31 de janeiro de 2016

Um susto educativo

Brasil 1 x 3 Grêmio

Antes do jogo soube-se que o Remendão Pataxó não aguentou a chuva da sexta-feira e o jogo deles teve de ser adiado.
Antes do jogo soube-se também que Novelhaco resolveu inovar e proibir os assistentes técnicos no banco de reservas. Em algumas coisas o Rio Grande amado é pioneiro. Pena que quase sempre seja em ridicularias.

E antes do jogo soube-se que Roger, sim, ele também, pois soube-se que Roger gosta de brincar com fogo. E resolveu iniciar o ruralito com três volantes. Treinadores tem manias que as próprias manias desconhecem.


Primeiro Tempo:  Brasil 1 x 1 Grêmio
 
O jogo começou com o Grêmio no ataque. Nos primeiros sete minutos tem domínio absoluto sobre a posse de bola mas mas quem faz o gol é o Brasil de Pelotas . Grohe sai mal no cruzamento e a bola sobra no pé de Cleverson. Os três volantes do Roger e os cinco defensores não conseguiram neutralizar o atacante adversário que, sozinho, meteu de bico para o fundo da rede. O Tricolor encontra muitas dificuldades e não consegue mais chegar à área dos pelotenses . Até os 25 minutos, nenhum chute contra o gol do Brasil. Desempenho pífio. Legítimo jogo de Gauchão: nada se cria, nada se copia. Aos 29 minutos, Éverton chuta em gol mas a bola ridiculamente sai pela linha lateral. Nada de relevante acontece no jogo, além de faltas e trocas de passes no meio de campo.  Aos 37 minutos, Luan faz bela jogada e o goleiro faz ótima defesa impedindo o gol do Grêmio. Com 40 minutos de jogo, os jogadores gremistas chegam ao quinto cartão amarelo, um festival protagonizado pelo juiz. A seguir,  Éverton arrisca chute que passa ao lado da goleira. Quase ao final da primeira etapa, em boa jogada de Maicon, Luan fuzila o gol adversário e empata o jogo. Nos últimos dez minutos o Grêmio melhora muito e retoma o domínio do jogo. Fim de papo.
Até os 35 minutos de jogo, o desempenho da equipe do Grêmio foi escabrosa.  No intervalo, Roger vai ter que dar um jeito na nhaca que fez.
.....

Segundo Tempo: Brasil 0 x 2 Grêmio

Roger corrige seu erro inicial sacando Edinho e voltando com Pedro Rocha . Antes dos dois minutos, Luan faz jogada espetacular e cruza para a área. O baixinho Éverton vence a zaga e faz um belo gol de cabeça. Grêmio vira o placar.
2015 foi de Luan. 2016 será de Éverton.
O time volta muito melhor para os 45 minutos finais. Walace começa a aparecer para o jogo.   Aos 14 minutos, Maicon faz ótima jogada e coloca Pedro Rocha na cara do goleiro. 
Golaço do guri!!!!!!!!!!!!!!!!! Vivendo e aprendendo. Roger aprende no susto que atacar é o melhor negócio. O jogo continua sem grandes intercorrências. O técnico do Brasil mexe no time para tentar reagir,  mas o Grêmio é dono absoluto das ações e domina a partida não dando chances ao adversário. Aos 30 minutos, Maicon dá lugar a Moisés. Logo depois, Luan sai mancando e dá lugar para o atacante Bobô, aquele do pênalti. Marcelo Grohe salva o Grêmio de levar o segundo gol.  Kadu faz grande jogada e oferece o gol para Pedro Rocha que erra. O goleiro se antecipa e impede o quarto gol tricolor . Logo depois, Douglas chuta mal e deixa de marcar. O jogador do Brasil quase marca aos 42. A bola passa rente à trave de Grohe. E nada mais a acrescentar.
......

Que o susto sirva de lição ao Roger. Time retrancado não enche a barriga de ninguém e ainda dá dor de cabeça. Quis dar uma de Roth mas se viu que não tem o menor talento para isso.
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Como jogaram:

Marcelo Grohe: falhou no gol. Depois se recuperou. Nota:
Wallace Oliveira: Começou muito bem. Mostrou potencial . 
Nota: 7
Pedro Geromel: . Por causa do chapéu que levou não terá 9.
Nota: 8
Kadu: fez o básico e uma bela jogada de ataque.
Nota: 8
Marcelo Oliveira: guerreiro. Nota: 7
Edinho: fez o que sabe . Nota: 6
Walace: . Foi bem. Nota: 7
Maicon: muito bem. Melhor na segunda etapa.
Nota: 8
Douglas: Apenas razoável. Nota: 5
Luan: Fez tudo. 50 milhões é mixaria.
Nota: 10
Everton: 2016 será dele. 
Nota: 9
.....


Pedro Rocha: deu energia ao ataque. Nota: 9
Moisés: fez o básico. Nota: 6
Bobô: niente Nota: 1


Roger: Montou mal o time querendo inventar moda nova. Viu-se que não tem talento para competir na retranquice com Celso Roth. Mas recuperou-se a tempo. Boa vitória, que poderia ter virado tragédia. Nota: 8
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Arbitragem:
 

Luis Teixeira, auxiliado por Rafael da Silva Alves e Julio Cesar Rodrigues dos Santos. Excesso de cartões. Muito mal-humorado.

29 de janeiro de 2016

Primeira Liga decepciona os secadores

Para infelicidade dos críticos, a Primeira Liga está batendo recordes de público se comparada com outras competições. As torcidas abraçaram a causa e mandam um nítido recado para a ultrapassada e decadente CBF: basta, acabou o tempo de vocês!!!!
Ninguém aguenta mais os desmandos, jogo de interesses e corrupção que se entranharam na instituição. A entidade está totalmente desmoralizada e não tem mais condições de bancar o futebol brasileiro. É hora de mudanças profundas e os torcedores estão pagando para ver. Sentindo-se acuada pela força das repercussões, não restou outra alternativa à CBF senão recuar  de sua posição inicial e dar a bênção para a Primeira Liga.
E assim, para decepção e  amargor dos secadores da competição, os jogos estão sim atraindo público aos estádios.

Hoje, o jornalista Hiltor Mombach divulgou em seu blog números bastante interessantes que reproduzo abaixo.
Média de público de alguns estaduais de 2015:
Minas Gerais, 5.377;
Carioca, 5.37;
Gauchão, 4.587; 
Paranaense, 3.177 
Paulista, 7.605.
Média do Brasileiro Série B: 6.523.
Média da Copa do Brasil: 8.218.
Média primeira rodada da Liga: 13.942, mesmo ameaçada pela CBF de não acontecer.

E pensar que existe gente tendo ataques histéricos defendendo o Campeonato Gaúcho como se fosse uma competição nobre.


Lincoln

Só a qualidade da bola parada já é motivo para Lincoln ser titular do time do Grêmio com um pé amarrado às costas. Finalmente sangue novo e um colorido diferente dentro de campo. Chega de jogo burocrático em preto e branco. A solução está dentro de casa, só não vê quem não quer.

Bobô  

Já não tinha o menor entusiasmo com Bobô, mas ontem tive a certeza de que ele não tem condições de vestir o uniforme de um time como o Grêmio. Fim da linha para ele. Nada tem a acrescentar e será apenas perda de tempo Roger lhe dar mais oportunidades. Nem banco merece pegar. Pode espremer de todos os jeitos que quiser, mas não arrancará nenhuma gota de futebol daquele corpo.

28 de janeiro de 2016

Daniel Matador - Bota na conta do Bobô

Avaí 2 x 2 Grêmio

E o tricolor finalmente estreou na tão polêmica Primeira Liga, o torneio que a famigerada CBF não queria que saísse nem a pau, ameaçou até ontem que não sairia, mas hoje ficou com medinho, arregou, sentiu o cutuco e viu que não adiantava nada fazer beicinho. Hoje mesmo a entidade decidiu corroborar a realização do torneio, mesmo que em caráter amistoso. O que já é o primeiro passo do que pode vir a ser uma mudança crucial no futebol nacional.

E o Grêmio se mandou a Chapecó para jogar com o Avaí na Arena Condá, casa da Chapecoense. Chapecó, para quem não sabe, é uma cidade com grande colônia gremista. E obviamente que a torcida tricolor fez-se presente no estádio para apoiar a estreia do time reserva que Roger mandou a campo, preservando os titulares por conta do planejamento para a Libertadores.

Primeiro tempo: Avaí 0 x 1 Grêmio

Roger escolheu Edinho para envergar a braçadeira de capitão. E não havia rolado sequer um minuto de jogo quando este mesmo capitão meteu um SAPATAÇO para abrir o placar para o Grêmio, após jogada e cruzamento de Pedro Rocha que passou por Bobô, que três minutos depois receberia o primeiro cartão amarelo do jogo. Aos 9 minutos, Diego Jardel chegou com perigo, mas Grohe salvou. Aos 12, falta a favor do Grêmio que originou inclusive cartão amarelo para o Avaí. Lincoln meteu um CANUDO na gaveta e Renan conseguiu salvar milagrosamente. Aos 21, outra boa cobrança de Lincoln, desta vez alçando, mas não houve continuidade.

Aos 23, Lucas Fernandes fez perigoso arremate, mas o placar continuou inalterado. No minuto seguinte, outra chegada perigosa, a qual resultou em escanteio, rechaçado posteriormente pela zaga. Depois de uma amorcegada no jogo por parte do Grêmio, algumas faltas começaram a ser assinaladas de lado a lado, com farta distribuição de cartões amarelos. Aos 39, outra investida perigosa do Avaí, que Grohe interviu,  encaixando um contra-ataque em seguida. No minuto seguinte, outro avanço tricolor com Ramiro, que bateu cruzado com muito perigo. No final do primeiro tempo, o defensor Gabriel recuou para o goleiro e quase fez um gol contra. E encerrou assim a primeira etapa.






Segundo tempo: Avaí 2 x 1 Grêmio

As equipes retornaram à segunda etapa sem alterações nas escalações. E, no primeiro lance, Pedro Rocha brigou com o defensor avaiano e arrematou, porém não concluiu bem. Um minuto depois, o mesmo Pedro Rocha cruzou para Bobô, que poderia ter feito o pivô e concluir, mas atrapalhou-se na jogada. E aos 6 minutos o Avaí empatou a partida com gol dele, William Batoré, que girou em cima de Bressan e meteu um foguetaço na gaveta. Logo em seguida, Ramiro torceu o pé e teve de sair para a entrada de Fernandinho. Aos 16, em mais um bom cruzamento de falta de Lincoln, Bressan meteu o coco na bola e botou o tricolor novamente em vantagem.

Aos 21, o zagueiro Henrique deu um carrinho que poderia resultar em expulsão (ele já tinha amarelo), mas o árbitro deixou por isso mesmo. Aos 23, Moisés lançou e Pedro Rocha foi displicente, perdendo grande oportunidade. Aos 25, Grohe fez uma grande defesa em chute perigoso de Tauã, mandando a escanteio. Aos 32, Pedro Rocha saiu para a entrada de Tilica. Aos 39, Lincoln sofreu o pênalti e pegou a bola para bater. Mas Bobô assumiu a cobrança e não converteu, com o goleiro avaiano defendendo a cobrança. E o castigo veio logo em seguida, aos 42, quando o Avaí empatou. O jogo rolou mais alguns minutos até o final, mas o balde de água fria já havia sido jogado e o árbitro encerrou a partida.





Como jogaram:

Grohe: fez boas defesas e intervenções quando o Avaí chegou. Sem culpa nos gols. Nota 7
Wesley: foi mediano no primeiro tempo, sem grande destaque, apesar de não comprometer. Poderia ter feito mais. Nota 5
Thyere: deu conta do recado na zaga, sem enfeitar. É um jogador útil. Nota 6
Bressan: boa postura no primeiro tempo, mas no segundo tempo fez das suas, conseguindo a proeza de ser envolvido na jogada por William Batoré, o que resultou no gol de empate do Avaí. Mas, como o futebol dá chances de redenção, o mesmo Bressan marcou em seguida o segundo gol gremista. Nota5
Marcelo Hermes: seguiu sua característica e foi bem na parte defensiva, apesar de nem tanto no ataque. Nota 6
Edinho: recebeu a braçadeira de capitão e fez o primeiro gol tricolor no torneio. Manteve seu papel de volante e líder durante o jogo todo. Nota 7
Moisés: apesar de jovem, cumpriu bem a função na volância, mesmo sem grande destaque. Jogar ao lado de Edinho ajudou-o, mas ainda tem que evoluir. Nota 5
Ramiro: até tentou, mas não conseguiu ser muito efetivo. Logo no início do segundo tempo, teve de sair por lesão, dando lugar a Fernandinho. Nota 3
Lincoln: perigoso nas cobranças de falta e escanteios, porém sem muita explosão. No segundo tempo, sua característica ajudou a anotar o segundo gol gremista na partida. Nota 7
Pedro Rocha: levou perigo nos primeiros minutos de jogo. Depois, aparentemente, cansou. Tentou o mesmo ímpeto no segundo tempo, mas não foi efetivo, inclusive sendo displicente em um lance onde poderia ter feito o gol. Saiu para a entrada de Tilica. Nota 5
Bobô: teve uma única boa chance no primeiro tempo, que foi justamente o cruzamento de Pedro Rocha que resultou no gol de Edinho. Mas acabou furando. E no início do segundo teve uma boa chance, porém não soube conduzir corretamente a jogada. Pegou a bola das mãos de Lincoln, que havia cavado um pênalti e iria bater, mas conseguiu a proeza de errar, o que deu fôlego ao Avaí para conseguir o empate logo em seguida. Nota zero

Fernandinho: entrou no lugar de Ramiro, mas parece que a preguiça é sua maior característica. Não fez absolutamente nada digno de nota durante o tempo em que ficou no gramado. Nota zero
Tilica: entrou no lugar de Pedro Rocha e incendiou o jogo nos poucos minutos em que esteve em campo. Pouco para um diagnóstico definitivo, mas destacou-se. Nota 6

Roger: o gol ressaltou uma característica que o técnico tem trabalhado nas últimas semanas. A chegada dos volantes ao ataque é fator crucial em determinados jogos. Se der sequência a Lincoln, pode vir a ter uma peça importantíssima à sua disposição. A derrota de hoje não passou tanto por erros táticos, e sim por falhas individuais. Nota 6

Arbitragem: o trio de Minas Gerais formado pelo árbitro Erick Fernandes e os auxiliares Marcyano Lima e Leandro Silva foi escolhido para apitar e até que não atrapalhou tanto. Administrou bem os cartões amarelos no primeiro tempo quando teve que controlar o jogo após uma série de faltas de ambos os lados. Levou bem a partida.

Era um jogo para já sair marcando 3 pontos e assumir a liderança isolada do grupo no torneio da Primeira Liga. Mas podem botar o empate totalmente na conta de Bobô. Sua falha dupla, ao pegar a bola da mão de Lincoln, que cavou o pênalti e iria bater, além da consequente perda da cobrança (jogador profissional não pode errar pênalti nunca) deram ao Avaí o estado anímico que o adversário precisava para correr atrás do gol de empate. E ele aconteceu três minutos depois da fatídica e ridícula cobrança de pênalti. Se o Capitão Nascimento dizia para botar na conta do Papa, podem botar este empate na conta do Bobô.

Saudações Imortais

27 de janeiro de 2016

Talita Jacques: O papel da torcida na Primeira Liga


Após muita polêmica entre os clubes participantes da Primeira Liga e a CBF, finalmente a competição irá começar.
Nesta quarta e quinta-feira  teremos as primeiras partidas da Liga que está unindo os clubes em busca de voz ativa e melhorias no futebol brasileiro. O movimento inédito surge para por fim à arbitrariedade, parcialidade, tendenciosidade e absolutismo da CBF e, consequentemente, das federações regionais.

Podemos ver, nesses últimos dias, as torcidas se unindo nas redes sociais apoiando a iniciativa. E aqui está o principal fator dessa competição.
Todos nós, torcedores, sempre reclamamos da CBF e suas obscenidades. Os clubes finalmente estão fazendo algo para tentar mudar o futebol brasileiro e as questões que o envolvem. Mas quem fará a Primeira Ligar dar certo será a torcida.
De nada adianta reclamarmos. De nada adianta os clubes se organizarem se não houver torcida nas arquibancadas. De nada adianta se não houver apoio de quem move o futebol brasileiro: nós torcedores.

Torcedor, vá ao estádio ver os jogos da Primeira Liga! Não importa que o time que entre em campo seja titular, misto ou reserva. Esse é o momento onde todos nós juntos - torcedores de TODOS os times e todos os clubes envolvidos - podemos fazer algo diferente, tentando de uma maneira diferente. Porque ninguém consegue mudança fazendo sempre tudo igual.

Nós fazemos o futebol ser grande. Sem torcedor não há futebol. Rumo ao estádio ver a Primeira Liga! Vamos nos unir pra conseguirmos juntos as mudanças que tanto queremos!

 #JuntosParaMudarOFutebol 

#JuntosSomosMaisFortes

#JuntosPelaPrimeiraLiga


25 de janeiro de 2016

Promessas alvissareiras

Éverton poderá ser protagonista este ano.

A melhor notícia do fim de semana foi o belo e eficiente futebol mostrado por Éverton. Confirmou aquilo que já víamos na temporada passada nas poucas oportunidades que teve: grande potencial como jogador de futebol.Com a sequência de jogos e o prosseguimento da aplicação demonstrada no sábado, este ano deverá ser seu, assim como 2015 foi o ano de Luan.
No amistoso contra o Danúbio, o guri mostrou determinação, personalidade e muita vontade de ficar com a vaga no time.  Esse é um importante diferencial.
Não sei se por iniciativa própria ou por orientação de terceiros, Éverton aproveitou muito bem as suas férias para fixar um objetivo: voltou amadurecido para "causar" e ser um vencedor.
São pessoas com esse espírito e entendimento da realidade que conseguem ser aclamados e valorizados. O menino está convicto - ao contrário de eternas promessas que se perderam em estradas tortuosas - de que vontade e confiança fazem toda a diferença. Mais do que um futebol de alta qualidade, conseguiu mostrar que sim, está pronto para assumir o desafio e topa encará-lo. Coragem não lhe falta.
Gosto muito disso. Um bom sinal de que temos aí uma pessoa com um bom intelecto e disposto a agarrar com muita força a melhor oportunidade de sua vida dentro de um clube de ponta. Pessoas assim,  dificilmente não se dão bem na vida. A torcida gremista, feliz , agradece.

Lincoln
 
Lincoln

Com Douglas não vai dar para levar a Libertadores, isso já sabemos. Com a dificuldade em contratar um jogador para preencher o vazio criativo do meio campo, estou apostando em Lincoln.
Tenho absoluta certeza de que o menino, em hipótese alguma, conseguirá produzir menos que o nosso titular. No mínimo, terá mais saúde para correr. Isso já é um grande acréscimo já que o futebol atual exige energia, força e velocidade. Não existe hipótese de Lincoln ser inferior nesses quesitos.
Assim como Luan, Éverton e Walace conquistaram seu espaço, o menino tem todas as ferramentas para ocupar um espaço importante no time principal do Grêmio.

Wesley
 
Wesley

Talvez não tão incisivo como Éverton, Wesley teve uma boa participação no jogo amistoso e mostrou mais qualidades que Pará e Galhardo somados. É outra jóia a ser lapidada com o transcorrer do tempo. 
Fez bom enfrentamento e muitas vezes chegou com qualidade ao ataque sem mostrar intimidação ou medo.

Foto: UOL, globo.com

23 de janeiro de 2016

Um "amistoso" muito útil

Grêmio 1 x 1 Danubio (Uruguai)

Mais uma linda camisa
Primeiro Tempo: 0 x 0

Uma bela jogada de ataque acabou nos fundos da rede do Danubio aos 2 minutos. Infelizmente Everton estava um pouco impedido.
O Grêmio iniciou tocando bem a bola, com destaque para Wesley e aos 7:45 minutos quase conseguiu o primeiro gol. Giuliano chutou mas o goleiro rebateu.
Um minuto depois nova jogada de qualidade e Giuliano, de novo, de frente para o gol bateu mal para fora.
Wesley mostrava que a camisa não vai pesar e mandou um chute perigoso de for da área aos 12 minutos.
Everton deu uma sapatada de fora da área e o goleiro fez grande defesa aos 15 minutos.
Aos 23 minutos o Danubio chutou a primeira bola a gol. De longe para fácil defesa do Marcelo Grohe.
Aos 30 minutos outro grande ataque iniciado com combinação de passes. Everton, de bela atuação, bateu mal. A bola passou pela frente do gol sem ninguém para completar.
Everton, de novo, aos 36 minutos fez grande jogada pela esquerda. No cruzamento a zaga tirou.
Giuliano saiu mancando aos 38 minutos para a entrada de Ramiro. Sofreu um pisão no tornozelo. Roger poderia ter posto um meia e não mais um volante.
Aos 42 minutos o time uruguaio perdeu um gol feito após cobrança de falta. O zagueiro apareceu livre e na cara do gol bateu para fora.
E o primeiro tempo terminou sem mudança no placar.
.....

Eu esperava menos. Primeiro jogo, pernas ainda presas, início de trabalho. Mas o time mostrou já um bom toque de bola e boas combinações de jogada. Especialmente nos primeiros 30 minutos. Depois, afrouxou a marcação que fazia na saída de bola e deixou o Danubio criar algumas jogadas de perigo.

Faltou o que já faltava no ano passado: mais objetividade na frente.

Segundo Tempo: 1 x 1

O Grêmio voltou com a polêmica camisa branca. E teve uma boa chance e um possível pênalti não marcado aos 30 segundos. E escapou de levar dois gols entre o primeiro e o segundo minuto. Grohe fez grande defesa para escanteio. Na cobrança Geromel falhou e o atacante errou um gol feito.
O jogo estava quente e Marcelo Oliveira sofreu falta não marcada. No lance seguinte ele entrou pesado no uruguaio e fechou um entrevero. Se queriam treino de Libertadores, estavam tendo.
O jogo ficou parado quase cinco minutos e o juiz cagão não deu nem amarelo para ninguém. Juiz do Novelhaco, diga-se de passagem.
E Everton saiu do campo do Grêmio com a bola e quando entrou na área mandou uma bomba. A bola bateu no travessão e entrou. Um golaço. Eram 12 minutos.
Marcelo Grohe fez grande defesa impedindo o empate em cobrança de falta aos 16 minutos.
A movimentação não era a mesma do início do jogo, o que pode ser explicado pelo grande calor e pela volta das férias.
Aos 20 minutos os uruguaios chegaram com perigo mas Wesley salvou.
Everton perdeu um gol feito aos 21:47 minutos. Bateu da entrada da área para defesa do goleiro.
Os uruguaios chegavam com perigo e na cobrança de falta aos 24 minutos Kadu fez um golaço. Pena que contra. Era o empate.
Dois minutos depois Everton fez grande jogada mas bateu mal para fora.
Bobô entrou no lugar de Douglas. E perdeu chance de desempatar aos 31 minutos após cobrança de falta de Wesley.
Luan fez grande jogada e bateu por cobertura de fora da área, mas a bola foi para fora.
Lincoln bateu falta mas Bobô cabeceou para fora aos 39 minutos.
Aos 40 minutos Marcelo Oliveira cabeceou no travessão após cobrança de escanteio.
Na sequência novo princípio de entrevero após falta no Fernandinho.
E terminou aos 45 minutos embora só no primeiro entrevero teve mais de 5 minutos de paralisação.

......

Um jogo que de amistoso não teve nada. Um bom início e depois um afrouxamento na marcação.
De melhor Everton e Wesley. Promessas rutilantes.
Kadu teve contra si o gol contra mas no resto foi bem.
E faltou o definidor. De novo.
Talvez melhor do que o jogo foi a atitude do time. Fazia tempo que os jogadores do tricolor não reagiam quando provocados. Duas vezes até passaram do ponto, mas é importante que o adversário saiba que tem sangue quente correndo nas veias do time.
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Como jogaram:

Marcelo Grohe: Nenhum trabalho no primeiro tempo. Duas defesas excelentes no segundo tempo. Nenhuma culpa no gol Nota 8 
Wesley: Uma grata e muito boa surpresa. Mostrou personalidade e parece que tem bola no corpo. Joga fácil. Lembra Wendell. 
Nota 8
Pedro Geromel: Parece que não saiu de férias. O de sempre. 
Nota 7
Kadu: Não estava mal mas fez um belo gol. Pena que contra
Nota 5
Marcelo Oliveira: Boa participação. Especialmente defensivamente. Nota 7
Walace: Parece que este ano fará menos faltas. Foi bem. Nota 6
Maicon: Boa participação. 
Nota 6
Giuliano: Se mexia bem até sair machucado. Que não seja grave. 
Nota 7
Douglas: O mais fraco do primeiro tempo. Vários passes errados. Também não jogou no segundo tempo. 
Nota 4 
Luan: Um dos melhores do primeiro tempo. Caiu de produção no segundo tempo. 
Nota 8
Everton: O melhor jogador do primeiro tempo. E melhor ainda no segundo tempo. Fez um golaço. Um início de temporada muito promissor. 
Nota 9
.....


Ramiro (Giuliano): Entrou mais à frente e se atrapalhouNota 5
Bobô (Douglas): Lutou mas não conseguiu muitoNota 5
Fernandinho (Everton): Algumas movimentaçõesNota 5
Lincoln (Luan): Boas cobranças de falta. Pouco tempoNota 6
Edinho (Walace): Sem tempo. Sem Nota 

Roger: Errou ao colocar Ramiro no lugar de Giuliano. Mas mostrou que aproveitou bem a pré-temporada. Nota 7
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Arbitragem:
 Juiz gaúcho é aquilo que se sabe. Tem que rezar pela cartilha do Novelhaco. 

Os novos mantos



Esta é mais bonita do que pareceu no início

Daniel Matador - A saudade era demais

"- Irineu, qual é o nome daquela doença que acomete os negros?
- Chama-se "banzo", senhor. Sentem tanta falta de sua terra que acabam morrendo.
- "Banzo"? Acordei sentindo um peso terrível no peito. Irineu, acho que fiquei longe da minha pátria tempo demais. Vim para o Brasil com Dom João há quase 30 anos. Trabalhei duro, fiquei rico. Há quem me acuse de ser insensível. Mas a verdade é que meu coração ficou na Escócia. Bem, acho que estou tentando dizer que talvez seja hora de voltar."

Mr. Carruthers, falando a seu então funcionário e aprendiz Irineu Evangelista de Souza, o futuro Visconde de Mauá.

Caros

Mal iniciou-se o ano, sequer acabou-se janeiro e o sentimento de que o último jogo do Grêmio na Arena tenha ocorrido no século passado é latente. Mesmo que ele tenha acontecido há menos de dois meses. E mesmo sabendo que o tricolor entrou em campo há tão pouco tempo, a gente sente que ele parece estar demorando demais pra voltar. Ou estava, pois neste sábado teremos o primeiro jogo da temporada. Está certo que não é um jogo a valer, é apenas um amistoso preparatório de pré-temporada. Mas com certeza servirá para testar a formação deste Grêmio que começa sua caminhada rumo a mais uma Libertadores da América. O adversário é o Danubio, tetracampeão do Campeonato Uruguaio.

Na parte da manhã ocorrerá um jogo-treino contra o time do Novo Hamburgo no CT Luiz Carvalho. O lateral direito Wallace deverá atuar nesta partida, porém não foi relacionado para a disputa na Arena contra o Danubio por conta do aguardo de documentação para sua atuação no Brasil, a qual tem de ser enviada pelo Chelsea, da Inglaterra. Desta forma, o garoto Wesley, que teve boa atuação no último jogo-treino, receberá a chance de sair jogando. Na zaga, Kadu deve fazer a dupla com Geromel. O restante do time tende a seguir a mesma base que vinha sendo utilizada pelo técnico Roger ao final do ano passado. Grohe deve estar no gol e Marcelo Oliveira ocupará a lateral esquerda. No meio, Walace e Maicon ficam na volância, enquanto Giuliano e Douglas municiam os dois jogadores mais avançados, Everton e Luan.

Quem puder, vá à Arena prestigiar o início de trabalho do grupo gremista neste ano de Libertadores. E aproveite para matar a saudade do tricolor. Porque ela é demais.

Saudações Imortais

22 de janeiro de 2016

O dever de mal informar

Não. O título não está errado. Em todo o mundo jornalista aprende que tem o dever de informar corretamente. Menos, parece, nas faculdades de jornalismo do Rio Grande do Sul. E mais especialmente no jornalismo esportivo.
Neste caso parece que aprendem como atuar na assessoria de imprensa ao invés de aprender a fazer jornalismo. Os interesses estão acima da verdade.
A Primeira Liga, por exemplo. Ela está sendo violentamente atacada por funcionários da RBS porque provavelmente contraria os interesses da empresa. Afinal, compraram os direitos de transmissão de um campeonato viciado e não querem que este seja diminuído. Para isto, parece terem elegido uma tropa de choque entre seus funcionários de esporte para torpedeá-la. É só ler as colunas e ouvir os comentários de gente como o Mortadela e alguns outros. Nada de informação. Apenas pressão vazia. Tornaram-se torcedores. Torcedores do fracasso de um embrião de organização que pode causar mudanças profundas no futebol brasileiro.
Agora um destes arautos do "moralismo", que até ameaçou um companheiro de demissão se este continuasse a defender a liga publicou a seguinte nota em sua coluna:

Não. Não é sobre a baixa qualidade do texto que eu vou falar. Admito a possibilidade de que faltou uma releitura antes da liberação para publicação, o que também é grave e mostra também falta de profissionalismo.
É sobre o conteúdo em si. Começa lançando um veneno mas ao mesmo tempo querendo passar por bonzinho: "a intenção não é acertar alvos".
Aí informa, de forma confusa e semianalfabeta, que Lincoln e Batista teriam sido escondidos enquanto "não deram procuração para determinado empresário".
Depois cria a cizânia: "esta informação saiu de dentro do Grêmio ..."
Entenderam? Preocupado com o Grêmio, o jornalista (sic) passa uma "informação" tão grave quanto é vaga.
Sim. Mas e os fatos?
Ah os fatos!
Lincoln foi escondido sim, porque não tinha 16 anos e poderia ser roubado a qualquer momento. Isto é público e até impediu que Felipão o escalasse logo que chegou. O garoto apenas agora completou 17 anos e tem a carreira dirigida pela empresa do Sonda desde os 12 anos. Vocês acreditam que este empresário aceitaria esta mudança de gestão pelo menino pacificamente?
Batista chegou no Grêmio no dia 15 de março de 2015. Portanto há apenas 10 meses. Veio de um clube pequeno do interior de São Paulo. Terminado o ano foi integrado ao grupo principal.
Este jornalista queria, de certo, que ele chegasse e fosse direto para os profissionais?
O que alimenta estes caras e lhes dá continuidade? A ingenuidade de muitos em acreditar em tudo que qualquer um escreve.

Uma grande notícia

Leiam com atenção. O SAP atua em todas as áreas do clube e não só no futebol.


GRÊMIO FINALIZA PROCESSO DE IMPLEMENTAÇÃO DO SAP DE GESTÃO ADMINISTRATIVA

Evento na tarde desta quinta-feira encerrou a instalação do programa


Grêmio cumpriu todas as metas de implantação do sistema SAP de Gestão Administrativa. Em evento realizado na tarde dessa quinta-feira, 21, entre funcionários do Clube, técnicos e executivos da Fusion, empresa de consultoria contratada para o projeto, o vice-presidente responsável pela implantação de todo o sistema, Antonio Dutra Jr, ao lado do CEO, Gustavo Zanchi e da executiva de planejamento, Christina Muniz, deram por encerrada a instalação d do ERP SAP na área administrativa do clube.
A parceria, inédita entre os clubes sul-americanos, foi celebrada na metade de 2014 com a gigante alemã SAP, considerada líder mundial em aplicativos de negócios. Segundo explica Dutra Junior, o objetivo principal da aliança foi buscar a otimização e aprimoramento de todos os processos do Clube.

Os sistemas da SAP foram inicialmente instalados no Departamento de Futebol, onde a solução Team Performance, plataforma de inteligência esportiva baseada na tecnologia SAP HANA, semelhante a que foi utilizada pela seleção alemã durante a Copa do Mundo de 2014, deu suporte as novas metodologias de análise da performance dos atletas da equipe profissional. Os módulos do futebol entraram em produção no segundo semestre de 2015.

Há exatamente um ano, em janeiro de 2015, foi iniciado e seguiu em paralelo, o projeto de implantação da solução ECC 6.0, o ERP all-in-one da SAP, para atender as demandas da área administrativa do clube, cujo principal objetivo é tornar os processos mais eficientes e os controles mais rígidos.

O Projeto SAP/Grêmio foi conduzido por uma equipe de aproximadamente 20 consultores externos, além dos 30 colaboradores internos, chamados usuários-chave, responsáveis também por multiplicar o conhecimento adquirido durante a implantação.

Foram centenas de horas de treinamentos formais e de trabalho assistido pela empresa de consultoria, para que todos pudessem absorver as novas tecnologias no menor tempo possível.

A eficiência do projeto está justificada pela redução dos custos financeiros e controle de gastos do Clube: “Processos eficientes determinam uma organização mais eficaz, com redução do desperdício e melhora substancial na informação utilizada para a tomada de decisão pelos gestores do clube, fatores que contribuem para que o Grêmio retome um caminho mais consciente e saudável sobre os seus gastos e a administração de sua receita,”conclui o vice-presidente, Antonio Dutra Jr.

20 de janeiro de 2016

Talita: Grêmio x Danubio – Ingressos a venda

Lá se vão mais de 40 dias sem bola rolando do time principal. Nesse período assistimos jogos das categorias de base e podemos ver de maneira mais atenta os jovens que subirão (ou não) para o time profissional em seguida. Mas obviamente são os jogos do time principal que importam mais, e nesse sábado (23/01) temos o primeiro jogo do ano do time profissional, e na Arena!
Grêmio x Danubio (Uruguai) será disputado as 17:00 horas e os ingressos já estão a venda 

Tem ingresso a R$ 15,00! Sim, Q-U-I-N-Z-E R-E-A-I-S! Ou seja, tá muito barato! Não tem como perder esse jogo! Chance de ver o time de 2016 que irá disputar a Libertadores, na Arena, contra um time Uruguaio!

Mas daí alguém pode dizer “mas esse valor é pra sócio!”.

Sim, então te associa. Ajuda o Grêmio e ainda paga mais barato os ingressos. Depois quando não sobrar ingressos para a Libertadores não diz que eu não avisei... =)


19 de janeiro de 2016

A verdade da Copa Pateta


Ontem teve reboldosa no twitter. Alguém anunciou que um membro do CD gremista e do MGI trabalhava para o marketing do cocô-irmão.
Logo apareceram alguns desmentidos. E o próprio acusado, segundo um blogueiro isento (que escreve blogue), teria lhe dito que:

  1. Levou os mazembados através de sua empresa de marketing
  2. Que havia convidado também o Grêmio
  3. E que teria se licenciado do conselho do Grêmio. E teria dito: Renunciei ao Conselho no meio do ano passado. Podes consultar o Milton Camargo (presidente do CD). A partir do momento que surgiu o negócio eu renunciei por entender que não seria legar ser conselheiro e trabalhar com o rival”.
Este post não é para fazer julgamento de valor. Não vamos julgar o gremismo de ninguém. O post é para dar algumas informações sobre a questão.Vamos a elas:
  1. O Grêmio foi sim convidado para participar da Copa Pateta.
  2. Algumas coisas foram pesadas para decidir se valia a pena ou não. Tais como:
  • O fator técnico: quais as consequências de uma viagem deste tamanho para a preparação? Como seria o ambiente de treino e as instalações? O que aconteceria se o tricolor tivesse que disputar a pré Libertadores? Etc.
  • O valor da exposição: o quanto ganharia a marca indo fazer pré temporada em um país no qual o "soccer" ainda está muito longe de ser popular e em meio a um local em que está todo mundo muito mais interessado em visitar os parques temáticos do que ver futebol.
  • O custo: - Custo Sherlok? Elementar Dear Watson, custo. Tem de pagar para participar da Copa Pateta. O que oferecem é irrisório.
Pois vamos às conclusões da direção e do corpo técnico do Imortal:
  1. Fator técnico: seria de alto risco fazer uma pré temporada festiva e longe do ambiente de trabalho com uma Libertadores batendo na porta. Se tivesse de jogar a pré Libertadores poderia ser desastroso.
  2. Valor da exposição: Para efeito de marketing seria praticamente nulo. O Grêmio já é muito conhecido no mundo e não agregaria nada indo para a terra do Pateta. Aliás, isto está comprovado pelo público irrisório que tem assistido aos jogos em campinhos de pelada (melhor seria chamá-los de testemunhas), pela importância quase nula que a mídia local (da Flórida) dá ao torneio (com o mais bizarro regulamento do mundo) e pela repercussão zero no resto do mundo. Resto do mundo eu falei? Menos no Rio Grande do Sul amado em que se fala maravilhas do que acontece por lá.
  3. Custo: Segundo os cálculos da direção do Grêmio o prejuízo para jogar a Copa Pateta seria de U$ 400 mil (aproximadamente R$ 2 milhões). Agora sabe-se que eles subestimaram o valor. Os mazembados estão voltando com um passivo de U$ 500 mil (R$ 2,2 milhões).
  4. Esta é a verdade dos fatos. O resto é mimimi e falta de notícias.
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Tinga

Para muitos torcedores jogador bom, craque mesmo, é o que não joga. Este entraria e resolveria todos os problemas. No fundo, talvez eles pensem que diretores e corpo técnico achem bom perder e por isto não escalam os melhores. O que define quem joga ou quem não joga é o dia a dia dos treinos e das atitudes. Muitas vezes o craque da base não vinga por n fatores.
Agora começou o nhem nhem nhem por causa do Tinga. provavelmente ele não ficará, por razões que competem aos comandantes esclarecerem, se quiserem. Mas ponham o olho em Wesley. Este é diferenciado. Sugiro que as trajetórias de um e de outro sejam acompanhadas nos próximos anos. Depois a gente conversa.

18 de janeiro de 2016

Entre a agonia e a esperança


Está difícil.
Mas o presidente Romildo Bolzan já avisou  que o tiro tem que ser certeiro. Trazer jogador para apaziguar os ânimos e fazer média com a torcida não faz parte do script traçado pela direção. A busca é por jogador que faça a diferença e agregue qualidade ao time que já traz uma boa base de 2015.
Um atacante e um meia armador para finalizar o desenho da equipe que terá importantes competições este ano é o principal objetivo. Se quisesse se livrar com rapidez da ansiedade generalizada entre os gremistas, Bolzan talvez já tivesse se atirado sem muita convicção em alguma negociação de resultado duvidoso.

Mercado
O presidente já mostrou ser um homem convicto e muito seguro de suas decisões e nem um pouco aventureiro. "Não podemos errar", ele disse . Tem a noção exata daquilo que é possível fazer sem comprometer o futuro do clube. Planejou  passo a passo o caminho a ser seguido e não se afastará nenhum milímetro dele. O presidente não é homem de se entregar ao desespero e, portanto, deve ter lá suas estratégias para o combate.
Mas hoje, a notícia que se tem, é de que está bastante difícil conseguir as peças que precisamos. Além do  mercado ser deveras ganancioso, ainda existem aqueles capazes de se atravessar e fazerem loucuras do tipo que compromete as finanças por anos ou décadas. Como o presidente do Grêmio não é um homem dado a loucuras, a estratégia é ter paciência na procura e coragem de apostar nos jovens da casa. Falar é fácil, fazer é que é o difícil.

Aposta ou exigência?
Estarão prontos os meninos? Não sabemos. Duvido que alguém saiba. Mas é tradição no Grêmio fazer esse tipo de aposta. O resultado todos conhecemos e estão lá em todos os livros já escritos sobre o Imortal Tricolor . Caberá a cada torcedor fazer a sua escolha: apoiar a gurizada ou se jogar em exigências. As alternativas são exclusivamente essas. A tentação pela segunda hipótese é muito grande, mas talvez não a mais inteligente. Eu, particularmente, sonho com a chegada de dois "resolvedores". Sonhar é preciso. Sonhar é legítimo. Mas nem sempre possível.
Ainda conto com a possibilidade de termos as contratações desejadas, apesar de levar muita fé nos jovens que estão surgindo. Meu coração está dividido. Quase em agonia.
Então, hoje estamos assim: se equilibrando entre o sonho e a aflição. Como torcedora sanguínea, confesso que por vezes me pego inclinando para o lado da exigência. Quem sabe assim consiga enterrar essa terrível, interminável  e angustiante inquietação.

16 de janeiro de 2016

O boné que te roubaram

Pois o blog não tinha ainda um ano de vida quando o Arigatô, talvez na falta de assunto, fez um post despretensioso, chamado Título inédito. Era o dia 11 de abril de 2006. Nesta data nascia O Boné. Você aí, pode encontrar o post se clicar aqui.
O blog, sem falsa modéstia, tem histórias para contar em seus 10 anos. Muitas.
Mas penso que nenhuma nos surpreendeu mais do que a história do Boné.
O Boné ganhou o mundo. Passou a ser conhecido do Ártico ao Antártico. E, mais importante: era único. Nunca apareceu alguém para contestar o blog e o Arigatô. O Cheira-Rio era o único, vá lá, estádio (sic) do mundo que usava boné.
Mas veio a AG, a Dilma, a Lava Jato e no processo de criação do Remendão Pataxó eliminaram o boné, deixando em seu lugar um cocar indígena.
Um desastre arquitetônico e uma destruição da história. Acabaram com uma das poucas coisas que poderia e, sim, orgulhava os mazembados. O Boné virou pó na história.
Pois o inevitável aconteceu. Até demorou muito, mas um corajoso torcedor do cocô-irmão resolveu chorar em público sua dor.
E o blog, criador do título inédito do antigo Cheira-Rio, sente-se no dever de reproduzir as palavras de dor e desalento do mazembado.
É o que fazemos abaixo. Respeitosamente.
O original está na Zero Hora de hoje.

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Marcelo Carôllo: o boné que me roubaram

Estudante de jornalismo lembra de detalhes que marcaram sua vida nas aquibancadas

Por: Marcelo Carôllo, estudante de Jornalismo

Marcelo Carôllo: o boné que me roubaram Fernando Gomes/Agencia RBS

Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Já me roubaram muita coisa. Minhas intermináveis interações com assaltantes renderam aos bandidos celulares, relógios, mochilas, passagens de ônibus (nos tempos em que havia passagem de ônibus em Porto Alegre) e até uma bicicleta.
Das coisas que perdi, quase todas consegui recuperar posteriormente. Ocorre que, tragicamente, o item que mais me faz falta eu jamais poderei ter de novo: aquele boné.
Ele estava ali, a dois metros de mim, atrás de uma vitrine de vidro em uma loja do Inter. Não era o meu boné, mas uma réplica. Linda, uma peça maciça, uma representação fiel do famoso, saudoso e indefectível boné da cobertura do antigo Beira-Rio. A maquete à venda representava apenas aquela fração de arquibancada. Aquele espaço entre uma arquibancada inferior que não existe mais e um "A maior torcida do Rio Grande" que, tal como era, jamais se repetirá. Viajei enquanto contemplava o item atrás da vitrine.
Aprendi a amar aquele pedaço de cimento armado assim que pisei no Gigante. Era a minha primeira vez em um estádio de futebol. 1999. Oito anos de idade. Meu pai me levando pela mão descendo a Otávio Dutra, entrando na Padre Cacique, nos embrenhando no mar vermelho de gente que subia as rampas e se acomodava, finalmente, sob o boné do Beira-Rio. O Inter venceria por 3 a 0 o Grasshopper, da Suíça, em um bizarro amistoso de pré-temporada, reestreia de Dunga com a camisa alvirrubra.
Dizem que o boné nem era para ser daquele jeito, aba solitária, isolada naquela metade de estádio. Dizem que o construíram apenas como forma de "obrigar" alguma direção futura a continuar a obra, fechando a cobertura do anel superior. Dizem muita coisa.
O que eu digo é que o momento mais triste da melancólica reforma do Beira-Rio (um Gigante que foi aberto ao público, com suas entranhas expostas enquanto a cirurgia acontecia) foi chegar para aquele Gre-Nal chuvoso e não o ver mais ali. 26 de agosto de 2012. Tempo fechado e 1 a 0 para eles, derrota que não se compara à minha: haviam roubado, para sempre, o meu boné.
O estádio hoje em dia é bem bonitinho. Tem luzes. Tem uma cobertura que contempla toda a arquibancada. Tem skyboxes, até. A miniatura do Beira-Rio da Copa do Mundo é vendida nas lojinhas do Inter. Eu, roubado que fui, não tenho olhos para ela. Fico namorando outro pedaço de vitrine: aquele que coloca à venda a única coisa que me roubaram e eu não tenho como ter de volta.

15 de janeiro de 2016

Antônio Dutra Jr. - Um exemplo dos resultados do SAP

Seguidamente aparecem perguntas no blog sobre se o Grêmio já está usando o SAP e quais os resultados que obtém com ele.
Pois já começou a usá-lo e os resultados que podem gerar são surpreendentes.
Outro dia eu estava falando com um VP e ele disse que a busca de um jogador é baseada no SAP e no retorno que este jogador pode dar. E deu como exemplo: de acordo com o SAP, se Fernando Fernandes, que o tricolor tentou, estivesse no Grêmio o ano passado, em teoria, teríamos feito pelo menos 9 pontos a mais.
Agora me deparo com este excelente texto do Antonio Dutra Jr., o grande Mosqueteiro, vice presidente do Imortal e um grande especialista em informática. Ele é o responsável pela implantação do SAP. E escreveu o texto reproduzido abaixo para a ZH.

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Antônio Dutra Jr: ranking mostra que 2015 foi de Grohe

Após mais de um ano de desenvolvimento, implantação e testes, o Grêmio já faz uso intensivo de tecnologia de ponta para monitorar a performance de seus atletas e adversários. O clube é pioneiro na América Latina e um dos poucos no mundo a dispor de conjunto de ferramentas e análises estatísticas, baseadas na plataforma Sap Hana, uma filosofia de indicadores de desempenho ao alcance da comissão técnica e dos gestores do futebol.

No momento em que o Tricolor anuncia a renovação de Marcelo Grohe até 2020, é importante observarmos em números o talento e aporte oferecidos a uma equipe por um jogador que está num nível de excelência, quando em comparação com outros jogadores de sua mesma posição no Brasil.
Uma análise estatística detalhada sobre a Expectativa de Gols (ExpGS) revela a quantidade de gols que deveriam ser marcados por um time de acordo com as finalizações de jogo. Dessa forma, adotamos uma abordagem que acentua a eficiência do atleta ou de uma determinada formação de ataque ou defesa.São diversos parâmetros considerados para o cálculo do modelo, que pode alcançar complexidade considerável, levando-se em conta a distância e o tipo da finalização, local do jogo, dentre outros.
No caso do goleiro, temos a mesma lógica. O ExpGS representa a quantidade esperada de gols sofridos considerando a qualidade e quantidade de finalizações ao longo do campeonato. ExpGS nos permite avaliar a eficiência dos goleiros, num modelo que leva em conta a qualidade do seu time.
O desempenho de Grohe o coloca em um patamar superior aos demais goleiros do Brasileirão 2015. Para cada gol que um goleiro médio sofreu, ele levou apenas 0,52, ou seja, quase duas vezes melhor que um médio. Quando consideramos as finalizações que ele recebeu, um atleta médio do campeonato teria sofrido 23,11 gols, enquanto o nosso goleiro teve apenas 12. A presença de Grohe no Brasileirão-2015 representou pelo menos nove pontos na classificação geral.
Tal desempenho nos induz a uma pergunta: foi apenas um ano atípico ou se trata de um desempenho sustentável?
Grohe também foi o melhor goleiro do Brasileirão 2014, com 0,65 gol sofrido de um goleiro médio na competição, resultado do talento do atleta, da comissão técnica e do preparador de goleiros, o pofessor Rogéio Godoy. Grohe está em patamar superior aos demais goleiros que atuam no Brasil na atualidade.

10 de janeiro de 2016

Um goleador, por favor!


Alcindo Martha de Freitas

Hoje cedo resolvi fazer uma retrospectiva nos posts do blog. Voltei alguns anos para ver o que estava acontecendo à época e quais as maiores queixas do torcedor gremista. Está lá para quem quiser ler! A maior preocupação dos tricolores era um problema que ainda incomoda: a falta de gols. Em quase todos os posts verifica-se a dificuldade da equipe gremista de meter a bola para o fundo das redes. Parece até urucubaca. De 2013 para cá, por exemplo, muitas alternativas foram tentadas e todas insuficientes para que o time deslanchasse nas diversas competições que participou. Foram muitos campeonatos e...nada de um jogador que encantasse e ganhasse a nossa confiança. Entra gente, sai gente e tudo igual.Está muito claro que o MAIOR PROBLEMA do Grêmio nos últimos anos é a falta de ATAQUE.Houve momentos em que o time até estava encaixado, todo certinho para dar o grande salto. Mas a dificuldade maior apareceu nos momentos decisivos: secura no ataque.Nos últimos anos foram muitas frustrações. Muita adrenalina. Muito nervosismo. Muito mau-humor. Muita corneta. E até, muita gozação que em alguns momentos tivemos que aguentar sem ter como rebater. 

André Catimba

Então, presidente Romildo, estou disposta a abrir mão do meia articulador que tanto sonho por um atacante que comprovadamente tenha qualidades suficientes para empilhar gols, infernizar os defesas adversárias e deixar o torcedor feliz.
Felicidade é a palavra que está nos fazendo falta. Precisamos sorrir, nos abraçar, gritar, colocar para fora toda a emoção e angústia represada. Já são anos e anos de decepções e sofrimento. 
Tudo que a torcida gremista quer, senhor presidente, são gols, inúmeros gols, dezenas de gols...
Tem que ser agora. Este é o momento. 
De uma coisa tenho certeza nesta minha vida de torcedora: não dá mais para viver assim. Viver se equilibrando entre o "quase" e o "não deu".

Baltazar, o "Artilheiro de Deus"

Conheço as dificuldades do clube. Reconheço e concordo que o momento é de cuidado com a saúde financeira, mas , por favor, concentre toda a sua energia e os recursos possíveis de serem investidos em um jogador definidor, um goleador, um conhecedor dos caminhos para o gol. Invista em um homem que nos faça sorrir e erguer os braços com o punho cerrado.
Não peço mais nada. Nem lateral, nem articulador, nem zagueiro, nem nada mais. De que adianta empilhar jogadores em outras posições se a principal peça que nos falta continuará faltando no momento derradeiro?
Deixo aqui este recado, com muita esperança.
Homem gol, este é o cara, assim como já tivemos em outros tempos e que foram protagonistas no levantamento e revezamento de taças.
Estou focada na sua inteligência e perspicácia, presidente Bolzan.
Boa sorte!!!!!

 

8 de janeiro de 2016

Nos dedos e nos calos

Recomendo fortemente que os torcedores do Grêmio assistam a este vídeo. Tem coisas muito sérias e duas ou três hilárias.

7 de janeiro de 2016

A alma, sempre tão transparente

A degradação moral e ética porque passa o Brasil enche de vergonha os brasileiros honestos. O pior desta degradação é que muitos não fazem o menor esforço de esconder seus desejos mais imundos, suas vontades mais abjetas, sua falta de decência e de vergonha na cara.
Hoje, um certo presidente de federação foi a um programa de rádio. E, no programa, mostrou o seu caráter, e deu a entender que aquele seu jeitão não é apenas aparência.
Entre risadas da banca, especialmente do apresentador do programa, aliás outra coisinha que causa engulho, mostrou como funcionam as coisas na casa que dirige, supostamente visando o bem de seus associados.
Quando o assunto foi a Primeira Liga e a Copa Sul-Minas-Rio, não teve o menor pudor em dizer o seguinte:


Acharam pouco? Então o que acham desta outra afirmação do elemento?


Ninguém no programa achou que esta declaração tinha qualquer problema ético ou moral.
Mas continuou o emérito presidente.
Candidamente afirmou o que segue:


Assim, com a maior tranquilidade. E sabem o pior? Ninguém se preocupou em perguntar de onde vinha esta verba extra. Poderiam também ter perguntado porque se há este dinheiro não foi oferecido antes? Afinal, a função da federação não é defender e cuidar de seus afiliados?
Quando confrontado duas vezes com a afirmação de um vice presidente do Grêmio de que nunca houve esta oferta, manteve a versão, com a ajuda do apresentador, óbvio.
Acabou?
Evidente que não.
Questionado sobre o fato do tricolor fazer o dobro de quilometragem no campeonatinho que ele organiza disse o rapaz alegre:


Que singelo, não?
Ainda teve mais. Sobre o fato do jogo do Grêmio ser no mesmo dia do show dos Rolling Stones no aterro ele falou como se mandasse:


Pois este é o presidente da federação. Sujeito que está há anos mandando nos destinos do futebol gaúcho. Futebol, aliás, que se não fosse pela grandeza do Grêmio e pela ajuda desenfreada do poder público e da federação ao co-irmão, há muito tempo seria considerado do tamanho do futebol do Piauí. Um mísero representante na série B, dois na C e mais nada. Santa Catarina, para comparação, o ano passado teve 4 clubes na Série A e mais um na B.
Quanto à mudança de datas no dia do show dos Rolling Stones parece que ele achou alguém para bater de frente com ele. Ou não?


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Todos sabem que o nome do Grêmio, o nome mesmo, é Porto Alegrense. Quando o Grêmio jogou os mundiais era conhecido assim: Porto Alegre para simplificar.
Pois em 87 ou 88, eu estava na Inglaterra, Grêmio já campeão mundial e li que o Porto Alegre iria jogar na terra da rainha. Para minha surpresa, eram os mazembados que estavam por lá usando o nome do tricolor.
Pois agora, imaginem o que? Fácil não?


Por falar em reconhecimento, ontem se viu isto naquela copinha inchada com 112 times de futebol.