22 de abril de 2017

"Queremos ganhar títulos, não jogos"

Confesso que levei um susto. Levei sim.
Soube da escalação pela Grêmio Rádio. Escalação que foi seguida por uma cantilena do Mazaropi criticando a decisão com o argumento de que quem tudo quer tudo perde.
Imaginava que 2 ou 3 jogadores seriam poupados, não o time todo.
O que se seguiu na hora seguinte foi insano. As redes sociais mostraram ataques violentos ao Renato e à direção do Grêmio.
Ataques que só amainaram com o andamento do jogo e com a boa atuação do time reserva. Tão boa que só não ganhou por ter perdido muitos gols e por ter tido pelo menos um pênalti sonegado.
O empate foi um excelente resultado em termos de classificação.
Eu falei que os ataques amainaram. Não falei que cessaram.
Durante o jogo e após o jogo continuaram os donos da verdade criticando a "decisão errada". Duvidam? Leiam os comentários no post pós jogo. Para estes a decisão teria sido errada mesmo que os reservas tivessem vencido de goleada. Não importa. São incapazes de admitir que possam se enganar alguma vez na vida.
Mas eles não estão sós. Quem mais critica virulentamente a direção e a comissão técnica pela decisão? Ponto para quem respondeu os i$ento$ da IVI. Estes não apenas criticaram. Eles ficaram furiosos. E não conseguiram nem disfarçar. Me contaram que o tal de Guerrinha (que alguns gremistas mais ingênuos ainda consideram profissional) antes, durante e depois do jogo esbravejava contra a direção. Além deles houve outros.
Interessante não? Qual a razão disto tudo?
Se você não captou ainda eu explico. Qual o único título que o glorioso time mazembado pode ter este ano? O do Novelhaco, claro. A chance de não subirem é imensa e se acontecer não será com o título. E qual a chance que eles tem de ganhar este torneio vagabundo da FGF? Só se não cruzarem com o Grêmio. Então? Imaginem a decepção ao verem que o tricolor preservou os titulares de um jogo na chuva menos de 72 horas antes da decisão com o Novo Hamburgo. Foi a mais amarga surpresa que eles poderiam ter.
Mas, você que continua desavisado pode pensar que desistiram da luta? Nunca! Jamais! Que a IVI nunca se dá por vencida. Agora as matérias escritas e os comentários em rádio e tevê são que o Grêmio se impôs um peso de toneladas nos ombros ao tomar a decisão que tomou. Alguns são mais sutis. Dizem que a direção impôs este peso no ombro dos jogadores. Hahaha. Claro que perguntaram para o Geromel na entrevista. Foi a primeira pergunta aliás. E a segunda. E voltou mais tarde. Geromel respondeu simplesmente que a responsabilidade já existia e que eles estão acostumados com isto.
Só isto? Claro que não. Olhem os títulos das matérias de idiotas como o Zini, Papoula e outros. Quintuplicaram as matérias negativas de um lado (o nosso claro) e positivas do outro (o deles óbvio). Teve um retardado que mancheteou: "Inter da B contrata melhor do que o Grêmio da Libertadores." Não te perdoo se abriste para ler. É de pageviews que o imbecil, literalmente, se alimenta.
Se você aí, gremista ingênuo ou viciado em corneta ainda não se convenceu de que a decisão foi correta e que foi importante para seguir adiante neste campeonato de bosta de cartas marcadas reflita sobre a frase do Arigatô após o jogo.

"Queremos ganhar títulos, não jogos."

E títulos, digo eu, se ganha com planejamento e inteligência. E o planejamento está sendo minucioso. E sobre a inteligência do Renato, do Espinosa, do Arigatô, do Berdichewski e do Romildo penso que ninguém mais tem dúvidas.

21 de abril de 2017

Avalanche Tricolor: Renato dribla mais uma vez a lógica

Por Milton Jung


Guaraní-PAR 1×1 Grêmio
Libertadores – Defensores del Chaco/Assunção


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Pedro Rocha marca o gol de empate, em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

Confesso desde este primeiro parágrafo que não assistí a um só lance do empate gremista, nessa quinta-feira, no Paraguai. Fui surpreendido com a antecipação do horário da partida, previsto inicialmente para o fim da noite, e não havia como modificar a agenda de compromisso profissional previamente assumido.

Estou em Gramado, de volta à minha terra, onde apresentei a palestra magna do 32º Encontro Internacional de Audiologia, ao lado da colega de trabalho Leny Kyrillos. E enquanto estava no palco, o Grêmio entrava em campo em Assunção.

O celular foi minha fonte de informação. E por ele soube da escalação “alternativa” escolhida por Renato – imagino que após discussão com a comissão técnica e a própria diretoria. Colocar um time de reservas na Libertadores é jogada arrojada demais para ser decidida por apenas uma pessoa, mesmo que esta seja Renato, alguém que já deu provas de quantas loucuras é capaz de fazer para conquistar a vitória.

Mesmo com um histórico de arrojo e coragem, ainda há quem duvide da capacidade de nosso técnico. Ao encerrar minha palestra, procurei um táxi, e o motorista vestia a camisa do Grêmio(coincidência?). Ele estava incomodado. Tínhamos perdido um jogador expulso e o adversário havia marcado seu gol.

“Estamos perdendo!?” – comentei para que ele percebesse que falávamos a mesma língua e torcíamos pelo mesmo time.

“O Renato pediu, né!” – foi a resposta que ouvi em tom de descrença devido a decisão de entrarmos na partida com apenas dois titulares.

Quase caí na conversa dele. Ainda bem que minha mulher, que acompanha o futebol por força do casamento e apenas de revesgueio, interveio:

“Mas não é domingo que tem jogo importante?”

Tinha toda razão, por mais contraditório que pudesse parecer.

Pela lógica, Renato colocaria os titulares na Libertadores – o que poderia ser mais importante do que isso? -, e o que resistisse em pé, ele escalaria no domingo quando jogaremos pelo Campeonato Gaúcho. Mas Renato construiu sua história driblando a lógica.

Fosse lógico, Renato, acuado na lateral e de costas, jamais chutaria aquela bola para o alto e em direção a área, permitindo que César, de cabeça, nos levasse ao gol da Libertadores, em 1983. Nem arriscaria atropelar e contorcer o bando de alemães que o cercava no caminho para o gol que nos deu o Mundial, naquele mesmo ano.

Desta vez, sem pudor, preferiu poupar os titulares, confiando que um revés agora seria facilmente recuperado no jogo de volta, no segundo turno da fase de classificação da Libertadores. Resguardou-os para o desafio de domingo quando precisaremos vencer o Novo Hamburgo para nos mantermos na caminhada ao título do Campeonato Gaúcho.

Fez o cálculo certo e foi premiado com mais um gol decisivo de Pedro Rocha – aquele guri que está sempre arriscando -, que nos garantiu o empate, nos deixou na liderança do grupo da Libertadores e nos ofereceu ainda mais entusiasmo para vencermos a disputa, no domingo, pelo Campeonato Gaúcho.

Como disse o presidente Romildon Bolzan: “nossa prioridade é ganhar títulos”. E o Grêmio jogou com inteligência e audácia suficientes para se capacitar a vencer tanto um título como o outro.

20 de abril de 2017

Daniel Matador - Mistão garante a liderança no Paraguai

Guarani 1 x 1 Grêmio

Pedro Rocha fez o gol tricolor no Paraguai (foto: Lucas Uebel)

Caros

Renato começou provocando ataques cardíacos na torcida logo que a escalação foi divulgada. Até entende-se a preservação de alguns titulares por conta da maratona de jogos. Mas botar uma equipe totalmente descaracterizada no Defensores del Chaco foi uma temeridade. O tricolor entrou com Grohe no gol; Thyere e Bressan na zaga; Edilson e Cortez nas laterais; Michel, Jaílson e Arthur formaram um pretenso trio de volantes (não obstante este último ter atuado como meia na base), com Lincoln responsável pela armação e a dupla Fernandinho e Barrios tentando algo no ataque. Uma escalação, no mínimo, temerária.

1º tempo: Guarani 0 x 0 Grêmio

Eram menos de 2 minutos quando ele, Bressan, deu uma rateada e a bola sobrou para o Guarani fazer a primeira conclusão. Para fora, felizmente. Dois minutos depois, aparando escanteio de cabeça, Barrios quase abriu o placar. O arqueiro salvou. Um minuto depois, Fernandinho chutou, a bola bateu na mão do jogador do Guarani (pênalti claro não marcado) e a bola sobrou para o mesmo Barrios, que ficou cara a cara, chutou e o goleiro salvou. Aos 17, Fernandinho fez fila pelo lado direito, driblou dois e chutou, mas o goleiro defendeu.

Aos 26, Grohe salvou parcialmente e Cortez mandou para a lateral. Aos 30, outra salvada de Grohe, desta vez em um chutaço de longe que ia no angulo. Aos 36, grande susto: gol do Guarani, corretamente anulado. Aos 39, grande jogada de Cortez pela esquerda, que cruzou e Barrios aparou, porém pra fora. Ainda houve um bom cruzamento da direita que passou por Barrios e Lincoln chutou, porém a bola bateu na rede pelo lado de fora. Por incrível que pareça, o banguzinho armado para este jogo foi bem na primeira etapa, apesar dos gols perdidos.



2º tempo: Guarani 1 x 1 Grêmio

As equipes voltaram inalteradas para a segunda etapa. Surpreendentemente, o time voltou bem e manteve a boa movimentação. Aos 7 minutos, Michel deu um carrinho e levou amarelo. Aos 16, fez falta sem bola, levou o segundo e foi expulso. Aos 23, Pedro Rocha entrou no lugar de Lincoln. Aos 24, Edilson cruzou para Barrios, que cabeceou para fora. Aos 26, o castigo: Lopez, que havia entrado há pouco, aparou cruzamento do lado esquerdo e marcou de cabeça.

Aos 29, Barrios saiu para a entrada de Everton. Até que, aos 35, Arthur fez jogadaça pela direita e lançou Pedro Rocha, que aparou cruzado e empatou o jogo! Aos 37, Kaio entrou no lugar de Fernandinho. Aos 39, Pedro Rocha dominou, livrou-se do zagueiro e chutou, mas a bola explodiu na trave!




Como jogaram:
Grohe: fez boas defesas e não teve culpa no gol. Nota 7
Edilson: desta vez, não conseguiu fazer as costumeiras triangulações, pois sua parceria para isso era Fernandinho, e não Léo Moura. Com certa responsabilidade na jogada que originou o gol do Guarani. Nota 4
Thyere: se desdobrou em vários para tentar dar conta da zaga. Uma coisa é fazer parceria com Geromel ou Kannemann, outra é fazer dupla com Bressan. Nota 6
Bressan: novamente foi insuficiente. Tentou marcar Lopez no lance do gol, mas não conseguiu. Nota 3
Cortez: provavelmente sua melhor partida com a camisa do Grêmio até agora. Não que isso signifique algo. Nota 5
Michel: foi regular no primeiro tempo. No segundo, levou dois cartões e foi expulso. Nota 3
Jaílson: ainda carece de mais cancha. Nota 4
Arthur: jogador de futuro, um dos melhores em campo. Foi dele a jogada que originou o gol de empate. Nota 8
Lincoln: fez boa jornada, mas deu uma decaída no segundo tempo. Nota 6
Fernandinho: se balaqueasse menos e jogasse mais, seria muito produtivo. Nota 5
Barrios: estava em noite de Pedro Rocha, tal a quantidade de gols perdidos. Nota 4

Pedro Rocha: desta vez, fez o que se espera de um atacante. Empatou o jogo e quase marcou outro gol. Nota 8
Everton: entrou no final. Sem nota.
Kaio: entrou no final. Sem nota.

Renato Portaluppi: se vencesse, seria genial. Se perdesse, seria execrado. Ao fim e ao cabo, acabou se salvando. O time acabou mantendo o estilo de jogo e, dadas a situação, jogou bem. Mas sua decisão será julgada no jogo do ruralito, no próximo final de semana. Nota 6

Arbitragem: Wilmar Roldán foi o apitador, auxiliado por Alexander Guzman e Cristian de la Cruz, todos da Colômbia. Não anotou pênalti claro no primeiro tempo, mas também não chegou a comprometer em excesso.

No frigir dos ovos, mesmo com toda a maçaroca que foi a escalação, o resultado não foi dos piores. O tricolor ainda é o líder do grupo e encara este mesmo adversário na próxima semana, desta vez na Arena, podendo isolar-se na liderança. Antes disso, há o jogo decisivo contra o Nóia pelo ruralito.

Saudações Imortais

O jogo e o mimimi

Anuncia-se time misto hoje e já começou a choradeira. Agora é porque Renato vai, ao que dizem, poupar alguns titulares.
Tem gremista que gosta de mimimi. Impressionante! Todos os grandes clubes monitoram os jogadores e tiram das partidas aqueles mais propensos a lesões. Qual o problema? Ou vocês querem que um Miller entre em jogo da fase classificatória da LA e fique fora de partidas decisivas mais na frente?
Seria tão bom se este povo aprendesse a ver as coisas de uma forma mais realista e menos com o fígado?
Precisa xingar alguém porque a vida não está fácil? Escolhe o político em quem votou e despeja o fel.
O importante no jogo hoje é trazer um bom resultado e os que entrarem tem condições de fazer isto. Se não der, calma que o céu não cairá sobre a cabeça de ninguém.
E se jogar o Gastón Fernandez será uma ótima oportunidade para ver o quanto ele pode render.
Pena é a previsão de muita chuva.
_____

Mas por falar em mimimi, o twitter está mostrando o desespero dos torcedores do Fluminense por terem caído contra o Grêmio na Copa do Brasil. Serão dois grandes jogos.




Por falar em Copa do Brasil, olhem esta notícia:

19 de abril de 2017

9 verdades e 1 mentira do Inter

1 - O Inter apagou os refletores em 1999 para fugir do rebaixamento

2 - O Inter nunca ganhou título relevante na casa do adversário

3 - Mundial FIFA vale, mas rebaixado FIFA não vale

4 - O Inter já pagou mico em Mundial e na Suiça

5 - Rever contra

6 - O Inter pagou o Paissandu para não ser rebaixado

7 - Inter decide quando é e quando não é pênalti no Gauchão

8 - Os melhores craques do Inter jogam na IVI

9 - Dalessandro sempre sente o joelho quando o salário atrasa

10 - O Inter está na série A


16 de abril de 2017

Um resultado inesperado


Grêmio 1 x 1 Novo Hamburgo

Primeiro Tempo: 0 x 0

O jogo começou pegado. Como sempre. os times de interior se acadelam contar os mazembados e fazem final de mundial contra o tricolor.
Aos 3:40 minutos um lance bem duvidoso. Pedro Rocha tentou dar um drible dentro da área e foi empurrado. O juiz do novelhaco mandou seguir.
Aos 5:50 minutos Léo Moura foi patrolado. Kannemman tentou reclamar mas o juiz xiliquento mandou ele ficar quieto.
Pedro Rocha bateu de fora da área aos 9:20 minutos mas o goleiro mandou para escanteio.
Miller bateu cruzado para defesa do goleiro aos 12:45 minutos.
Maicon deu um suco com açúcar para o Miller aos 24 minutos mas Miller bateu para fora. A primeira chance real de gol.
O time do interior se fechava bem e não deixava criar boas chances.
E o jogo seguiu chato até o final do primeiro tempo sem nada digno de registro.

.....

Um mau primeiro tempo. Sem sustos defensivos mas também sem criatividade no ataque.
Uma das piores partidas do Imortal nas últimas semanas.

Segundo tempo: 1 x 1

No primeiro minuto do segundo tempo o time do interior quase fez gol em falha da zaga. Por sorte a bola foi para fora. Maus presságios?
Nah!
No minuto seguinte Marcelo Oliveira, tão vilipendiado, cruzou uma grande bola pra Ramiro que bateu de chapa e encobriu o goleiro. Um belo gol.









Aos 11:30 minutos uma lateral que era para o Grêmio foi dado para os interioranos. Na cobrança a bola sobrou para o cara fora da área que deu uma bomba no canto. 1 x 1.
Luan cruzou aos 18 minutos mas Marcelo Oliveira cabeceou para fora. Um gol perdido.
Miller bateu forte de fora da área as 22 minutos mas o goleiro defendeu. E Miller foi empurrado na área mas o juiz mandou seguir. Campeonato do Novelhaco é assim.


E de novo um lance de perigo para os alemães aos 26 minutos. Grohe defendeu.
Éverton entrou no lugar de Pedro Rocha aos 32 minutos.
E Edilson bateu uma falta forte mas por cima aos 32 minutos.
Aos 35 minutos Luan bateu mal uma falta por cima do gol.
E o milagre aconteceu aos 37 minutos. Uma falha da defesa do Imortal rendeu uma bola na trave e no rebote o jogador do adversário sem goleiro mandou para fora. Um gol mais do que feito perdido.
Aos 48 minutos Luan bateu uma falta mas Barrios não conseguiu concluir.
E foi isto.
.....

Não foi uma boa partida do tricolor.
Um primeiro tempo morno e um início de segundo tempo promissor.
Mas o gol de empate desarticulou o time.
Preocupa? Tem de preocupar. Mas o Grêmio, com vontade, enfia 3 neste time mesmo fora de casa.

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Como Jogaram

Marcelo Grohe:
 Nenhum trabalho no primeiro tempo. Sem culpa no gol. Nota 6
Edilson: Um primeiro tempo sem problemas atrás mas sem nenhuma criatividade na frente. E continuou igual no segundo tempo. Nota 5
Geromel: O de sempre. Firme e sem sustos. Nota 7
Kannemann: Sempre mostrando segurança. Nota 7
Marcelo Oliveira: Assim como Edilson, não fez nada na frente no primeiro tempo. Mas fez a jogada do gol no segundo tempo. Nota 6
Ramiro: Não repetiu as atuações anteriores. Mas fez o gol. Nota 6 
Maicon: Muitos erros de passe. Nota 5
Léo Moura: Um primeiro tempo apagado. Saiu no início do segundo tempo. Nota 5
Luan: Não apareceu na etapa inicial. E nem no segundo tempo. Nota 4
Miller: Uma chance de gol perdida no primeiro tempo. E mais nada. Uma de suas atuações mais apagadas neste ano. Nota 3
Pedro Rocha: Uma de suas partidas mais apagadas. Nota 3
.....

Lucas Barrios (Léo Moura): Entrou mas não fez nada. Nota 2
Everton (Pedro Rocha): Algumas movimentações mas pouca objetividade. Nota 2
Lincoln (Miller): Pouco tempo para fazer alguma coisa. Sem Nota

Renato: Não conseguiu deixar o time ligado como nos jogos anteriores. Nota 5

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Arbitragem: Diego Real, Élio Nepomuceno e Leirson Martins - Juizinho mequetrefe deixou o Novo Hamburgo bater à vontade. Mas não teve influência no resultado.

15 de abril de 2017

A volta e o Alec

Voltei.
E voltei por várias razões.
A primeira porque percebi que não dá para deixar este povo correr solto por aí. Eles já aprontam com a gente em cima, imaginem sozinhos.
Nestas três semanas teve a decisão do TAS-CAS e teve o jogo heroico com o Corinthians.
Sobre a decisão da Suíça logo abaixo vamos mostrar a realidade. Sobre o jogo heroico, empataram em casa com gol de escanteio que não houve e com um pênalti escandaloso não marcado para os arigós paulistas. Mas saíram festejando o enfrentamento "de igual para igual". Não sei se festejo ou choro a perda do rival. Não imaginava que o rebaixamento fosse ser tão danoso.
A segunda razão que voltei é porque escrever no blog se tornou quase tão necessário quanto o ar que respiro.
Mas haverá mudanças nos comentários que eu mediarei. Alguns já devem ter percebido que não foram publicados.
Uma mudança é que fica terminantemente proibido ofender jogador do Grêmio. Pode dizer que jogou mal, que não gosta do cara e outros comentários civilizados. Mas ninguém chamará alguém de pereba, podre, ruim e outros adjetivos pejorativos pensando que será publicado. Não será. Na primeira vez será apenas deletado. Na segunda terá o IP bloqueado.
É isto então.

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Amanhã terá o primeiro jogo da semifinal contra o Novo Hamburgo. Se o tricolor jogar 50 % do que tem jogado nas últimas partidas há grande chance de decidir a parada já no primeiro round. Mas para isto é fundamental esquecer o salto alto que usou no segundo tempo de terça-feira no vestiário.

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E finalmente, há uma novidade no blog. Temos um especialista em charges e humor. Vocês podem segui-lo no twitter @AlecMason05. Ou acompanhá-lo no blog.
De momento ele prefere aparecer apenas pelo nome do twitter.
Mas isto não impedirá que apreciemos o talento que mostrou até aqui.



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14 de abril de 2017

Avalanche Tricolor: avassalador e assustador

Por Milton Jung


Grêmio 3×2 Iquique
Libertadores – Arena Grêmio


gremio
Comemoração do terceiro gol, foto LUCASUEBEL/GREMIOFBPA

Avassalador … assim foi o Grêmio no primeiro tempo nesta partida pela Libertadores.

Mesmo com o adversário ensaiando pressão no começo do jogo, revelando-se bom tocador de bola e animado pela liderança invicta no campeonato nacional, o Grêmio não deu bola para os chilenos.

Teve personalidade para retomar a bola a partir de uma marcação forte e impondo muita velocidade na partida – sem correria, apenas trocando passes com rapidez; tocando e saindo para receber; tocando e lançando para seus atacantes que corriam à frente; tocando e fazendo gols.

Pedro Rocha teve suas chances e não aproveitou. Luan, sim. A primeira foi para calibrar o pé. A segunda, para abrir o placar. E a terceira, para mostrar quem mandava no jogo. E o Grêmio não dava sinais de estar satisfeito: seguiu veloz, com passes precisos e chegando ao ataque. Chamou o pênalti e Miller deixou sua marca. Quase fez mais um e mais outro.

E aí veio o segundo tempo … assustador.

A primeira atrasada de bola com a cabeça, que quase pegou Marcelo fora do gol, dava sinais de que alguma coisa havia mudado. Fomos desatentos, o adversário ganhou espaço no campo e passamos a ceder a bola de graça. Tomamos um e tomamos dois até acordar para a partida e nos lembrarmos que o jogo era de Libertadores.

Dali pra frente, o talento que nos diferenciou no primeiro tempo teve de ser substituído pela garra e força. Abrimos mão do toque de bola pela bola despachada. Do jogo de excelência passamos a fazer o não jogo. Foi preciso catimba e tarimba para resistir até o fim à frente no placar.

Ao fim e ao cabo, encerramos a rodada líderes e invictos, com muitos motivos para acreditar que o time tem competência para chegar ao topo nesta Libertadores. Só não precisávamos passar tanto susto, não é mesmo!?

11 de abril de 2017

Daniel Matador - Não se rateia em Libertadores

Grêmio 3 X 2 Iquique

Luan jogou muito na primeira etapa e fez dois gols  (foto: Lucas Uebel)

Caros

A noite desta terça foi perfeita. Céu estrelado, lua brilhante e jogo do Grêmio pela Libertadores. Renato tinha dúvidas sobre o aproveitamento do capitão Maicon, mas acabou botando ele para jogar. Por outro lado, Geromel foi preservado por conta de dores musculares e Thyere saiu jogando. O time entrou no gramado para fazer a estreia em casa na Libertadores com Grohe no gol; Thyere e Kannemann na zaga; Edilson e Marcelo Oliveira nas laterais; Maicon e Ramiro fazendo a dupla de volantes; Léo Moura, Miller, Pedro Rocha e Luan completaram a equipe. Antes do jogo, foi inaugurado um espaço na Arena em homenagem a Mário Sérgio, campeão do mundo pelo tricolor.

Placa instalada no espaço em homenagem a Mário Sérgio (foto: Antonio Dutra Jr.)


1º tempo: Grêmio 3 X 0 Iquique

O Iquique trouxe só um jogo de fardamento todo preto, o que obrigou o tricolor a jogar com camisa e calções celestes. Aos 6 minutos, baita trama entre Ramiro e Léo Moura, com a bola sobrando para Pedro Rocha, que deu um BAGO que o goleiro defendeu para escanteio. O jogo seguida muito parelho, até que Miller largou uma bola para Luan, que meteu um BALAÇO de fora da área para abrir o placar!

E ele estava endiabrado hoje. Aos 23, Maicon recuperou a bola e passou para Léo Moura. O veterano lançou Luan, que partiu para cima do goleiro e tocou cruzado, de cavadinha, anotando o segundo gol.

Aos 26, Pedro Rocha recebeu uma bola nas mesmas condições, mas o goleiro defendeu. No minuto seguinte, o mesmo Pedro Rocha invadiu a área e sofreu penalidade máxima. Killer cobrou e converteu, amassando o Iquique na Arena!

Aos 35, outra invasão da área chilena pela esquerda por Luan, que tentou encobrir o goleiro, sem sucesso. Aos 42, outro gol perdido por Pedro Rocha, frente a frente com o goleiro. E o primeiro tempo acabou com um massacre tricolor sobre o atual líder invicto do Campeonato Chileno.





2º tempo: Grêmio 0 X 2 Iquique

O tricolor voltou para o segundo tempo sem alterações. O Iquique fez duas trocas e ensaiou uma pressão. Aos 10, Pedro Rocha teve boa chanche, mas o arqueiro defendeu. No minuto seguinte, Ramiro soltou um SAPATAÇO de fora da área, com perigo. Aos 11, Léo Moura saiu ovacionado para a entrada de Michel. Aos 16 minutos, o Iquique cobrou escanteio e descontou de cabeça. Aos 18, após grande jogada de Pedro Rocha, Killer quase marcou de cabeça.

Aos 23, em rateada coletiva da defesa, o Iquique descontou novamente. Aos 24, Fernandinho entrou no lugar de Maicon. O adversário não era nada desprezível e ameaçava bastante. Aos 34, Killer saiu para a entrada de Barrios. E, em seu primeiro lance, quase marcou ao aparar cruzamento na área. A bola roçou na rede pelo lado de fora e a torcida chegou a soltar o grito de gol. Aos 39, Luan quase marcou ao chutar da entrada da área, mas o goleiro defendeu para escanteio. A essa altura, a vitória por apenas um gol de diferença já era um grande negócio. E foi o que deu pra conseguir, principalmente depois que, aos 50, Pedro Rocha perdeu mais um gol.




Como jogaram:
Grohe: não teve grandes trabalhos no primeiro tempo. No segundo, acabou levando gol. Nota 6
Edilson: é o dono da lateral direita. Tem feito grande parceria com Léo Moura. Nota 7
Thyere: tem conseguido cumprir bem a missão de substituir o gigante Geromel. Nota 7
Kannemann: um cão de caça da zaga. Um jogador como esses, na Libertadores, é ouro. Nota 8
Marcelo Oliveira: cumpriu seu papel na lateral esquerda sem comprometer. Nota 5
Ramiro: sua escalação entre os titulares é por seus méritos. E comprova isso a cada partida. Nota 7
Maicon: sua volta deu um toque de qualidade ao time. Saiu porque cansou. Nota 7
Léo Moura: a cada jogo confirma que é a melhor contratação desta temporada. Foi preservado e muito aplaudido pela torcida quando saiu para a entrada de Michel. Nota 8
Miller: sua fase é excepcional. Corre por todo o campo, arma e faz gols. Cansou no segundo  tempo. Nota 8
Pedro Rocha: fez boa partida sob o prisma coletivo, mas seu talento para perder gols parece algo fora do normal. Nota 5
Luan: simplesmente ESMERILHOU no primeiro tempo. Fez dois golaços. Nota 9

Michel: entrou no lugar de Léo Moura. Falhou na marcação do gol do Iquique e não se achou em campo. Nota 4
Fernandinho: entrou no lugar de Maicon, mas não contribuiu. Nota
Barrios: entrou no lugar de Miller, mas o jogo já estava na finaleira. Sem nota

Renato Portaluppi: assim como havia ocorrido no jogo do final de semana contra o Veranópolis, o time apresentou trocas constantes de posição entre o meio e o ataque, desconcentrando a defesa adversária. Edilson e Léo Moura parece que jogam juntos há anos. Isso é mérito do treinador. E Renato é muito treinador. Apesar de que as trocas que fez no segundo tempo não fizeram efeito. Além do que, ele tem de puxar as orelhas do time quando a vantagem for grande. Nota 7

Arbitragem: o trio era uruguaio, formado pelo apitador Esteban Ostojich e pelos bandeirinhas Mauricio Espinosa e Miguel A. Nievas.

O Iquique enfrentava pela primeira vez um time brasileiro na Libertadores. E teve o azar de topar logo com o Grêmio. O primeiro tempo foi uma saranda. O time jogou inspirado pela lua de abril. Só que no segundo tempo a coisa desandou. As trocas não mantiveram o nível e a produção caiu. Valeu, contudo, pela vitória. Isso é o mais importante em uma competição traiçoeira como a Libertadores.

Saudações Imortais

10 de abril de 2017

Avalanche Tricolor: guris, a vida não é feita só de 5 a 0

Por Milton Jung


Grêmio 5×0 Veranópolis
Gaúcho – Arena Grêmio


GREMIOFBPA
Festa com direito a golaço e goleada. Foto: LUCASUEBEL

Estou retornando do Recife. No caminho do aeroporto, vi uma camisa do Grêmio à venda no camelô. O motorista de táxi, simpático em suas informações turísticas, acabara de sinalizar que havíamos deixado para trás o bairro dos Aflitos, onde tem o estádio do Náutico. Falou dos outros três estádios importantes da cidade, mas já não prestava mais atenção no que falava.

O Grêmio e os Aflitos ocuparam minha memória até a chegada ao aeroporto. Foi aqui perto que construímos a mais incrível das histórias que o futebol já assistiu. E por mais bonito e rico que tenha sido o passado desta cidade, para mim o Recife sempre será lembrado por aquela Batalha de 2005 que me emociona sempre que penso nos lances que vivemos juntos: eu, o Grêmio e os Aflitos.

Estive por aqui nesses dias, porém, para curtir outro esporte que pouco tem a ver com o futebol. O caro e raro leitor desta Avalanche sabe que nos últimos tempos tenho convivido de perto com a prática dos esportes eletrônicos. E como a cidade do Recife foi palco da final do campeonato brasileiro de League of Legends, em sua primeira temporada do ano (no segundo semestre tem outra temporada, que classifica para o Mundial), foi pra cá que me mandei para ver de perto meu filho mais novo no comando de uma das equipes finalistas, a Keyd Stars.

O centro de convenções que recebeu o evento, a final do CBLol, lotou seus cerca de 9 a 10 mil lugares, com guris e gurias entusiasmados, vestindo a camiseta de seus ídolos, gritando o nome dos jogadores e comemorando cada abate ou objetivo alcançado. Eu, em particular, sofri como sofrem os pais diante da disputa que seus filhos estão envolvidos. Fiquei orgulhoso de vê-lo contando sua história em destaque nos telões eletrônicos. E me emocionei ao consolar tanto ele quando a gurizada que forma seu time, após a perda do título para a Red Canids.

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Em uma temporada na qual a equipe foi reformada, um novo trabalho se iniciou e correram o risco de ficar de fora da decisão até a última rodada da fase de pontos corridos, eles conseguiram a vaga para as finais, venceram a semifinal e se credenciaram ao título. A vitória não veio e a frustração transpareceu no rosto daqueles guris que com o tempo passaram a integrar minha família, também.

Lá na nossa casa, em São Paulo, o nome deles está sempre nas nossas conversas. Acompanhamos de perto a paixão com que se dedicam aos treinos e o esforço que fazem para conviver confinados em um mesmo ambiente, batizado de Gaming House, chique demais para a realidade da casa em que trabalham e moram.

Todos eles são jovens, a maioria tem 20 e poucos anos, sequer metade daqueles que já vivi. Por isso, fiz questão de mostrar a eles quantas derrotas tive de amargar em minha vida. Mostrar que nem por isso desisti de meus objetivos. Que aprendi com as perdas e, a partir delas, forjei minha personalidade para me capacitar às vitórias.

Exceção ao meu filho, o mais jovem da equipe, provavelmente os demais desconheçam a façanha alcançada pelo nosso Imortal aqui mesmo no Recife, há pouco mais de dez anos, não muito distante do local onde disputaram seus jogos nestes dias. Se assistirem àquela partida ou lerem aquela história perceberão que o revés deste fim de semana é apenas uma lição necessária para que se construa uma equipe realmente vencedora.

Uma equipe vencedora não se entrega diante da frustração, aprende com ela, corrige seus erros, identifica a força adversária e volta mais forte.

Foi assim com o Grêmio de 1977, que nos levou a reconquistar o Gaúcho tantos anos depois de perdas para o mesmo adversário; foi assim com o Grêmio em 1983, que ganhou a Libertadores, após sobreviver a Batalha de La Plata, na Argentina; foi assim no Mundial, conquistado na prorrogação, após ter cedido o empate minutos antes do fim da partida.

Guris, não se enganem: nossa vida não foi feita só de 5 a 0 com direito a golaços e show de dribles em cima do adversário como neste sábado, na Arena, lá em Porto Alegre (verdade que alguns 5 a 0 também ficaram para a história).

É preciso lutar, perder e aprender: só assim o Grêmio encontrou forças para superar o impossível como naquele dia, no Recife. Só assim, teremos o verdadeiro prazer de uma vitória. E, tenham certeza, eu estarei lá de novo para dar um abraço em cada um de vocês.

7 de abril de 2017

Avalanche Tricolor: o criador não curte a criatura mas, sabe como é, jogo é jogo

Por Milton Jung


Grêmio 1×0 America MG
Primeira Liga – Arena Grêmio



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Arthur foi destaque. Foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

A Primeira Liga é competição curiosa. Fizemos parte da criação dela mas nunca curtimos muita a criatura. Desde sempre temos colocado time de segunda mão em campo, sinalizando a pouca importância que damos para o torneio. Com o desejo de se reconquistar um Campeonato Gaúcho e tendo a Libertadores como marca maior na temporada, não podemos mesmo desperdiçar esforços nessa disputa.

Apesar disso, quando se entra em campo, sejam quem forem os 11 escalados, todos vestem a camisa do Grêmio. E se a camisa do Grêmio está em campo, queremos vencer. Especialmente quando jogamos em casa, como no início desta noite de quarta-feira.

Além disso, o time de hoje tinha muita gente legal para conferir e os esboços de boas jogadas que desenhamos em parte da partida mostraram que, mais bem afinado, O Grêmio poderia ter tido boa performance e uma vitória mais tranquila, mesmo sem a presença de titulares em campo.

Até porque, convenhamos, nossos reservas contaram com Bruno Rodriguez, Arthur, Fernandinho, Gastón Fernandez, Everton e Lucas Barrios – todos em condições de se encaixar no time titular quando for preciso e se sair muito bem.

Da lista acima, chamou-me a atenção a segurança e qualidade técnica do jovem Arthur, atuando como volante. Nossa escola na posição parece não ter fim.

Gostei também de Barrios. Até gostei mais hoje dele do que na partida anterior quando marcou seu primeiro gol. Sempre que pega a bola busca alguém para dar a assistência. Às vezes até gostaria que ele fosse mais fominha do que solidário.

E teve o Everton que já não é nenhuma novidade pra gente. Poucos insistem tanto quanto ele. Talvez até por isso nos chame atenção pela quantidade de gols que desperdiça. Mas não desiste. E hoje foi premiado ao colocar a bola de chapa longe do alcance do goleiro e marcar um golaço – o único da nossa vitória.

O domínio do jogo somente foi ameaçado no minuto final quando abrimos mão de manter a bola no pé e recuamos de forma perigosa. A sinalização de pênalti para o adversário e o risco de empatarmos seria preço muito caro a pagar em partida que fomos bem superiores.

A briga nos acréscimos foi totalmente desnecessária. Por desatenção, imagino eu, não devolvemos a bola ao adversário como era de se esperar diante do fair play. Porém, serviu para nos mostrar que mesmo não dando muita bola para a Primeira Liga, como diria o filósofo do boteco: jogo é jogo. E ninguém quer perder.

5 de abril de 2017

Daniel Matador - Vitória e classificação, apesar do jogo fraco

Grêmio 1 X 0 América-MG

Everton Cebolinha marcou um golaço na Arena (foto: Lucas Uebel)

Caros

O jogo de hoje era tão sem serventia que nem conseguimos colunistas que pudessem dedicar uns minutos para fazer um post pós-jogo decente. A Primeira Liga já havia conseguido a proeza de bater o recorde de menor público da história da Arena. Hoje o público também foi ridículo (4829 testemunhas), apesar de ser pouca coisa maior do que o recorde do jogo contra o Ceará. De bom, apenas serviu para dar ritmo de jogo para atletas como Everton, Gastón Fernandez e Lucas Barrios. Bruno Rodrigo fez sua estreia na Arena e Cortez ganhou outra chance na lateral esquerda. Léo Gomes entrou novamente na lateral direita, porém lesionou-se ainda no primeiro tempo e foi substituído por Walace Oliveira, que só está aí tapando furo até encerrar seu contrato no meio da temporada.

O jogo foi tão meia boca no primeiro tempo que, não fosse o golaço de Everton, nada haveria digno de nota. Máxi Rodriguez entrou no lugar de Barrios na segunda etapa e Lincoln entrou no lugar de Gastón. Ao final do jogo, um quebra-pau generalizado fez o árbitro encerrar a partida sem dar muitos acréscimos, expulsando antes disso Máxi e Alex Silva. Com isso, a vitória garantiu a classificação para a próxima fase da Primeira Liga.






Hoje não teremos as famigeradas notas. Ou melhor, vamos fazer a famosa "interatividade". Botem nos comentários as notas que vocês acharam que os jogadores desse time misto mereceu na noite de hoje. Mas sejam bondosos, não avacalhem muito.


Saudações Imortais

3 de abril de 2017

Avalanche Tricolor: ¿hablas español?

Por Milton Jung

Veranópolis 0x2 Grêmio
Gaúcho – Antônio David Farina/Veranópolis


Gringos
Miller e Barrios marcaram.Foto LUCAS UEBEL/GRÊMIOFBPA

O Grêmio fez um e fez dois. Poderia ter feito três, quatro ou cinco.

Exageros à parte, a bola rolou de pé em pé mesmo com o pouco espaço que a marcação oferecia.

Na dificuldade para chegar ao gol, começou a chutar de fora: Miller, Pedro Rocha e Luan arriscaram sem sucesso, mas trouxeram a defesa do adversário um passo à frente. Com isso, abriram-se outros caminhos: por cima e por trás. E foi por cima dos zagueiros deles que chegamos ao gol.

Rocha perdeu na primeira. Miller, não. No lançamento que veio do meio do campo, nosso atacante esperou a bola quicar no gramado, enganar o goleiro e com calma concluir no gol que estava livre. Un golazo!

Na defesa, estávamos seguros. Risco zero.

Do meio pra frente, o time se movimentava com rapidez. Volantes e laterais também se apresentavam para o jogo. E mesmo nossos zagueiros, especialmente Geromel – que baita jogador, heim! – se faziam presentes no ataque quando havia oportunidade.

Apesar do domínio completo da partida, perdemos gol atrás de gol. E até o goleiro deles, que pipocou no primeiro, passou a se consagrar com defesas de um lado e de outro.

Cansado de ver o time desperdiçar suas chances, Renato foi ao banco e trouxe os dois gringos que estão loucos para mostrar seu futebol, mas ainda não acertaram o pé e o ritmo. Ou não tinham acertado.

Gastón Fernandez e Lucas Barrios quando entram em campo me passam a impressão de que ainda não entendem a língua de seus companheiros. Não me refiro ao português, é lógico. Falo da língua do futebol, aquela que permite um diálogo perfeito entre os colegas, que faz com que o passe chegue no ponto certo para a sequência da jogada e o outro anteveja sua intenção ao largar a bola.

Os dois entraram no momento em que o ritmo da partida havia caído e as chances de gols tinham diminuído, além de estarmos assistindo a uma reação desorganizada do adversário. Isso mais uma vez parece ter atrapalhado o entrosamento, e os poucos passes que trocavam não tinham sucesso.

Barrios até arriscou um chute, mas a bola foi desviada pelo goleiro e desperdiçada por Luan na sequência. Em seguida, recuado na defesa, nosso atacante errou a passada e se estatelou no chão em um lance bizarro (tropeçou no buraco do gramado). Não desistiu da jogada nem do jogo.

No lance seguinte, após uma cobrança de falta rápida, Fernandez levantou a cabeça, viu Barrios entrar na área e com o olhar mandou o recado: la pelota es suya. E foi. Depois de receber o passe enfiado por entre as pernas do marcador e correr por trás dos zagueiros, Barrios com uma só batida seca e forte fez o 2 a 0 que esboçávamos desde o primeiro tempo. Gol de Barrios (com sotaque espanhol)!

E assim, com dois gols qualificados de vantagem e decidindo em casa, podemos arriscar: el Gremio está casi en las semifinales del gaucho.

¡Hasta la próxima!

2 de abril de 2017

Ganhou o melhor - Veranópolis 0 x 2 Grêmio

O Grêmio entrou em campo com o time titular completo, com a volta de Pedro Geromel e Maicon. Era o primeiro jogo das quartas-de-final do Campeonato Gaúcho 2017, no Estádio David Farina, em Veranópolis, contra o Veranópolis Esporte Clube. Fizemos o que deveria ser feito. Vamos ao jogo.


1º Tempo: Veranópolis 0 x 1 Grêmio


Logo 16 segundos de jogo o Veranópolis quis mostrar serviço, e já tentou o primeiro chute a gol, mas longe da meta de Marcelo Grohe. O Grêmio respondeu aos 2 minutos, mas Miller estava impedido.
Aos 5 minutos o tempo fechou: Leo Moura sofreu falta de J. Lima, que foi pra cima do jogador gremista no chão, mandando ele levantar. Formada a confusão! Maicon foi cobrar o jogador do VEC e ambos levaram cartão amarelo. Pra variar, arbitragem tendenciosa. O capitão gremista apenas reclamou e acabou levando cartão.
O jogo seguiu sem nenhuma chance até os 21 minutos, quando Luan de desvencilhou dos marcadores e chutou de fora da área. O goleiro do VEC fez bela defesa.
Aos 23 minutos um grande lance: Luan deixou Pedro Rocha na cara do gol, que driblou o goleiro, mas perdeu o ângulo e não conseguiu abrir o placar.
E aos 34 minutos o GOL! Maicon lançou Miller Bolaños em um lindo passe, o goleador do Gauchão aproveitou a bobeira do goleiro do VEC e marcou!
Aos 43 minutos o Veranópolis chegou a primeira vez com perigo, em falha da zaga gremista. Grohe defendeu no canto direito inferior, mandando a bola pra escanteio.
O juiz deu 1 minuto de acréscimo e o jogo terminou aos 46 minutos.
Os primeiros 15 minutos do Grêmio não foram muito bons, mas logo o time começou a se impor e mostrar bom futebol.






2º Tempo: Veranópolis 0 x 1 Grêmio


O Grêmio voltou trabalhando bem a bola, e logo aos 4 minutos Geromel lançou Luan, que já com o goleiro no chão, chutou pra fora, desperdiçando uma chance clara de gol.
Aos 5 minutos outra boa chegada do Grêmio: Pedro Rocha driblou o marcador dentro da área e finalizou com qualidade, mas o goleiro do VEC espalmou pra fora.
Aos 10 minutos outro grande lance: Leo Moura deu um passe certeiro para Pedro Rocha, que novamente finalizou bem e novamente o goleiro do VEC fez bela defesa. Nessa altura do jogo o goleiro do Veranópolis já era o herói do time adversário.
O Veranópolis tentou chegar aos 20 minutos, mas o chute raspou a trave do Marcelo Grohe.
Aos 22 minutos a primeira substituição do Grêmio: saiu Leo Moura e entrou Michel.
Aos 27 minutos Edílson cobrou falta e Pedro Geromel concluiu. O bola bateu no zagueiro e foi para escanteio.
Um erro da arbitragem contra o Grêmio (novidade?) aos 29 minutos. Luan recebeu a bola na ponta da área em boas condições de gol e o bandeirinha deu impedimento, que não existiu.
Gastón Fernandes entrou no lugar de Pedro Rocha aos 32 minutos. Era a segunda substituição do Grêmio. E logo em seguida, aos 36 minutos entrou Lucas Barrios no lugar do melhor jogador em campo: Miller.
Aos 38 minutos Lucas Barrios finalizou, o goleiro espalmou e Luan chutou em cima do adversário. Chance clara perdida pelo número 7 gremista.
E aos 42 minutos o segundo GOL do Grêmio! Lucas Barrios marcou seu primeiro gol com a camisa Tricolor, em passe cirúrgico de Gastón Fernandes. Veranópolis 0 x 2 Grêmio.
E aos 45 minutos Lucas Barrios devolveu a gentileza para Gastón Fernandes, mas o gringo chutou pra fora.






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Fim de jogo! Veranópolis 0 x 2 Grêmio!
Os 15 primeiro minutos de jogo não foram bons, mas logo o time começou a melhorar e mostrar a qualidade que todos conhecemos. No segundo tempo o Grêmio foi muito melhor que o adversário, e a vitória veio ao natural.
O jogo de volta é no sábado, as 16h00min, na Arena. Levamos os 2 gols fora como vantagem. Mas antes enfrentaremos o América-MG pela Primeira Liga na quarta-feira, as 19h30min, na Arena.

#VamosGrêmio


Como jogaram:

Marcelo Grohe: quase não foi exigido. Nota 6.
Pedro Geromel: seguro e eficiente como sempre. Nota 7.
Kannemann: firme como sempre. Nota 6.
Edílson: cobrou boas faltas. Nota 6.
Marcelo Oliveira: não ajudou, nem atrapalhou. Nota 4.
Ramiro: boa movimentação e muita entrega. Nota 7.
Maicon: devolveu a organização ao meio campo, e deu passe para gol. Nota 8.
Leo Moura: cada jogo mostra que é a melhor contratação do Grêmio em 2017. Nota 7.
Miller Bolaños: melhor jogador em campo, autor do 1 º gol. Nota 9.
Pedro Rocha: errou um gol claro no 1º tempo, mas no 2º tempo melhorou, onde teve boas chances. Nota 5.
Luan: teve dois bons lances no 1º tempo, mas perdeu 2 gols claros. Nota 5.

Michel: entrou aos 22 minutos do segundo tempo. Pouco fez.
Gastón Fernandes: entrou aos 32 minutos do segundo tempo. Belo passe para o 2º gol do Grêmio.
Lucas Barrios: entrou aos 36 minutos do segundo tempo. Marcou o 2º gol do Grêmio.


Escalações:

Grêmio: Marcelo Grohe, Pedro Geromel, Kannemann, Edílson e Marcelo Oliveira, Ramiro, Maicon, Leo Moura (Michel) e Miller Bolaños (Lucas Barrios), Pedro Rocha (Gastón Fernandes) e Luan. Técnico: Renato Portaluppi.

Verapolis: Reynaldo, Vinicius Bovi, Zé Roberto, Douglas e J. Silva, J. Lima (Matheus Lagoa), M. Santana, Athos e Eduardinho, Keke (Gustavo) e Jean Carlos (Kayron). Técnico: Tiago Nunes.

Arbitragem: Anderson Daronco, José Eduardo Calza e Mateus Olivério Rocha.