31 de outubro de 2011

Conspiração divina

Quando os deuses resolvem se divertir, eles podem providenciar a ocorrência de "amazing things". Quando tramam uma vingança, também. Quem está acostumado com coisas divinas, sabe que uma década para eles não é nada e que eles, na verdade, se divertem produzindo belas vinganças.
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No dia 26 de outubro, eu recebi um mail. A mensagem era: Olá, eu sou escocês e escrevo sobre futebol. Estou no Brasil e planejo assistir Grêmio x Flamengo neste final de semana e preciso algumas dicas. Encontrei o seu blog e quero saber se você conhece alguns torcedores do Grêmio que não se importem de ter a minha companhia no jogo. Eu realmente gostaria de estar junto com torcedores locais. Qualquer ajuda é bem vinda. Muito obrigado.
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Por que diabos os deuses mandariam um jornalista escocês, amante do futebol, bater à minha porta às vésperas de um dos jogos mais significativos da história do clube?
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Enfim, desígnios divinos não se questionam, cumprem-se apenas. Providenciei para que Jamie McGregor, fundador e editor do site spanishfootball.info, e sua namorada Kasia pudessem assistir ao jogo deste domingo, inclusive com vestimentas adequadas.
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O Inferno

Da nossa vida, em meio da jornada,
achei-me numa selva tenebrosa,
tendo perdido a verdadeira estrada.

Era o dia mais esperado do ano. Sabia-se que o resultado não importava. Indispensável era a eterna marca sonora que seria estampada na memória do pilantra. Esta estava sendo gravada a cada segundo. Mas... Definitivamente, não precisavam os deuses emoldurar a tatuagem com uma derrota deprimente.
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O Purgatório

Aquele reino cantarei segundo,
onde pela alma a dita é merecida
de ir ao céu livre do pecado imundo.

Quase ao final do primeiro tempo, porém, começou a desvelar-se o roteiro divinal. Tudo que se passara era apenas o cenário montado pelos deuses para colocar o seu enredo em marcha. Não bastava vingar, era preciso antes alimentar a boca dentuça com farto mel, dar-lhe o gosto do enlevo. Fazer ele próprio, seu séquito e os demais oportunistas imaginarem as falas finais, treinar o discurso arrogante, irônico e podre que despejariam ao fim dos 90 minutos. Estariam entrincheirados numa vitória que, embora não apagasse os sons vindo das arquibancadas, serviria para mascarar os seus efeitos.

Coube a André Lima reduzir a vantagem pilantresca. O estádio, que já se fazia ruidoso, eclodiu. Emergiu dele revigorada a vontade de escrever, uma vez mais, uma história para ser contada. E acabou o primeiro tempo.
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Querendo, os deuses sabem ser muito zombeteiros. Encarregaram ao mesmo André Lima a "fala" de dar uma "caneta" em um jogador adversário e, de incomum longa distância, "tirar do goleiro". Um conjunto de obra como só os craques sabem fazer.

No reino mágico do futebol, há instantes em que o tempo para, o chão se faz ausente e o mundo flutua sustentado apenas pelo som da arquibancada. São nesses momentos que a alma se alimenta. O nosso banquete se iniciava.

Levitando ao compasso de "tricolor! tricolor! tricolor! tricolor! tricolor!", Jamie e Kasia registravam tudo: a avalanche, os gritos, a exaltação ao clube, os urros de "Vamos, Grêmio!" e também compartilhavam o festim.
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O Paraíso

À glória de quem tudo, aos seus acenos,
move, o mundo penetra e resplandece,
em umas partes mais em outras menos.

Coube a Douglas colocar a cereja no bolo e a Miralles encher de fel a boca dentuça. Deuses podem ser impiedosos quando saem para se divertir. A desconstrução da soberba foi uma página inesquecível. Uma obra muito melhor do que qualquer uma que se poderia encomendar.

Lá no alto, extasiados, Jamie e Kasia, exclamavam incontáveis "Amazing!" e "What a game!".

"Obra da imortalidade", expliquei a eles. E completei: "Agora vocês entendem porque o blog que trouxe vocês a este jogo se chama Imortal Tricolor."

Kasia e Jamie posam com torcedor.
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À noite, Jamie postou no Facebook: "Gremio 4 Flamengo 2....what a game! Gremio are definitely my Brazilian club..the avalanche is amazing...what a way to spend the last day in Brazil!"
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Que dia para nunca ser esquecido! Por nós e por ele$.
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Nota: os versos que ilustram este post são de "A divina comédia", de Dante Alighieri.

30 de outubro de 2011

Vitória da decência

Lances postados
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O jogo

As 13:15 minutos, como esperado, Zini Pires, com aquele jeitão de bicha velha afirmou ser a favor da proibição das faixas da torcida.
As 13:16 a gatinha da Débora Pradella defendeu a entrada das faixas.
As 13:18 um isento barato falou que o pilantra não estaria nem aí para as faixas.
Aos 13:21 Eduardo Cecconi falou o que os babacas não queriam ver: "a torcida não está fazendo isto para ele jogar mal. Está fazendo isto para mostrar que ele não é bem-vindo." Bingo.
As 14:44 dentuço pilantra chegou ao lugar onde começou a mandar a fome para longe de sua vida.
Aos 14:50 a gorda Miguelina comeu mais um pote de sorvete.
As 15:00 Arigatô saiu para o estádio levando um jornalista escocês com a namorada a tiracolo. Ele não resistiu ao apelo do jogo.
As 15:10 os milicos, impropriamente chamados de pé de porco, informaram que as faixas estavam liberadas.
As 15:22 saiu a escalação oficial do Grêmio: Victor, Mario Fernandes, Saimon, Rafa Marques, Julio Cesar, Gilberto Silva, Fernando, Douglas, Marquinhos, Escudero e André Lima. Estes participarão do jogo histórico de repúdio à pilantragem.
As 15:24 uma preocupação: o juiz é o morango Evandro Roman.
As 15:27 Grêmio greminho deu sua letra na rádio.
As 15:44 o podre vagabundo teve a primeira recepção ao seu nome ser anunciado nos alto-falantes.
O Grêmio, por conta da adrenalina entrou mais cedo em campo, logo seguido pelo Flamengo e pelo pilandra safado. Gritos de pilantra e tu é mercenário era só o que se ouvia.

O jogo propriamente dito começou parelho. Depois dos 10 minutos o Grêmio começou a jogar melhor. Mas aos 22 minutos Rafa Marques resvalou e o Flamengo fez 1 x 0. Logo depois uma jogada muito duvidosa na área do Flamengo sobre Mario Fernandes. A tv, para variar, não deu replay.
Aos 35 minutos mais um dos vários lances de azar deste ano: 2 x 0 pro Flamengo. Dizem que a sorte acompanha os bons. Neste caso, o azar é que acompanha quem não se prepara.
Outro lance duvidoso na área do Flamengo e não houve replay. Sinal de que foi penalti?
Aos 40 minutos André Lima deixa as coisas um pouco melhores.
Pressão no final do primeiro tempo parou nas mãos do goleiro do Flamengo e no Evandro Roman. Moranguinho confesso.

O segundo tempo começou igual ao primeiro tempo: estranhamente a torcida estava quieta.
Logo André Lima fez um golaço para incendiar o Olímpico.
Adilson entrou bem no lugar de Saimon que estava amarelado. Até os 22 minutos só dava Grêmio, embora sem muita efetividade.
Aos 28 minutos Mário Fernandes perdeu a bola do jogo. Aos 30 minutos Escudero perdeu um gol feito. Aos 32 Marquinhos, de atuação apagada, chutou para fora.
Aos 35 minutos, Douglas, o cachaceiro de maior talento no mundo fez o gol da virada.
Aos 36 minutos, o tosco podre deu um chute ridículo.
Aos 39 minutos Miralles confirmou minha previsão no twitter: 4 x 2 e um salseiro.

O resultado deste jogo, desde o início, era o que menos importava. Importava a mensagem de repúdio a todos os safados e sem-vergonhas do Brasil, personificados na figura deste dentuço pilantra, sem moral, sem caráter, verdadeiro psicopata.

De curioso uma constatação. Por ordem de alguém, a tv fechou o áudio da torcida para dar a impressão de silêncio no estádio. Por que seria?
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Como jogaram:

Torcida da Geral: mostrou ao pilantra safado que ele não merece respeito
Sociais e cadeiras: mostraram ao pilantra safado que ele não merece respeito.
Dona Miguelina: comeu 5 caixas de sorvete a porca.
Dentuço pilantra: mostrou que é um bosta amoral.

No time do Grêmio, Douglas foi o gigante. Es-pe-ta-cu-lar. André Lima mostrou que é muito mais que um cone quando adquire ritmo de jogo. Miralles deixou Juarez com um problema. A defesa foi muito bem. Adilson entrou belamente. Assim como Bruno Colaço. Marquinhos destoou um pouco, mas merece perdão.
Foi uma vitória de um time do homens. Não de vermes como bem demostrou ser o dentuço pilantra na saída de campo. Mostrou um despeito insuspeitado o verme vagabundo.
Dorme em paz patife. Se conseguires.
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Lances do jogo

Enquanto a hora não chega

Prólogo mais que necessário

Alguns jornalistas, especialmente os isentos baratos daqui e cronistas do Rio, desde a segunda-feira, por ignorância, desconhecimento, burrice ou por dinheiro mesmo, batem no mesmo mantra: torcida do Grêmio prepara manifestação contra R10 por que ele preferiu o Flamengo ao Grêmio.
Nada mais estúpido. Nada mais tendencioso, nada mais tão falso. Tão falso quanto o "personagem" do dia.
Muitos jogadores não querem jogar no Grêmio. Assim como centenas não querem jogar no Flamengo, ou no Corinthians ou em qualquer outro time. Assim como centenas sonham em jogar no Grêmio, ou no Flamengo, ou no Fortes e Livres de Muçum. Então, este não é o problema.
Sabemos que o uso do cachimbo entorta e boca. No caso do Brasil, a corrupção, os desmandos, a falta de ética e outros "malfeitos" acabaram por anestesiar a população. O jogo do vale tudo parece o mais certo. Tanto que vagabundos não se pejam de declarar em programas de grande audiência que não estão nem aí para a ética nos negócios. Para estes elementos, romper com a palavra, enganar aos outros, ser desleal é absolutamente correto e deve até ser incentivado.
Alguns poucos, inapropriadamente, comparam o dentuço pilantra com o Jonas. Nada mais falso.Jonas preferiu o Valência ao Grêmio. Por dinheiro e pelo sonho de jogar na Europa. E optou por isto dentro de contrato pré-estabelecido. Não rompeu com palavra nenhuma. Não foi desleal. Não feriu a ética.
Então, caros jornalistas pagos ou apenas imbecis aprendam. O jogo de hoje transcende o fato de um bagaceira qualquer "preferir" o Flamengo ao Grêmio. O jogo de hoje vai além do futebol e do resultado da partida. O jogo de hoje é um ato de repúdio. Repúdio a uma família que usufruiu o que pode de um clube e depois foi desleal com este clube. Não contente com isto, procurou o mesmo clube com gestos de amor e sinalizando a busca do reparo de um erro. Na verdade, usou este clube e esta torcida para encontrar outro clube otário para ganhar mais uns trocados em meio a bebedeiras e noitadas. O jogo de hoje é também um ato de repúdio ao cinismo e à falta de caráter que campeia pelo país. Cinismo e falta de caráter que este pilantra e sua famiglia representam à perfeição.
O resto é papel e tinta jogados fora com besteiras.
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Este post era o início do post do jogo. Por descuido foi ao ar. Mas cumpriu seu papel: explicar aos idiotas o que significa o jogo hoje. O resultado é o menos importante. O desprezo a um vigarista é o que deve ficar marcado.

29 de outubro de 2011

Vaias, por favor!

Queremos ganhar. Isto está fora de discussão. Salvo raríssimas e muito bem justificadas exceções, esta é a nossa regra.

É difícil saber o resultado do jogo deste domingo e impossível saber se o foca vai fazer algum malabarismo bem sucedido no jogo (que certamente será enaltecido ad nauseam pelos isentos de plantão, como uma "vitória" disso sobre aquilo). Algo, porém, é certíssimo: amanhã, no Velho Casarão, a torcida do Grêmio irá demonstrar todo o menospreço (sim, com ç é correto e é o sentimento exato) que nutre pelos moreira$.

Pouco importa o que acontecer no jogo, quem saia vencedor ou como. O relevante é que o mais novo dos moreira$, bem como o seu guia e mentor irão sentir o gosto do desamor de uma forma tão intensa, que jamais esquecerão. Por mais que eles digam ou digam por eles o contrário, afirmo: eles jamais conseguirão apagar das suas mentes o dia 30 de outubro de 2011.

Vaias, vaias e mais vaias. Xingamentos, vaias e mais vaias. É isso que os espera. É isso que entrará em seus ouvidos, perfurará seus tímpanos e irá marcar suas lembranças como uma tatuagem a ser carregada pelo resto das suas vidas. Por mais apego que tenham ao dinheiro, por mais que digam se lixar para o que pensa a torcida do Grêmio, o eco das vaias recebidas no local onde poderia ser ídolo respeitado reverberará em suas memórias, sim. Eles carregarão o som de um estádio inteiro a assombrar seus dias e suas noites eternamente. Adeus, moreira$! Porto Alegre não é a cidade de vocês. Aqui, vocês são lixo e um tipo de lixo que sequer pode ser reciclado.
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Mas, atenção!

Nada de violência. Nenhum ato que possa prejudicar o Grêmio ou colocar em risco a saúde ou a vida de alguém. Eles, os moreira$, já estragaram as próprias vidas, não valem estragar a vida de mais alguém.
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Agora, aplausos, por favor!

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28 de outubro de 2011

Cansaço e Abuso de poder

A minha razão para querer rebentar o dentuço pilantra é só uma: cansaço. Cansaço de viver em um país onde o vigarista, o ladrão, o corrupto, o malandro, o 'experto", o falcatrua, o sem-vergonha sempre sai ganhando. Cansaço de abrir jornal, ligar tv e só encontrar notícias de "malfeitos", para usar uma palavra da moda. Nojo de conviver todos os dias com isto. Preocupação por ter que criar filho neste ambiente infecto. Raiva pela impotência diante da desfaçatez e do cinismo.
É só isto que me faz querer aquele bagaceira sofrendo. Fui um dos que não queria o retorno dele. Sou um dos que quero que pague pela falta de caráter e pela safadeza.
Este bagaceira e sua família, não menos desaquinhoada de caráter e de ética, são exemplos do porquê se vive em um país onde não se pode ter esperança de um futuro melhor e mais decente par filhos e netos.
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Estava terminando o post quando do nada apareceu um exemplo do que eu falei acima. Pois a notícia da hora é que a Brigada Militar vai impedir a entrada de faixas de protesto no jogo. A alegação de que isto fere o código do torcedor é calhorda. É cretina. É patife. Desde quando a livre manifestação de expressão é proibida no Brasil?
Por que estes agentes da lei não vão cuidar dos assaltantes nas ruas para garantir a segurança da população? Mas será que os gloriosos brigadianos, tão impropriamente chamados de pé de porco por grande parte da população, não tem nada mais importante para fazer?

E depois não é para sentir cansaço e nojo. Viva o Brasil! Viva os governos do Brasil! Viva as instituições do Brasil!
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Leia no post abaixo sobre a importante eleição de amanhã no Grêmio.

Sábado, dia de votar

Amanhã é dia do associado ir ao Olímpico referendar ou não as mudanças no Estatuto do Grêmio.

A votação será com cédula de papel (as urnas do TRE não são próprias para este tipo de sufrágio). Todos os associados maiores de 16 anos, pertencentes ao quadro social há mais de 2 anos, ininterruptamente, e em situação regular com o Grêmio nos últimos 12 meses estão aptos a votar. A consulta será feita das 9 às 15 horas. O associado votará SIM ou NÃO para cada uma das mudanças propostas.

O que será votado:
  • Redução de 30% para 20% do percentual mínimo de votos necessários, na Assembléia Geral, para eleição proporcional de uma chapa para o Conselho Deliberativo do Grêmio;
  • Redução de 30% para 20% do percentual mínimo de votos necessários no Conselho Deliberativo para aprovação prévia de uma chapa para concorrer ao Conselho de Administração do Grêmio;
  • Substituição, em reuniões do Conselho Deliberativo , de membros titulares ausentes por suplentes presentes, a estes conferindo, na hipótese, direito a voto;
  • Inclusão do denominado requisito “Ficha Limpa” para eleições aos Conselhos de Administração e Deliberativo do Grêmio;
  • Obrigatoriedade de nomeação das Comissões Permanentes do Conselho Deliberativo.
Por se tratarem de reivindicações antigas da maioria dos associados, o blog recomenda: quem puder, compareça e vote a favor das alterações.

27 de outubro de 2011

A corrida do século

Já compraste a tua?

Eu juro. Juro que minha alma anarquista pagaria para ver a seguinte cena: 40 minutos do segundo tempo, 5 x 0 para o Grêmio e alguém abre o portão que dá acesso ao campo. Por ele entra a Geral inteira. Dentuço Pilantra e famiglia, largam as moedas que estão catando a saem em desabalada carreira, só parando ao cruzar a ponte do Mampituba.
Este seria o cenário dos sonhos de muita gente.
Mas nem sempre, ou quase nunca, a vida anda como nos sonhos. Isto não vai acontecer. E não acontecendo, certamente haverá frustração de muitos.
E o perigo decorrente da frustração é talvez o maior dos perigos.
Por tudo isto, o jogo de domingo é um jogo de altíssimo risco para a instituição Grêmio. Qualquer deslize e já se sabe o desfecho. Hienas aproveitarão para gritar e espernear. Isentos baratos farão inevitáveis matérias com gráficos e entrevistas infindáveis para mostrar o quanto inseguro é o Olímpico e selvagem a torcida do Imortal. Penas mais do que rigorosas serão proferidas.
Neste contexto cabe e muito a preocupação da direção, da maioria dos torcedores e até dos jogadores. Nenhuma violência que não a da bola bem jogada, do chute certeiro no ângulo e, quem sabe, de um leve raspão na canela de um certo canalha, deverá ocorrer. Pelo bem do Grêmio.
Tu aí, e tu, e tu também, que irão ao estádio, cuidem do vizinho ao lado para que ele não faça besteira.

Mas que seria divertido ... Ah seria.
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Fala-se que a Brigada poderá impedir a entrada de faixas. Era só o que faltava. Quem sabe algum advogado gremista já entra com um habeas corpus coletivo preventivo em relação a isto. Afinal, proibir manifestações pacíficas e civilizadas não está previsto na constituição brasileira.

26 de outubro de 2011

Ataques de nervos

Os sintomas são claros. Cada um mostrando nuances do próprio caráter.
Na segunda-feira, Guerrinha, tradicionalmente equilibrado, desatou os nervos no Sala, entrando em franco conflito com Lauro Quadros. A "gota d'água" foi a possibilidade de vinda do atacante Kleber para o Grêmio. A pressão é grande, porque o mico cresce e a água sobe.
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WC, cujo fato mais recente foi referido no post abaixo, após sugerir que a presidente Dilma chantageasse a AG, chuta a ética, a lógica e manda até a mais tênue dissimulação para os infernos. Ele entrou de corpo e alma no "vale tudo pela Copa". Anotem: crescerá o movimento para tentar salvar o "Miconic" do naufrágio com o nosso dinheiro.
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De outra parte, quem lê o blog tem recebido algumas informações de cocheira. Outro dia, postamos nos comentários (para não apavorar ainda mais os gansos) que as divergências na "parceria" eram muito grandes. Aliás, há tempo vimos dizendo que o contrato sofre grande perigo de morte. Hoje, a imprensa ficou sabendo. Vejam, na imagem abaixo, o que saiu na contracapa do Correio do Povo.

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Não que eu queira apavorar alguém, mas a OAS e a AG não são parceiras em alguma construção de estádio para a Copa? Empreiteira não sacaneia empreiteira, certo?
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Enquanto isso

Lembram do Lautaro Magliotti, o menino argentino que é grande promessa (procurem no Google)? Esteve no Grêmio em 2007, e sua vinda foi noticiada no blog, antes da "grande imprensa" saber (veja postagem aqui). Sua permanência foi adiada em função da idade. Também enfrentou uma lesão no ano passado. Agora, ele volta para ficar. Aguardem notícias na imprensa. Um dia eles ficam sabendo e publicam.

25 de outubro de 2011

A naja (gorda) desnuda

Wianey Carlet, o impoluto jornalista (sic) da RBS disse o que é no Sala de Redação de hoje:
Não existe ética nos negócios. A$$i$ agiu certo na negociação com o Grêmio. Eu também, se fechar negócio com alguém e, logo depois, aparecer outro oferecendo um pouco mais, rompo com a palavra e fecho com a maior oferta.
Alguém aí precisa de mais provas ou chega?

24 de outubro de 2011

Assassinatos em série




A Culpa é do Grêmio II
















Volta o Felipe com a parte final.

Escombros e Demolição

Este tema, atualmente, deixa os morangos ainda mais amargos. Por isto, devemos confessar que nos apraz.
Não causam contentamento, entretanto, os prejuízos sofridos pelo interesse público. As estimativas são elásticas. Fala-se que a perda da Copa das Confederações privaria diferentes setores da economia do RS em valores que variariam dos 30 milhões a um quarto de bilhão. Também elásticas foram as perdas morais. O vexame de ver o RS preterido por estados de futebol incipiente, a atribuição de papel marginal, com a recepção de jogos que serão quase invisíveis. E, ainda, a ameaça nada impalpável de ver o Sul, simplesmente, banido da Copa do Mundo, na muito possível má e sintomática companhia do projeto paranaense dos petralhas.
Lembro, então, que este é um texto “post mortem”. Geralmente, quando é assim, olhamos só para o resultado, o escombro, mas é tão ou mais relevante reter o que ficou no caminho, a grande obra – inacabada – de demolição – e de auto-destruição - deixada por esta deprimente saga do SCI. Eles mataram a CC, mas o que morreu no caminho, para muitos, foi o “espetacularizado” mundo róseo, de falsidade limpidamente pura.
Este é o mundo em que toda mentira é verdade. Foi ele que o SCI não conseguiu suportar. Aí, a verdade, sempre relativa, sempre imperfeita, sempre uma versão, reapareceu como contraditório, mostrando que ainda existe.


A Ilusão do Protagonismo...e o Recalque do Falso Pobre

A promoção do dantesco e indecente espetáculo promovido pelo SCI, com o concurso de autoridades e isentos de sempre, suscitou em muita gente a lembrança do enlace histórico entre o falso e autodenominado “time do povo” e o poder de Estado. Alguns, com conhecimento de causa, baseados nisto, chegam a afirmar que o fracassado projeto de reforma própria “para sempre” do Beira Rio era só um pretexto para, ao longo do tempo, efetivá-lo com dinheiro público. E não é hipótese da qual se deva duvidar.
Não há aqui espaço, óbvio, para recuperar em extensão e detalhe a história do SCI. Fiquemos, por hora, só em fatos relevantes. Ironicamente, lembro que os Eucaliptos, que viraram capital micado do atual desmanche, foi, durante muito tempo, um estádio de “aluguel”.
O próprio site oficial do coirmão, ademais, é suficientemente revelador. Conta ele:

“Exatamente no ano em que estava terminando uma longa hegemonia do Inter no futebol gaúcho, 1956, começou a história da construção de um grande estádio, o Beira-Rio. No dia 12 de setembro de 1956, o vereador Ephraim Pinheiro Cabral, um homem do futebol, que por várias vezes presidiu o Inter, apresentou na Câmara de Porto Alegre o projeto de doação de uma área que seria aterrada no rio Guaíba. Na verdade o Inter estava ganhando era um terreno dentro da água. Só em 1959 o clube fincava as primeiras estacas do Beira-Rio”.
E mais:
“Na década de 60, uma época difícil para o Inter no futebol, o Beira-Rio, ironicamente chamado de Bóia Cativa parecia que jamais seria concluído. Cansados das derrotas do time nos Eucaliptos, ali pertinho, os torcedores saiam para ver as obras do novo estádio. A gente torcia por pedreiros, lembram os colorados daquele tempo.¨
Portanto, o encontro dos morangos com a realidade e a própria história não é alentador, ainda mais quando se trata de estádio. Da última vez que fizeram um, com a ajuda oficial, levaram a bagatela de dez anos. Pior quando essa história se prenuncia tragicamente como desenho de futuro. Longos treze anos de derrota antes do BR! E se não tivessem o apoio do poder público, ainda existiriam?

Talvez, como rival direto do Zequinha. Só que a sua inscrição na história, embora como falso protagonista, ainda seria garantida pelo paternalismo populista. É isto que nos lembra em detalhe o leitor Guilherme, em comentário feito no blog do Juca Kfouri, em 05/10/2012: entre 1956 e 2004, por atos sucessivos de concessão dos prefeitos Brizola, Célio Marques Fernandes, Thompson Flores e João Verle , o SCI incorporou, por generosas concessões feitas com o nosso dinheiro, inclusive de gremistas, mais de 30 hectares numa das mais valorizadas áreas da cidade, onde o clube movimenta toda sua série de negócios. Calma: o BR não é de aluguel!!! Estas posses, salvo engano, não são mais públicas. As mesmas autoridades que concederam, também tomaram as devidas providências para fazer deste patrimônio público, patrimônio privado do SCI. E, agora, natural que queiram uma ajudinha da viúva para as reformas de praxe!!!

E qual a razão do SCI ser beneficiário da mais grave das práticas viciadas da formação social e da política brasileira, a apropriação privada dos recursos públicos? O argumento populista que o “time do povo” deveria ser protegido, inclusive subsidiado, para que pudesse fazer frente ao time das “elites brancas”. E se não fosse assim, que deles restaria hoje?

De qualquer modo, assim como o argumento a favor do privilégio econômico se mostrou amplamente falso, do mesmo modo aconteceu com esta maledicência sobre os gremistas, já sobejamente desmentida em todos os levantamentos sobre perfis de torcidas do RS.


Os Mortos...Réquiem Para Eles!

Depois da entrada em – e fora de – campo das autoridades do Município, do Estado e da Federação, além da indefectível imprensa isenta, movidas, consciente ou inconscientemente, por aquele princípio reprovável de proteção e compensação, a lista de falecidos não parou mais de contar suas baixas:

  • Morreu a ficção encarnada de que o “time do povo” era “novo rico”. Desnudou-se a mentira segundo a qual o Inter é mantido por seus sócios. Tal como a sua história foi embalada pelo cabresto, ao fracassar no seu projeto próprio de receber a Copa, o SCI mostrou o que é: um generoso condomínio de empresários interessados em criar e vender jogadores para o resto do mundo, embalado pelo marketing do pseudo-jornalismo pago, recolhendo as migalhas desta intermediação na nova divisão internacional do trabalho do futebol, na qual os clubes brasileiros são só dependentes e coadjuvantes;
  • Morreu o invejado elitismo do colorado travestido de pobre, que repetidamente defendeu – veja-se só! – a Copa no “seu” estádio, de doação pública, porque este se localiza numa “área nobre”. Este caso é ainda mais grave, porque, na verdade, quem morreu, assassinada pela aliança direção/poder público/empreiteira/imprensa isenta, foi a própria torcida. E não vai qualquer ofensa às pessoas torcedoras. A maior das ficções destruídas foi a da própria personalidade de uma torcida, transformada por aqueles em nada, entidade ausente, destinada somente a aceitar, sem opor qualquer resistência, o acordo desenhado por este grande esquema. Nesta saga, a torcida rósea simplesmente não existe. De segundinos, foram rebaixados à mudez e invisibilidade;
  • Morreram a atitude “republicana” do Tarso, a recusa ao “malfeito” da Dilma e, muito provavelmente, a candidatura da Manuela e, quem sabe, a do Fortunati, junto com o exclusivo e inamovível “plano A”;
  • Para a maioria que acompanha este Blog, a imprensa esportiva gaúcha já estava morta e devidamente enterrada. Foi incrível verificar, entretanto, nos últimos meses, o quanto a consciência de muitos conseguiu perceber que os privilégios e as proteções concedidas ao SCI, em seu comportamento irresponsável, não era por pura ruindade, mas por alinhamento, em razão de estreitos objetivos materiais. Incrível notar como, enquanto os isentos inventavam histórias mirabolantes e risíveis para descartar o “plano B” e promover o Remendão em cada um dos seus 17 (!) comunicados sobre a – inexistente – reforma, as redes de informação gremistas eram capazes de gerar e mobilizar informação digna, transformando a desinformação pára-oficial das redações em completo engodo de um mundo espetacular e paralelo;
  • E morreu a nossa própria noção habitual de tempo. O grande autor desta re-engenharia da existência foi o presidente Luigi. “Semana que vem” tornou-se medida insondável. Agora, a promessa é que tudo será acertado até o “final do ano”. Então, já não saberemos mais, também, quanto dura um ano. E por ficarmos esperando, perdemos a oportunidade de fazer duas Copas quase sem custos, da forma mais virtuosa, como mandava o manual de ética das Copas. A palavra virou letra-morta, perdendo-se a possibilidade de se fazer, na Arena, os eventos a custo público quase zero e em condições ótimas de recepção, uma vez que o simples investimento nas suas obras do entorno, além de viabilizar os eventos, redundaria em equivalente ou maior retorno na forma de impostos, empregos e investimentos. E quem acreditou no tempo do Luigi e no coro de contentes que usa o SCI para seus fins também privados, resolveu matar a própria inteligência. E há, ainda, quem continue se suicidando mentalmente.

22 de outubro de 2011

Empate a la Roth

América-MG 2 x 2 Grêmio
Lances do jogo ao final do post
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Um primeiro tempo pífio

O ponteiro ainda não havia dado duas voltas completas quando Escudero errou um gol imperdível. O time jogava no campo do América, até que houve uma falta aos 11 minutos. Uma bola chutada da intermediária, à meia altura, não pode chegar ao gol. Algum defensor tem que que interceptar. Não foi o que aconteceu. Os defensores e os atacantes fizeram apenas o papel de atrapalhar o goleiro tricolor, cobrindo-lhe a visão. A bola resvalou no gramado molhado e entrou.

Após o gol, uma defesa para cada goleiro resumem o marasmo do jogo. Aos 32 minutos, o América ficou com um jogador a menos. Aos 34, Marquinhos serviu André Lima que empatou o jogo. Aos 35, Éverton Luiz jurou André Lima. Na sequência, o América colocou uma bola no nosso travessão. Até o final, Douglas e Marquinhos revesaram-se nas faltas: ora balões inconsequentes, ora batidas tatus. Aos 45, André Lima errou um gol que nem a Angelina Jolie, de salto alto e vestido justo erraria.
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Um pífio segundo tempo

Aos 7 minutos, Júlio César cruzou bola da linha de fundo. A zaga falhou, André Lima dominou como a Angelina Jolie dominaria uma bola de futebol usando saltos altos, mas equilibrou-se e mandou no canto. Era o nosso segundo gol. Douglas, de atuação apagada no primeiro tempo, começou a destacar-se por desperdiçar bons ataques. Aos 18, Victor fez boa defesa. Aos 27, o time todo dormiu. Um adversário passou por quase todo mundo e chutou. Edcarlos bloqueou o chute de dentro da área. Aos 30, Clementino deu um chapéu no adversário, invadiu a área, e de canhota, ... deu um chapéu no estádio. Aos 34, chute forte de falta. Victor espalmou para o meio. No salseiro, a zaga bloqueou chute na boca da pequena área. Aos 43, nenhuma novidade: tomamos mais um gol de cabeça. Aos 46, nossa última chance. Falta no risco da área. Rochemback chutou...
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Goleiro sem visão de Raio-X = culpado

A imagem abaixo mostra o momento exato no qual a bola se encaminha em direção ao gol de Victor. Havia 2 defensores do Grêmio e um atacante do América (impedido?) encobrindo a trajetória da esfera. Ela já passara por outros 2 que estavam na "barreira" (muito mal feita, diga-se, protegendo para a bola não sair pela linha de fundo).

Ora, uma bola à meia-altura não pode atravessar a área em uma falta. Tem que aparecer um cristão que seja para interceptá-la. Nada. A bola surge à frente de Victor, toca no piso molhado e entra. Falha do goleiro? Há quem ache que foi. Será que o condicionamento está fazendo efeito até em quem não deveria?


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Como jogaram

Victor: Boas defesas. Uma rebatida estranha. Sem culpa no gol.
Mário Fernandes: Não apoiou, o que significa que deixou de fazer o que melhor sabe.
Gilberto Silva: Tranquilo na zaga. Tranquilo quando foi para o meio de campo.
Rafael Marques: É fácil cabecear na nossa área.
Júlio César: Fraco no primeiro tempo. Um pouco melhor no segundo.
Fernando: Seguro, como sempre. Saiu por ter cartão.
Fábio Rochemback: Discreto. Alguns chutes descalibrados.
Douglas: Sem inspiração. Matou os nossos melhores contra ataques.
Marquinhos: Apagado.
Escudero: Esforçado, mas bem marcado.
André Lima: Dois gols. Foi centroavante.
.....
Edcarlos (Fernando): Como é fácil cabecear na nossa área.
Clementino (Douglas): Sem comentários.
Adilson (Marquinhos): Entrou pelo DNA.
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Juarez: O time ganhava de um adversário com 10 jogadores. Mas o DNA comanda. "Reforçou" a defesa e chamou o empate.
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Arbitragem de Nelson Nogueira Dias (PE), com Jossemar Moutinho (PE) e Clovis da Silva (PE): Nada a registrar a não ser um possível impedimento no primeiro gol do América.
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Leia, abaixo, como seu Algoz viu este mesmo jogo.
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Lances do jogo

Em ritmo de férias imerecidas

Hoje, excepcionalmente, e por conta de um desencontro, tem comentário meu e do Arigatô.
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Está chato falar disto quase todos os jogos, mas o que dá para fazer? Até os 10 minutos o jogo estava morno e aparentemente fácil, embora o ataque não construísse nada, afora um gol feito perdido pelo Escudero. Aí, aí, mas aí o Victor resolveu tomar o costumeiro peru. Uma falta cobrada de cerca de 30 metros, no meio do gol e ... glu-glu-glu. De novo.
Então o América começou a bater e o juiz a inventar impedimentos.
O Grêmio não criava nada até que aos 30 minutos uma trama de ataque resultou numa bomba de Douglas espalmada pelo goleiro do América. Muito pouco para quem jogava contra o lanterna do campeonato. Logo depois o juiz resolveu expulsar um cavalão do América e logo depois André Lima dividiu com o goleiro e empatou.
Aos 46 minutos André Lima errou um gol que só ele perde.
O primeiro tempo terminou assim assim. Um jogo fácil mas com cara daqueles que podem se tornar difíceis pela displicência.

O segundo tempo começou com o Grêmio em cima e aos 6 minutos André Lima fez um gol de centro-avante. Depois repetiu o gesto do primeiro e foi na câmera da TV desabafar contra seus críticos. Como se não as estivesse merecendo depois da volta da lesão. 
Juarez reeditou a dupla Rafa Marques e Edcarlos e começou um filme de terror. Enquanto Douglas cansava a paciência de todos fazendo firulas na frente ao invés de jogar coletivamente, a cada ataque do timeco do América a torcida tinha calafrios com as trapalhadas da dupla.
Juarez tirou Douglas depois da quinta ou sexta jogada displicente. E colocou o Clementino. Que logo deu um chute ridículo de dentro da área.
O América, com um a menos, continuou a causar sustos enquanto o Grêmio caia vertiginosamente de produção. Depois dos 20 minutos levou um arrodião do lanterna do campeonato que jogava com 10. Impressionante como o time não consegue se impor contra times mais fracos.
Aos 42 minutos o castigo. Tanto fez para não ganhar que conseguiu. Mais dois pontos jogados na lixeira. E Juarez, que chamou o América para o nosso campo, teve o que queria.

Enquanto o Grêmio empatava, o Botafogo sofria com o rebaixado Avai e o Fluminense perdia em casa contra o quase rebaixado Atlético Mineiro. Sem pensar muito, lembro que perdemos pontos no Olímpico para este mesmo América (2), Avai (2), Atlético MG (2) e Figueirense (3). Nove pontos que nos colocariam na turma que está se esforçando para perder o campeonato mais fácil de todos os tempos.

O pior de tudo? Juarez vai ser o técnico no próximo ano.

21 de outubro de 2011

A sogra e a Viúva




A culpa é do Grêmio - Parte I

Segue a primeira parte do post prometido do Felipe.










Prólogo Para Antecipadas Desculpas

O seu Algoz, talvez percebendo meu transtorno obsessivo compulsivo, nos últimos meses, pelo imbróglio que acabou por opor a Arena gremista ao eterno projeto Remendo Para Sempre como sedes em disputa para a Copa do Mundo e, antes, para a finada Copa das Confederações, solicitou que eu preparasse um texto “post mortem”. E, para o bem ou para o mal, muita gente e muita coisa morreu. Inclusive, de morte súbita, feneceu o primeiro texto que havia praticamente preparado, por assim dizer, por “encomenda” para este honorável Blog, diferentemente das contribuições anteriores, surgidas no melhor estilo “tempestade de idéias”. Só que ele não resistiu ao turbilhão de informações das últimas horas. E, diz o ditado, nada mais velho que uma notícia de ontem. Não era uma obra prima, mas se reportava a um cenário de probabilidades diferentes e estava acompanhado de referências e ilustrações que julgava importante inserir. Como, só para variar, já estava bastante laudatório, vi-me na obrigação de refazê-lo em pouquíssimo tempo, recortá-lo e – acreditem – resumi-lo. E todos sabem que um texto remendado e encolhido, ainda mais feito às pressas, não é como um texto bem construído e atual como um estádio padrão UEFA elite. De qualquer modo, termos de compromisso assumidos são dívidas e devem ser pagas, mesmo que seja só um segundo antes de virar abóbora.

A Culpa é do Grêmio!

Coloquemos na boca dos amargos e isentos de uma vez e assumamos. A culpa da perda da Copa das Confederações foi do Grêmio.

Vou explicar. O fato novo que redirecionou a percepção sobre o assunto não foi a aparente surpresa de passar-se a considerar a Arena como “plano B” para a Copa, o que desde já a converte, em que pese o desesperado e ilimitado furor amargo, em “plano A” ou exclusivo. O que nos seduz, agora, a tripudiar: “se a Copa não for na Arena, então não será em Porto Alegre”. A surpresa se estabeleceu pela rapidez com que essa verdade foi admitida por quem tinha a devida autoridade para tanto e mesmo por parte de alguns dos porta-vozes semi-oficiais e representantes oficiais do povo do RS que se uniram em conserto de dimensão inédita para favorecer o interesse privado moribundo de um clube e sabotar, com todos os instrumentos à mão e outros engendrados, o que lhe é adversário. E, aí, a primeira e saborosa grande mentira desfeita: as sedes podem ser mudadas, sim. Jornaleiros que falavam por esta obscura, distante e despersonalizada entidade chamada FIFA cometiam um estelionato informativo, um autêntico crime de falsidade ideológica.

Dou exemplos ilustrativos e máximos. Ainda anteontem, o insuperável WC – desculpe por sujar o texto – chamava os torcedores gremistas de neófitos, parvos, imbecis, por sustentarem que a FIFA poderia e deveria lançar mão da Arena, para salvar a Copa das Confederações - CF. Na manhã de ontem, o isento da RBS enviado para cobertura da divulgação das sedes do mundial, Sérgio Boaz, intervinha para assegurar, depois de entrevistar representante do COL, que este não havia jamais cogitado a Arena nas Copas. Só que – observe-se o nível de delinqüência! – escondia o mais importante, argumento sempre repisado pelos gremistas, e que simplesmente desmentia a informação propositadamente truncada: o COL só não poderia aceitar a indicação da Arena porque o Comitê municipal da Copa, leia-se João Bosco Vaz – e nosso prefeito conselheiro gremista -, nunca fizera esta indicação. Por labor e irresponsabilidade deste, em especial, a serviço do SCI, a cidade e o estado arcaram com o prejuízo da perda da CF. E, notem só, ainda no dia de ontem, a AG, isto mesmo, a AG, singular parceira do SCI, divulgava mensagem em que, ao mesmo tempo que negava a proximidade de um acordo com o Inter, dizia, para quem quisesse ler, que a escolha da CF e da CM era uma deliberação do COL e não, diretamente, da FIFA, como nossos isentos, com rósea generosidade, sustentaram por meses. Alguém precisa de sinal mais explícito da intenção da AG de se livrar do mico?

Tudo isto, entretanto, não era imprevisível, nem improvável, embora fosse intempestivo. Esperava-se mais algumas semanas de patética enrolação no circo SCI. Cheguei a comentar com o seu Algoz que ambos os lados desta parceria natimorta estavam procurando desculpas para sair. Isto pode não ser ainda, inclusive, uma visão predominante na direção colorada, mas a divisão suscitada é muito maior do que o silêncio deliberado das redações esconde.

Então, está na hora dos isentos e amargos proferirem discurso mais conveniente. Quem sabe, passam a divulgar que o Odone articulou com o Ricardo Teixeira o banimento do RS da Copa das Confederações, para fragilizar o SCI e pavimentar o caminho da Copa do Mundo na Arena. Não sei, ainda, como o WC não esposou esta tese, já que atribuiu o desastre ao brilhante neologismo da “grenalização”. Tese difícil de entender, já que a FIFA simplesmente desconhecia o Grêmio e a Arena – mas lógica é o que não se deve esperar. E assim ele não falará a verdade, como é de costume, mas a tangenciará. O mutismo gremista, depois do Antonini chegar a afirmar que a Copa do Mundo seria na Arena, era mais que significativo. A visita próxima de um representante da FIFA à Arena, também, não será a passeio. Na minha percepção, a admissão da Arena nas Copas era iminente, diante do descumprimento reiterado de exigências e da perda de prazos por parte do Inter. Só não foi antes consumado pela pressão que este exerceu, com incrível alinhamento dos mandatários das três esferas de governo à segunda força do futebol do RS, com direito à invulgar pantomima patrocinada pelo ilibado ministro dos esportes e o grande poeta calado Pelé – conta-se, aliás, que o circo Vostok, depois desta apresentação, decidiu encerrar atividades por concorrência desleal e resolveu o crítico problema da cobertura do remendão, doando a lona. O Inter foi, neste caso, instrumento de uma disputa de maior monta. A explicação mais banal é que o RT está retaliando a Dilma, por conta da Lei Geral da Copa. O contrário é o mais pertinente: o Inter ainda não foi excluído e a Arena está constando somente como “ameaça”, porque as relações entre ambos já azedaram faz tempo, com a Dilma afastando-se daquele - cuja batata também está assando bem quente-, criando inclusive um “staff” próprio de comando da Copa. O RT busca, sim, é a reaproximação com esta. Se, aliás, a salvação do projeto do Remendão estiver neste preço, o especulado acordo do Odone com o RT virará letra morta e, muito certamente, os róseos serão, novamente, salvos pelo nosso suado dinheiro público.

A Sogra e a Viúva

A situação do SCI é terminal. Só o milagroso dinheiro público salva.

Já correndo o risco de ser repetitivo, sem o concurso visível ou invisível da poupança pública, o Remendão é inviável.

A AG já tem certeza do péssimo negócio, mesmo tornando-se principal detentora do futuro e provável pior ex-estádio da Copa, por pelo menos vinte anos. Mesmo deixando um monte de coisas por fazer, inclusive as arquibancadas superiores e talvez a própria cobertura – que lixo! -, o negócio, na ponta do lápis, é insolvível. Por isto, não há investidores. O problema não está só no fato de que o tempo se tornou exíguo para obra prevista em 24 meses, conforme o plano aprovado pelo SCI na “licitação” fajuta ganha pela AG; não está só nas fundações problemáticas, nos banheiros irreformáveis, nas cascatas naturais formadas nos vãos das arquibancadas, na necessidade de rebaixamento do aqüífero gramado, na sobrecarga de custos em razão da imposição de um ritmo ininterrupto de reformas.

Mesmo com toda a inacreditável alienação de patrimônio e contratação da extrema penúria financeira futura, somada à situação presente de crescente e impagável déficit no futebol e à iminente perda de espaço próprio para jogos – vejam a situação dos times de MG! -, não haveria retorno suficiente para bancar a conta. E lembro sempre, para assumida felicidade gremista: à AG caberia toda renda de camarotes, área comercial, área de novo estacionamento, cadeiras vips, naming rights, pouring rights, sector rights, renda de shows (!), além da ocupação de 20 por cento da área física do estádio. Ou seja, tudo que poderia, hoje em dia, agregar renda num estádio de futebol. Ficarão, somente, com menos de 50 mil lugares de um remendo, só para jogos, e a exploração do velho estacionamento. Tudo isto, por irrisórios 5 jogos secundários da Copa. E, ainda, concorrendo com a Arena, cujo conceito de exploração de tais itens é incomparavelmente mais atual e atrativo. Quando penso que há chance de evitarem a burrice de assinar um acordo como este, chego a lamentar!

Não fossem esses impedimentos o bastante, maior problema consistiria no modelo de parceria. Além de já ser, hoje, às pupilas róseas, uma parceira madrasta, a AG se tornaria uma feroz concorrente dentro do próprio ninho familiar, seguindo-se a regra de explorações exclusivas. E não se tratam somente das ressalvas de patrimônio que visam resguardá-la de possíveis cobranças por prejuízos no futebol, que se tornarão, aliás, prováveis. Qual torcedor colorado comprará – já encalacrado na CVC! – um camarote ou cadeira vip, sabendo que todo lucro será da AG? Qual destes torcedores ficará satisfeito ao saber que o desvirtuamento publicitário de sua cancha de jogo não resultará em nenhum tostão para o futebol ainda mais sofrível que verão praticar, por mais de vinte anos? Que paladar terá um sanduíche de mortadela cuja receita, durante décadas, nunca mais entrará na contabilidade moranga?

Crises insanáveis, litígios jurídicos mútuos, esvaziamento de público é o futuro que se lhes avizinha. Claro, junto com o suicídio anunciado. A AG seria, então, aquela sogra malvada – não, não é uma redundância, há sogras afáveis. Aquela sogra que foi (re)admitida em casa, por falência econômica conjugal, para salvar o orçamento. Situação que só se resolverá com a morte objetiva da velhinha, que por sua vez teimará em desafiá-la e não morrerá nas próximas décadas, contrariando os piores prognósticos de passamento.

A outra saída, agora comicamente reabilitada, é a do projeto próprio de estádio.

As soluções, portanto, seriam duas: no primeiro caso, o método wyaneycarletiano de favorecimento escuso em outras licitações, em troca de alívios nos termos da parceria suicida do SCI; ou o método novelletiano, inspirado na solução kassabista de São Paulo ou petralhista do Paraná – que não é, por exemplo, como a solução aecista de MG, em que o Mineirão reformado, em vez de ser explorado pelos clubes, será concedido à iniciativa privada, a quem aqueles, desgraçadamente, terão de pagar aluguel para jogar e nada ganharão do seu uso.

Portanto, todo ruído e vigilância são poucos para defender a bolsa da viúva! Como já, abertamente e sem qualquer pudor, estão requerendo os responsáveis pelo enorme prejuízo material que impuseram ao RS, os dirigentes do SCI, as autoridades executivas, com destaque para o Sr. João Bosco Vaz, e todas as outras autoridades circenses que contribuíram para a palhaçada sem nenhuma graça que levou, desnecessariamente, considerando-se a alternativa da Arena, ao irrecuperável prejuízo da perda da CF. A defesa da Arena, como plano A, já não é mais defesa “clubística”, pois além de corresponder às racionalidades ética e econômica , e de não restar mais qualquer falso motivo para a adoção desta decisão, é a defesa contra maiores prejuízos ao interesse e ao erário públicos. Mesmo sabendo que isto pode livrar os morangos da bancarrota. Já passou da hora do Grêmio botar sua cara e exigir que este jogo seja feito às claras, longe das masmorras da política institucional e do futebol sempre freqüentadas com desenvoltura pelo clube do aterro.

20 de outubro de 2011

Que papelão!

Porto Alegre perdeu a Copa das Confederações.
Acabou a farsa.
Entra em cena, desnuda, a incompetência moranga para reformar um estádio.
Também mostram-se nuas as manobras feitas para impedir que a capital gaúcha pudesse ter outra alternativa. Dirigentes, jornalistas e políticos identificados com o vermelho, todos manobraram da forma que puderam, para mascarar o fracasso na condução das reformas do aterro e sufocar qualquer outra possibilidade. Quanta irresponsabilidade! Conseguiram. Porto Alegre está oficialmente fora da Copa das Confederações.
Devem estar felizes. Afinal, "a Copa é deles".
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Adendo do seu Algoz

Com o barco afundando, do nada, o Plano B, que não havia e era impossível segundo a Fifa, está em todas as manchetes e na boca até do Noveletto.
Sabem o que? Seria hora do Grêmio tirar proveito. Exigir tudo e mais um pouco para permitir a copa na Arena.

Usa a cabeça, Juarez!

Repórteres, quando querem ser chatos ou quando são pagos para serem chatos, conseguem ser muito "profissionais". A pauta da vez é infernizar o Juarez e o ambiente do Grêmio com o assunto Miralles. Eles perguntam e perguntam e perguntam e voltam a perguntar a mesma pergunta (leiam este roteiro).

Juarez, teimoso, como sói ser, responde e responde e responde e volta a responder a mesma resposta. Quer fazer os róseo-pautados entenderem algo que a eles não interessa compreender, posto que o roteiro que lhes foi entregue não contempla ouvir uma resposta e aceitá-la como tal. A pauta é apenas repetir o assunto para solidificar a "crise".

Passa da hora do Juarez parar de pensar de forma obtusa. Alguém precisa dizer a ele que a única forma de encerrar este tipo de sequência de perguntas é... encerrando a entrevista. E de forma até muito cordial. Respondida a pergunta uma vez e aparecendo pela segunda, dizer apenas: "Esta pergunta já foi respondida". Na terceira vez que um dos pautados insistir com o assunto, finalizar com: "Se não há nenhuma outra pergunta, todas já estão respondidas. Creio que podemos encerrar a entrevista. Até a próxima".

Pronto, Juarez. É assim que filhos da pauta devem ser tratados: com educação. Usa a cabeça, rapaz!
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Não entendeu?

Já o duplamente derrotado pelo Grêmio resolveu falar bobagem esta noite. Borges, atacou o Grêmio, após o jogo contra o Botafogo, no qual o time de Santos galgou o 11º lugar na tabela (veja aqui). A questão não é de entender ou não entender de futebol, Borges. A questão é de tolerar ou não tolerar maus-caracteres.

18 de outubro de 2011

Uma resposta adequada

O Felipe está preparando um post para sexta-feira ou sábado. Mas aproveito o comentário dele no post anterior porque achei mais do que adequado como resposta às estultices que o tal de Wianney Carlet e que a menininha andam escrevendo.

Fala Felipe:

Mais esta do WC, agora. Desde que ele aconselhou a Dilma que condicionasse as licitações da AG à aprovação da parceria desta com os morangos, havia saído de campo. Pegou mal e aí ele terceirizou a tarefa de defender o SCI com os conhecidos colegas de redação. Agora voltou, visivelmente incomodado com a pressão que passou a receber, já que, muito mais do que outras vezes, o papel de assessoria de imprensa dos amargos foi desnudado nos últimos acontecimentos envolvendo a decisão das sedes para as copas. E, enquanto alguns tentam recuperar o capital perdido, como esta estulta Manuela, o WC partiu para a afronta à torcida do Grêmio, própria de um meliante da informação que é.

"Nós, jornalistas esportivos, podemos e devemos compreender que o torcedor não domine as normas e particularidades administrativas da FIFA quando se trata, principalmente, da organização de Mundiais de Futebol. Este é um dever que nos compete, por razões profissionais. A FIFA NUNCA trabalha com segunda opção. Depois que define cidades e estádios, encerra o assunto."

Entendeu torcedor gremista? Você é um idiota!!! Perde seu tempo em ficar mostrando para estes porta-vozes exclusivos da FIFA que não só há exemplos de trocas de sedes nas Copas, como o próprio Termo de Compromisso assinado e desonrado pelo SCI o permite, com TODAS AS LETRAS. E os amebas somos nós. Mau caratismo como esse merece uma destas faixas que estão sendo confecciondas para o famoso pilantra. Subestimação de nossa inteligência já é só o que se espera deste e de outras, mas partir para a agressão intelectual já é passar de todos os limites. E é reincidência!

E ainda a propósito da Manu. Associar preferência clubística a agremiações partidárias e inclinações ideológicas é um furo n´água. A preferência futebolística deve ser pluripartidária e multi-ideológica. Se não, caímos no maniqueímo dos partidários do falso "time do povo" e perdemos, justamente, a moral de criticar todos os políticos que saíram em sua defesa, por esta impropriedade. Dito isto, só me permito um pequeno desvio e lembro que a manuzinha representa algo pior do que o comentado: antes era o pseudo-socialismo de caserna da Albânia, hoje é o neocapitalismo chinês, o mais avantajado projeto de fim do mundo.

O mundo é dos valentes ou dos espertos?

A menininha, pré-candidata a prefeita, correligionária do Agnelo Queiroz e do Orlando Silva, num momento de reflexão profunda (que deve ter deixado mau cheiro por todo o bairro) retirou do ar o comentário para o qual havia o link no post abaixo.
Se não foi seguida pelo Hiltor Mombach, o comentário deve continuar no blog dele.

17 de outubro de 2011

Eu acredito nela. E tu cara pálida?


Com todo este enrosco e a água batendo na bunda, a menininha resolveu falar.
Eu juro que me emocionei quase às lágrimas.
E conclui: é inveja e falta de respeito dizerem que a menininha é Bonitinha mas Ordinária.

Leia aqui e depois diz se eu tenho ou não razão.

16 de outubro de 2011

Fim de tabu

Santos 0 x 1 Grêmio

Primeiro tempo

O Grêmio é uma incógnita. Pode fazer um jogo ridículo em casa contra o Figueirense e pode controlar o Santos na Vila Belmiro. Pode jogar como candidato ao título e pode jogar como rebaixado. No primeiro tempo do jogo de hoje atuou como candidato ao título. Fez um gol por Escudero de rebote de pênalti depois de uma batida muito ruim do Douglas e não deixou o Santos fazer nada. A rigor, teve uma cabeçada do Borges para fora como único perigo que sofreu. Nenhuma individualidade se sobressaiu. Mas também ninguém jogou mal. Até Rafael Marques fez direitinho o seu papel. O 1 x 0 do primeiro tempo foi muito justo e adequado. Victor não teve nenhum trabalho.

Segundo tempo

Aos 6:30 minutos de um segundo tempo morno Victor fez uma defesa espetacular após cabeçada do pigmeu safado. Aos 7:50 minutos Rochemback errou um passe que seria o segundo gol. Aos 8:20 minutos Victor bateu roupa e quase deu o empate. Aos 9:30 minutos André Lima quase foi atorado ao meio mas o juiz não deu a falta e deu amarelo por reclamação. O tempo começava a esquentar. Aos 11:18 minutos Escudero driblou o zagueiro e obrigou o goleiro santista a uma grande defesa. Aos 13:35 minutos André Lima errou um gol que só centro-avante ruim perde. Cabeceou na frente do goleiro mas deu nas mãos quando tinha toda a goleira para colocar.
O jogo seguiu sem jogadas agudas até os 25 minutos. O Grêmio controlava bem o jogo quando Juarez resolveu chamar o Santos para o campo do Grêmio. Tirou Marquinhos, um dos melhores, e colocou Adilson. Mesmo assim, o Santos não se convenceu que atacar seria um bom negócio e o jogo continuou sob controle. Clementino entrou no lugar de Escudero, sabe Deus e quem sabe o Juarez, porque.

Gosto de tabus. Eles existem para serem quebrados. Este de não ganhar na Vila Belmiro já não existe mais.

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Como jogaram

Victor: Sem trabalho no primeiro tempo. Uma defesa espetacular no segundo.
Mario Fernandes: Discreto
Gilberto Silva: Bem por baixo e mal por cima.
Rafael Marques: Foi bem. O que é um perigo.
Julio Cesar: Bem. Deve ser prioridade para o próximo ano.
Rochemback: O novo alvo dos isentos baratos mostrou que é importante sim na marcação.
Fernando: Uma máquina pela regularidade com que joga.
Douglas: Bem. Bateu muito mal o pênalti mas teve sorte.
Marquinhos: Experiente, cadenciou o jogo. Mais uma vez substituído.
Escudero: Oportunista fez o gol no rebote do pênalti. Pelo gol, e só por isto, o melhor numa jornada sem destaques e sem fracassos individuais.
André Lima: Sofreu o pênalti. Errou um gol imperdível.
......

Adilson (Marquinhos): Muito bem na marcação. Mal quando tentou fazer o que não sabe: atacar.
Clementino (Escudero): Corre.
Bruno Colaço (Julio Cesar): Entrou no finzinho.

Juarez: Não se aguenta. A retranca é seu crack. Não consegue se livrar do vício.
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Juiz: Marcou um pênalti que foi. Não atrapalhou. Excelente atuação.

14 de outubro de 2011

Tempo de mudanças

O que estaria ela planejando?

Outro dia, depois do jogo contra o Figueirense entrevistaram até o Meira. E o que ele disse? Que faltava planejamento. Quando até o Meira, o rei do planejamento furado, critica a falta de planejamento, é porque a coisa está feia mesmo.
Aí o Odone falou que prepara em silêncio o próximo ano. Cruzes! Se o silêncio dele for igual às vezes em que se manifesta teremos tempos pretos pela frente.
Fala-se que Pelaipe está montando o grupo para o ano que vem. Isto arrepia mais que a Thaila Ayala, esta coisinha fofinha, passando a mão no meu cangote. Sabem por que? Porque significa que Juarez deve ficar. Sim, porque eles vão contratar jogadores para outro técnico que só viria em Dezembro?
Então Juarez fica. Até abril pelo menos. Aí se cair fora da Copa do Brasil ou perder o ruralito para o timinho, ou os dois, vão sair correndo atrás de alguém disponível no mercado.
Enquanto isto, Felipão está a cada dia mais desgastado e precisando de um lugar que lhe dêem carinho incondicional para voltar à velha forma. Seria o Grêmio? Evidentemente (como diria o Meira) que não. Segundo os isentos baratos, o Grêmio não vai atrás do Felipão porque tem quase certeza de que ele se acertará com o Cruzeiro para o próximo ano.
É ou não é de cortar os pulsos? Os caras estariam desistindo até mesmo de competir com o Cruzeiro, que cai pelas tabelas. Ou será mais uma sacanagem dos meninos do Aff...tato?
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Muito cuidado também para não fazer terra arrasada do elenco. Os jogadores do Grêmio, na sua maioria tem muito boa qualidade. Poucas contratações e algumas vendas podem ser suficientes.
Um ou dois zagueiros (que eu não desisti do Rodolfo ainda), 2 atacantes de real qualidade e mais 2 para opção em caso de cartão ou lesão. Miralles deveria ser testado de verdade nos jogos que faltam. Não é possível que acabe indo embora sem se saber se é ou não útil.
Para isto deveriam servir os últimos 9 jogos. Testes e mais testes.
Quem deve sair? Na minha opinião, o Victor, o Gabriel, os dois zagueiros titulares de domingo, o Brandão, o Clementino. Não sei se esqueci alguém.

12 de outubro de 2011

Grande notícia: "ele" não quis renovar 2 semanas atrás

Grêmio 1 x 3 Figueirense

Primeiro tempo

Sem ataque, o Grêmio do Juarez se caracterizava por não errar passes. Neste primeiro tempo contra o Figueirense, o Grêmio do Juarez continuou sem ataque mas também errou muitos passes. Se acertando os passes faltava profundidade, errando 70 % ou mais a coisa ficou mais feia ainda. Até os 30 minutos o time teve duas chances: uma do André Lima e outra do Marquinhos de fora da área. Aí Aloisio fez 1 pro time de Santa Catarina e Victor fez mais um fiasco. Do nada, o Figueirense abriu 2 gols de vantagens. No primeiro gol a falha foi do Edcarlos. Com esta zaga e um goleiro cada vez mais mão de alface, não se chega a lugar nenhum.
Com 0 x 2 o time, que controlava o jogo mas não criava quase nada, se descontrolou e, por pouco, não levou o terceiro. Marquinhos ainda acertou o travessão e fez o goleiro adversário fazer mais uma boa defesa. Depois Edcarlos errou outro gol feito. Não teve nada de bom o primeiro tempo. Mas de ruim dá para contar: o meio-campo e o ataque. De péssimo, horroroso, a zaga e Victor.

Segundo tempo

Juarez deve ter jogado a moeda para cima no intervalo e decidiu pela saída de Rafael Marques. Com isto, sobrou Edcarlos para continuar sendo ridículo em campo. Aproveitou e tirou Escudero para colocar Miralles. Assim, pela primeira vez em muito tempo o Grêmio tinha 2 atacantes em campo. Se é que André Lima hoje em dia pode ser considerado atacante.
Quem esperava uma reação desordenada mas forte, baseada na camisa do Imortal, viu o início do segundo tempo com uma reação desordenada mas burocrática. Os funcionários esperavam chegar o fim do expediente para voltar para casa. Ou quem sabe, encerrar o feriado com um show de pagode.
Até os 20 minutos a única coisa de bom do jogo para o Grêmio foi o terceiro cartão amarelo recebido pelo Edcarlos. Não que isto tenha alguma importância para o campeonato que, segundo Juarez, estamos agora numa zona de conforto.
Aos 21 minutos Douglas deu o chute mais ridículo do campeonato. E aos 22 minutos Juarez desmanchou o meio de campo tirando Marquinhos, que bem o mal era o único que corria para colocar, vejam só, Clementino.
Aos 24 minutos Edcarlos saiu mostrando as veias. Errava tanto atrás que acabou acertando na frente.
Talvez o gol inesperado, talvez o velho 4-3-3, talvez o berro da torcida, talvez o fato do Figueirense ter se dado conta que é um time do segundo escalão, ou mais provavelmente tudo junto, fizeram o jogo incendiar. E o time começou a correr.
Mas aos 30 minutos um jogador do Figueirense fez fila e acabou com o jogo para total incredulidade até do seu treinador Jorginho. Aí, se viu que o Grêmio é um clube do primeiro escalão mas com um técnico, alguns jogadores e uma direção de terceiro escalão.
Depois disto, o Figueirense não fez 4, ou 5 ou 6 porque seus jogadores são apenas medianos, que chance viva na cara do gol eles tiveram, pelo menos umas 3.

Sobra o que? Ganhar duas em 9 para chegar aos 45 pontos e esquecer este ano infame. Agora sim, não tendo mais nada a ganhar ou a perder, começar uma limpa de verdade.
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Como jogaram:

Victor: Em respeito pelo seu passado não comento mais este jogador. 
Mário Fernandes: Depois de uma grande partida contra o Santos parece que resolveu tirar férias.
Edcarlos: Mais um enganador que se deixa envolver por qualquer pereba.
Rafael Marques: Não comento mais este jogador.
Julio Cesar: Não repete as atuações de quando chegou.
Fábio Rochemback: Um burocrata. Recebe, carimba, repassa para o assistente mais próximo e aproveita o tempo para uma soneca até a próxima carimbada.
Fernando: Muito apagado.
Marquinhos: O único que tentou alguma coisa no primeiro tempo.
Douglas: Voltou a ser o enfeitado improdutivo.
Escudero: Correu para todo o lado mas errou todas as jogadas.
André Lima: Nada a declarar.
.....

Gilberto Silva (Rafael Marques): Escolhe o lugar para ser titular neste time.
Miralles (Escudero): Se esforça para dar razão aos que não o põem para jogar.
Clementino (Marquinhos): Não tem nenhuma culpa de estar no Grêmio.

Juarez: Ainda bem que não quis renovar o contrato conforme era interesse do Odone e do Pelaipe.

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Rodrigo Braghetto (Vicente Romano Neto e Herman Brumel Vani trio paulista): Atrapalhado mas não teve culpa do vexame.

9 de outubro de 2011

Paranóia?

O Grêmio perdeu para o Coritiba numa atuação ridícula e o timinho goleou o grande e fabuloso Vasco da Gama. Certo que, dizem, eu não vi, tiveram mais uma ajudinha do juiz, mas qual a manchete do principal site esportivo do Rio Grande do Sul?
Esta:
Situação preocupante

Marquinhos se envolveu em lance polêmico com Jonas, do Coritiba, e pode ser denunciado no STJD
E esta:
Grêmio ainda não planejou estratégia de defesa para Marquinhos 
E mais esta chamada:
Marquinhos pode desfalcar o Grêmio caso seja punido pelo STJD.
Então é isto: Marquinhos deu um esbarrão no jogador do Coritiba que ficou fazendo firula para matar tempo ao invés de jogar a bola para a lateral como pediam todos. O bandeira viu e não deu bola. O juiz não marcou nada e, sabe-se, não denunciou nada na súmula. Mas este é o assunto do domingo da magistral vitória do timinho contra a gloriosa seleção cruzmaltina. Embora, dizem, teve a seu favor um pênalti escandaloso não marcado ...

Para estes isentos baratos, o Grêmio, mesmo alijado da luta pela Libertadores não merece trégua e nem folga. Seis meses, pelo jeito, é o que esperam de punição para Marquinhos. Embora não se saiba sequer se ele será denunciado (e, se houver um mínimo de decência não será), já queriam que os advogados do Grêmio tivessem a defesa pronta.

E os ingênuos nos chamam de paranóicos.

Podem festejar

O título deste post é para aqueles que querem o Grêmio na Copa do Brasil e na Sul Americana em 2012. Aliás, estes são muitos. A Libertadores ficou muito difícil. O quinto colocado tem hoje 54,3% de aproveitamento. Levado ao final campeonato, o percentual representará 62 pontos.

Temos hoje 39 pontos, com aproveitamento de 46,4%. Nos faltam 10 jogos:

Jogos em casa
  • Figueirense (10º)
  • Flamengo (6º)
  • Palmeiras (8º)
  • Ceará (14º)
  • Atlético-GO (12º)
Jogos fora de casa
  • Santos (11º)
  • América-MG (20º)
  • Atlético-MG (17º)
  • Fluminense (5º)
  • Timinho (7º)
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Para chegarmos aos 62 pontos, teremos que somar mais 23 pontos em 10 jogos. Significa amealhar 77% dos pontos a serem jogados. A única exata é ganhar 7 jogos e empatar 2. Terminar os 10 jogos invictos, por exemplo, vencendo 6 e empatando 4 jogos pode ser insuficiente, já que seriam 22 pontos ganhos.
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Havendo um retorno para a média de 2 semanas atrás (53% ou 60 pontos), a exigência passa a ser de mais 21 pontos (7 vitórias ou 6 vitórias e 3 empates).
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Assim, a Libertadores para nós ficou difícil. Já outros, com 1 ponto a mais do que nós (mas queeeeeeee ponto), ainda são candidatos ao título.

8 de outubro de 2011

Gêmeos univitelinos

Victor e Juarez têm em comum o medo do sucesso.
Victor é um extraordinário goleiro. Quando o jogo não vale nada. É um frouxo quando o jogo tem peso. Hoje foi mão de alface nas duas bolas que foram a gol. Um fiasco mais uma vez.

Juarez é um grande técnico. Quando joga por bananas. Alguém poderá argumentar que ele não tinha opções hoje. Até pode ser. Mas o que importa é a atitude. Mamute pode não estar pronto, mas sua entrada no lugar de Brandão sinalizaria que Juarez estava irresignado com a derrota. Mas ele preferiu bater o recorde mundial de volantes em um mesmo time. Vai ter orgasmos hoje.

Victor e Juarez. Gêmeos univitelinos. Irmãos siameses. Perdedores.

Velha rotina

Coritiba 2 x 0 Grêmio

Tempo sofrível

Teoricamente iríamos iniciar o jogo com 2 a menos. Na prática, começamos com 9. Brandão e Diego Clementino, como esperado, estavam mais perdidos do que cebola em salada de frutas. Mas só até os 33 minutos, quando Brandão saiu lesionado. Antes disso, houve um chute de fora da área. Victor com a visão encoberta saltou uma fração de segundo após o ideal. Tocou na bola que tocou na trave que mirou o atacante adversário que chutou alto no canto esquerdo. Foi a única chance do primeiro tempo. Isso considerando os 2 times.

Para o lugar de Brandão, Juarez optou por colocar mais um volante no time: Adilson. Sem inspiração, sem criatividade, sem força, encerramos os primeiros 45 minutos sem dar trabalho ao goleiro adversário.
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Tempo sofrível - Parte 2

Voltamos com Yuri, o Mamute, no lugar de Diego Clementino. Continuamos com Escudero bem marcado, Mário Fernandes desinteressado, Júlio César opaco, Marquinhos troteando... Enfim, sem ganas de ganhar, continuamos a jogar o mesmo futebol mais curto do que estribo de anão do primeiro tempo. Como quem não quer jogar leva, levamos o segundo, numa bola na qual a zaga pulou mais atrasada do que gago em reza de terço e Victor poderia ter defendido.

Assim, retomamos a rotina de dar meia volta para o corredor, quando parece que vamos entrar na sala.
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Como jogaram

Victor: Pouco exigido. Falhou no segundo gol.
Mario Fernandes: Não aceitou a convocação para ir a Curitiba.
Rafael Marques: Deve haver uma cláusula no contrato que o impede de cabecear na nossa área.
Gilberto Silva: O melhor da defesa.
Júlio César: Burocrático.
Rochemback: Só nheco-nheco.
Fernando: O melhor do time.
Marquinhos: Não acertou uma jogada.
Escudero: Bem marcado, pouco fez.
Clementino: Melhor nem comentar.
Brandão: Jogou tudo que sabe: nada.
.....
Adilson (Brandão): Pouco fez.
Yuri (Diego Clementino): Tímido. Lançado pelas circunstâncias.
Willian Magrão (Marquinhos): Sem tempo.
.....
Juarez: Sem muitas opções no banco, lavou-se e enxaguou-se: terminamos o jogo com 5 volantes em campo.
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Arbitragem - Dewson Fernando Freitas da Silva (PA), com Dibert Pedrosa Moises (RJ)e Lúcio I. R. da Silva de Mattos (PA): Boa atuação. Levou Marquinhos de compadre.
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Lances do jogo

6 de outubro de 2011

Steve Jobs

Este blog é para falar do Grêmio e seu entorno. E excepcionalmente, sobre outro assunto. Como hoje. O mundo seria bem diferente não houvesse nascido gente com a visão, a inteligência e o espantoso carisma de Steve Jobs.

Fica a homenagem com este discurso, já postado em muito outros espaços. Não importa. Eu quero ele aqui para nós blogueiros. E para vocês leitores.


A "descoberta" da América

O Juca Kfouri está reproduzindo um post que trata da reforma de estádios para a Copa. É claro que o Derróteo Pífio faz automarketing ao dizer que havia recursos próprios para a reforma. Bobagem. Mas o objetivo deste post é chamar a atenção para um fato. Antes, porém, leiam a matéria neste link.

O registro que queremos fazer é (desculpem, mas, uma vez mais) dizer que quem lê o blog já sabia disso há mais de 1 ano. Sabia desde 21 de setembro de 2010, quando publicamos este post.

5 de outubro de 2011

Purê de peixe

Grêmio 1 x 0 Santos - Veja lances do jogo ao final do post.

Etapa inicial

Um começo de muita vibração. Aos 9 minutos, após acumular 3 boas chances de gol, numa jogada na qual a bola viajou pelo ar de lado a lado do campo 2 vezes, Brandão, o homem que começava a irritar a torcida pelo desperdício de chances, fez o gol de cabeça, ao receber merengue de Marquinhos. E as chances não paravam de ser criadas. O Grêmio amassava o Santos. Era um ritmo muito intenso para ser mantido indefinidamente. A partir dos 20 minutos, o jogo ficou equilibrado. Em parte devido aos espaços deixados pelo Grêmio entre o meio de campo e a zaga. O menino índigo levantou a torcida em duas oportunidades, em lances de muita categoria. Podíamos ter feito mais. Podíamos ter levado o empate. Assim foi o primeiro tempo.

O tempo derradeiro

O início parecia replay. O Tricolor enchiqueirou o peixe e criou boas situações, principalmente em triangulações pelo lado esquerdo. Aos poucos, porém, o jogo foi perdendo velocidade. O juiz, sem pulso, contribuiu para a queda de qualidade do jogo. Deixou de marcar pelo menos um pênalti em nosso favor, sofrido por Júlio César. As boas jogadas do Grêmio morriam no penúltimo lance, não chegando para a finalização. No final, mais 3 pontos na conta. Que os da frente se cuidem.
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Como jogaram

Victor: Boas defesas e uma falha inexplicável, que não resultou em gol por detalhe.
Mario Fernandes: Joga muito. É índigo. Foi o melhor em campo.
Rafael Marques: Segurou Borges.
Edcarlos:: Bem.
Júlio César: Boas jogadas de apoio. Pecou no penúltimo lance.
Rochemback: Discreto.
Fernando: Jogou muito. Será que também é índigo?
Douglas: Desperdiçou todos os lances nas proximidades da área. Longe, ajudou nas triangulações.
Marquinhos: Regular. Serviu Brandão de forma primorosa no gol.
Escudero: Grandes lances.
Brandão: Fez o gol. Por hoje, absolvido.
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Gilberto Silva (Marquinhos): Importante na resistência final.
Miralles (Escudero): Agitou o ataque.
André Lima (Brandão): Sem tempo para mostrar seu futebol.
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Roth: Validade estendida.
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Arbitragem - Pablo dos Santos Alves (ES), com Fabiano da Silva Ramires (ES) e  Rodrigo Pereira Joia (RJ): juiz fraco e sem pulso.
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Lances do jogo

Mário é índigo



Foi o Dr. Volmar Pisani, médico de Vacaria, quem detectou: Mário Fernandes é índigo.
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Segundo a Wikipédia:

Definição

Chamam-se crianças índigo a certos seres que, supostamente ao nascer, trouxeram características que os diferenciam das crianças normais, tais como a intuição, a espontaneidade, a resistência à moralidade estrita e restritiva, e uma grande imaginação, avolumando-se frequentemente também entre tais capacidades, os dons paranormais, embora estes dons não sejam usualmente do conhecimento da própria criança. As crianças índigo podem ser vistas como uma espécie de milenarismo, em que se acredita que tais seres mudarão o mundo trazendo-o até um estado mais espiritual e menos estritamente moralizado.

Há que notar que uma boa quantidade das crianças índigo são classificadas de hiperactivas ou diagnosticadas com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, o que explicaria em boa parte o crescente interesse de pais e educadores por este assunto.

História

Em 1982 a parapsicóloga Nancy Ann Tappe elaborou um sistema para classificar os seres humanos de acordo com a suposta cor da sua aura espiritual, lançando a obra "Compreenda a sua Vida através da Cor" onde fez um estudo sobre "as cores da vida". Segundo a autora, cada pessoa possui uma certa cor na sua aura em função da sua personalidade e interesses.

No caso das crianças índigo, a aura deles tende a mostrar as cores anil ou azul, as quais reflectem uma espiritualidade mais desenvolvida.

A autora afirmou ter detectado pelo seu método que as auras de cor índigo começaram a surgir com mais frequência na década de 1980, mostrando uma tendência a proliferar, o que parece justificar o seu papel de transformação da sociedade nas primeiras décadas do século XXI.

Características

As crianças índigo apresentariam uma série de atributos sensoriais recorrentes, como a hipersensibilidade auditiva ou a hipersensibilidade tátil. De igual modo, apresentariam um padrão de comportamento peculiar, destacando-se:

  • Chegam ao mundo com sentimento de realeza e a curto tempo se comportam como tal;
  • Têm a sensação de ter uma tarefa específica no mundo, e se surpreendem quando os outros não a partilham;
  • Têm problemas de valorização pessoal e a curto prazo dizem a seus pais quem são;
  • Custa-lhes aceitar a autoridade que não oferece explicação nem alternativa;
  • Sentem-se frustrados com os sistemas ritualistas que não requerem um pensamento criativo;
  • A curto tempo encontram formas melhores de fazer as coisas, tanto em casa como na escola;
  • Parecem ser anti-sociais, a menos que se encontrem com pessoas como eles;
  • Não reagem pela disciplina da culpa;
  • Questionam frequentemente os dogmas religiosos, não os aceitando naturalmente como tradição familiar;
  • Não são tímidos para manifestar as suas necessidades.

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É isso aí. Por isso, ele não se liga na seleção e outras coisas que as pessoas comuns acham o máximo. E também não entende essa onda toda, só porque ele se sente bem no Grêmio. Mário Fernandes não é simplesmente índigo, Mário Fernandes é índigo blue.

3 de outubro de 2011

A Copa é deles?

Convido aos senhores leitores, de todos os matizes para uma reflexão séria sobre o evento Copa do Mundo 2014.
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Uma palavra sobre o "argumento Wianey"

Inicialmente e, de forma muito rápida, opino sobre o tweet do jornalista Wianey Carlet, objeto do penúltimo post do seu Algoz. Minha opinião sobre o evento não leva em conta interesses de quais cores ele está defendendo. Digo apenas que considero um escândalo uma pessoa dita profissional de imprensa divulgar, publicamente e sem nenhum pudor, um texto contendo ameaça na forma de pura chantagem a uma empresa. Chegamos ao ponto do "vale-tudo pela Copa". Esta é uma longitude para lá de perigosa.

Tenho sérias dúvidas de qual será a postura da Presidente Dilma, se esta informação chegar a ela. Talvez tenhamos um projétil saindo pela culatra.
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Copa em Porto Alegre

Há quem seja contra, há quem seja a favor, há os que não se importam. Penso que a realização da Copa do Mundo em Porto Alegre será boa para a cidade. É certo que teremos algumas semanas de preços altos, de trânsito mais complicado e de alguns transtornos. Porém, sendo subsede de um grupo do Mundial, a cidade ganhará obras que há muito tempo reclama, edificações que resolverão ou minimizarão alguns problemas crônicos da Leal e Valerosa pelos próximos anos.
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Copa é caldo de cultura para corrupção?

Alguns dos "inimigos" da Copa do Mundo em Porto Alegre têm por principal argumento o fato de que os negócios da Copa são escusos e permeados por propinas e desvios de dinheiros públicos e, diga-se a bem da verdade, também de patrimônios privados. Acredito que sejam. Mas este argumento não me serve para repudiar a realização do evento aqui em Porto Alegre. Afinal, se a Copa é no Brasil e se os órgãos controladores e repressores deixarem de fazer a sua função, o que importa se o corrupto é um gaúcho, um paulista ou um paraense? Não sou guardião da honra de nenhuma etnia. Ladrão é ladrão e merece cadeia, independente de qual seja o seu torrão natal. Escorraçar a Copa de Porto Alegre, não a fará mais limpa.
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A Copa é "deles"

Este é um ponto sério e deveria ser o cerne de uma discussão iniciada já há muito tempo pelos poderes públicos do estado e do município. É certo que o Sport Club Internacional habilitou-se a ter os jogos em seu estádio. Ao fim, teve o Beira-Rio escolhido como subsede. Um Termo de Compromisso foi assinado (clique no link para lê-lo), no qual o clube se compromete a concluir o estádio já para a Copa das Confederações, de 2013. Em agosto de 2009, a reforma começou. Quer dizer, foi feito o mise-en-scéne do início da construção das fundações da cobertura. Tudo parou até dezembro de 2010, quando as arquibancadas foram desmanchadas. Em junho deste ano, nova paralisação, para mudar o modelo de financiamento, incorporando-se ao projeto de reforma uma construtora-parceira.

A despeito dos atrasos e mesmo com o risco da parceria não se realizar, os dirigentes do SCI afirmam com voz alta e clara que "A Copa será no Beira-Rio ou não será em Porto Alegre". Esta é uma afirmação que carrega um misto de soberba e de irresponsabilidade.

Soberba, porque parece desprezar os indícios de que a parceria corre sério risco. Comenta-se que a Andrade Gutierrez alega a necessidade de refazer fundações (ao custo de R$ 30 milhões, os quais a empresa não quer bancar), que deseja estender a exploração por muito mais do que os 20 anos inicialmente pensados e, entre outras demandas, requisita 100% da exploração do Gigantinho e do entorno do estádio. Tudo para que o negócio apresente rentabilidade atrativa pelas contas da construtora. O clube parece apostar numa saída política, num socorro governamental de última hora, para safar-se do imbróglio no qual se meteu por seu livre arbítrio.

A irresponsabilidade da afirmativa está no fato de que, ao colocar em risco o seu projeto de reforma, por absoluta incompetência, coloca também em risco a realização da Copa em Porto Alegre. Imaginem os prejuízos que sofrerá a economia do município se Porto Alegre perder a condição de subsede da Copa. Perguntem ao comércio, à indústria e aos prestadores de serviço o significado disso para eles. Pensem no que representam nas obras de infraestrutura que deixarão de ser feitas na cidade por conta disso. Se a Copa não tiver jogos em Porto Alegre, a fatura desses prejuízos deve ser enviada para cobrança neste endereço: Av. Padre Cacique, 891 - CEP 90810-240 - Porto Alegre (RS).
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Pode haver outra fatura

Ao forçarem que terceiros encontrem saída para a sua incompetência em realizar o projeto que propuseram, os dirigentes colorados  fazem o tempo passar. Jogam com o tempo para, se restar inviável a realização dos jogos no Beira-Rio, não haver condições de as obras de infraestrutura serem direcionadas para o estádio que tem condições de acolher a Copa. Não ganhariam, mas também não perderiam o "Gre-nal da Copa" que criaram em suas cabeças.

Talvez premidos pelas dificuldades, embevecidos pela sobrançaria ou ambas as coisas, os dirigentes do SCI não tenham se apercebido de um detalhe perigoso no jogo que estão jogando. Existe um Termo de Compromisso assinado, no qual eles se comprometem a deixar o estádio pronto para os jogos. O clube vem recebendo benefícios fiscais, unicamente em função da Copa. Se não houver Copa, certamente tudo deverá ser restituído e os impostos devidos recolhidos aos tesouros estadual e municipal. Este será o custo da "esperteza". É bom que alguém da Padre Cacique acorde e perceba a areia movediça na qual estão ingressando, ao agirem para tornar real o discurso arrogante de que "A Copa será no Beira-Rio ou não será em Porto Alegre".

Se já houver convicção de que o projeto de reforma é inviável, é hora de recuar. É inteligente recuar. Continuar com o blefe poderá criar duas faturas a serem quitadas ao invés de apenas uma.
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E o Plano B?

As pessoas perguntam por que a Arena não é considerada pelo Prefeitura, pela FIFA, pelo Papa... quando se fala da Copa em Porto Alegre. Ocorre que, oficialmente, o estádio escolhido é o Beira-Rio. Nada pode ser feito sem que haja a desistência oficial do atual anfitrião. Qualquer movimento que o Grêmio faça significará que entramos no "Gre-nal da Copa" criado por cabeças pequenas da Padre Cacique e uma disputa acirrada desta natureza, com a rivalidade que temos aqui, poderá ser a pá de cal da Copa em Porto Alegre. Melhor deixar que o assunto se resolva, sem interferir.
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Concluindo

Honestamente, não morro de desejos de ver a Copa ser realizada na nossa Arena. É certo que isso daria visibilidade ao Grêmio e alguns ganhos financeiros. É certo que ver o SCI pagar um mico monumental renderá bons posts e diversão por um bom tempo. Mas confesso que este assunto cansou. Para alguns, já virou doença.

A única coisa que eu espero é que haja bom senso do lado vermelho, para que a cidade não perca. Se não houver condições de tocar a obra, que se livrem logo do encargo. Se a reforma for acontecer, que anunciem logo a assinatura (pode ser na semana que vem) e sigam a vida.

Porém, será inaceitável para mim se a solução ocorrer via sangria dos cofres públicos. Aí, senhoras e senhores, será um escândalo de tal proporção, que nunca poderá ser esquecido.