11 de junho de 2011

Prof. Pardal derrotado

São Paulo 3 x 1 Grêmio

Os fatos e os personagens da história ocorrem duas vezes, escreveu Hegel. A primeira como tragédia, a segunda como farsa, completou Marx. O futebol não é imune a reflexões que tenham a história como pano de fundo. No jogo contra o Oriente Petrolero pela Libertadores, quando perdemos por 3 x 0, o lado inventor de Renato viveu sua tragédia. Hoje, ao reeditar a colocação de Gabriel no meio de campo, experimentamos a farsa. Também pela formação do time, não criamos uma única situação de gol no primeiro tempo. Levamos um gol num chute que desviou na zaga e tirou Victor da jogada. Foi um período no qual estivemos mais próximos de tomar mais gols do que obter o empate.

Para o segundo tempo, a teimosia continuou em campo, com a entrada de Lins no lugar de Neuton. Chegamos ao gol de empate num lance ocasional de cobrança de falta. Então, o armador entrou em ação: Douglas armou, de forma ridícula, um contra ataque para o time paulista desempatar. As entradas de Marquinhos e Roberson nada acrescentaram ao time, que seguiu sem criar situações de gol. Sem força para empatar, vimos o São Paulo fazer mais um gol, em lance irregular. Houve impedimento claro não marcado por Carlos Berkembrock.

Assim, seguimos à espera dos cascudos.
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Como jogaram

Victor: Evitou coisa pior.
Mário Fernandes: Merece continuar titular.
Saimon: O melhor dos zagueiros.
Rafael Marques: Mal na defesa, bem no ataque. Fez o gol de empate. Expulso por estupidez.
Neuton: Muito mal.
Gabriel: Era para ser uma espécie de falso ponta. Foi um falso tudo.
Fábio Rochemback: O melhor do meio de campo. Sem o brilho de outras vezes.
Fernando: Razoável. Segue com a síndrome do enxadrista (acha que tem tempo para pensar o lance, sem ser importunado pelo adversário).
Douglas: Responsável direto pelo segundo gol do São Paulo. Para o nosso time, nada fez.
Lúcio: Irreconhecível. Desatento, sem força, errou muito.
Júnior Viçosa: Sozinho na frente, nada pode fez. Acompanhado por Lins, nada poderia fazer.
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Lins (Neuton): Não tem culpa de ser relacionado para os jogos.
Marquinhos (Gabriel): Tentou fazer mas nada fez.
Roberson (Júnior Viçosa): Se entrou, ninguém viu.
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Renato: Tem o grupo na mão, mas peca pela proteção aos bruxos e pela teimosia em achar que Escudero é opção pior do que Gabriel na meia, Lins e Roberson. Já passa da hora de descer da vassoura e começar a usar o cérebro.
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Arbitragem - Paulo Henrique Godoy Bezerra, auxiliado por Carlos Berkembrock e Marco Antônio Martins: Um gol em completo impedimento não marcado, comprometeu a atuação do trio.
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Pitaco do seu Algoz

Renato, Douglas e o juiz, pela ordem, os responsáveis por uma derrota que poderia ser uma vitória. Quando ele deu uma ajeitadinha no time começamos a pressionar e o empate poderia vir, não fosse o catarina ordinário.

Saimon, Mário Fernandes na defesa e Rochemback se salvaram. Além do Victor, é claro.

Escudero é um caso a parte. Eu, se fosse ele, arrumaria minha mala e iria embora. Não sem antes mostrar o dedo médio para o Renato.