rodolfo foram soberanos. Gilson salvou uma jogada de gol e foi isto.

O segundo tempo começou com mais um gol do Gilson. Aí ficou fácil. O time tomou conta do jogo e tudo o que aconteceu depois foi consequência. Deu para colocar Escudero que mostrou qualidades embora o pouco tempo.

A Libertadores já foi uma copa só de gigantes. Depois o Once Caldas, o DMLU e um timinho ordinário ganharam nos últimos anos. Parece que este ano voltará a ser dos gigantes. E o Imortal começou com a autoridade dos grandes, dos maiores.
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Como jogaram:

Victor: No primeiro tempo só olhou. No segundo apenas olhou.
Gabriel: Ainda não é o Gabriel do ano passado. Mas mesmo assim é um grande lateral.
Paulão: Tranquilo. Não sentiu a estréia em Libertadores.
Rodolfo: É um xerifão. Grande contratação.
Gilson: Salvou um gol no primeiro tempo. Fez um gol no segundo. Muito bem. Meeedo.
Rochemback: Grande atuação no primeiro tempo. Grande atuação no segundo tempo. O melhor do jogo.
Lucio: Discreto no primeiro tempo. Muito bem no segundo.
Douglas: Um gol de pênalti, outro de bola rolando e uma firula que quase deu gol para os inimigos. No segundo tempo foi bem.
Carlos Alberto: Muito participativo no primeiro tempo. Mais ainda no segundo tempo.
Borges: Errou um gol feito.
André Lima Sumido no primeiro tempo. Melhor no segundo.
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Escudero (André Lima): Pouco tempo, mas bons dribles.
Adilson (Carlos Alberto): Lutador como sempre.
Maylson (Lúcio): Sem tempo.
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Renato: Tem todos os créditos, mas vai ter que repensar Borges e André Lima juntos.
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Juis uruguaio: Perfeito.

Selo LA'11


Criação do Minwer, este é o selo dos blogueiros do Blogrêmio, na campanha da Libertadores 2011.

Orientito

Confiança

O mascote do Oriente Petrolero é um papagaio, que deve ser parente próximo do Zé Carioca. Mas Orientito não é um papagaio falastrão. Vem quieto, como quem nada quer além de 1 pontinho. Porém, jogando o campeonato nacional da Bolívia, o time de Santa Cruz da la Sierra venceu todos os 5 jogos disputados até agora e armazenou um saldo positivo de 13 gols.

Contra esse time, vamos pra cima, pelo menos antes do jogo começar. Apenas Fábio Rochemback com características de marcação estará no meio de campo. Teoricamente, o Oriente Petrolero vai jogar nos contra-ataques.

Será um jogo para confirmarmos as qualidades de Rodolfo e, pela segunda vez, observarmos Carlos Alberto. Espera-se, no mínimo, 30 mil vozes empurrando o Imortal. Se puder, vá ao estádio. O Grêmio precisa da força da sua torcida, neste terceiro jogo da Libertadores. É a hora de começar a construir confiança no taco, fundamental para avançar com autoridade.
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Desconfiança

Fala-se de forma não oficial que cada camisa da nova linha tem uma inspiração. A titular é a tradicional e ponto. A celeste foi inspirada na bandeira do clube. Desconfia-se que a branca homenageia os trapos da Geral.
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Foto



Hei! Esta foto eu já vi!

16 de fevereiro de 2011

No detalhe






15 de fevereiro de 2011

Coleção completa


Antes de mais nada, quero pedir escusas pela qualidade das fotos postadas durante a festa de lançamento. Foi o possível, fotografando e postando com um celular. O intuito foi antecipar para os leitores imagens dos novos fardamentos.

A coleção agradou à grande maioria das pessoas com quem falei. Aliás, não ouvi ninguém dizer que não gostou. Na verdade, a torcida estava cansada das "surpresas" de cada ano. Está certo que "novos" produtos aumentam o consumo e o clube necessita de todas as receitas, inclusive a proveniente da venda de camisetas. Mas houve modelos que descaracterizaram o fardamento tricolor. A camisa, o escudo e a bandeira compõem a identidade do clube. Há que se ter cuidado no manuseio comercial destes símbolos. É preciso respeitar características pétreas do manto titular. Que se deixem as variações estilísticas para o segundo e o terceiro fardamentos. Isso não vinha ocorrendo.

A coleção deste ano vem ao encontro do anseio de muitos torcedores, que queriam a titular com listras azuis e pretas equilibradas, sem arabescos fashions.

Agora é ir a campo e trilhar o caminho para o topo da América.

Tá na mão

Camisa

Nova camisa

Amostra

Imagem da social

Show de espera

Escudero dentro


Lista oficial dos jogadores inscritos pelo Grêmio é divulgada no site da Conmebol.

Escudero dentro?

Simões nega.
Diz que saem Mateus Magro, Wesley e Lins.
Entram Carlos Alberto, Rodolfo e Escudero.

Escudero fora?

Informações dão conta de que Escudero não será incluído na relação dos 25.

A lista

Dos 25 jogadores inscritos para o jogo contra o Liverpool, pode-se mudar 3 para a próxima fase da Libertadores. Abaixo, veja a lista dos jogadores do elenco e a relação dos inscritos.

Goleiros (4): Victor, Marcelo Grohe, Matheus e Busatto.
Inscritos (3): Victor, Marcelo Grohe, Matheus.

Zagueiros (7): Vilson, Paulão, Neuton, Mário, Rafael Marques, Rodolfo e Saimon.
Inscritos (5): Vilson, Paulão, Neuton, Mário, Rafael Marques.

Laterais/alas (5): Gabriel, Gilson, Edilson, Bruno Collaço e Lúcio.
Inscritos (4): Gabriel,  Gilson, Bruno Collaço, Lúcio.

Volantes/meias (14): Vinícius Pacheco, Mateus Magro, Fernando, Douglas, Adilson, Fábio Rochemback, Mithyuê, Maylson, Danilo Rios, Willian Magrão e Roberson, Carlos Alberto, Escudero, Pessalli.
Inscritos (7): Vinícius Pacheco, Mateus Magro, Fernando, Douglas, Adílson, Fábio Rochemback e Maylson.

Atacantes (6): Borges, Diego Clementino, Júnior Viçosa, André Lima, Wesey, Lins.
Inscritos (6): Borges, Diego Clementino, Júnior Viçosa, André Lima, Wesey e Lins.

Fala-se em 4 candidatos para as vagas: Rodolfo, Carlos Alberto, Escudero e William Magrão. Na minha opinião, salvo problema físico de Escudero (coisa na qual não acredito), vai sobrar William Magrão. E na sua? Quem entra e quem sai?

13 de fevereiro de 2011

Gaúchos e patéticos

Eu tinha lido que houve um racha na torcidinha, fato que gerou uma nova facção no aterro, com o nome de "Gaúchos e peleadores". Até aí, nada demais. Acontece que...

Hoje, por curiosidade, fui ver o terceiro gol, que o seu Algoz referiu como sendo em flagrante impedimento (até aqui, nada de novo). A novidade eu pude ver, aos 20 segundos do vídeo do lance.

Aí, por curiosidade, fui ver as cenas do primeiro e do segundo gols. Nada. A gênese parece ter sido mesmo no terceiro. Mais uma vez, os imitões se mostram patéticos. Senhoras e senhores, anunciamos o nascimento do deslizamento, a nova forma de comemoração dos imitões. Sim, porque aquela imitação da avalanche não chega nem a ser um desmoronamento. É meiga e ridícula e aqui, novamente, nada de novo.

Tudo igual não fosse a derrota

Deixamos a invencibilidade em Novo Hamburgo (0 x 2), num jogo de muita correria e pouca qualidade. O mistão mostrou pouco e não conseguiu superar a falta de entrosamento. Eduardo Martini ajudou muito para o resultado, ao fazer 2 defesas muito difíceis.

Lembram o lance do Jonas contra o Fluminense no Brasileiro do ano passado, quando ele foi atropelado na área? Teve gente que absolveu o juiz. Hoje, no lance do Paulão, todos os isentos viram pênalti.
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Como jogaram

Victor: Falhou no segundo gol, ao soltar a bola.
Mário Fernandes: Muito bem.
Paulão: Médio.
Rafael Marques: Médio.
Gilson: Pior em campo.
William Magrão: Muito bem.
Adilson: Muito bem, como quase sempre, e não errou passes.
Lúcio: Bem.
Carlos Alberto: Iniciou bem. Depois, muito esforço e pouca produção.
Borges: Pouco fez, além de paredes. Errou um gol que não poderia perder.
André Lima: O esforço de sempre, sem nenhum brilho.
...
Diego Clementino (Magrão): Parece ter perdido a validade.
Maylson (Rafael Marques): Entrou bem. Armou bons lances.
Júnior Viçosa (Lúcio):
...
Renato: Hoje, não encontrou o caminho.
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Arbitragem: "Cauteloso" em lances na área defensiva do NH. Vi pelo menos um pênalti sobre André Lima no segundo tempo. Este não foi marcado.
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Agora é contra o Ypiranga, no Olímpico. No primeiro turno foi 1 x 1 lá em Erechim.
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O jogo que eu vi (seu Algoz)

A grade de tv nos brindou com Cocô x Pelotas. Jogo para lá de medíocre com direito a vaias no intervalo e as seguintes situações dignas de nota:
  1. 1 x 0 para o Pelotas e o centro-avante do interior entrou livre. Faria certamente o segundo gol mas o bandeira marcou impedimento inexistente. Até Batista viu que não foi impedimento para terem idéia.
  2. Cavanhaque entrou e não jogou nada. A imprensa isenta e barata, no entanto, elogiava o reserva do lanterna espanhol em todo e qualquer passe de 1 metro que acertava como se fosse uma jogada extraordinária.
  3. No terceiro gol do timinho o frei damião entrou pelo menos 2 metros impedido. Foi a primeira vez que não deram replay de um gol que eu lembre.
  4. O jogo estava 3 x 2 quando um jogador do Pelotas veio de trás dividiu com o goleirinho morde fronha e ia entrar com bola e tudo. O juiz marcou impedimento que só ele viu.
Azar deles. Na semi-final, se passarem as quartas, despachamos no Olímpico sem dó nem cuspe.

A bermuda do domingo

Colheita de bermuda.

A Bermuda TifWay 419 é uma gramínea híbrida, obtida pela combinação genética das variedades Cynodon dactylon e transvaalensis. Apresenta alta resistência ao pisoteio e recupera-se rapidamente após o uso. Suas folhas possuem textura fina, tendo como característica o crescimento vertical médio e lateral intenso, formando um gramado denso.

O piso do Estádio do Vale é coberto por tapete desta variedade. Consta ter boa manutenção, o que garantiria condições adequadas para a prática de futebol de qualidade e mesmo com algum refinamento.

O estádio passou por recentes melhorias e a meta do Esporte Clube Novo Hamburgo é transformá-lo numa praça de esportes moderna e confortável.

É neste cenário que veremos a estréia do até há pouco capitão do Vasco Carlos Alberto com a camisa tricolor e, possivelmente, de Escudero. Os dois são, juntamente com Rodolfo, nossas principais contratações para a temporada. É, sem dúvida, um momento importante. Hoje se começará a ter algumas respostas para questões que estão perpassando as mentes da nossa torcida nos últimos dias. A saber:
1) Carlos Alberto está com disposição para jogar o futebol que o colocou na posição de craque no futebol europeu?
2) Vestindo a mística e sagrada camisa, Escudero conseguirá resgatar a magia dos dribles que fizeram sua fama no Vélez?
3) Pode-se montar um esquema competitivo colocando os melhores talentos para jogar juntos?

São questões que precisam ser respondida com uma certa urgência, pois a Libertadores já começou e não podemos dar motivos para a china (grande sacada do talentoso Cristian Bonatto) querer discutir a relação.

Então, às 5 horas desta tarde, temos o compromisso de deixar de lado qualquer coisa que nos possa distrair e deitar os olhos sobre as cenas que passarão no terreno da rua Santa Tereza, no bairro Liberdade de Novo Hamburgo. O nome do bairro é sugestivo, muito sugestivo.
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Do outro lado

Tarde para rever Evaldo, desta vez jogando do outro lado. Que tenha boa atuação. Pode-se, sim, perder jogando bem. Mesmo que o time adversário jogue melhor, domine as ações e mostre grandes talentos. Que assim seja.

Êxodo - Parte 3 (Final)

Eles vêm de muitos lugares. Nos últimos 6 anos, de 110 países. O levantamento mostra a entrada no Brasil, em média, de 557 jogadores por ano. A maioria são brasileiros retornando, após tentativa de fazer carreira no exterior.

O movimento se acentuou nos últimos anos, por alguns motivos bem identificados:
1) a crise econômica nos países da Europa, que afeta a capacidade de investimento dos clubes europeus;
2) uma certa saturação do mercado, abastecido durante anos por centenas de jogadores oriundos da América do Sul e África;
3) o aumento dos orçamentos dos clubes brasileiros, fruto da venda dos direitos televisivos dos campeonatos por valores maiores e do aumento das verbas de patrocínio;
4) a entrada no mercado do futebol de empresários e empresas dispostas a investir em jogadores, com o intuito de obter ganhos com a revenda.

De onde ele vêm

Os 20 países que mais devolvem brasileiros ou cedem estrangeiros para atuar aqui estão listados abaixo.
  1. Portugal: 556 jogadores, média de 93/ano, 17% do total
  2. Japão: 147 jogadores, média de 25, 4%
  3. Alemanha: 118 jogadores, média de 20, 4%
  4. Uruguai: 97 jogadores, média de 16, 3%
  5. Espanha: 96 jogadores, média de 16, 3%
  6. Itália: 89 jogadores, média de 15, 3%
  7. Grécia: 83 jogadores, média de 14, 2%
  8. Paraguai: 79 jogadores, média de 13, 2%
  9. Emirados Árabes: 70 jogadores, média de 12, 2%
  10. Suécia: 70 jogadores, média de 12, 2%
  11. México: 69 jogadores, média de 12, 2%
  12. Suíça: 66 jogadores, média de 11, 2%
  13. Turquia: 66 jogadores, média de 11, 2%
  14. Coréia: 65 jogadores, média de 11, 2%
  15. Bolívia: 64 jogadores, média de 11, 2%
  16. China: 60 jogadores, média de 10, 2%
  17. França: 58 jogadores, média de 10, 2%
  18. Hong Kong: 54 jogadores, média de 9, 2%
  19. Argentina: 51 jogadores, média de 9, 2%
  20. Rússia: 49 jogadores, média de 8, 1%

Há uma certa lógica na dinâmica do mercado. Quem mais leva, mais devolve. No segundo post desta série, listamos os maiores "importadores" de atletas daqui. Pela ordem: Portugal, Japão, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Paraguai, Grécia, Coréia e Vietnã.

É importante acompanhar a tendência deste movimento, para verificar se haverá uma estabilização dos números ou se o saldo líquido de saída continuará declinando. Dependendo do comportamento do mercado, os clubes podem estabelecer estratégias diferenciadas para buscar reforços no exterior, escolhendo o país certo para garimpar potenciais "retornantes".

12 de fevereiro de 2011

O novo manto



Como já amplamente divulgado, na próxima terça-feira (dia 15/02), no estádio Olímpico, a partir das 20 horas ocorrerá a festa de lançamento dos uniformes do Grêmio para a temporada 2011. Haverá a presença de artistas e jogadores. Os sócios poderão participar, desde que estejam em dia com as mensalidades. A entrada será pelo Portão 1, onde serão coletados achocolatados, leite e bolachas para o Instituto Geração Tricolor, um projeto social destinado a crianças das categorias de base e filhos de funcionários do clube.

A estréia do novo manto será no jogo do dia 17, contra o Oriente Petrolero, início da participação do time no Grupo 2 da Libertadores.

Quem já viu a nova camiseta garante: é muito bonita. Há quem diga que é uma das mais belas já produzidas. O azul celeste tem tonalidade similar à de 1995. As listras azuis e pretas têm a mesma largura, sem serem exageradamente largas e estão presentes também nas mangas. O patrocinador não é excessivamente destacado por borda preta. Enfim, parece que não haverá as invencionices de estilo das últimos versões.


Jardel, na Libertadores 95

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Os preços

Torcedores ainda não-sócios: R$ 179,90
Inscritos no Exército Gremista: R$ 170,90
Sócio em dia: R$161,91.

Você já se associou? Ainda não? Clique aqui e resolva isso.

Êxodo - Parte 2

Seguimos com os dados sobre transferências de jogadores de futebol brasileiros.

Para onde vão

Nos 8 anos analisados (2003-2010), 91 países figuraram como destinos. Um número expressivo, lembrando que o mundo é dinâmico e existem algo como 203 nações e estados soberanos no planeta.

Na lista, os tradicionais países da Europa, todos os sultanatos do Oriente Médio, algumas nações ricas da Ásia, mas também gramados com pouca tradição no esporte bretão. Dentre os últimos, destacamos Irã, Guatemala, Tailândia, Azerbaijão, Malásia, Malta, Moldova (ou Moldávia), Belarus, Ilhas Faroe, Usbequistão, Bangladesh, Gabão, Senegal e Nepal.

De todos, um destino se destaca de forma marcante: Portugal. Nos 8 anos, para lá foram 1.382 jogadores, ou 18% dos 7.677 que deixaram o Brasil, uma média anual de 173 (15 times de futebol por ano). A língua explica a busca pelo país, que funciona como uma espécie de vestíbulo para ingresso nos grandes salões da Europa. Sabe-se, também, que alguns clubes portugueses (nos quais se incluem Porto, Benfica e Sporting) adotam como estratégia deliberada a aquisição de direitos federativos de atletas a preços médios para repassá-los aos clubes mais tradicionais da Europa a preços maiores.

Na sequência, vem o Japão, a Alemanha, a Itália e a Espanha.

Os maiores importadores

Na ordem, os 20 maiores importadores de atletas atuando no Brasil são:
  1. Portugal: 1.382 jogadores, média de 173/ano, 18%
  2. Japão: 335 jogadores, média de 42/ano, 4%
  3. Alemanha: 334 jogadores, média de 42/ano, 4%
  4. Itália: 310 jogadores, média de 39/ano, 4%
  5. Espanha: 242 jogadores, média de 30/ano, 3%
  6. Suécia: 186 jogadores, média de 23/ano, 2%
  7. Paraguai: 184 jogadores, média de 23/ano, 2%
  8. Grécia: 169 jogadores, média de 21/ano, 2%
  9. Coréia: 166 jogadores, média de 21/ano, 2%
  10. Vietnã: 152 jogadores, média de 19/ano, 2%
  11. Suíça: 146 jogadores
  12. Bolívia: 145 jogadores
  13. Estados Unidos: 144 jogadores
  14. Uruguai: 135 jogadores
  15. China: 134 jogadores
  16. França: 128 jogadores
  17. Emirados Árabes: 119 jogadores
  18. México: 105 jogadores
  19. Indonésia: 102 jogadores
  20. Turquia: 99 jogadores
Uma dado interessante: a Inglaterra, possuidora de alguns dos clubes com maiores orçamentos do mundo, figura em 40º lugar, com 56 transferência de jogadores que atuavam no Brasil em 8 anos, média de 7 por ano. A Argentina aparece na posição 31, com 70 contratados e média anual de 9.

Dos 91 destinos, 6 figuram com apenas 1 transferência em 8 anos: Antígua e Barbuda, Costa do Marfim, Jamaica, Namíbia, San Marino e Tajiquistão.

11 de fevereiro de 2011

Um 4 - 2 - 1 - 2 - 1 que funciona

Renato vive um dilema: como colocar no mesmo time Douglas, Carlos Alberto e Escudero? Ontem testou uma formação com os três e apenas um volante, mantendo dois jogadores na frente. O esperto que deu a notícia falou um monte de abobrinhas mas não disse o que mais interessava, ou seja, como funcionou ou deixou de funcionar.

Embora pensar num time assim pode levar à suposição de que os adversários terão que ficar presos atrás diante do poder de fogo, não me agrada a idéia. Jogos de 4 x 3, 5 x 2, 7 x 4 são bons quando o Grêmio não está envolvido. Liberam mais adrenalina do que o recomendável.

Pelas características do Carlos Alberto e pelo que se conhece do Escudero, penso que os dois podem se dar muito bem chegando de trás para juntar-se ao centro-avante aipim. Ambos chutam bem, tem fome de gol e muita, muita habilidade. Como vantagem adicional, podem fazer revezamento nesta função, o que ajudaria a confundir os zagueiros adversários. Eventualmente Douglas poderia também fazer esta função, embora ele venha perdendo gols demais para o meu gosto.

Eu iniciaria o time com:

Victor

Gabriel   Mario Fernandes    Rodolfo    Lucio

Rochemback    Adilson

Douglas  

             Carlos Alberto     Escudero
                                
               André Lima

E tu, cara pálida?

10 de fevereiro de 2011

Êxodo - Parte 1


Fonte: CBF - Os dados de 2010 não são definitivos.
Obtivemos dados e estamos fazendo análises sobre transferências de jogadores de futebol do Brasil para o exterior e vice-versa. A série de dados dos que deixam o país cobre o período de 2003 e 2010. A série do vice-versa contempla 6 anos, de 2005 a 2010.

Os números são assombrosos. Em 8 anos, 7.677 jogadores partiram do Brasil para jogar em clubes de outros países. Este número corresponde a quase 700 times de futebol, ou a média de 87 times por ano. É um exército de atletas que vão em busca de sucesso e fortuna no exterior.

Na outra mão, um número médio de 51 times voltaram para o Brasil a cada ano. No gráfico, observa-se que o saldo de emigrantes diminuiu muito no decorrer da década. O maior saldo (quase 600 jogadores) aconteceu em 2007. O ano de 2010 fechou com menos de 350.

Estes dados mostram dois aspectos do mercado de jogadores no mundo:
1) a saturação, principalmente do mercado europeu;
2) a crise econômica repercutindo no mercado da bola.

Interessante observar que, a partir de 2006, acentuou-se o processo de ingressos. As repatriações de brasileiros (e o ingresso de alguns estrangeiros) refletem, principalmente, a elevação das receitas dos clubes em função de cotas maiores de patrocínios e ganhos crescentes com os direitos de TV.

Os dados de distribuição dos jogadores pelos países de destino também têm aspectos interessantes e serão assunto de um próximo post.

9 de fevereiro de 2011

Vitória no turno


Grêmio 1 x 0 São Luiz. Garantimos a melhor campanha da Taça Piratini, com uma rodada de antecipação. Agora, todos os jogos serão no Olímpico. Resultado importante, por isso. O time jogou para o gasto. Ao contrário de outros, teremos jogo amistoso no domingo
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Como atuaram

Marcelo Grohe: Quase não trabalhou.
Mário Fernandes: Boa atuação. Aos poucos volta à melhor forma
Paulão: Bem.
Rafael Marques: Bem.
Bruno Collaço: Não apareceu no jogo.
Adilson: Capitão. Chamou o jogo. Melhor em campo.
Mateus Magro: Seguro na marcação.
Maylson: Um gol. Depois, bons e maus lances.
Roberson: Alguns bons lances. Algumas más finalizações.
Diego Clementino: Apagado.
Borges: Movimentou-se bastante.
...
Vinícius Pacheco (Maylson): Se entrou, não se viu.
Mithuê (Roberson): Alguém viu?
Wesley (Diego Clementino): Eu não vi.
...
Renato Portaluppi: Joga pra ganhar sempre. Sem novidades.
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Arbitragem: Estranhamente, este ano não estamos sendo prejudicados. Nem favorecidos. Boa atuação.
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O gol do jogo

Hora de garantir o mando

Três pontos garantem, mas podem ser necessários apenas 2.

Com um jogo a menos e 14 pontos na tabela de classificação, único time invicto da competição, o Imortal Tricolor entra no gramado do estádio 19 de Outubro de Ijuí, hoje, às 22 horas, em busca da liderança geral da Taça Piratini, com uma rodada de antecedência. Isto garantirá o mando de campo nas partidas únicas da fase final da Taça. Os times mais próximos, Caxias e Juventude, têm 13 pontos, com mais 3 a disputar. Podem chegar, no máximo, a 16. Os dois primeiros critérios de desempate são número de vitórias e saldo de gols.
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Conta a lenda que o gramado do estádio é boa. Vamos ver.
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Enquanto o jogo não vem...




Fernanda Lima, veste a camisa do Time G.

8 de fevereiro de 2011

Pronto, co-começou!



O Gaguinho chegou correndo e, quando ele chega correndo, é preciso deixá-lo falar. Então, fala Gaguinho!

Ontem à noite, pa-pareceu ter sido dada a senha para mais um capítulo de ingratidão por parte dos co-cô-lorados. Aliás, isso é fato co-comum por aqueles lados. Lá, os maiores ídolos se-sempre são vítimas de ingratidão. Já aconteceu com o Dunga, com o Iarley e com o Ga-gabiru. Entrando num programa, WC desancou o terceiro melhor técnico do mu-mundo, iniciando uma campanha sórdida para tirá-lo do co-comando do grupo (co-como vocês dizem que-queeee gru-grupo). Co-começaram co-com aquele papo de que o ciclo dele acabou. São uns mo-moedores de ídolos.

Daqui uns dias, vai so-sobrar para os Ca-carlos Si-simon e To-torres.

Obrigado Gaguinho pela sua participação.

7 de fevereiro de 2011

É mais difícil, cientificamente!



Subitamente instalou-se uma discussão na imprensa barata e isenta. Quiseram determinar qual o grupo mais difícil na Libertadores. Comparavam:
  • Grêmio
  • Junior Barranquilla
  • León de Huánuco
  • Oriente Petrolero
com
  • Emelec
  • Jaguares
  • Jorge Wilstermann
  • Timinho
De forma surpreendente eles chegaram a conclusão de que a segunda chave é a mais difícil. Digo de forma surpreendente, porque para chegar a esta conclusão devem ter usado de conhecimentos avançados de física, fato que não deixa de ser inusitado. Explico melhor. Uma das consequências da Teoria da Relatividade é que objetos medidos em um referencial podem ser diferentes, quando percebidos por um outro observador em outro referencial. Em suma, tudo é relativo.

Tentarei exemplificar, para me fazer entender. Se houvesse uma chave com Cruzeiro de Porto Alegre, Veranópolis, Mazembe e o Timinho, esta seria uma chave difíci (para o Timinho). Já o Veranópolis e o Cruzeiro olhariam a parceria com bons olhos. Questão de relatividade.

Então, não posso deixar de concordar. O grupo onde estão o Sr. Jorge, os Jaguares, o Emelec e o queee grupo, é um grupo difícil. Afinal, são todos os quatro adversários do mesmo nível. Para o observador com o referencial da chave, é uma verdadeira pedreira. Albert Einstein riria de quem discordasse disso.
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A enquete

Na noite de domingo, durante o programa Bate Bola, foi realizada uma enquete. A pergunta: como no Gauchão e no Brasileiro só podem ser utilizados 3 estrangeiros, quem deve sair do time (sic): Guizado, Anão da Fala Fina, Cavanhaque ou Bosatti. Quando divulgou o resultado que apontava o Anão, com 72%, o apresentador fez a seguinte observação: "Tem gremista votando." Tenho duas observações sobre o episódio: 1) se eles acham que o Anão não é candidato a ir para o banco, por que o incluíram nas alternativas? 2) se tinha gremista votando eu não sei, mas seguindo o raciocínio dele, que foi secundado pelo Saraiva, não posso deixar de constatar uma vez mais: a proporção das torcidas é de 2:1 pra nós (e pro Veranópolis).

6 de fevereiro de 2011

Mas crredo tchó!

Hoje não foi o time B. Foi o time A HAHAHAHAHAHA.

Informa o José Mourinho, Carlos Alberto!

Carlos Alberto, não estranha o uso de pronomes pessoais retos e oblíquos na segunda pessoa deste post. Não estou te chamando de você, para tu ires te acostumando com a idéia de que vens para um lugar um pouco diferente de Rio e São Paulo. Não vou entrar em considerações se é um lugar melhor ou pior, que isso não interessa. O que importa é teres isso em mente: vens para um clube cuja torcida gosta muito de craques, mas adora um craque aguerrido. Estes viram, no mínimo, ídolos no Olímpico.

Ontem, visitando sites e blogs mantidos por torcedores do Vasco, li muitos comentários falando de ti. Mesmo com a péssima fase vivida pelo Vasco, os lamentos pela tua saída são quase unânimes. Isto é um muito bom sinal.

Em 2009, durante uma entrevista, o técnico José Mourinho falou sobre ti. Ele lembrou da tua passagem por alguns clubes e terminou dizendo que não sabia onde tu estavas. Era no Vasco.

Se tu não lembras ou nunca viste a entrevista do Mourinho, aproveita. Coloquei logo aqui embaixo para tu veres.



Mas, presta atenção: não estou dizendo para tu ligares para ele e anunciar que agora estás jogando no Imortal. Vamos combinar algo mais sutil: tu vais te dedicar ao máximo aos treinos e aos jogos. Então, lá pelo meio do ano, quando o senhor Mourinho ligar a TV para assistir à final da Libertadores, ele exclamará surpreso: "Ora, pois! Aí está o gajo, a jogar num grande clube novamente!" Não é uma boa idéia?

Para encerrar: quero registrar que não queremos nenhum santo no Grêmio. Já temos o nosso padroeiro, o Saint Portaluppi. Agora, se tu quiseres fazer algum milagre durante os jogos, tipo "a multiplicação dos morangos em fila", como já fizeste em pleno aterro, com certeza te saudaremos com um "Hosana, CA!" e viverás momentos de beatificação.
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Tropa de choque

Um detalhe não pode passar despercebido: o Grêmio terá jogadores de muita força, personalidade e liderança em campo. Serão três capitães atuando juntos: Fábio Rochemback, Rodolfo (era capitão no Lokomotiv) e Carlos Alberto (era capitão no Vasco).

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Adendo do seu Algoz

Fofoqueiro leviano, bagaceira ... e burro

Escutando o pós-jogo na Gaúcha enquanto preparava um risoto de camarão com brie e aspargo ouvi de relance o fim de mais um comentário do elemento que apresenta o programa. Foi quando ele disse:
Se a gente dissesse aqui o que os diretores do Grêmio nos falaram em privado sobre o Carlos Alberto eles ficariam de saia justa.
Em quantas e quais qualidades pode ser enquadrado um "profissional" que profere no microfone uma frase destas? Eu, por economia e preguiça listei quatro aí em cima. Em qualquer país sério com um mínimo de civilidade este sujeito seria tirado do ar e demitido na hora. Infelizmente, nós aqui estamos anestesiados e acostumados com tudo, por mais absurdo que seja.

Assim, ele generalizou ao não dizer quem da diretoria falou o que teria falado. Foi leviano ao não dizer o que foi falado, deixando no ar todas as possibilidades. E foi burro porque, se houver hombridade entre os diretores do Imortal, este sujeito não ouvirá mais nem bom dia deles.

É claro que algum diretor deve ter dito sobre o Carlos Alberto o que todos nós, que acompanham a carreira dele à distância, diríamos: encrenqueiro e marrento. Mas que sirva de lição. Não se deve dar trela a bagaceira, muito menos bagaceira morango.
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Re-adendo do Arigatô

Se é para falar dos "profissionais" da RBS... Ontem, ao final do jogo, tentaram criar uma polêmica e um desconforto, afirmando que "Existe corneta de Conselheiros contra o Renato, em relação ao uso de jogadores jovens". Há que ter estômago para ouvir, mas não podemos deixar passar em branco, pois são eles que (de)formam a "opinião pública".

5 de fevereiro de 2011

Mais uma vitória

Atualizado, às 20:40 h, com os lances do jogo.
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Mais uma vitória do único invicto do Gauchão. Num jogo de um time só, fizemos 2 x 0 no primeiro tempo, em ritmo de toque de bola. O líder da outra chave não mostrou a qualidade esperada.

No segundo tempo, o jogo se arrastou até os 35 minutos, quando numa desatenção completa da zaga, levamos um gol. A bola aérea é um item a corrigir.

Ao final, Grêmio 2 x 1 Caxias e mais três pontos na tabela.
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Pode-se ver que Rodolfo é do lugar e será um dos líderes do time. Serviu Vilson de forma exemplar no segundo gol. Seguro, tem imposição física.
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Como jogaram

Victor: Renan talvez conseguisse tomar um gol no primeiro tempo deste jogo. Já Victor não faria falta se tivesse assinado a súmula e ido embora. O Caxias não criou nenhuma oportunidade na primeira etapa. Sem culpa no gol do Caxias.
Gabriel: Saiu, por precaução, aos 29 min do primeiro tempo. Discreto.
Vilson: A eficiência de sempre, desta vez na zaga. Um gol.
Rodolfo: Melhor partida dele no Grêmio, mas estava fora do lugar no gol do Caxias.
Gilson: Boas triangulações.
Fábio Rochemback: Boa atuação, como sói acontecer.
Willian Magrão: Aos poucos volta a ser o bom jogador de 2008. Um merengue a assistência para o gol de Douglas. Nem Jonas conseguiria errar este.
Lúcio: Muito boa partida. Movimentação intensa. O melhor em campo.
Douglas: Jogou usando sua capacidade criativa. Bons lançamentos e um gol.
André Lima: Movimentou-se muito. Lançamento primoroso no primeiro gol.
Júnior Viçosa: Sabe jogar. Precisa ganhar confiança e perder ansiedade.
...
Mário Fernandes (Gabriel): Boa partida. Marcou e apoiou bem.
Vinicius Pacheco (Rochemback): Entrou no intervalo e desapareceu. Apareceu para cruzar na cabeça de Viçosa. Foi só.
Borges (Viçosa): Teve 15 minutos. Nada fez.
...
Renato Portaluppi: Nada a comentar.
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Arbitragem: Ronaldo Santos da Silva não apareceu no jogo, o que é bom.
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Veja os lances do jogo

Disciplina orçamentária

Numa certa noite, em novembro de 2010, uma reunião do Conselho Deliberativo (CD) do Grêmio terminou fervilhando contrariedades. O Conselho fora chamado para suplementar o orçamento do ano. Em outras palavras, referendar despesas já realizadas, que consumiram receitas de exercícios futuros. Os ingressos comprometidos (cotas de TV, patrocínios etc) haviam sido antecipados para fazer frente a despesas realizadas não previstas e receitas previstas não realizadas. Um verdadeiro macarrão orçamentário. Registre-se, tal prática não foi inaugurada na gestão Duda. É de uso corrente na cultura administrativa do Grêmio.

Da indignação veio a ação. Já está no Conselho Deliberativo do clube proposta de resolução que veda a antecipação de receitas sem prévia e expressa autorização do CD. Iniciativa do Movimento Grêmio Novo, a proposição conta com o apoio de conselheiros de outras correntes.

Por ela, qualquer antecipação de receitas deverá ser postulada diante do Conselho Fiscal, que se pronunciará, aprovando-a ou desaprovando-a. Após o posicionamento do Conselho Fiscal, a proposta segue para aprovação do CD, com quoruns distintos para aprovação, dependendo do parecer daquele órgão.

A medida pretende disciplinar a execução do orçamento do Grêmio, evitando surpresas em encerramentos de exercícios. Caberá aos 300 conselheiros do clube debater e instituir ou não a norma reguladora.

Com certeza, já passa da hora de se gerir as finanças do clube com mais controles, responsabilidade e visão de longo prazo.

4 de fevereiro de 2011

Triple ace

1) Rodolfo está no BID e deve jogar amanhã.
2) Carlos Alberto, do Vasco, está vindo.
3) Contratação de Escudero está em fase final.
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3) O custo para aquisição definitiva ficou salgado, mas é um aposta e tanto.
2) Um bom papo de Renato (que possivelmente até já ocorreu) deve colocar o jogador nos eixos. Se jogar o que sabe, será grande contratação.
1) Este vai colocar ordem na zaga.

Vuvuzelas institucionais

No jogo contra o Liverpool percebeu-se mudanças no serviço de alto-falantes do Olímpico. Sinceramente, para pior. Primeiro, antes do jogo iniciar, o som eletrônico abafou o canto da torcida. Com isso, anulou-se o vibrante e amedrontador "bem vindo ao inferno", com o qual a Geral costuma recepcionar nossos adversários. Durante o intervalo, mais surpresas. Os 15 minutos de interrupção são um momento para troca de impressões sobre o primeiro tempo, conversas com amigos... Enfim, para quebrar a tensão do jogo. A entrada do som, certamente em volume próximo aos 100 decibéis, causou desconforto e impediu que se pudesse conversar com alguém, sem concorrer com os "gritos eletrônicos". Por fim (e isso já é prática antiga), ao terminar o jogo, ao invés de deixar a festa da torcida dominar o som ambiente, entraram novamente os alto-falantes com o seu som despido de qualquer emoção.

Algo para os encarregados da comunicação do Grêmio pensarem.
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Leia, abaixo, o post do seu Algoz sobre práticas do tempo do Ariri.

3 de fevereiro de 2011

Ariri Pistola

O Mallorca é o lanterna do campeonato espanhol. É tipo assim, mal comparando, o Porto Alegre da famiglia mafio$a. Ou o Interzinho de Santa Maria. Agora imagina um reserva do reserva do Porto Alegre. Vocês iriam à rodoviária receber tamanho craque?

Pois não é que uns 300 otários foram ao aeroporto receber o reserva do reserva do Mallorca como se fosse o Messi? Pois não é que a imprensa gaúcha repercutiu este "reforço" como um extraordinário craque? Até elogiaram a roupa que ele usava na apresentação oficial. "Se atrasou porque estava escolhendo a roupa", eles disseram contentes.

Dois anos atrás a imprensa gaúcha saudou um grande reforço do timinho. Era um junior do Fluminense, "craque extraordinário" que, em ato de extrema ousadia e inteligência, o grande Bla-bla-lho havia tirado do time carioca. Este cracaço estava no banco e até entrou no final do GRE-nada de domingo. No banco do timinho b.

Agora trouxeram outro centro-avante maravilhoso. Começou no Grêmio, girou por 10 times e foi trazido do mesmo Fluminense em troca de um pedacinho do Edinho. Bah!

Claro que a chave do Imortal na Libertadores é a mais fácil de toda e o time carece de mais umas 10 contratações para ficar competitivo. E claro que a partida tosca, ganha com gol roubado (surpresa) do timinho hoje se deve ao pouco tempo de preparo. Porque, sim, o grupo é, vocês todos sabem, um queee grupo! E os dirigentes são de uma visão extraordinária. Eles contrataram 65 perebas com longos contratos, mas são exemplos de gestão empresarial. Sai Bla-bla-lho e entra Bob Esponja. Mas nada muda porque, como disse o isento Wianney, "são idealistas que resolveram fazer do timinho um grande clube".
O mais engraçado de tudo é que acreditam que somos bobos e não percebemos a "manha". Nem se dão conta que estes truques são do tempo do Ariri Pistola.

O Ariri Pistola, para quem não sabe, foi um desbravador do século XIX.

Um dia, quem sabe, eles verão o quão ridículos têm sido. E tudo isto ganhando R$ 1.500,00 por mês. Contando o bicho extra, é lógico.E aqueles que ganham bem. É claro.

O Congo não é aqui

Pela primeira vez na história do blog, os melhores momentos de um jogo têm homenageado. Os lances de hoje vão com uma deferência especial aos moranguinhos do aterro. Eles estavam inquietos desde cedo, numa tocaia mal feita, porque recendiam a nervosismo de secador.

Pois, então, aí vai, secadores, curtam o que vocês queriam que fosse um Mazembaço e aprendam: o Congo não é aqui.

Obs: Se o vídeo dos lances não abrir, veja, ao final, os gols da partida.
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Os lances


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os gols

2 de fevereiro de 2011

O primeiro passo


Há times que nasceram com perfil caseiro. Como as pessoas. Não tem aquele que nasce lá nos confins de Ajuricaba e nunca sai de lá? Com os clubes é igual. O Corinthians, por exemplo, com toda a força do dinheiro nunca ganhou uma Libertadores. Há muitos exemplos iguais. E têm aqueles times regionais que, por forças estranhas, até acabam ganhando algum campeonato vez que outra. Mas estes títulos, se olhados com lupa, são frutos exatamente de "coisas estranhas". Gols anulados, por exemplo.
Houve um tempo em que a Libertadores era ganha só por grandes times. Isto foi até ali pelo ano 2000. Neste século, o DMLU, o Once Caldas e até o timinho conseguiram o título.
Não importa nada disto. Mesmo desqualificada ela ainda tem sabor. Não o mesmo dos tempos da verdadeira Libertadores. Mas ainda é melhor do que, por exemplo, ser terceiro do Mundial PHIPHA.
O Grêmio, nasceu para ser grande. Nasceu para o mundo. Num estado pequeno de um país pobre, tem histórias de glórias para contar.
E hoje, tudo indica, começa mais uma caminhada para o topo da América. Haverá sofrimento e roubos pelo caminho. Não importa. Estamos acostumados com isto.
O primeiro passo foi dado. Agora é tudo com o Imortal!
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O jogo

Filme de terror

O primeiro tempo foi tudo o que se podia imaginar mas não se queria que acontecesse. Os primeiros 15 minutos de um esperado nervosismo. Até que André Lima errou um gol que nem o Jonas perderia.
Adilson, guerreiro como sempre e errando passes como nunca. Até que cansou Renato e foi substituído.
De bom apenas Lúcio e Bruno Colaço. Sem grandes brilhos mas jogando direitinho e acertando passes pelo menos. Que o festival de passes errado foi inesquecível.
A defesa vazando a cada cruzada para a área. O gol do Liverpool foi fortuito mas serviu para mostrar que o time contava com o apoio incondicional da torcida e não iria deixar se abater. O empate veio logo. E foi isto.

Um spaghetti western

Os primeiros 10 minutos pareciam o mesmo filme. Mas Fábio Rochemback fez grande jogada e deixou Vinicius na cara do gol. Neste momento o Liverpool recém havia tido um jogador expulso muito justamente. Arigatô, para sinalizar que ninguém é insubstituível mandou o torpedo: "Pacheco é f*!". A verdade é que Jonas não é insubstituível, mas fez e fará falta até aparecer o substituto correto.
Com o gol e um a mais os espaços começaram a aparecer e o Grêmio começou a errar gols. E alguns jogadores se sobressaíram. Gabriel e Viçosa, apagados no primeiro tempo, entraram em campo. Pacheco, que não fazia gol no Flamengo, fez dois ligeirinho, enquanto o podre penava contra o Nova Iguaçu. O Nova Iguaçu!

Claro que os mais pessimistas falarão dos erros e das falhas. Ambos aconteceram. Muitos dirão que tem que melhorar muito para chegar ao título. Eu concordo e diria o mesmo. Qualquer time sempre terá que melhorar. O que importa hoje é que os primeiros passos foram dados.
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Como jogaram

Victor: Sem culpa no gol.
Gabriel: Está longe de sua melhor forma, mas melhorou muito no segundo tempo.
Paulão: Os costumeiros balões e com falhas preocupantes na bola aérea. No segundo tempo se firmou.
Rafa Marques: Menos balões que Paulão mas também com falhas preocupantes na bola aérea no primeiro tempo.
Bruno Colaço: Está crescendo. Merece mais chances. O segundo melhor em campo.
Adilson: Mesmo um fã de carteirinha como eu do alemão raçudo tem que reconhecer que hoje ele foi muito mal.
Rochemback: Bem na marcação mas atrapalhado e errando passes no primeiro tempo. No segundo comandou a vitória. O melhor em campo na soma dos tempos.
Douglas: Voltou a ser o firuleiro irritante no primeiro tempo. Ativo e participativo no segundo.
Lúcio: Muito bem.
André Lima: Um gol feito e um perdido sem explicação. Mas muita luta. É um centro-avante com a cara do Imortal.
Junior Viçosa: Sumido no primeiro tempo. Muito participativo no segundo.
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Vinicius Pacheco (Adilson): Um flamenguista já veio reclamar que ele fez gol e o podre não. Muito bom. O terceiro melhor em campo.
Clementino (André Lima): Desta vez não foi o Clementino velho de guerra.
Lins (Junior Viçosa): Sem tempo.
Renato: Mexeu com coragem na hora que tinha que mexer.
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Trio Argentino: Como todos argentinos, sempre que podem sacanearam um brasileiro. Mas nada que pudesse ser reclamado com mais veemência.

Fique em casa hoje

A previsão é de tempo bom para a hora do jogo. Ontem, retribuindo a gentileza recebida em Montevideo e mostrando a classe tricolor, os dirigentes do Grêmio ofereceram um churrasco para os do Liverpool.
A gentileza acabou ali. A noite, com civilidade, sem arruaças, mas com a bravura e a paixão de sempre, vamos sufocar, atropelar, esmagar o time uruguaio no primeiro passo para o TRI da América.
O time ainda não vai jogar tudo que jogou no final de 2010. Rodolfo e Escudero ainda estarão fora. O atacante que substituirá Jonas não está escolhido e, talvez, ainda não esteja no elenco. O time uruguaio, certamente, armará uma retranca monumental e usará a enorme raça platina. Apostará no tempo e na possível irritação da torcida.
Por tudo isto, se você é Dentucete ou Jonete, fique em casa. Não vá ao jogo. Tranque-se no banheiro ou tome 3 comprimidos de Roypinol. Faça o que quiser, mas nem na frente da tv será permitido qualquer sinal de impaciência ou irritação com o time. Vaia então? Nem pensar!