24 de agosto de 2016

Daniel Matador - Vitória na busca pelo penta

Atlético-PR 0 x 1 Grêmio

Grohe, de grande atuação no segundo tempo, agradeceu pela vitória.

Caros

O mais tradicional campeão da Copa do Brasil estreou nesta quarta-feira de agosto na competição cuja taça já foi carimbada quatro vezes com seu nome. Cláudio Duarte, lá pelos idos de 1989, quando olhou o regulamento do recém criado torneio, sentenciou para a diretoria do Grêmio: "Com dez empates estaremos na Libertadores".  E o tricolor iniciava ali a história que culminou com incríveis sete finais e quatro taças da competição nacional. Desta vez, sequer dez empates são necessários, pois já iniciamos na fase de oitavas-de-final contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada. Com oito empates dá pra ser campeão. Por mais que muitos tenham ojeriza a este fato.

Como Wallace Reis já entrou em campo por este torneio com a camisa do Flamengo, fica impedido de atuar pelo Grêmio nesta competição. Em seu lugar estreou o contratado zagueiro argentino Kannemann. Com a lesão do capitão Maicon, Jaílson formou a dupla de volantes com Walace, que retornou da seleção campeã olímpica juntamente com Luan, um dos destaques da Olimpíada. E o próprio Atlético-PR teve o retorno do goleiro Weverton, um dos heróis da inédita conquista.

1º Tempo: Atlético 0 x 1 Grêmio

Roger iniciou o jogo com Ramiro de titular e Everton no banco. O gramado sintético da Arena da Baixada foi molhado antes do jogo para que a bola rolasse ainda mais rapidamente. Mas, se essa estratégia era para favorecer o Atlético, o tiro saiu pela culatra. Aos 6 minutos, Douglas recebeu passe de Walace e, de costas, deu uma assistência magistral DE CALCANHAR para Miller, que chutou cruzado na saída de Weverton para abrir o placar.

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O time gremista cadenciava o jogo nos primeiros minutos e nem parecia que era o visitante. Aos 16 Luan conduziu a bola e chutou de longe, para defesa de Weverton. Aos 23. após intensa troca de passes na entrada da área, Edilson também arriscou um sapataço, defendido pelo arqueiro rubro-negro. O jogo era de muita movimentação, mas com poucas chances reais de gol para ambos os lados. Aos 36, Douglas fez uma jogadaça e abriu para Luan, que limpou na quina esquerda da grande área e chutou, mas a bola subiu muito. Aos 40, Ramiro recebeu, invadiu a área e chutou cruzado de canhota; a bola passou muito perto. E nada de muito mais importante ocorreu neste primeiro tempo de vitória parcial da equipe gremista.





2º Tempo: Atlético 0 x 0 Grêmio

O CAP já começou o segundo tempo fazendo duas alterações. E não eram nem 3 minutos quando Douglas deu mais um passe açucarado para Miller, que desta vez desperdiçou. Quase dois minutos depois, a primeira jogada realmente perigosa do Furacão, após uma cobrança de falta cuja continuidade foi um bago pra fora. O Atlético tinha as melhores investidas nesse retorno do vestiário e, aos 10 minutos, André Lima cabeceou após uma cobrança de falta e a bola passou lambendo o travessão.

O jogo inverteu totalmente em relação ao primeiro tempo e o Atlético dominava as ações. Aos 25, a primeira chegada mais incisiva do Grêmio, que gerou um escanteio. Um minuto depois, Walace lançou Luan, que chutou para grande defesa de Weverton. Aos 31, foi a vez de Grohe fazer um milagre em cabeçada de André Lima. O tricolor conseguia puxar alguns contra-ataques, mas não finalizava com qualidade. Aos 37, Miller saiu para a entrada de Everton. Aos 43, Luan recebeu de Walace e desperdiçou mais uma chance, chutando para fora. Aos 45, Everton engatou uma quinta marcha e, cara a cara com o goleiro, tentou encobri-lo, perdendo mais um gol. Um minuto depois, Kaio entrou no lugar de Luan. E não teve tempo para mais nada. O jogo acabou e o Grêmio ganhou.




Como jogaram:

Grohe: o convocado goleiro da seleção nem sujou o fardamento no primeiro tempo. No segundo, grandes intervenções e defesas. Nota 7
Edílson: a lateral esquerda é outra com ele. Nota 6
Geromel: a técnica e elegância de sempre. Ganhou quase todos os lances com autoridade. Nota 7
Kannemann: estreou bem ao lado de Geromel. Firme e sem firulas, além de estar bem posicionado na grande parte da jogadas. Nota 6
Marcelo Oliveira: foi o capitão do time por conta da ausência de Maicon. Teve alguma dificuldade em conter os avanços paranaenses no segundo tempo. Nota 4
Walace: com exceção de um ou outro passe errado, foi muito bem. Nota 7
Jaílson: parece um veterano que joga há anos no time titular. Nota 6
Ramiro: fez o feijão com arroz e não comprometeu. Nota 5
Douglas: deu uma assistência primorosa para o gol de Miller. Coisa de quem sabe. E não foi a única. Abusou dos passes com estilo. Nota 7
Luan: intensa movimentação e criação de chances, mas perdeu vários gols. Nota 7
Miller Bolaños: fez um gol de centroavante. Recebeu e chutou, como tem que ser. Perdeu uma chance clara. Mas o saldo foi positivo. Nota 7

Everton: entrou no lugar de Miller quando faltavam cerca de 10 minutos para o final da partida. Ainda assim, teve uma excelente chance desperdiçada. Sem nota
Kaio: entrou no final para matar tempo. Sem nota

Roger: surpreendeu ao optar por Ramiro para começar a partida. Mas conseguiu dominar o jogo durante todo o primeiro tempo. Teve alguma dificuldade no segundo, mas o resultado favoreceu. Nota 7

Arbitragem: para avacalhar, óbvio que a CBF tinha que botar um apitador que sempre sacaneia o time e estraga o jogo. Ricardo Marques Ribeiro (MG), auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP), foi o escolhido para a missão. Não conseguiram estragar o jogo no primeiro tempo, mas no segundo tentaram de tudo. Principalmente o bandeirinha.

Foi um excelente resultado para as pretensões gremistas. O tricolor tem agora  totais condições de confirmar a classificação no jogo de volta na Arena. E aí faltarão apenas 6 jogos. Apenas 6.

Saudações Imortais