7 de maio de 2014

Razão ou emoção?

No futebol, só existem dois caminhos.


Gosto muito da maioria dos comentários do blog. Fora as pérolas que nos fazem dar boas risadas - e tem um sabor especial - , existem opiniões e sugestões muito boas sobre o Grêmio e o futebol em geral.
Pesquei dois comentários de um dos últimos posts, que mostram bem a dicotomia existente entre a torcida gremista. Dentro do contexto em que vivemos, são visões válidas e que merecem respeito já que representam os conceitos que vêm permeando as discussões diárias aqui no blog. É praticamente nula a possibilidade de existir unanimidade em futebol. Mesmo quando um clube conquista um título, sempre existirá a turma do "se", do "mas", do "no entanto"...
Não é nada fácil o trabalho de dirigir um clube. Por mais que os dirigentes tentem acertar, sempre haverá críticas de que o trabalho poderia ser mais eficiente, ou haverá elogios de que é por aí mesmo o caminho.
Leiam as duas opiniões opostas  que apresento e percebam como o trabalho do dirigente se situa em uma linha tênue entre a aceitação e a rejeição.
Fazer futebol exige muita sensibilidade e percepção. É quase uma arte.
Sendo assim, dirigentes erram e acertam, como qualquer mortal.

Comentários

Wilson
O Grêmio devendo até a zorba há anos e os dirigentes contrataram no período vários medalhões ganhando mais de meio milhão de reais. É muita irresponsabilidade.


Morse
Wilson, só é considerado irresponsabilidade, porque o Grêmio não conquistou títulos. Tivesse ganho, seria um exemplo de administração, porque para o torcedor, o que importa é a taça e não a administração do clube.
Basta ver, a cada insucesso, a quantidade de torcedores querendo a contratação deste ou aquele medalhão. Agora mesmo, estamos vivendo um período em que se pede a saída do Enderson e a contratação do Tite, sem que se pese o valor investido.
Quando da contratação do
Kleber, do Barcos, do Vargas, ou qualquer outro que tenha vindo a peso de ouro, se fossem contratados jogadores sem qualquer cartaz, desconhecidos, mas com o valor da aquisição e salários compatíveis com a situação financeira do clube, aposto que toda a torcida estaria enfurecida com as contratações "abaixo do tamanho do Grêmio" e diriam que com esses jogadores não se chegaria a lugar algum. 
Qualquer jogador médio ganha uma fortuna, e ninguém quer que o Grêmio contrate jogadores médios. O Kleber, por exemplo, quando estava jogando bem e era o principal jogador do Grêmio, ninguém falava que o salário era alto. Ou o Zé Roberto, que até campanha para ser convocado pra seleção teve entre a torcida, não teve questionada a sua contratação a peso de ouro, somente agora, quando não vem dando resposta é que é tido como caro.
Futebol é assim, quando se ganha, não interessa o que se gaste nem a dívida que ficará. Quando não se ganha, os altos salários e a condição finaneira do clube passam a ser o assunto principal.

6 de maio de 2014

Números não mentem, mas escondem coisas

Comentando no blog, ontem, o leitor-analista que assina Claudio MB escreveu:

"Analisem as contas das receitas dos clubes. Atentem para as seguintes rúbricas (sic): Social e Amador e Bilheteria. E depois comentem se todo o mimimi dessa direção tem razão de ser!!!! Deveriam avisar essa diretoria amadora que eles devem publicar os balanços. E que os números podem ser comparados. Nesse caso, sugiro comparar os números com os do coirmão, que sofreram os últimos dois anos com bilheterias ridículas e não estão fazendo tanto escândalo quando o assunto é dificuldade financeira. O que mais aparece nesse discurso derrotista é tentar desconstruir a imagem dos inimigos, tática tão empregada pelo PT nos últimos 12 anos." Link para a matéria citada.

Pede o leitor-analista atenção aos itens "Social e Amador" e "Bilheteria". Depreende-se deseja defender o ponto de vista de que não houve a perda de receitas que se diz, em função da Arena. Na carona, aproveita para atacar a atual direção, tratada como sua "adversária".

A publicação crua de dados e a inferência que se faz sobre eles, não raro, induzem a erro. Um número fechado, pode ocultar detalhes importantes. Vamos ao caso concreto.

O quadro abaixo mostra os dados destacados pelo leitor-analista.


Nele se vê o item "Social e Amador" crescendo de R$ 46 milhões em 2012, para R$ 58 milhões em 2013. Ocorre que, pelo contrato de cessão onerosa assinado pela gestão anterior, que detém a simpatia do leitor-analista, o clube deveria pagar R$ 42 milhões à Arena. Sobrariam, então, dos R$ 58 mi, apenas R$ 16 mi. Compare-se ESTE número com os R$ 46 mi do ano anterior para concluir se o "mimimi", como diz o leitor-analista tem razão de ser. Na prática, o clube reteria apenas 35% da receita gerada pelo QS em 2012.

Já o "embaçamento" na análise do item bilheteria é de outra ordem. Em 2013, tivemos poucos jogos no Olímpico, no início do ano, quando o gramado da Arena não apresentava condições. A renda total auferida foi de apenas R$ 2,3 milhões. Dos R$ 9 milhões mostrados na reportagem, R$ 6 milhões referem-se a premiação pelo segundo lugar no Campeonato Brasileiro. Nada têm a ver, portanto, com "Bilheteria". Números não mentem, mas escondem coisas.

Aliás, sem jogos no Olímpico, deixa-se de arrecadar em torno de R$ 17 a R$ 20 milhões/ano, os quais, acrescidos aos R$ 42 milhões da cessão onerosa, levam a um montante subtraído do caixa do clube de R$ 59 a R$ 62 milhões. Mimimi uma ova! Houve, sim, perda substancial de arrecadação com a mudança para a Arena. Parte sustancial das receitas do QS foi resgatada pela renegociação do contrato, levado a termo pela gestão do presidente Koff.

Há outras informações ocultas nas tabelas, que ajudam a desinformar, mas fiquemos por aqui.
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Obs: Arigatô colaborou com alguns esclarecimentos.

5 de maio de 2014

Entrevista do Dr. Adalberto Preis

Acho importante para quem não viu, dar uma olhada nesta entrevista do vice-presidente Adalberto Preis. Esclarece muita coisa.

Blog do Imortal: um escape do cinismo

* O texto abaixo foi enviado pelo leitor O Santo de Casa

Encontrei este texto na caixa de comentários. E por destoar da opinião da maioria, achei interessante postar para ampliar o debate.
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Blog do Imortal: um escape ao cinismo

Quem quer escapar do cinismo da informação, busca esse local de debates. Sim! Aqui as pessoas conversam, debatem o Grêmio. Os criadores do espaço são pessoas que escrevem e marcam suas posições com franqueza, tem honestidade diante do leitor, coisa tão rara na história da imprensa (no mundo todo).

Histeria coletiva

Um fenômeno não raro de encontrarmos numa sociedade de massas, como a contemporânea.
A homogeneidade das informações disponíveis nos grandes emissores de "informação" e opinião é tamanha que, basta uma manchete de jornal pra que os papagaios passem a entoar o mesmo canto do cisne.
Um fenômeno de massa como é o futebol, colonizado intensamente pelo "mercado da bola", é palco de intenso cuidado por parte dos nossos formadores de opinião.
É difícil construir uma opinião consolidada com um pouco de isenção.
Esses momentos de derrota tem de ser administrados com as armas do conhecimento de causa, com as armas das pessoas que interagem diretamente com o ambiente do Grêmio, do futebol. E temos de dar um voto de confiança, na minha opinião, àqueles que estão no comando desse momento de intenso bombardeio ao Clube.
A histeria, o nervosismo, o contraproducente "fogo-amigo" não vai construir nada de positivo pro Grêmio.

Competições esportivas e títulos

Nas competições esportivas somente um atleta ou equipe alcança o posto de número "1".
Há preparação, competência, esforço, planejamento, disciplina, dinheiro, influência, sorte, entre outros ingredientes, nessa receita da "Vitória".
Exemplo - Se os 20 clubes brasileiros se fixarem no título como parâmetro de manutenção de um planejamento pro esporte/futebol do clube, somente 5% dos clubes manterão o seu formato original.
Esse tipo de ideia de manejo dos clubes pode ser a atual, a tradicional, pra muitas pessoas.
Na minha opinião, está longe de ser próxima da mínima razoabilidade favorável aos clubes (inclusive para o Grêmio).

Aguardemos as cenas do próximo capítulo

Vejamos o que nos aguarda 2014, que recém engatinha.
Se atingirmos resultados parelhos com 2013 ou melhores, o que é uma possibilidade nada improvável, creio que estaremos num caminho mais desejável do que em anos anteriores. 

Saudações tricolores e muita calma e força de caráter nessa hora, torcedor!

4 de maio de 2014

Canalhas & Canalhas S.A.

Fui a Porto Alegre na quarta-feira. Fui ao jogo. Sofri com a desclassificação. Por conta dela e da falta de apetrechos fiquei mudo até hoje.
Tempo suficiente para ruminar a dor. Dor, aliás, que foi nada perto da morte do Fabiano. Foi uma má semana, portanto. Muito má. Terrível.
Mas nada que está mal pode não ficar pior. Esqueçam este ditado mentiroso. Tudo que é ruim, por pior que seja, pode piorar.
Vamos por partes.

O time

Não estou no grupo dos que fazem terra arrasada. Sou oficialista, sim. Ouvi muito desaforo por ser irmão de um vice-presidente. Embora alguns acreditem que sim, não sei 20 % do que acontece lá pela discrição do Arigatô e, portanto, não tenho nenhuma culpa de nada, se é que culpados existem.
Um time muito ruim não acaba em primeiro no grupo da morte. Grupo que foi chamado por um oportunista ordinário de grupo dos mortos. Mas dos dois mortos, um eliminou o campeão da Libertadores de 2013 e o outro perdeu nos pênaltis para o campeão argentino.
O Grêmio tem carências sim. Duas carências eu diria e uma encrenca criada pelo técnico, imprensa i$enta e parte da torcida.
As carências todos sabem: um lateral direito que Pará, no máximo, mas muito no máximo é um reserva útil e um centro-avante matador. Barcos tem, além de tudo, azar. Só o azar explica aquela bola tirada do risco do gol.
A encrenca é o tal de Zé Roberto. Parte da torcida, talvez insuflada por todos os i$ento$, adora este ex-jogador. Um belo profissional, mas um inútil no time. Desde o ano passado quando estava fora era pedido por muitos torcedores. E por todos da imprensa. Zé Roberto, além de tudo, não é meia-armador. Poderia ser um segundo volante. Como meia ele mata o time do Grêmio. A julgar por ontem e pelo que fiquei sabendo, este problema já está resolvido. Uma pessoa de grande influência no clube teria dito para Enderson: "eu te avisei que assim como aconteceu com o Luxemburgo e o Renato tu irias morrer abraçado com o Zé Roberto". Ontem ele já nem entrou durante o jogo. Que vá curtir sua aposentadoria merecida.
Se o Grêmio, diante das possibilidades financeiras trouxer um matador e um lateral que não tenha como únicas jogadas atrasar para o zagueiro e cruzar nas canelas dos outros, já cresce na parada.
Claro que tem de tirar o Werley. Mas isto vai acontecer logo logo. Eu aposto.
Não vejo razão para terra arrasada, portanto.
O jogo com o Santos ontem mostrou isto. Temos um histórico de derrotas e apenas uma vitória na Vila Belmiro. Pois apesar das ondas todas pré-jogo, se fosse para alguém vencer, este alguém teria sido o Grêmio. Não venceu por conta da enorme dificuldade que tem para fazer gol.

Os i$ento$

Poucas vezes senti mais engulho do que ao tentar ouvir o pré-jogo ontem na Rádio Gaúcha. O deboche e a desmoralização dos jogadores, do treinador e dos dirigentes do Grêmio foi desumano.
As hienas saíram todas para o sol. Provavelmente era o dia anual de fazer sexo e o estoque de merda para comerem era grande.
Divertiram-se à vontade.
Conseguiram chamar de ruim o time todo. Demitiram toda a comissão técnica.
Estavam tão soltos que aquele asno do Wianney não se controlou e ofendeu todos os baianos chamando-os de vagabundos.
Ao final do jogo queria ouvir a entrevista do Enderson e do Rui mas não consegui ficar ligado. Na análise do jogo ninguém jogou nada. Todos são perebas e conseguiram empatar com um time ridiculamente ruim como o Santos. Aliás, é só um time jogar contra o Grêmio que fica ruim.
Por outro lado, o Cuiabá surpreendeu pela classe e pela competitividade. Se o empate na vila foi um fiasco, naquela arena elefante branco da copa foi um feito histórico.

Os políticos


Domingo, antes do jogo contra o Atlético MG, um ex-dirigente, o mesmo que nos deu de herança o Kleber, o Fabio Aurélio, o Pará e o Werley resolveu tuitar criticando  o uso de reservas pelo Grêmio e o lançamento das camisas em "um jogo dos reservas". Se deu mal.
Depois se soube que estava pronta a deflagração de uma campanha de oposição após o jogo com a provável derrota. Esta não veio e se recolheram.
Quarta-feira antes da decisão com o San Lorenzo, ouve uma reunião deste grupo político, nos arredores da Arena para deflagrar a ofensiva. Que veio forte e insana, após a derrota. É só olhar os twitters. Twitter, aliás, em que muitos deles se escondem atrás de fakes. Não tem coragem de mostrar a cara.
De tudo isto se depreende que esta gente está torcendo para o Grêmio perder para conseguir chegar ao poder. E para que querem o poder?
Certamente que não é para ganharem títulos. Porque, todos os cabeças do movimento já tentaram alguma coisa. E fracassaram rotundamente. É só olhar para o passado. Se não quiserem ou não tiverem tempo, o Kleber, o Fábio Aurélio, o Pará e o Werley servem de amostra.

3 de maio de 2014

Enganaram o bobo na casca do ovo

Santos 0 x 0 Grêmio

Primeiro tempo: 0 x 0

Após driblar toda a defesa do Santos, Dudu perde um gol sozinho com o goleiro aos quatro minutos de jogo chutando para fora. O Santos dá o troco aos catorze minutos, obrigando Marcelo Grohe a grande defesa depois de uma forte cabeçada do jogador santista no canto. A partir daí, os paulistas começam a gostar do jogo e pressionam em contra-ataques de velocidade. O time do Grêmio continua o mesmo das últimas jornadas: errando passes e não sabendo chutar em gol. Alguém já viu esse filme antes?
Grohe é o jogador que mais trabalha em campo com algumas intervenções. Aos 28 minutos, o árbitro permite uma tesoura do jogador do Santos no jogador gremista e pune Edinho com cartão amarelo por entrada forte em Arouca. Aos 35, o Grêmio segue defendendo-se bem e improdutivo no ataque. Só não vê quem não quer ou é cego. Logo após, Barcos, Luan e Dudu, contra apenas dois adversários, disperdiçam outro bom ataque.
E o primeiro tempo fica nisso, nesse chove não molha incapaz de empolgar o torcedor. Como muito provavelmente Enderson deve ter gostado do time, os mesmos deverão retornar ao gramado para matar o tempo no segundo tempo.
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Segundo tempo: 0 x 0

Contrariando o prognóstico, Enderson tira Luan e coloca Rodriguinho para o segundo tempo. Pará e Barcos salvam a pele. O Santos recomeça atacando forte. Em jogada de Pará, o Grêmio quase marca com Rodriguinho que chuta muito alto. Logo depois, Rodriguinho cobra escanteio e Barcos cabeceia forte por cima do gol de Aranha. O time paulista chora de ruim, e ainda assim o Grêmio não consegue se impor. Nem sinal de novas substituições. O jogo segue sem grandes articulações e qualidade. O Tricolor consegue chegar inúmeras vezes próximos à área do adversário mas sempre finaliza muito mal,  mandando a pelota por cima da meta santista ou se atrapalhando com  ela. Aos 23 minutos , o Grêmio escapa em chute forte de Tiago Ribeiro que vai para fora. Enderson segue impassível na área técnica. Será que o empate é bom? A indigência técnica é grande e sangue novo parece estar fora de questão. Só para contrariar, quando já não há muito tempo, Lucas Coelho é chamado para substituir Barcos. E o jogo segue insosso e medíocre. Até terminar com muitas vaias da heróica torcida que conseguiu aguentar até o final.
Mudanças?
Enganaram o bobo na casca do ovo...
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 Como jogaram:

Grohe: eficiente
Pará:
quase invisível em campo
Werley:
não comprometeu
Geromel:
deu conta do recado
Wendell:
bom primeiro tempo, sumiu no segundo
Edinho:
interessado no jogo
Riveros:
pouca produção
Alán Ruiz:
ritmo tartaruga
Luan:
desconfio que preferia ter ido ao cinema
Dudu:
o mais dedicado em campo
Barcos:
75 minutos brigando com a bola

Rodriguinho: deu uma melhorada no time, mas não muito

Lucas Coelho: pouco tempo, como sempre

Éverton: entrou para cumprimentar o juiz

Enderson Moreira: ainda não descobri se o problema é burrice ou teimosia.

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Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro (MG), auxiliado por Guilherme Dias Camilo (MG) e Pablo Almeida da Costa (MG). Fraco, fraco, fraquinho.

2 de maio de 2014

Vai com Deus Fabiano.



Futebol é rivalidade. Dura rivalidade muitas vezes.
Futebol, no entanto, jamais deve ser inimizade.
Das coisas boas de escrever este blog nasceu a amizade com Fabiano Cardoso.
Jornalista, tinha um blog do Internacional.
Colorado fanático, entrava no blog para comentar muitas vezes.
Com o Inter campeão da Libertadores achou que tinha cumprido a missão e fechou o blog.
Tempos depois voltou mas fechou de novo.
Ficamos amigos. conversávamos seguido no msn ou por telefone. Combinamos um chopp. Este dia não veio e não virá.
Morreu ontem pelas balas de um covarde assassino quando descia em um bar para assistir seu time de coração contra o Cuiabá.
Tinha apenas 44 anos. Deixa mulher e dois filhos de 7 e 14 anos.
E uma profunda tristeza.
País desgraçado este em que vivemos.
Se há vida depois da morte, que esteja bem.
Nós aqui ficamos mal. Mais uma vez sem entender o que nos cerca.

Desilusão e paixão


Isso é amor! Isso é paixão!

Estamos todos profundamente decepcionados e desiludidos com o histórico do Grêmio nos últimos anos. Está difícil sair dessa fase agourenta que deixa a torcida gremista perplexa e deprimida. Não está fácil, como dizem muitos, ser torcedor do Imortal Tricolor. Quando pensamos que as peças irão engrenar e que o trem voará sobre os trilhos, eis que a geringonça descarrilha.
A torcida se enche de brios e esperança... Mas a resposta é pífia.


Não está fácil!
Queremos Copa, queremos títulos, queremos volta olímpica.
Alguma coisa terá de mudar. E rápido! Essa torcida gigante e inflamada não merece ficar tanto tempo sem poder vibrar com o clube do coração. Essa torcida é apaixonada e fiel. Mesmo que alguns desiludidos digam que irão largar, lá no fundo do coração existe a chama que teima em não apagar. E a desilusão é um ótimo combustível para matar a paixão.
Portanto, senhores dirigentes e jogadores que envergam a camisa gloriosa do clube, se orientem e tomem seu prumo. Não há mais tempo a perder e a torcida está por um fio. O crédito de vocês está na última cartela. Dêem o melhor de si, revejam conceitos,  desejem não terem sua vida profissional manchada por ser integrante de um projeto fracassado.
 
O torcedor tricolor está estressado e descrente. São milhares rolando lágrimas, muitas vezes escondido dos filhos. São milhares sacrificando seu orçamento doméstico para dar um pouco do que possuem para o clube seguir em frente. São milhares que ouvem calados as frases jocozas dos adversários sem ter argumentos para rebater.
Então, senhores, se aprumem. Revejam conceitos.

A torcida não é cega. A torcida é inteligente e entende de futebol. A torcida sabe quem tem qualidade técnica para fardar e ser soldado gremista. Por favor, sejam competentes e façam sua parte. Não teimem em fórmulas fracassadas que não resultaram em vitórias.
É hora de rever conceitos, fazer dispensas e chamar a torcida para junto de si. Isso não é demagogia, mas sim estar na mesma sintonia que o povo tricolor.
O que mais irrita o torcedor, é assistir, semana após semana, os mesmos que não dão resposta satisfatória dentro de campo, continuarem com crédito infinito. Isso não é e nem será mais possível.


Queremos mudanças. Queremos que novas alternativas sejam testadas. Não queremos mais do mesmo. Já sabemos o que O MESMO nos dará em troca. OUÇAM o torcedor. Não sejam teimosos a qualquer custo.Mexam-se, trabalhem com afinco e sabedoria. Só assim vocês estancarão as lágrimas e a desilusão que tomam conta do imenso universo azul. Não escrevo isso para vitimar ninguém, mas sim com o intuito de fazer chegar a todos o eco do sentimento da torcida que não tem para quem correr na hora da tristeza.
Nunca esqueçam, a desilusão é um ótimo combustível para matar a paixão.

1 de maio de 2014

Vamos mudar?


* O texto abaixo foi enviado pelo leitor Jonas Bernardes Silveira

Chegou a hora... Não podemos mais culpar as derrotas na sorte do adversário, o adversário não teve sorte, teve competência. Eles marcaram um gol no primeiro jogo e deixaram que o Grêmio se desclassificasse sozinho. Não jogamos futebol por 150 minutos dos 180 disponíveis, enrolamos, e produzimos apenas o suficiente em trinta minutos pra não passar vergonha.

O Grêmio segue perdendo dessa forma. Só na Libertadores, temos 36% de aproveitamento em mata-mata quando perdemos a primeira partida. Por que será?
Será pelo uso do clichê “voltar vivo”? Será pela fé no “podemos reverter”? Os fatos apontam que “voltamos 64% eliminados” e “tínhamos 36% de chances de reverter”. Se meu médico me dá 36% de chances de sobreviver, morro na hora... de pavor.
Todos são livres pra pensar que o Grêmio “quase se classificou”, isso é a mais absoluta verdade. O problema é somar tantos “quases” e ver que as contas não sustentam a nossa fé.
Uma coisa ficou clara, o time dos trinta minutos finais tinha totais condições de atropelar o San Lorenzo. O time dos trinta minutos finais no confronto contra o Santa Fé tinha totais condições de fazê-lo também. Seguimos perdendo, no entanto.

Proponho uma mudança: vamos parar de pensar no futebol do meio pra trás, vamos cobrar que o time seja “aguerrido e bravo” do meio pra frente, onde podemos decidir a partida.
É duro ser eliminado tomando dois gols na Libertadores. Oito partidas, nove gols marcados e dois sofridos. Caímos, obviamente, por um gol que não fizemos... Não posso culpar a defesa por sofrer 0,25 gols por jogo.
Tenho que assistir um time perdendo a vaga, mas que entra em campo com três volantes, pra “ter paciência”, não pra conseguir a classificação. Fomos controlados por mais quarenta e cinco minutos e o treinador voltou com o mesmo time. Foi só mudar, ainda que tarde demais, para o Grêmio finalmente começar a disputar a vaga.

É nesses momentos que me pergunto, por que aturamos jogadores que não contribuem do meio pra frente? Por que não temos paciência com os jogadores que podem marcar gols e decidir partidas? Por que aceitamos que nosso treinador se acovarde e apequene o clube?
Não tenho dúvidas que Pará não tem condições de jogar no Grêmio. Quantos passes pra trás ele deu hoje? De que nos serve um passe pra trás? Essa “paciência” é o que está nos matando. Vi Werley, jogando na lateral por dez minutos, acertar um cruzamento de primeira. Pará passa meses sem fazer isso.
Não quero culpar Barcos, Maxi, Dudu, Rodriguinho... Criamos duas vezes mais chances com eles em campo, em trinta minutos, que havíamos criado nos cento e cinquenta anteriores. Não devemos crucificar um jogador por errar duas chances; devemos crucificar o treinador por escalar uma equipe que cria duas chances quando tem peças pra escalar outra, que crie dez.

Vamos seguir acreditando nesses clichês? “Voltar vivo”, “ter cautela”, “ter paciência”, “dar continuidade”... Quero ver o Grêmio atacando, matando os adversários na Copa do Brasil, não esperando pra morrer! Quero disputar o título brasileiro, não “voltar com um pontinho na bagagem”, “um pontinho” é 33% de aproveitamento. Chega de resultados ruins que “foram bons, considerando as circunstâncias”. Resultado ruim não é bom, é ruim. Se fosse bom, seria bom, não ruim. Bom e ruim, todos sabemos, são antônimos. Se alguém ainda tem dúvidas a respeito, posso desenhar.

É hora de ir pra cima, de colocar os garotos pra jogar, de chacoalhar o vestiário. Não posso acreditar que seguiremos fracassando sem alterar alguma peça de comando, não quero crer que Fábio Koff concorde com meu treinador, que disse que estamos no “caminho certo”. Essa trajetória descendente não deveria ser o “caminho certo” pro Grêmio, e estamos rolando barranco abaixo, em chamas.
Precisamos exigir certas mudanças do Grêmio, mas antes é essencial que o torcedor mude junto. Não sei se alterar nossa postura trará resultados imediatos, mas tenho certeza que “dar continuidade” aos nossos erros não trará resultado algum. Precisamos aposentar esses clichês (e o Pará), nosso sucesso depende disso.

O santo do Papa é forte


Grêmio 2  x  3 San Lorenzo

Primeiro tempo: 0 x 0


O jogo começou muito disputado e com forte marcação do San Lorenzo, que conseguia impedir todas as ações do time do Grêmio. Aos 10:30 minutos, a zaga tira de cima da linha do gol um chapéu de Barcos no goleiro, que aproveita e se joga no chão matando tempo. O Grêmio continua pressionando com força o time do Papa que se defende e faz catimba como pode. Pará faz bobagem entregando a bola para o adversário que assusta a defesa gremista. Jogo difícil e amarrado. Sem espaço para atacar, o Grêmio não consegue se aproximar da área do San Lorenzo. E a cera continua...
Aos 37 minutos o goleiro argentino faz milagre e impede gol de Barcos. O juiz, apesar da extensa catimba dos argentinos, dá apenas um minuto de acréscimo. 
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Segundo tempo:  1 x 0


Com esperança que Zé Roberto e Parazinho entrem no jogo, o técnico Enderson Moreira volta com o mesmo time. Vontade não falta. Falta é futebol!
O árbitro anula gol do Grêmio em impedimento de Barcos. O Papa tremeu no Vaticano. O Grêmio ataca muito e o San Lorenzo resiste bravamente. A torcida empurra o time e perde a paciência com Zé Roberto. O zagueiro puxa Barcos na entrada da área e o juiz nada marca. Aos 14 minutos, Enderson coloca Rodriguinho no lugar de Zé Roberto. Logo após, Maxi Rodriguez substitui Luan. Cabeçada de Geromel na trave. A reza do Papa é forte! Aos 23, Dudu perde na frente do goleiro. O Grêmio segue pressionando com muita vontade. 
GOOOOOOOOOOLAAAAAAÇOOOOOOO!!!!!!!!!!
DUDU!!!!!!!!!!!
Torcida da show!!!!!!!
Perdão, Papa Chico!

Perdemos nos pênaltis. Resultado injusto para um time que teve inúmeras chances e brigou muito para vencer. O santo do Papa é forte.
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Como jogaram:

Grohe: pouco exigido 

Pará: pouco futebol
Werley: bem
Geromel: muito seguro
Wendell: muito bem
Edinho: guerreiro
Riveros: bravo
Zé Roberto: não entrou no jogo

Luan: pouco participativo
Dudu: bravo e um golaço
Barcos: gigante.

Rodriguinho: entrou muito bem

Máxi: deu agilidade ao ataque

Lucas Coelho: entrou muito bem
Enderson Moreira: colocou o time no ataque. Demorou para trocar Zé Roberto e Pará.
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Arbitragem: Roberto Silveira, auxiliado por Carlos Pastorino e Nicolas Taran (uruguaios). Manipulada pela cera do time do San Lorenzo. Não marcou faltas. Muito ruim.