10 de agosto de 2015

Avalanche Tricolor: Pai, obrigado!

Por Milton Jung


Grêmio 5×0 Inter
Brasileiro – Arena Grêmio


Time comemora a goleada no Gre-Nal (Foto álbum oficial do Grêmio no Flickr)
Time comemora a goleada no Gre-Nal (Foto álbum oficial do Grêmio no Flickr)

Fui cedo à igreja como sempre faço aos domingos. E na igreja que vou o padre é gremista. Não todos, mas o que reza as missas nas manhãs de domingo, José Bertolini, de quem já bem falei nesta Avalanche, o é. Para que não haja dúvida, ratifico, também, o que já escrevi por aqui: não vou a igreja porque ele é gremista nem por causa do futebol. No campo em que a bola rola, nossos deuses são profanos e nossas atitudes nem sempre são santas. De qualquer forma, é bom encontrá-lo por lá, pois fico sempre a espera de um cumprimento na porta da capela. Assim que cheguei, acenou com a mão aberta e os cinco dedos à mostra para em seguida balbuciar: e hoje, heim?! Que façamos por merecer, respondi de bate-pronto.

Lá dentro, na dinâmica que emprega, Bertolini aproveitou a data especial (e me refiro ao Dia dos Pais) para convidar os fiéis a falarem sobre seus pais. Antecipei-me na jogada, tomei o microfone e com duas palavras defini o meu, que você, caro e raro leitor desta Avalanche, já conhece muito bem, como incentivador e inspirador. Motivos não me faltam para descrevê-lo desta maneira e poderia, talvez, exemplificar com a escolha profissional que fiz, seguindo seus passos na carreira. Ou, ainda, lembrar as centenas de vezes em que esteve ao meu lado, sofrendo em cada jogada que me envolvia nas partidas de basquete e de futebol, esportes que pratiquei por muitos anos.

Hoje, porém, permita-me falar sobre apenas um dos aspectos que o tornaram tão especial para mim: a crença de que eu deveria ser gremista. Foi meu pai quem me guiou pela mão em direção ao Estádio Olímpico quando eu tinha seis anos de vida. E o fez usando sua autoridade de pai, pois percebeu que um primo de segundo grau tentava seduzir-me e levar-me a torcer para o time que, naquele ano, inaugurava seu novo estádio e quebrava sete temporadas seguidas de hegemonia regional do Grêmio. Fosse nos dias de hoje talvez sua atitude tivesse sido condenada, mas ao me ver com a bandeira do adversário na mão, tirou-a de mim e me passou um corretivo. Nada como um pai convicto de suas decisões e disposto a tudo para colocar o filho no caminho correto.

Neste domingo, foram intensas as lembranças provocadas graças a atitude de meu pai.

Lembrei de meu pai e a atitude dele ao ver nosso time trocar passes – olha eu aqui mais uma vez enaltecendo o passe – com precisão, rapidez e criatividade.

Lembrei de meu pai e a atitude dele ao ver nossos jogadores marcando com a força e a prudência necessárias para impedir que o adversário jogasse.

Lembrei de meu pai e atitude dele ao ver Marcelo Grohe comemorando com os punhos cerrados um das poucas vezes em que foi exigido.

Lembrei de meu pai e a atitude dele no golaço com o pé esquerdo de Giuliano, no segundo e no terceiro gols com o pé direito de Luan, no quarto marcado após o drible em velocidade de Fernandinho e no quinto em que o adversário capitulou jogando contra sua própria rede.

Lembrei dele até no pênalti desperdiçado (sim, a goleada poderia até ser maior), pois me ensinou que nada está perdido enquanto se tem dignidade para lutar. E que força o Grêmio demonstrou na partida desta noite!

Foram tantas as lembranças e alegrias nesta goleada dominical, proporcionadas pelo caminho oferecido por meu pai, lá em 1969, que só posso encerrar esta Avalanche com um agradecimento:

Pai, obrigado por eu ser gremista!

Talita Jacques: Vitória do Trabalho

A Talita Jacques é gremistona. Blogueira quase aposentada por conta da faculdade. Mas não resistiu e mandou este pequeno texto. Pequeno mas corretíssimo.

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Foi um massacre. Um massacre como muito tempo não se via. Somente um time jogou, o outro ficou olhando. Olhando assustado, acuado, APAVORADO.

Foi um Grêmio com a cara do Grêmio. Força, luta, raça, BOLA! Foi um Grêmio do tamanho do Grêmio, com um treinador do tamanho da nossa história.

Ninguém jogou mal. Ninguém deixou de se entregar. Ninguém parou de lutar. O adversário foi amassado, colocado pra dentro do seu campo, foi colocado no seu lugar. Lugar ali no cantinho do campo, ali dentro da goleira, pra sentar e chorar!

Resultado pra mostrar que folha de pagamento não ganha jogo. Resultado pra colocar no lugar o presidente deles. Resultado pra acabar de vez com essa empáfia de quem nasceu ontem e se acha maior que todos. Resultado no campo, na bola, no fundo da goleira.

Vitória do trabalho. Derrota da soberba.


Vitória do maior!



9 de agosto de 2015

Era dia dos pais mas o presente foi chocolate

Grêmio 5 (CINCO) x 0 (ZERO) Cocô-irmão



Galvão narrando o GRE-nada

Primeiro tempo: 2 x 0


Luan perdeu um gol feito aos 4 minutos. Giuliano entrou pela direita e cruzou no pé dele que bateu para fora. Assim começou o jogo.
Novo ataque tricolor aos 8 minutos. Pedro Rocha bateu de fora da área para defesa do goleiro.
Aos 10 minutos pênalti em Giuliano. Douglas isolou para fora. 
Aos 12 minutos outro pênalti para o Grêmio que o juiz não deu.
Aos 15 minutos Pedro Rocha, de novo, errou outra chance. Bateu por cima.
O Grêmio controlava completamente o jogo. Era a famosa meia linha.
Depois de um começo avassalador o tricolor deu uma arrefecida e os mazembados conseguiram respirar um pouco.
Edinho salvou uma jogada perigosa aos 31 minutos. Foi a primeira chegada dos morangos que começaram a tentar alguma coisa a mais do que se defender.
Pedro Rocha perdeu boa chance aos 34 minutos.
Mas Giuliano não perdeu aos 35 minutos. Cobrança de escanteio e ele pegou um rebote de fora da área. Uma bomba de primeira que bateu na trave e entrou redondaça. 1 x 0. Um G-O-L-A-Ç-O!
Dois minutos depois Grohe salvou o gol de empate na primeira jogada de perigo do adversário.
Aos 42 minutos Luan pensou que estava jogando bilhar ou snooker. Deu de taquinho, medidinho no cantinho do goleirinho. 2 x 0. Mais do que merecido. Outro G-O-L-A-Ç-O!
Na saída de centro, escanteio para os mazembados que Grohe salvou.
Aos 45 minutos Pedro Rocha errou o terceiro que seria o caixão fechado.

.....


Um começo de jogo avassalador com várias chances perdidas e um pênalti desperdiçado.
Depois seguiu um tempo com menor pressão até o golaço de Giuliano.
E Pedro Rocha perdeu o terceiro que seria merecido.
Um chocolate. Era dia do Papai, mas o Grêmio pensou que era Páscoa.


Segundo tempo: 3 X 0


Roger mandou o mesmo time para o segundo tempo.
E Luan aos 4 minutos recebeu uma cruzada de Pedro Rocha e se enrolou com a bola, e se espreguiçou e mandou para o fundo da rede. 3 x 0.
Aos 7:30 minutos Pedro Rocha errou o quarto gol.
Aos 10 minutos entrou um volantão no time do aterro no lugar do centro-avante para segurar o 3 x 0, que já estava mais do que barato.
O Grêmio começou a fazer muita firula para o meu gosto.
Alex chutou na trave aos 16 minutos e na volta outro mazembado errou o gol. Reflexo da afrouxada que o tricolor deu no jogo.
O Grêmio só chegou de novo aos 19 minutos mas o chute bateu na zaga.
Douglas bateu forte raspando a trave aos 21 minutos.
Aos 26 minutos Luan errou o último passe e o Grêmio perdeu o quarto gol.
Roger tirou Pedro Rocha, que não jogou bem e colocou Fernandinho aos 28 minutos. E o baixinho, dois minutos depois mandou ver. Driblou até a mãe do goleiro e mandou para dentro. Humilhante.
E Rever mostrou que não esqueceu o Imortal. Fez o quinto gol.

.....

Depois de um jogo destes não tem o que falar. Só festejar. A análise do jogo será durante a semana.
Só quero lembrar que estes ordinários ficaram anos falando do 5 x 2 de 1997.
Foi com juros e correção monetária.
E quando lembro que o Derróteo Pífio demitiu o treinador com medo de levar goleada morro de rir.
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Como jogaram:

Marcelo Grohe: Duas grandes defesas no primeiro tempo. Nenhum trabalho no segundo tempo. 
Nota 9  
Galhardo: Não apareceu na frente mas foi muito bem na defesa. Nota 8
Geromel: Um primeiro tempo tranquilo. Um segundo tempo ainda mais tranquilo. 
Nota 9
Erazo: Belíssima atuação. 
Nota 10 
Marcelo Oliveira: Voltou muito bem. 
Nota 9

Edinho: Muito bem na contenção. Calou os corneteiros. Nota 9
Maicon: Está a cada dia melhor. Nota 9
Giuliano: Um golaço no primeiro tempo. Grande partida. Nota 9
Douglas: Errou o pênalti mas jogou muito. Nota 9  
Luan: . Bela atuação com um gol cirúrgico no primeiro tempo. E outro no segundo tempo. Nota 10   
Pedro Rocha: Perdeu um gol feito no final do primeiro tempo e outras jogadas. Foi o mais fraco do time. Nota 6 
.....


Fernandinho (Pedro Rocha): Fez gol. Por isto 
Nota 9

Bobô (Luan): Ajudou Rever a fazer o quinto gol. Nota 8
Maxi Rodriguez (Douglas): Não teve tempo de fazer o dele. Nota 8

Roger: Tem estrela em GRE-nada. Montou um time perfeito. Nota 10 

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Arbitragem
Dewson F. Freitas da Silva (PA), Emerson A. de Carvalho (SP) e Marcelo C. Van Gasse (SP) - Atuação perfeita.

8 de agosto de 2015

Daniel Matador - Em Nome do Pai

Este domingo será um dia para reunir pais e filhos na Arena.

Caros

Neste domingo de um inverno de agosto com cara de verão, onde as temperaturas passarão dos 30 graus, teremos a já tradicional data do calendário comercial brasileiro conhecida como Dia dos Pais. Pois exatamente neste dia teremos jogo na Arena, assim como ocorreu no Dia das Mães, quando a gloriosa CBF nos botou a jogar às 11 da manhã e ferrou com os planos de quem queria comparecer ao jogo mas não poderia deixar de confraternizar com a progenitora. Desta vez a coisa tende a ser um pouco diferente. Primeiro porque o horário é bem mais administrável (18h30min) e também porque, via de regra, o futebol é uma atividade que costuma unir pais e filhos. Um dos maiores orgulhos de um pai gremista é poder levar seu filho ao estádio e vê-lo crescer tendo a paixão pelas três cores impregnada na alma. Por isso mesmo este jogo também será um evento que unirá gerações.

Em 1993 o Grêmio estava remontando-se e iniciando a formação da base para aquele que seria o time mais assombroso dos anos 90. Carlos Miguel, hoje comentarista da Grêmio Rádio Umbro 90.3 FM, despontava naquele grupo que sagraria-se Campeão Gaúcho. Aliás, uma ressalva: na foto do time campeão aparece um rapaz que, apesar de seus 23 anos, já era pai de três filhos e conquistava ali o único título de sua carreira profissional. Seu nome era Dener. Neste mesmo ano de 1993 o cinema produzia uma das maiores obras da década de 90, considerada a década de diamante da indústria cinematográfica: Em Nome do Pai, protagonizada por Daniel Day-Lewis. O filme conta a história de um jovem preso injustamente por uma ação de terrorismo, cujo pai acaba também sendo preso por tentar defendê-lo. Quem ainda não assistiu, não sabe o que está perdendo.

Pois na história do Campeonato Brasileiro, pode-se dizer que o Grenal também tem um pai e um filho. O pai é o Grêmio, que venceu 20 das 50 partidas disputadas pela competição, sendo que outras 13 terminaram empatadas. O outro time continua atrás nesse placar. No ano passado eu estive na Arena para acompanhar o aumento dessa marca e vislumbrei a mítica goleada aplicada pelo time treinado por Felipão. Desta vez, nem exijo tanto. A vitória já seria importantíssima para aproximar o time das primeiras posições, local onde tem figurado por boa parte do campeonato desde que Roger assumiu o comando técnico. Do outro lado, uma semana turbulenta, com atrasos de salário, desentendimentos, demissão de técnico, empréstimo bancário para saldar dívidas, saída de jogadores e uma série de outras situações.

No ano passado o pai aplicou uma tunda no filho em casa.

Mas o Grêmio não tem nada com isso, vai receber o filho em casa e quer presente de Dia dos Pais. Roger deverá mandar a campo um time com Grohe no gol, tendo Geromel e Erazo na zaga. Galhardo e Marcelo Oliveira são a tendência para ocuparem as laterais. No meio, Edinho deve substituir o suspenso Walace, juntando-se a Maicon na volância. Douglas, Giuliano, Luan e Pedro Rocha devem completar o restante da equipe.

É natural que o filho um dia cresça e busque seguir o exemplo do pai, aquele que primeiro conquistou tudo na vida. Isso é bonito, faz parte. Mas, enquanto o pai for vivo, o filho pede a bênção quando vem na casa dele. E vai ter que ser assim neste domingo também. O tricolor terá que vencer para mostrar quem é que continua mandando na história dos Grenais do Campeonato Brasileiro. É uma vitória que terá de vir em nome do pai.

Saudações Imortais

7 de agosto de 2015

Força tarefa i$enta ataca novamente.

Haja churrasco

Bateu o pavor do lado de lá e correram para demitir o Aguirre.
Bateu o pavor na imprensa i$enta e barata e a forçação de barra para que contratem o Mano Menezes está demais.
Quem descreveu muito bem o momento foi o Carlos Josias no twitter. Reproduzo abaixo:







Vocês acham pouco? Claro que não
Foi perder a Libertadores e os esqueletos começaram a sair do armário. Assuntos proibidos entraram na pauta. Sempre com uma agenda positiva, obviamente.
Atraso de salário é atraso de investimentos.
Todo jogador que sai representa economia para os cofres.
A saída do Aguirre a dois dias do GRE-nada foi saudada com emoção.
Anunciam o pagamento de todos os atrasados antes do domingo.
O esforço seria comovente se fosse feito com honestidade e as verdadeiras intenções estivessem escancaradas.
Mas a vida segue.
Pessoalmente não gostei da demissão na véspera do jogo porque pode ser, não é provável, que haja um fôlego novo no time, um gás extra, uma motivação buscada em algum lugar e por um motivo não sabido.
Pode ser. Não acredito. Acho, só acho, que perderão motivados. Por pouco.
Mas se estiverem desmotivados, preparem a sacola.
Não há ajuda de i$entos que os salve.

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Meu time para domingo seria o seguinte, se eu fosse o Roger:

Grohe
Galhardo
Geromel
Erzo
Marcelo Oliveira
Edinho (sim, ele)
Maicon
Giuliano
Luan
Pedro Rocha
Bobô (se tiver condição para 90 minutos, em caso contrário iria com Douglas).

Mas acima da escalação, o mais importante será a vontade. Se entrarem mordendo será um abraço.

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Em tempo: vale a pena ler no Boteco do Ilgo.

5 de agosto de 2015

Histeria e desmanche

Realidade e histeria


O Fluminense está no G4. O Fluminense foi declarado um timinho por muitos comentaristas do blog.
O Grêmio está no bolo da frente. O Grêmio foi declarado um timinho por muitos comentaristas do blog.
O mesmo Grêmio que há 3 semanas era elogiado por todos como um grande time pelas cinco vitórias seguidas.
Há tempos a torcida tricolor vive esta histeria entre a euforia e a depressão. Uma vitória boa e vira um super time. Uma derrota e ninguém joga nada.
Nem tanto ao mar nem tanto à terra.
Há pelo menos 10 times do mesmo nível no Brasil. O Grêmio é um deles. Não é pior e nem melhor do que qualquer um. O que faz a diferença é o momento de cada time, que inclui o preparo físico, a existência ou não de desfalques, a maior ou menor eficiência momentânea de seus ataques, a escalação da arbitragem.
Não há nenhum craque em atividade no Brasil. Um ou outro jogador se destaca um pouco mais. E o Grêmio, vejam só, tem o jogador que lidera a Bola de Prata da Placar. E tem Geromel. E Walace. E Giuliano. E, sim Pedro Rocha. Jogadores que escolhem time neste país dos 7 x 1. E não falei do Grohe e nem de outros que são bons jogadores.
Ruim mesmo tem vá lá, o Braian Rodriguez.
Agora li que Bobô foi indicado por Tite para substituir Guerrero mas o tricolor chegou antes. É um belo handicap e quase certeza de que dará certo.
Mas perdemos para o Flamengo, empatamos com o Sport e perdemos para o Fluminense.
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Sim. Em jogos de times iguais há um perde ganha inevitável.
O jogo com o Sport foi um crime e o jogo de sábado passado foi uma vergonha.
Os otários dirão que time bom passa por cima da arbitragem. Claro que passa. Se o Barcelona for jogar com o Fortes e Livres de Muçum ou com o Oriental de Três de Maio, não há Vuaden ou Chico Colorado que consigam impedir a vitória dos espanhóis. Mas na condição atual, a expulsão do Walace, a não expulsão do podre e o pênalti escandaloso não dado no final explicam e muito a derrota para os cariocas. E nem falo em uma jogada na área do Fluminense no primeiro tempo em que houve pelo menos obstrução no Pedro Rocha.
O Grêmio foi surrupiado e operado sem anestesia e, por esta razão, não cabe a menor crítica aos jogadores e ao técnico. Foi uma boa partida com resultado modificado pela arbitragem.
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Então é isto. Vamos nós e todos os outros continuar a ganhar e a perder até o final do ano. Alguns com mais tranquilidade. Outros com mais histeria. Faça a tua escolha.

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A luta continua


Enquanto isto começa lentamente o desmanche no Cheira-Rio. Só que desmanche pelo lado de lá recebe qualquer nome mesmo o nome do que efetivamente é.
Salário atrasado, por exemplo, é chamado pelos i$ento$ barato$ de "investimentos" não pagos.
Jogador sempre chega para jogar por amor e os contratos têm cifras modestas. Quando saem, como o Nilmarzinho agora, aparece o verdadeiro salário. E por que? Para mostrar que o clube mazembado fez um grande negócio. A propósito, o grande atacante deles, foi dito agora, ganhava 800 amores por mês.
Do nada surgiu um interesse milionário de um timeco da Inglaterra pelo Aranguiz. Aí quando vem um dirigente do Leverkusen dizendo com todas as letras que este interesse não existe e que é tudo uma história para aumentar o valor da multa, todos se fazem de desentendidos.
Está tudo nas estrelas. Só não vê quem quer passar por cego. Nós vamos continuar a mostrar as incoerências. Gostem alguns ou não.

4 de agosto de 2015

Será o Coritiba


Definidos no dia de hoje os adversários e datas dos próximos jogos da Copa do Brasil, já podemos fazer projeções. O Grêmio terá como adversário o time do Coritiba e decidirá em casa. O primeiro confronto será no Estádio Couto Pereira dentro de duas semanas.
Hoje, o Coritiba é o último colocado na tabela do Campeonato Brasileiro com 12 pontos em dezesseis jogos disputados. Conta com 2 vitórias, 6 empates e 8 derrotas. Uma das campanhas mais fracas entre todos os participantes.
Como podemos ver, os paranaenses não estão em uma boa jornada. Tudo indica que são fortes candidatos a voltarem para a Segunda Divisão, a não ser que um milagre de grandes proporções aconteça.
Neste momento, a possibilidade de não cair é a mesma do Russo casar com a Gisele Bundchen. Ou seja, nula.
Mas...não existe jogo jogado. Não esqueçamos que o Grêmio foi uma das únicas equipes a perder para este mesmo Coritiba ainda neste ano.
O futebol é mesmo fantástico. Tudo é possível, até mesmo ser parado no meio do caminho por um adversário que respira por aparelhos.
Não existe adversário desprezível. Temos que entrar com muita seriedade e foco.
Sinto calafrios quando temos de enfrentar um time "supostamente" inferior tecnicamente.
Muito cuidado é preciso.

19 ou 20/08

Internacional x Ituano
São Paulo x Ceará
Palmeiras x Cruzeiro
Flamengo x Vasco
Fluminense x Paysandu
Coritiba x Grêmio
Atlético-MG x Figueirense
Santos x Corinthians

26 ou 27/08

Ituano x Internacional
Ceará x São Paulo
Cruzeiro x Palmeiras
Vasco x Flamengo
Paysandu x Fluminense
Grêmio x Coritiba
Figueirense x Atlético-MG
Corinthians x Santos

2 de agosto de 2015

Avalanche Tricolor: que venha o Gre-Nal!

Por Milton Jung

Fluminense 1×0 Grêmio
Brasileiro – Maracanã (RJ)


17546855

Já disse nesta Avalanche que de futebol costumo entender tanto quanto qualquer outro torcedor apaixonado por um clube que, provocado pelo coração, distorce os fatos em campo e retorce a verdade a seu favor. Jamais daria, por exemplo, aquele segundo cartão amarelo a Wallace – que nos custou o jogo, ao nos deixar em menor número em um gramado com aquelas dimensões – e, sem titubear, teria tirado o vermelho para o carrinho que o camisa 10 deles deu em nosso zagueiro quando, mesmo em menor número, continuávamos levando perigo ao gol adversário. Teria sinalizado impedimento no lance que os levou a marcar o único gol da partida, mesmo que a linha digital da televisão me provasse por A mais B que a posição era legal. Como disse, sou apenas torcedor. Também apitaria sem perdão o pênalti em Edinho quase no fim da partida que poderia nos levar ao empate. Aliás, para apitar esse não precisava ser um torcedor, bastava um pouco de boa vontade e precisão até porque – e a televisão provou isso – houve puxão na camisa do nosso volante.

No entanto, não estou aqui para falar do futebol em si, mas de um tema sobre o qual tendo a entender um pouco mais até porque, como diria meu pai, o diabo sabe mais por velho do que por diabo. Quero falar de comunicação, para a qual me dedico há cerca de 30 anos e foi assunto central de livro que lancei recentemente: “Comunicar para liderar”, pela Editora Contexto (momento jabá). E falo hoje, especificamente, da comunicação dos jogadores, pois, creia ou não, os considero geniais. Imagino que você, caro e raro leitor desta Avalanche, deva estar estranhando esse meu elogio, afinal as entrevistas ao fim das partidas por muitas vezes são motivos de deboche, dada a repetição de frases feitas e expressões sem muito sentido que nossos “craques da palavra” usam para atender as perguntas dos repórteres.

Agora, vamos pensar com carinho. O cara passa 90 minutos correndo atrás da bola, disputando cada pedaço do gramado, recebendo botinada de uns e dando botinadas nos outros, cai no chão, se levanta, corre de novo, ouve vaia do torcedor, bronca do professor e não desiste. Ao fim e ao cabo, sai de campo derrotado (ou não) e, sem chance de recuperar o fôlego, já é alvejado com uma pergunta do jornalista. Convenhamos, às vezes alvejado com cada pergunta que pelo amor de Deus! Sem pestanejar, o cara tem de responder de bate pronto.

Coloque-se no lugar dele e pense se você seria capaz de articular alguma frase depois de passar pelo que ele passou em campo? Tem doutor que estuda, planeja e treina para falar bem e quando é perguntado, em uma entrevista programada e sem estresse, diz um monte de asneira. Tem autoridade que decora a fala e se dá mal. O jogador é obrigado a responder ali, no calor da emoção, mal conseguindo puxar o ar. E nós queremos que ele diga algo espetacular, com início, meio e fim, e que ainda faça algum sentido?

O incrível é que, na maioria das vezes, eles se saem bem, sem se comprometer. Não aprofundam muito na análise do jogo, mas resumem as coisas com uma frase que acaba virando manchete em seguida. No sábado, aliás, um dos nossos se saiu muito bem, inclusive foi melhor nas palavras do que na bola jogada. Refiro-me a Edinho que, ao lado do campo, após ter corrido dobrado na ausência de um de seus colegas e perdido três pontos importantes, foi perguntado sobre o fato de ter sido derrotado e já ter que encarar um Gre-nal na próxima rodada. Poderia ter concordado com o ar de dificuldade que a jornalista usou na pergunta, mas, não, nosso volante com a sutileza que lhe é peculiar tascou: “ainda bem que tem um Gre-nal!”.

Ou seja, que bom que teremos uma partida importante para disputarmos, um clássico pela frente, pois é a oportunidade para se mostrar grande, vencer e crescer na tabela de classificação, antes que seja tarde. Faço minhas as palavras de Edinho. Que venha o Gre-nal!

1 de agosto de 2015

Daniel Matador - Revés no Rio com um a menos

Fluminense 1 x 0 Grêmio

"Vais morrer sozinho, na amargura e sem amigos!"
Caros

O tricolor foi até a Cidade Maravilhosa (que, não fosse a bandidagem, seria o paraíso na terra) para tentar amealhar mais alguns pontos e continuar no bolo dos que pleiteiam as primeiras posições do Campeonato Brasileiro. Os desfalques de Marcelo Grohe e Giuliano, além da ausência ainda sentida de Marcelo Oliveira, foram fatores que fizeram com que Roger tivesse que repensar a escalação do time. Mas faz parte do jogo. O próprio Fluminense não contou com Fred para este jogo em virtude de lesão. Principalmente um jogo onde poderia haver a estreia daquele elemento do qual não citamos o nome e que terá de viver até o fim de seus dias sabendo que é persona non grata na terra em que nasceu e não poderá sair na rua sem ser hostilizado pelos verdadeiros gremistas.

Para o lugar de Grohe, Roger retomou a escalação de Tiago, que havia falhado em sua última participação e tem a chance de recuperar-se. E o recém contratado William Schuster terá o grande jogo de sua vida ao envergar a camisa tricolor no gramado do Maracanã, local de onde ela já saiu vitoriosa várias vezes e inclusive ergueu taças. Privilégio este que somente o Grêmio concedeu ao Rio Grande do Sul. O próprio Roger, que cruzou a bola para o gol de Carlos Miguel que deu o Tricampeonato da Copa do Brasil para o clube em um Maracanã lotado, desta vez terá que ausentar-se da casamata. Tudo por conta da palhaçada de um árbitro que resolveu expulsá-lo no último jogo, mesmo reconhecendo que não ouviu o que ele falou. É algo surreal. Mas nós é que somos paranoicos.

Primeiro tempo: Fluminense 0 x 0 Grêmio

O Grêmio começou o jogo encurtando o campo de jogo através do avanço da marcação. A linha de defesa posicionava-se praticamente na intermediária. Aos 9 minutos o elemento de caráter duvidoso bateu uma falta tentando encobrir o goleiro Tiago, que não caiu na tática manjada e espalmou para escanteio. Aos 14, uma boa jogada tramada pelo tricolor que terminou com arremate de Pedro Rocha, ocasionando um escanteio. Aos 21, Marcelo Hermes salva aquele que seria o gol do Fluminense, tirando a bola de cima da linha. Aos 24, um chutaço de canhota de Douglas obrigou Cavalieri a fazer uma grande defesa e mandar para escanteio. Na cobrança, Erazo meteu um testaço para o gol, Cavalieri operou um milagre ao espalmar e a bola ainda bateu no travessão.

Aos 28 o árbitro deu uma matadinha em um ataque do Grêmio alegando necessidade de atendimento a um jogador do Fluminense. Típica tática para esfriar o time. Inclusive, muito fair play foi utilizado pelo time gremista durante este primeiro tempo. Em alguns lances, talvez, de forma desnecessária. Aos 37, Maicon deu ótimo passe para Pedro Rocha, que chutou e a bola passou rente à trave direita da meta carioca. Aos 46, fraco arremate de Luan que foi para fora. No lance seguinte, Douglas aplica uma humilhante janelinha e lança Luan, que cruza da direita para o zagueiro do Flu mandar para escanteio. Mas o árbitro, incrivelmente, não permitiu a cobrança e encerrou a primeira etapa com o placar em branco.







Segundo Tempo: Fluminense 1 x 0 Grêmio

Logo no início, Tiago já teve de socar a bola para afastar um perigoso cruzamento do Fluminense para a área do Grêmio. Até que aos 4 minutos Walace dividiu uma bola em lance normal de jogo e o árbitro aplicou-lhe o segundo cartão amarelo, consequentemente expulsando o volante gremista. James Freitas tirou o até então inoperante William Schuster e mandou Edinho a campo, em uma tentativa de recompor a linha defensiva do meio de campo. A partir daí, até mesmo por conta de estar com um jogador a mais, o Fluminense tentou algumas investidas mais ousadas. Aos 13, perigoso cruzamento na área, a qual foi rechaçada por Tiago, porém com pouca segurança. Aos 20, boa jogada do Grêmio que chegou até a área, porém Douglas não conseguiu finalizar.

Aos 25, Douglas saiu para a entrada de Fernandinho, que em sua primeira jogada ia passando por três jogadores até sofrer a falta próximo à área. Aos 28, o elemento aquele entrou de forma desleal em Geromel e levou apenas cartão amarelo, em clara falta de critério do árbitro. Até que, aos 31, a superioridade numérica do Fluminense acabou pesando e Wellington Paulista escorou uma bola de cabeça para Marcos Júnior, que conseguiu driblar Tiago e abrir o placar. E a partir daí a coisa degringolou de vez. Braian entrou no lugar de Luan aos 39. Aos 43, Pedro Rocha perdeu um gol que um atacante de bom nível não pode perder nunca. No mesmo lance, pênalti claro sobre Edinho que a arbitragem optou por ignorar.







Como jogaram:

Tiago: deu uma pixotada no lance em que Marcelo Hermes salvou em cima da linha. Mais alguns lances inseguros no segundo tempo, apesar de não ter tido grande culpa no lance do gol. Nota 4
Galhardo: não teve ímpeto de apoio no primeiro tempo. Pouca efetividade nas cobranças de falta e escanteios. Nota 4
Geromel: foi seguro como sempre, apesar de algumas dificuldades em barrar ataques do Flu. Um dos melhores em campo. Nota 6
Erazo: bem em sua função e quase marcou um golaço de cabeça. Está começando a afirmar-se como companheiro de Geromel. Nota 6
Marcelo Hermes: priorizou sua característica de marcação e salvou um lance que seria gol do Flu. Pouca efetividade no segundo tempo. Nota 4
Walace: teve muito trabalho para conter os avanços da linha de meio-campo carioca. Levou cartão amarelo logo no primeiro tempo. Logo no início do segundo tempo, levou o segundo amarelo e foi expulso. Nota 5
Maicon: juntou-se a Walace na dificuldade em conter os avanços. Acabou sumindo no segundo tempo. Nota 4
William Schuster: não se sabe se a camisa pesou ou o Maracanã constrangeu, mas no primeiro tempo aparentou estar perdidaço em campo. Saiu no início do segundo tempo por conta da expulsão de Walace e também porque era o mais fraco em campo. Nota 2
Douglas: deu um chute muito perigoso que exigiu grande defesa de Cavalieri. Manteve um nível razoável no segundo, até sair por cansaço. Nota 5
Luan: tentou avançar, mas foi fortemente marcado pelos volantes e zagueiros do adversário. Mesmo assim conseguiu algumas vitórias pessoais. Saiu ao final do jogo para a entrada de Braian. Nota 6
Pedro Rocha: alguns bons avanços e um perigoso chute no primeiro tempo. Não teve uma boa performance na segunda etapa. Perdeu um gol ao final do jogo que poderia garantir o empate. Nota 3

Edinho: entrou no lugar de William Schuster por conta da expulsão de Walace. Acabou cumprindo bem sua função, principalmente considerando que o time estava com um a menos. Nota 5
Fernandinho: entrou no lugar de Douglas. Fez duas boas jogadas individuais no pouco tempo em que esteve em campo. Por incrível que pareça, entrou bem. Nota 6
Braian: entrou ao final do jogo com a ingrata missão de marcar um gol e, como tem sido sua sina, não foi feliz. Sem nota

Roger / James Freitas: Roger assistiu o jogo de uma cadeira no estádio e Jaime comandou o time na casamata. Saiu-se bem no primeiro tempo.

Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio deu algumas matadas de jogo totalmente incompreensíveis e desnecessárias. No início do segundo tempo arrumou uma controversa expulsão para Walace, o que acabou desmontando o meio campo e o time como um todo. Árbitro muito fraco para apitar um jogo desta envergadura.

A derrota foi ruim principalmente por ter ocorrido frente a um adversário direto na luta pelo G4. Jogar com um jogador a menos é sempre complicado. Ainda assim, o Fluminense não teve grandes chances para marcar, aproveitando uma das raras oportunidades. Algo que o Grêmio não foi competente para fazer. Walace é desfalque certo e que será muito sentido no Gre-nal. Sua expulsão foi preponderante para que o time perdesse sua composição. A carência das peças de reposição acaba sendo sentida a cada jogo. Mas não há tempo para lamentações, pois o próximo jogo é clássico e tem de ser vencido.


Saudações Imortais

Um divisor de águas


Embora todos os jogos tenham a mesma importância em campeonato de pontos corridos, o jogo de hoje, para mim, é um divisor de águas para o Grêmio.
Uma vitória servirá para recuperar os pontos perdidos em casa para o Sport e, mais do que isto, dará confiança para o time buscar algo maior na competição. Um empate terá o sabor de um arroz puro e sem sal. E uma derrota trará de volta todas as dúvidas e as ondas da imprensa e de alguns torcedores sempre prontos para desqualificar o time.
O time perdeu Rhodolfo que fechou muito bem com Geromel. A dupla de Geromel com Erazo terá o primeiro teste forte para mostrar se funcionará satisfatoriamente.
No meio sairá Giuliano, para alegria de muitos, e estreará Schuster, uma incógnita. Mas foi pedido do Roger, que tem crédito. Portanto, vamos dar um voto de confiança.
Na frente continuam Luan e Pedro Rocha. Aliás, os nossos queridos i$ento$ só procuram o Luan nesta semana para falar do GRE-nada. Interessante esta preocupação, não? O Grêmio com um jogo vital no Rio e só o que querem é falar no jogo do outro final de semana. Para aumentar minha paranoia, do lado de lá o foco e todas as entrevistas tratam de vingar a goleada do ano passado que levaram da gloriosa Chapecoense.
Mas voltando ao jogo de hoje. O tricolor terá duas vantagens inesperadas: a ausência de Fred, sempre um goleador perigosíssimo e a estreia do podre no Fluminense. Espera-se que as aproveite.
O que vai ser determinante, na minha opinião, será a atitude. Nunca entendi porque jogo fora de casa tem de ser jogado de forma diferente. Afinal, embora algumas diferenças nas dimensões dos campos, a grama é verde, as goleiras tem o mesmo tamanho e as bolas são sempre redondas.
Se o Grêmio jogar com intensidade, marcação forte na frente e velocidade, ganha o jogo. Se ficar atrás especulando um contra-ataque, perde o jogo.
Mas acordei com bom pressentimento. Ganharemos hoje.