31 de agosto de 2013

Pedra cantada: foi sofrido mas deu

Grêmio 1 x 0 Ponte Preta

Pré jogo - A miséria das leis stalinistas


Estados autoritários pensam que tem o dever e o direito de controlar a vida dos cidadãos. Para tanto baixam regras, muitas ridículas, dizendo o que cada um pode ou não fazer. E o que conseguem, geralmente, é obter efeito inverso ao que buscam.
Na Inglaterra, por exemplo, os bares só podem vender bebida alcoólica das 11 horas até as 14 horas e das 17 horas até as 23 horas. E o que conseguem com isto? Apenas aumentar o número de bêbados.
Quando morava lá várias vezes me aconteceu. Estava em um pub quando tocava o sino que anunciava a chance de fazer o último pedido. Todos, eu inclusive, levantavam-se e compravam 2 ou 3 copos de cerveja. Muitas vezes, com a cerveja sobre a mesa eu pensava que até nem tinha mais vontade de beber. Mas o "medo" de não ter disponível se quisesse levava a comprar.
Raramente bebi cerveja em campo de futebol. E a maioria dos torcedores também não bebe. Talvez uma no intervalo. Ninguém vai a jogo para ficar bebendo no balcão do bar.
Não pode mais vender no estádio? Legal! Vou me emborrachar antes que aí não fico com vontade de tomar durante o jogo.
É isto que acontece. É isto que faz proliferarem os bares no entorno dos estádios. É isto que aumenta as chances de conflitos entre torcedores e policiais.
Vai explicar isto para sujeitos com formação stalinista e que tem a crença e a necessidade de controlar os cidadãos. Impossível. Está no DNA dos desgraçados.
Junta os interesses destes mesmos elementos em prejudicar uma instituição. Está armado o quadro para o conflito.
Culpa de quem? Do lado mais fraco, claro. Daquele que está sendo vigiado e enquadrado qual boi em curral.
Mas vamos ao jogo.
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Primeiro tempo: 0 x 0
O time começou o jogo de novo um tanto quanto nervoso e acelerado. Como consequência abundavam os passes errados.
A primeira boa jogada foi aos 10 minutos. Barcos limpou e largou para Alex Telles bater cruzado para defesa do goleiro. Enquanto isto a Ponte tentava alguma coisa mas não oferecia perigo.
O Grêmio começou a aumentar a pressão e aos 15 minutos Barcos cabeceou depois de escanteio para fora.
Alex e Pará abusavam em errar cruzamentos. Faziam uma reedição dos tristes alas tatus da era do retranqueiro aquele. E continuaram a jogar mal e em atrapalhar todos os ataques. Aos 30 minutos Alex Telles de frente para o gol isolou ridiculamente.
Aos 32 minutos Barcos fez um jogadaço para defesa do goleiro. Na cobrança do escanteio Bressan sozinho na marca do pênalti, cabeceou pelo lado. A primeira chance real de gol.
Depois Souza cabeceou numa falta, o goleiro salvou e a bola bateu na trave.
O time sofreu muito pelas más atuações de Alex Telles e Pará. Não acertaram nenhum cruzamento.
No finalzinho do primeiro tempo um susto. A Ponte teve um gol anulado. Foi um dos poucos acertos do juiz.

Segundo tempo: 1 x 0
O time voltou igual para o segundo tempo. Espera-se que com menos afobação. No primeiro minuto Pará quase acertou uma cruzada. Na cobrança do escanteio Rhodolfo perdeu de novo.
O time não criava mas Renato não mexia. Aos 8 minutos um jogador da Ponte foi expulso.
O time tentava as pontas mas as cruzadas continuavam saindo erradas.
Com a expulsão aumentou a pressão, mas aumentou também o desespero. Aos 13 minutos Kleber podia armar uma jogada mas resolveu chutar bisonhamente de longe.
Um minuto depois o zagueiro da Ponte fez uma pixotada terrível. Atrasou mal e Kleber entrou para marcar. A torcida agradeceu feliz.
Com o gol o time acalmou e logo Alex Telles acertou um cruzamento. Kleber cabeceou mal.
O Grêmio não tirava vantagem do jogador a mais e o segundo gol da tranquilidade não saia.
Aos 30 minutos o juiz, muito ruim, não deu um pênalti em Kleber.
Alex Telles quis retribuir o presente da Ponte no gol do Grêmio e fez um passe espetacular para o jogador da Ponte. O juiz deu uma falta duvidosa na entrada da área. Por sorte a Ponte desperdiçou.
E o jogo continuava perigoso.
Aos 39 minutos Vargas entrou. E mostrou alguns lampejos de sua classe.
O jogo foi escoando com o Grêmio tentando mas não conseguindo criar chances. Os últimos minutos foram na área da Ponte. E acabou.
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Era um jogo perigoso. Muito perigoso. E o andamento da partida mostrou isto. Não que a Ponte tenha criado chances ou preocupado na frente. Mas futebol é um esporte danado. De repente pode sair um gol. Por sorte e competência também não saiu.
Mais uma vitória sofrida e sem futebol brilhante.
Mas não tem no Grêmio nenhum anão de fala fina que prefere jogar bonito e perder.
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Como jogaram

Dida: Nenhum trabalho no jogo todo.
Werley: Firme na defesa.
Rhodolfo: É um xerife. Muito bem.
Bressan: Errou um gol feito no primeiro tempo. Mas foi bem atrás.
Alex Telles: Talvez o pior primeiro tempo de sua vida. Errou todos os cruzamentos e a maioria dos passes. Melhorou no segundo tempo mas quase entregou o ouro numa cabeçada para trás.
Pará: Voltou a ser o velho Pará que irrita a torcida no primeiro tempo. Melhorou no segundo tempo.
Riveros: Discreto não apareceu. Pediu e levou o terceiro amarelo.
Souza: Quase fez um gol. Bem. Tem jogado com dores no púbis.
Ramiro: Muito discreto.
Kleber: Lutou muito. Fez um gol de oportunismo. Pelo gol o melhor em campo.
Barcos: O melhor do time no primeiro tempo. Sumiu no segundo tempo.
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Zé Roberto (Riveros): Voltou bem.
Vargas (Werley): Sem muito tempo fez uma ou duas boas jogadas.
Matheus Biteco (Barcos): Entrou para ganhar tempo.

Renato Portaluppi: Demorou para mexer no time. Parece um hábito que se firma.
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Arbitragem: Rodrigo Nunes de Sá (RJ), auxiliado por Katiuscia Berger Mendonça (ES) e Eduardo de Souza Couto (RJ) - Atrapalhado. Muito ruim. Parece que escolhem nabas a dedo para apitar jogo do Grêmio.

Marcos Agostini: Porcos covardes - o filme


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Leia abaixo os últimos posts sobre o episódio

Alto risco e a estrada do esquecimento

Alto risco

Por várias razões o jogo de hoje é perigosíssimo.
A Ponte Preta está atolada na zona de rebaixamento e, este fato, torna o jogo ainda mais perigoso.
O Grêmio tem jogado com a faca nos dentes os últimos 6 jogos de 5 vitórias.
Especialmente no último, o nível de tensão e ansiedade foi alto. Afinal era jogo eliminatório, o time tinha que reverter o resultado e esta reversão só veio nos minutos finais.
Por conta disto, percebeu-se um time ansioso e acelerado, especialmente no primeiro tempo.
E o desgaste foi grande. Físico e emocional.
Seria normal agora uma relaxada. É algo parecido com o time de vôlei ou o tenista que ganham os dois primeiros sets e perdem o terceiro.
É tarefa do Renato e da direção não permitir que isto aconteça. Dos três últimos jogos do primeiro turno pode-se fazer no mínimo 7 pontos, o que deixaria o Grêmio com 35, a meio caminho do título.
A Ponte Preta está em crise, técnico novo, e teoricamente é uma papinha.
Mas eu estou apreensivo.
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A estrada do esquecimento

O Grêmio não está desatento aos desmandos da brigada militar.
Ontem estava programada uma visita da direção ao cidadão brasileiro Evandro Godoy Kunrath, que foi a vítima maior da covardia, mais uma, destes elementos fardados.
A visita seria importante pelo valor simbólico e para desagravo. Não aconteceu porque o Evandro ainda não pode receber visitas, tamanha é a gravidade do ferimento. Certamente outras ações da direção estão a caminho para acabar com este vergonhoso ataque desta instituição a todos que ousam torcer para o Imortal.
Repassei também para os blogueiros gremistas a sugestão de um leitor para que haja uma ação conjunta de todos os blogs. Vamos ver o que será feito.
Enquanto isto um glorioso coronel da corporação, outro, que o que se manifestou ontem covardemente se retirou de cena e retirou todas referências ao seu time de coração do facebook, falou que em 40 dias vão descobrir quem atirou as balas, como se tivesse sido só um o brigadiano que atirou contra a torcida.
Ótimo. Quarenta dias é tempo mais do que suficiente para o caso cair no esquecimento.
Enquanto isto, o i$ento WC, mais uma vez defendeu a truculência policial e afirmou que a Geral é a culpada de tudo. Claro que ele não viu que depois que a polícia deixou a Geral livre não aconteceu mais nenhuma briga. WC, com sua atitude tacanha confirma que o Santana tem razão quando diz que ele é o sujeito mais burro que ele já conheceu. E deve ficar feliz. Porque se não é o mais burro seria o mais desonesto.



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Leia abaixo o comentário do Daniel Matador sobre o assunto.

30 de agosto de 2013

Daniel Matador: Apenas cumpro ordens meu senhor!

“Quando ele viu Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele e gritou em alta voz: "Que queres comigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te por Deus que não me atormentes!"
Pois Jesus lhe tinha dito: "Saia deste homem, espírito imundo!" Então Jesus lhe perguntou:"Qual é o seu nome?""Meu nome é Legião", respondeu ele, "porque somos muitos."E implorava a Jesus, com insistência, para que não os mandasse sair daquela região.”
Evangelho de Marcos, Capítulo 5, versículos 6 - 10
 Caros

Seu Algoz me passou uma missão. Da mesma forma que os batalhões de elite da polícia militar (BOPE, BOE e afins) gostam de ressaltar, missão dada é missão cumprida. Mesmo que seja uma missão espinhosa. Como já ressaltei antes e nunca escondi, sou filho de brigadiano. Sempre convivi neste meio. Em minha infância cheguei a passar as férias de verão no alojamento dos bombeiros na praia de Tramandaí, juntamente com outros filhos de brigadianos. Era a forma que militares de baixo soldo tinham para proporcionar aos filhos a possibilidade de um veraneio na praia. A tradicional Operação Golfinho era (creio que ainda é) uma maneira que os soldados tinham de juntar algum dinheiro, pois economizavam ao máximo em sua estadia na praia para guardar os valores das diárias. Até hoje conheço componentes da instituição que são verdadeiros exemplos de conduta e ética. Conheço outros que nunca sequer dispararam sua arma em serviço, mesmo tendo oportunidade para tal.

Entretanto, já há algum tempo, temos presenciado e alguns até mesmo sentido na pele os efeitos de ações desastrosas e atitudes descabidas executadas pela BM, especialmente contra a torcida do Grêmio. Seja no tocante à liberação de um estádio ou na condução do policiamento em uma partida, salta aos olhos a diferença de tratamento dispensada à massa tricolor em comparação com aquele dispensado a “outras”. Óbvio que sabemos que dentro da BM sempre houve grupos de policiais mais truculentos ou mesmo comandos intermediários que primavam por bater antes de perguntar. Sabemos que não há ali um bando de monges, nem é este o objetivo. Se for para enfrentar uma quadrilha de marginais, prefiro uma tropa que saia batendo a uma que comece a rezar. Mas qual seriam então as razões para uma mudança de comportamento tão profunda nesta instituição, a ponto de termos que nos resguardar de quem deveria proteger-nos?

No post que o Seu Algoz publicou, um comentário chamou minha atenção, pois vai ao encontro a algo que sempre tenho pregado. Nosso leitor Vinícius ressalta alguns fatos interessantes. Assim como ele, me recordo que até o início dos anos 2000 o nome dos comandantes da BM, principalmente aqueles responsáveis pela segurança em dias de jogo, sequer eram conhecidos ou comentados. O time para o qual torciam, então, era algo que nunca era aventado. A BM fazia seu trabalho no entorno do estádio, dentro dele, cometia alguns erros e acertos e era isso. Após o fatídico ano de 2006, o cenário mudou. Elementos que antes sequer saíam da toca agora fazem questão de aparecer e principalmente declarar seu amor bicolor. Verdadeiras hordas e legiões de torcedores fardados apareceram das profundezas. Fazem questão de comparecer em “eventos” promovidos por determinados colegiados. Como bem citou o Vinícius, “exteriorizando fanaticamente seu amor róseo”. Nunca duvide-se até onde podem chegar pessoas que vivenciaram décadas de humilhação. Eles não são tantos (colocam meia dúzia de gatos pingados em cada jogo), mas ainda assim são muitos e farão de tudo para que sua amargura seja um pouco aplacada. Alguns incautos e ingênuos já citaram outras vezes nos comentários do blog que para acabar com isto basta o Grêmio voltar a ganhar títulos. NÃO, NÃO BASTA! Ações como esta não irão parar mesmo que o tricolor lote outra sala com troféus! Ao contrário, aí sim que elas serão ainda mais incentivadas.

O caso ocorrido com o gremista Evandro Godoy Kunrath é emblemático. Para quem não sabe, ele foi ferido no entorno da Arena na última quarta-feira. Fiz meus contatos no HPS (diferentemente da ivi, eu costumo ao menos fazer algumas ligações para confirmar dados com fontes) e me confirmaram que os ferimentos foram realmente produzidos por balas de borracha. E que o risco de cegueira é muito grande. Mais um caso de total falta de prática para situações deste tipo? Talvez, sempre há a possibilidade de um brigadiano mal treinado ou que cometa algum erro. Minha opinião segue em outra direção. Também já ressaltei-a aqui. A Brigada É MUITO BEM TREINADA! Esta história de que “não são preparados para este tipo de confronto” ou mesmo que “não sabem como agir nestas situações” é BALELA! Um fato como o que ocorreu só tem uma explicação: ORDENS SUPERIORES! Nenhum brigadiano é maluco a ponto de querer passar um carro no meio de uma multidão sem necessidade e para isso abrir caminho à bala (mesmo que de borracha)! Tanto é que nos casos que presenciamos há algum tempo atrás, quando dos manifestos pelo país, a BM NUNCA fez algo sequer parecido! Por qual razão? ORDENS SUPERIORES!

Eu poderia ser um pouco mais explícito ao apontar os verdadeiros responsáveis por isso. Mas o foco do blog não é a política, razão pela qual não pretendo enveredar por este caminho. Parafraseando e adaptando o que Cristo já havia falado em suas parábolas: quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Quem tem olhos para ver, veja. Quem tem mente para pensar, pense. E verão que as conclusões são cristalinas como água. Temos uma legião de demônios comandando as ações daqueles que deveriam zelar por nós. Um exorcismo se faz necessário.

Saudações Imortais

P. S.: tem jogo do Grêmio neste sábado. Gostaria de ter escrito algumas palavras mais positivas para seguirmos em frente com a boa fase. Mesmo sem elas, quem puder, vá à Arena para mostrarmos que somos muito mais fortes.

Talvez Idiota, tenha partido da tua santa mãe!

Eu pedi para o Daniel escrever sobre os confrontos da BM com a torcida do Grêmio. E ele prometeu para hoje. Mas diante do que li hoje não posso deixar de escrever umas poucas linhas. Depois o Daniel esmiúça.
O que me revoltou foi a reportagem sobre o gremista Evandro Godoy Kunrath.
Ele estava indo para o estádio e, sem participar de nada, levou dois tiros de bala de borracha e pode ficar cego.
Isto já é suficiente para revoltar. Mas o que me tirou do prumo foi a manifestação do Comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar, unidade que atuou no confronto, o tenente-coronel Eduardo Biacchi.
O elemento em questão após afirmar que o caso será investigado falou assim:
Muitas vezes, as coisas podem parecer que ocorreram de uma forma, mas ocorreram de outra. Precisamos ouvir a perícia, precisamos confirmar se o tiro partiu, de fato, da arma de um dos nossos PMs e se foi disparado realmente no entorno da Arena — diz o tenente-coronel.
Eu paro por aqui porque seria processado e, quem sabe, passaria também pela experiência de levar umas balas de borracha, ou mesmo de mais peso no lombo.
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Daniel, é contigo.

29 de agosto de 2013

Um político, mais um, bem danadinho

Que os políticos, todos eles, brasileiros perderam a vergonha, o pudor e a decência todos sabem. Está aí a não cassação de um ladrão condenado a 13 por roubo e formação de quadrilha.
Políticos que tratam a população como trouxas e abobados não são todos. Mas tem uns que tem ainda sobra de indecência para tal.
Como este Urbano Schmitt, por exemplo. Para quem não sabe ele é secretário municipal de Porto Alegre de uma tal de Secretaria Municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégicos. Um nome pomposo que, provavelmente, esconde mais um cabide de emprego.
E o que fez este famoso quem?
Sobre a invasão do espaço público, mais uma, do glorioso SCI, que resolveu fazer usucapião da calçada e de parte da avenida que passa na frente do Remendão, assim se pronunciou Sua Excelência, segundo o insuspeitado morango Hildor Bombacha:
A matrícula é do Inter e a calçada é pública.Não houve invasão.Não houve ilegalidade.Tudo foi aprovado pela prefeitura.
Eu confesso que li umas 10 vezes esta manifestação. E ainda não consegui entender.
A calçada e a rua são públicas, segundo ele. Mas o timinho pode invadi-las e fazer o que quiser sobre elas sem que isto signifique que esteja cometendo ilegalidade.
E diz que tudo foi aprovado pela prefeitura.
É mesmo Excelência? Não é isto que diz a arquiteta Eliana Castilhos neste link aqui.

Pois depois desta, tivesse eu coragem, diria que este senhor ou é um tremendo gozador, ou imbecil, ou um cínico. Porque sem inteligência ele não é. Afinal, para conseguir uma boca em secretaria tem é de ser bem esperto.
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Enquanto isto, alguns comentários do blog reclamam do fato do Grêmio, através do Presidente Koff e sua direção, não se posicionar em relação a isto.
Ora, não é papel do Grêmio ser fiscal de obras e muito menos opinar sobre assuntos que são da alçada da prefeitura, do estado e do Ministério Público.
Fosse o Grêmio como instituição se manifestar e todas as baterias i$enta$ aproveitariam a deixa para desviar o foco do verdadeiro problema. O mínimo que diriam é que o Tricolor estaria se metendo no que não é da sua conta.
Quem tem de se manifestar somos nós, cidadão que pagamos impostos, muitos e escorchantes impostos, para caminharmos nas calçadas, para usarmos as avenidas e para ter serviços decentes que nunca aparecem.
Quem deve fazer pressão sobre os políticos e sobre o Ministério Público somos nós. E, se nada disto adiantar, retribuir com voto ou falta de, na próxima eleição.

28 de agosto de 2013

Dificílimo, mas saborosíssimo

Grêmio 2 x 0 Santos

Pré jogo


Não tem muito que falar antes do jogo.

É hora de concentração e espera.
Mas é hora de confiança. O Grêmio passa.
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Antes do jogo notícia de que os gloriosos brigadianos estavam surrando a torcida nas cercanias da Arena. Nenhuma novidade. Mas isto e a invasão pelos morangos dos espaços públicos será objeto de post na sexta-feira.

Primeiro tempo: 0 x 0
O Grêmio começou o jogo marcando em cima mas um pouco acelerado demais para o meu gosto. Por conta disto havia muitos erros de passe. Aos 8 minutos a primeira chance. No escanteio Barcos cabeceou por cima.
Aos 11 minutos uma blitz quase resultou em gol.
Pará, novamente, jogava muito e foi atorado por um jogador do Santos aos 15 minutos.
Aos 20 minutos era um escanteio para o Grêmio mas no contra-ataque o Santos só não fez porque o atacante resolveu passar para outro que estava impedido. Gol anulado. Na resposta Ramiro quase guardou de fora da área.
O Grêmio não produzia mais nada e aos 33 minutos Kleber arriscou de fora da área. Sem perigo.
O primeiro tempo se foi embora sem mais nada de importante.
As melhores chances foram do Santos.
O Grêmio jogou muito nervoso e sem a inteligência necessária.
Se não voltar mais calmo para o segundo tempo será quase impossível ganhar.

Segundo tempo: 2 x 0

Renato mandou o mesmo time para o segundo tempo. E os mesmos problemas.
Aos 6 minutos Bressan entregou o ouro. Por sorte o bandido não acreditou e errou. 
O jogo estava a feição do Santos. Mas aos 10 minutos Barcos foi na linha de fundo e cruzou. Encontrou Souza como centro-avante. E este não errou. 1 x 0.
Com o gol o time deu uma acalmada. E aos 18 minutos Maxi Rodriguez entrou no lugar de Riveros.
O Grêmio pressionava mas não conseguia criar e nem mesmo chutar no gol do Santos.
Aos 37 minutos quase o empate.
Aos 42 minutos Pará cruzou, a zaga rebateu. Pará entrou tabelando com Maxi Rodriguez e cruzou. Werley marcou. Um gol inesperado. Mas muitas coisas inesperadas acontecem com o Grêmio. Um golaço pela triangulação e pelo acabamento.

.....
Como eu falei seria sofrido.
O time ainda não está maduro. E sentiu a responsabilidade de ter de fazer 2 gols. Mas fez.
A velha garra está, definitivamente, de volta.
Amanhã ou depois a gente faz uma análise mais calma do que foi o jogo.
Agora é comemorar.

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Como jogaram

Dida: Sem trabalho no primeiro tempo. Muito menos no segundo.
Werley: Muito bem. E fez o gol da classificação.
Rhodolfo: Muito bem.
Bressan: Deu uma entregada que quase foi gol. No mais bem.
Alex Telles: Não repetiu os jogos anteriores.
Pará: Começou bem e depois se enredou no nervosismo. Mas no final cresceu e fez a jogada do gol da classificação. Por causa disto o melhor em campo. De novo.
Riveros: Bem até sair.
Souza: Fez o gol em jogada que começou. Bem.
Ramiro:Nervoso como todo o time no primeiro tempo. Melhorou um pouco no segundo tempo.
Kleber: Muito esforço mas não repetiu o jogo de sábado. Mesmo assim ajudou na vitória. 
Barcos: Lutou. Fez a jogada do primeiro gol. 
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Maxi Rodriguez (Riveros): Entrou nervoso, atabalhoado. Mas participou da jogada do gol.
Gabriel (Ramiro): Entrou no fim.
Yuri Mamute (Barcos): Entrou no fim.

Renato Portaluppi: Demorou para fazer as substituições. Mas mostrou que é treinador sim senhor.
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Arbitragem: Felipe Gomes da Silva (PR), auxiliado por Guilherme Dias Camilo (MG) e Fabiano da Silva Ramires (ES). - Não atrapalhou muito.

Osso duro

Não vai ser fácil. Pelo menos não é o que se espera.
Amanhã estaremos surpresos se vier uma goleada hoje.
Amanhã estaremos felizes se vier uma vitória, nos pênalties que seja.
O Santos está crescendo, embora não tenha a força do Grêmio.
O Grêmio está crescendo mas ainda tem dificuldades no ataque.
Eles deverão jogar fechados e especular.
O Grêmio deverá jogar para fazer mais de um gol sem levar.
É um jogo de xadrez. De inteligência.
Há uma maneira de ficar menos indigesto: a torcida rugir desde as 20 horas. Fazer cada jogador do Santos sentir como se estivesse sendo esganado pelo Mike Tyson.
Tirar o ar e a vontade deles correr desde o primeiro minuto.
Aí pode até se tornar um pouco menos difícil. Que fácil não vai ser não.
Mas eu confio que vai dar. Tenho quase a certeza.

27 de agosto de 2013

Desconto de 50% no preço dos ingressos

Xô, frio! Amanhã a Arena vai virar um caldeirão.

O desejo da direção do Grêmio é lotar a Arena amanhã à noite contra o Santos pela Copa do Brasil. O apoio do torcedor é fundamental para reverter a vantagem dos paulistas e se classificar às quartas de final. Por isso, a promoção de 50% de desconto nos preços dos ingressos para o jogo das 21h50min (neste frio infernal). O tricolor precisa vencer por dois gols de diferença para manter vivo o sonho do penta.
 
A redução vale para os setores de Arquibancada, Quarto Nível Fundo e Corner e Gramado Corner, Sul e Central, para sócios e torcida em geral.
- É importante termos a torcida ao nosso lado. Fizemos um esforço para esta redução. O apoio é fundamental para passar de fase – afirma o diretor executivo de futebol, Rui Costa.

A compra pode ser feita pelo site www.arenapoa.com.br ou nas bilheterias da Arena. O horário de atendimento é das 11h às 20h.

Preços dos ingressos Grêmio x Santos: 

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/gremio/noticia/2013/08/gremio-da-50-de-desconto-em-ingressos-para-lotar-arena-contra-santos.html

Fonte: globo.com

26 de agosto de 2013

Daniel Matador: Magia, arte e técnica

  
                                                                 “Eu vi o anjo no mármore e esculpi até libertá-lo.” 
                                                                                                                      Michelangelo
  
Caros

Estive na apresentação de Renato na Arena e escrevi aqui no blog o sentimento que tive naquele dia. O sentimento de que a magia estava de volta ao Grêmio. E falei isso não apenas com o coração de torcedor, mas usando também meu lado racional. Já havia visto treinos comandados por ele em sua outra passagem pelo clube, onde pude constatar que seu método de trabalho não é baseado somente na distribuição de coletes e realização de rachões. Nenhum time teria conseguido fazer aquela campanha naquele ano apenas baseando-se nisso. Com o advento da Arena, o comando de Koff e o engajamento da torcida, tive convicção de que havia a conjugação de fatores necessária para o sucesso do tricolor. Não era apenas um pensamento mágico, como alguns incautos erroneamente rotularam na época. Os mesmos que hoje somem com o rabo entre as pernas ou ficam pianinhos a cada novo feito deste grupo. Será sempre assim: muitos falam sobre futebol, poucos estudam sobre ele, menos ainda o entendem em sua verdadeira essência.

Quem não matou as aulas de história no colégio sabe quem foi Michelangelo Buonarroti. Um dos maiores artistas da história, exímio pintor, escultor, arquiteto e poeta, era considerado o maior gênio de sua época. Ele possuía uma forma própria de realizar suas esculturas. Dizia o mestre: “Em cada bloco de mármore vejo uma estátua; vejo-a tão claramente como se estivesse na minha frente, moldada e perfeita na pose e no efeito. Tenho apenas de desbastar as paredes brutas que aprisionam a adorável aparição para revelá-la a outros olhos como os meus já a veem.” Em suma, enquanto outros viam apenas um tosco bloco de mármore, Michelangelo já vislumbrava o que poderia ser feito com ele. Munido do maço e do cinzel, criava obras de arte desbastando a pedra bruta. Uma qualidade que poucos possuem.

A frase atribuída a Michelangelo, que encabeça este post, é emblemática e pode resumir o que Renato tem feito com os jogadores que encontrou no Grêmio. Da mesma forma como fez com o grupo de 2010, tratou de valorizar a equipe desde o início, mesmo aqueles atletas pouco valorizados. Apenas os que realmente não poderiam ser aproveitados foram descartados, podendo ser caracterizados como os pedaços de mármores que precisam ser desbastados. Os que ficaram foram esculpidos e todos os estigmas que pousavam sobre o grupo começaram a cair, um a um. Dida pegou pênalti. Barcos voltou a marcar gols. Kléber voltou a mostrar as qualidades que o caracterizaram como o Gladiador. Ramiro deixou de ser refugo do Juventude para tornar-se um jovem destaque. Até Pará, o titular com menos recursos técnicos do grupo, acabou marcando um emblemático gol de falta, determinando a quarta vitória seguida da equipe.

Isto não é apenas sorte. Não é apenas pensamento mágico. É a conjunção do trabalho feito durante a semana nos treinamentos, a forma como o grupo está sendo conduzido pelo novo comandante e a aura que começa a formar-se entre o tricolor e sua torcida. É a união de magia, arte e técnica. Renato já mostrou que mesmo alguns cabeças de bagre podem ser úteis quando bem trabalhados. Mesmo toscos blocos de pedra podem tornar-se anjos. Nem que para isso seja necessário tomarem pancadas desferidas por maço e cinzel.

Saudações Imortais

Fera!

Enquanto não chega o post do Matador do meio dia, vai uma jóia.



25 de agosto de 2013

O avanço do Grêmio operário. Dentro da tradição

Depois da tunda de laço que demos nos clubes cariocas que pegamos até aqui, entramos fortes na briga pelo primeiro lugar. Provamos a todos que ESTAMOS superiores a esses times. Acho que isso não tem contestação! O Grêmio será campeão? Não sei e ainda é muito cedo para saber, mas que estamos no rumo certo, isto parece muito claro.
Pois bem, parece que Renato Portaluppi encontrou o caminho das pedras. Optou por três zagueiros e conseguiu deixar a defesa muito forte e consistente. Depois da entrada do ótimo Rhodolfo, nossa defesa mostra uma estatura que ainda não tinha conseguido. Segurança, essa é a palavra certa para definir a contribuição do novo zagueiro do Grêmio. Todos cresceram com sua presença firme. Gosto muito da sua postura. Talvez aí esteja nascendo um líder.

Já são quatro vitórias consecutivas no Brasileiro, onde o Tricolor marcou dez gols (média de 2,5 por partida) e sofreu três (média de 0,75 por partida).
Essa história de esquema é muito relativo. Sabemos que o papel aceita tudo.Tem gente que acha que definição de números é uma coisa definitiva e se apega a isso com muita rigidez. O que importa é a tarefa que o jogador desempenha em campo.

Senão vejamos:
- O chamado esquema 3-5-2  montado por Renato, no papel usa três zagueiros e três volantes (nominalmente). Acontece que na prática, esses três "volantes" são volantes nem tão "volantes". Ou seja, eles não ficam presos na marcação, não são brucutus, tem qualidade, ótimo passe, sabem jogar e abastecem os atacantes. Eles marcam muito bem e atacam muito bem. Essa é a diferença. Se fossem três quebradores de bola (estilo Adriano), aí daria para dizer que Renato está maluco em ter três volantes na equipe. Não é o caso.
- Na minha opinião, o Grêmio joga no esquema 10-0/0-10. O meu esquema preferido.Nem sei se isso existe, mas inventei. Explico: sem a bola todos defendem como cães pitbull, são energicamente combativos e não dão refresco para o adversário. Inclusive Kléber e Barcos. TODOS são zagueiros.Quanta diferença da equipe do não-saudoso Pofexô!!!
Já com a bola, todos se arvoram a procurarem o gol, a vitória. Incessantemente!!!! Neste Grêmio de hoje, que venceu quatro seguidas no Campeonato Brasileiro, não existe bola perdida, os jogadores são incansáveis e muito aplicados na sua tarefa.
- Com três zagueiros, Pará e Alex Telles crescem na parada. Estão soltos e felizes como borboletas em tarde de primavera. Correm muito pela lateral  e cruzam seguidamente para os atacantes. Estes agradecem...
- Os passes errados diminuíram sensivelmente nas duas últimas partidas. Sem passes errados, a bola anda e as jogadas têm uma boa continuidade. 
- Então, não existe mistério. O fato é que Renato encontrou as peças certas para seu esquema. Apesar de que eu colocaria um meia mais agudo na minha equipe. Poderia ser  Máxi ou Guilherme Biteco. Poderia ser no lugar de Souza que parece não estar nas suas melhores condições física e jogando com dores.
- E por fim, futebol é muito simples. Não precisa inventar e fazer "Pojétos" mirabolantes. Aliás, quanto mais simples, maior a possibilidade de ser vencedor.

Homenagem a Parazinho, "operário padrão"

Então, na minha opinião, o essencial é manter a humildade e os pés no chão. Todos os grandes títulos do Grêmio foram conseguidos com muita dedicação de jogadores "operários". Chamo de operários aqueles que no lugar da vaidade dão preferência para aplicação, sacrífício e muita luta. Essa é a essência de nossa história. Isso não quer dizer que não possam ser bons de bola.  No Grêmio, ser bom de bola não basta. Tem que ter muita raça. Tem que ter sofrimento e dor. Não tem jeito, isso está no nosso código genético.
E quem quiser ser vencedor no Imortal, obrigatoriamente tem que saber isso! 
 

24 de agosto de 2013

Com a cara do Grêmio

Flamengo 0 x 1 Grêmio

Pré jogo


Hora de deixar de lado as falcatruas do cocô-irmão e de seus comparsas do governo, prefeitura e imprensa e focar no jogo.
Renato repete o mesmo time. Talvez seja a primeira vez que consegue desde que chegou.
O Flamengo vem titubeante. Tem bons jogadores mas faz algumas boas atuações e outras muito ruins.
Que hoje seja o dia da partida ruim.


Primeiro tempo: 0 x 1

O jogo começou com o Flamengo tendo quase 100 % de posse de bola. Até os 8 minutos. Aí, falta em Kléber, Pará se apresentou. Ninguém acreditou. Mas ele encestou. O goleiro nem se mexeu.
Com o gol o Grêmio assumiu o comando do jogo. Pará, acima de todos, Kleber, Barcos, Rhodolfo, Alex Telles e Souza jogavam muito. Ninguém destoava.
Faltava o último toque na frente. Atrás não se corria perigo.
O jogo foi assim até os 35 minutos quando o Flamengo ensaiou uma pressão. Pressão estéril que não passou de cruzadas altas que Dida pegava sem dificuldade.
E assim terminou o primeiro tempo.


Segundo tempo: 0 x 0

O Flamengo voltou com duas substituições mas com o mesmo jogo, ou falta de. Tentava pressionar sem conseguir.
Aos 8 minutos o Grêmio tentou um contra-ataque mas Kleber primeiro e Alex depois desperdiçaram bisonhamente.
Aos 11 minutos o bandeira inventou uma falta contra o Grêmio mas foi desperdiçada pelo André Santos.
O Grêmio controlava mas não conseguia encaixar um contra-ataque.
Aos 20 minutos uma jogada espetacular de pé em pé acabou em Barcos que explodiu no travessão. Uma pena. Na jogada seguinte Rhodolfo cabeceou para fora.
Até o tempo em Brasília é preguiçoso e desonesto. E por conta disto o relógio não andava.
O Flamengo tinha 70 % de bola mas não criava nada.
Aos 32 minutos uma jogada espetacular e o goleiro do Flamengo fez milagre. Barcos chutou para defesa milagrosa.
Kleber saiu para entrar Mamute. E o jogo seguia tenso. Muito mais pela falta do segundo gol do que pelas ameaças reais do gol do Flamengo. Mas 1 x 0 é um placar escasso.
.....

O Grêmio cresce a cada jogo. E está cada vez mais guerreiro. Fruto, vejam só, de um treinador que gosta do futebol alegre e faceiro do Rio de Janeiro.
Nenhum time está marcando tão bem quanto o Tricolor.
O negócio é manter a humildade e os pés no chão. O resto vem com certeza.
Agora pausa no nacional e foco no Santos.
Mas antes vou tomar um vinho que ninguém é de ferro.
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Como jogaram

Dida: Nenhum trabalho no primeiro tempo. O mesmo no segundo tempo. Mas seguro nas saídas de bola.
Werley: Muito firme.
Rhodolfo: A cada dia joga mais.
Bressan: Um belo primeiro tempo. E um segundo tempo ainda melhor.
Alex Telles: É o melhor lateral em atividade no Brasil.
Pará: Um primeiro tempo espetacular com direito a golaço. Um ótimo segundo tempo também. Pelo conjunto o melhor do time.
Riveros: Jogador que não faz firula mas fecha muito bem a entrada da área.
Souza: Melhor que nos jogos anteriores. Bela atuação.
Ramiro: Era o volante mais adiantado. Muito bem.
Kleber: Um belo primeiro tempo. E um segundo ainda melhor.
Barcos: A cada dia se entende melhor com Kleber. Perdeu dois gols mais por mérito do goleiro mas jogou muito.
.....

Yuri Mamute (Kleber): Entrou para segurar a bola e conseguiu.
Matheus Biteco (Souza): Entrou para ganhar tempo. 
Gabriel (Barcos): Entrou para fechar ainda mais.

Renato Portaluppi: Tem um time guerreiro com a cara do Imortal na mão.
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Arbitragem: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC), auxiliado por Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP) e Ivan Carlos Bohn (PR) - Inverteu algumas faltas e impedimentos. Mas não roubou.

Eleições e filhinho das mamães

Fartura ou excesso?

Haverá eleição para o conselho do Grêmio. E apareceram 7 chapas. Mais do que serem 7 as chapas, observa-se que cada uma delas é resultado da união de 2, 3 ou mais correntes, o que mostra a profunda divisão que existe no clube. Divisão esta que tem atrapalhado o avanço para a frente.
O bom de ter 7 chapas é que, provavelmente não haverá o patrolamento de um único grupo sobre os outros. Com isto haverá representante de quase todas as correntes no conselho, o que pode acalmar os lombriguentos.
O risco é nenhuma chapa passar pelos 20 % da cláusula de barreira, o que poderia ser interessante sob alguns aspectos.
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Vendeta rasteira

Danrlei foi um grande goleiro apesar de arrumar confusão muito seguidamente.
Danrlei, como político está mais para o goleiro encrenqueiro do que para aquele que salvava o time.
Não era sócio do Grêmio até 2 ou 3 meses atrás. E por isto não pode ser candidato. O que não impede que ele se meta na eleição.
E entra querendo mandar. Vetou Evandro Krebs na chapa que organizou com o Cacalo. Cacalo, aliás, que foi um grande vice de futebol mas foi um presidente e é um radialista que não somou para os interesses do Grêmio.
Não conheço Evandro Krebs a não ser pela imprensa. Sei que fez parte de diretorias perdedoras como muitos outros. Mas sei também que tem trabalhado gratuitamente pelo Grêmio.
Sob todos os aspectos, este veto é lamentável e mostra a falta de grandeza do Danrlei. Dizem que foi vingança pura.
Se é assim, melhor seria que ele continuasse como deputado medíocre que é e não fosse para o Grêmio fazer as mesmas confusões que fazia em muitos jogos.
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Mimadinho tudo pode

Todo mundo sabe o que é ser filhinho de papai. Aquele boboca mimado que tudo consegue na malandragem, na manha ou mesmo aproveitando-se da leniência dos pais. Geralmente o filhinho do papai é aquele nenê mais novo, que sempre aposta no cansaço daqueles que deveriam educá-lo.
Pois no futebol apareceu o filhinho do papai. No caso o filhinho é o timinho do Cheira Rio. Mas há uma inovação.  Parece que ele é filhinho de mais de um papai. Talvez isto aconteça por este time ser meio bastardo e não ter um pai certo e comprovado. Os papais da hora são o Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, o governo do estado, a prefeitura de Porto Alegre e setores do jornalismo esportivo gaúcho.
Ao filhinho destes papais tudo é permitido. Pode jogar em campinho sem condições. Pode invadir terreno público. Pode construir sobre passeios e calçadas. Não há limites para o pequeno quando começa a bater o pé.
É tão fácil a vida do anjinho, são tantas as regalias e vantagens que há quem diga que pai nenhum faria isto. Parece mais trabalho de mamães.
O problema é que quase sempre, filhinho de papai ou mamãe apronta para aqueles que o protegem por perder o senso de responsabilidade e a noção de civilidade e cidadania.
Se amanhã morrer gente em um estádio sem condições ou por atropelamento, espera-se que os criadores do monstro caiam na realidade. Espera-se mas se duvida completamente.

22 de agosto de 2013

A música é tocada pela orquestra


Interessante a pauta do i$ento

Bressan falhou feio no gol ontem. Falhou? Eu escrevi que falhou. Mas foi tamanha a reação dos i$ento$. Foi tão desproporcional a reação dos i$ento$ que pensei que deveria haver algo por trás.
Então, a primeira coisa que fiz foi olhar a jogada. Olhei sem a emoção e sem a decepção do momento.
Mudei de ideia. Bressan não falhou. Foi uma falha coletiva. A defesa estava fora de lugar, o cara entrou pela esquerda, mandou para o meio e pegou Bressan no contra-pé, com direito a leve escorregão quando tentou se recompor.
Jogada que acontece muitas vezes. Só em jogo do timinho, por exemplo, acontece 3 vezes por partida pelo menos. Tirando a de hoje que aquilo não foi futebol. Carnaval é outro departamento. E acontece pelo menos três vezes mas não se vê ninguém trucidando os espetaculares Ruian e sei lá mais quem joga naquele timeco vagabundo.
A segunda coisa que fiz foi me informar de uma coisinhas. E descobri, vejam só, que Bressan é um jovem jogador em alta na Europa com boa cotação e que, em futuro próximo pode vir a ser negociado.
Então tá.
Bressan é um craque indiscutível? Não é. Pelo menos ainda não.
Bressan pode vir a ser um grande zagueiro? Muito provavelmente será.
O que precisa para isto? Treinamento sério e apoio, que potencial ele tem e muito.
O que pode atrapalhar? Uma onda pesada sobre um guri inexperiente. E uma torcida que vá atrás de elementos que o tempo todo se preocupam em desqualificar tudo o que é do Grêmio e em glorificar os fredinhos, otavinhos e viadinhos do lado de lá.

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Enquanto isto ...
com pouco mais de mil pessoas no monumental Camp Nóia ...
Pois é! Esperem sentados a repercussão.


Arquibancada liberada sem contestação pelo glorioso Corpo de Bombeiros do RS

21 de agosto de 2013

Derrota amarga mas que não assusta

Santos 1 x 0 Grêmio

Pré jogo

Como todo o ano, tem as malditas eleições no Grêmio. Se não é para presidente é para o Conselho Deliberativo como agora.
Sete chapas com aproximadamente 1000 candidatos no total. Muitos candidatos não devem nem saber que são candidatos. Outros devem ter sido caçados ao passarem na frente do Olímpico.
Espera-se que, desta vez, não atrapalhem o time com política rasteira.

Primeiro tempo: 0 x 0


O mago do cinema, Marcos Agostini, veio assistir ao jogo aqui. E pode constatar especialmente a diferença de atitude do time do Grêmio.
Sumiram os balões. Apareceu a segurança do toque curto.
O time, definitivamente está com confiança.
Faltou jogo no primeiro tempo. Especialmente faltou acertar o último passe. Apenas isto impediu que houvesse uma vitória do Grêmio no primeiro tempo.

Segundo tempo: 1 x 0


O segundo tempo começou quente e no primeiro minuto Kleber cabeceou para fora da risca da pequena área após cruzada de Pará. Um gol perdido.
Pará, de novo, aos 10 minutos fez uma cruzada espetacular e Barcos perdeu um gol inacreditável. Cabeceou para fora.
Dois gols imperdíveis que podem fazer falta.
Logo depois Dida fez uma grande defesa.
Aos 18 minutos quase gol do Grêmio no escanteio. Souza chutou por cima.
Aos 24 minutos o juiz aliviou uma entrada assassina no Barcos e deu só amarelo para o criminoso.
Mas tem uma história no futebol que parece que ninguém aprende: quem não faz leva.
Aos 36 minutos, quando Renato trocava um atacante por um volante para manter o empate uma falha terrível do Bressan deu um gol para o Santos.
Depois no desespero o time tentou o empate mas não conseguiu criar mais nada.
.....

O Grêmio está jogando com muita segurança defensiva, com exceção de uma jogada. No segundo tempo teve chances para matar o jogo não matou.

A derrota foi amarga embora não injusta. Afinal, não fazer os gols foi erro do Grêmio.
Mas vou avisando. O Grêmio ganha por 3 para mais de diferença na Arena.
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Como jogaram

Dida: Não trabalhou no primeiro tempo. Nem no segundo.
Werley: Razoável.
Rhodolfo: Muito bem.
Bressan: Algumas falhas toscas no domínio da bola. Entregou o gol para o Santos.
Alex Telles: Bem. Bela atuação.
Pará: Pará é Pará. Um fiasco quando passava do meio de campo no primeiro tempo. Três cruzadas perfeitas no segundo tempo que não foram gol por falha dos atacantes.
Riveros: Seguro e discreto.
Souza: Discreto. Errou um gol porque chegou desequilibrado na bola
Ramiro: Bem na defesa. Errou no último passe.
Kleber: Muito participativo. Errou um gol feito no segundo tempo.
Barcos: Tentou algumas jogadas sem acertar no primeiro tempo. Errou um gol feito no segundo tempo.
.....

Guilherme Biteco (Riveros): Sem tempo.
Matheus Biteco (Kleber):  Sem tempo.
Lucas Coelho (Ramiro): Sem tempo.

Renato Portaluppi: Deu azar ao levar o gol quando fechava o time.

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Arbitragem: Jailson Macedo Freitas (BA), auxiliado por Carlos Berkenbrock (SC) e Luiz Carlos Silva Teixeira (BA) - juzinho caseiro muito do ordinário. Aliviou uma agressão no Barcos que deveria ser expulsão.

Um jogo difícil hoje à noite

O jogo de hoje contra o Santos pela Copa do Brasil será uma parada duríssima! Não pensem vocês que é jogo jogado. Os paulistas entrarão a morrer e tendo de recuperar a honra e a glória.
Renato segue com três zagueiros, o que particularmente acho excelente.
A contratação do zagueiro Rhodolfo foi uma bela iniciativa da direção. Depois de sua entrada no time, o Grêmio estabilizou-se e passou a ter uma defesa segura e consistente. A propósito de Rhodolfo, o futebol realmente têm coisas ininteligíveis. Como podia este jogador, que mostra grandes qualidades, estar na reserva de um São Paulo perdedor e ineficiente?
Mistérios...


Zagueiro Rhodolfo: está camiseta lhe cai muito bem.
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Falando-se em São Paulo, como de costume esse clubeco  se atravessa novamente em negociação do Grêmio.  Que clubinho mequetrefe!!! Welliton estava autorizado pelo tricolor a acertar-se com o Coritiba mas no meio do caminho foi seduzido pelos paulistas.
Como este jogador é um cabeça de vento e sem noção (para não dizer burro), pensou que decidiria sozinho para onde deveria ir. Fez muito bem a direção em ordenar sua volta à Porto Alegre.  
Se  o São Paulo quiser contratá-lo, vai ter que abrir o cofre. Não pensem que são mais espertos que os outros, porque "ocês" não o são!!!!
Aliás, de tanto se acharem mais espertos que o mundo, estão caminhando a passos largos para a segunda divisão.
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Hoje foco TOTAL no jogo.
Dá-lhe TRICOLOR!!!!!


20 de agosto de 2013

Minuzzi: Confiança é fundamental

O Pirata voltou!


Amigos do blog,

Tenho muito medo de ser chato, então não me atrevi a escrever mais. Contribuía nos comentários, pois imaginava o que estava acontecendo com o time. E, vendo agora que estava certo, vou refrescar meus últimos comentários atendendo o pedido do seu Algoz e escrevendo um pouco sobre o momento atual do Grêmio.

A confiança é fundamental para qualquer esportista. Porque ela traz a coragem de buscar o acerto? Não! Porque ela elimina o MEDO de errar. Tenho exemplos fresquinhos em minha mente de jogos meus em que dava tudo certo e outros que dava tudo errado..... Quando estava na fase de acertar, já tinha acertado tanto que me credenciava a arriscar uma diagonal mais curta, ou ir mais forte no saque, pois se errasse naquele momento não teria problema, estava com crédito. Resultado? Fazia um ataque espetacular ou um ace.
Na fase ruim, me preservava e tentava fazer só o simples, pois o jogo não estava entrando. Ataques seguros e ia para o saque só para passar a bola. Então acontecia de errar e a exposição era enorme e vergonhosa....
Sou capitão dos times que jogo desde escolinha de futebol.....sempre tive esse lado líder de reconhecer quando um companheiro passava por alguma dificuldade. Os sintomas são visíveis: erros bobos, cabeça baixa, falta de paciência, corpo pesado parecendo falta de preparo físico, irregularidade, AZAR....
Lembro que nos comentários aqui no blog, eu falava muito: "Gente, sem desespero! Não adianta trocar o time todo! Quem entrar agora vai jogar mal também! Temos que resgatar a confiança e isso acontece só jogando!"
Era meio metralhado.... O Mamute tinha que jogar no lugar do Kleber. Lucas Coelho no lugar do Barcos, que já era visto como o maior enganador que o Grêmio contratou... Souza nem importava quanto tempo estava parado....esses dias até o Zé Roberto virou dispensável.....
Pois o coitado do Lucas Coelho entrou na fogueira e....... errou um gol debaixo das traves. Porque ele é ruim? Claro que não! Mostrou no gauchão que sabe jogar....Mas a falta de confiança era GERAL e não INDIVIDUAL.....

Em um jogo que tinha tudo para dar errado, um lance de coragem do Riveros mudou o rumo da prosa....aquele gol, daquele jeito, se jogando de corpo e alma, caindo meio desacordado.....aquele gol não sacudiu só a cabeça do Riveros.....sacudiu a de todos nós gremistas e dos jogadores.... Estávamos ganhando fora de casa, achamos um herói......tudo estava mudando!
Maxi entra, chuta, desvia, trave, chora e .....ENTRA! Sim, passa nesse momento na cabeça daqueles que não estavam conseguindo um passe, ou um chute certo, que ATÉ QUE ENFIM AS COISAS ESTÃO DANDO CERTO!
Quando um jogador que está vivendo pressionado por não conseguir fazer as coisas, sente que o negócio começa a dar certo, parece que emagrece 10Kg, ganha os mesmos 10kg de massa muscular e faz em um segundo os melhores trabalhos físicos do mundo. Simplificando: é o popular tirou um peso das costas!
Então, os Bitecos fazem mais um! VENCEMOS! CONSEGUIMOS! AGORA VAI!
A noite deve ter sido boa. Os jogadores devem ter ligado para seus próximos e desabafado! Devem ter comemorado! Rido, brincado! Deram adeus a desconfiança....menos o Barcos, que precisava de um golzinho....e o Dida....que precisava pegar um pênalti.

Jogo contra o líder.. Um dia um técnico meu, que hoje é técnico da seleção italiana, Mauro Beruto, falou apontando para a porta que levava ao ginásio depois de termos perdido alguns jogos e iríamos entrar em quadra para jogar contra um time forte: " Nesses momentos, podemos ver a porta de duas maneiras: a da dificuldade e a da oportunidade. Decidam em qual delas vocês vão entrar e vamos pro jogo!"
O Grêmio escolheu a da oportunidade. E essa confiança do grupo trouxe jogo a jogo um jogador de volta.....e Dida pegou seu pênalti.....e Barcos fez seu gol.....e o Grêmio se SOLTOU DE VEZ!
E no Vasco? Outros dois do Pirata.....que na opinião de alguns, de ídolo transformou-se na maior "enganação" do Grêmio. Mas  depois desses gols voltou a ser craque.
Torcedor gremista, crescemos na hora certa.. Na hora da Copa do Brasil.Vamos potencializar essa confiança do time! Porque tudo passa! O momento ruim e o momento bom! Mas quando temos bons profissionais e de caráter,o momento bom está sempre por perto.
E para encerrar, uma típica frase do meio esportivo:
NENHUM TIME É BOM OU É RUIM....O TIME ESTÁ BOM OU ESTÁ RUIM.....é questão de momento....
NENHUM TIME É CAMPEÃO..... O TIME ESTÁ CAMPEÃO...
Aproveitemos nossa fase boa, que isso contagie a todos e possa nos trazer uma grande Copa do Brasil.......e que na derrota, não entremos em desespero!

Abração do Minuzzi

19 de agosto de 2013

Chorando de barriga cheia

Pois é gente amiga, como diria o Zambiasi.
De que choram os morangos? Certamente não é por causa dos juízes. Ou não deveria ser se tivessem vergonha na cara.


18 de agosto de 2013

O papo furado do Hernández [26]: Bipolares?

Ele é oportunista. Não tanto nem tão bom quanto o Barcos. Muito menos necessário como o Barcos. Mas foi o Grêmio ganhar 3 vezes seguidas e ele voltou. Segue então o papo furado do Hernández. Que até me surpreendeu pela qualidade.
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Com a glória de Deus tivemos 3 vitórias seguidas e somos, sim, candidatos a sonhos mais altos e palpáveis.

Três vitórias consecutivas com um ataque que encontra o caminho do gol e uma zaga que se ajeita, por enquanto, aos poucos. A desconfiança se dissipou como a névoa matutina do inverno e dá lugar a um sol de esperanças, brilhante, aquecedor e acolhedor.
Porém, depois do jogo contra o Coritiba, muitos já faziam as contas do rebaixamento, reclamavam de Barcos, Kléber, Koff, do cachorro quente da Arena, do tipo de grama escolhido e do Pará. Ok, do Pará é permitido falar mal, talvez assim ele continue se esforçando para ser só ruim, e não um desastre fardado. Outros esfregavam as mãos, visualizando o 14º turno das eleições do ano passado. Pode acreditar, ela ainda não acabou.
Pois bem, o futebol é dinâmico, é "flutuante" e é, por todos esse motivos, um meio de deixar as emoções aflorarem, e é aí que entra a bipolaridade. Termo novo, para distúrbio novo que no meu tempo era tratado com uma boa de uma tunda pra deixar de frescura. Acontece que todos nós nos tornamos bipolares com o Grêmio.
Seja por essa década maldita, seja pela falta de títulos, seja pelo que seja... Andamos mais desconfiados que gato em faxina. Qualquer resultado considerado pelo inconsciente coletivo como "ruim" é motivo de desespero, de lutar para não cair, de achar que tudo vai dar errado e de entregar os pontos e desistir, fazer promessas de não ir mais ao estádio e de se ocupar com um hobby qualquer durante o jogo.
Em contrapartida qualquer resultado bom nos deixa eufóricos, achando que vamos ganhar de qualquer um que apareça na nossa frente e que golear é obrigação do time. Patrolar é a palavra de ordem e o estado anímico parece fazer faltar oxigenação no cérebro. Aí começam a confusão mental e fuga da realidade.
Futebol é imprevisível, não se esqueçam disso. Perderemos e ganharemos até o fim do campeonato, sempre torcendo para que a segunda opção supere a primeira de forma contundente.
Sabendo disso tornamo-nos sensatos, e tendo sensatez a bipolaridade fica como prêmio para os que nada entendem de futebol!

17 de agosto de 2013

Time retranqueiro só faz 3 por jogo

Vasco 2 x 3 Grêmio

Pré jogo


Depois de 2 vitórias nos últimos dois jogos nenhum i$ento mais falou do aproveitamento do Renato. Só há uma forma de não falarem: continuar ganhando.

O Vasco é um time fraco mas que tem, historicamente, tido vantagem contra o Grêmio em São Januário. Este fato e também o fato de que o Grêmio ainda está em formação causam apreensão.
Mas a vitória é possível, e se vier, certamente consolidará o time como um dos que farão campanha.

Primeiro tempo: 1 x 2 


Muito chororô no twitter porque Renato entrou com 3 volantes. E muita chuva. Nada disto impediu que Chris falhasse e Barcos, como verdadeiro centro-avante mandasse para dentro. Eram 5 minutos.

Com o gol o Grêmio passou a controlar o jogo e levava tudo sem perigo quando Pará fez uma falta no lado direito da intermediária. Na cobrança Alex Telles tentou afastar e fez um golaço. Pena que foi contra.
O Grêmio, embora não criasse dominava o jogo. Mas aí, um baixinho invocado resolveu calar a boca de 1 milhão de corneteiros. Ramiro fez um gol antológico. Um bago de fora da área no ângulo. Eram 37 minutos.
Depois do gol o Grêmio voltou a controlar o jogo. E o primeiro tempo escorreu sem nada mais digno de registro.
Um belo primeiro tempo do ponto de vista defensivo. E um excelente aproveitamento no ataque.

Segundo tempo: 1 x 1

O segundo tempo começou igual. O Grêmio controlava e o Vasco tentava pressionar sem conseguir. Aos 5 minutos Pará quase fez. Aos 7 Barcos mostrou que com ele não tem quase. Um golaço.

O jogo continuou com o Grêmio controlando totalmente as ações. O quarto gol parecia muito mais próximo do que o segundo do Vasco.
E quase fez mesmo.
Mas aos 40 minutos o Vasco fez o segundo em posição mais do que duvidosa. Claro que nem o bandeira e nem o juiz deram o impedimento.
.....

Só duas coisas mais:


  1. Grêmio fez um, depois fez dois e depois fez 3. E mesmo com 3 volantes não recuou nunca.
  2. Nada mais a dizer. Aproveitem o sábado com mulher, namorada, namorado ou com quem quiser. Amanhã ou depois se discute as nuances deste jogo em que apareceu um candidato ao título.
_____

Como jogaram

Dida: Sem trabalho no primeiro tempo e sem culpa no gol. Boas defesas no segundo tempo.

Werley: Médio.
Rhodolfo: É um xerifão.
Gabriel: Não apareceu. O que pode ser bom. Firme.
Alex Telles: Sem culpa no golaço contra. Muito bem.
Pará: Fez algumas faltas desnecessárias. Uma resultou em gol. Mas foi muito bem no segundo tempo.
Riveros: Discreto mas seguro. Saiu por cansaço.
Souza: Firme no desarme.
Ramiro: Um golaço e bela atuação. Pede passagem. 

Kleber: Muito bem.

Barcos: Quatro gol em 4 jogos. O que mais precisa para um centro-avante? Melhor em campo disparado.
.....

Guilherme Biteco (Riveros): Entrou bem.
Matheus Biteco (Souza): Entrou para ganhar tempo.
Saimon (Kleber): Entrou para ganhar tempo.

Renato Portaluppi: Ele só sabe fazer rachão e não entende nada de futebol.

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Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (GO), auxiliado por Marcio Eustaquio Santiago (MG) e Flavio Gomes Barroca (RN). - não apareceram no jogo. Nota 10.

Daniel Matador: Abatendo um a um

Caros

Quem acompanha o blog sabe que os filmes de faroeste fazem parte de um dos gêneros que mais aprecio, razão pela qual já citei vários aqui, além de criar analogias entre eles, o Grêmio e o futebol. Talvez por acreditar que as dificuldades enfrentadas pelos colonizadores americanos no velho oeste tenham alguma semelhança com as dificuldades que o Grêmio sempre enfrentou ao longo de sua existência. Pois em 1963 o soldado e posteriormente ator Audie Murphy, do qual já falei aqui, protagonizou o filme Abatendo Um a Um, onde ele é preso a outro pistoleiro por uma corrente. Ambos têm que fugir para sobreviver e, como o título sugere, abater seus inimigos, um a um.

Quando o Grêmio anunciou Renato como treinador, grande parte da torcida ficou eufórica e outra parte permaneceu receosa. O estigma de que Renato não é treinador, não estudou para ser técnico, só realiza rachões, não é nada além de um motivador e outros argumentos quaisquer fortaleceram esta visão. Já expus no blog minha opinião a respeito. Renato não é o melhor treinador do mundo, está longe disso. Comete erros e acertos, como todo treinador. Contudo, pelo que já conferi com meus próprios olhos, atribuir-lhe a fama de mero distribuidor de coletes é uma injustiça. Sou um estudioso do futebol e sempre me interessei por análise tática, mecânica de jogo e fundamentação técnica. Razão pela qual até surpreendi-me um pouco quando assisti treinamentos orientados por Renato onde vários fundamentos foram aplicados.

Independentemente de quaisquer discussões acerca disso, o fato é que ele é o treinador e o grupo de jogadores é este que aí está. Eu também gostaria muito de alterar certas peças do elenco. Pará, por exemplo, por mais esforçado que seja, é insuficiente para ser o lateral que o Grêmio necessita. No jogo contra o Coritiba, o qual acompanhei na Arena, sua atuação foi sofrível, não obstante o time todo não ter jogado nada naquela noite. Entretanto, por incrível que pareça, estamos tão mal servidos de laterais no Brasil que nenhum titular dos outros clubes é tão superior assim ao próprio Pará. Teríamos a alternativa de contratar alguém e apostar, testar outro jogador na posição ou buscar um garoto da base. Tinga, que se recupera de lesão sofrida enquanto defendia a seleção brasileira no exterior, provavelmente ganhará chances quando voltar.

Até lá, assim como os pistoleiros que ficaram presos por uma corrente no filme, a torcida do Grêmio está ligada a Renato e seu grupo, querendo ou não. O técnico e o grupo são estes aí, não devendo haver grandes surpresas no elenco até o final da temporada. Como já havia feito em sua outra passagem, Renato está apostando em jovens promissores, como os irmãos Biteco, Maxi Rodriguez e Ramiro. Ainda gostaria de ver Gabriel formando a zaga com Rhodolfo. Não importa, estamos todos ligados ao time e temos de torcer para que ele dê liga. Em um campeonato como este, utilizando a fórmula de pontos corridos, é necessário este engajamento para que se erga a taça. E os adversários devem ser enfrentados com as peças de que se dispõe, jogo a jogo. Hoje temos uma partida complicada contra o Vasco, em São Januário. É assim que se ganha: abatendo um a um.


Saudações Imortais

16 de agosto de 2013

Ética de borracha

O Brasil, este pobre país dos trópicos teve até há pouco tempo um presidente que, talvez, por ser ex-pobre, semi-analfabeto e "representante dos desvalidos" era inimputável.
Podia dizer ou fazer o que bem entendesse que a lei jamais se incomodava com ele.
Pois agora temos um treinador inimputável. O Sr. Dunga, do alto de seu insuportável mau humor e de sua visão distorcida da vida e da humanidade pode agredir, xingar, ironizar, ameaçar surrar, etc.
E todos jornalistas gaúchos, e agora se viu, do centro do país também, passam a mão compreensivos na cabecinha oca e, aparentemente mal amada do aprendiz de treinador.
Ele está de mal com o mundo? É porque ele é assim.
Ele xinga o repórter? É porque ele é assim.
Ele pega um gandula pelo braço e destrata ameaçando bater? É porque ele é assim.
Mas por que os outros treinadores não podem ser como são?
.....

Aí um dirigente do timinho fala que tem que bater e dar porrada. E onde anda o tal de Paulo Schimdt, este ente tão diligente em cuidar dos problemas reais e imaginários do Grêmio e da Arena, onde anda este tal de Schimdt que não enquadra nem um nem o outro?

Talvez a explicação esteja no diálogo via twitter  descrito abaixo que tive com o jornalista João Batista Filho, que eu não conheço.
.....

SA - O Dunga sabe todos os podres da imprensa e deve ameaçar contar. Só isto explica serem tão covardes diante dele.

JBF - Cara, isto definitivamente não existe.

SA - Ah não? Então me explica a covardia diante de tantos impropérios do moço?

JBF - ponto de vista. Os colorados reclamam que o Luxa "mandava" na imprensa. Que os jornalistas tem medo do Renato.

SA - Nada a ver. O Dunga é doente, caga em cima da imprensa e todos afagam o menininho dizendo que é o jeito dele.

JBF - Bruxo, esta mesma reclamação eu recebo de vários colorados em relação ao Renato. É sempre assim...

SA - Então tá. Me engana que eu gosto. Vais dizer que não tem o churrasco da segunda? Melhor não que tem foto.

JBF - Um ex-dirigente executivo famoso e com GRIFE do Grêmio pagava jantas (na conta do clube) pra alguns repórteres.

SA - Assim tu estás acusando todos. Melhor dar o nome. Mas é claro que não vais fazer. Não interessa.

JBF - Vendidos? Não. As pessoas podem ter amigos. Eu nunca fui. Mas não condeno quem foi.
SA - Se tu achas que ir em churrasco de dirigente e depois fazer uma agenda positiva do time é normal, lamento.

JBF - Não acho. Só penso que "pau que bate em Xico bate em Francisco" Acontece nos dois.

SA - Mas claro. Ética no Brasil de hoje virou produto bastante elástico. Ninguém se preocupa em preservar a honra.

JBF - Eu também não disse que todos são e tu disse que eu generalizei e não falei nomes pq não me interessa. Coerência.

SA - Tu disseste "um dirigente do Grêmio paga churrasco". Puseste todos na roda. é injusto e é covarde.

JBF - Renato levou a imprensa no Tirol. Pelaipe pagava janta pra repórter em viagem.

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Então é isto. Jornalistas acham normal viver em churrascos com dirigentes e depois ter de fazer matérias em que eventualmente deverão criticar este dirigente.
Acham normal e não querem que se desconfie de sequências de matérias positivas para um lado e altamente negativas para o outro.
Houve uma época em que ética era um produto valorizado e procurado nas relações de trabalho. E ética era algo muito bem definido.
A palavra ética significa aquilo que pertence ao caráter.
Quando alguém exerce uma função pública deve ter capacidade de saber o que pode ou não afetar sua credibilidade. Um profissional sem credibilidade não existe. Vegeta pela vida.O que se tem visto é que no jornalismo esportivo gaúcho profissionais não estão nem por sombra preocupados com sua credibilidade. Sua definição de ética é mais maleável do que um pedaço de borracha.
É um direito que lhes cabe.
Só não esperem que sejam vistos como pessoas honestas e muito menos que se queixem se perceberem que há insatisfação com suas condutas.