19 de março de 2016

Jonas Silveira: A Altitude de Quito

Eu estive na altitude e sei que é um problemão. Especialmente entre o segundo e o terceiro dia. Estes são os piores, e os clubes que vão jogar na altitude, geralmente chegam um ou dois dias antes. E quase sempre se ferram.
Por isto estou muito preocupado com o jogo de Quito. E como vi um comentário do Jonas contestando uma fala do VP de futebol do Grêmio e eu concordei, pedi para que ele fizesse um post. Segue abaixo.

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César Pacheco deu entrevista dizendo que, em 2013, o Grêmio de Vanderlei Luxemburgo viajou 11 dias antes para a altitude, ”mas não deu certo”. É a famosa análise de resultado, como perdeu de 1x0, então o planejamento “não deu certo”.

Ocorre que tem vários fatores que estão sendo ignorados quanto a essa partida... Um deles é a data. O jogo ocorreu no dia 23 de Janeiro de 2013. No dia 20, a equipe reserva que ficou em Porto Alegre venceu o Esportivo fora de casa, com gols de Lucas Coelho e Paulinho; escalada assim: Busatto, Tinga, Gerson, Werley e Carlos Alexandre; Léo Gago, Ramiro, Calyson e Rondinelly; Gustavo Xuxa e Lucas Coelho; entraram Deretti, Misael e Paulinho. A equipe que atuou em Quito não havia estreado na temporada, e mal havia começado sua preparação.

Outro fator importante é o da escalação. Só olhando a diferença entre a partida de ida e a de volta naquela Libertadores, se percebem vários erros de avaliação. O Grêmio perdeu em Quito com esse time: Dida (Marcelo); Tony, Cris, Saimon e Pará improvisado na esquerda; Fernando, Souza, Elano (Marco Antônio) e Zé Roberto; Marcelo Moreno e William José (Eduardo Vargas).

Dida, é sabido, não renovaria contrato e seria substituído com acréscimos por Marcelo no ano seguinte. Ele se machucou aos 29 minutos do segundo tempo em Quito e não atuou em Porto Alegre, onde o Grêmio venceu e se classificou nos pênaltis. Tony é um jogador que nunca vingou e jamais virou titular do Grêmio; Cris foi uma das piores contratações para a defesa dos últimos anos, furando inúmeros lances por cima; Saimon nunca teve sequência; Pará foi um atraso de vida para o clube, especialmente quando jogava pela esquerda, o que é um absurdo ainda maior quando olharmos para quem ficou de fora nessa oportunidade; o meio de campo foi formado por quatro volantes, um deles, o futuro lateral esquerdo do Palmeiras Zé Roberto, era a referência técnica do time. A dupla de ataque eram dois aipins... William José, por sinal, outra lamentável contratação.

Ainda assim, só sofremos o gol em um lance de bate-rebate da defesa, aos 30 do segundo tempo. Naquele jogo, o Grêmio botou bolas na trave aos 15 minutos do segudo tempo, com Souza, e aos 46, com Fernando. Teve ainda três chances de gol nos primeiros 10 minutos do segundo tempo, muito por conta da entrada de Eduardo Vargas no lugar de William José. Por mais displicente que tenha sido Vargas no Grêmio, não dá pra comparar seu futebol com o de William José, existe um abismo de diferença.

Mas mesmo no primeiro tempo o Grêmio já havia igualado a LDU em chances de gol, com uma para cada equipe, fazendo aquele tipo de jogo que nos tem eliminado de todas as competições nos últimos anos: marcando e jogando no contra-ataque.

O Grêmio “voltou vivo”, como diz o pessoal do SINPOF, e se classificou com esse time: Grohe; Pará, Saimon, Bressan e Alex Telles; Fernando (José), Souza, Elano (Deretti) e Zé Roberto; Vargas e Moreno (André Lima). Esse foi o famoso jogo da Avalanche que rompeu o muro.

Bressan e Alex Telles poderiam ter sido titulares em Quito, mas “não estavam prontos”. A improvisação de Pará na esquerda em detrimento do futuro melhor lateral esquerdo do Campeonato Brasileiro é mais uma vitória inexplicável dos “cascudistas” contra a realidade fática. Outro jogador que seria importante pro Grêmio durante o ano, mas ainda estava com a equipe B era o Ramiro. Vargas jogou os 90 minutos nessa segunda partida, na qual o Grêmio atuou por todo o segundo tempo com três atacantes: José, Vargas e André Lima; Souza se tornou o único volante, função que faria muito bem no São Paulo e lhe renderia transferência para o Fenerbahçe (no Grêmio, seguiríamos insistindo que ele não tinha condições de atuar sem o apoio de um ou dois marcadores no meio), e o jogo foi resolvido por um chute no ângulo de Elano, surpreendendo o goleiro Dominguez, que ainda atua na equipe de Quito e na Seleção Equatoriana.

A equipe que o Grêmio enfrentou em Quito, além do goleiro Dominguez, tinha o zagueiro Araújo e o volante Fernando Hidalgo, que seguem no time e também caíram de quatro na Arena nesse ano; os zagueiros Eduardo Morante, hoje no Deportivo El Nacional, que lidera o Equatorianão 2016, e Ignacio Canuto, que passou pelo Tigre e pelo León do México antes de chegar ao Atlético Tucumán da Argentina; o lateral esquerdo era o jovem Francisco Rojas, que teria que se aposentar por conta de um acidente de trânsito que lhe exigiu realizar uma série de cirurgias faciais; Rojas foi substituído pelo volante veterano Pato Urrutia, que se aposentaria ao final daquele ano, que, por sua vez, precisou ser substituído por Carlos Arboleda, que hoje milita na Série B Equatoriana; um dos volantes era o já veterano Enrique Vera, paraguaio que segue fazendo parte do grupo aos 37 anos, junto com Néicer Reasco, lateral direito que tem 38 anos e passagem pelo São Paulo em 2008; também atuou o volante Luis Saritama, que seguiria na LDU até Janeiro de 2016, quando se transferiu para o Desportivo Cuenca. No ataque jogaram o argentino Pablo Vitti, hoje no All Boys; Carlos Garcés, hoje na Segundona Mexicana com o Atlante; e o autor do gol chorado, Carlos Feraud, que defende o Macará da Segunda Divisão Equatoriana. No jogo da Arena participaram ainda o zagueiro Koob Hurtado, que foi pra rua ao descer o sarrafo no Jean Deretti e hoje joga no 5º colocado do Campeonato Equatoriano, o Fuerza Amarilla SC, carinhosa e espetacularmente apelidado de “La Banana Mecánica”; e os meia José Madrid, que segue na LDU, e Hugo Vélez, que atua no Mushuc Runa, atual vice-lanterna do Campeonato Equatoriano. Essa “fantástica” equipe era comandada pelo técnico Edgardo Bauza, amigão do Barcos que levaria o San Lorenzo ao título da Libertadores no ano seguinte e que hoje afunda o São Paulo, fazendo 2 pontos em 9 na Libertadores e perdendo a liderança do seu grupo no Paulistão pra Ferroviária, nos critérios de desempate.

Mas vale ressaltar que a LDU atual também não pode assustar o Grêmio, visto que a equipe tem aproveitamento de 46,6% no Campeonato Equatoriano, ocupando a 10º colocação entre 12 equipes, com três partidas a menos por conta da Libertadores, mas atrás de todos os outros participantes do país na competição Internacional. A equipe também tem o pior ataque do Campeonato, com três gols marcados em cinco partidas; a marca é tão ruim que se mantém ao considerar o menor número de jogos, a LDU marca apenas 0,6 gols por jogo. Na Libertadores a equipe marcou 3 gols em 3 partidas, um deles na derrota em casa pro Toluca e dois na vitória contra o San Lorenzo.

18 de março de 2016

Com a cabeça, não com o fígado

É duro ler  e aguentar corneta de quem não sabe nada do que está acontecendo. Outro dia, diante da enxurrada de mimimi e de acusações sobre a direção do Grêmio após o cocô-irmão assinar com o EI eu pedi 10 dias. Anteontem o Heraldo, naquela linguagem só dele, cobrou: "Estou só esperando passar os 10 dias". Passaram. Vamos lá.

As notícias dizem que o Grêmio fechará com a Globo e fará isso  por uma simples razão: conseguiu muito mais com a emissora brasileira do que conseguiria com o EI. Simples assim.
- Ah, mas a Globo sempre sacaneou e blá-blá-blá...
Certo. Apoie um contrato pior e depois reclame por títulos.

Tricolor começou o movimento e foi negociador de primeira hora com o EI. Quase assinou, mas havia algumas cláusulas que não agradavam. E, ao contrário de outros espertos, nunca fechou as portas para a Globo. A proposta do EI era de divisão de 50% da TV fechada de forma igualitária, 25% pela classificação nos campeonatos e 25% pela audiência. No negócio, luvas de R$ 40 milhões.

Alguns clubes menores, desesperados por dinheiro, se atiraram. O Grêmio, que vem fazendo um trabalho incansável de saneamento financeiro, ficou na dele. Pediu para a Globo muito mais do que esta oferecia de luvas. Levou. E conseguiu que a divisão durante os anos de vigência seja de 40%, 30% e 30%, pelos mesmos parâmetros acima. Isso reduzirá de forma marcante a diferença de valores que separam o Clube de, por exemplo, Corinthians e Flamengo. Afora isso, há outras vantagens que serão públicas após a reunião do dia 29 do Conselho Deliberativo. O Grêmio fará um contrato melhor do que os inteligentes do aterro. Isso ficará claro com o tempo.

Então, meus queridos, primeiro peçam desculpas à direção do Imortal. Depois reflitam antes de criticar sobre o que não sabem. Considerem também que, fora o Santos, só times de segunda linha fecharam com a EI. Quais clubes terão maior exposição? E, por fim, aprendam que negócios não se misturam com paixão e nem com ódios. Negócios se faz com a cabeça e não com o fígado.

16 de março de 2016

Avalanche Tricolor: salve, Imortal!


San Lorenzo 1×1 Grêmio
Libertadores – Buenos Aires


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Lincoln voa em foto de Lucas Uebel/Gremio FBPA

Um gol quando o jogo mal havia se iniciado. Um gol bem quando o jogo estava terminando. E entre um mal-feito e um bem-feito, havia Marcelo Grohe.

Nosso goleiro foi heróico aos 19 do primeiro tempo quando limpou a barra do nosso esquema defensivo.

Foi elástico, aos 42, ao despachar o chute traiçoeiro do adversário.

Como a sorte ajuda aos homens de boa vontade, aos 43, Grohe foi salvo pelo travessão, uma vez; pelo pé alheio, na segunda; e por seu fiel escudeiro Geromel, na terceira.

E ainda havia todo o segundo tempo para Grohe operar milagres.

Verdade que o time da casa não repetiu a artilharia dos primeiros 45 minutos, mas quando só Grohe poderia nos salvar, como naquele lance nos acréscimos, foi ele quem nos salvou.

Salve, Grohe!

Grohe, porém, não pode fazer tudo. É preciso que alguém faça gol. E Lincoln fez justo quando os descrentes já haviam abandonado a causa.

Salve, Lincoln!

O guri entrou desajeitado em meio a um time que jogava desajustado. A bola quase não chegava ao pé dele, pois não havia ninguém mais em condições de carregá-la com a precisão necessária.

Após um cruzamento mascado e uma bola prensada, Lincoln acertou o único chute a gol do nosso time, naqueles últimos 45 minutos de partida. A bola passou rente e entre as pernas do zagueiro deles (que não era assim um Geromel) e foi parar dentro do gol.

Um gol que talvez não tenha feito jus ao futebol que apresentamos. Mas que fez à história que construímos: a de Imortal Tricolor. E só por acreditar sempre nesta história, fiquei atento, ligado, sofrendo e torcendo até o apito final do árbitro, sem perceber que me restariam pouco minutos para descansar e iniciar maratona de trabalho, nesta quarta-feira.

Quem se importa com isso, depois de ter tido o prazer de assistir a mais um grande feito da nossa imortalidade.

Salve, Gremio!

15 de março de 2016

Quem não faz leva ou muito mais sorte que juízo

San Lorenzo 1 x 1 Grêmio

Primeiro Tempo: 1 x 0

Ramiro foi para o campo pela lateral direita.
Aos 2:30 minutos, Marcelo Oliveira cometeu um pênalti tosco. Pênalti marcado e convertido. O Grêmio começa o jogo perdendo por 1 x 0. Tudo que não podia acontecer.
O tricolor reagiu e quase empatou aos 5 minutos. Ramiro cruzou mas Douglas bateu alto por cima.
Aos 7 minutos falta para o Grêmio, Luan chutou mas a bola bateu num zagueiro e foi para escanteio. Na cobrança Geromel entrou de carrinho na bola mas ela bateu na trave e saiu.
Logo depois Everton cruzou para defesa do goleiro. 
Aos 17 minutos cruzamento na área, Marcelo Grohe rebateu mal e quase que sai o segundo.
Falta para o Grêmio que deu contra-ataque. Maicon falhou e o atacante entrou sozinho na cara de Grohe. Na saída do goleiro ele deu para o lado para outro atacante que entrava sozinho. Mas Grohe se recuperou e fez um milagre. Um gol feito perdido. Por sorte. Eram 19 minutos.
Aos 22 minutos Geromel salvou outra jogada perigosa.
Aos 26 minutos Everton bateu forte da entrada da área mas a bola foi muito alta.
Marcelo Oliveira deixou cruzar aos 34 minutos e Grohe mandou para escanteio. O San Lorenzo teve 3 escanteios em sequência mas não deu em nada.
Fred cabeceou por cima um escanteio para o tricolor aos 37 minutos.
Grohe fez mais um milagre aos 42:30 minutos impedindo o segundo gol.
Aos 44 minutos o segundo gol não saiu por muita sorte. A bola primeiro foi no travessão, depois bateu num zagueiro e no terceiro chute Geromel salvou do risco do gol quando Grohe já estava batido.
O San Lorenzo teve ainda outro contra-ataque perigoso que Maicon salvou antes de terminar o primeiro tempo.

.....

Depois de levar um gol a dois minutos num erro grotesco do Marcelo Oliveira o tricolor reagiu e foi para o ataque. Teve domínio por 10 minutos e depois o jogo ficou igual.
Depois dos 35 minutos o San Lorenzo tomou conta do jogo e não fez dois ou três gol por estas coisas do futebol.


Segundo Tempo: 0 x 1

Roger gosta de viver perigosamente e iniciou o segundo tempo com o mesmo time.
O segundo tempo começou morno, o que só podia ser bom para o time argentino. Que controlava o jogo sem muito esforço.
Giuliano caia sempre que a bola chegava nele.
A primeira jogada do tricolor foi aos 9 minutos. Everton cruzou da esquerda mas Giuliano bateu fraco para fácil defesa do goleiro.
Geromel, sempre ele, cruzou uma bola perigosa mas a zaga afastou. Eram 12 minutos.
Aos 18 minutos Roger finalmente resolveu mudar. Mandou Lincoln e Bobô para o jogo.
Aos 25 minutos os argentinos perderam o segundo gol mandando por cima da marca do pênalti.
As substituições tão pedidas pela torcida pioraram o time que não conseguia mais chegar e passou a errar passes em profusão.
Pedro Rocha foi para o jogo depois dos 30 minutos.
Aos 32 minutos Everton tentou cruzar mas bateu muito fechado perdendo um bom ataque.
O jogo foi se escoado para o final sem acontecer nada. Eram 40 minutos e o Grêmio, perdendo, não havia chutado uma única bola. Nem ao gol e nem para fora. 
Mas aos 45 minutos, na única jogada de ataque decente, Everton cruzou, Bobô errou mas Lincoln bateu meio mascado e a bola passou no meio das pernas do goleiro e entrou. Um empate que nem o mais otimista gremista esperava.
Na saída de jogo Grohe salvou mais uma bola de maneira espetacular.
E o time saiu com um empate que pode, e provavelmente, vai significar a classificação.

......

Roger fez suas escolhas e está pagando por elas. Marcelo Oliveira vem mal há muito tempo e é intocável. Fez um pênalti ridículo que custou a vitória.
Aposta na pifada o Douglas até que se convence que ela não virá, geralmente quase no final do jogo. Quando tira, o tempo já está escasso para
Agora terá que, no desespero, decidir o que quer na vida: ganhar títulos ou conviver bem com os cascudos disputando posição intermediária na tabela.

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Como jogaram:

Marcelo Grohe: Evitou uma goleada no primeiro tempo. No segundo tempo não teve trabalho até a última bola. Quando garantiu o empate. Nota: 10
Ramiro:
 entrou para melhorar a marcação e foi razoável. Nota: 6
Geromel: Salvou um gol feito
. Tentou ir para o ataque, mas não consegue jogar sozinho. Nota: 8
Fred: Se atrapalhou com a bola várias vezes
. Mas foi bem. Nota: 7
Marcelo Oliveira: Sem explicação o pênalti que fezNota: zero
Edinho: Luta muita mas produz pouco para a frenteNota: 4
Maicon: Fez um bom primeiro tempo apesar de uma falha clamorosa que quase resultou em golNota: 5
Giuliano: Não é nem perto do que foi o ano passado. Parece sem forças. Nota: 3
Douglas: Totalmente dominado pelos adversários nada fez no primeiro tempo. E muito menos no segundo. Nota: 3
Luan: Está devendo e muito este ano. Não jogou nada de novo. Nota: 3 
Everton: Lutou muito e foi o melhor do time no primeiro tempo
Nota: 7

.....


Lincoln (Giuliano): Entrou meio perdido, sentindo o jogo, mas no final fez o gol do empateNota: 8
Bobô (Douglas): Participou do gol de empateNota: 5
Pedro Rocha (Luan): Sem tempo não apareceu. sem Nota

Roger: Parece que está tentando morrer abraçado com o Marcelo Oliveira e com o Douglas. Demorou para mexerNota: 5
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Arbitragem:
Andres Cunha, Miguel Nievas e Carlos Pastorino (trio uruguaio) - nenhuma participação no resultado. Excelente atuação.

Daniel Matador - Bota na conta do Papa

"- Fazer o que com o verme aqui, Capitão?
- Bota na conta do Papa."
Capitão Nascimento e uma de suas míticas frases em "Tropa de Elite".

Luan segue à frente do time no jogo desta noite na Argentina.


Caros

Já teve derrota, empate e vitória. Teve até goleada na Arena. Mas o jogo hoje é outro. E não dá pra perder para o time do Papa na Argentina. O San Lorenzo de Almagro, apesar de seu título recente na Libertadores, é atualmente o lanterna de um dos mais fortes grupos da competição. A surpresa com o futebol e principalmente os resultados apresentados pelo mexicano Toluca fez com que a classificação daquele que muitos denominaram desde o início como sendo o Grupo da Morte desta Libertadores se tornasse uma incógnita. Uma derrota ameaça diretamente a classificação tricolor. Não a inviabiliza, como muitos imaginam, mas a tornaria muito difícil. Um empate praticamente acabaria com as esperanças do time argentino, fazendo com que ele jogasse a vida contra Toluca e LDU. E uma vitória gremista simplesmente faria com que a Arena fosse pequena para o jogo da última fase.

Roger deve mandar a campo um time com leves alterações em relação ao que empatou com este mesmo San Lorenzo na semana passada. Grohe segue no gol, com Geromel e Fred na zaga. Na lateral direita, há a chance de Ramiro ocupar o posto, visto que Wallace Oliveira segue no DM e muitos consideram que o garoto Wesley sentiu a pressão na partida anterior. Marcelo Oliveira se mantém na lateral esquerda. Edinho e o capitão Maicon repetem a dupla de volantes. Giuliano, Douglas, Everton e Luan completam o time do meio para a frente. Uma novidade na delegação é o garoto Lincoln, de destacada atuação na vitória do último sábado frente ao Cruzeiro, pelo ruralito.

O zagueiro Fred foi o autor do gol gremista no último jogo contra o San Lorenzo.


Quem é macaco velho em Libertadores e manja da matemática sacana que rege este torneio sabe que a vitória do Toluca no último confronto com a LDU favoreceu o Grêmio. Um empate também teria sido bem vindo. O único resultado ruim teria sido uma vitória do time equatoriano, o que não ocorreu. Por incrível que pareça, se o Toluca ganhar todos os seus jogos restantes, bastam dois empates para que o tricolor se classifique, tão maluca é a gama de possibilidades desta competição. Logicamente que não dá para contar apenas com o fator sorte. Sem futebol, a matemática vai sempre jogar contra. E é possível vencer o San Lorenzo na Argentina. Basta que o futebol que este mesmo grupo já mostrou apareça. E principalmente a atitude do time seja a de buscar a vitória.

O objetivo de vida do Grêmio sempre é a Libertadores. Sempre foi. Está em seu DNA. Nossa história assim atesta. E buscar o tricampeonato foi uma meta traçada no início deste ano. Esta noite outra batalha pela libertação da América será travada. Se o time argentino resolver ficar no caminho, ele vai ter que pagar a conta. Ou então, a conta vai para o Papa.

Saudações Imortais

14 de março de 2016

Lincoln está pronto

Mesmo que alguns técnicos de futebol se diferenciem dos demais pela postura, inteligência, estudo, chegará um momento na sua vida em que cairá na tentação de titubear. 
Isso é batata, como se diz no jargão popular.
Não existe técnico de futebol 100% eficiente. Eles são campeões sim, mas nunca sem tropeçar em algum momento da competição.
Vivemos um momento em que Roger está tropeçando e se atrapalhando. Técnico que não tropeça, não é técnico. Impressionante a capacidade de complicar o que complicado não está.

Mais uma vez vou escrever: Lincoln ESTÁ PRONTO para entrar no time principal. O guri joga como um adulto e com a leveza e a naturalidade de uma criança. O torcedor sente-se  agoniado de ver que ali naquele corpo habita categoria e qualidade que são desperdiçadas pelo Grêmio.
O fato de não ter ficado no banco no jogo contra o San Lorenzo causa  estranheza. O que teria levado Roger a tomar essa decisão? 

Faz tempo que desisti de entender como funciona a mente dos técnicos de futebol. Eles têm um jeito muito peculiar de raciocinar.  Seria importante Roger reconsiderar e refletir sobre a possibilidade de Lincoln se encaixar nesse time do Grêmio. O torcedor está cansado  ver o mesmo filme repetir-se. Inúmeras vezes já aconteceu no Imortal Tricolor de um menino da base ser preterido em favor de um cascudo e mais tarde explodir para o mundo do futebol.
Não quero acreditar que seja medo de arriscar. Não acredito que Roger já tenha chegado no estágio de ter medo de perder o emprego, sentimento comum nos técnicos cascudos.
Não quero acreditar que ele pense que Douglas protege mais a defesa do que Lincoln.
Espero, sinceramente, que haja espaço na cabeça de Roger para rever seus conceitos. Coloque o guri para começar o jogo. Se o desempenho dele for preocupante, saque a arma letal Douglas para "salvar" o time.

13 de março de 2016

Avalanche Tricolor: que o DNA de Roger prevaleça sempre

Por Milton Jung


Cruzeiro-RS 1×3 Grêmio
Gaúcho – Estádio do Vale/Novo Hamburgo


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Bobô e Lincoln comemoram mais um gol Foto: Lucas Lebel/Grêmio FBPA
 Jogadores titulares preservados para a próxima batalha logo ali na esquina, não se esperava muito da equipe escalada por Roger para a partida do fim de tarde de sábado, em Novo Hamburgo. Eram atletas que costumam treinar do mesmo lado, no time reserva, mas para os quais o técnico não dedica toda atenção tática. Treinam juntos, mas não coletivamente.

Verdade que alguns dos que entraram em campo a todo momento aparecem no time principal, muitas vezes sacados do banco como solução encontrada por Roger para resolver qualquer problema que por ventura ocorra no decorrer do jogo, casos de Fernandinho, Bobô e Henrique Almeida.

Dar oportunidade para Bruno Grassi no gol é sempre bom, pois ele demonstra segurança e personalidade no que faz. E a seleção está aí de olho em Marcelo Grohe.

As duas laterais apresentaram guris em ascensão: Kaio, que me pareceu mais disposto a ir ao ataque do que os próprios titulares, e Marcelo Hermes.

Ver Ramiro de volta ao time também me alegra, pois é daqueles jogadores que o grupo sempre precisa ter: se não deslumbra o torcedor pelo talento, o faz pela eficiência na função cumprida. Soube até que temporadas passadas foi dos que mais passes acertaram. Se não o que mais acertou. Informação a ser confirmada, mas que não me surpreenderia se verdadeira fosse.

Havia, também, Pedro Rocha, que inclusive já esteve entre os titulares e de quem sempre se está a espera de uma arrancada em direção ao gol, papel que cumpriu bem aos 26 minutos do primeiro tempo, ao empatar a partida.

Contra um adversário que disputava “copa do mundo”, a adversidade inicial, com mais um gol tomado de cabeça, não me assustou como deveria. Pois, mesmo diante de todas as fragilidades que pudéssemos ter, havia algo que me agradava: o DNA de Roger.

Sim, apesar de ser a equipe reserva, percebia-se a tentativa de tocar a bola com rapidez, se deslocar com agilidade, aproximar-se para receber e passar, e reduzir o espaço para o adversário jogar. Nem sempre com a habilidade necessária para que se protagonizasse em campo o ensaiado no treino, mas do jeito que Roger quer que o Grêmio jogue.

A satisfação de ver o esforço de a equipe reserva colocar em campo o que Roger pensa e gosta se deve ao fato de me sinalizar de que estamos criando uma cultura diferente no futebol gremista, que o tempo ainda reconhecerá com títulos.

Na partida desse sábado, porém, nada me agradou mais do que assistir ao futebol jogado por Lincoln.

Talentoso e aguerrido, nosso guri se agiganta no meio de campo. Técnico e destemido, torna nosso ataque melhor, pelo perigo que leva aos adversários ou pela qualidade em servir aos colegas mais bem posicionados na área – como no segundo gol, marcado por Bobô, aos 42 do primeiro tempo. Foi premiado com gol de pênalti provocado por seu domínio de bola, aos 11 do segundo tempo.

Talvez ainda seja muito novo para assumir a responsabilidade da camisa titular, especialmente diante dos compromissos mais sérios que temos pela frente, a começar pelo de terça-feira, quando teremos de ser maior do que fomos até aqui. Porém, Lincoln se transforma em esperança (e opção) de que o futebol qualificado, que tanto defendemos, terá vida longa.

Que chegue logo a terça-feira e o DNA de Roger prevaleça!

12 de março de 2016

Reservas deram conta com sobras

Cruzeiro 1 x 3 Grêmio

Primeiro Tempo: 1 x 2

O Grêmio com 11 reservas. Bom para ver quem pode jogar nos titulares.
E nos primeiros minutos se percebia a falta de conjunto do time.
Aos 13 minutos a primeira boa jogada. Lincoln cruzou para Bobô que dominou e chutou, mas Pedro Rocha estava impedido quando interceptou a bola.
Aos 19 minutos quase gol após Lincoln dar para Fernandinho que chutou. A bola bateu no zagueiro e sobrou para Bobô que chutou prensado com o goleiro.
Bobô foi derrubado na área aos 22 minutos mas adivinhem? Segue o jogo falou o juiz do Novelhaco.
Reserva bom é reserva que joga igual o titular. E os reservas do tricolor provaram isto. Levaram gol de bola aérea em cobrança de lateral. Eram 24 minutos. Primeira chegada do Cruzeiro. 1 x 0.
Mas aos 25:50 minutos Marcelo Hermes deu um grande passe para Pedro Rocha tirar do goleiro e empatar.
Aos 37 minutos Bruno Grassi falhou em cobrança de falta e quase que o Grêmio tomou outro gol na bola aérea.
Fernandinho bateu de fora da área mas a bola saiu raspando a trave aos 40 minutos.
Falta próxima da área para o Grêmio. Lincoln bateu na cabeça de Bobô que mandou tranquilamente para as redes. Eram 43 minutos. Virada tricolor.
E foi isto.

.....

Um bom jogo no primeiro tempo. A defesa, tirando duas bolas aéreas foi bem. Mas não dá para tirar a bola aérea.
Destaques para Marcelo Hermes, Pedro Rocha e especialmente Lincoln.


Segundo Tempo: 0 x 1

O mesmo time voltou para o segundo tempo. 
Aos 3:30 minutos quase empate do Cruzeirinho. O cara bateu forte mas a bola saiu para a lateral.
A primeira chance do tricolor foi aos 7 minutos. Bobô recebeu um belo passe mas quando chutou estava prensado.
Saraiva teria falado que a torcida do Grêmio é muito chata. Levou o troco: Saraiva viado.
Lincoln enquanto isto entrou área adentro e foi derrubado. Desta vez ele bateu e deu uma bomba no ângulo. 3 x 1 aos 12 minutos.
Bobô deu um belo passe para Lincoln que de pé direito bateu por cima. Eram 17 minutos.
Lincoln deu uma assistência para o Bobô que foi derrubado na entrada da área. Marcelo Hermes bateu mas a bola deu na barreira.
Tontini e Henrique Almeida entraram no lugar de Fernandinho e Bobô respectivamente.
Depois do terceiro gol o Imortal deu uma parada.
Aos 44 minutos Tontini deu um grande passe mas Henrique Almeida escorregou na entrada da área e perdeu a bola.
O jogo foi até os 49 minutos sem nada mais de importante.

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Apesar de jogar com os reservas uma vitória sem muitos sustos. O Cruzeiro, apesar de lanterna, não é muito pior do que os demais times do torneio do Novelhaco.
De negativo o gol de bola aérea. De novo. Um câncer recorrente este ano.
De positivo, Kaio, Marcelo Hermes, Jailson e especialmente Lincoln e Bobô.
Roger poderia, ou melhor, deveria pensar seriamente em escalar Lincoln e Marcelo Hermes desde o início na Argentina.
Mas se não o fizer, que não cometa o sacrilégio de deixar este menino talentoso fora do banco como fez na última quarta-feira.

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Como jogaram:

Bruno Grassi: Uma saída errada no primeiro tempo. Sem culpa no gol. Nota: 6 
Kaio: Improvisado na lateral deu conta do recado. 
Nota: 6
Bressan: Enquanto o Grêmio continuar tomando gol de bola aérea só o Geromel pode ser inocentado. 
Nota: 5
Rafael Thyere: Vale o mesmo que para o Bressan.
 Nota: 5 
Marcelo Hermes: Roger poderia pensar seriamente em começar com ele em Buenos Aires terça-feira. Nota: 7
Jaílson: Não é craque. Mas é muito útil. Nota: 6
Ramiro: Para quem está voltando de parada foi bem. Nota: 6
Fernandinho: O de sempre. Se esforça mas não consegue produzir. Nota: 5 
Lincoln: Está pedindo passagem. Nota: 9
Pedro Rocha: Um belo gol e muita movimentação. Foi bem apesar de sumir um pouco no segundo tempoNota: 7
Bobô: Uma bela atuação. Gol e assistências. Talvez sua melhor partida este ano. O melhor junto com Lincoln. Nota: 9 


.....


Tontini (Fernandinho): Entrou com pouco tempo e pouco produziuNota: 6
Henrique Almeida (Bobô): Também teve pouco tempo mas conseguiu algumas jogadas que perturbaram a defesaNota: 6
Iago (Lincoln): Sem tempo. sem Nota: 

Roger: Tem de resolver o problema da bola aérea na área do Grêmio. Nota: 6
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Arbitragem:
 Daniel Soder - Não deu um pênalti. Pareceu no início que iria operar o tricolor mas depois se acomodou. Sem maiores problemas.

11 de março de 2016

O gênio incompreendido, as chances e o Nestor



Mazáááá Roger véio

Estive na Arena quarta-feira. Foi ótimo abraçar os amigos que encontrei. Mas foi duro aguentar o que eu vi.
Dos três jogos em sequência na Arena este era o que mais temia. Não só porque o San Lorenzo é o único dos três adversários que se pode dizer que é bom. Mas especialmente porque time argentino é sempre catimbeiro e sabe jogar fora de casa.
O primeiro tempo até foi razoável. O time do papa fez duas linhas de quatro o que dificultou muito a movimentação do ataque do Grêmio. Enquanto isto a defesa não sofria percalços. Algumas chances apareceram e Fred fez o gol na primeira e única falta que bateu depois que chegou no tricolor. Everton podia ter matado o jogo mas deu uma bomba no travessão. E a defesa falhou de novo miseravelmente na bola aérea. Um empate que não poderiam ter deixado acontecer.
O segundo tempo também foi de razoável para bom até os 20 minutos. Então Roger mostrou que assumiu definitivamente o status de treinador. Mostrou que amadureceu no cargo.
Já tinha timidamente tentado assumir dois ou três jogos atrás mas quarta Roger saiu do armário. Para ser rotulado de treinador, para ter escrito treinador na carteira de trabalho, o sujeito tem de ser uma mistura de gênio com idiota. Um treinador que se preze de vez em quando tenta um lance de genialidade, ou que pelo menos ele entenda que vai ser genial. Geralmente acaba tomando uma decisão imbecil. Se tem muita, mas muita sorte, ela funciona pela condescendência dos deuses. Aí ele vai para a entrevista todo pimpão e sorridente. Quando dá o que a razão e a lógica dizem que dará, e a meleca fica grande, vai para a entrevista cheio das desculpas e explicações que não convencem ninguém.
Até o Argéu, pelo menos eu acredito que isto ele saiba, pois até o Argéu deve saber que um time que empilha atacantes perde o jogo. E Roger jogou, acreditem, num 4-2-4 por 30  minutos. E pior, um 4-2-4 com Edinho e Maicon esbagaçados no meio. A gente olhava para o campo e via uma cratera entre a defesa e o ataque. A genialidade do treinador gremista resultou em 30 minutos sem um único ataque do Grêmio (muito menos chute a gol) e um filme de terror para a torcida e para os atletas que corriam atrás dos hermanos sem encontrá-los. Não perdeu porque acredito que o papa pensou que a torcida não merecia castigo tão forte.
Se serviu para ele aprender, fica o consolo. Mas treinadores... Esta raça é difícil de aprender as coisas.

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Eu fiz um post dizendo que o Grêmio não se classificaria. Mas por incrível que possa parecer, o resultado de ontem melhorou e muito as chances apesar do empate. O tricolor pode classificar, e possivelmente classificará se fizer 4 pontos no returno. Se fizer 5 ou 6 pontos é certo.
O melhor resultado ontem teria sido um empate entre LDU x Toluca. Mas a vitória do Toluca não foi ruim. Os mexicanos jogam as duas partidas contra o San Lorenzo e o LDU em casa, e provavelmente ganhará as duas. Virá a Porto Alegre classificado.
E o que o Grêmio tem de fazer? Esquecer esta bosta do torneio do Novelhaco que está equivocadamente, na minha opinião, valorizando e concentrar os esforços nos dois próximos jogos que serão fora.
Eu penso que será mais fácil ganhar do San Lorenzo lá do que aqui. O que não significa que eu esteja dizendo que ganhará. O time argentino jogou na Arena fechado e especulando um contra-ataque. Quase ganhou jogando assim, muito graças ao Roger, mas mostrou lentidão para contra-atacar.
O Grêmio tem que ter postura semelhante lá. Fechar os espaços e aproveitar a velocidade dos seus jogadores de frente.
Não, não estou preconizando que jogue retrancado pelo pontinho fora. Estou dizendo que, se precavendo atrás e contando com o nervosismo do adversário, que será eliminado se empatar, poderá ganhar.
Depois, ganhando, empatando ou perdendo na Argentina, tem de decidir por uma das duas possibilidades: chegar em Quito no dia do jogo contra a LDU ou, ainda melhor, ir com 15 dias de antecedência. Tem muita coisa em jogo para morrer no início.

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Nestor Hein foi em um programa da Rádio Gre-nal na quinta-feira da manhã quando debateu com o Pedro Affff...tato. O assunto foi, ainda, a entrada criminosa do jogador mazembado no Miller.
Do debate ficaram algumas conclusões:

  1. O DNA deles tem o mau-caratismo como um componente muito forte. Só não disseram que foi o próprio Miller quem se machucou com uma marreta. Mas todas as outras insinuações possíveis foram feitas. Patética a defesa veemente de um jogador que em menos de um ano de carreira já tem meia dúzia de cotoveladas desferidas. Assim como foi ridículo dizer que o lance não foi proposital.
  2. Nestor Hein representa sempre muito bem o Grêmio. Ele diz o que a torcida quer dizer. Sobre a entrevista do dia anterior do Derróteo Pífio ele foi direto e certeiro. "Este senhor foi asqueroso, nojento, o que ele disse foi uma vergonha. Deu asco."
  3. Mais certeza deu aos gremistas que o torneio do Novelhaco tem de ser abandonado.

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Em relação ainda ao assunto acima, vale reproduzir o twitter do Carlos Josias.



10 de março de 2016

Avalanche Tricolor: disposto a sofrer até o fim!

Por Milton Jung

 

Grêmio 1×1 San Lorenzo
Libertadores – Arena Grêmio


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O ataque não funciona. Então, temos Fred. 

A marcação falha. Fred, de novo. E Geromel, como sempre.

E Marcelo Grohe faz mais uma incrível defesa.

O passe perde a precisão. Que a sorte nos ajude, se precisar!

Quando as coisas não dão certo, segure-se quem puder. E como pudermos.

Se o empate não era o melhor resultado, que assim seja na Libertadores!

Ou alguém aí imaginou que a vida seria fácil?

Vamos recuperar estes pontos fora de casa, por que não!?

Pra almejarmos o TRI, vai ter de ser assim: lutado, suado, às vezes (e que seja somente às vezes) sofrível.

Tem horas em que nada parece que vai dar certo … 

É para isso que temos Fred, temos Geromel, temos Marcelo.

E temos um baita coração tricolor, disposto a sofrer até o fim.

Até o TRI!