16 de maio de 2015

Não existe jogo fácil


Yuri volta da seleção para reforçar o time contra o Coritiba.





Sempre na véspera dos jogos do Grêmio eu fico traçando mentalmente as estratégias que poderão ser usadas pelo técnico Felipão. Até sexta de manhã cedo, essas estratégias não contavam com a participação de Yuri Mamute. O quadro mudou no meio da manhã com a notícia da dispensa pela CBF do jogador convocado para atuar pela seleção Sub-De-Alguma-Coisa,  que, aliás,  só serve para nos atrapalhar.

Nem me interessa o motivo da sua dispensa . No Grêmio ele está sendo muito profissional e dedicado e a nós é isso que interessa.  A verdade é que é muito bom para o Imortal Tricolor poder contar novamente com o jogador que vem desempenhando bem sua função dentro de campo e está prestes a deslanchar como goleador. Sua continuidade é um ponto muito positivo para tentarmos alcançar a vitória.

Luan também deverá estar em campo hoje.

Então, contra o Coritiba hoje, deveremos ter o time que começou a partida contra o CRB, com  Yuri no lugar do Pedro Rocha no ataque. Seria muito importante vencer esta partida fora de casa. Apesar de o adversário não estar incluído na lista dos mais fortes do Campeonato, todo o cuidado é pouco. Não existe jogo fácil, nem jogo jogado como sabemos.
Muita atenção, foco, dedicação e garra é o que o torcedor pede e espera da equipe. Um Felipão inspirado seria de grande ajuda para engrenar o time que tateia na busca da melhor formação.
Os jogadores devem estar conscientes de que é preciso lutar e estar concentrado até os minutos finais. Relaxar, só depois de entrar no chuveiro para o banho.  

Fotos:  Lucas Uebel/Grêmio FBPA

14 de maio de 2015

Onde estava Pedro Rocha?

Hoje muitos torcedores se perguntavam: onde estava Pedro Rocha este tempo todo? Por que Pedro Rocha estava escondido? Por que Pedro Rocha não jogou o Gauchão?
Pelas informações que colhi em matéria no site UOL, o Grêmio estava aguardando a renovação do contrato do guri. Com seu vínculo comprado junto ao Diadema em janeiro, não estava sendo colocado na vitrine para não despertar a concorrência de outros clubes e tendo que fazer leilão.  Não sejamos ingênuos: existem clubes por aí experts em assediar atletas de outros.
Não sei ser verdadeira a fala do diretor executivo Rui Costa sobre ele ter jogado ontem porque estava pronto.  Mas se falou, estava certo. Com contrato renovado, ele está  bem pronto para ser exposto aos predadores que ficam escondidinhos de tocaia esperando o momento certo de dar o bote.

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Evolução?
 
No meu último post, levantei vários pontos sobre as deficiências do plantel gremista. Mas no primeiro tempo do jogo de ontem, pudemos observar muitas coisas interessantes e alguma evolução na equipe tais como:

     1) Mudança na maneira de se postar em campo (competitividade);
     2) Velocidade no ataque (grata surpresa);
     3) Marcelo Oliveira na volância (fazendo o que sabe);
     4) Poucos passes errados (aleluia);
     5) Meio mas consistente no combate;
     6) Jogadores mais focados em campo;
     7) Luan no ataque (onde é o seu lugar);
     8) Giuliano mais incisivo;
     9) Centroavante matador.
  
Já é um bom começo para ter um time competitivo. A melhora foi visível. O futebol fluiu com mais naturalidade e objetividade. Ainda há muito trabalho a ser feito e peças para entrarem, mas gostei do que vi na parte inicial e espero que seja uma evolução crescente.
Mas continuo achando que no segundo tempo está faltando fôlego, já que o time parece se encolher em campo e não consegue manter a mesma desenvoltura dos 45 minutos iniciais. Não sei o que acontece, mas na segunda etapa o desempenho da equipe é totalmente distinta. Invariavelmente, em todos os jogos, é na etapa final que o Grêmio cede espaço para o adversário e deixa escancaradas todas as suas deficiências. Isso deve ser revisto com urgência pela comissão técnica.
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Uniforme  

Nesta quinta-feira,  a Umbro, fornecedora do material esportivo tricolor, anunciou o lançamento do terceiro uniforme. No dia 21 de maio, os torcedores poderão conhecer a nova camiseta predominantemente azul celeste.




Avalanche Tricolor: mais uma batalha vencida na disputa pela Copa do Brasil

Por Milton Jung

CRB 1 x 3 Grêmio
Copa do Brasil – Estádio Rei Pelé (AL)


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Importa-me pouco se a imagem da televisão não está bem definida. À distância, tive dificuldade para reconhecer até mesmo nossos jogadores. Nesses jogos, não tem essas coisas de imagem HD. Quando o diretor cortava para a câmera mais fechada, era possível perceber a irregularidade do gramado. Mas isso incomodou-me menos ainda. Afinal, nós, mais do que nenhum outro clube brasileiro, sabemos que o caminho para se chegar ao título da Copa do Brasil é árduo e exige resignação e humildade. Tem-se de disputar cada jogo como se fosse uma final, às vezes meter o bico para despachar a bola e levantar a perna para afastar o adversário. Especialmente nos confrontos das primeiras rodadas depara-se com times que jogam a vida e mais um pouco, que fazem daquela partida decisão de Copa do Mundo. E do outro lado temos de atuar à altura. Sem compaixão.

O Grêmio começou a partida dessa noite com a gana que se espera de um time disposto a forjar sua trajetória ao título nacional. Trocava bola com rapidez, movimentava-se com intensidade e deixava pouco espaço para o adversário se mexer. Quando teve sua força (física) desafiada, não se acovardou. Em todas as divididas saía faísca, às vezes sobrava um braço acima do pescoço, outras um pé próximo da canela. Quando encontrou oportunidades, não desperdiçou. Fez primeiro com Luan e depois com Pedro Rocha, para completar com Luan e Pedro Rocha. O centroavante do dia – sim porque a cada jogo temos um novo ataque – se saiu muito bem. E não me venham dizer que foi beneficiado pelo adversário. Foi assertivo em praticamente todas as jogadas.

No segundo tempo, talvez embevecidos pelas conquistas do primeiro, esquecemos o que estava em disputa e deixamos o adversário jogar. Afrouxamos atrás e aliviamos o pé na frente. Permitimos que a pressão sobre nossa defesa aumentasse e não soubemos devolver à altura nos contra-ataques. Um comportamento que poderia nos ter custado caro ou, pelo menos, um jogo a mais para chegar ao título. E como ultimamente o azar tem nos proporcionado surpresas, enquanto a partida não se encerrou não conseguimos respirar aliviado – o que, convenhamos, não é nenhuma novidade. Desde quando fomos campeões de alguma competição sem antes passar por muito sufoco? Aliás, depois de o jogo encerrado, se pensarmos bem, nem foi tão difícil assim. Já tivemos de encarar situações bem mais complicadas pela frente, não é mesmo?

Até a próxima batalha da Copa do Brasil!

13 de maio de 2015

E os piás resolveram

CRB 1 x 3 Grêmio 


Primeiro tempo: 0 x 3


Junior e Pedro Rocha começaram jogando. O HD da Fox Sport 2 matando o fiasco a tapa. Muito pior do que a nojeira do PremiereFC quando não passa em HD.

Aos 5:50 minutos Walace deu bela bola para Pedro Rocha que dominou para o lado errado e perdeu a bola. Logo depois Luan se atrapalhou e perdeu uma boa chance.
Pedro Rocha entrou lindo peladireita e deu uma bomba na rede mas por fora. Eram 9 minutos. 
O Grêmio controlava bem o jogo.
Aos 12 minutos Giuliano deu um grande passe para Luan que na cara do goleiro não desperdiçou. Desviou no canto. 1 x 0.
O tricolor surpreendia pela velocidade com que chegava na frente. Mas depois de alguns bons lances iniciais não conseguia criar mais chances.
O que aumentou foi a temperatura do jogo, muito quente. Faltas e reclamações dos dois lados.
O CRB chegou com perigo aos 32 minutos.
E O Grêmio respondeu aos 33 minutos. Matías fez bela cruzada após bom passe de Giuliano. Marcelo Oliveira cabeceou forte mas o goleiro rebateu.
E 3 minutos depois Pedro Rocha fez um golaço. Dominou de costas na entrada da área, virou e bateu forte e rasteiro no cantinho.
Pedro Rocha entrou a dribles e sofreu uma falta na entrada da área aos 39 minutos. E o guri fez o terceiro aos 43 minutos. Luan armou uma rebordosa pela direita e deu duas pancadas no peito do goleiro. No terceiro rebote serviu Pedro Rocha no meio que só empurrou para dentro.

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Mesmo descontando as fragilidades do adversário um primeiro tempo muito bom do Grêmio

Não sofreu nenhum perigo atrás e mostrou muita rapidez na saída para o ataque.
Pedro Rocha fez uma atuação espetacular. Por que teria ficado de fora durante todo o noveletão?

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Segundo tempo: 1 x 0


Não houve modificação para o segundo tempo e o Imortal, nitidamente voltou se poupando para o sábado. 
E por conta disto o jogo ficou ruim.
Giuliano deu um passe um metro mais longo do que devia para Pedro Rocha ficar na cara do goleiro. Foi a primeira jogada digna de registro no segundo tempo.
Aos 20 minutos Felippe Bastos entrou no lugar do Pedro Rocha. Felipão, claramente queria segurar um pouco mais o adversário que ameaçava mais em cima da parada do tricolor.
E Felippe Bastos que entrou para ficar atrás, 3 minutos depois apareceu na frente e fez boa jogada que quase resultou em gol.
E o CRB que corria e corria e não fazia nada, ganhou um gol do Rhodolfo e do Geromel. Os dois deixaram um jogador passar no meio deles e cruzar para o meio da área para outro complementar.
Com o gol o time alagoano se assanhou e passou a buscar o segundo que causaria o jogo da volta.
Giuliano deu grande passe para Felippe Bastos que driblou um zagueiro e deu uma bomba para defesa do goleiro aos 34 minutos.
Aos 35 minutos Douglas deu um passe espetacular para Luan que, na cara do goleiro, tentou encobrir e mandou por cima. Seria o gol do desafogo. Se tivesse simplificado como no primeiro teira feito.
Giuliano perdeu boa chance aos 40 minutos batendo alto por cima.
E Grohe, que não havia trabalhado, fez uma defesa espetacular aos 45 minutos.
E Everton errou um gol feito no minuto seguinte. Recebeu de Giuliano na cara do goleiro e bateu rasteiro para fora. Bateu bonito, consciente, procurando o canto. Mas para fora.

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Um jogo com dois tempos distintos: um primeiro tempo quase de luxo e um segundo tempo ruim.

Nitidamente o Grêmio entrou para amorcegar e se poupar para o jogo de sábado. E, por causa disto, correu riscos.
Várias coisas positivas enquanto o time jogou:

  1. Junior foi muito bem e merece continuar.
  2. Dois volantes dão mais consistência e, (surpreendentemente?), deixam o time mais ofensivo.
  3. Pedro Rocha pode ser uma solução.
  4. Giuliano mais na frente, e liberado, rendeu mais.
  5. Luan, mais na frente, e liberado, rendeu mais.
Resta esperar que Felipão mantenha o time para que adquira continuidade.
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Como jogaram:

Marcelo Grohe: Um primeiro tempo em que só bateu tiro de meta, e mesmo assim, poucos. Salvou um gol no final. Nota 9
Matías Rodriguez: Muito boa partida. Não sei se não seria o caso de renovar o empréstimo. Nota 8
Rhodolfo: Na falta de preocupações defensivas resolveu trocar uns safanões com alguns adversários. E bobeou no gol do CRB. Nota 6
Pedro Geromel: É o melhor zagueiro do Brasil, mas deu mole no gol do CRB. Nota 6
Junior: Boa volta. Espera-se que tenha continuidade.  Nota 7
Walace: É um grande volante de contenção.  Nota 8
Marcelo Oliveira: Rende melhor na volância do que na lateral. Nota 7
Maicon: Embora tenha errado alguns passes, voltou a jogar bem. Nota 7
Giuliano: Muito boa partida no primeiro tempo. Nota 8
Pedro Rocha: Mostrou ainda mais virtudes do que havia mostrado no início do ano. Tem de ganhar continuidade. O melhor do jogo disparado. Nota 10
Luan: Na frente dorme menos. Excelente primeiro tempo. Parou junto com o time no segundo tempo. Errou um gol feito no segundo tempo porque quis enfeitar. Nota 8


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Felippe Bastos (Pedro Rocha): Entrou para ajudar atrás mas se mandou para a frente. 
Nota 6

Douglas (Maicon): Deu um pão doce para o Luan que,mal agradecido, não aceitou. Nota 7
Everton (Luan): Entrou e errou um gol feito. Nota 6

Felipão: Desta vez deu chance para a gurizada e não se arrependeu. Que não retroceda.
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Arbitragem 
Heber Marielson Alves Silva (Bahia) - Falou muito mas apitou bem.

Que Grêmio veremos hoje?


Felipão busca colocar o Grêmio nos trilhos.

Curiosa para ver como Felipão escalará o time para enfrentar o CRB pela Copa do Brasil hoje às 19:30 no Estádio Rei Pelé em Alagoas.
Que Grêmio veremos logo mais ?
Talvez uma das novidades seja o retorno de Júnior à lateral esquerda, a volta de três volantes  e o menino Pedro Rocha no ataque.
Essas são as especulações depois do treinamento de hoje. O gringo está testando a melhor formação depois da frustração do empate na Arena domingo.
Bom sinal. Isso significa que o técnico percebeu que como está não dá para ficar. Enquanto os prometidos reforços não chegam, a saída é  buscar alternativas dentro do elenco. Às vezes algumas formações dão liga e o resultado pode ser surpreendente.
Afinal, nada é impossível nesta vida.


11 de maio de 2015

Assim não vai dar


No Grêmio é o contrário. Jogam pensando na aula de matemática.

Ontem, a atuação do time do Grêmio contra a Ponte Preta foi desastrosa. Foi lamentável. Foi triste. Foi alarmante. Foi caótica.
Na minha mente de torcedora, não consigo entender o que faz o treinador com os jogadores nos treinos fechados. Eles não sabem o básico. Não sabem dar um passe de dois metros de distância. Não sabem chutar em gol. Não sabem combater o adversário. Não sabem ser velozes. Não sabem se aproximar para receber uma bola. Não sabem ocupar espaços em campo.

Outro problema que percebo desde o ano passado, é de que, inúmeras vezes, nossos jogadores são desarmados por trás pelo adversário por pura falta de atenção. Não vejo isso em nenhum outro time com a frequência que vejo no Grêmio. Os campeões em perder a bola para o “ladrão” são Luan, Felipe Bastos e Giuliano. Isso é tão... categoria de base, que é inacreditável que aconteça com profissionais que atuam em um clube com a dimensão do Imortal Tricolor. Não consigo aceitar isso. É o mesmo que um boxeador se distrair olhando para a esposa na plateia durante a luta. É óbvio que levará um gancho que o fará beijar a lona.
FALTA FOCO! FALTA ATENÇÃO! FALTA ENERGIA!
É desanimador. É triste. É pesado. É chato.

Não tem ninguém para berrar dentro de campo? Para alertar sobre os ladrões de bola?
Não é possível e aceitável que isso aconteça repetidamente. Prestem atenção no próximo jogo e digam se não tenho razão. Essas bolas “perdidas” sempre acabam em contra ataque. E muitos gols adversários iniciam assim.
Não acho que falta vontade aos jogadores. Vontade eles têm. O que falta é qualidade e energia.
Está na hora de alguém da direção encarnar um Eurico Miranda e chamar todos na chincha para a real.
Se não vai na diplomacia, tem que ir no grito e na lambança. Às vezes o futebol pede um ignorante na área, essa é a verdade!
Cansei disso.
ACORDEM!!!!!!!!!!!

Mais uma vez vou escrever aqui neste blog: com esse time não vai dar , senhor presidente .
Mais uma vez vou lembrar que a torcida gremista não merece isso.
Mais uma vez vou escrever aquilo que escrevo há dois anos: enquanto o Grêmio não tiver no seu time um camisa 10 genuíno, um armador de categoria e de qualidade indiscutível, este time não vai a lugar nenhum.
Esta é a realidade nua e crua.
Antes de ter essa peça que organiza e distribui o jogo com EFICIÊNCIA e LUCIDEZ, nem adianta perderem tempo contratando para outras posições. Com um bom meia, Luan e Giuliano seriam ótimos no ataque.
Enquanto a prioridade não for um MEIA ARMADOR DE QUALIDADE não construiremos time vencedor.

Depois dessa prioridade, vou listar abaixo os dez principais motivos que me levam a ficar muito preocupada e já bastante agastada com as atuações da equipe neste ano:

  1) Os jogadores do Grêmio não têm qualidade técnica.

  2) Ninguém sabe marcar no meio campo.

  3) Erram-se passes em grande quantidade.

  4) Marcação frouxa. O meio parece a passarela do samba.

  5) Falta velocidade.

  6) Giuliano e Luan não são armadores. Seu lugar é no ataque.

  7) Os jogadores são desatentos ao extremo.

  8) Precisamos de dois laterais combativos e bons no apoio.

  9) O lugar de Marcelo Oliveira é na volância.

10) A preparação física é escandalosamente deficiente.

Este é o meu diagnóstico do time que vi empatar em 3 x 3 contra a Ponte Preta dentro de casa. Então, existem muitas coisas para mudarem e serem melhoradas Esperamos que aconteçam o quanto antes, caso contrário será mais um ano perdido. Quanto mais frustração acumulada, mais difícil recuperar o tempo perdido. Se a frustração criar raízes, o trabalho para removê-la tornar-se-á árduo e extenuante.

Nesta semana li uma matéria em que o presidente Romildo Bolzan diz que em 2015 ganharemos ao menos um título. Então está na hora de arregaçar as mangas e pegar firme, porque do jeito que está não vai dar nem Sulamericana. O tempo está correndo e a largada já foi dada. Enquanto isso, o nosso time é uma constelação apática e sem brilho. Para começar, enquanto reforços não vêm, Bolzan poderia colocar um brucutu dentro do vestiário para sinalizar aos jogadores que o furo é mais embaixo.
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O barato sai caro

Uma das coisas que aprendi cedo na vida é de que o barato sai caro.
Todos sabemos das dificuldades financeiras enfrentadas pelo Grêmio e do esforço da direção em organizar as contas. Mas alerto que não dá para esticar demais a corda. Afastar a torcida do clube é suicídio.
Quando o torcedor perde a fé, o clube perde dinheiro.
Querer poupar demais e conter despesas a todo o custo, poderá custar muito caro a longo prazo.
Isso é muito perigoso. Cuidado para não virar o fio.
Existe também outro ditado muito antigo e verdadeiro que prega: não adianta chorar o leite derramado.
Não deixe esse leite alcançar a fervura, senhor presidente.


10 de maio de 2015

Avalanche Tricolor: o café da manhã, o sorriso sem-vergonha e o empate na estreia

Por Milton Jung


Grêmio 3 x 3 Ponte Preta
Brasileiro – Arena Grêmio


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Jogar domingo cedo muda alguns hábitos e ainda provoca estranheza, apesar de ter gostado do horário novo das 11 da manhã. Antecipei a missa matinal para o sábado à noite, quando encontrei, na paróquia da Imaculada Conceição, o padre José Bertolini, que já foi motivo de conversa nesta Avalanche, por ser gaúcho e gremista. Assim que me viu, deu um sorriso sem-vergonha (se é que padres fazem isso). Está rindo de mim, padre? – perguntei. Rindo da nossa situação, respondeu em referência ao Grêmio. Achei um pouco de exagero dele, mas quem sou eu para contestar o padre na porta da Igreja. E pensar que Bertolini estava antevendo o que aconteceria na manhã seguinte.

Falava, porém, com você sobre a mudança de hábito. Domingo gosto de ficar um pouco mais de tempo na cama para compensar o fato de madrugar durante toda a semana. Hoje, me organizei para o omelete, o café e as torradas estarem prontos antes da hora. Não queria perder nenhum minuto da nossa estreia no Campeonato Brasileiro 2015. Sem contar que era um dia especial, era Dia das Mães, e fiz questão de servir o café na cama, uma estratégia que sempre dá bons resultados (e não estou me referindo ao futebol).

Aliás, por ser Dia das Mães, este domingo provocava ainda outras mudanças, pois o almoço em família seria depois da partida e não antes como estávamos acostumados. Como a festa seria em casa, porque nos negamos a sair para almoçar nestas datas, precisávamos acertar as agendas com os convidados. E antecipo-lhe que deu tudo certo (ou quase). Organizamos almoço: mulher, sogra e cunhada eram as homenageadas em torno de uma mesa onde foi servida galinhada, prato que tem a galinha caipira como vedete e um sabor maravilhoso. O vinho era italiano e parecia ter sido escolhido a dedo, haja vista a boa vontade com que os convivas se fartaram da bebida. Inclusive o autor deste texto. O bate-papo foi divertido, com boas lembranças de um tempo em que a maioria ali em volta da mesa usava calça e saia curtas. A conversa correu tão solta que quase esqueci a frustração que havia sentido minutos antes com o empate aos 49 minutos do segundo tempo.

Estava tudo tão intenso – o sabor da comida, o paladar do vinho e a diversão do encontro – que não resisti: fui dormir. Era para ser apenas um cochilo, mas se estendeu por boa parte da tarde deste domingo, quando geralmente dedico ao futebol. Ao acordar para escrever esta Avalanche, parecia que tudo que havia acontecido na Arena já era passado distante. Antes fosse, pois assim não precisaria perder meu tempo tentando explicar como fomos capazes de ceder duas vezes ao empate. O dois a zero que começou a ser construído no primeiro tempo e se confirmou no início do segundo dava a ideia de termos a partida dominada. Precisaríamos apenas administrar o resultado como costumam dizer os comentaristas de futebol. Só faltou combinar com o adversário.

Os dois gols de Yuri Mamute ratificaram as qualidades técnica e física do nosso atacante e a ideia de que ele não pode ficar fora do time titular. É mais incisivo do que qualquer outro jogador que temos no elenco. A lamentar que a seleção brasileira o levará embora por sete rodadas. É incrível como a CBF consegue ser tão perniciosa com os clubes brasileiros. Todos na pindaíba e com dificuldade para manter jogadores, e a instituição, durante a mais importante competição que realiza, confisca seus principais craques.

Curiosamente, outro jogador que se destacou de forma positiva hoje, Marcelo Grohe, passará pela mesma situação. Pior ainda, pois ficará à disposição da CBF, na reserva da seleção, com chances mínimas de jogar na Copa América. Fará pouco por lá e nada por aqui. Os gols que levou, neste domingo, não foram responsabilidade dele. Antes do empate se concretizar, Marcelo já havia nos salvado algumas vezes, o que também mostrou nossa dificuldade em segurar o assédio do adversário. Quando o goleiro é obrigado a aparecer de mais, alguma coisa está errada na frente dele.

Mesmo após levar dois gols rapidamente, conseguimos pressionar e retomar a vantagem no placar com uma bola empurrada para dentro da goleira em jogada que teve a participação de Douglas e Matias Rodriguez, dois jogadores que passaram pela mesma situação: haviam perdido o lugar no time titular, mas acabaram sendo chamados para mudar a partida quando já demonstrávamos preocupante fragilidade.

Foi um empate amargo, na estreia, em casa, contra adversário que não é cotado para disputar o título e depois de termos a vitória duas vezes nas mãos. Resultado que não tem nada a ver com o fato de a partida ter sido disputada às 11 da manhã de domingo e no Dia das Mães. Tem muito mais a ver com o sorriso do padre Bertolini.

Um castigo inesperado

Grêmio 3 x 3 Ponte Preta 


Apesar dele não ganhamos

Primeiro tempo: 1 x 0


Lincoln e Galhardo as novidades.

Aos 3 minutos Galhardo bateu falta e Geromel cabeceou para dentro do gol. Mas a bandeira catarina gostosa marcou, bem marcado, impedimento.
O Grêmio começou com boas movimentações especialmente com Yuri pelo lado direito.
Luan desperdiçou uma falta na entrada da área batendo na barriga da bandeira aos 11 minutos.
Depois de um início bom o time deu uma parada e começou a errar passes.
Aos 23 minutos uma falta violenta em Galhardo do lado da área foi batida por Luan. Yuri Mamute cabeceou lindamente no canto. A bola bateu na trave e entrou. Um gol quando já começava a haver impaciência na torcida.
Aos 28 minutos uma entrada criminosa em Geromel mas o jogador da Ponte Preta só levou amarelo. Um minuto depois Galhardo foi dar o troco e levou amarelo também.
Aos 33 minutos falta perigosa para a Ponte Preta. A bola bateu na barreira e foi para escanteio.
Yuri Mamute sofreu duas faltas aos 40 minutos na frente da bandeira gostosa, mas ela não deu. Deve ter achado que foram dois carinhos um pouco mais pegados.
Jogada perigosa aos 43 minutos. Lincoln cruzou mas a bola bateu na zaga e foi para escanteio.
Walece que estava bem no jogo fez uma jogada ridícula. Perdeu a bola e quase entregou um contra-ataque perigoso.
E terminou o primeiro tempo.

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Não foi um bom primeiro tempo. O meio de campo não conseguiu articular jogadas de ataque e fez falta também um centro-avante de posicionamento.

Luan não acordou e de bom só fez a cobrança de falta do gol. A zaga mostrou que é realmente muito boa.
Galhardo foi razoável. E Lincoln quase não apareceu.
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Segundo tempo: 2 x 3


O segundo tempo começou com o tricolor apático, esperando a Ponte Preta.

Mas aos 7 minutos Galhardo deu uma bomba de longe que o goleiro mandou para escanteio. Na cobrança não aconteceu nada, mas na sequência a defesa levou um susto com uma blitz do adversário.
No twitter muitos lamentavam a ausência de Douglas, o único articulador.
E então, o Grêmio fez o que não fazia há muito, mas muito tempo: um contra-ataque rápido. Luan serviu Mamutelli que driblou o goleiro e só não entrou com bola e tudo porque teve humildade. E goooooooooooool. Era o décimo minuto do segundo tempo.
Galhardo de novo, deu uma bomba de longe e quase fez aos 13 minutos. O goleiro mandou para escanteio.
O segundo gol deu tranquilidade ao time que começou a jogar de forma mais consciente.
Marcelo Grohe fez uma defesa espetacular à queima roupa aos 16 minutos.
Mas no minuto seguinte não conseguiu evitar um golaço da Ponte Preta. Um chute de fora da área no ângulo.
Dois minutos depois, Geromel ficou esperando e o atacante se antecipou e empatou.
Um jogo que estava fácil para o tricolor virou drama.
Everton entrou no lugar de Lincoln aos 26 minutos. E Matías no de Galhardo aos 28.
Mamute bateu fortíssimo da entrada da área mas a bola saiu raspando a trave aos 29 minutos.
Douglas entrou no lugar de Giuliano aos 30.
E Douglas bateu uma falta aos 32 minutos. E Matías tentou uma e o goleiro pegou. Na segunda tentativa marcou. 3 x 2.
Aos 42 minutos Douglas e Everton infernizaram a zaga. Everton bateu com estilo tirando do goleiro mas a bola caprichosa saiu raspando a trave.
Aos 47 minutos uma jogada perigoda foi defendida por Grohe.
E na última bola o empate. Grohe espalmou para o meio da área e gol. Inacreditável.
Faltou malícia para segurar a bola no ataque nos últimos minutos.

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A Ponte Preta voltou melhor no segundo tempo. Com o segundo gol o Grêmio se acalmou e passou a jogar bem.

Quando estava no melhor momento da partida levou um gol de grande categoria do jogador adversário e dois minutos depois o empate.
Felipão mudou o time e conseguiu o gol. Mas no final o castigo imerecido.
Aos que vão fazer muxoxo porque era "só" a Ponte Preta informo que este time só foi eliminado da final do Paulistão porque foi operada na semifinal contra o Corinthians.
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Como jogaram:

Marcelo Grohe: Sem culpa nos dois primeiros gols. Mas falhou no terceiro. Nota 5
Galhardo: Boas cruzadas e chutes perigosos. Atrás foi mais ou menos. Nota 6
Rhodolfo: O de sempre. Nota 6
Pedro Geromel: Estava muito bem mas dormiu no segundo gol da Ponte. Nota 5
Marcelo Oliveira: Bem defensivamente. Inoperante no apoio.  Nota 5
Walace: Atuação discreta.  Nota 5
Maicon: Muito toque lateral. Nota 5

Giuliano: Um primeiro tempo muito ruim. Um pouquinho só melhor no segundo, mas estava fora de função. Nota 3
Lincoln: Deu saudades do Douglas. Não apareceu. Nota 5
Luan: O de sempre. Alterna boas jogadas com sonecas. Nota 5
Yuri: O melhor do time. Nota 9 


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Everton (Lincoln): Entrou muito bem. 
Nota 7
Matías Rodriguez (Galhardo): Entrou e logo fez o terceiro. Nota 6
Douglas (Giuliano): Mostrou que, apesar de tudo, tem de continuar titular. Nota 7

Felipão: Está procurando um time. Que ache logo.
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Arbitragem : Héber Roberto Lopes - Não atrapalhou. Mas a bandeirinha gostosa estava afim de complicar.


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O jogo no twitter



















9 de maio de 2015

Daniel Matador - Somente às vezes

"No passado, as pessoas acreditavam que, quando alguém morria, um corvo carregava sua alma para a terra dos mortos. Mas às vezes acontece algo tão ruim que uma tristeza terrível é levada junto com a alma, e a alma não consegue descansar. Então às vezes, somente às vezes, o corvo consegue trazer a alma de volta para resolver o que está errado..."  (Frase da personagem Sarah no filme "O Corvo")

"Mãe é o nome de Deus nos lábios e nos corações de todas as crianças." (Frase de Eric Draven, personagem principal do filme "O Corvo).


Caros

No ano de 1994 o Grêmio iniciava uma trajetória de conquistas rara na história do futebol mundial. Naquele ano, mesmo perdendo o ruralito, Felipão montou um time sem estrelas e com juniores que viria a ser a base do lendário time de 1995. A equipe de 1994, mesmo não conquistando o título regional, ergueu a taça do Bicampeonato da Copa do Brasil e classificou-se para a mítica Libertadores da América de 1995, sendo reconhecido até hoje como o embrião daquela era de vitórias.

Naquele mesmo ano, o diretor Alex Proyas, após ter tentado, sem sucesso, convencer os consagrados atores River Phoenix e Christian Slater a aceitarem o papel de protagonista de "O Corvo", o novo filme que iria dirigir, contentou-se com a terceira opção, o até então obscuro ator Brandon Lee, mais conhecido por ser filho da lenda das artes marciais, o mestre Bruce Lee. Bruce foi o maior artista marcial da história e fez carreira no cinema. Acabou falecendo justamente durante as gravações de um de seus filmes, chamado de Jogo da Morte. Brandon nunca chegou aos pés de seu pai como lutador, e mesmo com a tragédia que ocorreu, resolveu investir em sua carreira cinematográfica. Por um capricho do destino, acabou falecendo nas mesmas circunstâncias que seu pai. Durante as gravações de "O Corvo", Brandon foi atingido por um projétil que deveria ser de festim.

Na história do filme ele interpreta Eric Draven, um músico que acaba sendo brutalmente assassinado, juntamente com sua noiva, por uma gangue de malfeitores. Um ano após o ocorrido, ele é resgatado do mundo dos mortos por um corvo. O animal lhe confere imortalidade e lhe dá condições de iniciar uma caçada em busca de vingança. O roteiro foi adaptado de uma história em quadrinhos escrita por James O'Barr. É um filme que acabou tornando-se cult na década de 90 tanto por sua história quanto pela tragédia ocorrida com Brandon Lee.

Neste domingo o Grêmio estreará o novo horário de jogos proposto pela CBF para algumas partidas do Campeonato Brasileiro. Revivendo os horários dos famosos jogos da várzea, o tricolor receberá a Ponte Preta na Arena às 11 horas da manhã. Apesar da hora não convencional, e considerando-se que é Dia das Mães, ainda assim é possível achar algumas vantagens nesta situação. É um horário muito melhor do que o das 18h30min e arrisco dizer que é melhor do que o horário das 16h00min. Além da possibilidade de levar a mãe para curtir o jogo e conhecer a Arena, ele encerra, no máximo, às 13h00min. Dá pra sair dali e curtir aquele almoço de domingo, ficando com o restante do dia para aproveitar. Para quem vem do interior, o retorno também acaba ficando um pouco melhor.

O time do Grêmio inicia novamente uma jornada na qual não é cotado para ser protagonista. Aliás, não me recordo a última vez em que isto ocorreu, se é que ocorreu algum dia. O clube passa por uma fase terrível em termos de conquistas. Os torcedores mais jovens, inflamados também pelas redes sociais e pelas recentes conquistas do tradicional adversário, estão impacientes. Alguns mais antigos, acostumados que ficaram com um passado de conquistas, também. Um projeto de reestruturação da instituição está em andamento, mas isto não aplaca a sanha de parte da torcida. Assim como no filme do Corvo, para tentar resolver uma situação que está errada, o clube trouxe de volta Koff e Felipão, dois ícones que representaram a alma de uma era de vitórias. O time não conta com craques consagrados, assim como também não os tinha em 1994. "Ah, Matador, mas o futebol mudou, não é mais como em 94". Sinceramente, não consigo ver nenhuma mudança tão brutal assim, ao menos dentro de campo. Via de regra, o melhor time costuma vencer em boa parte das vezes, o time menos prejudicado pela arbitragem leva vantagem, o que sabe atuar nos bastidores ganha alguma coisa também. Tem sido assim ano após ano.

A única coisa que tem de ser considerada, ao menos na disputa do Campeonato Brasileiro, é que todos os jogos são importantes e valem a mesma coisa. Há a necessidade de vencer os times aparentemente menores (e aí situa-se este primeiro jogo contra a Ponte Preta) e trocar pontos com os grandes. Os campeões no sistema de pontos corridos, invariavelmente, têm valido-se desta sistemática para erguer a taça. E é aí que o Grêmio tem pecado, mesmo naqueles anos em que chegou perto de ser campeão, casos de 2010 (quando chegou em quarto lugar), 2006 e 2012 (quando chegou em terceiro) e 2008 e 2013 (quando foi vice-campeão). Mesmo desacreditado em todos estes anos, bateu na trave em todas estas vezes.

Wallace deve ganhar a vaga de titular no time do Grêmio neste domingo.


O time que entra em campo na manhã deste domingo na Arena deve ter Marcelo Grohe no gol, com Rhodolfo e Geromel na zaga. Na lateral direita, Galhardo ganha a posição que vinha sendo de Matías Rodríguez, um sinal de que talvez o contrato do argentino possa vir a não ser renovado. Na lateral esquerda, Marcelo Oliveira é mantido. A meia cancha tem o volante Walace ganhando a vaga que vinha sendo ocupada por Fellipe Bastos. Maicon, Giuliano, Douglas e Luan completam o setor. O garoto Lincoln também pode aparecer nesta partida. Na frente, Mamute deve ser escalado no lugar de Braian Rodriguez, que mesmo com a alegação de uma lesão, já vinha justificando sua saída do time titular por conta da pouca efetividade em marcar gols, a principal função de um centroavante.

Felipão orienta Lincoln, que poderá receber chances nesta partida.

A caminhada iniciará novamente. Com agruras, sem facilidades, com poucos recursos. Como quase sempre foi, diga-se de passagem. Antes de começarem a sofrer por antecipação e achar que é impossível fazer uma boa campanha, olhem o cenário como um todo. Nenhum time desponta com grande destaque. Muitos têm um elenco inferior ao do tricolor. É possível sim fazer uma campanha digna e, por que não, até mesmo surpreender os profetas do Apocalipse. Este período sem grandes conquistas, na vida de um clube como o Grêmio, está errado. Mesmo que seja difícil, é uma situação que precisa ser resolvida, por mais terrível que possa parecer e por mais complicada que esteja a vida do clube. A junção dos esforços que estão sendo feitos tem de resultar no resgate da alma copeira que sempre foi a identidade do clube. Porque às vezes, e somente às vezes, o corvo consegue trazer a alma de volta para resolver o que está errado.

Saudações Imortais

8 de maio de 2015

Cebolla é ruim mas não é amarga

Pois Cristian Rodriguez chegou, não jogou e foi embora.
Uma contratação festejadíssima deu errado. Sucessivas lesões não o deixaram jogar.
Um grande jogador. Um cidadão maior ainda. Numa época em que todo mundo quer tirar vantagem mostrou como deve agir uma pessoa honesta. Pediu a antecipação do fim do contrato.
Muitos gremistas que vibraram com sua contratação agora despejam pedras e lagartos sobre a direção. Culpam por não trazer. Culpam por trazer.
De certo queriam que os responsáveis pelo Grêmio fossem futurólogos capazes de adivinhar o que vai acontecer nos meses seguintes.

- Ah, mas deviam olhar o histórico de lesões.
Chorumelam pelos cantos quais guris cagados.

Vou só lembrar que foi uma aposta de risco mas baratíssima. Se tivesse dado certo seria espetacular. E ele ficaria por um bom tempo. Não tendo dado, o prejuízo financeiro foi pequeno.
Sai deixando no ar a perspectiva de voltar em situação mais favorável.
O jogador não deixa saudades. O ser humano sim.

E eu, que não gosto de cebola na comida, sou obrigado de dizer que muito pior do que cebola ou a passagem do Cebolla pelo Grêmio, é a atitude destes sujeitos que, provavelmente fracassados ou com problemas na vida pessoal, despejam no time de coração e em quem o rodeia toda a frustração e dor do fracasso.
Deixo abaixo o twitter do Cebolla anunciando a saída.
Que tenha muita sorte no futuro.